Novo levantamento Quaest mostra Lula com 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro em queda, com 29%

Uma nova pesquisa da Genial/Quaest, publicada nesta quarta-feira (10), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente do senador e também pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais. No levantamento estimulado, quando o entrevistado é apresentado a uma lista de pré-candidatos como opções, o petista aparece com 39% das intenções de voto, enquanto o senador tem 29%.

Na modalidade espontânea — quando os entrevistados podem responder livremente à pergunta —, a maioria (56%) afirmou que ainda não sabe em quem votar. Na sequência, os nomes mencionados são o de Lula (23%), Flávio Bolsonaro (17%), de outros candidatos (3%) — com nomes detalhados — e de Jair Bolsonaro (1%).

Em um possível segundo turno entre os dois candidatos, o atual presidente segue na liderança e tem 44% das intenções. Já 38% dos entrevistados optaram por Flávio Bolsonaro. A pesquisa mostra outros três cenários com os candidatos Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). Todos são liderados pelo petista.

Lula (45%) x Romeu Zema (35%)
Lula (45%) x Ronaldo Caiado (35%)
Lula (45%) x Renan Santos (31%)

A Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o levantamento tem nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-07661/2026.

Outro ponto que o levantamento mostra é a parcela do eleitorado que aprova ou desaprova o governo Lula. Entre os entrevistados, 48% disseram desaprovar e outros 47% aprovam a gestão do petista.

Em relação à avaliação, 38% consideram o governo Lula negativo, 34% dizem ser positivos e 26% neutros.

Datafolha: Raquel Lyra tem 48% e João Campos, 43% no 1º turno para o governo do estado

Datafolha acaba de  divulgar uma nova pesquisa para o governo de Pernambuco e  mostra a governadora Raquel Lyra (PSD) com 48% das intenções de voto. Em seguida vem o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), com 43% das intenções de voto.

Na sequência, está Ivan Moraes (PSOL), com 2%. O percentual de brancos/nulos/nenhum é de 4%. Além disso, 2% não sabem em quem vão votar.

O instituto ouviu 1.022 eleitores de 25 a 27 de maio. O nível de confiança a pesquisa é de 95%. O levantamento foi encomendado pela TV Tribuna e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-07888/2026.

A margem de erro da pesquisa é de três pontos para mais ou para menos e, com isso, os dois pré-candidatos estão tecnicamente empatados.

PRIMEIRO TURNO

Raquel Lyra (PSD): 48%;
João Campos (PSB): 43%;
Ivan Moraes (PSOL): 2%;
Branco/nulo/nenhum: 4%;
Não responderam ou não souberam responder: 2%.

SEGUNDO TURNO

Em eventual segundo turno nas eleições deste ano, o Datafolha apontou que a governadora Raquel Lyra fica à frente de João Campos. Ela aparece com 51% das intenções de voto, enquanto ele tem 44%. Brancos e nulos somam 4%, e 1% não soube ou não respondeu.

Rejeição

Ivan Moraes (PSOL): 59%;

João Campos (PSB): 29%;

Raquel Lyra (PSD): 25%.

Avaliação e aprovação do governo

A pesquisa mais recente do Datafolha também apontou como está a avaliação da gestão de Raquel Lyra no governo de Pernambuco. Confira os números:

Ótima ou boa: 45% (no levantamento anterior, em abril, eram 40%);

Regular: 37% (na pesquisa anterior, eram 20%).

Ruim ou péssima: 16% (antes, eram 38%);

Não sabe: 2%.

Os eleitores também foram perguntados sobre se aprovam ou não o governo de Raquel Lyra:

Aprovam: 67%;

Desaprovam: 28%;

Não sabem/não opinaram: 4%.

Todos os créditos ao G1 da Globo.

“Inevitável”, diz ex-diretor de Segurança Nacional sobre interferência dos EUA nas eleições do Brasil

Ex-assessor da Casa Branca afirma que atuação de Trump pode incluir tarifas, sanções e pressão sobre o processo eleitoral brasileiro

Donald Trump e Lula (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

 Ex-diretor do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos para assuntos do Brasil e do Cone Sul, Nick Zimmerman avalia que a relação entre Washington e Brasília vive um momento de alívio após a reunião entre os presidentes Lula (PT) e Donald Trump na Casa Branca, em 7 de maio, mas alerta que a imprevisibilidade do presidente norte-americano ainda pode produzir novos atritos. Segundo ele, algum tipo de atuação dos EUA nas eleições brasileiras “parece inevitável”, embora seus efeitos dependam da forma como essa interferência ocorrerá, relara o jornal O Globo.

Zimmerman, hoje sócio-fundador da consultoria Dinámica Americas, afirmou que a visita de Lula à Casa Branca surpreendeu parte dos observadores e indicou uma mudança temporária no ambiente bilateral. Depois de um período marcado por tarifas, ameaças e sanções, Brasil e Estados Unidos sinalizaram disposição para cooperar em temas como comércio e combate ao crime organizado.

O ex-assessor da Casa Branca, porém, fez uma ressalva: a melhora recente não elimina os pontos de tensão. Entre eles estão a disputa por influência com a China na América Latina, a participação brasileira nos BRICS, eventuais sanções contra o Pix, a possibilidade de novas tarifas e o debate nos EUA sobre classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

“O fato de a visita ter acontecido, e a pedido da Casa Branca, ressalta o quanto Trump valoriza os relacionamentos pessoais em detrimento da ideologia. Ele gosta de Lula e desenvolveu uma conexão com ele, apesar do antagonismo de alguns de seus assessores políticos”, afirmou Zimmerman.

Segundo ele, o encontro reduziu, ao menos no curto prazo, a probabilidade de Trump questionar o processo eleitoral brasileiro, apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), impor novas tarifas ou atacar o Pix. Ainda assim, o ex-diretor fez um alerta sobre a instabilidade característica do presidente norte-americano. “Mas deixo uma nota de cautela. Os amigos de Trump podem rapidamente se tornar inimigos”, disse.

