Economia bomba com Lula: dólar fecha abaixo de R$ 5,00 pela primeira vez em dois anos e Ibovespa supera os 198 mil pontos

Moeda dos EUA fechou a R$ 4,99. Já a bolsa brasileira bateu recorde com apoio de commodities e fluxo externo

Lula, dólar e Ibovespa (Foto: Ricardo Stuckert / PR I Rick Wilking / Reuters I Amanda Perobelli / Reuters)

O dólar fechou abaixo de R$ 5,00 pela primeira vez em dois anos e o Ibovespa superou os 198 mil pontos nesta segunda-feira (13), marcando um dia de forte desempenho para os ativos brasileiros. A valorização da bolsa e a queda da moeda estadunidense ocorreram após declarações do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de um acordo com o Irã, o que trouxe alívio aos mercados globais. As informações são da agência Reuters. 

Segundo informações do mercado financeiro, o movimento foi impulsionado pela expectativa de redução das tensões geopolíticas e pelo ingresso de recursos estrangeiros no Brasil. A cotação do dólar e o desempenho do Ibovespa refletiram a mudança de humor dos investidores ao longo do dia, após um início marcado por incertezas.

O dólar encerrou o pregão com queda de 0,25%, a R$ 4,9980, menor valor de fechamento desde março de 2024. Esta foi a quarta sessão consecutiva de desvalorização do dólar frente ao real. No acumulado do ano, a divisa registra recuo de 8,95%. No mercado futuro, o contrato para maio também caiu, sendo negociado a R$ 5,0150 no fim da tarde.

O dia começou com pressão sobre o real, acompanhando a valorização do dólar no exterior. A tensão aumentou após o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã durante o fim de semana. O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderia bloquear o Estreito de Ormuz, enquanto autoridades iranianas indicaram possibilidade de retaliação em portos da região do Golfo.

O cenário mudou no início da tarde. Trump declarou que o Irã havia demonstrado interesse em retomar negociações. “Eles gostariam de fechar um acordo”, afirmou. O presidente norte-americano também disse que não aceitará um entendimento que permita ao país desenvolver armas nucleares.

A mudança de tom repercutiu rapidamente nos mercados. Investidores passaram a apostar em uma solução diplomática, o que fortaleceu moedas de países emergentes, incluindo o real. O dólar chegou a atingir máxima de R$ 5,0411 pela manhã, mas recuou para mínima de R$ 4,9826 no período da tarde.

Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital, comentou a reversão do mercado ao longo do dia. “A despeito… do começo de dia ruim, bolsa para baixo e dólar para cima, o mercado deu uma bela virada em linha com Trump”, afirmou.

No cenário internacional, o dólar também perdeu força frente a outras moedas, como euro, libra e franco suíço, além de divisas latino-americanas, como peso chileno e colombiano.

Bolsa de Valores

Na bolsa brasileira, o Ibovespa avançou 0,41% e fechou aos 198.132,23 pontos, renovando recorde histórico. Durante o pregão, o índice chegou à máxima de 198.173,39 pontos.

O desempenho da bolsa contou com o avanço de ações de grande peso, como Vale e Petrobras, impulsionadas pela valorização do minério de ferro e do petróleo no mercado internacional. O fluxo de capital estrangeiro também sustentou o movimento positivo.

Mesmo com o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã no fim de semana, o impacto sobre a bolsa brasileira foi limitado. O interesse de investidores externos manteve o mercado acionário em trajetória de alta.

No Brasil, o Banco Central realizou a venda de 50 mil contratos de swap cambial tradicional ao longo da manhã, com foco na rolagem de vencimentos previstos para maio, sem efeitos relevantes sobre as cotações.

O desempenho simultâneo do câmbio e da bolsa reforça o peso do cenário internacional sobre os ativos brasileiros, em especial diante de sinais de distensão geopolítica e do apetite global por mercados emergentes.

A cidade de Salgueiro (PE) se destaca entre os maiores gastos do Carnaval de 2026.

Salgueiro superou polos tradicionais

Com investimento de R$ 3,06 milhões, o município de Salgueiro figura entre os que mais destinaram recursos ao Carnaval de 2026 em Pernambuco. Os dados são do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, divulgados por meio do portal Tome Conta.

A cidade do Sertão aparece na 10ª posição do ranking estadual, superando destinos tradicionalmente associados à folia e ampliando sua relevância no calendário festivo pernambucano.

Alto volume de investimentos públicos

De acordo com o levantamento, os gastos totais com o Carnaval em Pernambuco chegaram a R$ 243,4 milhões, considerando tanto o Governo de Pernambuco quanto as prefeituras. Desse total, R$ 189,21 milhões foram direcionados à contratação de artistas. O restante foi aplicado em estrutura, logística e demais despesas operacionais.

Recife lidera ranking

A liderança ficou com Recife, que registrou R$ 82,8 milhões em despesas. Na sequência aparece o Governo do Estado, com R$ 65,6 milhões. Apenas oito municípios, além da gestão estadual, ultrapassaram a marca dos R$ 3 milhões em investimentos.

Salgueiro integra esse grupo ao lado de cidades como Jaboatão dos Guararapes, Paulista e Igarassu.

Apesar de sua tradição carnavalesca, Olinda aparece apenas na 11ª colocação, com R$ 2,9 milhões — valor inferior ao registrado por Salgueiro.

Interior ganha destaque

O desempenho coloca Salgueiro entre os principais investimentos do interior durante o Carnaval, superando cidades como Arcoverde, Petrolina e Serra Talhada.

Dos 182 municípios pernambucanos, 109 apresentaram dados ao TCE. O menor gasto identificado foi em Ipubi, com apenas R$ 530.

Cachês em evidência

Entre os artistas mais bem pagos da festa estão Belo, João Gomes e Mari Fernandez.

No ranking geral de cachês acumulados, mulheres lideram: Priscila Senna aparece na primeira posição, seguida por Elba Ramalho e Raphaela Santos.

O levantamento reforça o crescimento dos investimentos no Carnaval pernambucano e evidencia o protagonismo cada vez maior de cidades do interior no cenário da festa.

Petrolina, Salgueiro e Araripina: Confira as 41 vagas de emprego disponíveis – Agência do Trabalho de Pernambuco

 

A Agência de Trabalho de Pernambuco divulgou as vagas de emprego disponibilizadas para os municípios de PetrolinaSalgueiro e Araripina , no Sertão de Pernambuco, nesta quarta-feira (8).

Contato: (87) 3866 – 6540 e (87) 9 9180-4065

Vagas disponíveis

Vagas Função Escolaridade Experiência Salário Observação
01 Açougueiro Médio Completo Não exigida R$ 1.950
01 Auxiliar de Cobrança Médio Completo 6 Meses R$ 1.518
01 Auxiliar de Cozinha Fundamental Incompleto Não exigida Não Informado
02 Auxiliar de Estoque Médio Incompleto Não exigida Não Informado
01 Auxiliar de Marceneiro Fundamental Completo Não exigida R$ 1.800
02 Empacotador a Mão Médio Completo Não exigida R$ 1.518
01 Encarregado de Obras Fundamental Incompleto 6 Meses Não Informado
01 Garçom Fundamental Incompleto Não exigida Não Informado
01 Gerente de Loja e Supermercado Médio Completo 6 Meses R$ 2.000
03 Pedreiro Fundamental Incompleto 6 Meses R$ 2.310
03 Pintor Fundamental Incompleto 6 Meses R$ 2.310
03 Repositor em Supermercados Médio Completo Não exigida R$ 1.693
01 Técnico em Edificações Médio Completo 6 Meses Não Informado
01 Técnico em Segurança do Trabalho Médio Completo 6 Meses Não Informado
03 Vendedor no Comércio de mercadorias Médio Completo 6 Meses Não Informado
02 Vendedor Interno Médio Completo 6 Meses Não Informado
01 Vigia Fundamental Incompleto 6 Meses Não Informado

