Após PF recusar delação, investigadores avaliam que Vorcaro não deve escapar de condenação

Investigadores consideram que provas já reunidas sustentam acusações contra o ex-banqueiro e que apurações em andamento devem produzir mais evidências

Danmiel Vorcaro, a PF no Distrito Federal e, ao fundo, a Papudinha (Foto: Reprodução I Divulgação (redes sociais))

 A rejeição da segunda proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro reforçou, nos bastidores da investigação sobre o Banco Master, a avaliação de que o ex-banqueiro enfrenta um cenário cada vez mais delicado na Justiça. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (12) pelo jornalista Valdo Cruz, do G1.

Segundo fontes ligadas às apurações ouvidas pela coluna do jornalista Valdo Cruz, do G1, investigadores da Polícia Federa (PF)l consideram que o material reunido até o momento já é suficientemente robusto para sustentar eventual condenação de Vorcaro no âmbito das investigações sobre supostas fraudes bancárias envolvendo o Banco Master.

Fraudes bilionárias estão no centro da investigação

As investigações da PF apontam para supostas irregularidades na venda de carteiras de crédito do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). De acordo com os investigadores, a operação teria sido utilizada para fortalecer a capitalização da instituição financeira controlada por Vorcaro.

Segundo a PF, cerca de R$ 12 bilhões em créditos considerados fraudulentos foram transferidos ao BRB. A operação, conforme a investigação, teria sido acertada entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do banco público do Distrito Federal.

As apurações também examinam possíveis conexões políticas relacionadas ao negócio. Investigadores avaliam que a operação teria envolvido interlocuções com integrantes do Centrão e com o então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que nega qualquer participação em irregularidades.

Delação de Vorcaro é rejeitada

A nova proposta de colaboração premiada apresentada por Daniel Vorcaro foi rejeitada pela Polícia Federal. Nos bastidores da investigação, a expectativa é de que o acordo também enfrente dificuldades para avançar na Procuradoria-Geral da República (PGR).

A avaliação das autoridades é que a colaboração apresentada pelo banqueiro não trouxe elementos considerados suficientes para alterar substancialmente o rumo das investigações.

Enquanto isso, a possível delação do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa permanece em compasso de espera. O termo de confidencialidade necessário para formalizar o acordo ainda não foi assinado, mas investigadores avaliam que a colaboração do ex-dirigente do BRB pode ganhar relevância diante do fracasso das negociações com Vorcaro.

Investigação deve avançar no segundo semestre

Nos bastidores da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e do gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), prevalece o entendimento de que a estratégia adotada por Vorcaro pode não produzir os resultados esperados.

A avaliação é que apostar em uma futura reversão do cenário judicial para evitar eventual prisão ou condenação representa um caminho de alto risco diante do conjunto de evidências já reunido.

Além disso, as investigações sobre as supostas fraudes bancárias e sobre as relações políticas atribuídas ao empresário devem prosseguir ao longo do segundo semestre. A expectativa dos investigadores é que novas diligências resultem na produção de mais provas, ampliando a pressão jurídica sobre Daniel Vorcaro e fortalecendo as acusações em análise.

80% veem Flávio Bolsonaro como ameaça ao sistema de pagamentos mais usado pelos brasileiros

Levantamento da Palver em grupos públicos de WhatsApp e Telegram mostra forte desgaste do pré-candidato do PL

Senador Flavio Bolsonaro fala com jornalistas, em Brasília, após reunião  com aliados19 de maio de 2026REUTERS/Mateus Bonomi
Senador Flavio Bolsonaro fala com jornalistas, em Brasília, após reunião com aliados 19 de maio de 2026 REUTERS/Mateus Bonomi (Foto: Mateus Bonomi / Reuters)

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, é apontado como responsável por ameaças ao Pix ou pelo novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos em 8 de cada 10 mensagens opinativas sobre o tema que circularam em grupos públicos de WhatsApp e Telegram. O dado indica forte desgaste do parlamentar em um debate que envolve o sistema de pagamentos mais usado pelos brasileiros e a política comercial do governo de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos.

Segundo levantamento da empresa de análise de dados Palver, divulgado pela Folha de S.Paulo, a responsabilização direta ou indireta de Flávio Bolsonaro corresponde a 81% das publicações opinativas analisadas em mais de 100 mil grupos públicos monitorados. A empresa excluiu da análise mensagens consideradas neutras, como links compartilhados sem comentários e disparos automáticos de clipping que apenas replicam notícias sobre o assunto.

O monitoramento abrangeu o período de 27 de maio a 2 de junho e está relacionado à viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, onde o senador se reuniu com Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca em 26 de maio. Desde então, aliados do presidente Lula (PT) passaram a sustentar em redes sociais e aplicativos de mensagens que a aproximação do parlamentar com o governo norte-americano representaria uma ameaça ao Pix.

A pressão sobre Flávio se intensificou na segunda-feira (1º), quando surgiu uma nova ameaça de tarifa contra produtos brasileiros. A decisão final sobre a eventual imposição das taxas depende do aval de Trump. Nas redes, apoiadores de Lula passaram a tentar emplacar o termo “Tariflávio” para associar o senador à crise comercial entre Brasil e Estados Unidos.

A associação entre Flávio, Pix e tarifaço

De acordo com o levantamento da Palver, as mensagens predominantes acusam Flávio Bolsonaro e a família Bolsonaro de “traição à pátria” e de alinhamento a interesses estrangeiros. Parte das publicações descreve a ofensiva norte-americana como um ataque a uma conquista da população brasileira, em referência ao Pix, sistema amplamente utilizado por trabalhadores, consumidores, pequenos empreendedores e empresas.

Uma das mensagens identificadas no levantamento afirma: “Bolsonarismo se consolida como principal movimento de traição à pátria da história”. O tom das publicações críticas se aproxima do discurso adotado por Lula em manifestações públicas recentes, nas quais o presidente tem defendido o Pix e criticado pressões externas contra instrumentos de soberania econômica do Brasil.

O recorte analisado reuniu mensagens que citavam o Pix em combinação com menções a Bolsonaro, Flávio, Trump ou Estados Unidos. A Palver ressalta, no entanto, que o levantamento mede o teor das mensagens que circulam em grupos públicos de WhatsApp e Telegram, e não a opinião da população brasileira como um todo.

Flávio tenta conter desgaste após ameaça de novas tarifas

O episódio passou a ser visto como um revés para a pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Políticos do centrão e até aliados do senador avaliam que a possibilidade de novas tarifas contra produtos brasileiros cria um problema político para o parlamentar, especialmente por ocorrer logo após sua visita aos Estados Unidos e sua reunião com Trump.