Para Zimmerman, a reunião representou uma vitória para Lula e para as relações entre Brasil e Estados Unidos. Ele destacou que setores mais alinhados à família Bolsonaro dentro do governo Trump perderam espaço no episódio, especialmente porque o Departamento de Estado não participou do encontro.

“O Departamento de Estado nem sequer esteve presente na reunião, o que é revelador. No rescaldo imediato da visita, a perda de influência das vozes anti-Lula no governo Trump é a notícia mais importante do lado americano”, afirmou.

Apesar da reaproximação, Zimmerman avalia que a nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA e a chamada “Doutrina Donroe” ampliam a importância da América Latina e do Caribe para Washington. Para ele, isso deve afetar todos os países da região de alguma maneira, ainda que o Brasil não esteja diretamente no mesmo eixo de pressão aplicado a Venezuela e Cuba.

O ex-assessor disse que a ênfase do governo Trump em apoiar lideranças ideologicamente próximas ajuda a explicar tentativas anteriores de interferência na política brasileira em favor da família Bolsonaro.

Ao tratar da presença do Brasil nos BRICS, Zimmerman afirmou que, quando Trump foi reeleito, esperava uma colisão frontal entre os dois países. Ele disse não ter se surpreendido com o aumento de tarifas contra o Brasil nem com sanções contra Alexandre de Moraes, embora tenha classificado essas ações como “injustificáveis, hipócritas e contraproducentes”.

Na avaliação dele, os setores privados dos dois países ajudaram a reduzir a tensão e abriram espaço para a aproximação política entre Lula e Trump. Ainda assim, novas medidas não estão descartadas. “Não podemos descartar a possibilidade de Trump recorrer novamente a tarifas, já que isso está no seu DNA”, afirmou Zimmerman.

Ele ponderou, no entanto, que Trump já não dispõe da mesma margem de manobra para adotar tarifas amplas, em razão de derrotas judiciais e do desgaste provocado pela inflação nos EUA. Por isso, considera improvável uma ofensiva contra exportações brasileiras de grande impacto, como café e carne, em ano eleitoral.

Como alternativa, Zimmerman vê maior possibilidade de ações direcionadas, como sanções contra o Pix ou medidas relacionadas à regulação brasileira do setor de tecnologia, caso autoridades norte-americanas a classifiquem como contrária à liberdade de expressão.

“O Brasil não é uma prioridade para Trump e duvido que ele tenha capacidade ou disposição para tomar medidas abrangentes no curto prazo”, afirmou.

O ex-diretor também avaliou que Trump chega a este momento politicamente enfraquecido. Para ele, a guerra no Irã e a inflação alteraram o ambiente doméstico nos Estados Unidos e reduziram o fôlego do presidente. “Trump nunca foi muito popular nos EUA, mas a lua de mel do segundo mandato acabou. Se as eleições de meio de mandato fossem amanhã, ele provavelmente sofreria perdas históricas”, disse.

Zimmerman alertou, contudo, que um Trump mais vulnerável pode se tornar mais imprevisível e radical. Por isso, um eventual enfraquecimento político do presidente norte-americano não significa necessariamente um cenário mais favorável ao Brasil.

Sobre a possibilidade de um ciclo “pós-Trump” nos Estados Unidos, o ex-assessor afirmou que ainda é cedo para fazer esse diagnóstico. Segundo ele, Trump remodelou o Partido Republicano e aproximou o país de um modelo autoritário competitivo. “Infelizmente, seu impacto perdurará além de sua presidência”, declarou.

O ponto mais sensível da entrevista foi a possibilidade de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Zimmerman disse que as relações entre os dois países se tornaram mais polarizadas e politizadas do que no período em que ele atuou no governo norte-americano. “Por isso, algum tipo de intervenção nas eleições brasileiras parece inevitável. Mas nem todas as intervenções são iguais”, afirmou.

Ele citou como exemplo a posição do governo Joe Biden em 2022, quando Washington defendeu a legitimidade do processo eleitoral brasileiro diante das alegações infundadas de fraude feitas por Jair Bolsonaro (PL). Para Zimmerman, aquela atuação foi uma defesa das instituições e da soberania brasileira, embora tenha sido classificada por alguns como intervenção.

O ex-diretor afirmou que a questão central é saber qual será a forma da atuação norte-americana neste ano. Segundo ele, um eventual apoio de Trump a Flávio Bolsonaro teria alcance limitado, assim como apoios políticos anteriores de lideranças brasileiras e norte-americanas em eleições de outros países. “Não sou especialista em política eleitoral brasileira, mas suspeito que tais apoios não tenham grande importância para os eleitores”, disse.

A situação seria diferente, de acordo com Zimmerman, se a Casa Branca adotasse medidas mais agressivas, como novas tarifas, a designação do PCC e do CV como organizações terroristas ou questionamentos sobre a integridade do processo eleitoral brasileiro. Essas iniciativas poderiam impactar o ambiente político interno, ainda que de forma possivelmente contrária ao interesse de Trump.

Ele também comentou o chamado “efeito Trump”, citado por apoiadores de Lula como um possível fator de desgaste para candidatos alinhados ao presidente dos EUA. Zimmerman disse acreditar que esse efeito existe, mas pode atuar em direções diferentes.

“O apoio de Trump prejudicou candidatos no Canadá e na Hungria, mas beneficiou outros na Argentina e Honduras. No Brasil, o ‘efeito Trump’ vai depender do que a intervenção dos EUA vier a envolver”, afirmou.

Na avaliação dele, se Trump se limitar a declarar apoio a Flávio Bolsonaro ou aplicar medidas pontuais sem impacto direto sobre a população, o efeito eleitoral pode ser limitado. Por outro lado, tarifas amplas que afetem o bolso dos brasileiros poderiam produzir consequências mais relevantes.

A possível classificação do PCC e do CV como organizações terroristas foi apontada por Zimmerman como um risco concreto. Ele disse considerar a medida “muito possível, para não dizer provável”.

“Seria uma decisão equivocada e poderia criar uma série de novos pesadelos de conformidade para empresas que operam no Brasil, além de abrir espaço para novas formas de sanções e pressão do governo Trump”, afirmou.

