“Se macumba funcionasse, a Bahia era Dubai”, diz Pablo Marçal ao atacar religões de matriz africana

O ex-candidato ao Palácio do Planalto, Pablo Marçal, que teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral, atacou religiões de matriz africana durante uma entrevista ao canal BNTV. Ao ser questionado se teria medo de “macumbaria”, ele respondeu que “se macumba funcionasse, a Bahia era Dubai”. A declaração gerou forte repercussão nas redes sociais.

Na conversa, Marçal seguiu ofendendo os praticantes das religiões, ligando a fé à falta de sucesso pessoal e financeiro. No auge de um dos ataques, ele associou os praticantes ao fracasso e à inveja.

Todo macumbeiro é um derrotado na vida. É gente invejosa e que não prospera”, declarou.

Pablo Marçal também criticou pessoas que, segundo ele, recorrem a ‘esse tipo de prática religiosa’ com o objetivo de prejudicar pessoas que tiveram êxito financeiro. 

Candidatura barrada

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador José Antonio Encinas Manfré, negou os recursos especiais eleitorais da defesa de Pablo Marçal (PRTB). A decisão manteve a condenação do ex-candidato a prefeito de São Paulo por uso indevido dos meios de comunicação social durante a campanha de 2024.

Com a rejeição dos recursos, fica mantida a inelegibilidade de Marçal pelo prazo de oito anos e ele não pode disputar cargos públicos até 2032. O processo ocorreu em relação a monetização e a transmissão de conteúdos durante o período eleitoral por meio de perfis em redes sociais.

Datafolha: Lula tem 38% e lidera corrida presidencial; Augusto Cury vai a 8%

Levantamento mostra Lula com 38%, Flávio Bolsonaro com 33% e Augusto Cury em terceiro lugar, com 8%, no primeiro turno

Presidente Lula no Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2026

Presidente Lula no Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2026Crédito: Ricardo Stuckert

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa presidencial de 2026 com 38% das intenções de voto no primeiro turno, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3). O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 33%, enquanto o escritor Augusto Cury (Avante) ocupa a terceira posição, com 8%.

Na sequência da pesquisa aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Considerada a margem de erro, Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados no limite máximo de variação.

Em relação ao levantamento anterior, divulgado em 21 de agosto, Lula oscilou de 39% para 38%, enquanto Flávio Bolsonaro permaneceu com 33%. A principal mudança foi o crescimento de Augusto Cury, que passou de 2% para 8% e assumiu a terceira colocação no cenário testado.

Ronaldo Caiado tinha 5% na pesquisa anterior e agora aparece com 4%. Renan Santos passou de 4% para 3%, e Romeu Zema oscilou de 3% para 2%. As variações desses candidatos estão dentro da margem de erro do levantamento.

O resultado indica manutenção da polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto, mas também aponta alteração no grupo de candidatos que tentam se consolidar fora do eixo principal entre PT e PL.

Na margem de erro, Lula pode ter entre 36% e 40%, enquanto Flávio Bolsonaro pode variar de 31% a 35%. Augusto Cury, por sua vez, pode oscilar entre 6% e 10%, consolidando-se numericamente à frente dos demais nomes apresentados aos eleitores.

A nova rodada do Datafolha foi divulgada no início de setembro, em um momento de definição do quadro eleitoral e de intensificação das movimentações partidárias para a sucessão presidencial de 2026.

A pesquisa Datafolha foi encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. O levantamento ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 1º e 3 de setembro, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-03669/2026.

Fim da escala 6×1 é aprovado na CCJ do Senado

O projeto que propõe o fim da escala 6×1 foi aprovado no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado federal, em votação na tarde desta quarta-feira (2). O texto foi apreciado de forma simbólica no colegiado, com apenas quatro votos contrários registrados.

O texto prevê a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses. O parecer foi lido nesta quarta pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), relator do tema no Senado. A matéria, agora, vai a votação em Plenário.

A proposta foi pautada na comissão, após ser destravada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A proposta é prioridade para o governo do presidente Lula (PT), que tenta a reeleição em 2026.

Patrimônio de candidatos do PL tem o maior aumento em quatro anos e lidera ranking dos partid os

O patrimônio de candidatos do PL cresceu 184% em quatro anos e chegou a R$ 4,9 bilhões nas eleições de 2026, colocando a legenda na liderança nacional da soma de bens declarados à Justiça Eleitoral. O partido responde sozinho por 15,7% dos R$ 31,1 bilhões informados pelos candidatos de todas as siglas que disputam cargos em outubro.

Os dados foram compilados pelo g1 a partir das declarações apresentadas pelos próprios candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2022, os concorrentes do PL haviam declarado conjuntamente R$ 1,7 bilhão. Em quatro anos, portanto, o montante cresceu R$ 3,2 bilhões, embora o número de candidatos da legenda tenha permanecido praticamente estável, passando de 1.629 para 1.636.

Considerando todas as legendas, o patrimônio declarado pelos candidatos brasileiros alcançou R$ 31,1 bilhões neste ano, 30% acima dos R$ 23,9 bilhões registrados nas eleições de 2022. Os valores incluem imóveis, veículos, participações empresariais, ações, aplicações financeiras e outros ativos informados no processo de registro das candidaturas. A declaração patrimonial é obrigatória e tem como objetivo dar transparência aos bens dos concorrentes, mas os ativos podem aparecer pelo valor de aquisição, e não necessariamente pelo preço atual de mercado.

O aumento registrado pelo PL também alterou significativamente o patrimônio médio de seus candidatos. O valor passou de cerca de R$ 1 milhão por concorrente em 2022 para aproximadamente R$ 3 milhões em 2026. Com isso, a legenda avançou da sétima para a segunda posição entre os partidos com as maiores médias patrimoniais.

A distribuição dos bens dentro do partido, porém, é bastante concentrada. Dos 1.636 candidatos do PL, 319 declararam não possuir qualquer patrimônio em seus nomes. No extremo oposto, apenas 12 candidatos reúnem aproximadamente R$ 2,5 bilhões, metade de toda a riqueza declarada pelos concorrentes da legenda.

O maior patrimônio individual entre os candidatos do PL é o do empresário Luiz Osvaldo Pastore, primeiro suplente na chapa do senador Eduardo Gomes (PL-TO), que disputa a reeleição. Pastore declarou R$ 677,7 milhões em bens, distribuídos entre aplicações financeiras, obras de arte e participações empresariais. Ele aparece como o terceiro candidato mais rico do país, segundo o levantamento.