Na terça-feira (2), Flávio afirmou ter enviado uma carta ao governo Trump pedindo que os Estados Unidos não imponham tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, como recomendou uma investigação comercial conduzida pelo país norte-americano. O documento foi endereçado ao secretário de Estado Marco Rubio.

Na carta, Flávio afirma que o Brasil “atravessa um período de grave deterioração fiscal e econômica” e que a imposição de novas tarifas “causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro”. A iniciativa foi uma tentativa de reduzir o desgaste político provocado pela associação entre sua atuação nos Estados Unidos, a ameaça ao Pix e o tarifaço contra o Brasil.

Governo Lula vê chance de evitar tarifa e ampliar desgaste do adversário

Segundo a Folha de S.Paulo, o governo brasileiro pretende manter as negociações com os Estados Unidos e avalia que ainda há chance de evitar a imposição das taxas sugeridas pelo USTR, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA. Ao mesmo tempo, integrantes do governo Lula enxergam espaço para potencializar o desgaste de Flávio Bolsonaro, considerado o principal adversário do presidente nas eleições de outubro.

A decisão negativa para o Brasil ocorre em meio ao aumento da pressão do governo republicano de Donald Trump sobre o governo Lula. O movimento também acontece na esteira da decisão dos Estados Unidos de designar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas, medida que ampliou a tensão diplomática e política entre os dois países.

“Ninguém pode se surpreender com as mentiras de Flávio Bolsonaro”, aponta Estado de S. Paulo

Editorial do Estadão afirma que senador do PL carrega histórico marcado por escândalos, relações obscuras e desinformação política

“Ninguém pode se surpreender com as mentiras de Flávio Bolsonaro”, aponta Estado de S. Paulo (Foto: Brasil 247 / Dall-E)

 Em um dos editoriais mais duros já publicados contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o jornal O Estado de S. Paulo afirma que ninguém pode alegar surpresa diante das mentiras do senador sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como personagem central do escândalo do Banco Master. No texto intitulado “Isto é Flávio Bolsonaro”, o Estadão sustenta que o episódio apenas reforça uma trajetória política marcada por denúncias, escândalos e práticas consideradas incompatíveis com a vida pública.

Segundo o jornal, integrantes da equipe de campanha de Flávio passaram a divulgar nos bastidores que teriam sido “surpreendidos” ao descobrir a proximidade entre o senador e Vorcaro. O editorial, porém, desmonta essa narrativa de forma contundente: “Esse escândalo não muda uma vírgula da biografia de Flávio”, escreveu o Estadão, ressaltando que o filho de Jair Bolsonaro já acumulava, antes mesmo do caso Banco Master, acusações envolvendo rachadinhas, vínculos com milicianos e negócios imobiliários em dinheiro vivo.

O jornal também afirma que Flávio Bolsonaro mentiu repetidamente “para aliados, para sua equipe de campanha e para a imprensa” ao tentar ocultar ou minimizar sua relação com Daniel Vorcaro. Para o Estadão, o comportamento do senador não seria um desvio ocasional, mas parte da própria lógica política do bolsonarismo. “A mendacidade é a própria natureza do clã Bolsonaro”, escreveu o jornal, em uma das passagens mais agressivas do texto.

O editorial vai além e sustenta que a política construída pela família Bolsonaro sempre esteve baseada na desinformação e na manipulação emocional de seus apoiadores. O Estadão afirma que o próprio filme sobre Jair Bolsonaro, produzido com recursos associados a Vorcaro, retrata um personagem inexistente, “inventando um Bolsonaro que só existe nos delírios da família”.

Escândalo amplia desgaste do bolsonarismo

Na avaliação do jornal, o escândalo do Banco Master aprofunda o desgaste moral e político do bolsonarismo justamente porque expõe relações consideradas promíscuas entre poder político, interesses financeiros e campanhas eleitorais. O Estadão critica duramente aliados que seguem apoiando Flávio Bolsonaro mesmo após as revelações.

Segundo o texto, parte do campo bolsonarista estaria disposta a ignorar qualquer acusação desde que o senador permaneça competitivo eleitoralmente contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O editorial ironiza essa postura ao afirmar que, para esse grupo, “pouco importa” se Flávio esteve ligado ao “protagonista do maior escândalo financeiro da história brasileira”, se teve relações com milicianos ou se foi acusado de se beneficiar de esquemas de rachadinha.

O jornal também sugere que o filme financiado com recursos ligados a Vorcaro pode ter servido a objetivos políticos e financeiros da família Bolsonaro. Sem apresentar acusações judiciais diretas, o editorial afirma que críticos poderiam enxergar na produção um mecanismo para “lavar dinheiro, fazer caixa de campanha e sustentar o irmão de Flávio, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, na sua dolce vita nos EUA”.

Projeto político baseado na impunidade familiar

Outro eixo central do editorial é a acusação de que a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro teria como único objetivo proteger Jair Bolsonaro de condenações judiciais. O Estadão afirma que o senador “nunca escondeu” que sua prioridade é livrar o pai da prisão e sustenta que governar o Brasil jamais esteve no horizonte político da família.

O texto retrata Jair Bolsonaro como um político incapaz de exercer plenamente a Presidência e afirma que, durante seu mandato, o ex-presidente terceirizou a administração do governo por “absoluta inaptidão ao trabalho”. Na visão do jornal, o bolsonarismo transformou o Estado em instrumento de proteção familiar e sabotou qualquer tentativa de construção de uma oposição democrática conservadora fora do núcleo Bolsonaro.

O editorial afirma ainda que a extrema direita brasileira permanece refém dos interesses privados da família. “A lealdade, como ocorre na máfia, é a laços de sangue”, escreveu o Estadão, acrescentando que os Bolsonaro jamais demonstraram compromisso com valores republicanos ou com um projeto nacional.

Estadão afirma que legado do bolsonarismo foi destruição política

Na conclusão do texto, o jornal sustenta que o bolsonarismo produziu apenas “ressentimentos e destruição de consensos mínimos entre concidadãos”. O Estadão afirma ainda que a atuação política da família Bolsonaro contribuiu diretamente para o retorno do presidente Lula ao poder, ao fragmentar e radicalizar o campo da direita brasileira.

O editorial encerra com uma condenação frontal ao legado político do clã Bolsonaro, afirmando que a família “não gerou nada de bom para o País” e que, por isso, mereceria “o mais absoluto desprezo”.