Segundo ele, esse tipo de medida também poderia criar um desafio político para Lula durante o ciclo eleitoral.

Outro foco de tensão mencionado na entrevista foi a compra da mineradora Serra Verde pela USA Rare Earth, operação que pode ser barrada pelo governo brasileiro. Zimmerman afirmou que a Casa Branca pode reagir de forma dura caso o negócio seja bloqueado, já que minerais críticos são parte central da estratégia de Washington para reduzir riscos em relação à China. “Se o governo brasileiro bloquear o acordo, acredito que a Casa Branca poderá responder de forma muito agressiva”, disse.

Para o ex-assessor, a China é a principal concorrente do Brasil no setor de minerais críticos, e o país deveria buscar parceiros capazes de oferecer investimentos de maior valor agregado, incluindo os Estados Unidos.

Zimmerman também comentou a aproximação recente entre Brasil e Europa, em meio à ratificação do acordo Mercosul-União Europeia e aos contatos amistosos com líderes como Emmanuel Macron, Pedro Sánchez e Friedrich Merz. Para ele, em Washington, setores que valorizam a democracia e as alianças globais veem esse movimento como mais um sinal de que os EUA estão ficando para trás. “Não sei o que Trump pensa sobre o acordo, mas suspeito que ele mal esteja ciente dele”, afirmou.

Ao tratar da antiga ideia de uma “relação especial” entre Brasil e Estados Unidos, Zimmerman disse que essa perspectiva perdeu força há anos. Segundo ele, o último presidente norte-americano que considerou o Brasil como possível interlocutor regional foi George W. Bush.

O ex-diretor lembrou que, durante o governo Barack Obama, entre 2014 e 2016, havia interesse em coordenar posições com o Brasil sobre temas regionais, mas a prioridade era elevar o nível da relação bilateral entre duas das maiores democracias do mundo.

Como exemplo, citou a declaração conjunta sobre mudanças climáticas assinada por Obama e Dilma Rousseff em 2015, que, segundo ele, teve papel relevante na construção do Acordo de Paris sobre o clima.

Caiado sobe o tom contra Flávio Bolsonaro e diz que ‘pessoa contaminada’ não pode concorrer ao Planalto

O pré-candidato e ex-governador de Goiás criticou o senador após novos escândalos envolvendo o Banco Master

Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro (Foto: Brasil 247 I Andressa Anholete/Agência Senado)

Pré-candidato à presidência da República, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) elevou o tom contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta quarta-feira (20) ao falar sobre a disputa presidencial e afirmou que uma pessoa “contaminada” por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não reúne condições para ocupar a Presidência da República. O relato foi publicado no jornal O Globo

Durante a Marcha dos Prefeitos, organizada pela Confederação Nacional dos Municípios, Caiado não citou Flávio Bolsonaro nominalmente ao fazer a crítica, mas decidiu mirar políticos associados ao dono do Banco Master em meio à repercussão do caso. 

“A pessoa que está contaminada não tem estatura para sentar na cadeira da Presidência da República. O Vorcaro estava contaminando todos os Poderes, e nós estamos vivendo nessa desordem institucional. Você não sabe em quem acredita, porque hoje tanto o Supremo quanto os órgãos do Congresso Nacional, como também a presidência e outros tantos estão envolvidos em escândalo”, disse Caiado.

As críticas ao senador aumentaram nos últimos dias por causa de novos escândalos envolvendo o Banco Master. Flávio Bolsonaro  negociou diretamente com o empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição bancária, um financiamento de R$ 134 milhões para o filme Dark Horse, um retrato biográfico de Jair Bolsonaro (PL).

Caiado reforça discurso sobre trajetória pública

Na mesma ocasião, Caiado destacou sua trajetória política e afirmou que acumula “40 anos de vida pública” sem envolvimento em irregularidades. Ao defender sua biografia, o ex-governador buscou se diferenciar de adversários em meio ao avanço das discussões sobre a sucessão presidencial.

Caiado afirmou que nunca esteve envolvido em “negociata, propina nem enriquecimento ilícito”. A fala integrou uma estratégia de contraste político, em um momento em que o caso envolvendo Daniel Vorcaro passou a alimentar disputas internas e externas no campo da direita.

Mais tarde, durante entrevista coletiva também na Marcha dos Prefeitos, Caiado negou que sua declaração tivesse funcionado como uma “indireta” a Flávio Bolsonaro. Ainda assim, o ex-governador já havia defendido, na terça-feira, durante agenda na Associação Paulista de Supermercados (Apas), que o senador “preste contas à população”.

Na mesma agenda, Caiado também afirmou que quem pretende disputar a Presidência precisa ter “autoridade moral” para se sentar na cadeira presidencial. A cobrança reforçou o tom adotado pelo ex-governador diante da repercussão do relato de Flávio sobre a visita a Vorcaro.

Zema também comenta caso Vorcaro

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) também abordou o episódio envolvendo Daniel Vorcaro. Na terça-feira, Zema afirmou que nunca se reuniu com o dono do Banco Master, apesar de ambos morarem em Belo Horizonte.

Zema ironizou a proximidade de políticos com o banqueiro ao dizer que “assombração sabe para quem aparece”. A presença do ex-governador mineiro também era esperada na Marcha dos Prefeitos nesta quarta-feira.

As declarações de Caiado e Zema ampliaram a pressão política sobre Flávio Bolsonaro em meio às movimentações da direita para a disputa presidencial. O relato do senador sobre a visita a Daniel Vorcaro deu novo peso ao caso Banco Master nas articulações de pré-candidaturas e no debate sobre credenciais políticas para 2026.

Estatísticas

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (20) mostrou Lula (PT) à frente no principal cenário de primeiro turno, com 47% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece na sequência, com 34,3%, após recuar 5,4 pontos percentuais em relação ao levantamento de abril. Renan Santos (Missão) registrou 6,9%, enquanto Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, marcou 5,2%. Caiado ficou com 2,7%.