Na sequência aparece Wilson Picler, empresário e candidato a suplente na chapa de Deltan Dallagnol (Novo-PR) ao Senado pelo Paraná. Picler informou patrimônio de R$ 478,7 milhões. Quase metade desse valor decorre de participações no Centro Universitário Internacional (Uninter), instituição fundada por ele.

No ranking do patrimônio total por legenda, o MDB aparece depois do PL, com R$ 3,3 bilhões declarados por 1.409 candidatos. O PSDB reúne R$ 2,6 bilhões, enquanto PSD e Republicanos têm aproximadamente R$ 2,5 bilhões cada. PDT, União Brasil, Novo e PP aparecem na sequência.

A reportagem do g1 também destaca o Democrata, antigo Partido da Mulher Brasileira (PMB), como a legenda com maior crescimento proporcional do patrimônio declarado entre 2022 e 2026. Apesar de ter reduzido seu número de candidatos em 396, a soma dos bens passou de R$ 164 milhões para R$ 702 milhões, avanço de 328%.

Esse salto está fortemente concentrado em dois candidatos a deputado estadual por Minas Gerais. Antonio dos Reis Gonçalves Lerin e Sérgio Cassemiro declararam, juntos, R$ 533 milhões, equivalentes a 76% de todo o patrimônio relacionado aos candidatos do partido.

Já o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), de Pablo Marçal, lidera quando o critério é patrimônio médio por candidato. A legenda apresenta apenas 12 candidaturas em todo o país, que somam R$ 663,6 milhões em bens declarados, situação que eleva de maneira significativa a média patrimonial do partido.

Na outra ponta aparece o Partido Comunista Brasileiro (PCB). Seus 23 candidatos declararam conjuntamente R$ 4,1 milhões, menor média patrimonial entre os 30 partidos que disputam as eleições de outubro.

O Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem 1.103 candidatos e patrimônio total declarado de R$ 788 milhões. De acordo com os dados apresentados pelo g1, a média é de aproximadamente R$ 714 mil por candidato, o que coloca a legenda na 20ª posição no ranking desse indicador.

Os números refletem as declarações entregues pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral e, por isso, não equivalem necessariamente ao valor de mercado atual de seus bens. Ainda assim, o levantamento mostra uma expansão expressiva do patrimônio informado pelos concorrentes de 2026 e uma forte concentração de riqueza em determinadas legendas e candidaturas

Afogados: feira de ciências reuniu alunos da rede municipal

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira promoveu ontem (21) uma grande feira de ciências, reunindo alunos da rede municipal de ensino. A feira aconteceu no pátio da antiga estação ferroviária.

Participaram alunos das nove escolas do município que possuem turmas dos anos finais do ensino fundamental. Com o tema “Ciência e inovação para a convivência com o semiárido”, foram apresentados noventa e sete projetos, enfatizando saberes, tecnologias e soluções sustentáveis para o semiárido.

O evento teve como objetivo desenvolver o letramento e a iniciação científica, através do desenvolvimento de projetos que trabalhassem a convivência com o semiárido, indicando tecnologias funcionais e de baixo custo.

A coordenação da feira ficou sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação, e contou com a parceira do IFPE – Palmares, que apresentou seus projetos, dentro da iniciativa “jovens cientistas”; e também com a parceria do IFPE Afogados, que trouxe para o evento experimentos científicos, observação astronômica, planetário, além do projeto “ônibus mágico”.

“Foi um momento bastante rico e significativo para a educação de Afogados. Tivemos uma mostra de conhecimento, criatividade, consciência ambiental, protagonismo juvenil e comprometimento de toda a comunidade escolar”, destacou Eliane Fernandes, Coordenadora do ensino de ciências da natureza, da secretaria de educação.

Real Time Big Data: Raquel tem 44% e João Campos, 42%

Pesquisa do instituto RealTime Big Data em Pernambuco aponta empate técnico entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) nas intenções de voto do 1º turno e na simulação de 2º turno.

O RealTime Big Data ouviu 1.600 eleitores de Pernambuco por telefone entre 27 e 30 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi financiado com recursos próprios. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é PE-08413/2026.

1º turno (estimulada)

Raquel Lyra (PSD) – 44%

João Campos (PSB) – 42%

Ivan Moraes (PSOL) – 3%

Renan Hallais (Missão) – 1%

Nulo/Branco – 6%

Não sabe/Não respondeu – 4%

Guilherme Fonseca (PSTU) – não pontuou.

2º turno

Raquel Lyra (PSD) – 45%

João Campos (PSB) – 44%

Nulo/Branco – 5%

Não sabe/Não respondeu – 6%

AtlasIntel: Lula lidera em todos os cenários dos dois turnos

O presidente Lula (PT) todos os seus adversários nos dois turnos da disputa à Presidência da República nas eleições de 2026, é o que mostra a pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (29).

De acordo com o levantamento, o petista tem uma vantagem de 9 pontos para o senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno. Veja os números: 

  • Lula (PT): 45%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 36%
  • Renan Santos (Missão): 8%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 3%
  • Romeu Zema (Novo): 3%
  • Samara Martins (UP): 2%
  • Augusto Cury (Avante): 1%
  • Cabo Daciolo (Mobiliza): 0,1%
  • Hertz Dias (PSTU): 0,1%
  • Rui Costa Pimenta (PCO): não pontuou
  • Edmilson Costa (PCB): não pontuou

Votos brancos e nulos representaram 0,6% e aqueles que não souberam 1%.

Em um segundo cenário, Lula tem 47% e Flávio 37%. Nesta simulação, Renan aparece com 8%, Caiado com 3% e Zema com 3%. Brancos e nulos foram 1,2% e outros 0,4% não souberam responder.