Contato: (87) 3871 – 8467

Vagas Disponíveis

Vagas Função Escolaridade Experiência Salário Observação
01 Tosador de Animais Domésticos Médio Completo 6 Meses Não Informado

Contato: (87) 3873 – 8381

Vagas disponíveis

Vagas Função Escolaridade Experiência Salário Observação
01 Atendente de Farmácia – Balconista Médio Completo 6 Meses Não informado
06 Eletricista de Insatalações Fundamental Completo 6 Meses Não informado
12 Pedreiro Fundamental Incompleto 6 Meses Não informado
25 Servente de Obras Fundamental Incompleto 6 Meses Não informado
01 Técnico em Edificações Fundamental Completo 6 Meses Não informado
02 Vigia Fundamental Completo 6 Meses Não informado

Move Brasil fecha primeiro mês com R$ 1,9 bilhão em crédito aprovado e impulsiona renovação de frota de caminhões

Programa com juros mais baixos já viabilizou 1,7 mil operações e mira logística, segurança viária, sustentabilidade e conteúdo local

Geraldo Alckmin (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

 O programa Move Brasil completou um mês no domingo (8/2) com R$ 1,9 bilhão em créditos aprovados para 1,7 mil operações de compra de caminhões novos e seminovos em todas as regiões do País. Os números foram anunciados pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), durante visita a uma concessionária da Scania em Guarulhos (SP).

A informação foi divulgada pela Agência Gov, da EBC, que acompanhou a agenda de Alckmin e reuniu as principais declarações do vice-presidente sobre o impacto do programa na economia real, na logística e na segurança das estradas.

Crédito mais barato para autônomos e empresas e foco em sustentabilidade

Lançado oficialmente em 8 de janeiro, o Move Brasil oferece financiamento com taxas de juros mais baixas para caminhoneiros autônomos e cooperativados e também para empresas de transporte rodoviário de cargas. O objetivo é estimular a compra de veículos que atendam a critérios de sustentabilidade e de conteúdo local, isto é, produzidos no Brasil.

O programa disponibiliza R$ 10 bilhões em créditos, somando recursos do Tesouro Nacional e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Do total liberado até agora, R$ 44 milhões foram destinados a caminhoneiros autônomos.

Ao comentar os resultados iniciais, Alckmin celebrou o desempenho do programa e vinculou a política de crédito a efeitos diretos sobre produção, vendas e modernização do transporte. “Isso é ótimo”, disse, ao destacar o alcance das operações.

“Melhora a logística, a competitividade e a segurança”, afirma Alckmin

Na avaliação do vice-presidente, a renovação e ampliação do acesso ao crédito para o setor de transporte não se restringem ao mercado de caminhões, mas se conectam a uma agenda mais ampla de eficiência econômica e proteção nas rodovias. “Porque é a indústria fabricando mais, o comércio vendendo mais. Melhora a eficiência da logística do país, melhora a competitividade, reduz acidente. Mais segurança nas estradas e proteção ao meio ambiente. Então, é uma agenda muito positiva”, afirmou Alckmin.

A fala reforça o desenho do Move Brasil como política de estímulo com múltiplos efeitos: de um lado, incentiva a cadeia automotiva e o comércio; de outro, busca acelerar a modernização da frota, com impactos esperados sobre consumo de combustível, manutenção, emissões e condições de segurança.

Logística e comércio exterior pressionam demanda por transporte

Durante a visita a Guarulhos, Alckmin também chamou atenção para o peso do transporte rodoviário no escoamento de mercadorias e no funcionamento da economia. Segundo ele, o crescimento do comércio exterior tende a aumentar a demanda por logística, o que exigiria maior capacidade de transporte e frota mais eficiente.

“A exportação, no ano passado, batemos recorde: o produto precisa chegar ao porto, ao aeroporto. A importação foi recorde: precisa chegar, do porto e do aeroporto, até o comprador”, afirmou, ao relacionar o desempenho comercial com a necessidade de estrutura logística.

O vice-presidente mencionou ainda acordos fechados pelo Mercosul nos últimos anos — como União Europeia, Efta e Singapura, além de outras tratativas — ao sustentar que a dinâmica do comércio internacional pode ampliar o fluxo de mercadorias. “Então, nós precisamos de logística de transporte. E a demanda vai crescer. Vocês vão vender muitos caminhões”, declarou.

A máscara caiu: O ataque ao Ministro Alexandre de Moraes é guerra comercial de banqueiros não “ÉTICA”

 

Como sempre alertamos: na Faria Lima não existe santo, existe interesse. O verdadeiro motivo da ofensiva contra o ministro Alexandre de Moraes veio à tona e, para a surpresa de ninguém, a motivação é dinheiro e monopólio de mercado.
Segundo reportagem de Vinícius Carvalho (baseada em apuração de Renato Rovai, da Revista Fórum), a fonte por trás dos vazamentos seletivos para a colunista Malu Gaspar seria ninguém menos que André Esteves, dono do BTG Pactual.
O Jogo de Bastidores: Não se trata de preocupação com a justiça, mas sim de eliminar a concorrência. O Banco Master incomodou o gigante BTG ao oferecer taxas agressivas de retorno aos investidores (até 140% do CDI), roubando fatias do mercado de Esteves. Ao ver o crescimento do rival — que contratou legalmente o escritório da esposa de Moraes — Esteves teria agido nos bastidores, como no filme “Wall Street”, vazando informações para criar um escândalo político e forçar uma intervenção no concorrente.
A Falta de Provas: O veterano jornalista José Paulo Kupfer foi cirúrgico ao analisar o caso: a mídia lançou a acusação de que Moraes teria “pressionado” Gabriel Galípolo, mas, passados os dias, não apresentou nenhuma prova ou documento que sustente essa narrativa.
Conclusão:
Estão tentando usar a reputação da Suprema Corte como munição em uma briga de bilionários por reserva de mercado. André Esteves joga a pedra e esconde a mão, e a mídia corporativa serve de megafone. O alvo não é a corrupção; o alvo é quem ousa desafiar os donos do dinheiro”.
*Folha do Estado
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Incentivos fiscais podem superar R$ 900 bilhões em 2026, aponta Unafisco

Levantamento aponta que parte expressiva das renúncias ocorre sem contrapartidas claras

Moedas de reais
Moedas de reais (Foto: Reuters/Bruno Domingos)

Os incentivos fiscais concedidos pelo governo federal devem ultrapassar R$ 900 bilhões em 2026, segundo um levantamento que analisa renúncias tributárias previstas para o próximo ano. O montante corresponde a valores que deixam de ingressar nos cofres públicos em razão de leis que reduzem ou isentam tributos, beneficiando setores específicos da economia, regiões ou determinados grupos de contribuintes.

Os dados, segundo o G1, constam de um estudo elaborado pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional), que utiliza o chamado “Privilegiômetro Tributário” para estimar o impacto das concessões fiscais sobre a arrecadação federal.

O que são os incentivos fiscais

De acordo com a Unafisco, os incentivos fiscais são mecanismos legais que resultam na diminuição ou eliminação de tributos devidos, com o objetivo formal de estimular atividades econômicas, regiões ou setores específicos. Na prática, porém, a entidade avalia que parte relevante dessas concessões ocorre sem a exigência de contrapartidas mensuráveis.