Eleição se desenha com o melhor cenário para Lula: Flávio inviável, mas mantido candidato

Filho de Jair Bolsonaro se tornou tóxico pelas sucessivas mentiras sobre a relação com Vorcaro, mas ficará na disputa, inviabilizando outro nome da direita

Lula e Flávio Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação)

 O escândalo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro passou a ser tratado por analistas políticos como um fator decisivo para a sucessão presidencial de 2026. Na avaliação predominante, o filho de Jair Bolsonaro entrou em um processo de desgaste irreversível após a divulgação dos áudios publicados pelo Intercept Brasil, mas seguirá candidato justamente porque uma eventual retirada da disputa seria interpretada como admissão de culpa pela própria família Bolsonaro, como relata a colunista Mônica Bergamo.

Integrantes influentes do PT avaliam que a permanência de Flávio na corrida presidencial cria o cenário eleitoral mais favorável ao presidente Lula. Isso porque o senador se tornaria um candidato enfraquecido, mas ao mesmo tempo impediria a consolidação de alternativas competitivas no campo da extrema direita.

Mentiras em série

A interpretação petista é de que a crise do caso “Dark Horse” atingiu diretamente o principal ativo político do bolsonarismo: o discurso moralista construído ao longo dos últimos anos. O episódio envolve pedidos de dinheiro feitos por Flávio Bolsonaro ao então dono do Banco Master para financiar o filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. A sucessão de versões contraditórias e explicações consideradas frágeis ampliou o desgaste político do senador.

A repercussão do caso já começou a aparecer nas pesquisas eleitorais. Levantamento Atlas/Bloomberg divulgado nesta terça-feira (19) mostrou uma queda brusca de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno contra Lula. O senador caiu de 47,8% para 41,8%, enquanto o presidente avançou para 48,9%.

A mudança de cenário foi significativa porque, até poucos dias atrás, o entorno bolsonarista comemorava sinais de recuperação eleitoral. Pesquisa Datafolha divulgada na semana passada apontava empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, ambos com 45% das intenções de voto. No entanto, grande parte das entrevistas havia sido realizada antes da explosão do escândalo envolvendo Vorcaro.

No PT, a leitura predominante é de que o caso atingiu não apenas Flávio, mas toda a narrativa construída pela família Bolsonaro. Para uma liderança petista ouvida pela Folha, retirar o senador da disputa equivaleria a reconhecer que houve irregularidades na relação financeira envolvendo o filme “Dark Horse”. Por isso, a tendência seria mantê-lo na campanha mesmo diante do risco de novas quedas nas pesquisas.

O cenário mudou rapidamente após a divulgação dos áudios pelo Intercept Brasil. Desde então, setores da direita passaram a discutir reservadamente os riscos eleitorais da manutenção da candidatura de Flávio Bolsonaro. Apesar disso, aliados do senador reconhecem que uma retirada da disputa poderia abrir espaço para interpretações ainda mais devastadoras sobre o episódio.

Para o PT, essa armadilha política tende a beneficiar diretamente Lula. Com Flávio enfraquecido, mas ainda ocupando o espaço central do bolsonarismo, outros nomes da direita teriam dificuldade para crescer eleitoralmente e construir uma candidatura competitiva capaz de unificar o campo neoliberal em 2026.

Fábio Porchat debocha Flávio Bolsonaro e relembra polêmicas do senador: “Deus, pátria e pipoca”

Na noite de sexta-feira (16), o humorista Fábio Porchat compartilhou uma publicação apontando as polêmicas do senador e pré-candidato do PL-RJ à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, em um vídeo irônico.

Porchat faz referências ao áudio vazado da conversa entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro de forma bem-humorada. “Flavinho, meu irmãozão, que loucura é essa? Deus, pátria, família e pipoca. Falei para você usar Rouanet. Rouanet em francês é rachadinha, cara. Mauro César falando. 134 milhões para fazer um filme biografia, biografia de quem? Das Kardashians”, disse o humorista, interpretando a conversa entre o banqueiro e o Senador.

“Com esse dinheiro eu conto a vida do Bolsonaro, dos quatro filhos, das três ex-mulher, dos seis vizinho miliciano da Michelle da recompra a SAF do Botafogo. Por 134 milhões você compra a Fernanda Montenegro. Deixa ela fazendo propaganda do Itaú na tua sala de havaiana e vê BDP”, debochou, citando as transferências entre Vorcaro e Flávio para a produção da biografia do ex-presidente, Jair Bolsonaro.

Fábio Porchat também faz referência a outras polêmicas associadas ao nome de Flávio Bolsonaro, como a loja de chocolates ligada ao senador, investigada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, como possível método para lavagem de dinheiro.

 

 

Janaina Paschoal diz que Flávio Bolsonaro “não vai ganhar” e prevê mais uma vitória de Lula

Ex-deputada afirma que direita precisa “virar a página” e critica insistência em candidaturas da família Bolsonaro após escândalo envolvendo Daniel Vorcaro

Janaína Paschoal (Foto: Reprodução)

 A ex-deputada estadual Janaina Paschoal fez duras críticas à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em meio à crise provocada pelas revelações sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em publicação nas redes sociais, Janaina afirmou que o filho de Jair Bolsonaro não vencerá a eleição presidencial e ainda prejudicará outros nomes da direita com mais chances eleitorais.

“Flávio Bolsonaro não vai ganhar, mas vai seguir atrapalhando quem poderia ganhar e tirar o esquerdismo do poder”, escreveu.

A declaração ocorre após a divulgação de áudios, mensagens e documentos publicados pelo Intercept Brasil indicando negociações de até 24 milhões de dólares — cerca de R$ 134 milhões — para financiar o filme Dark Horse, inspirado em Jair Bolsonaro.

Janaina critica insistência no sobrenome Bolsonaro

Na postagem, Janaina Paschoal afirmou que o ciclo político da família Bolsonaro deveria ser encerrado após o retorno do presidente Lula ao Palácio do Planalto.

“Bolsonaro já teve sua chance, infelizmente, o resultado foi trazer Lula de volta”, declarou.

A jurista também criticou a ideia de que a direita brasileira deva continuar subordinada à família Bolsonaro.

“Não existe monarquia no Brasil, nosso candidato não precisa ser um Bolsonaro, precisamos ter coragem para virar essa página”, afirmou.

A fala repercutiu fortemente nas redes sociais porque Janaina foi uma das principais apoiadoras de Jair Bolsonaro em 2018 e participou ativamente do processo político que levou ao fortalecimento da extrema direita no país.

Escândalo ampliou crise na direita

As declarações acontecem no momento em que o bolsonarismo enfrenta uma de suas maiores crises políticas desde o fim do governo Jair Bolsonaro.

