Moraes modificou contrato de R$ 130 milhões entre Vorcaro e escritório da esposa | g1

G1 – Registros digitais e metadados de arquivos obtidos em investigações apontam que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atuou na edição de um contrato de prestação de serviços advocatícios no valor de cerca de R$ 130 milhões celebrado entre o escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o empresário Daniel Vorcaro, do Master.

As informações foram publicadas nesta terça-feira (1º) pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmadas pela TV Globo.

Em nota, o escritório de Viviane Barci de Moraes afirma que solicitou ao ministro informações sobre a eventual existência de impedimentos legais para a contratação, o que o escritório diz que não foi verificado e, por isso, o contrato foi assinado.

De acordo com a apuração, os metadados do documento em formato digital — enviado via aplicativo de mensagens por Viviane Barci de Moraes a Vorcaro e extraído do celular de Vorcaro — trazem o nome e o usuário vinculado ao ministro Alexandre de Moraes como o autor da última modificação ou edição do arquivo contratual.

“O arquivo compartilhado (‘MINUTA DE CONTRATO’) aponta em seus metadados como autor usuário denominado Guilherme Benazzi e a última modificação realizada por usuário denominado ‘Ministro Alexandre de Moraes’, às 16h30 – 03:00 do dia 11/01/2024”, diz o relatório da Polícia Federal.

Alcolumbre agradece apoio de Lula e defende soberania sobre petróleo do Amapá: ‘deixem que nós decidimos’

Presidente do Congresso defende soberania brasileira e rejeita interferência estrangeira sobre os recursos naturais do país

Davi AlcolumbreCrédito: Reprodução Internet

 O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), celebrou a descoberta de petróleo na área offshore do Amapá e defendeu a soberania brasileira sobre os recursos naturais do país. As informações são do Brazil Stock Guide.

Amapaense, Alcolumbre agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo apoio à exploração da região e afirmou que o governo enfrentou resistências para viabilizar o avanço do projeto até a perfuração realizada pela Petrobras.

“Na minha condição de amapaense e de presidente do Congresso Nacional, muito obrigado pela defesa que o senhor fez ao longo dos últimos três anos e meio, enfrentando tudo e todos”, disse o senador.

O presidente do Congresso também criticou setores brasileiros contrários à exploração e países que, segundo ele, tentariam interferir nas decisões do Brasil sobre a utilização de suas riquezas naturais. “Deixem que nós, brasileiros, decidamos o que queremos do Brasil”, afirmou.

Segundo Alcolumbre, a descoberta representa uma demonstração de que o país sabe onde pretende chegar e deve preservar a possibilidade de utilizar seus recursos energéticos para promover desenvolvimento econômico e social.

Petróleo e desenvolvimento

Durante o pronunciamento, o presidente do Congresso relacionou a exploração petrolífera ao financiamento de políticas públicas nas áreas de educação e saúde por meio do Fundo Social. Alcolumbre também citou a atuação da Petrobras, do governador do Amapá, Clécio Luís, e do senador Randolfe Rodrigues na defesa do projeto de exploração na região.

A Margem Equatorial ganhou peso político no discurso de Alcolumbre, que vem tratando a exploração petrolífera como uma oportunidade de desenvolvimento para o Amapá. O tema também aparece associado à relação política entre o senador e o governo Lula.

Lula recebe presidente da Coreia do Sul nesta segunda-feira

Lula recebe Lee Jae Myung na segunda-feira (27) para discutir tecnologia, energia, investimentos e comércio entre Brasil e Coreia do Sul

Lula e Lee Jae-myungCrédito: Ricardo Stuckert/PR

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, na segunda-feira (27), em uma visita de Estado voltada à ampliação da parceria bilateral em tecnologia, transição energética, investimentos e comércio.

O encontro dará continuidade às negociações iniciadas durante a visita de Lula a Seul, em 23 de fevereiro. Na ocasião, os países elevaram a relação ao nível de Parceria Estratégica e aprovaram o Plano de Ação 2026-2029.

Os presidentes deverão discutir cooperação em semicondutores, inteligência artificial, minerais críticos, saúde, medicamentos, cosméticos, cultura, educação e esportes.

Na área comercial, o Brasil buscará diversificar as exportações, integrar cadeias produtivas e ampliar o acesso de produtos agropecuários ao mercado sul-coreano.

Em 2025, a Coreia do Sul foi o quarto maior parceiro comercial do Brasil na Ásia. O comércio bilateral somou US$ 10,8 bilhões, e o país asiático ocupou a 19ª posição entre os maiores investidores estrangeiros no Brasil.

Quaest: Rejeição a Flávio Bolsonaro sobe e chega a 57%

Flávio BolsonaroCrédito: Lula Marques/Agência Brasil

A rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL) subiu pelo quarto mês consecutivo e chegou a 57% em julho. O índice representa a parcela dos entrevistados que afirma conhecer o pré-candidato à Presidência, mas não votaria nele. Segundo a pesquisa Genial/Quaest, o resultado coloca o parlamentar sete pontos acima da rejeição registrada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O levantamento mostra que 38% dos brasileiros conhecem Flávio Bolsonaro e consideram votar nele, enquanto outros 5% dizem não conhecer o senador. Em junho, o potencial de voto era de 39%, a rejeição estava em 56% e a taxa de desconhecimento também correspondia a 5%.

Rejeição cresce desde abril

A série histórica da Quaest indica uma trajetória contínua de aumento da resistência ao nome de Flávio Bolsonaro. Em abril, 52% declaravam conhecê-lo e não votar nele. O percentual avançou para 54% em maio, passou a 56% em junho e atingiu 57% na rodada de julho.

No mesmo período, o potencial de voto do senador permaneceu praticamente estável antes de recuar. O índice era de 39% em abril, maio e junho, mas caiu para 38% no levantamento mais recente.