Segundo o estudo, trata-se de benefícios concedidos “sem a existência de contrapartida adequada, notória ou comprovada por estudos técnicos, para o desenvolvimento econômico sustentável sem aumento da concentração de renda ou redução das desigualdades no país”.

Privilégios tributários e impacto nas contas públicas

O levantamento aponta que os incentivos fiscais identificados não se limitam àqueles registrados no Demonstrativo dos Gastos Tributários (DGT), documento divulgado anualmente pela Receita Federal. A Unafisco inclui também benefícios que não aparecem nesse demonstrativo oficial.

A entidade estima que, do total superior a R$ 900 bilhões previstos para 2026, cerca de R$ 620 bilhões correspondem a “privilégios tributários”, valor que representa uma parcela significativa das renúncias fiscais em vigor.

Isenção sobre lucros e dividendos

Entre os principais itens listados no estudo, a ausência de tributação sobre a distribuição de lucros e dividendos a pessoas físicas é apontada como o maior benefício fiscal existente no país. O Brasil está entre os poucos países que adotam alíquota zero sobre esse tipo de rendimento, prática vigente desde 1995.

A Unafisco estima que a tributação dos lucros e dividendos poderia gerar uma arrecadação anual próxima de R$ 150 bilhões. No estudo, a entidade detalha o cálculo ao afirmar:

 “Utiliza-se referencialmente o valor de R$ 160,1 bilhões a título de privilégio tributário em razão da não tributação de lucros e dividendos (ano-base 2024, atualizado para o ano de 2025), e subtraindo o valor de R$ 32,12 bilhões em consonância com o Projeto de Lei nº 1087/2025 (do IR, sancionado por Lula), tem-se que o valor do privilégio referente à isenção de tributação de lucros e dividendos é de R$ 146,1 bilhões [no Brasil]”.

O tema enfrenta resistência de setores produtivos, que se posicionam contra a tributação dos lucros e dividendos sem uma redução simultânea da carga tributária sobre as empresas, atualmente superior à média observada em países desenvolvidos.

Tributação sobre grandes fortunas

O estudo também classifica como benefício fiscal a ausência de tributação sobre grandes fortunas no Brasil. Embora o imposto esteja previsto na Constituição, sua implementação depende da aprovação de uma lei complementar pelo Congresso Nacional.

Segundo os cálculos da Unafisco, o imposto incidiria sobre patrimônios líquidos superiores a R$ 4,6 milhões, com alíquota de 4,8%, atingindo cerca de 220 mil contribuintes, o equivalente a 0,1% da população. A arrecadação potencial estimada para 2026 seria de R$ 100 bilhões, com possibilidade de manutenção desse patamar nos anos seguintes, a depender da regulamentação adotada.

Críticos da medida argumentam que a taxação de grandes fortunas pode provocar evasão de divisas, com fuga de capitais e de patrimônio para outros países.

Estrutura da tributação no Brasil

O levantamento destaca ainda que, no Brasil, a arrecadação de tributos sobre renda, lucros, ganhos de capital e patrimônio é inferior à média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Esse tipo de tributação, mais concentrado nos contribuintes de maior renda, é apontado por especialistas como um instrumento para reduzir desigualdades.

Economistas avaliam que os recursos obtidos com a tributação de lucros e dividendos poderiam ser utilizados tanto para reduzir impostos sobre o consumo, que pesam proporcionalmente mais sobre a população de baixa renda, quanto para diminuir a carga tributária sobre as empresas, atualmente acima da média internacional.

Semana foi marcada pelos melhores resultados do governo Lula 3

Isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, queda histórica do desemprego e avanços sociais impulsionam agenda do governo

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

 A semana trouxe um conjunto de indicadores positivos para o governo do presidente Lula, com destaque para a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e para a queda histórica do desemprego no país. As informações foram divulgadas inicialmente pela Agência Gov.

O presidente sancionou a lei que garante isenção do Imposto de Renda Pessoa Física para quem recebe até R$ 5 mil por mês, além de estabelecer descontos para rendas de até R$ 7.350. A medida, considerada uma das mais aguardadas de 2025, passa a valer já na declaração do próximo ano.

Ao comentar o avanço, o presidente afirmou: “Combater a desigualdade é termos a capacidade de nos indignarmos com aquilo que está errado. O bom governante se preocupa com aqueles que são invisíveis. Muito dinheiro na mão de poucos significa miséria, mas pouco dinheiro na mão de muitos significa distribuição de riqueza.”

Desemprego recua e país cria 1,8 milhão de vagas formais em 2025

A taxa de desocupação do trimestre encerrado em outubro caiu para 5,4%, o menor nível já registrado na série histórica do IBGE. O índice recuou tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação com o mesmo período de 2024.

No mercado de trabalho, os dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que o Brasil alcançou 1,8 milhão de empregos com carteira assinada entre janeiro e outubro de 2025. Todas as 27 unidades da federação e todos os grandes grupamentos econômicos tiveram resultados positivos.

Gás do Povo beneficia famílias e inicia expansão nacional

Outro destaque da semana foi o avanço do Gás do Povo, o maior programa brasileiro de combate à pobreza energética. Mais de 1 milhão de famílias receberão recarga gratuita de botijões nesta primeira fase, em dez capitais. A iniciativa deve atingir mais de 15 milhões de famílias até março de 2026, ampliando o acesso a energia limpa e aliviando o orçamento doméstico.

R$ 3 bilhões para reconstrução do Rio Grande do Sul

O governo federal anunciou a liberação de R$ 3 bilhões para ações de reconstrução no Rio Grande do Sul, atingido por eventos climáticos extremos. Os recursos serão destinados a moradia, contenção de encostas, adaptação a mudanças climáticas e drenagem urbana, beneficiando 115 municípios.

Diplomacia ativa: acordos com Moçambique e título honoris causa

Em visita oficial a Moçambique, o presidente Lula assinou nove acordos bilaterais em áreas como agricultura, saúde, aviação, educação e cultura. Lula também recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Pedagógica de Maputo e participou de encontro empresarial para ampliar comércio e investimentos entre os países.

O governo enviou ao Congresso projetos de lei para criar a Universidade Federal Indígena e a Universidade Federal do Esporte, ampliando o acesso ao ensino superior e atendendo demandas históricas ligadas à inclusão, diversidade e formação em áreas estratégicas.

Marcha das Mulheres Negras reúne brasileiras e representantes de 30 países

A semana também foi marcada pela Marcha das Mulheres Negras, que levou centenas de pessoas às ruas de Brasília, incluindo participantes de mais de 30 países. A mobilização destacou o enfrentamento ao racismo, à violência e a defesa de justiça, dignidade e direitos sociais.

Banco Central mantém Selic em 15% maior patamar desde 2006

Copom decide estabilidade da taxa de juros para conter inflação acima da meta, com unanimidade e previsão de manutenção por período prolongado

Diretoria do Banco Central, que compõem o Comitê de Política Monetária, posa para foto
Diretoria do Banco Central, que compõem o Comitê de Política Monetária, posa para foto (Foto: Raphael Ribeiro/BC)

O Banco Central do Brasil, em decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), optou por manter a taxa Selic em 15% ao ano, o maior patamar registrado desde julho de 2006, em uma decisão unânime confirmada nesta quarta-feira (17). 

A medida era amplamente esperada pelo mercado financeiro, que já contava com a manutenção dos juros após uma série de altas iniciada em setembro de 2024.

Impactos e comparativos internacionais

Com juros nominais fixados em 15%, o Brasil possui uma das mais altas taxas reais de juros do mundo, segundo monitoramentos das consultorias MoneYou e Lev Intelligence. Esse elevado custo do dinheiro impacta diretamente o crédito, tornando empréstimos e financiamentos mais caros, o que pode frear o crescimento econômico e limitar o consumo.