O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de um áudio em que Flávio Bolsonaro pede recursos financeiros a Daniel Vorcaro para manter a produção do filme sobre o pai.

Na gravação, o senador demonstra preocupação com atrasos nos pagamentos e alerta para o risco de comprometer contratos internacionais.

“Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, no Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano e mundial. Pô, ia ser muito ruim”, afirma Flávio no áudio.

Posteriormente, o senador confirmou a autenticidade da gravação e admitiu que buscava “patrocínio privado” para o longa-metragem.

Janaina fala em “ajuste” para perpetuar o PT

Na mesma publicação, Janaina Paschoal sugeriu que setores políticos e econômicos estariam interessados em manter o atual cenário político brasileiro.

“Coloquem a mão na consciência! Parece que existe um grande ajuste, regado com muito dinheiro, para perpetuar o petismo no poder”, escreveu.

A declaração foi interpretada por aliados do bolsonarismo como mais um sinal do aprofundamento das divisões internas no campo da direita, especialmente após o desgaste provocado pelo caso Daniel Vorcaro.

Direita vive disputa interna

O escândalo envolvendo o Banco Master acelerou disputas internas pela liderança da oposição ao governo do presidente Lula.

Nos bastidores, setores da direita passaram a defender alternativas ao sobrenome Bolsonaro para a eleição presidencial de 2026, enquanto aliados mais próximos do ex-presidente insistem na manutenção do controle político da família sobre o campo conservador.

As falas de Janaina Paschoal reforçam a percepção de que o caso Vorcaro abriu uma nova etapa de fragmentação na extrema direita brasileira.

Lindbergh pede prisão de Flávio Bolsonaro após revelação de negociações com Vorcaro

Deputado diz que acionará a PF depois que o The Intercept apontou negociação de US$ 24 milhões entre o senador e Daniel Vorcaro

Lindbergh Farias (Foto: Kayo Magalhães/Câmara)

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou que pretende acionar a Polícia Federal para pedir a prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje pré-candidato à Presidência da República, depois da divulgação de informações sobre uma suposta negociação direta de US$ 24 milhões para financiar Dark Horse, filme biográfico sobre Jair Bolsonaro.

Em publicação feita nesta quarta-feira (13), Lindbergh afirmou que levará o caso à PF e sustentou que a prisão preventiva de Flávio Bolsonaro é necessária. O parlamentar citou a existência de um áudio em que, segundo ele, o senador negocia diretamente com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, os recursos para a produção cinematográfica.

“Flávio Bolsonaro tem que ser preso imediatamente!”, escreveu Lindbergh.

Na mesma manifestação, o deputado afirmou: “Vamos entrar na PF com pedido de prisão de Flávio Bolsonaro. O The Intercept acaba de divulgar áudio em que Flávio Bolsonaro negocia diretamente com Daniel Vorcaro US$ 24 milhões de dólares para financiar filme de Jair Bolsonaro. É tudo muito grave. Essa turma tá envolvida até o pescoço no escândalo do Master. Tudo precisa ser investigado e Flávio solto e candidato pode interferir nas investigações. Preventiva já!”.

Negociação milionária para financiar filme sobre Bolsonaro

O portal The Intercept afirma ter obtido mensagens, áudios, documentos e comprovantes bancários relacionados ao caso. Segundo a apuração, Flávio Bolsonaro teria tratado diretamente com Vorcaro sobre o financiamento do filme biográfico de Jair Bolsonaro.

De acordo com o material revelado, o valor negociado chegaria a US$ 24 milhões, o equivalente a cerca de R$ 134 milhões à época. A reportagem afirma que pelo menos US$ 10,6 milhões, aproximadamente R$ 61 milhões conforme a cotação dos períodos das transferências, teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações.

Ainda segundo o The Intercept, os recursos teriam sido enviados ao Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos, e ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.

A reportagem também aponta a existência de mensagens que indicariam proximidade entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Em um dos registros, datado de 16 de novembro de 2025, um dia antes da prisão do banqueiro, o senador teria escrito a Vorcaro: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.

Vorcaro foi preso no dia seguinte, acusado de operar um esquema de fraude que teria provocado um rombo de R$ 47 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito. Em 18 de novembro, o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central.

Governo Lula estuda reajustar teto do MEI pela inflação

Ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, diz que governo Lula quer evitar distorções causadas pela defasagem do teto do MEI

Governo Lula estuda reajustar teto do MEI pela inflação (Foto: Ricado Stuckert / PR)

 O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia criar uma regra de reajuste gradual para o teto de faturamento do MEI (Microempreendedor Individual), incluindo a possibilidade de correção anual pela inflação. A informação foi revelada pelo ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, em entrevista ao videocast C-Level, da Folha de São Paulo.

Atualmente, o limite anual de faturamento do MEI é de R$ 81 mil, o equivalente a R$ 6.750 mensais. Segundo o ministro, a defasagem provocada pela inflação tem reduzido o poder de renda dos microempreendedores, o que levou o governo a discutir alternativas para atualização do teto sem comprometer a saúde fiscal do país.

“O teto do MEI não é reajustado há muito tempo. A inflação vai comendo um pedaço dessa renda e o presidente Lula quer que a gente encontre soluções que não impactem a saúde fiscal do país”, afirmou Paulo Pereira.

Governo estuda reajuste gradual do teto

De acordo com o ministro, uma das propostas em análise é substituir um aumento abrupto do teto por um modelo escalonado, com reajustes progressivos ao longo dos anos.

“Em vez de [reajustar] R$ 80 mil para R$ 130 mil amanhã, e se a gente fizer um escalonamento que cada ano você aumenta um pouco esse teto?”, disse.

O debate ocorre em meio à pressão de parlamentares e setores ligados ao empreendedorismo para ampliar o teto do MEI ainda em 2026. Nas redes sociais, há campanhas defendendo a elevação imediata do limite para R$ 160 mil anuais.

Segundo Paulo Pereira, o governo avalia cenários em que o reajuste não provoque perdas relevantes de arrecadação.

“Tem uma faixa de crescimento que, se nós aumentássemos, provavelmente não faríamos novos gastos tributários, porque ela não está gerando tributação”, explicou.

Ministro cita “crescimento para o lado” do MEI

O ministro afirmou que muitos empreendedores acabam recorrendo a alternativas para permanecer no regime simplificado mesmo após ultrapassarem o teto permitido. “Tem havido um crescimento para o lado do MEI”, declarou.