Governo bloqueia acesso a bets para 2,8 milhões de beneficiários do Bolsa Família

Medida atende decisão do STF e impede beneficiários do Bolsa Família e BPC de acessar sites de apostas autorizados

Segundo a Folha de São Paulo, um levantamento da Fazenda aponta que os 2,8 milhões de usuários que tiveram o acesso suspenso representam 10,4% dos aproximadamente 27 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do BPC. O grupo corresponde ainda a 11,2% dos cerca de 25 milhões de brasileiros que tentaram realizar ao menos uma aposta em 2025.

Bloqueio alcança contas já existentes

Embora todos os beneficiários dos dois programas sociais estejam impedidos de criar novos cadastros em casas de apostas autorizadas, o bloqueio atingiu especificamente aqueles que já possuíam contas ativas nas plataformas.

Para garantir o cumprimento da determinação judicial, as empresas licenciadas precisam realizar verificações quinzenais em suas bases de usuários. O procedimento ocorre por meio do Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), desenvolvido pelo Serpro.

Ao consultar o CPF do interessado, a plataforma recebe uma resposta objetiva indicando se ele está autorizado ou impedido de apostar.

Em nota, o Ministério da Fazenda explicou o funcionamento do sistema: “durante a verificação é indicado objetivamente se é ou não beneficiário de programas sociais, com ‘impedido’ ou ‘não impedido’.”

Outras categorias também estão proibidas

A legislação brasileira também proíbe a participação em apostas de agentes públicos que atuam na regulação do setor, atletas profissionais, árbitros, dirigentes, fiscais e técnicos esportivos, além de pessoas diagnosticadas com ludopatia, transtorno caracterizado pelo vício em jogos.

Entretanto, nesses casos, não existe um mecanismo automático de bloqueio. O impedimento depende da autodeclaração do próprio usuário durante o cadastro.

Autoexclusão já reúne mais de 925 mil inscritos

Além das restrições impostas pela legislação, o governo disponibiliza uma plataforma nacional de autoexclusão, administrada pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda.

Mais de 925 mil pessoas já aderiram ao sistema, que permite bloquear voluntariamente o acesso às casas de apostas autorizadas por um período determinado ou por tempo indeterminado. Na modalidade permanente, o usuário pode solicitar a retirada da restrição somente após 12 meses.

De acordo com a Fazenda, parte dos cadastrados nunca realizou apostas. Muitos aderiram ao sistema apenas para evitar que terceiros utilizassem seus CPFs de forma fraudulenta.

Setor aponta limitação diante de sites clandestinos

Entidades que representam o setor de apostas afirmam que a medida tem alcance restrito às empresas autorizadas pelo governo federal. Segundo elas, usuários impedidos de acessar plataformas regulamentadas ainda podem recorrer a sites clandestinos, que funcionam sem licença da Secretaria de Prêmios e Apostas.

Esses operadores ilegais não participam do sistema nacional de autoexclusão, não seguem as normas de publicidade responsável, não recolhem os tributos previstos na legislação nem pagam a outorga de R$ 30 milhões exigida para atuar legalmente no país.

Como solicitar a autoexclusão

O pedido de autoexclusão deve ser feito na página da Secretaria de Prêmios e Apostas disponível no portal Gov.br. O acesso exige uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro.

Após a autenticação, o cidadão deve informar o motivo da solicitação, escolher o período da restrição, aceitar os termos de uso e declarar estar ciente de que, durante a vigência do bloqueio, não poderá acessar plataformas de apostas autorizadas nem receber publicidade direcionada dessas empresas.

Afogados da Ingazeira inicia vacinação contra a Covid de crianças com 4 anos

O secretário de Saúde de Afogados da Ingazeira, Artur Amorim, informou durante entrevista ao programa A Tarde é Sua da Rua da Pajeú que o município iniciou nesta terça-feira (26), a vacinação contra a Covid-19 em crianças de 4 anos.

A vacina usada é a CoronaVac fabricada pelo Instituto Butantan e estará disponível no Centro de Vacinação que fica na Rua Professor Vera Cruz, próximo à Casa Siqueira.

Segundo Artur, 580 crianças serão imunizadas e a faixa etária vai diminuir quando 90% do público alvo estiver imunizado com a primeira dose. “Também estamos esperando a chegada de novas doses de vacinas”, informou.

No boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (25), a Prefeitura informou que toda a população de 12 a 39 anos deve tomar a terceira dose.

Também que todos os profissionais de saúde já podem tomar a quarta dose. A aplicação dar-se-á após 4 meses da aplicação da primeira dose de reforço.

Ainda segundo o boletim, toda população acima de 40 anos também poderá tomar a quarta dose. A aplicação dar-se-á após 4 meses da aplicação da primeira dose de reforço.

Câmara de Comércio dos EUA critica tarifaço, sinaliza apoio e pede diálogo com o Brasil

Maior entidade empresarial estadunidense defende negociação bilateral e rejeita tarifas amplas contra produtos brasileiros

Porto de Santos (Foto: REUTERS/Jorge Silva)

 A Câmara de Comércio dos Estados Unidos, principal entidade empresarial do país, protocolou pedido para participar da audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) sobre a investigação aberta contra o Brasil. A organização afirmou que negociações entre os dois países são o melhor caminho para enfrentar divergências comerciais e se posicionou contra a imposição de tarifas amplas sobre produtos brasileiros.

O pedido, segundo a CNN Brasil, foi encaminhado na segunda-feira (22) ao USTR, órgão responsável pela investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial estadunidense. Em carta enviada ao embaixador Jamieson Greer, a vice-presidente do Programa para as Américas da entidade, Anne McKinney, destacou a importância da relação econômica entre os dois países.