O medo do caso Banco Master levou à rejeição de Jorge pelo Senado e levantou críticas sobre transparência e autoproteção.

A rejeição, pelo Senado, da indicação do presidente Lula ao nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal não foi um acidente político resultante de um descuido.
Foi um ato deliberado, construído nas sombras, executado com frieza e sustentado por interesses que o país conhece bem, ainda que raramente consiga flagrar em toda a sua extensão.

Enquanto a sabatina transcorria sob os holofotes, o jogo acontecia fora deles. Articulações mantidas em sigilo, compromissos inconfessáveis e alinhamentos táticos deram o tom de uma decisão que seguiu um roteiro. O desfecho fora previamente definido antes mesmo de qualquer pergunta ser feita. O rito institucional virou fachada. O resultado saiu sob encomenda e com conta exata.

Nesse cenário, Jorge Messias foi gigante. Preparado e firme, ainda que por vezes tomado pela emoção, enfrentou um ambiente contaminado por interesses que nada tinham a ver com o exame de sua capacidade jurídica. Foi derrotado apenas no resultado formal, porque politicamente se superou diante de um Senado que escolheu, na verdade, se ocultar.

Consolidou-se a percepção de um comando político que opera mais pela lógica da conveniência do que pela transparência republicana.

Cresce, dentro e fora de Brasília, a leitura de que essa articulação para soterrar o caso Master envolve uma aliança entre setores do Centrão e do bolsonarismo, com um objetivo claro: conter riscos decorrentes do avanço de investigações sensíveis relacionadas ao escândalo e que afetam os próprios senadores.

Inevitável retornar à já famosa entrevista do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, ao Canal Livre, como um raro momento de franqueza sobre os alinhamentos e interesses em jogo. Longe de dissipar dúvidas, suas palavras de que há muitos envolvidos ajudaram a corroborar a percepção de que há, sim, uma engrenagem política operando para blindar determinados setores.

Nesse contexto, ganham corpo as apurações conduzidas pela Polícia Federal sob a órbita do próprio Supremo Tribunal Federal. Oxalá possam alcançar parlamentares, governadores e autoridades que desejam tudo ocultar.

Aguarda-se também a revelação do conteúdo dos dispositivos de Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, bem como seus depoimentos.

A comprovação dessas acusações depende do inquérito sob a responsabilidade do ministro André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro. Independentemente da comprovação dessas acusações, o simples fato de elas influenciarem o processo de seleção para o STF já representa uma distorção grave.

Quando decisões sobre o Supremo passam a ser interpretadas como instrumentos de autoproteção, o sistema institucional deixa de ser garantia e passa a ser mecanismo de manobras para blindagem de interesses.

O presidente Lula sofreu uma derrota. O dano mais profundo não é do governo, mas da confiança pública. O Senado, mais uma vez, preferiu o caminho da opacidade.

Sob a chefia sorrateira de Davi Alcolumbre, o Senado se expôs. E o país assistiu ao capítulo de uma facção política soez, que insiste em operar nas sombras.

Zé Negão e Edson Henrique reforçam projeto de Marconi Santana rumo à Alepe

A movimentação política no Pajeú entrou em ritmo acelerado, e o nome de Marconi Santana passa a ganhar destaque crescente no cenário regional. A confirmação do apoio de Zé Negão e Edson Henrique ao projeto que mira uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) representa um passo importante e pode influenciar diretamente os rumos da disputa eleitoral na região. Em Afogados da Ingazeira, a aliança reforça o avanço da pré-candidatura de Marconi, que desponta como uma das mais competitivas do Sertão.

Zé Negão chega ao grupo trazendo ampla experiência política e forte capital eleitoral. Com cinco mandatos no Legislativo municipal, ele também entrou para a história ao se tornar o vereador mais votado já registrado em Afogados da Ingazeira, nas eleições de 2024.

O grupo também se fortalece com a presença de Edson Henrique, ex-vereador e liderança reconhecida no município. Candidato a vice-prefeito na última eleição, ele ocupa atualmente o cargo de Gerente Regional de Articulação da Casa Civil, atuando como representante do Governo do Estado no Sertão.

De acordo com os dois líderes, o apoio busca ampliar a representatividade e consolidar o crescimento político de Marconi Santana. “É uma candidatura do Pajeú, que expressa os interesses da nossa gente. Temos confiança de que Marconi chegará lá”, destacaram.

A articulação também se conecta ao fortalecimento da pré-candidatura de Danilo Simões em Afogados da Ingazeira, ampliando o alinhamento político no município.

Com novas adesões e bases fortalecidas, a pré-campanha de Marconi Santana segue avançando e ampliando espaço em toda a região.

Prefeito de Pedra abandona base de Raquel Lyra e passa a apoiar João Campos

O projeto político liderado pelo prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, segue ampliando seu arco de alianças no interior de Pernambuco. Desta vez, o reforço vem do Agreste Meridional. Nesta segunda-feira (5), em ato político na cidade da Pedra, o prefeito do município, Júnior Vaz, anunciou apoio ao projeto de João, marcando um novo movimento no cenário político local.

“Fico muito feliz em vir à cidade de Pedra, uma cidade tão querida, e poder ser recebido pelo prefeito Júnior, um gestor testado, bem aprovado, que cuida da sua cidade e, principalmente, que é uma pessoa decente, trata com respeito o seu povo e tem zelo pela coisa pública. Eu fico muito feliz de a gente poder estar juntos, poder hoje celebrar essa aliança, essa proximidade e esse compromisso, que é um compromisso pelo povo que mais precisa. Poder receber o reconhecimento de apreço, de carinho e de confiança política do prefeito Júnior, pra mim, é um sinal de um grande início de ano”, afirmou João Campos.