Além disso, taxas elevadas podem gerar reflexos no câmbio, nos investimentos produtivos e na pressão sobre setores que dependem de financiamento, especialmente diante de um cenário externo incerto.

Veja quem precisa declarar o imposto de renda este ano

A Receita espera receber mais de 46 milhões de declarações do IR em 2025

Em 2025, a Receita Federal espera receber 46,2 milhões de declarações do Imposto de Renda, ou seja, cerca de um quinto da população terá que prestar contas ao Fisco neste ano. Afinal, quem precisa declarar o Imposto de Renda?

A obrigatoriedade está relacionada aos ganhos recebidos e ao patrimônio do contribuinte em 2024, conforme a normativa 2255, divulgada pela Receita Federal em março deste ano.

Veja quem precisa declarar o Imposto de Renda:

Rendimentos acima de R$ 33.888: quem recebeu rendimentos tributáveis, como salário, férias, aposentadoria ou pensão por morte, acima de R$ 33.888 é obrigado a fazer a declaração do Imposto de Renda.” Se, em 2024, a pessoa recebeu mais de R$ 33.888, ela tem que declarar este ano. Se ela recebeu outros tipos de rendimentos que não são os tributáveis, mas são rendimentos isentos ou com tributação exclusiva na fonte de valor superior a R$ 200 mil, também está obrigada. Quem possuía, em 31 de dezembro de 2024, somatório de bens acima de R$ 800 mil também está obrigado a declarar”, explica o auditor-fiscal da Receita Federal, José Carlos Fonseca.

Atividade rural: é obrigatória a declaração para quem teve receita bruta acima de R$ 169.440 ou pretende compensar prejuízos de 2024 ou anos anteriores.

Investimentos fora do país: “A Lei nº 14754 determinou que o imposto que se paga desses rendimentos de aplicações no exterior deixou de ser mensal e passou a ser anual. Então, ano passado, em 2024, não houve cobrança de imposto sobre os rendimentos recebidos em 2024, porque agora, eles deverão ser colocados na declaração deste ano, de 2025, e vão ser tributados nesta declaração”, diz o auditor-fiscal.

Valores de imóveis: quem tem imóveis e os valores foram atualizados no final de 2024, com o pagamento de um imposto sobre ganho de capital diferenciado de 4%, também está obrigado a declarar, segundo o auditor-fiscal.

Residente no Brasil: quem passou à condição de residente no Brasil em 2024 também deve apresentar a declaração do Imposto de Renda.

Não sou obrigado a declarar o IR, mas posso fazer?

Agora, surge outra questão: se a pessoa não for obrigada a declarar, ela pode fazer isso voluntariamente?

O professor Deypson Carvalho, coordenador adjunto do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), esclarece:

“A pessoa física, ainda que desobrigada, pode apresentar a Declaração de Ajuste Anual à Receita Federal do Brasil, observando-se que é vedado a um mesmo contribuinte constar simultaneamente em mais de uma declaração, seja como titular ou dependente, exceto em casos de alteração na relação de dependência no ano-calendário de 2024”.

O que mudou no IR de 2025?

A professora do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Anhanguera, Valéria Vanessa Eduardo, destaca uma mudança na ordem de restituição do Imposto de Renda.

“Quem optar por receber através de Pix e também fazer a declaração pré-preenchida terá prioridade sobre quem apenas fizer a pré-preenchida ou aceitar o pagamento via Pix. Vale lembrar que as prioridades legais foram mantidas, beneficiando idosos, pessoas com deficiência, doentes graves e aqueles cuja maior fonte de renda seja o magistério.”

Há mudanças, ainda, em campos da declaração como, por exemplo, no fim da exigência do preenchimento de título de eleitor, códigos de consulado e embaixada para residentes no exterior e número da última declaração.

Além disso, o aplicativo Meu Imposto de Renda foi extinto. A declaração deve ser feita pelo aplicativo da Receita Federal ou pela plataforma Gov.br. O prazo para declaração do Imposto de Renda 2025 começou no dia 17 de março e vai até o dia 30 de maio. Para quem deseja fazer a declaração pré-preenchida, os dados completos serão disponibilizados a partir de 1º de abril.

Se eu não declarar o IR, o que ocorre?

As sanções para quem não entrega a declaração vão desde multa mínima de R$ 165,74 a 20% do imposto devido até a alteração do CPF para “pendente de regularização” pela Receita Federal, o que impede o contribuinte de realizar transações bancárias.

Atos de vandalismo no Ceará fazem 5 provedores de internet encerrarem operações e outros 10 estão em processo para fechar.

Foto: reprodução

Pelo menos cinco provedoras de internet no Ceará precisaram encerrar suas operações devido a ataques realizados por grupos criminosos às empresas. A informação é da Associação dos Provedores Do Ceará (Uniproce). Os nomes não foram divulgados por questões de segurança, segundo a entidade.

Quem se manifestou publicamente, apenas, foi a GPX Telecom, que atuava há nove anos em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Segundo publicado nas redes sociais oficiais da GPX, as estruturas da empresa foram destruídas.

“Infelizmente, em menos de 20 minutos, atos de vandalismo devastaram tudo o que construímos com tanto esforço e comprometimento, levando-nos a tomar a difícil decisão de encerrar nossas operações”, disse.

A GPX Telecom afirmou ainda que preza pela legalidade e qualidade dos serviços. “Esperamos por justiça diante dessa situação alarmante que afeta a todos nós”, aponta a nota.

O Diário do Nordeste procurou a GPX Telecom para obter mais detalhes sobre o fechamento, mas não obteve retorno.

Outras dez empresas prestadoras de serviços de internet e telefonia estão em processo de fechamento, segundo a Uniproce. Os ataques de grupos criminosos começaram desde pelo menos fevereiro.

Entre os episódios, está a queima de carros e lojas das prestadoras e ameaça a funcionários. A Polícia Federal foi acionada para apoiar as investigações.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que não recebeu formalmente denúncias sobre este problema nem petições relacionadas ao tema. A agência ressaltou que o problema se trata de uma questão de segurança pública e não regulatória.

O Ceará tem 1116 prestadores de banda larga autorizados. 596 destes têm menos de cinco mil assinantes e utilizam fibra.

CONTROLE DO SERVIÇO DE TELECOMUNICAÇÕES

O objetivo das facções é controlar o serviço de telecomunicações em algumas regiões. Para isso, eles ameaçam provedores de internet e cobram até 60% do faturamento das empresas para não interromper as operações.

Membros do Comando Vermelho chegam a prometer aos empresários que, se um acordo for fechado, a facção pode ordenar que determinada região contrate apenas aquela empresa para fornecer internet.

Carnaval: Prefeitura de Afogados inicia pagamento dos servidores, mais 4,9 milhões de reais serão injetados na economia local. 

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira inicia nesta quinta (27) o pagamento do funcionalismo público municipal, incluindo servidores da ativa, aposentados e pensionistas.

Com o pagamento, referente ao mês de fevereiro, a Prefeitura de Afogados vai injetar 4,9 milhões de reais na economia local, aquecendo as vendas no comércio nesses dias que antecedem a realização do carnaval 2025.

“Mais um mês garantindo o pagamento dos nossos servidores em dia, com planejamento e organização financeira, para garantir que os nossos servidores possam, caso queiram, brincar o seu carnaval com mais tranquilidade,” afirmou a secretária municipal de finanças, Lúcia Gomes.