No documento, a Câmara afirma que o Brasil permanece como um parceiro comercial relevante para empresas dos Estados Unidos e sustenta que o fortalecimento dessa relação depende de maior acesso ao mercado, transparência regulatória e redução de barreiras comerciais.

“O Brasil é um importante parceiro comercial para uma ampla gama de empresas americanas de todos os portes, setores e estados”, afirma a carta. A entidade ressalta ainda que quase 6.500 pequenas empresas dos EUA dependem de importações brasileiras e que cerca de 4.000 mantêm operações em território brasileiro.

Apesar de reconhecer que existem práticas brasileiras consideradas problemáticas para o comércio dos Estados Unidos, a Câmara de Comércio rejeita a adoção de medidas tarifárias generalizadas como resposta às divergências apontadas pelo governo estadunidense.

A entidade afirma que “certos atos, políticas e práticas brasileiras são irracionais ou discriminatórios e oneram o comércio dos EUA”, mas avalia que “negociações de boa fé — e não as tarifas — oferecem o melhor caminho para abordar essas preocupações, preservando a confiança na relação bilateral”.

No documento encaminhado ao USTR, a organização também declara que “não apoia uma ação tarifária generalizada, que prejudicaria os fabricantes, as cadeias de suprimentos e os consumidores dos EUA, acarretaria riscos de retaliação e minaria soluções duradouras. Instamos ambos os governos a continuarem buscando compromissos negociados para abordar as preocupações identificadas na investigação”.

Pedido de exceções

A entidade também defende a ampliação da lista de produtos isentos das novas tarifas. A proposta inclui matérias-primas, insumos, componentes, equipamentos e outros bens considerados essenciais para cadeias produtivas estratégicas e para a competitividade da indústria estadunidense.

No início de junho, o USTR propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre as importações brasileiras. A medida prevê exceções para mercadorias classificadas como sujeitas às tarifas de segurança nacional, categoria que inclui produtos como carne bovina, café e petróleo.

Segundo o órgão, políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, processamento de patentes, pirataria, etanol e desmatamento ilegal criariam insegurança jurídica e condições de concorrência consideradas desfavoráveis para empresas dos Estados Unidos.

Audiência em julho

A investigação foi aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, mecanismo utilizado por Washington para investigar e responder a práticas comerciais consideradas injustas por outros países.

O governo estadunidense realizará uma audiência pública no dia 6 de julho para receber manifestações favoráveis e contrárias à investigação. O encontro é visto por representantes do setor privado como uma das principais oportunidades para influenciar a decisão final sobre o tarifaço.

De acordo com a apuração, o governo federal não pretende participar da audiência. O Itamaraty avalia que o espaço é direcionado ao setor privado e à sociedade civil, enquanto o Executivo seguirá tratando do tema por meio dos canais diplomáticos oficiais.

O prazo para manifestação de interesse na audiência terminou na segunda-feira (22), enquanto o envio de contribuições escritas poderá ser feito até 1º de julho.

A vitória histórica de Lula e o fim da escala 6×1: um novo país é possível

A aprovação da proposta que regulamenta a jornada de trabalho 5×2, revogando a cruel escala 6×1, inscreve-se como uma dessas raras medidas que são um divisor histórico.

Não se trata de um mero ajuste legislativo, mas de um desbravamento de novas possibilidades de vida para uma imensa massa trabalhadora.

Especialmente para os trabalhadores mais humildes, aqueles descamisados sempre referidos por Leonel Brizola, de quem quase ninguém se lembra.

Os homens e mulheres de ofícios sacrificados, da limpeza, da construção, do comércio, dos serviços, finalmente veem a promessa de um descanso que não seja apenas o sono apressado antes de mais seis dias de exaustão.

É uma grande medida criadora de um novo tempo, um resgate da linha evolutiva do reconhecimento dos direitos humanos do trabalho, há muito interrompida por décadas de retrocesso.

Com essa lei, o presidente Lula ombreia-se a Getúlio Vargas, o criador da CLT, o modernizador do Brasil.

Assim como houve um antes e um depois de Getúlio na consolidação dos direitos trabalhistas, instala-se agora um antes e um depois de Lula na história do trabalho no país.

Ambos tiveram de romper resistências heroicas, enfrentar as mesmas forças que sempre se opuseram aos trabalhadores.

Ambos foram visionários que não apenas anteviram, mas arriscaram concretamente suas vidas em defesa da ideia de que um mundo melhor é possível, recusando a omissão confortável que paralisa tantos governos.

Lula viu contra si os velhos adversários de sempre, mas usou com sagacidade os espaços abertos pelo ano eleitoral para costurar uma esmagadora maioria pluripartidária.

Foram 472 votos a favor e apenas 22 contra, na primeira votação, confirmada em seguida.

O governo, longe de estar fraco, isolado ou à beira do colapso, como apregoavam os diagnósticos politicamente interessados, mostrou-se capaz de criar consenso inédito em torno de uma mudança estruturante.

A jornada diminui, sem perda de salário.

O trabalhador ganha mais tempo para o descanso, a família, o lazer e a cultura.

Haverá aumento relativo da renda disponível e, consequentemente, do consumo.

Desabam fragorosamente as narrativas interessadas de um governo paralisado, inviável, à beira do colapso.

A articulação política do Planalto, tão injustamente demonizada, demonstrou que é possível, mesmo numa correlação de forças numericamente adversa no Parlamento, promover transformações amplas.

Constrói-se nesse episódio uma aliança do Executivo com o Legislativo, na expectativa de que a proposta venha a ser aprovada também no Senado.

Trabalhadores e sindicatos, depois de anos de recuos e de verem seus direitos esgarçados, impuseram finalmente sua antiga reivindicação.

Que esse resgate da voz do movimento sindical (berço político onde o presidente se forjou) se dê em meio a uma conjuntura muito difícil, após anos de desmonte do arcabouço legal de proteção ao trabalho, só aumenta a relevância da conquista.