Segundo turno

Em um eventual segundo turno, o petista tem 49,2% das intenções de voto contra 42,9% de Flávio. Confira os cenários: 

  • Cenário 1

Lula (PT): 49,2%

Flávio Bolsonaro (PL): 42,9%

Voto nulo/branco/não sei: 7,9%

  • Cenário 2

Lula: 48,2%

Ronaldo Caiado: 38,9%

Voto branco/nulo/não sei: 12,9%

  • Cenário 3

Lula: 48,6%

Romeu Zema: 39,6%

Voto branco/nulo/não sei: 11,8%

  • Cenário 4

Lula: 47,6%

Renan Santos: 30,2%

Voto branco/nulo/não sei: 22,2%

  • Cenário 5

Lula: 48,8%

Michelle Bolsonaro: 42,5%

Voto branco/nulo/não sei: 8,8%

  • Cenário 6

Lula: 49,2%

Jair Bolsonaro: 43,9%

Voto branco/nulo/não sei: 6,9%

Metodologia

A Atllas ouviu 5.021 pessoas entre os dias 22 e 27 de julho. A margem de erro da pesquisa é de um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.

Acompanhe o Blo

João Campos lamenta tragédia com van do TFD de Petrolândia e presta solidariedade às famílias das vítimas

O ex-prefeito do Recife, João Campos, divulgou uma nota oficial de pesar nesta quinta-feira (23), manifestando profunda tristeza pelo grave acidente envolvendo uma van do Tratamento Fora do Domicílio (TFD) da Prefeitura de Petrolândia e um caminhão-baú, ocorrido na rodovia PE-360, entre os municípios de Floresta e Ibimirim, no Sertão de Pernambuco.

Na mensagem, João Campos classificou o episódio como uma “tragédia dolorosa” e expressou solidariedade aos familiares e amigos das vítimas, além de toda a população de Petrolândia. O ex-gestor também destacou que os passageiros da van seguiam para a cidade de Arcoverde em busca de atendimento médico, em uma viagem voltada ao cuidado com a saúde.

O acidente deixou sete pessoas mortas e quatro feridas. Entre as vítimas fatais confirmadas pelo prefeito de Petrolândia, Fabiano Marques, estão o motorista da van do TFD e o condutor do caminhão envolvido na colisão. As identidades dos demais passageiros que perderam a vida ainda não haviam sido oficialmente divulgadas.

A van transportava pacientes que seguiriam para consultas e exames médicos em Arcoverde quando ocorreu a colisão. Equipes de resgate foram mobilizadas para prestar atendimento às vítimas, enquanto as circunstâncias do acidente seguem sendo investigadas pelas autoridades competentes.

Em razão da tragédia, a Prefeitura de Petrolândia decretou luto oficial de três dias em homenagem às vítimas.

Além de João Campos, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, também se pronunciou publicamente. A chefe do Executivo estadual manifestou solidariedade às famílias atingidas, colocou o Governo de Pernambuco à disposição da gestão municipal e informou que equipes estaduais foram acionadas para oferecer toda a assistência necessária aos feridos e aos familiares das vítimas neste momento de dor.

Justiça de Pernambuco revoga prisão domiciliar e concede liberdade ao padre Airton Freire 

  • O juiz entendeu que manter a prisão, que durava cerca de 2 anos e 11 meses, tornou-se desproporcional. A defesa não causou os atrasos do processo.

  • A prisão domiciliar foi substituída por medidas cautelares obrigatórias. O processo criminal, que começou após denúncias de estupro em 2023, continua em fase de instrução.

  • Em março deste ano, o religioso foi concluído absolvido em uma das ações. A defesa afirmou que a decisão restabelece a proporcionalidade das medidas cautelares.

Padre Airton Freire — Foto: Reprodução/TV Globo

A Justiça de Pernambuco revogou a prisão domiciliar do padre Airton Freire e concedeu liberdade nesta terça-feira (21). A decisão foi fundamentada no excesso de prazo da medida cautelar, que durava cerca de 2 anos e 11 meses. Acusado de estupro pela personal stylist Silvia Tavares de Souza, o padre estava em prisão domiciliar desde julho de 2023. O processo criminal segue em tramitação.

Na decisão, o juiz Guilherme Oliveira da Silva Gonçalves entendeu que a manutenção da prisão preventiva, convertida em domiciliar, deixou de ser proporcional diante do estágio atual do processo. O juiz também destacou que não houve atraso na instrução causado pela defesa e que o religioso cumpriu todas as condições impostas pela Justiça durante o período em que permaneceu sob a medida cautelar.

 

Segundo a decisão, os adiamentos registrados ao longo da instrução ocorreram em razão da complexidade do processo, da ausência de testemunhas de acusação em algumas audiências e da necessidade de renovação de um depoimento. Para o juiz, essas circunstâncias não podem ser atribuídas aos réus e, por isso, não justificam a manutenção da prisão.

Com a decisão, a prisão domiciliar foi revogada e substituída por medidas cautelares, cujo cumprimento passa a ser obrigatório durante o andamento da ação penal. O processo continua em fase de instrução e ainda não houve julgamento definitivo das acusações.

Em março deste ano, o sacerdote foi absolvido em uma das ações penais relacionadas ao caso. Na sentença, a Justiça concluiu que as provas técnicas produzidas durante a investigação contrariavam pontos considerados centrais da versão apresentada pela denunciante, o que levou à absolvição naquele processo específico. As demais ações continuam tramitando.

A defesa do padre Airton afirmou que a decisão reconhece a desproporcionalidade da manutenção da prisão domiciliar após quase três anos de duração. “Depois da primeira absolvição em março, começava a ficar claro que a manutenção da prisão domiciliar era uma medida extrema”, afirmou a advogada de defesa Mariana Carvalho.

Lula lidera 1º turno com 40% e se mantém à frente de Flávio Bolsonaro no 2º, aponta Real Time Big Data

O presidente Lula (PT) lidera a corrida eleitoral para o primeiro turno com 40% das intenções de voto no cenário estimulado, segundo dados da pesquisa Real Time Big Data divulgados nesta terça-feira (21).

Atrás dos líderes, o levantamento aponta Renan Santos (Missão) em terceiro lugar, somando 9% das intenções de voto, seguido pelo ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD-GO), que alcança 7%. Na sequência da pontuação do primeiro turno, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), registra 2%. O escritor Augusto Cury (Avante) e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa (DC), surgem empatados numericamente, cada um marcando 1%.

A parcela de eleitores que declara voto em branco ou nulo para o primeiro turno chega a 3%, enquanto outros 3% afirmam estar indecisos. Um grupo de candidatos formado por Cabo Daciolo (Mobiliza), Leonardo Avalanche (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) somou 1% das intenções de voto e recebeu a classificação de “Outros” no estudo do instituto.