Segundo ele, alguns trabalhadores passam a abrir novos CNPJs em nome de familiares para evitar a migração para outras categorias tributárias. “A esposa abre outro MEI, a mãe, a tia, a avó”, exemplificou.

Paulo Pereira também reconheceu que o modelo atual gera impacto nas contas da Previdência Social devido ao baixo valor das contribuições. “Quando você pega 16 milhões de pessoas e põe para dentro do sistema previdenciário com uma contribuição baixíssima, é lógico que tem [impacto]”, afirmou.

Correção pela inflação está entre as alternativas

O ministro confirmou que uma das hipóteses em estudo é a criação de uma política permanente de atualização do teto do MEI com base na inflação. “Pode ter uma atualização por inflação daqui para frente. Você pode [fazer] um aumento por inflação que esteja compatível com o aumento da receita pública”, declarou.

Apesar das discussões, ele ressaltou que o governo ainda não possui uma proposta fechada sobre o tema. “O governo hoje não tem uma proposta sobre isso. A proposta do governo é conservadora em relação à saúde fiscal do país”, afirmou.

Governo quer ampliar comunicação com MEIs

Durante a entrevista, Paulo Pereira também informou que o Ministério do Empreendedorismo estuda utilizar mensagens via WhatsApp para informar microempreendedores sobre programas federais, incluindo o Desenrola 2.

A ideia é ampliar o acesso a informações sobre renegociação de dívidas, crédito e oportunidades de contratação pública. “No caso do Desenrola, a gente também está estudando uma hipótese de disparar informações para microempreendedores, porque as pessoas não sabem que essas oportunidades estão disponibilizadas”, disse.

Segundo o ministro, o governo pretende utilizar dados já disponíveis em sistemas oficiais, como os cadastros da Receita Federal, mas com cautela devido às restrições eleitorais. “A gente vai ser muito parcimonioso e cuidadoso com isso, porque, especialmente por ser ano eleitoral, tem uma série de restrições”, afirmou.

Pequenos negócios preocupam governo com possível fim da escala 6×1

Paulo Pereira também comentou os impactos da possível aprovação do fim da escala 6×1, em discussão no Congresso Nacional. Segundo ele, o governo estuda mecanismos para reduzir os efeitos da medida sobre micro e pequenas empresas.

Entre as alternativas avaliadas estão linhas de crédito voltadas à modernização e ao aumento de produtividade dos pequenos negócios. “Ele [o empresário] perdeu um pouquinho do tempo de trabalho de um funcionário, pode ter um ganho de produtividade por informatização, por digitalização”, afirmou.

O ministro também mencionou a possibilidade de regras de transição específicas para determinados setores. “Será que alguns segmentos podem ter um escalonamento para implementar? Será que alguns segmentos podem ter alguma licença? A gente pode ter algumas modulações específicas”, declarou.

Segundo ele, os segmentos mais vulneráveis seriam pequenos comércios e restaurantes de bairro. “O setor mais impactado é o comércio, sem sombra de dúvida, e essas menores empresas são as que nos preocupam mais”, afirmou.

Carreta do Mais Especialistas vai ficar trinta dias em Afogados

Consulta com médico especialista, exames, resultado e diagnóstico em uma semana. É o que prevê o atendimento da carreta do programa “aqui tem especialistas”, do Governo Federal, que chegou em Afogados nesta sexta.

O atendimento será direcionado às mulheres, com especial ênfase na prevenção do câncer de mama e de colo de útero. A carreta ficará estacionada, durante os próximos 30 dias, no final da Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara, atendendo mulheres de Afogados e de mais onze municípios do Pajeú.

O lançamento do programa em Afogados contou com as presenças de Rosano Freire, superintendente do Ministério da Saúde no Estado, dos Deputados Federais, Pedro Campos e Carlos Veras, e dos vereadores Cícero Miguel, César Tenório, Gal Mariano, Simone da Feira e Lucineide Cordeiro.

“Foi com as obras do primeiro PAC que reformamos nossas unidades de saúde, e agora com o segundo PAC, chegaram recursos para construirmos mais duas unidades de saúde e um novo CAPS. Nosso SAMU já atendeu mais de mil pessoas. E essa carreta vai ajudar nossas mulheres a ter uma melhor perspectiva de vida, com exames, consultas e diagnóstico rápido,” afirmou em sua fala o secretário de saúde de Afogados, Artur Amorim, também coordenador Nordeste do Conselho Nacional de Secretários municipais de Saúde.

Segundo informações repassadas por Rosano Freire, Pernambuco conta com três carretas do programa, onde Já foram atendidas em todo o estado mais de 12 mil mulheres.

“Durante os próximos trinta dias, essa carreta vai atender nossas mulheres, do campo e da cidade, garantindo consultas com médicos especialistas, realização de exames, com resultado e diagnóstico saindo mais rápido, levando mais saúde e qualidade de vida para as nossas mulheres,” destacou Daniel Valadares, Vice-Prefeito de Afogados, representando o Prefeito Sandrinho, que está se recuperando de uma pneumonia.

O atendimento na carreta continua na próxima segunda. Seu funcionamento será de segunda à sábado, de 7h às 17h. A proposta é agilizar o atendimento e fechar o diagnóstico para câncer de colo de útero e de mama em uma semana, garantindo celeridade no tratamento, quando necessário.

Virginia, Anitta e Ivete perdem milhares de seguidores no Instagram; saiba motivo

Diversas celebridades registraram uma queda expressiva no número de seguidores nesta quarta-feira (6), gerando uma onda de reclamações nas redes sociais. Fãs perceberam reduções significativas nos perfis de artistas e influenciadores, o que rapidamente virou assunto entre internautas.

No Brasil, a cantora Anitta teria perdido cerca de 900 mil seguidores. Já Virginia Fonseca viu seu perfil encolher em aproximadamente 300 mil, passando de 55 milhões para 54,7 milhões.

O fenômeno não se limitou ao país. Nomes internacionais como Cristiano Ronaldo (menos 18 milhões), Kylie Jenner (queda de 15 milhões) e Beyoncé (redução de 4,4 milhões) também enfrentaram perdas expressivas em suas bases de fãs.

A explicação mais provável está nas chamadas “limpezas” periódicas realizadas pelo Instagram, que remove contas falsas, robôs e perfis inativos. Esse tipo de ação costuma provocar quedas abruptas nos números de seguidores, especialmente entre perfis com grande alcance. Até o momento, a plataforma não se manifestou oficialmente sobre o caso.