Foi preciso ler com sagacidade a janela criada pelo calendário eleitoral. Além da redução da escala, o governo aprovou muitas outras medidas transformadoras, como a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil (com redução efetiva para a faixa de até R$ 7.350), a ampliação de vários programas sociais e a primeira fase da reforma tributária.

Mudanças tão amplas, numa situação de correlação de forças no Congresso tão desfavorável, só foram possíveis graças às virtudes únicas do presidente Lula: sua capacidade de unir pressão, negociação e diálogo para, a despeito dos céticos, cínicos e opositores, transformar o país.

Lula não apenas governa; ele cria época.

E os trabalhadores, sobretudo os mais humildes, podem enfim dizer que têm um presidente que se lembra primordialmente de quem suja as mãos.

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Conheça a força-tarefa implantada na Bahia e em outros estados do Brasil para caçar membros do PCC e do CV

O ano era de 2023, mais precisamente no dia 11 de agosto, quando autoridades da Polícia Federal (PF) e da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) oficializaram, durante evento à imprensa, em Salvador, a implantação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO),  força-tarefa brasileira que reúne polícias estaduais, federais e a polícia penal.

A chegada da FICCO no estado baiano ocorreu cerca de cinco meses após o atual titular da SSP-BA, Marcelo Werner – que antes atuava como delegado da PF – ser nomeado pelo governador Jerônimo Rodrigues como gestor da pasta. Na região Nordeste, a Bahia foi o primeiro estado a adotar essa força-tarefa, implantada inicialmente em Minas Gerais, em meados de 2022, e, atualmente, presente no Distrito Federal (DF) e em 17 estados do Brasil.

Na prática, pode-se dizer que a FICCO atua da seguinte forma: os estados se unem, trocam informações e planejam ações de inteligência e de campo com dois principais objetivos: prender criminosos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) e asfixiar o poder financeiro do crime organizado.  No dia 22 deste mês, por exemplo, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia e São Paulo, além da PMSP prenderam, na capital paulista, o líder de uma facção com atuação na região Sudoeste da Bahia.

Segundo a SSP-BA, o traficante ordenava homicídios na região de Ipiaú e era responsável pelo envio de fuzis e munições para comparsas da organização criminosa. Dias antes, outras três lideranças de facções também tinham sido localizados por equipes da FICCO-BA e da SSP-BA. Deste número, dois foram alcançados em Salvador, durante tentativa de fuga para o Rio de Janeiro, através do Aeroporto e da Rodoviária. Os outros foram alcançados nos estados de São Paulo e do RJ.

Só em março deste ano, uma mobilização da FICCO – realizada em 15 estados contra esquemas e integrantes do PCC e do Comando Vermelho – cumpriu 100 mandados de prisão e 181 de busca e apreensão, conforme dados do site Metrópoles.

Vídeo mostra movimentação de ex-diretor de presídio da Bahia antes de assassinar empresária em quarto de hotel; Veja

A investigação da morte da empresária Flávia Barros, assassinada a tiros durante uma viagem a Aracaju, ganhou mais um capítulo após o Ministério Público de Sergipe (MP-SE) divulgar imagens e detalhes da investigação que apura o caso. 

A denúncia apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri aponta como autor do crime o policial penal Tiago Sóstenes Miranda, ex-diretor de um conjunto penal na Bahia. Segundo a investigação, o feminicídio ocorreu em um hotel no bairro de Coroa do Meio, na Zona Sul da capital sergipana.

O Ministério Público afirma que Tiago teria invadido o quarto onde Flávia estava hospedada e efetuado vários disparos à curta distância. A empresária estava deitada na cama no momento do crime e foi atingida principalmente na cabeça.

De acordo com a denúncia, a arma usada foi uma pistola calibre .40 pertencente à Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia. O armamento, segundo o MP, era de uso restrito e estava sob posse funcional do servidor por causa do vínculo com o sistema prisional baiano.

ASSISTA:

Preso preventivamente, Tiago Sóstenes segue custodiado no Presídio Militar de Sergipe. As investigações também apontam que a relação entre a empresária e o policial penal era marcada por episódios de ciúmes e comportamento possessivo. 

Conforme o Ministério Público, dias antes do assassinato Flávia havia encerrado o relacionamento depois de Tiago efetuar disparos para o alto durante uma festa em Paulo Afonso. Após insistentes pedidos de desculpas, no entanto, a empresária teria retomado o namoro.

 

 

Outro ponto levantado pelo MP é que Tiago escondia da vítima que era oficialmente casado e mantinha família em outro estado. Apesar disso, ainda segundo a apuração, ele se apresentava publicamente como noivo de Flávia.

Na noite anterior ao crime, os dois participaram de uma festa em Aracaju acompanhados de amigos. A denúncia aponta que Tiago demonstrou irritação durante o evento, deixou o local antes da empresária e foi para o hotel. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele aguardou a chegada de Flávia na área externa do estabelecimento, tentou fazer contato telefônico e, posteriormente, entrou no local antes da invasão ao quarto.

Para o Ministério Público de Sergipe, o caso ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar e foi motivado por razões relacionadas à condição do sexo feminino. A Promotoria pediu que Tiago Sóstenes Miranda seja levado a júri popular por feminicídio consumado, com agravantes pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e pela utilização de arma de fogo de uso restrito.

Além da denúncia, o órgão também solicitou novas diligências para a continuidade da investigação, incluindo a conclusão de laudos de balística, exames toxicológicos e perícias em equipamentos eletrônicos apreendidos, entre eles celulares e um notebook.

O MP-SE ainda requisitou à Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia o histórico funcional do policial penal e pediu o compartilhamento das provas com a Justiça de Paulo Afonso, onde Tiago também é investigado pelos disparos efetuados durante a festa dias antes da morte da empresária.