Estabilidade no segundo turno

Nas simulações para um eventual segundo turno, o presidente Lula aparece tecnicamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro e com o ex-governador Ronaldo Caiado.

No embate direto contra o parlamentar do PL, o atual chefe do Executivo registra 45% das intenções de voto, frente a 42% atribuídos a Flávio Bolsonaro. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais do instituto, a disputa entre ambos está em situação de empate técnico. Nesse cenário, os votos brancos e nulos chegam a 8%, ao passo que os indecisos representam 5%.

A comparação com os dados do levantamento feito em junho indica estabilidade para o presidente da República, que permaneceu com os mesmos 45% das intenções de voto no segundo turno. Por sua vez, Flávio Bolsonaro oscilou positivamente dentro da margem de erro, subindo de 40% na medição do mês anterior para os atuais 42%. Essa variação fez com que a distância numérica entre os dois candidatos caísse de cinco para três pontos percentuais.

Cenários com Caiado, Zema e Renan Santos

A pesquisa testou ainda a disputa de segundo turno entre Lula e Ronaldo Caiado. Pela primeira vez dentro da série histórica do levantamento, o ex-governador de Goiás aparece numericamente à frente do presidente, embora a situação siga classificada como empate técnico na margem de erro. Nesse teste, Caiado marca 44% das intenções de voto, enquanto Lula soma 43%. Os eleitores que optam por branco ou nulo continuam em 8%, e a porcentagem daqueles que não souberam ou não quiseram responder é de 5%.

Em uma simulação enfrentando o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, Lula lidera e fica fora da margem de erro. O presidente obtém 44% das intenções de voto, contra 38% do político mineiro. A soma de brancos e nulos para este cenário atinge 11%, e o contingente de indecisos fica em 7%.

Por fim, no cenário de segundo turno entre Lula e Renan Santos, o presidente lidera a disputa com 44% das intenções de voto, diante de 35% do pré-candidato do Missão. Nesse caso específico, a porcentagem de votos brancos e nulos atinge 11%, enquanto os eleitores que não sabem ou não responderam somam 10%.

Metodologia e registro TSE

A pesquisa Real Time Big Data foi elaborada a partir da escuta de 2.000 eleitores entre os dias 18 e 20 de julho, realizada por meio de entrevistas presenciais. O estudo tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e possui intervalo de confiança de 95%. A sondagem foi realizada com recursos do próprio instituto e encontra-se devidamente registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-05864/2026

Um jogo show de bola, Inglaterra vence a França e garante terceiro lugar da Copa do Mundo

Em jogo super animado, a Inglaterra venceu a França por 6 a 4, neste sábado (18), no Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos, pela disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo. Os ingleses abriram o placar logo no começo do jogo com Rice, ampliaram com Konsa, e transformaram o placar em goleada com mais dois gols de Saka ainda na primeira etapa.

No segundo tempo, os franceses vieram para o jogo e reagiram com dois gols de Mbappé e um de Barcola. A Inglaterra fez o quinto gol no final do jogo, com mais um de Saka, após converter pênalti. A França ainda diminuiu nos acréscimos, com Dembelé, mas Bellingham deu números finais com vitória inglesa por 6 a 4.

Advogada é filmada retirando bilhetes escondidos em roupa íntima para preso em presídio na Bahia; Veja

A primeira advogada trans da Bahia, Fernanda Oliveira Borges, foi filmada retirando papéis escondidos nas próprias vestes durante encontros no parlatório do Presídio Estadual de Segurança Máxima de Serrinha, na Bahia, segundo investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA).

As imagens, registradas entre setembro de 2025 e janeiro de 2026, mostram ainda detentos ditando registros ligados à contabilidade do tráfico de drogas, ordens de cobrança de dívidas sob ameaça e anotações relacionadas a planejamento de sequestros, com a participação da advogada.

De acordo com o material obtido pela TV Globo e citado na investigação, Fernanda Oliveira Borges atuaria em favor de Marlos Araújo Souza Junior, conhecido como “Bolão”, “CRM” ou “JR”, vinculado ao Terceiro Comando Puro (TCP), com atuação em Senhor do Bonfim.

Operação Sintonia de Gravata e investigação do MP-BA
O caso integra a Operação “Sintonia de Gravata”, deflagrada pelo MP-BA (Ministério Público da Bahia), com apoio da Polícia Civil e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), que mirou dez advogados suspeitos de atuar como elo entre lideranças presas e integrantes em liberdade de facções criminosas.

As investigações indicam que os profissionais utilizavam o parlatório do presídio para transmitir ordens relacionadas ao tráfico de drogas, armas e planejamento de crimes como homicídios e sequestros. Câmeras instaladas com autorização judicial registraram os encontros.

Imagens e dinâmica apontada pelas investigações
Os vídeos apontam que Fernanda Oliveira Borges aparece retirando papéis escondidos nas vestes e acompanhando registros ligados à contabilidade do tráfico, além de anotar cobranças de dívidas sob ameaça e informações sobre planejamento de sequestros.

O MP-BA afirma que bilhetes com ordens de facções eram escondidos sob roupas íntimas para evitar fiscalização. As gravações também mostram diálogos com códigos usados pelos detentos para identificar drogas.

Estrutura da operação e alvos
A operação cumpriu 22 mandados de prisão preventiva, sendo 12 contra detentos e 10 contra advogados. Nove foram presos e um segue foragido. Também foram executados 15 mandados de busca e apreensão em cidades como Serrinha, Salvador, Camaçari, Barreiras, Feira de Santana e Lauro de Freitas.

Foram apreendidos celulares, notebooks e documentos, além do bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados até o limite mínimo de R$ 10 milhões.

 

Posição da defesa
A defesa de Fernanda Oliveira Borges informou que não vai se manifestar sobre o mérito das acusações neste momento e afirmou que adotará medidas para garantir os direitos constitucionais da cliente.

A família de Pedro Henrique conhecido por Peu divulgou uma nota oficial esclarecendo informações sobre o caso

A família de Pedro Henrique de Siqueira Sá Maranhão divulgou um comunicado oficial para esclarecer informações relacionadas ao caso, que tem mobilizado a atenção da população de Afogados da Ingazeira e de toda a região.