O pagamento dos servidores será concluído na sexta (28). Confira o calendário na íntegra:

Quinta-feira (27) – Secretarias de Administração, Assistência Social, Agricultura, Assuntos Jurídicos, Controle Interno, Cultura e Esportes, Finanças, Governo, Infraestrutura, Meio Ambiente, Mulher, Planejamento e Gestão, Trânsito e Transportes, além do Gabinete, Ouvidoria e Assessoria Especial.

Aposentados/pensionistas com vencimentos de até R$ 3.000,00.

Sexta-feira (28) – Secretarias de Educação e de Saúde, além de Aposentados e Pensionistas com vencimentos acima de R$ 3.000,00.

 

 

 

Curiosidades:

Pode ser uma imagem de texto que diz "Se fosse possível ir da Terra à Lua: Distância Distancia 380milkm km mil 380 Avião a jato: Aviãoajato:2semanas 2 semanas Carro: 6 meses (1200 km/h) (96 km/h) Caminhando: 7 anos (6,5 km/h)"

Faturamento da indústria tem maior crescimento anual desde 2010

Indústria
Indústria (Foto: Reprodução/CNI)

Agência Brasil – Embalada pelo aquecimento da produção e do consumo, o faturamento real (descontada a inflação) da indústria de transformação cresceu 5,6% em 2024, divulgou nesta sexta-feira (7) a pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Mesmo tendo caído 1,3% de novembro para dezembro, o setor teve o maior crescimento anual desde 2010.

Segundo a CNI, a demanda por bens industrializados foi estimulada pelo baixo desemprego, pelo aumento de gastos do governo e pela maior concessão de crédito. A combinação desses fatores, aponta a entidade, manteve o consumo e o investimento aquecidos, o que se refletiu no maior faturamento.

O número de horas trabalhadas na produção cresceu 4,2% no ano passado em relação a 2023. Em dezembro, no entanto, o índice diminuiu 1,3%, mostrando desaceleração da indústria no fim de 2024.

A utilização da capacidade instalada (UCI) caiu 0,8 ponto percentual em dezembro, fechando 2024 em 78,2%, na série livre de efeitos sazonais (sem oscilações típicas da época do ano). Na média do ano passado, a UCI cresceu 0,6 ponto percentual em relação a 2023.

O bom desempenho da indústria em 2024 também se reflete no mercado de trabalho. No ano passado, o número de postos de trabalho ativos no setor subiu 2,2%. A massa salarial cresceu 3%, e o rendimento médio do trabalhador industrial aumentou 0,8%.

Em dezembro, porém, os indicadores não foram tão bons. O nível de postos de trabalho manteve-se estável, mas a massa salarial e o rendimento médio do trabalhador recuaram 0,5% no mês.

Realizada desde 1992 em parceria com as federações estaduais da indústria, a pesquisa identifica, mensalmente, a evolução de curto prazo da atividade da indústria de transformação. Os estados pesquisados respondem por mais de 90% do produto industrial brasileiro.

O empresário Jalvacy Dantas escreve sobre o crime de agiotagem e o impacto na economia local.

Por Jalvacy Dantas*

A agiotagem, prática de emprestar dinheiro a juros abusivos, é um crime praticado contra o mercado financeiro que causa danos significativos à economia e à vida das pessoas.

Abaixo estão alguns dos piores impactos e possíveis formas de tratar essa questão:

Danos Causados pela Agiotagem:

1 – Endividamento Crônico da População:

– Os juros exorbitantes cobrados pelos agiotas levam as pessoas a um ciclo de dívidas interminável, muitas vezes impossível de quitar. Isso compromete a renda familiar e reduz o poder de consumo, afetando o comércio local.

2 – Inibição do Crescimento Econômico:

– Com grande parte da renda destinada ao pagamento de juros, há menos recursos para investimentos produtivos, como pequenos negócios ou educação, o que freia o desenvolvimento econômico da cidade.

3 – Aumento da Desigualdade Social:

– Enquanto os agiotas enriquecem rapidamente, muitas famílias empobrecem, ampliando a desigualdade social e criando um ambiente de tensão e insegurança.

4 – Desestabilização do Mercado Formal:

– A agiotagem concorre de forma desleal com instituições financeiras regulamentadas, que seguem as taxas de juros estabelecidas pelo governo. Isso desincentiva o uso de crédito formal e prejudica o sistema financeiro legítimo.

5 – Violência e Insegurança:

– A cobrança de dívidas muitas vezes envolve métodos coercitivos e violentos, aumentando a criminalidade e a sensação de insegurança na cidade.

6 – Efeito Psicológico na População:

– O medo e o estresse causados pela dívida e pela pressão dos agiotas afetam a saúde mental das pessoas, reduzindo sua produtividade e qualidade de vida.

Como Tratar a Questão:

1 – Fortalecimento da Educação Financeira:

– Promover campanhas de conscientização sobre os riscos da agiotagem e ensinar a população a buscar alternativas de crédito formal, como empréstimos bancários ou cooperativas de crédito.

2 – Acesso a Crédito Popular:

– Criar ou ampliar programas de microcrédito com juros baixos e condições acessíveis, especialmente para pequenos empreendedores e famílias de baixa renda.

3 – Ação Eficaz das Autoridades:

– Intensificar a fiscalização e a repressão à agiotagem, com denúncias anônimas e investigações para identificar e punir os agiotas. A polícia e o Ministério Público devem atuar de forma coordenada.

4 – Incentivo ao Empreendedorismo:

– Oferecer capacitação e apoio financeiro para que as pessoas possam gerar renda de forma legítima, reduzindo a dependência de empréstimos informais.

5 – Parcerias com Instituições Financeiras:

– Estimular bancos e cooperativas a oferecerem produtos financeiros acessíveis, com taxas de juros compatíveis com a realidade local.

6 – Conscientização da Comunidade:

– Envolver líderes comunitários, igrejas e associações locais na luta contra a agiotagem,

7 – *Apoio Psicológico e Social:*

– Oferecer assistência psicológica e jurídica para vítimas de agiotagem, ajudando-as a lidar com o endividamento e a reconstruir suas vidas.

Conclusão:

A agiotagem é um problema complexo que exige ações integradas entre governo, sociedade e instituições financeiras. Combater essa prática não só protege a economia local, mas também promove justiça social e melhora a qualidade de vida da população. A chave está em oferecer alternativas viáveis de crédito e conscientizar as pessoas sobre os riscos de recorrer a empréstimos ilegais.

*Jalvacy Dantas é paraibano radicado em Sertânia, com um título sertaniense pela sua contribuição na economia e na criação de renda e emprego no município através de suas empresa. Foi vice-prefeito e secretário de Indústria e Comércio do município. Também um grande incentivador e entusiasta da cultura regional.

Juros da moléstia: Banco Central sobe a taxa Selic,  para 13,25%

Edifício-Sede do Banco Central em Brasília

 

A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 1 ponto percentual, para 13,25% ao ano. Além de esperada pelo mercado financeiro, a elevação em 1 ponto havia sido anunciada pelo Banco Central na reunião de dezembro.

Em comunicado, o Copom afirmou que as incertezas externas, principalmente nos Estados Unidos, suscitam dúvidas sobre a postura do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). Em relação ao Brasil, o texto informa que a economia brasileira está aquecida, com a inflação cheia e os núcleos (medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia) acima da meta de inflação, e que as incertezas sobre os gastos públicos provocaram perturbações nos preços dos ativos.

“O comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. A percepção dos agentes econômicos sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da dívida segue impactando, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes”, destacou o comunicado.

Em relação às próximas reuniões, o Copom confirmou que elevará a Selic em 1 ponto percentual na reunião de março, mas não informou se as altas continuarão na reunião de maio, apenas que observará a inflação. “Para além da próxima reunião, o comitê reforça que a magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação”, ressaltou.