Lindbergh anuncia novo pedido de CPMI do Master e desafia Flávio Bolsonaro a apoiar investigação

Deputado do PT defende apuração sobre operações envolvendo Daniel Vorcaro, o fundo Havengate e repasses ligados a aliados da família Bolsonaro

Lindbergh Farias (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou nesta sexta-feira (15) um novo pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master e desafiou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a apoiar a iniciativa. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a comissão deve apurar os fatos desde a autorização para aquisição do Banco Máxima até transferências financeiras ligadas a aliados da família Bolsonaro.

“Acabamos de protocolar um novo pedido de CPMI sobre o Banco Master. E eu faço um desafio, Flávio Bolsonaro: assine. Você não disse que quer CPI? Assine, porque esse é para investigar de verdade, desde o começo”, declarou Lindbergh. O deputado também citou o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro.

“Como autorizaram o Vorcaro, Roberto Campos Neto, a comprar o Banco Máxima?”, questionou. As declarações de Lindbergh ocorrem após reportagem publicada pelo Intercept Brasil apontar que Flávio Bolsonaro negociou diretamente com Daniel Vorcaro um financiamento de 24 milhões de dólares — cerca de R$ 134 milhões à época — para a produção do filme Dark Horse, obra biográfica sobre Jair Bolsonaro.

Segundo a apuração, o banqueiro Daniel Vorcaro teria realizado repasses milionários ao fundo Havengate Development Fund LP, sediado nos Estados Unidos e ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.

De acordo com Lindbergh, a investigação da CPMI deve abranger operações financeiras relacionadas ao fundo Havengate. “Esse dinheiro que foi para o fundo, fundo do Eduardo Bolsonaro. É mentira, não é filme. Dois milhões de dólares foram dirigidos para um fundo administrado pelo advogado do Eduardo Bolsonaro, Paulo Calixto”, afirmou o deputado.

O deputado também acusou Vorcaro e o Banco Master de financiar a campanha tarifária contra o Brasil. “Vorcaro e o Banco Master, na verdade, financiaram aquela campanha de tarifas contra o Brasil. Está protocolado, vamos coletar assinaturas”, afirmou.

Mandado de segurança no STF

No vídeo divulgado nesta sexta-feira (15), Lindbergh também anunciou que ingressará com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para exigir a instalação da comissão parlamentar. “Estamos entrando com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para obrigar o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, a instalar a CPI”, declarou.

O deputado acusou o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, de ter articulado um acordo político com Flávio Bolsonaro. “Davi Alcolumbre fez um acordo com Flávio Bolsonaro. Vocês viram aquela foto, os dois abraçados naquela votação da Dosimetria. Não falaram da CPMI do Master e o Davi Alcolumbre não leu”, disse.

Lindbergh encerrou o vídeo associando a situação a uma aproximação entre o bolsonarismo e partidos do Centrão. “O que está por trás de tudo isso, pessoal, é essa aliança. Uma aliança nefasta entre o bolsonarismo e o centrão. Vamos para a ofensiva. CPMI neles.”

 

Vídeo mostra chegada de Deolane Bezerra na delegacia após prisão em operação contra o PCC; Veja

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra chegou ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo, na manhã desta quinta-feira (21), após ser presa durante uma megaoperação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil contra um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Imagens da chegada de Deolane à delegacia começaram a circular rapidamente nas redes sociais e movimentaram páginas de entretenimento e perfis de notícias. A influenciadora foi levada ao local após agentes cumprirem mandados de prisão e busca em endereços ligados a ela.

Segundo as investigações, a advogada passou a ser monitorada após análises financeiras apontarem movimentações consideradas suspeitas em contas pessoais e empresariais entre os anos de 2018 e 2021. Os investigadores afirmam que foram identificados diversos depósitos fracionados — prática conhecida por dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.

A apuração aponta que contas ligadas a Deolane receberam dezenas de transferências que somariam cerca de R$ 700 mil. A suspeita das autoridades é de que a influenciadora teria sido utilizada para dar aparência de legalidade a recursos supostamente vinculados ao crime organizado.

De acordo com os investigadores, a estrutura investigada envolvia empresas de fachada, movimentações milionárias e aquisição de bens de luxo. Um dos focos da operação é uma transportadora sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, apontada como braço financeiro da facção criminosa.

As autoridades também investigam a ligação de Deolane com pessoas consideradas “gestores fantasmas” da empresa. A suspeita é de que valores sem origem comprovada circulavam por contas de terceiros para ocultar o caminho do dinheiro.

Operação Vérnix

A operação desta quinta-feira é resultado de uma investigação iniciada em 2019, após a apreensão de bilhetes dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau. A partir das mensagens encontradas com detentos, policiais descobriram indícios de um esquema financeiro ligado ao PCC e chegaram até a transportadora investigada.

Na nova fase da operação, foram expedidas seis prisões preventivas, além de ordens de bloqueio milionário de bens e apreensão de veículos de luxo. Só em nome de Deolane, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões.

Essa é a segunda vez que a influenciadora é presa. Em 2024, ela também foi alvo de uma investigação envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro relacionada a jogos de azar.

Interpol, viagens internacionais e suspeita de fuga: os bastidores da operação que voltar a colocar Deolane Bezerra atrás das grades

A operação que resultou na prisão de Deolane Bezerra nesta quinta-feira (21) também acendeu um alerta nas autoridades por conta do risco de fuga internacional envolvendo alguns dos investigados. Segundo informações divulgadas pelo g1, a influenciadora chegou a ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol antes de retornar ao Brasil.

De acordo com a investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, Deolane passou as últimas semanas em Roma, na Itália, e desembarcou novamente no país apenas um dia antes da deflagração da Operação Vérnix.

As autoridades apontam que o risco de ocultação de patrimônio e a possibilidade de fuga foram fatores considerados pela Justiça na decisão que autorizou as prisões preventivas.