Segundo a nota, o corpo encontrado apresentava um grau de carbonização que impossibilitou a identificação por meio da arcada dentária. Diante dessa situação, foi necessário recorrer ao exame de DNA, que será responsável pela confirmação oficial e definitiva da identidade da vítima.

Treta na direita: Michelle diz ter sido “apunhalada” por Flávio Bolsonaro (vídeo)

Ex-primeira-dama afirma que foi humilhada pelo senador após divergência sobre alianças políticas do PL e expõe racha na extrema direita

Michelle Bolsonaro (Foto: Reuters/Amanda Perobelli)

 A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou ter sido “apunhalada” e humilhada por Flávio Bolsonaro em meio a divergências políticas dentro do Partido Liberal. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (24). Michelle relacionou o episódio a desentendimentos ocorridos após um evento realizado no Ceará, no fim do ano passado, e afirmou que passou a perceber uma perda de espaço político dentro do grupo bolsonarista.

Conflito após críticas à estratégia do PL

No vídeo, Michelle associa o desgaste à sua posição contrária à tentativa do PL de buscar apoio político de Ciro Gomes, atualmente filiado ao PSDB. A ex-primeira-dama relembrou críticas feitas pelo ex-governador cearense a Jair Bolsonaro (PL) e a integrantes de sua família. Ao justificar sua posição, Michelle afirmou que “Ciro Gomes foi o principal responsável pelo processo que levou à inelegibilidade do meu marido.” Ela também disse que Ciro Gomes chamou Bolsonaro e seus filhos, incluindo o senador Flávio Bolsonaro , de “ovos de serpentes nazistóides”, além de corruptos e bandidos.

Durante o relato, Michelle afirmou que se sentiu desrespeitada após o episódio envolvendo Flávio Bolsonaro. Segundo ela, a situação a levou a concluir que sua participação política já não era desejada. A ex-primeira-dama declarou ter sido “apunhalada” e humilhada, afirmando ainda que entendeu que não havia interesse em contar com seu apoio político. “Entendi que não queria meu apoio”, disse. 

Vídeo expõe tensões no bolsonarismo

As declarações ampliam a exposição pública de divergências internas no clã Bolsonaro e no campo da direita em um momento de reorganização política para as eleições presidenciais de outubro.

Flávio Bolsonaro foi escolhido por Jair Bolsonaro como candidato à Presidência da República, e o episódio revela possíveis desgastes dentro do núcleo político e familiar que lidera o movimento de extrema direita no país. Até o momento, Flávio Bolsonaro não se manifestou publicamente sobre as declarações feitas por Michelle.

Caiado detona Flávio Bolsonaro e diz que ele já está derrotado por Lula

Pré-candidato do PSD afirma que o senador perdeu competitividade na disputa presidencial de 2026

Brasília (DF) – 28/05/2025 – O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, em sessão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados para debater a PEC da Segurança Pública (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

 O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta segunda-feira (15) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como principal nome do bolsonarismo para a disputa presidencial de 2026, “perdeu a condição” de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração foi dada em entrevista à Jovem Pan News e publicada originalmente pelo Metrópoles. Caiado tem buscado se apresentar como uma alternativa da direita ao bolsonarismo tradicional e sustenta que os levantamentos eleitorais mais recentes mostram uma perda de competitividade de Flávio Bolsonaro contra Lula.

Caiado diz que pesquisas mostram Flávio em queda

Durante a entrevista, Caiado afirmou que a leitura dos números das pesquisas indica que Flávio Bolsonaro já não teria condições de vencer o presidente Lula em uma eventual disputa presidencial.

“Eu posso dizer o que os números estão mostrando: o Flávio perdeu essa condição de poder ganhar a eleição do presidente Lula em decorrência de tudo que vem sendo mostrado em números pelas pesquisas”, afirmou Caiado.

A fala ocorre em meio à movimentação da direita para definir quem representará o campo conservador na eleição de 2026. Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, passou a ser tratado como uma das principais apostas do PL e do bolsonarismo, enquanto Caiado tenta construir uma candidatura pelo PSD com discurso de maior viabilidade eleitoral.

Segundo levantamento do instituto Nexus, em parceria com o Banco BTG Pactual, divulgado nesta segunda-feira, Lula aparece à frente nos cenários de primeiro e segundo turnos da corrida presidencial. O resultado foi usado por Caiado para reforçar sua avaliação de que o nome de Flávio Bolsonaro perdeu força no confronto direto com o presidente.

Ex-governador se apresenta como alternativa da direita

Caiado também afirmou que, no atual cenário, ele seria o nome da direita com melhores condições de enfrentar Lula em um segundo turno. O ex-governador disse que sua avaliação não parte apenas de uma convicção pessoal, mas dos resultados apresentados por pesquisas eleitorais.

“Eu sou, hoje, a melhor condição de bater o Lula no 2º turno”, declarou.

Em seguida, Caiado insistiu que os levantamentos mostram uma disputa mais equilibrada entre ele e o presidente. “Não sou eu que estou dizendo, são as pesquisas: tem pesquisa que eu estou empatado, tem pesquisa que eu estou dentro da margem de erro e em condições para ter um debate, não tem distanciamento”, afirmou.

Uma pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 1º de junho, mostrou Lula e Caiado numericamente empatados em um cenário de segundo turno, ambos com 43%. O dado tem sido usado pelo ex-governador para sustentar sua tese de que sua candidatura teria mais potencial competitivo do que a de Flávio Bolsonaro.

Relação de Flávio com Daniel Vorcaro entra no debate

Caiado também foi questionado sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Segundo reportagens citadas pelo Metrópoles, Flávio teria negociado com o banqueiro um aporte de R$ 134 milhões para um projeto, dos quais ao menos R$ 61 milhões teriam sido repassados.

O ex-governador afirmou que caberá ao senador explicar os episódios envolvendo Vorcaro ao partido e aos eleitores. Caiado disse não fazer pré-julgamento, mas associou o desgaste público do caso ao desempenho de Flávio nas pesquisas.

“Cada um que responda pelos seus atos, eu respondo pelos meus. Eu tenho autoridade moral para falar. Agora, eu não vou fazer o pré-julgamento de ninguém, mas a opinião pública já deu nove pontos de diferença nas pesquisas”, disse.