Essa foi a quarta alta seguida da Selic. A taxa está no maior nível desde setembro de 2023, quando também estava em 13,25% ao ano. A alta consolida um ciclo de contração na política monetária.

Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e uma de 1 ponto percentual.

Inflação.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em dezembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, ficou em 0,52%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apesar da bandeira verde nas contas de luz, o preço dos alimentos, principalmente da carne e de algumas frutas, continuou a subir.

Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,83% em 2024, acima do teto da meta do ano passado. Pelo novo sistema de meta contínua em vigor a partir deste mês, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

Fonte: Agência Brasil

A ação da Nvidia despenca mais de 16% na Bolsa nesta segunda, perdendo US$ 580 bilhões

Momento Sputnik: Nvidia perde o equivalente a sete Petrobras em valor na Bolsa com proeza da IA chinesa

As 500 pessoas mais ricas do mundo perderam juntas US$ 108 bilhões nesta segunda (27), com destaque para bilionários ligados à inteligência artificial. Jensen Huang, cofundador da Nvidia, perdeu US$ 20,1 bilhões, enquanto Larry Ellison, da Oracle, teve um prejuízo de US$ 22,6 bilhões.
A venda massiva de ações foi impulsionada pelo desenvolvedor chinês DeepSeek, cujo chatbot gratuito, DeepSeek R1, atraiu milhões de usuários em pouco tempo, causando instabilidade no aplicativo.
A chegada da DeepSeek abalou o setor ao desenvolver um modelo de IA avançado com um orçamento de apenas US$ 5,6 milhões, desafiando o modelo do Vale do Silício baseado em altos gastos.
A empresa conseguiu contornar as limitações de exportação de GPUs impostas pelos EUA, utilizando cerca de 50 mil chips de ponta.
Foto: Bloomber/Greg Baker/AFP

RESUMO.

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“Não há nada que você faça bem que um prodígio chinês ainda criança não faça melhor.” Nesta segunda-feira, o misto de truísmo e gracejo que circula há tempos na internet calou fundo, mas no bolso dos investidores do Ocidente.

Diante da proeza técnica da DeepSeek — a firma chinesa que treinou modelos de inteligência artificial ultra-sofisticados a custo menor que o de rivais americanas e sem acesso a chips ocidentais badalados —, as Bolsas americanas revivem o “Momento Sputnik” da Guerra Fria e sangram centenas bilhões de dólares no pregão desta segunda-feira.

O índice Nasdaq, composto por companhias de tecnologia e que foi inflado nos últimos anos graças à demanda quase irrestrita por ações de empresas de IA, despenca 3,4%. É uma reação óbvia à percepção de que companhias que pareciam imparáveis enfrentarão, na verdade, uma competição à altura vinda de firmas que se desenvolveram fora do radar e do hype ocidental sobre a IA.

Nenhuma companhia representa mais esse baque do que a Nvidia, o colosso californiano que foi alçado ao rol das empresas mais valiosas do planeta graças à demanda por seus chips de IA.

Acontece que a DeepSeek não precisou usar os processadores mais sofisticados da Nvidia para criar aplicações mais eficientes que seus pares americanos, fazendo com que os investidores passassem a reavaliar a precificação atribuída à companhia de Jensen Huang.

A ação da Nvidia despenca mais de 16% na Bolsa nesta segunda, perdendo US$ 580 bilhões em valor de mercado — o equivalente a quase sete Petrobras — em um único pregão.

A companhia ainda vale US$ 2,9 trilhões, mas perdeu o posto de segunda companhia mais valiosa do mundo para a Microsoft, no ranking liderado pela AI

Fonte: Informney/O Globo

Lula sanciona primeira parte da regulamentação da reforma tributária.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quinta-feira (16), com vetos, o primeiro projeto de regulamentação da reforma tributária sobre o consumo. O chefe do Executivo assinou a nova lei em evento no Palácio do Planalto, que ainda deve ser publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Lula chamou de “milagre” a sanção da reforma e da sua regulamentação. “Fazer o que nós fizemos em um regime democrático com um Congresso, onde o meu partido só tinha 70 deputados e 9 senadores, fazer isso com imprensa livre, sindicato livre e empresário podendo falar o que quiser, demonstra que a democracia é a melhor forma de governança que existe no planeta Terra”, disse Lula.

No evento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a reforma, com a devida regulamentação, é o “maior legado” que Lula poderá deixar para a economia brasileira. “Estamos plantando hoje um futuro mais eficiente e mais amplo”, disse o ministro.

Haddad já havia anunciado que o texto teria vetos do governo para evitar interpretações dúbias e insegurança jurídica. Na véspera do fim do prazo para sanção, Lula teve uma reunião com a equipe econômica.

A lei sancionada determina regras sobre os novos impostos criados pela reforma, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que é federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que tem competência estadual e municipal.

De forma gradual, a CBS substituirá o Pis, Cofins e IPI, enquanto o IBS será cobrado no lugar do ICMS e ISS.

O projeto sancionado também define detalhes sobre o Imposto Seletivo (IS), conhecido como “imposto do pecado”, que incide sobre itens considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Essa taxação será “extra”, cobrada além da CBS e IBS.

O período de transição da reforma, com o início das mudanças definitivas, começa a partir de 2027. No caso do IBS, a cobrança será implementada gradualmente de 2029 até 2033, quando substituirá definitivamente o ICMS e o ISS.

Pauta prioritária

Considerado tema prioritário para o governo, a regulamentação era um dos compromissos dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que deixarão os cargos em 1° de fevereiro.

Além de ministros e demais integrantes do governo, participaram do evento desta quinta Pacheco; o relator do projeto no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM); e o relator na Câmara, Reginaldo Lopes (PT-MG).

Fonte: CNN

Picanha e cerveja ficam mais caras com a alta da inflação.

 

A picanha e a cerveja, produtos citados diversas vezes pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a campanha eleitoral de 2022, encerraram 2024 com preços mais altos devido ao aumento da inflação, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Como noticiado pela CNN, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação do país, encerrou 2024 em 4,83%.

Os maiores impactos sobre a inflação de 2024 vieram do grupo Alimentação e Bebidas, que acumulou alta de 7,69% em 12 meses e contribuiu com 1,63 pontos percentuais para o IPCA do ano. As carnes registraram um aumento de 20,84% em 2024.

A picanha, carne nobre citada diversas vezes por Lula durante a campanha eleitoral, subiu acima da média da inflação do grupo alimentação e bebidas, registrando uma alta de 8,74% em 2024. Já o preço da cerveja subiu 4,5% durante o período.

“Vamos voltar a reunir a família no domingo, com churrasquinho e vamos comer uma fatia de picanha e tomar uma cerveja gelada”, afirmou o presidente em 2022.

“Nós vamos voltar a comer picanha, é tudo que o povo quer. O povo gosta de coisa boa”, disse Lula em outra oportunidade.

O patinho, carne mais acessível e utilizada no dia a dia de muitos brasileiros, registrou uma alta ainda maior, fechando o ano 24% mais cara.

O ovo de galinha, por outro lado, ficou mais barato. A opção de proteína fechou o ano com uma deflação de 4,54%.

Inflação fora da meta

A meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e a ser perseguida pelo Banco Central (BC) era de inflação a 3%, com margem de tolerância de 1,5% — ou seja, até 4,50%.

Com isso, o índice fechou o ano 0,33 ponto percentual acima do teto da meta e 0,21 p.p superior ao IPCA de 2023, de 4,62%.

Assim, o Banco Central terá que explicar ao governo os motivos de o objetivo não ter sido cumprido.