Além da influenciadora, outros investigados ligados à família de Marcola estariam fora do Brasil. Uma sobrinha do líder do PCC, identificada como Paloma Sanches Herbas Camacho, estaria na Espanha. Já Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho do traficante, seria alvo de buscas enquanto permanece na Bolívia, segundo a polícia.

A Justiça paulista entendeu que medidas cautelares mais leves não seriam suficientes diante da complexidade do suposto esquema investigado. Para os promotores, o grupo teria uma estrutura financeira sofisticada, com movimentações milionárias, empresas utilizadas para ocultar patrimônio e operadores responsáveis por distribuir recursos.

deolane e marcola

A investigação ainda aponta que o esquema envolvia uma transportadora de cargas usada para movimentar dinheiro atribuído ao Primeiro Comando da Capital. Os investigadores afirmam que a organização utilizava pessoas físicas e jurídicas para dificultar o rastreamento da origem dos valores.

Durante a operação, foram expedidos mandados de prisão, busca e apreensão, além do bloqueio de mais de R$ 357 milhões em contas e bens dos investigados.

No caso de Deolane, a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 27 milhões. Segundo o inquérito, a influenciadora teria recebido depósitos considerados suspeitos e incompatíveis com a movimentação financeira oficialmente comprovada.

As autoridades seguem analisando celulares, documentos e registros bancários apreendidos durante a operação.

Morre Edjanilson Rodrigues, servidor da COMPESA e ex-secretário de Iguaracy

O município de Iguaracy se despede de Edjanilson Rodrigues de Souza, ex-secretário de Cultura e figura bastante atuante na vida pública e cultural da cidade. O velório acontece nesta terça-feira, inicialmente na quadra da Escola Diomedes Gomes, em Iguaracy. A partir das 12h, o corpo será encaminhado para a Casa de Velório PLAFAMP.

O sepultamento está marcado para as 17h, no Cemitério São Judas Tadeu. Edjanilson nasceu em 20 de maio de 1974 e completaria 52 anos nesta terça-feira.

Ele faleceu na tarde da última segunda-feira (18), aos 51 anos, após complicações causadas por uma trombose intestinal. Há mais de uma semana, estava internado no Hospital Regional do Agreste, em Caruaru, onde realizava um tratamento médico intensivo.

A morte de Edjanilson gerou forte repercussão entre moradores, amigos e familiares, tanto em Iguaracy quanto em Afogados da Ingazeira. Nas redes sociais, inúmeras homenagens, mensagens de apoio e correntes de oração foram compartilhadas desde os primeiros dias de sua internação.

Servidor concursado da Companhia Pernambucana de Saneamento (COMPESA), Edjanilson também teve passagem pela gestão municipal de Iguaracy como secretário. Reconhecido pelo envolvimento comunitário, participou ativamente de iniciativas culturais e esportivas, contribuindo para o desenvolvimento dessas áreas no município.

DataFolha: Com 54% dos válidos, João Campos venceria no primeiro turno

A mais nova rodada de pesquisa do instituto Datafolha sobre a corrida pelo Palácio do Campo das Princesas apresenta a vitória no primeiro do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), com 54% dos votos válidos. No mesmo cenário, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com cerca de 40% dos válidos.

No levantamento estimulado -quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados – João Campos registra 49% das intenções de voto, enquanto Raquel Lyra soma 38%.

Os demais candidatos aparecem bem atrás: Eduardo Moura (Novo) pontua na casa dos 3%, enquanto Ivan Moraes (PSOL) tem cerca de 2%. Bancos e nulos somam 6%, não sabe/não respondeu 1%.

A pesquisa também aponta a existência de um contingente de eleitores indecisos ou que optam por branco e nulo, mas, ao se considerar apenas os votos válidos — critério oficial da Justiça Eleitoral —, a vantagem de João Campos é suficiente para garantir a vitória sem necessidade de segundo turno.

O resultado reforça a liderança consistente do socialista na corrida estadual e indica um cenário de ampla vantagem sobre a atual goverra neste momento da disputa.

O instituto ouviu 1.022 eleitores de 13 a 15 de abril.nado A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa Datafolha foi registrada no TSE com o número PE-04713/2026.

João Campos: “eu sou lulista e não tenho problema em afirmar isso”

Durante seu discurso no ato de oficialização da aliança do PT com o PSB, colocando o nome de Humberto Costa (PT) como um dos candidatos ao Senado na chapa da Frente Popular, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), garantiu seu apoio irrestrito ao presidente Lula.

Na fala, o pré-candidato a governador lembrou um questionamento da imprensa sobre sua chapa estar muito “lulista”. O prefeito rebateu: “ainda bem que está lulista, porque eu sou lulista e não tenho problema em afirmar isso”. As informações são do Blog Cenário.

O pré-candidato ainda assegurou que os partidos que integram a frente popular estarão unidos em torno do projeto encabeçado por ele em Pernambuco e pela reeleição do presidente Lula. “A frete popular vai estar presente em todas as cidades e estará de forma unida e inegociável no palanque do presidente Lula, do senador Humberto Costa, da senadora Marília, do candidato a vice, Carlos Costa, porque quem não sabe onde quer chegar, todo caminho serve, mas esse time aqui sabe onde quer chegar”, declarou João.

Motoristas com carteira de habilitação do tipo B poderão dirigir veículos mais pesados; saiba mais

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) pode passar por uma mudança radical. Um projeto de lei que autoriza motoristas com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) da categoria B a dirigirem veículos elétricos que possuem até 4.250 quilos foi aprovada na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.

O texto possui autoria do deputado federal Pedro Aihara (PRD-MG), com emendas do relator, deputado Hugo Leal (PSD-RJ). Agora, o projeto deve ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. A proposta ainda precisa ser aprovada por deputados e senadores antes de virar lei.