Na sequência, Caiado reforçou que Flávio Bolsonaro terá de prestar esclarecimentos sobre o episódio. “Cabe a mim dizer o que eu disse: você vai se explicar para o seu partido, você vai se explicar para o eleitor no Brasil. Essa que é a situação”, acrescentou o ex-governador goiano.

Disputa na direita se intensifica para 2026

As declarações de Caiado ampliam a tensão dentro do campo da direita, que ainda busca definir sua estratégia para enfrentar Lula em 2026. Enquanto Flávio Bolsonaro tenta ocupar o espaço deixado pela inelegibilidade de Jair Bolsonaro, Caiado procura se colocar como uma alternativa com maior capacidade de diálogo eleitoral e menor rejeição.

O embate também revela a disputa por protagonismo entre diferentes alas da direita. De um lado, o bolsonarismo tenta manter sua hegemonia política e preservar o capital eleitoral construído em torno de Jair Bolsonaro. De outro, nomes como Caiado buscam demonstrar que a direita precisa de um candidato capaz de ampliar votos para além da base bolsonarista.

Ao dizer que Flávio Bolsonaro já está derrotado por Lula, Caiado mira diretamente o principal ativo eleitoral do PL e tenta reposicionar o debate presidencial. Sua estratégia é apresentar a candidatura do senador como limitada pelos números das pesquisas e por desgastes políticos recentes, enquanto tenta vender sua própria candidatura como a mais competitiva para um segundo turno contra o presidente.

A fala do ex-governador também sinaliza que a disputa interna da direita deve se tornar cada vez mais aberta nos próximos meses. Com Lula liderando cenários eleitorais e diferentes nomes tentando se viabilizar, o campo conservador chega à pré-campanha dividido entre a fidelidade ao bolsonarismo e a busca por um candidato considerado mais competitivo.

Luto: Wagner Dias Galdino morre aos 44 anos após sofrer infarto fulminante

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Wagner Dias Galdino, aos 44 anos, ocorrido na noite deste sábado (13).

Wagner assistia a uma partida da Seleção Brasileira quando sofreu um infarto fulminante. Apesar dos esforços da equipe médica, que realizou procedimentos de reanimação por mais de uma hora, infelizmente ele não resistiu.

Muito querido por familiares e amigos, Wagner era reconhecido por seu estilo de vida saudável, além de ser um profissional dedicado. Graduado em Ciências Contábeis, também contribuía com a formação de empreendedores atuando como instrutor em cursos promovidos pelo Sebrae.

Neste momento de dor, manifestamos nossas mais sinceras condolências aos familiares, amigos e a todos que tiveram o privilégio de conviver com Wagner. Que Deus conforte os corações e conceda força para enfrentar esta irreparável perda.

Após PF recusar delação, investigadores avaliam que Vorcaro não deve escapar de condenação

Investigadores consideram que provas já reunidas sustentam acusações contra o ex-banqueiro e que apurações em andamento devem produzir mais evidências

Danmiel Vorcaro, a PF no Distrito Federal e, ao fundo, a Papudinha (Foto: Reprodução I Divulgação (redes sociais))

 A rejeição da segunda proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro reforçou, nos bastidores da investigação sobre o Banco Master, a avaliação de que o ex-banqueiro enfrenta um cenário cada vez mais delicado na Justiça. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (12) pelo jornalista Valdo Cruz, do G1.

Segundo fontes ligadas às apurações ouvidas pela coluna do jornalista Valdo Cruz, do G1, investigadores da Polícia Federa (PF)l consideram que o material reunido até o momento já é suficientemente robusto para sustentar eventual condenação de Vorcaro no âmbito das investigações sobre supostas fraudes bancárias envolvendo o Banco Master.

Fraudes bilionárias estão no centro da investigação

As investigações da PF apontam para supostas irregularidades na venda de carteiras de crédito do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). De acordo com os investigadores, a operação teria sido utilizada para fortalecer a capitalização da instituição financeira controlada por Vorcaro.

Segundo a PF, cerca de R$ 12 bilhões em créditos considerados fraudulentos foram transferidos ao BRB. A operação, conforme a investigação, teria sido acertada entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do banco público do Distrito Federal.

As apurações também examinam possíveis conexões políticas relacionadas ao negócio. Investigadores avaliam que a operação teria envolvido interlocuções com integrantes do Centrão e com o então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que nega qualquer participação em irregularidades.

Delação de Vorcaro é rejeitada

A nova proposta de colaboração premiada apresentada por Daniel Vorcaro foi rejeitada pela Polícia Federal. Nos bastidores da investigação, a expectativa é de que o acordo também enfrente dificuldades para avançar na Procuradoria-Geral da República (PGR).

A avaliação das autoridades é que a colaboração apresentada pelo banqueiro não trouxe elementos considerados suficientes para alterar substancialmente o rumo das investigações.

Enquanto isso, a possível delação do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa permanece em compasso de espera. O termo de confidencialidade necessário para formalizar o acordo ainda não foi assinado, mas investigadores avaliam que a colaboração do ex-dirigente do BRB pode ganhar relevância diante do fracasso das negociações com Vorcaro.

Investigação deve avançar no segundo semestre

Nos bastidores da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e do gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), prevalece o entendimento de que a estratégia adotada por Vorcaro pode não produzir os resultados esperados.

A avaliação é que apostar em uma futura reversão do cenário judicial para evitar eventual prisão ou condenação representa um caminho de alto risco diante do conjunto de evidências já reunido.

Além disso, as investigações sobre as supostas fraudes bancárias e sobre as relações políticas atribuídas ao empresário devem prosseguir ao longo do segundo semestre. A expectativa dos investigadores é que novas diligências resultem na produção de mais provas, ampliando a pressão jurídica sobre Daniel Vorcaro e fortalecendo as acusações em análise.

80% veem Flávio Bolsonaro como ameaça ao sistema de pagamentos mais usado pelos brasileiros

Levantamento da Palver em grupos públicos de WhatsApp e Telegram mostra forte desgaste do pré-candidato do PL

Senador Flavio Bolsonaro fala com jornalistas, em Brasília, após reunião  com aliados19 de maio de 2026REUTERS/Mateus Bonomi
Senador Flavio Bolsonaro fala com jornalistas, em Brasília, após reunião com aliados 19 de maio de 2026 REUTERS/Mateus Bonomi (Foto: Mateus Bonomi / Reuters)

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, é apontado como responsável por ameaças ao Pix ou pelo novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos em 8 de cada 10 mensagens opinativas sobre o tema que circularam em grupos públicos de WhatsApp e Telegram. O dado indica forte desgaste do parlamentar em um debate que envolve o sistema de pagamentos mais usado pelos brasileiros e a política comercial do governo de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos.