A instituição informou que irá divulgar, ainda nesta sexta-feira, às 18h, a carta aberta ao presidente do Conselho Monetário Nacional, ministro Fernando Haddad, sobre o estouro da meta.

Não haverá imposto sobre Pix acima de R$ 5 mil, diz Receita Federal

Novas regras da Receita para a fiscalização de transferências financeiras não implicam em novos impostos

O reforço na fiscalização de transferências via Pix e cartão de crédito não significa criação de impostos, esclareceu nesta semana a Receita Federal. Em comunicado, o Fisco desmentiu informações falsas que circularam nas redes sociais nos últimos dias sobre cobrança de imposto para transferências digitais.

Em 1º de janeiro, entraram em vigor as novas regras da Receita Federal para a fiscalização de transferências financeiras. A principal mudança foi a extensão do monitoramento de transações financeiras às transferências Pix que somam pelo menos R$ 5 mil por mês para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas.

Além das transações Pix, esses limites também valem para as operadoras de cartão de crédito e as instituições de pagamento, como bancos digitais e operadoras de carteiras virtuais. Elas deverão notificar à Receita operações cuja soma mensal ultrapassa esse teto. Os bancos tradicionais, as cooperativas de crédito e instituições que operam outras modalidades de transação já tinham de informar à Receita sobre esses valores.

Gerenciamento de risco.

Segundo a Receita, a instrução normativa que reforçou a fiscalização permite “oferecer melhores serviços à sociedade”. Como exemplo, o comunicado cita que os valores fiscalizados entrarão da declaração pré-preenchida do Imposto de Renda de 2026 (ano-base 2025), reduzindo divergências e erros que levam o contribuinte à malha fina.

O comunicado afirma que a Receita modernizou a fiscalização para incluir novos tipos de instituições do sistema financeiro, como fintechs e carteiras virtuais. No caso do cartão de crédito, o Fisco extinguiu a Declaração de Operações com Cartões de Crédito (Decred), criada em 2003, e a substituiu por um módulo para cartões de crédito dentro da e-Financeira, plataforma que reúne arquivos digitais de cadastro, abertura e fechamento de contas e operações. A e-Financeira opera dentro do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), criado em 2007 e que processa, por exemplo, as notas fiscais eletrônicas.

Sigilo bancário e fiscal.

No comunicado, a Receita também explicou que o reforço na fiscalização não desrespeitará as leis que regulam os sigilos bancário e fiscal, sem identificar a natureza ou a origem das transações. “A medida visa a um melhor gerenciamento de riscos pela administração tributária, a partir da qual será possível oferecer melhores serviços à sociedade, em absoluto respeito às normas legais dos sigilos bancário e fiscal.”

A Receita reiterou que a e-Financeira não identifica o destinatário das transferências de uma pessoa ou empresa para terceiros, via Pix ou Transferência Eletrônica Disponível (TED). O sistema, explicou o Fisco, soma todos os valores que saíram da conta, inclusive saques. Se ultrapassado o limite de R$ 5 mil para pessoa física ou de R$15 mil para pessoa jurídica, a instituição financeira informará a Receita Federal. 

Em relação aos valores que ingressam em uma conta, a e-Financeira apenas contabiliza as entradas, sem individualizar sequer a modalidade de transferência, se por Pix ou outra. Todos os valores, informou a Receita, são consolidados, devendo ser informados os totais movimentados a débito e a crédito em determinada conta, sem especificar os detalhes das transações.

As instituições financeiras enviarão os relatórios à Receita Federal a cada seis meses. As informações referentes ao primeiro semestre deverão ser prestadas até o último dia útil de agosto. Os dados do segundo semestre serão apresentados até o último dia útil de fevereiro, prazo que permitirá a inclusão na declaração pré-preenchida do Imposto de Renda, na metade de março. As informações são da Agência Brasil.

Conheça a nova regra da Receita Federal sobre transações acima de R$ 5 mil no Pix

A Receita Federal ampliou a fiscalização sobre transações via Pix acima de R$ 5 mil por mês feitas por pessoas físicas. A medida tem gerado polêmicas e dúvidas sobre o seu funcionamento. Leia, a seguir, perguntas e respostas para entender o tema.

O que a Receita Federal decidiu?

Com as novas regras, as empresas operadoras de cartão de crédito e instituições de pagamento serão obrigadas a notificar à Receita operações que somarem mais de R$ 5 mil no caso das pessoas físicas. O limite para pessoas jurídicas é de R$ 15 mil mensais.

Quando entra em vigor?

A nova regra foi publicada pelo órgão em setembro do ano passado e entrou em vigor a partir de 1º de janeiro deste ano.

Por que isso foi decidido?

Segundo a Receita, a intenção da medida é aumentar o controle sobre operações financeiras e facilitar a fiscalização contra evasão fiscal e sonegação de impostos.

O que mudou?

Antes da nova regra, as informações já eram prestadas à Receita Federal pelos bancos tradicionais, públicos e privados. Agora as operadoras das instituições de pagamento também serão obrigadas a fornecerem esses dados

Quais operações serão monitoradas?

A nova regra define que as empresas devem repassar as informações caso o somatório mensal de valores movimentados na conta seja maior do que R$ 5 mil.

Ou seja, não é apenas um Pix de R$ 5 mil que será monitorado. Se uma pessoa fizer várias transferências menores que superem esse valor, ela também terá as informações repassadas.

As operações feitas entre contas do mesmo titular também serão monitoradas.

A quais dados a Receita terá acesso?

A Receita Federal já tem acesso a informações fundamentais de cidadãos, como nome, endereço, número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e número das contas bancárias.

Em nota, o órgão esclareceu que, com as informações repassadas pelas empresas, não há “qualquer elemento que permita identificar a origem ou a natureza dos gastos efetuados”. Segundo a Receita, as novas normas estão em “absoluto respeito às normas legais dos sigilos bancário e fiscal.”

Vale só para Pix?

Não, a regra vale para qualquer tipo de movimentação financeira, seja TED, DOC, Pix, saque ou depósito de dinheiro.

As novas regras criam um novo imposto?

Não. Nesta terça, a Receita reforçou que as medidas não criam uma nova cobrança de imposto ou tributos sobre o uso do Pix.

Quem movimentar mais de R$ 5 mil por mês terá problemas com a Receita?

Não necessariamente. A Receita Federal receberá as informações e cruzará com os dados informados pelos contribuintes no Imposto de Renda e a partir de uma série de fatores decidirá se a pessoa cairá na malha fina ou não.

Dinheiro esquecido: Há R$ 8,7 bilhões em bancos. Saiba como consultar

Há nas instituições financeiras cerca de R$ 8,7 bilhões em “dinheiro esquecido”, segundo atualização mais recente do Banco Central (BC). O levantamento considera os valores computados até novembro de 2024.

O Sistema de Valores a Receber (SVR) é uma ferramenta que permite consultar se pessoas físicas, inclusive falecidas, e empresas têm valores “esquecidos” em bancos, consórcios ou outras instituições financeiras.

Segundo o BC, o número de beneficiários é dividido entre 44,5 milhões de pessoas físicas e 3,9 milhões de pessoas jurídicas.

Confira a oscilação dos valores a receber em 2024:

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Abril: R$ 8,2 bilhões;

Maio: R$ 8,4 bilhões;

Junho: R$ 8,5 bilhões;

Julho: R$ 8,56 bilhões;

Agosto: R$ 8,6 bilhões;

Setembro: R$ 8,54 bilhões;

Outubro: R$ 8,72 bilhões;

Novembro: R$ 8,7 bilhões.

Ainda dá para sacar o dinheiro esquecido?