Vale destacar que, pela norma atual, a categoria B de condutores estaria apta a dirigir automóveis que possuem até 3.500 quilos. As emendas do relator, além de alterarem a redação do projeto, incluíram no texto os veículos híbridos com tração predominantemente elétrica.

A própria justificação do projeto menciona que veículos elétricos e híbridos superarão os movidos à combustão até 2030, demonstrando que ambas as tecnologias merecem tratamento isonômico”, disse Leal.

A medida se aplica a veículos com propulsão elétrica ou híbrida e tração predominantemente elétrica. Outros critérios poderão ser definidos em regulamento pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Veja o momento em que ator global José Dumont é preso por estupro e pedofilia

O mandado foi cumprido nesta semana pela Polícia Civil, encerrando a fase recursal do caso.

Veja o momento em que ator global José Dumont é preso por estupro e pedofilia (Foto: Divulgação/TV Globo)

 A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta terça-feira (3), o ator José Dumont, de 75 anos, após o cumprimento de mandado de prisão decorrente de condenação definitiva por estupro de vulnerável. As informações são do Metrópoles. 

De acordo com a corporação, agentes da Delegacia de Capturas (DC-Polinter) localizaram o artista em seu apartamento, no bairro do Flamengo, Zona Sul da capital fluminense. Após a abordagem, ele foi conduzido à sede da especializada para o cumprimento das formalidades legais e, posteriormente, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A ordem de prisão foi expedida depois que a sentença condenatória transitou em julgado no âmbito do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A pena estabelecida é de nove anos e quatro meses de reclusão.Investigação teve início após denúncia de vizinhos.

O caso veio a público em 2022, quando moradores do prédio onde o ator residia passaram a desconfiar da presença frequente de um menino de 11 anos no apartamento. A criança é filho de uma ambulante que trabalhava nas proximidades do edifício.

Segundo relatos reunidos pela polícia durante a apuração, o ator teria levado o menor para dentro do imóvel em diferentes ocasiões. As suspeitas foram comunicadas às autoridades, que deram início às investigações.

Imagens de câmeras de segurança do condomínio registraram momentos de proximidade entre o ator e o menino. Conforme a Polícia Civil, os registros mostrariam contato físico, incluindo beijos e carícias. A corporação também apontou que Dumont teria se aproximado da vítima oferecendo presentes e auxílio financeiro.

Material ilícito apreendido
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão no apartamento do artista, investigadores encontraram fotografias e vídeos com conteúdo de pornografia infantil armazenados em dispositivos eletrônicos.A posse desse tipo de material configura crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o que resultou na abertura de outro procedimento criminal.

Prisão anterior e tramitação do processo
Em setembro de 2022, José Dumont chegou a ser preso em flagrante. Posteriormente, obteve liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.O Ministério Público do Rio de Janeiro apresentou denúncia por estupro de vulnerável, que foi aceita pela Justiça. Após a instrução processual e a análise das provas reunidas, foi proferida sentença condenatória.Com o esgotamento das possibilidades de recurso e o trânsito em julgado da decisão, a Justiça determinou a execução da pena. O mandado foi cumprido nesta semana pela Polícia Civil, encerrando a fase recursal do caso.

Nikolas e pastor usaram jato ligado a Vorcaro na campanha de 2022

Aeronave da Prime You acompanhou caravana pró-Bolsonaro em nove estados e no DF durante o segundo turno das eleições

Nikolas e pastor usaram jato ligado a Vorcaro na campanha de 2022 (Foto: Reprodução redes sociais)

 O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou um jato executivo vinculado ao empresário Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master, para cumprir agenda de campanha em favor de Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2022, informa Malu Gaspar, do jornal O Globo. As viagens ocorreram ao longo de dez dias e abrangeram ao menos nove estados e o Distrito Federal, integrando a caravana “Juventude pelo Brasil”, organizada com o pastor Guilherme Batista, da Igreja Lagoinha. 

Os deslocamentos coincidem com eventos eleitorais realizados entre 20 e 28 de outubro de 2022, em regiões onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia obtido maioria no primeiro turno. O objetivo declarado da mobilização era tentar reverter votos na reta final da disputa presidencial.

A aeronave utilizada foi um Embraer 505 Phenom 300, com capacidade para até dez passageiros. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram Nikolas Ferreira ao lado do pastor Guilherme Batista, da pastora Mariel Batista e da influenciadora cristã Jey Reis diante do avião. Ao publicar uma das fotos, Jey escreveu: “MISSÃO CUMPRIDA!!”. Em outro trecho, afirmou: “Em cinco dias rodamos todas as capitais do Nordeste com lotação máxima em todos os lugares!!! A oportunidade de viver isso com esse mega time, pregar e mostrar amor pelo nosso país foi inesquecível!!! AMAMOS JESUS E AMAMOS O BRASIL!!”.

O histórico de voos foi confirmado por meio da análise de sinais emitidos pelo transponder da aeronave, captados por ferramentas de monitoramento aéreo disponíveis online. Embora plataformas públicas como FlightAware e Flightradar24 não exibam os dados completos — bloqueados a pedido dos proprietários, prática comum na aviação privada —, registros de tecnologia ADS-B indicam que o jato esteve nos mesmos destinos e datas das agendas públicas da caravana.

Entre os trajetos identificados estão voos para todas as capitais do Nordeste, além de Brasília, cidades do Vale do Jequitinhonha e do Triângulo Mineiro. Em 21 de outubro, por exemplo, o avião estava em Salvador, onde Nikolas e o pastor haviam realizado evento na véspera. No mesmo dia, seguiu para Aracaju. Nos dias seguintes, o jato foi registrado em Maceió, Recife, João Pessoa, Natal, Teresina, São Luís e Imperatriz, acompanhando o roteiro de compromissos políticos.