Segundo levantamento da empresa de análise de dados Palver, divulgado pela Folha de S.Paulo, a responsabilização direta ou indireta de Flávio Bolsonaro corresponde a 81% das publicações opinativas analisadas em mais de 100 mil grupos públicos monitorados. A empresa excluiu da análise mensagens consideradas neutras, como links compartilhados sem comentários e disparos automáticos de clipping que apenas replicam notícias sobre o assunto.

O monitoramento abrangeu o período de 27 de maio a 2 de junho e está relacionado à viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, onde o senador se reuniu com Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca em 26 de maio. Desde então, aliados do presidente Lula (PT) passaram a sustentar em redes sociais e aplicativos de mensagens que a aproximação do parlamentar com o governo norte-americano representaria uma ameaça ao Pix.

A pressão sobre Flávio se intensificou na segunda-feira (1º), quando surgiu uma nova ameaça de tarifa contra produtos brasileiros. A decisão final sobre a eventual imposição das taxas depende do aval de Trump. Nas redes, apoiadores de Lula passaram a tentar emplacar o termo “Tariflávio” para associar o senador à crise comercial entre Brasil e Estados Unidos.

A associação entre Flávio, Pix e tarifaço

De acordo com o levantamento da Palver, as mensagens predominantes acusam Flávio Bolsonaro e a família Bolsonaro de “traição à pátria” e de alinhamento a interesses estrangeiros. Parte das publicações descreve a ofensiva norte-americana como um ataque a uma conquista da população brasileira, em referência ao Pix, sistema amplamente utilizado por trabalhadores, consumidores, pequenos empreendedores e empresas.

Uma das mensagens identificadas no levantamento afirma: “Bolsonarismo se consolida como principal movimento de traição à pátria da história”. O tom das publicações críticas se aproxima do discurso adotado por Lula em manifestações públicas recentes, nas quais o presidente tem defendido o Pix e criticado pressões externas contra instrumentos de soberania econômica do Brasil.

O recorte analisado reuniu mensagens que citavam o Pix em combinação com menções a Bolsonaro, Flávio, Trump ou Estados Unidos. A Palver ressalta, no entanto, que o levantamento mede o teor das mensagens que circulam em grupos públicos de WhatsApp e Telegram, e não a opinião da população brasileira como um todo.

Flávio tenta conter desgaste após ameaça de novas tarifas

O episódio passou a ser visto como um revés para a pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Políticos do centrão e até aliados do senador avaliam que a possibilidade de novas tarifas contra produtos brasileiros cria um problema político para o parlamentar, especialmente por ocorrer logo após sua visita aos Estados Unidos e sua reunião com Trump.

Na terça-feira (2), Flávio afirmou ter enviado uma carta ao governo Trump pedindo que os Estados Unidos não imponham tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, como recomendou uma investigação comercial conduzida pelo país norte-americano. O documento foi endereçado ao secretário de Estado Marco Rubio.

Na carta, Flávio afirma que o Brasil “atravessa um período de grave deterioração fiscal e econômica” e que a imposição de novas tarifas “causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro”. A iniciativa foi uma tentativa de reduzir o desgaste político provocado pela associação entre sua atuação nos Estados Unidos, a ameaça ao Pix e o tarifaço contra o Brasil.

Governo Lula vê chance de evitar tarifa e ampliar desgaste do adversário

Segundo a Folha de S.Paulo, o governo brasileiro pretende manter as negociações com os Estados Unidos e avalia que ainda há chance de evitar a imposição das taxas sugeridas pelo USTR, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA. Ao mesmo tempo, integrantes do governo Lula enxergam espaço para potencializar o desgaste de Flávio Bolsonaro, considerado o principal adversário do presidente nas eleições de outubro.

A decisão negativa para o Brasil ocorre em meio ao aumento da pressão do governo republicano de Donald Trump sobre o governo Lula. O movimento também acontece na esteira da decisão dos Estados Unidos de designar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas, medida que ampliou a tensão diplomática e política entre os dois países.

“Ninguém pode se surpreender com as mentiras de Flávio Bolsonaro”, aponta Estado de S. Paulo

Editorial do Estadão afirma que senador do PL carrega histórico marcado por escândalos, relações obscuras e desinformação política

“Ninguém pode se surpreender com as mentiras de Flávio Bolsonaro”, aponta Estado de S. Paulo (Foto: Brasil 247 / Dall-E)

 Em um dos editoriais mais duros já publicados contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o jornal O Estado de S. Paulo afirma que ninguém pode alegar surpresa diante das mentiras do senador sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como personagem central do escândalo do Banco Master. No texto intitulado “Isto é Flávio Bolsonaro”, o Estadão sustenta que o episódio apenas reforça uma trajetória política marcada por denúncias, escândalos e práticas consideradas incompatíveis com a vida pública.

Segundo o jornal, integrantes da equipe de campanha de Flávio passaram a divulgar nos bastidores que teriam sido “surpreendidos” ao descobrir a proximidade entre o senador e Vorcaro. O editorial, porém, desmonta essa narrativa de forma contundente: “Esse escândalo não muda uma vírgula da biografia de Flávio”, escreveu o Estadão, ressaltando que o filho de Jair Bolsonaro já acumulava, antes mesmo do caso Banco Master, acusações envolvendo rachadinhas, vínculos com milicianos e negócios imobiliários em dinheiro vivo.

O jornal também afirma que Flávio Bolsonaro mentiu repetidamente “para aliados, para sua equipe de campanha e para a imprensa” ao tentar ocultar ou minimizar sua relação com Daniel Vorcaro. Para o Estadão, o comportamento do senador não seria um desvio ocasional, mas parte da própria lógica política do bolsonarismo. “A mendacidade é a própria natureza do clã Bolsonaro”, escreveu o jornal, em uma das passagens mais agressivas do texto.