Júnior Vaz, que até então integrava a base política da governadora Raquel Lyra, destacou a confiança na capacidade de gestão de João Campos e a importância de construir parcerias que fortaleçam os municípios do interior a partir do diálogo com a capital. “Nós estamos aqui dando esse apoio à pré-candidatura de João pelo trabalho excelente que ele vem fazendo na Prefeitura do Recife e pelo que fez como deputado federal. Isso mostra o trabalho e a eficiência que ele tem. Nós da Pedra estamos hoje declarando apoio à sua pré-candidatura em respeito também a tudo o que ele já fez e pelo pai e pelo avô que ele teve”, declarou Vaz.

O gesto de Júnior Vaz reforça a capacidade de articulação do prefeito recifense, que vem atraindo apoios de lideranças que antes integravam outros campos políticos. Foi o caso dos prefeitos Thiago de Miel (PSD), de Xexéu, e Rivanda Freire (PSD), de Jupi, que são do partido da governadora Raquel Lyra. A lista de adesões tem ainda os prefeitos Evilásio Mateus (PDT), de Araripina, Eduardo Lira (União Brasil), de Cupira, Alex Robevan (PV), de Santa Maria do Cambucá, e Cachoeira (Avante), de Santa Cruz, além dos ex-prefeitos Chico Siqueira, de Ipubi, Antônio Cassiano, de Condado, Eliane Soares, de Santa Cruz, Josimara Cavalcanti, de Dormentes, e Ricardo Ramos, de Ouricuri.

Lideranças políticas diversas compareceram ao ato político na cidade da Pedra, incluindo a presidente estadual do Solidariedade, Marília Arraes; os prefeitos Josafá Almeida (São Caetano) e Rivanda Freire (Jupi); os ex-prefeitos Jonas Camelo (Buíque), Ângelo Ferreira (Sertânia), Madalena Britto (Arcoverde), Padre Cazuza (Poção), Neném (Capoeiras), Sandoval Cadengue e Joseraldo (Brejão), o vice-prefeito Lêdson (Jupi) e a ex-vice-prefeita Luciara de Nemias (Custódia). Também marcaram presença vereadores de Pedra, Venturosa, Buíque, Sertânia e Custódia.

Nos EUA desde fevereiro, Eduardo Bolsonaro diz que perda do mandato “valeu a pena”

Mesa Diretora da Câmara declarou perda de mandato por faltas não justificadas, parlamentar está nos EUA desde fevereiro e acumulou 59 ausências

Eduardo Bolsonaro – 14/08/2025 (Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak)

Eduardo Bolsonaro (PL-SP afirmou que a perda de seu mandato de deputado federal “valeu a pena”, ao comentar a decisão da Câmara dos Deputados que declarou a vacância do cargo. A manifestação ocorreu após a publicação oficial do ato que confirmou a cassação em razão do número de ausências do parlamentar.As declarações de Eduardo Bolsonaro foram feitas em um vídeo publicado nas redes sociais pouco depois do anúncio feito pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta quinta-feira (18). A decisão foi formalizada no Diário Oficial da Casa.

Declaração após a cassação

“Acabaram de caçar o meu mandato. Não por corrupção, por ter encontrado dinheiro na minha cueca ou por envolvimento com o tráfico de drogas. Aliás, muito pelo contrário. Caçaram o meu mandato por eu fazer exatamente aquilo que os meus eleitores esperam de mim. Então, eu deixo aqui o meu muito obrigado a todos vocês que não somente votaram em mim e me fizeram o deputado federal mais votado de toda a história do Brasil”, disse o ex-deputado no vídeo..

Ainda segundo ele, a permanência nos Estados Unidos não foi uma escolha sem custos. “Ainda que existam pessoas que digam que eu estou nos Estados Unidos por opção, eu digo para vocês: valeu a pena e valeu muito a pena ter pela primeira vez conseguido levar consequências reais para esses ditadores”, afirmou.

O deputado também minimizou o impacto da perda do mandato e afirmou que não enxerga a decisão como um revés político. “Para mim o que fica, na verdade, é uma medalha de honra, não é a perda de um mandato. Eu tenho certeza que essa história não acabou. Ainda durante a eleição de 2022, eu pedia votos para outros candidatos a deputado federal pelo estado de São Paulo, para fazer uma bancada grande”, acrescentou.

Ausências e base legal da decisão

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano e acumulou 59 ausências não justificadas em sessões deliberativas do plenário da Câmara. A Constituição prevê a perda do mandato para parlamentares que faltam a mais de um terço das sessões, critério que fundamentou a decisão da Mesa Diretora. A medida foi anunciada por Hugo Motta, mas não contou com a assinatura de parte dos integrantes titulares da Mesa, que acabaram sendo substituídos por suplentes eleitos.

Trump cita o Brasil e elogia, ao lado de Milei, conversa com Lula

Presidente dos EUA voltou a afirmar que que teve “boa conversa” com Lula e criticou o BRICS em encontro com o presidente argentino

Presidentes dos EUA, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, se reúnem na Casa Branca
Presidentes dos EUA, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, se reúnem na Casa Branca (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)

Durante um almoço em Washington ao lado do presidente argentino, Javier Milei, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez referências ao Brasil e elogiou sua relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião, segundo o G1, ocorreu no contexto da visita de Milei aos EUA em busca de apoio financeiro para socorrer a economia Argentina.

Trump afirmou que decidiu apoiar a Argentina por considerar que o sucesso do país pode influenciar positivamente toda a região. “Se a Argentina for bem, outros vão seguir o exemplo. E muitos outros já estão seguindo”, disse. Em seguida, mencionou o Brasil. “E o Brasil, tive uma conversa muito boa com o presidente. Eu o encontrei nas Nações Unidas antes de subir para discursar “. A aproximação dos dois líderes ocorreu após um breve encontro na Assembleia-Geral da ONU, realizada em setembro, em Nova Iorque.

Lula e Trump discutiram tarifas em conversa recente

A relação entre Brasil e Estados Unidos voltou ao centro do debate após a ligação de 6 de outubro, quando Lula e Trump conversaram por cerca de 30 minutos. Segundo o governo brasileiro, Lula pediu a revisão das tarifas de 50% aplicadas sobre produtos nacionais, além de questionar sanções contra autoridades brasileiras ligadas ao julgamento de Jair Bolsonaro (PL).