O prazo para sacar os valores terminou em 16 de outubro. A partir dessa data, os recursos esquecidos foram incorporados ao Tesouro Nacional. Porém, é esperada a publicação de um edital para detalhar as regras para novas rodadas de saques.

Assim, as pessoas físicas e empresas terão 30 dias após a publicação do edital para voltar a reivindicar o dinheiro esquecido. Depois desse período, haverá mais seis meses — a partir da publicação do edital — para pedir judicialmente os valores.

Se nos próximos 25 anos as pessoas físicas e jurídicas que têm direito ao dinheiro esquecido não fizerem a solicitação, ele será incorporado de forma definitiva ao patrimônio da União.

A mudança ocorre porque, em setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou um projeto que permite que o governo federal incorpore os recursos não sacados.

Esse é um dos pontos que passaram pelo crivo do Executivo e do Legislativo para compensar a manutenção da desoneração da folha de pagamentos neste ano, que tem um rombo estimado de R$ 25 bilhões no Orçamento de 2024.

Veja lista de medidas compensatórias:

“Desenrola” das agências reguladoras;

Pente-fino em benefícios sociais feito pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS);

Repatriação de recursos internacionais;

Valores esquecidos em bancos a partir do ano que vem e depósitos judiciais abandonados;

Atualização do Regime Especial Regularização Cambial e Tributária (RERCT);

Atualização do valor de bens imóveis para o valor de mercado; e

Limitação de benefícios fiscais a empresas.

Como consultar o “dinheiro esquecido” no SVR?

Para saber se tem algum valor a receber, basta acessar a página valoresareceber.bcb.gov.br e informar o CPF e a data de nascimento.

Por que a Meta abandonou a checagem de fatos?

Imagine um mundo onde as próprias pessoas ajudam a decidir o que é verdadeiro ou não na internet. É essa a proposta da Meta, dona do Facebook e Instagram, que decidiu encerrar seu programa de checagem de fatos para adotar as “notas da comunidade”. Esse sistema, inspirado no antigo Twitter (hoje X), permite que os usuários adicionem contexto às postagens, tornando a moderação mais colaborativa.

Segundo Mark Zuckerberg, CEO da Meta, a mudança visa reduzir a remoção acidental de conteúdos e focar em violações mais graves, como casos de ilegalidade. Mas o que levou a gigante das redes sociais a tomar essa decisão tão polêmica?

De “tribunais secretos” a Trump: Zuckerberg ataca regulações globais

Em declarações que causaram alvoroço, Zuckerberg afirmou que países latino-americanos possuem “tribunais secretos” que podem forçar a remoção de conteúdos de forma silenciosa. Ele também criticou as leis da Europa, que, segundo ele, dificultam a inovação ao institucionalizar a censura.

Além disso, Zuckerberg anunciou que trabalhará ao lado de Donald Trump, recém-eleito presidente dos EUA, para combater o que considera pressões globais por mais censura. Essa aliança entre tecnologia e política pode mudar drasticamente o cenário das redes sociais.

Notas da comunidade: uma solução ou mais problemas?

As notas da comunidade não são exatamente uma novidade. O X, de Elon Musk, já utiliza o recurso, e Zuckerberg parece estar apostando alto nessa ideia. Mas será que confiar no julgamento dos próprios usuários é uma boa ideia?

Curiosidades: a evolução das redes sociais na moderação

Facebook vs. MySpace: No início, o Facebook era apenas uma rede para universitários. Hoje, molda debates globais.
Moderadores invisíveis: Muitas vezes, os conteúdos das redes sociais passam por análises humanas antes de serem removidos.

Notas explicativas no X: Alguns casos mostram que essas notas podem evitar a disseminação de informações falsas, mas também geram debates acalorados.

Pix de R$ 5 mil: Receita não saberá origem ou destino da transferência; entenda

As novas regras de monitoramento da Receita Federal buscam ampliar o alcance da fiscalização de leão, a fim de mitigar eventuais sonegações de impostos.

Porém, dentre as informações que as empresas deverão disponibilizar ao Fisco, não consta “qualquer elemento que permita identificar a origem ou o destino dos recursos utilizados nas operações financeiras”, segundo a instrução normativa da Receita.

Além de a mudança não implicar em aumentos de tributação, a Receita esclarece que a medida visa “absoluto respeito às normas legais dos sigilos bancário e fiscal”.

“[Trata-se] de medida que visa a um melhor gerenciamento de riscos pela administração tributária, a partir da qual será possível oferecer melhores serviços à sociedade”, escreve o leão em seu portal institucional.

De um lado, o Fisco limitou seu foco. Agora, interessam as informações sobre pessoas físicas que realizem transações mensais totalizando R$ 5 mil ou mais, enquanto antes o piso era de R$ 2 mil. Já para pessoas jurídicas, o valor passou de R$ 5 mil para R$ 15 mil.

Por outro lado, a abrangência foi ampliada. Antes, apenas os bancos tradicionais, públicos e privados, forneciam as informações.

Agora, a nova regra inclui no alcance da Receita as operadoras de cartões de crédito, instituições de pagamento – inclusive plataformas e aplicativos -, bancos virtuais e varejistas de grande porte.

A seguir, confira na íntegra quais são os dados que entram na mira do Fisco:

  • Saldo no último dia útil do ano de qualquer conta de depósito, de poupança ou de pagamento do tipo pré-paga ou pós-paga e contas em moeda eletrônica, com base em quaisquer movimentações, tais como pagamentos efetuados em moeda corrente ou em cheques, emissão de ordens de crédito ou documentos assemelhados ou resgates à vista e a prazo, discriminando o total do rendimento mensal bruto pago ou creditado à conta, acumulados anualmente, mês a mês;
  • Saldo no último dia útil do ano de cada aplicação financeira, bem como os correspondentes somatórios mensais a crédito e a débito, com base em quaisquer movimentações, tais como as relativas a investimentos, resgates, alienações, cessões ou liquidações das referidas aplicações havidas, mês a mês, no decorrer do ano;
  • Rendimentos brutos, acumulados anualmente, mês a mês, por aplicação financeira, no decorrer do ano, individualizados por tipo de rendimento, incluídos os valores oriundos da venda ou resgate de ativos sob custódia e de resgate de fundos de investimento;
  • Saldo, no último dia útil do ano ou no dia de encerramento, de provisões matemáticas de benefícios a conceder, referente a cada plano de benefício de previdência complementar ou a cada plano de seguros de pessoas, discriminando, mês a mês, o total das respectivas movimentações, a crédito e a débito, ocorridas no decorrer do ano;
  • Saldo, no último dia útil do ano ou no dia de encerramento, de cada Fapi, e as correspondentes movimentações, discriminadas mês a mês, a crédito e a débito, ocorridas no decorrer do ano;
  • Valores de benefícios ou de capitais segurados, acumulados anualmente, mês a mês, pagos sob a forma de pagamento único ou sob a forma de renda;
  • Lançamentos de transferências realizadas entre contas do mesmo titular;
  • Aquisições de moeda estrangeira;
  • Conversões de moeda estrangeira em moeda nacional;
  • Transferências de moeda e de outros valores para o exterior, excluídas as operações a que se refere o inciso VIII;
  • o total dos valores pagos até o último dia do ano, incluídos os valores dos lances que resultaram em contemplação, deduzido dos valores de créditos disponibilizados ao cotista, e as correspondentes movimentações, ocorridas no decorrer do ano e discriminadas, mês a mês, a crédito e a débito;
  • Valor de créditos disponibilizados ao cotista, acumulados anualmente, mês a mês, por cota de consórcio, no decorrer do ano.