O editorial vai além e sustenta que a política construída pela família Bolsonaro sempre esteve baseada na desinformação e na manipulação emocional de seus apoiadores. O Estadão afirma que o próprio filme sobre Jair Bolsonaro, produzido com recursos associados a Vorcaro, retrata um personagem inexistente, “inventando um Bolsonaro que só existe nos delírios da família”.

Escândalo amplia desgaste do bolsonarismo

Na avaliação do jornal, o escândalo do Banco Master aprofunda o desgaste moral e político do bolsonarismo justamente porque expõe relações consideradas promíscuas entre poder político, interesses financeiros e campanhas eleitorais. O Estadão critica duramente aliados que seguem apoiando Flávio Bolsonaro mesmo após as revelações.

Segundo o texto, parte do campo bolsonarista estaria disposta a ignorar qualquer acusação desde que o senador permaneça competitivo eleitoralmente contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O editorial ironiza essa postura ao afirmar que, para esse grupo, “pouco importa” se Flávio esteve ligado ao “protagonista do maior escândalo financeiro da história brasileira”, se teve relações com milicianos ou se foi acusado de se beneficiar de esquemas de rachadinha.

O jornal também sugere que o filme financiado com recursos ligados a Vorcaro pode ter servido a objetivos políticos e financeiros da família Bolsonaro. Sem apresentar acusações judiciais diretas, o editorial afirma que críticos poderiam enxergar na produção um mecanismo para “lavar dinheiro, fazer caixa de campanha e sustentar o irmão de Flávio, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, na sua dolce vita nos EUA”.

Projeto político baseado na impunidade familiar

Outro eixo central do editorial é a acusação de que a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro teria como único objetivo proteger Jair Bolsonaro de condenações judiciais. O Estadão afirma que o senador “nunca escondeu” que sua prioridade é livrar o pai da prisão e sustenta que governar o Brasil jamais esteve no horizonte político da família.

O texto retrata Jair Bolsonaro como um político incapaz de exercer plenamente a Presidência e afirma que, durante seu mandato, o ex-presidente terceirizou a administração do governo por “absoluta inaptidão ao trabalho”. Na visão do jornal, o bolsonarismo transformou o Estado em instrumento de proteção familiar e sabotou qualquer tentativa de construção de uma oposição democrática conservadora fora do núcleo Bolsonaro.

O editorial afirma ainda que a extrema direita brasileira permanece refém dos interesses privados da família. “A lealdade, como ocorre na máfia, é a laços de sangue”, escreveu o Estadão, acrescentando que os Bolsonaro jamais demonstraram compromisso com valores republicanos ou com um projeto nacional.

Estadão afirma que legado do bolsonarismo foi destruição política

Na conclusão do texto, o jornal sustenta que o bolsonarismo produziu apenas “ressentimentos e destruição de consensos mínimos entre concidadãos”. O Estadão afirma ainda que a atuação política da família Bolsonaro contribuiu diretamente para o retorno do presidente Lula ao poder, ao fragmentar e radicalizar o campo da direita brasileira.

O editorial encerra com uma condenação frontal ao legado político do clã Bolsonaro, afirmando que a família “não gerou nada de bom para o País” e que, por isso, mereceria “o mais absoluto desprezo”.

Eleição se desenha com o melhor cenário para Lula: Flávio inviável, mas mantido candidato

Filho de Jair Bolsonaro se tornou tóxico pelas sucessivas mentiras sobre a relação com Vorcaro, mas ficará na disputa, inviabilizando outro nome da direita

Lula e Flávio Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação)

 O escândalo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro passou a ser tratado por analistas políticos como um fator decisivo para a sucessão presidencial de 2026. Na avaliação predominante, o filho de Jair Bolsonaro entrou em um processo de desgaste irreversível após a divulgação dos áudios publicados pelo Intercept Brasil, mas seguirá candidato justamente porque uma eventual retirada da disputa seria interpretada como admissão de culpa pela própria família Bolsonaro, como relata a colunista Mônica Bergamo.

Integrantes influentes do PT avaliam que a permanência de Flávio na corrida presidencial cria o cenário eleitoral mais favorável ao presidente Lula. Isso porque o senador se tornaria um candidato enfraquecido, mas ao mesmo tempo impediria a consolidação de alternativas competitivas no campo da extrema direita.

Mentiras em série

A interpretação petista é de que a crise do caso “Dark Horse” atingiu diretamente o principal ativo político do bolsonarismo: o discurso moralista construído ao longo dos últimos anos. O episódio envolve pedidos de dinheiro feitos por Flávio Bolsonaro ao então dono do Banco Master para financiar o filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. A sucessão de versões contraditórias e explicações consideradas frágeis ampliou o desgaste político do senador.

A repercussão do caso já começou a aparecer nas pesquisas eleitorais. Levantamento Atlas/Bloomberg divulgado nesta terça-feira (19) mostrou uma queda brusca de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno contra Lula. O senador caiu de 47,8% para 41,8%, enquanto o presidente avançou para 48,9%.

A mudança de cenário foi significativa porque, até poucos dias atrás, o entorno bolsonarista comemorava sinais de recuperação eleitoral. Pesquisa Datafolha divulgada na semana passada apontava empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, ambos com 45% das intenções de voto. No entanto, grande parte das entrevistas havia sido realizada antes da explosão do escândalo envolvendo Vorcaro.

No PT, a leitura predominante é de que o caso atingiu não apenas Flávio, mas toda a narrativa construída pela família Bolsonaro. Para uma liderança petista ouvida pela Folha, retirar o senador da disputa equivaleria a reconhecer que houve irregularidades na relação financeira envolvendo o filme “Dark Horse”. Por isso, a tendência seria mantê-lo na campanha mesmo diante do risco de novas quedas nas pesquisas.

O cenário mudou rapidamente após a divulgação dos áudios pelo Intercept Brasil. Desde então, setores da direita passaram a discutir reservadamente os riscos eleitorais da manutenção da candidatura de Flávio Bolsonaro. Apesar disso, aliados do senador reconhecem que uma retirada da disputa poderia abrir espaço para interpretações ainda mais devastadoras sobre o episódio.

Para o PT, essa armadilha política tende a beneficiar diretamente Lula. Com Flávio enfraquecido, mas ainda ocupando o espaço central do bolsonarismo, outros nomes da direita teriam dificuldade para crescer eleitoralmente e construir uma candidatura competitiva capaz de unificar o campo neoliberal em 2026.