Trump, por sua vez, classificou a conversa como amistosa. “Nós nos conhecemos, gostamos um do outro e, sim, tivemos uma ótima conversa. Vamos começar a fazer negócios. (…) Em algum momento eu vou [para o Brasil], e ele [Lula] vai vir aqui… Nós conversamos sobre isso”, declarou. O presidente estadunidense também chamou Lula de “bom homem”.

Expectativa de reunião presencial

A expectativa é de que uma reunião entre os dois presidentes deve ocorrer em breve, com a Malásia surgindo como um dos locais mais prováveis para o encontro, à margem da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), no final de outubro

Relação bilateral entre atritos e aproximações

As declarações de Trump contrastam com a fase recente de tensões diplomáticas. O presidente dos EUA vinha criticando o Brasil pelo que chamou de “caça às bruxas” contra Bolsonaro, enquanto Lula acusou Washington de impor “sanções arbitrárias” e agir como se buscasse ser o “imperador do mundo”.

Trump ataca BRICS e defende o dólar

Trump também voltou a criticar o grupo dos BRICS — formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul —, que segundo ele buscava enfraquecer o domínio do dólar.

“Estão todos saindo dos BRICS. Era um ataque ao dólar. Eu disse: ‘querem jogar esse jogo? Vamos colocar tarifas sobre todos os produtos que entrarem nos Estados Unidos’. Eles disseram: ‘estamos fora dos BRICS’. E agora ninguém mais fala disso”, afirmou.

Vergonha nacional: Senado aprova aumento do número de deputados e joga R$ 600 milhões nas costas do povo.

A proposta de lei que aumenta de 513 para 531 o número de vagas para deputados federais deverá ser votada ainda nesta quarta-feira (25), no Senado Federal. O aumento visa realizar uma atualização solicitada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2023, para corresponder o aumento populacional, baseado nos últimos censos. A última atualização de deputados aconteceu em 1994, tendo sido reorganizados com base nos índices populacionais de 1985.  

Entretanto, o aumento no número de deputados federais acarretará em um impacto financeiro de aproximadamente R$ 150 milhões aos cofres públicos por ano.

R$ 600 milhões em gastos

O levantamento revela ainda que, nos quatro anos de mandato, a estimativa é de que sejam gastos cerca de R$ 600 milhões para a manutenção dos cargos (salários, benefícios, manutenção de gabinetes). 

Em maio, o projeto foi aprovado pela Câmara de Deputados, com cerca de 270 votos a favor, contra 207 favoráveis. Apenas os partidos PSOL, Cidadania, Novo e Rede se posicionaram contrários à proposta. 

Para ser aprovado no Senado, são necessários 41 dos 81 senadores votem favoravelmente a proposta. Com a aprovação, o projeto vai à sanção presidencial.

Iguaracy se despede do ex-vereador Ruy Laet; sepultamento acontece nesta quarta-feira (28)

O município de Iguaracy presta, nesta quarta-feira (28), as últimas homenagens ao ex-vereador Ruy Laet, figura conhecida da política local. O sepultamento está marcado para às 9h, no cemitério da sede do município.

Segundo informações da família, o velório teve início ainda na noite de terça-feira (27), na residência do ex-parlamentar, localizada na Travessa Júlio Vieira Lopes, em Iguaracy. Na manhã desta quarta, o corpo será levado à Câmara de Vereadores, onde será homenageado por autoridades, familiares e amigos antes do cortejo fúnebre.

Ruy Laet é lembrado por sua dedicação à vida pública e pelo forte vínculo com a comunidade iguaraciense, deixando um legado marcado pela simplicidade e compromisso com o bem coletivo.

Trama golpista: general que falou em “prender Bolsonaro” recua e é advertido por Moraes no STF

“Ou o senhor falseou a verdade na polícia ou está falseando aqui”, disse o ministro ao general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército

Marco Antônio Freire Gomes (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), advertiu nesta segunda-feira (19) o general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, durante depoimento prestado como testemunha no âmbito do julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado. As informações são do G1. 

Moraes destacou que, segundo a Polícia Federal, o general Freire Gomes relatou ter participado, no fim de 2022, de uma reunião em que Jair Bolsonaro falou sobre golpe de Estado. À PF, o general disse ter advertido que prenderia o então presidente caso a ideia prosseguisse. No entanto, em depoimento como testemunha ao STF, Freire Gomes recuou e afirmou apenas ter alertado Bolsonaro sobre os riscos de ultrapassar os limites legais.

“Antes de responder, pense bem.” A testemunha não pode deixar de falar a verdade. Se mentiu na polícia, tem que falar que mentiu na polícia. Não pode agora no STF dizer que não sabia… Ou o senhor falseou a verdade na polícia ou está falseando aqui”, disse o ministro.

Moraes abriu mais cedo a audiência de depoimentos das testemunhas dos réus do Núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro é o relator do caso.

Confira o momento em que Bolsonaro assina a intimação do Supremo Tribunal Federal.

Ele quer me prender”, diz Bolsonaro à oficial de Justiça ao assinar na UTI intimação de Moraes (vídeo).

 

Na gravação, ele questiona se a profissional tinha “ciência que estava em uma UTI” e se exalta com uma pessoa que o interrompe para falar que sua pressão havia subido.

 

Na quarta-feira (23/abr), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi intimado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, para apresentar defesa prévia em uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga sua suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado em 2022.

A intimação, assinada às 12h47 por ordem do ministro Alexandre de Moraes, ocorreu após Bolsonaro participar de uma live na noite anterior, o que levou o STF a considerar que ele estava apto a receber a citação, apesar de sua internação.

Um vídeo (assista acima) do diálogo entre Bolsonaro e a oficial de justiça, disponibilizado pelo ex-presidente em suas redes sociais, mostra suas críticas ao STF, a Moraes e ao sistema eleitoral brasileiro, além da defesa excessivamente apaixonada de sua atuação política como presidente do Brasil, conforme promoveu nas imagens que decidiu previamente que seriam capturadas.