Na reta final da campanha, a aeronave também decolou de Congonhas com destino a Uberlândia (MG), onde ocorreu ato com a presença de Jair Bolsonaro e do governador Romeu Zema (Novo). No dia seguinte, sinais do transponder detectaram o jato sobre o Vale do Jequitinhonha antes de aterrissar em São Paulo. Horas depois, Nikolas e Guilherme participaram de entrevista no programa Pânico, da Jovem Pan News, enquanto o pastor esteve em Brasília em evento evangélico de apoio ao então presidente.

No papel, a proprietária do jato é a empresa Prime You, grupo que detinha outras aeronaves e bens associados a Daniel Vorcaro. À época, o empresário ainda integrava o quadro societário da companhia. A sociedade foi desfeita em setembro de 2025, dois meses antes da liquidação do Banco Master. 

A defesa de Vorcaro sustentou que a aeronave “não pertence ao banqueiro”, embora ele fosse sócio da Prime You no período citado. Em nota, a empresa afirmou: “A aeronave Embraer 505 Phenom 300 de prefixo PT-PVH opera e já operava em outubro de 2022 como taxi aéreo. Estes foram voos fretados dentro dos moldes tradicionais de uma operação de táxi aéreo do mercado. De acordo com as regras de confidencialidade que regem as operações de táxi aéreo, assim como ocorre na aviação comercial, e, também em respeito à LGPD, a empresa não divulga dados sobre os seus usuários e respectivos destinos”.

Procurado, Nikolas Ferreira confirmou ter utilizado o Embraer 505 Phenom 300, mas afirmou desconhecer que a aeronave estivesse ligada a Vorcaro. “Eu nunca apertei a mão de Vorcaro, nunca estive com ele e não tenho nenhum tipo de negócio com ele ou o Master”, declarou. Em nota, acrescentou: “Esclareço que o voo em questão ocorreu há 4 anos atrás, durante o segundo turno da campanha eleitoral, quando fui convidado para participar de um evento político ‘Juventude pelo Brasil’ e foi disponibilizada uma aeronave para o deslocamento. À época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião. Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vocaro. Ressalto ainda que, em 2022, o nome citado não era de conhecimento público nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta. Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento”.

A assessoria do pastor Guilherme Batista foi procurada pelo O Globo, mas não se manifestou até o fechamento da reportagem.

 

 

 

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“Coisa de moleque”: ministros do STF ficam indignados com vazamento de reunião sobre Toffoli

Divulgação de diálogos atribuídos a magistrados sobre o caso Master aprofunda tensão interna na Corte e expõe divergências sobre suspeição

Ministro do STF, Dias Toffoli 12/02/2026 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Adriano Machado)

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reagiram com indignação ao vazamento de uma reunião reservada realizada na noite de quinta-feira, na qual foi discutida a permanência do ministro Dias Toffoli na relatoria das investigações relacionadas ao Banco Master. Um dos magistrados classificou a divulgação das conversas como “coisa de moleque”, segundo relato publicado pela imprensa.

As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo, com base em reportagem do site Poder360, que reproduziu falas atribuídas aos ministros durante o encontro fechado.

Maioria era favorável à permanência de Toffoli

De acordo com o conteúdo divulgado, sete ministros — Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques — manifestaram-se a favor da permanência de Toffoli na relatoria do caso Master. Outros dois, Cármen Lúcia e Edson Fachin, fizeram ressalvas durante a discussão.

Ao serem questionados pelo jornal, alguns ministros colocaram em dúvida a fidelidade dos diálogos divulgados. Um integrante do STF afirmou que havia elementos “diferentes” nas conversas publicadas. Segundo a reportagem, o vazamento intensificou o ambiente de desconfiança dentro da Corte, resgatando um clima de tensão institucional semelhante ao observado antes da pandemia, quando divergências entre magistrados se tornaram públicas.

Toffoli nega gravação da reunião

Em meio às suspeitas, Dias Toffoli afirmou ao jornal que não gravou a reunião. “Jamais fiz ou faria algo assim. Pura inverdade e especulação”, declarou o ministro.

Segundo integrantes do STF citados na reportagem, o encontro contou apenas com os dez ministros atualmente em exercício, sem a presença de auxiliares ou técnicos, o que ampliou o desconforto com a divulgação do conteúdo.

Relatório da PF e pedido de suspeição

A crise ganhou força após a Polícia Federal entregar ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, um relatório pericial sobre o celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O documento teria identificado menções ao nome de Toffoli em mensagens encontradas no aparelho. A informação foi inicialmente revelada por veículos como o UOL e confirmada pelo jornal.

Após o envio do relatório, foi aberto na Corte um pedido de suspeição contra Toffoli. Em nota divulgada na quarta-feira, o gabinete do ministro afirmou ter recebido um “pedido de declaração de suspeição” elaborado pela Polícia Federal, mas classificou o relatório encaminhado a Fachin como baseado em “ilações”.

A reunião da quinta-feira ocorreu após Toffoli contestar a suspeição e o relatório ser remetido à Procuradoria-Geral da República.

Divergências sobre a suspeição

Segundo o Poder360, o ministro Gilmar Mendes antecipou que votaria contra a suspeição de Toffoli com base nas mensagens coletadas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro. O decano do STF também teria defendido uma solução célere para o impasse, antes do Carnaval, a fim de evitar maior desgaste institucional.

Alexandre de Moraes, ainda conforme o portal, criticou a atuação da Polícia Federal na investigação e afirmou ter alertado para riscos de nulidades no inquérito. A reportagem menciona que o escritório da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, foi contratado para defender o Master por R$ 129 milhões ao longo de três anos.

Nunes Marques também teria sustentado não haver fundamento jurídico para afastar Toffoli, afirmando que, após examinar o relatório da PF, não identificou elementos que justificassem impedimento ou suspeição.