 

Confira algumas das quedas registradas:

  • Anitta: -900 mil (de 62,7 mi para 61,8 mi)
  • Ivete Sangalo: -600 mil (de 37,2 mi para 36,6 mi)
  • Claudia Leitte: -500 mil (de 25,1 mi para 24,6 mi)
  • Virginia Fonseca: -300 mil (de 55 mi para 54,7 mi)
  • Luísa Sonza: -300 mil (de 29,9 mi para 29,6 mi)
  • Carlinhos Maia: -300 mil (de 35,8 mi para 35,5 mi)
  • Vinícius Júnior: -200 mil (de 59,9 mi para 59,7 mi)
  • Lore Improta: -200 mil (de 17,2 mi para 17 mi)
  • Álvaro Xaro: -100 mil (de 17,6 mi para 17,5 mi)

Prefeitura de Afogados tem contas de 2024 aprovadas por unanimidade pelo TCE

O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE) aprovou por unanimidade, na manhã desta quinta (30), as contas da Prefeitura de Afogados referentes ao ano de 2024.

Dentre diversos itens, o TCE avaliou questões como os percentuais de aplicação dos recursos na saúde e na educação, cumprimento das obrigações previdenciárias, transparência dos gastos, obediência à lei de responsabilidade fiscal, percentual adequado de gastos com pessoal e execução orçamentária.

A decisão referenda uma gestão séria, transparente e que tem compromisso com a boa administração dos recursos públicos, e que teve todas as contas já submetidas ao TCE aprovadas.

“Feliz em poder ver confirmado por esse importante órgão de controle externo, que é o TCE, a validação do trabalho sério que estamos realizando em Afogados. Sinal de que estamos fazendo as coisas do modo correto, e continuaremos assim,” avaliou o Prefeito de Afogados da Ingazeira

Entidades criticam derrubada de veto ao PL da dosimetria

Entidades alertam para risco de impunidade e retrocesso institucional após decisão do Congresso

Congresso Nacional (Foto: EBC)

A derrubada do veto ao PL da dosimetria, que altera penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro, provocou reação imediata de organizações da sociedade civil, que alertam para risco de impunidade e retrocesso institucional após decisão do Congresso Nacional.

De acordo com informações da Agência Brasil, mais de 20 entidades assinaram uma nota conjunta criticando a medida aprovada nesta quinta-feira (30), apontando impactos negativos sobre a responsabilização de envolvidos na tentativa de golpe de Estado registrada após as eleições presidenciais.

A coalizão Pacto pela Democracia classificou a decisão como um “grave e histórico retrocesso institucional”, destacando que a medida pode abrir espaço para a naturalização da violência política e fragilizar o sistema democrático.

Segundo o documento, a derrubada do veto “fragiliza o caminho que vinha sendo construído para a devida responsabilização daqueles que atentaram contra a ordem constitucional democrática no país, no contexto da tentativa de golpe de Estado após as últimas eleições presidenciais.”

A nota reúne organizações como o Instituto Vladimir Herzog, o Instituto Marielle Franco e a Transparência Eleitoral Brasil, que afirmam que a medida não contribui para a pacificação social. As entidades também criticam parlamentares que votaram pela derrubada, argumentando que houve abdicação do papel institucional de defesa da Constituição.

“As organizações avaliam que, na prática, trata-se de um movimento que, além de não contar com respaldo popular nem sólido fundamento constitucional, reabre espaço para a naturalização da violência política contra a democracia e enfraquece a construção da memória coletiva sobre um dos episódios mais graves da história republicana recente”, afirma o texto.

O documento também alerta para os riscos de relativização dos ataques ocorridos em 8 de janeiro de 2023, quando sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.

“No 8 de janeiro, o povo brasileiro assistiu, atônito, ao vandalismo e ao ódio dirigidos às sedes dos Três Poderes por aqueles que buscavam desacreditar o resultado das eleições e substituir a soberania popular por um projeto autoritário; a perplexidade coletiva não foi apenas reação à violência, mas o reconhecimento imediato de um ataque frontal ao regime democrático”, diz a nota.

As entidades reforçam que os episódios não podem ser tratados como fatos isolados ou meramente criminosos. “Ficou evidente que não se tratava de mero vandalismo, mas da expressão organizada de uma trama que visava deslegitimar o processo eleitoral e instaurar, pela força e pelo caos, uma ruptura institucional”, acrescenta o documento.

Outro ponto destacado é o impacto da revisão de penas no sistema de justiça e na memória histórica do país. Para as organizações, reduzir a gravidade dos fatos pode significar uma reinterpretação que favorece a impunidade.

“A democracia não se sustenta apenas por eleições periódicas, mas pela capacidade de reconhecer seus traumas, responsabilizar seus agressores e impedir que a violência golpista seja incorporada à normalidade institucional. A derrubada deste veto caminha no sentido da normalização da violência”, conclui a nota.

Família com um homem e seis mulheres em que duas estão grávidas viraliza nas redes: “Não é um conto de fadas”

Uma família diferente vem chamando atenção nas redes sociais e já soma mais de 400 mil seguidores. O perfil Trisal Rochas mostra o dia a dia de um relacionamento fora do padrão, formado pelo motoboy Ivan Rocha, de 36 anos, e suas seis parceiras, que vivem todos juntos na mesma casa.

 

A relação funciona em formato de “V”. Ivan se envolve com cada uma das mulheres separadamente, enquanto elas não se relacionam entre si. Ele é casado oficialmente com Laís Rocha, de 27 anos, e mantém relacionamento com Ana Carolina, 20, Natália Ferrari, 30, Maria Eduarda Silva, 20, Amanda, 19, e Isabela, 19.

A família vive um momento especial. Laís está grávida de sete meses e Maria Eduarda está no quarto mês de gestação. Os bebês já têm nome: José Estevão e Alice Sofia.

 

Ivan e Laís estão juntos há dez anos e são casados há cinco. Antes dessa formação atual, eles já tinham vivido um trisal. Segundo ele, a ideia de ampliar a relação partiu da própria esposa. “Ela chegou para mim com a ideia de estarmos em um relacionamento poliafetivo. Não apenas com a visão de diversão, sexo e mundo liberal, mas com um propósito. Ela dizia: ‘Da mesma forma que fez bem para mim, pode fazer para outras meninas'”, contou Ivan à GQ Brasil. 

A entrada das outras parceiras aconteceu aos poucos. Ana foi a primeira e está com a família há três anos. “Passamos por dois anos de erros. A Ana chegou querendo ser esposa, não uma namorada escondida, e queria ter filhos comigo”, explica. 