Contexto da Intimação

Bolsonaro está internado desde 11 de abril devido a complicações intestinais decorrentes de uma facada sofrida em 2018.

No dia 13, passou por uma cirurgia de 12 horas para tratar uma obstrução intestinal, permanecendo na UTI sem previsão de alta.

STF aguardava uma “data adequada” para a intimação, mas a live de terça-feira (22/abr), realizada com seus filhos CarlosEduardo e Flávio, foi interpretada como indício de que o ex-presidente poderia ser notificado.

A transmissão, que promovia a venda de capacetes de grafeno de uma marca associada aos Bolsonaro, também incluiu críticas a Moraes, descrito como “perseguidor político” pelo ex-presidente.

A ação penal, relatada por Moraes, envolve Bolsonaro e outros sete réus do chamado “núcleo crucial” da trama golpista, como o ex-ministro Walter Braga Netto e o tenente-coronel Mauro Cid.

Todos foram notificados desde 11 de abril, mas Bolsonaro era o último pendente devido à sua condição médica.

O diálogo na UTI

No vídeo, Bolsonaro, visivelmente exaltado, questiona a oficial de justiça sobre a citação: “A senhora tem ciência de que está em uma UTI?”

Ele alega estar debilitado após um “procedimento invasivo” e sugere que a assinatura poderia ser feita mais tarde, mas a oficial, identificada como plantonista do dia, explica que foi acionada para cumprir a ordem judicial.

“Eu sou a plantonista do dia. Expliquei pros seus advogados e diretores. Eu recebi essa incumbência de proceder,” diz ela, segundo a transcrição.

Bolsonaro usa o momento para criticar Moraes, a quem acusa de querer prendê-lo e condená-lo: “O que que o senhor relator quer? Ele quer me prender. Ele quer me condenar. Alguém tem dúvida disso?”

Ele também contesta a acusação de tentativa de golpe, chamando-a de “piada” e negando a existência de provas concretas, como a suposta minuta do golpe encontrada na casa de um aliado: “Ninguém conheceu, até hoje apareceu uma minuta lá que é aquela da casa do que é uma piada lá.”

O ex-presidente relembra a facada de 2018, afirmando que suas complicações de saúde não são simulação: “O problema que eu tenho não é simulação, liguei uma facada há sete anos e tem o problema até hoje. Graças a Deus dissolveu novamente. Se demorasse mais um pouquinho, ele teria morrido.”

Ele também critica o sistema eleitoral brasileiro, alegando que suas críticas, iniciadas em 2012 com a defesa do voto impresso, foram criminalizadas: “Criticar o sistema eleitoral passou a ser crime agora.”

Bolsonaro vai além e desafia Moraes a um debate público: “Já que tem tanta certeza que eu sou um golpista, que então nós dois ao público, com toda a TV aberta, discutir esse processo todo, seu Alexandre Moraes.”

Ele sugere que a Globo transmita “duas, três horas ao vivo” para que ele possa se defender de acusações que vão de “jóia, vacina, baleia, tudo.”

Por fim, ele assina o documento, mas não sem protestar: “Uma medida de força. Podia esperar mais algumas horas.”

Reações e Implicações

A intimação na UTI gerou reações polarizadas. Nas redes sociais, apoiadores de Bolsonaro classificaram o ato como desrespeito: “Nem o leito de uma UTI foi respeitado,” escreveu um prefil. Já críticos sugeriram que a live desmentiu a gravidade de sua condição médica: “A farsa da internação caiu!”

A decisão do STF foi embasada na live, que demonstrou a capacidade de Bolsonaro de interagir publicamente. A oficial de justiça chegou ao hospital às 10h30 e coletou a assinatura às 12h45, cumprindo o mandado sem incidentes.

Moraes tem sido criticado por setores bolsonaristas como excessivamente autoritário. A revista The Economist recentemente chamou Moraes de “juiz com poder excessivo”, sugerindo que o julgamento de Bolsonaro deveria ocorrer no plenário do STF, não na Primeira Turma, para garantir maior imparcialidade.

O presidente do STFLuís Roberto Barroso, defendeu Moraes, afirmando que ele “cumpre com empenho e coragem seu papel, com o apoio do tribunal”.

Manifestação de Bolsonaro em Copacabana, foi um funeral político, ele será réu no dia 25

Bolsonaro queria  “Um milhão de pessoas em Copacabana”, só foram 18 mil, pior evento do mentiroso.

 

O ato promovido por Jair Bolsonaro em Copacabana, no último domingo (16), foi um fiasco em todos os sentidos. Baixa adesão e falta de entusiasmo entre os apoiadores do ex-presidente, que ficou ainda mais enfraquecido, a poucos dias da avaliação pelo STF, das denúncias de envolvimento direto na intentona golpista e outros crimes contra a democracia.

O ato promovido por Jair Bolsonaro em Copacabana, no último domingo, revelou-se um reflexo simbólico da atual fragilidade política do ex-presidente. A expectativa de uma manifestação massiva em um dos redutos eleitorais mais emblemáticos da direita brasileira deu lugar a um evento esvaziado, com público aquém do esperado e uma atmosfera de desânimo entre os apoiadores presentes. O evento, planejado como uma demonstração de força política e reafirmação de liderança, acabou por expor o enfraquecimento da capacidade de mobilização de Bolsonaro e a perda de apelo junto à sua base histórica.

A tentativa de reafirmação como líder popular ficou totalmente aquém das expectativas, sinalizando um enfraquecimento do bolsonarismo como força política de massa. O fracasso da mobilização bolsonarista marca um declínio político de Bolsonaro, que enfrenta um momento de fragilidade e isolamento político.

Desde o fim de seu mandato, Jair Bolsonaro tem enfrentado desafios para manter a coesão de sua base política. Os desdobramentos jurídicos, incluindo as investigações relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e sua inelegibilidade declarada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), colocaram Bolsonaro em uma posição vulnerável. O ato em Copacabana foi uma tentativa de Bolsonaro de reafirmar sua posição como líder incontestável da direita, mobilizando novamente sua base popular e enviando um sinal de resistência política. No entanto, a fraca adesão ao evento revelou uma perda de capacidade de mobilização e de exercício de liderança política. 