Natália conheceu o grupo por um aplicativo de relacionamento, quando eles ainda tinham um perfil de trisal. Já Maria Eduarda, Amanda e Isabela chegaram depois que a família começou a crescer nas redes sociais. “A gente começou a crescer no Instagram, algumas meninas mandavam mensagem, e a Laís selecionava algumas para ver quem se encaixaria na família”, diz. 

Mesmo com toda a exposição, Ivan afirma que existem regras bem claras dentro de casa. Não mentir e não quebrar a confiança são pontos principais. Também não é permitido que as parceiras se envolvam com outros homens, e até mensagens com teor de flerte são consideradas traição.  

“Das minhas seis parceiras, três trabalham com conteúdo adulto. Se a mensagem é trocada dentro da plataforma, não é considerado traição”, explica. 

A rotina também chama atenção. Ivan conta que não existe uma escala fixa para dormir com as parceiras. “Escolho com quem vou dormir no dia. Às vezes uma está mais sensível e precisa de mais atenção. Mas eu tenho controle para saber com quem estou dormindo mais e com quem estou dormindo menos”, afirma. 

 

Além das seis mulheres, a filha de Ivan, de 13 anos, também mora com a família há cerca de um mês. Segundo ele, a convivência é tranquila. “Minha filha sempre teve a cabeça aberta. Ela é super de boa e se dá bem com todas. Quando chega uma menina nova, ela cria certa rejeição, é a mais ciumenta da casa. Mas, com o tempo, passa”, diz. 

E os planos não param. Depois do nascimento dos bebês, a ideia é que outras integrantes também engravidem. “Todas elas querem ter pelo menos um filho”, conta. 

Apesar da curiosidade que o caso desperta, Ivan faz questão de dizer que não é algo simples. “As pessoas acham que é só sexo, e não é isso. Exige muita conexão e diálogo. Não é brincar de casinha, você está lidando com pessoas. Não é um conto de fadas. Meu principal conselho é: não adianta querer convencer sua esposa, a vontade precisa partir dela”. 

STF forma maioria para manter prisão de ex-presidente do BRB

Decisão envolve Operação Compliance Zero e atinge ex-dirigente e advogado do Banco Master

Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa

 A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e do advogado do Banco Master, Daniel Monteiro, no âmbito da Operação Compliance Zero. A decisão reforça a continuidade das medidas cautelares contra os investigados.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques acompanharam o relator André Mendonça, consolidando o placar em 3 a 0 pela manutenção das prisões preventivas. O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito, e o julgamento ainda aguarda o voto de Gilmar Mendes. O caso é analisado em plenário virtual, formato em que não há debate entre os ministros e os votos são registrados eletronicamente, e deverá ser encerrado nesta sexta-feira (24).

Maioria no STF sustenta prisões

A análise ocorre na Segunda Turma do STF, responsável por avaliar os fundamentos das prisões decretadas durante a investigação. A Operação Compliance Zero apura possíveis irregularidades envolvendo o BRB e o Banco Master. Com a maioria já formada, a tendência é que as prisões sejam mantidas, embora o julgamento ainda não tenha sido formalmente concluído.

Defesas contestam decisão

As defesas dos investigados reagiram à decisão da Corte. O advogado de Paulo Henrique Costa, Cléber Lopes, afirmou que a defesa “continua firme na convicção de que ele não praticou crime algum”. Já a defesa de Daniel Monteiro declarou que “sua atuação sempre se deu de forma estritamente técnica, na condição de advogado do Banco Master”.

PF prende delegada condenada por trama golpista após determinação de Alexandre de Moraes

Marília Ferreira Alencar, denunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pela tentativa de golpe de Estado (Foto: CLDF)

A Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira (24), a delegada Marília Ferreira de Alencar, condenada no processo que investiga a chamada trama golpista. A detenção ocorreu após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou recurso apresentado pela defesa, mantendo a condenação de 8 anos e 6 meses de prisão em regime inicialmente fechado.

Segundo a coluna da jornalista Manoela Alcântara, do Metrópoles. A ordem judicial foi expedida após o esgotamento das tentativas da defesa de reverter ou esclarecer pontos da decisão condenatória no STF.

Decisão do STF manteve pena em regime fechado

A delegada havia sido condenada no âmbito das investigações relacionadas à articulação de uma tentativa de golpe de Estado após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) no pleito presidencial de 2022.  Marília ocupou a Diretoria de Inteligência do Ministério da Justiça no governo do ex-mandatário e, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), teria colaborado para que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) impedisse eleitores da Região Nordeste de votar no segundo turno das eleições de 2022.  

A defesa apresentou embargos de declaração, recurso utilizado para pedir esclarecimentos ou correções na decisão, mas o pedido foi negado por Moraes. Com a rejeição do recurso, a decisão transitou em fase que permitiu a execução imediata da pena. A Polícia Federal, então, cumpriu a ordem de prisão determinada pelo Supremo.

Cumprimento da ordem judicial

A atuação da PF ocorreu em cumprimento direto à determinação do STF, responsável por julgar o caso. A pena estabelecida prevê cumprimento inicial em regime fechado, conforme definido na sentença.

A prisão marca mais um desdobramento das investigações conduzidas no Supremo Tribunal Federal envolvendo a chamada trama golpista, que resultaram em condenações de diversos investigados.

Sandrinho entregou motos para reforçar fiscalização do trânsito em Afogados

 

O Prefeito de Afogados, Sandrinho Palmeira, entregou duas motocicletas zero quilômetro para reforçar as rondas de fiscalização, que hoje já contam com dois veículos Jeep renegade. As motos são da marca yamaha, 250 cilindradas, e possuem giroflex e sirene.

A entrega dos novos veículos aos agentes de trânsito aconteceu no pátio da secretaria municipal de transportes e trânsito. Além dos veículos, cada agente também recebeu um celular novo, já com o aplicativo “autua” instalado, além dos EPI’s necessários à condução das motos. Somando todos os equipamentos entregues nesta quinta, a Prefeitura de Afogados investiu R$ 70 mil, com recursos próprios.

“Vamos iniciar na próxima segunda uma etapa decisiva no processo de municipalização do nosso trânsito. Estamos dando uma resposta positiva a uma demanda antiga da nossa sociedade, que há décadas cobrava o disciplinamento do nosso trânsito,” destacou Sandrinho Palmeira.

A entrega dos novos veículos e equipamentos contou com as presenças do vice-prefeito, Daniel Valadares, da secretária Flaviana Rosa, e dos vereadores Mário Martins, Cícero Miguel, Reinaldo lima, Raimundo lima, Douglas eletricista, Lucineide cordeiro, Gal Mariano e Simone da feira.

INSS começa a pagar 13° salário de beneficiários na sexta; veja quem tem direito

O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) começa, a partir da próxima sexta-feira (24), a pagar a primeira parcela do 13° salário de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios sociais. A consulta ao pagamento pode ser feita através do site e do aplicativo Meu INSS, no extrato de pagamento.

Conforme informações da instituição, de 35,2 milhões de benefícios, referentes à antecipação do abono, serão pagos entre os meses de abril e maio. Os repasses serão feitos de acordo com o calendário oficial do INSS, que segue a ordem conforme o número final do cartão de benefício.

A expectativa é de que a antecipação faça uma injeção de cerca de R$ 78,2 bilhões na economia do país. Desse total, R$ 39 bilhões ocorrerão em abril e R$ 39 bilhões no mês de maio.

Como vai acontecer

O pagamento da primeira parcela corresponde a 50% do valor do abono. Os valores serão pagos entre a próxima sexta-feira (24) até o dia 8 de maio.

O valor referente à outra metade, deverá ser quitado na segunda parcela, paga entre os dias 25 de maio e 8 de junho. Os depósitos devem acontecer junto ao benefício dos meses de abril e maio.

Quem recebe

O pagamento será feito para beneficiários que, em 2025, tenham recebido: auxílio por incapacidade temporária; auxílio-acidente; aposentadoria; pensão por morte; ou auxílio-reclusão.

No entanto, não têm direito ao pagamento os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e da Renda Mensal Vitalícia.

 

Confira o cronograma de pagamento:

– Para quem recebe até 1 salário mínimo –

Final do NIS: 1 – pagamentos em 24/4 e 25/5;

Final do NIS: 2 – pagamentos em 27/4 e 26/5;

Final do NIS: 3 – pagamentos em 28/4 e 27/5;

Final do NIS: 4 – pagamentos em 29/4 e 28/5;

Final do NIS: 5 – pagamentos em 30/4 e 29/5;

Final do NIS: 6 – pagamentos em 4/5 e 1/6;

Final do NIS: 7 – pagamentos em 5/5 e 2/6;

Final do NIS: 8 – pagamentos em 6/5 e 3/6;

Final do NIS: 9 – pagamentos em 7/5 e 5/6;

Final do NIS: 0 – pagamentos em 8/5 e 8/6.

– Para quem recebe mais do que 1 salário mínimo –

Final do NIS: 1 e 6 – pagamentos em 4/5 e 1/6;

Final do NIS: 2 e 7 – pagamentos em 5/5 e 2/6;

Final do NIS: 3 e 8 – pagamentos em 6/5 e 3/6;

Final do NIS: 4 e 9 – pagamentos em 7/5 e 5/6;

Final do NIS: 5 e 0 – pagamentos em 8/5 e 8/6.

Investimentos de R$ 82,2 milhões vão modernizar aeroportos Araripina, Serra Talhada e Garanhuns

 

Agência do Trabalho vai fechar em Afogados

A agência do Ministério do Trabalho vai fechar em Afogados da Ingazeira. A informação foi confirmada pelo Dr Vantuil Araújo, que chefiou a unidade por vários anos em Afogados da Ingazeira.

O repórter da Rádio Pajeú, Marcony Pereira, esteve nesta segunda-feira (20) na Agência para apurar a informação sobre o fechamento do órgão no município.

Em conversa com Vantuil Angelo, foi confirmado que a unidade será fechada. Segundo ele, a decisão ocorre devido à sua aposentadoria e à ausência de servidores federais na agência. Atualmente, apenas funcionários ligados à gestão municipal atuam no local, mas sem autorização para acessar o sistema do Ministério do Trabalho, o que inviabiliza o funcionamento.

Ainda de acordo com Vantuil, o fechamento foi inevitável, mesmo após diversas tentativas de encontrar soluções. Ele orienta que a população busque atendimento por meio dos aplicativos do governo federal ou se dirija à Agência do Trabalho de Arcoverde.

Proposta de Flávio Dino de reforma no Judiciário provoca aqueles que não querem o certo Chefe da campanha de Flávio Bolsonaro critica e Gleisi Hoffmann elogia proposta do ministro do STF

Ministro Flávio Dino, 15 de abril de 2026 (Foto: Gustavo Moreno/STF)

A proposta de reforma no Judiciário defendida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, desencadeou reações opostas entre lideranças políticas, evidenciando a polarização em torno do tema. A iniciativa, que busca mudanças estruturais no sistema de Justiça, foi criticada por Rogério Marinho (PL-RN), enquanto recebeu elogios de Gleisi Hoffmann.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Dino argumenta que o STF tem sido alvo de maior escrutínio por atuar em temas sensíveis, como negacionismo climático e defesa da democracia.

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O ministro defende a necessidade de uma reforma ampla, indo além de alterações pontuais. Ele critica propostas que considera superficiais e afirma que mudanças devem ser estruturais, afastando medidas de caráter meramente retaliatório. Dino também apresentou 15 eixos para um redesenho normativo do sistema de Justiça, incluindo a revisão de dispositivos do Código Penal relacionados a crimes contra a Administração da Justiça e mudanças nas competências constitucionais dos tribunais superiores.

A proposta foi bem recebida por Gleisi Hoffmann, que associou o aumento das críticas ao STF às decisões recentes da Corte, especialmente em relação aos atos de 8 de janeiro. “Fortalecer o sistema de justiça para que os direitos de todas e todos brasileiros sejam efetivados de forma rápida e confiável, esse deve ser o objetivo de uma reforma no Judiciário, como bem disse o ministro Dino ‘O Brasil precisa de mais Justiça, não menos’”, afirmou.

No campo da oposição, a reação foi distinta. Rogério Marinho, líder oposicionista no Senado e chefe da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, questionou a convergência entre o posicionamento de Dino e propostas defendidas pelo Partido dos Trabalhadores (PT). “A convergência entre o artigo do ministro Flávio Dino e a defesa de reforma do Judiciário pelo Partido dos Trabalhadores no mesmo dia levanta dúvidas legítimas sobre a condução desse debate”, declarou.

Marinho afirmou que considera necessária uma reforma no Judiciário, mas defendeu que o protagonismo deve ser do Legislativo. Ele apontou temas que, em sua avaliação, estariam sendo ignorados, como decisões monocráticas e a atuação de parentes de ministros em processos que possam ser julgados por eles.

O debate ocorre em meio à discussão interna do PT sobre reformas estruturais, incluindo o Judiciário, tema que deve ser consolidado em congresso partidário previsto para o fim de abril, em Brasília.