O apelo à narrativa de perseguição política já não convence a opinião pública. O esvaziamento do ato deste domingo reflete não apenas a perda de popularidade de Bolsonaro, mas também a dificuldade da direita em se reorganizar e encontrar um novo discurso mobilizador.

Ao mesmo tempo, o fracasso do ato de Copacabana expõe as limitações da estratégia bolsonarista baseada na mobilização de massas e na confrontação direta com as instituições democráticas. 

O ato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu 18,3 mil pessoas na praia de Copacabana, na zona sul do Rio, segundo dados do Monitor do Debate Público do Meio Digital, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), em parceria com a ONG More in Common.

O número representa pouco mais da metade dos quase 33 mil manifestantes que foram a outro ato convocado pelo político, no mesmo local, em abril de 2024.

Humberto Costa confirma Lula ‘candidatíssimo’ em 2026 e diz abrir mão de estados por reeleição

Humberto Costa (Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado)

O novo presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), senador Humberto Costa, garantiu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o candidato natural da legenda em 2026, apesar da recente queda na aprovação do governo. Em entrevista ao jornal O Globo, afirmou: “O presidente é candidatíssimo à reeleição”.

Costa, que assumiu o partido em um mandato interino válido até julho, quando acontecem as eleições nacionais da sigla, afirmou que a principal estratégia do PT para o próximo ciclo eleitoral será concentrar esforços na reeleição presidencial, mesmo que para isso precise abrir mão de lançar candidatos próprios nos estados mais populosos do país, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

“Estamos muito preocupados com a eleição para o Senado. Queremos aumentar nossa bancada e impedir que a extrema direita faça maioria. Isso pode nos obrigar a fazer composições com partidos aliados”, explicou o senador, revelando uma mudança histórica na estratégia eleitoral do partido, que sempre apostou em candidaturas próprias para ampliar sua presença nos estados.

Questionado sobre a esperada reforma ministerial, Humberto Costa destacou a necessidade de fortalecer a base governista, embora tenha evitado previsões sobre uma eventual ampliação do espaço do Centrão. “Não sei o que vai acontecer. Mas a reforma precisa ajudar a melhorar a base de sustentação do governo”, pontuou.

Sobre a indicação da deputada federal Gleisi Hoffmann à Secretaria de Relações Institucionais, considerada por críticos uma sinalização de maior alinhamento com a esquerda, Costa foi enfático ao rejeitar essa tese: “Não vejo isso, não. A Gleisi vai surpreender, mostrando capacidade de articulação com outros partidos”.

Ele ainda admitiu que a ida de Gleisi para o governo pode ajudar a viabilizar a eleição de Edinho Silva como próximo presidente do PT. Ao ser perguntado sobre eventuais resistências da deputada à sucessão interna, Costa brincou: “Acho que pode ajudar. Ela vai ter tanto problema para resolver no governo, né?”.

A postura adotada por Humberto Costa mostra claramente a prioridade absoluta do PT: garantir a permanência de Lula no poder, mesmo que isso exija concessões antes impensáveis pelo partido.

Análise e perspectivas futuras

A estratégia delineada por Humberto Costa reflete uma postura pragmática do PT diante do atual cenário político brasileiro. Ao considerar abrir mão de candidaturas próprias em estados-chave, o partido busca formar alianças que possam fortalecer a base governista no Congresso Nacional, especialmente no Senado, onde a oposição de direita tem ganhado força.

Essa movimentação também indica uma tentativa de conter o avanço de partidos como o PL, que, nas últimas eleições municipais, superou o PT em número de coligações e prefeituras conquistadas, ampliando sua presença nas bases eleitorais.

Bolsonaro ainda insiste em candidatura e adia sucessão na direita.

Jair Bolsonaro em São Paulo – 25/03/2024 (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

Jair Bolsonaro (PL) continua apostando numa saída política para reverter sua inelegibilidade, que vigora até 2030, e pretende registrar sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2026. Segundo aliados ouvidos pela coluna da jornalista Andréia Sadi, do g1, ele irá esperar a decisão da Corte até o fim, prolongando o debate sobre um sucessor na direita. 

O plano de Bolsonaro é ser o candidato até onde for possível, pressionar e aguardar decisões judiciais que podem ocorrer após abril de 2026, prazo máximo para que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deixe o cargo caso deseje disputar a Presidência.

Ainda conforme a reportagem, caso sua candidatura seja inviabilizada, Bolsonaro escolherá um sucessor, possivelmente dentro da própria família. Esse cenário é comemorado por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A avaliação é de que Bolsonaro interdita o debate e fragmenta a direita eleitoralmente, atrasando a escolha de um candidato capaz de enfrentar Lula.

Outro ponto de foco para Bolsonaro é a ajuda internacional, principalmente do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do bilionário Elon Musk. O núcleo mais próximo do ex-mandatário acredita na interferência da Casa Branca no cenário político brasileiro.

No Supremo Tribunal Federal (STF), contudo, a ideia é julgar os processos que tramitam na Corte envolvendo o ex-mandatário até o fim de 2025. Para isso, ministros da Corte contam com uma denúncia fatiada da Procuradoria-Geral da República (PGR) e com a atuação de juízes auxiliares para agilizar as oitivas, a exemplo do que ocorreu no caso do mensalão.

Segundo integrantes da Corte ouvidos pela reportagem, não há dúvidas sobre a atuação de Bolsonaro no golpe — mas, em relação a personagens menores, sim. Principalmente civis.

Quanto a Bolsonaro, a avaliação é de que não haveria como um roteiro do golpe estar em andamento sem um comando geral vindo do chefe do Executivo. Nesta linha, os investigadores esperam descobrir novas informações do núcleo do general Braga Netto, preso em dezembro, e de seu assessor, coronel Peregrino, tido como “Mauro Cid de Braga Netto.”

Carro roubado em Recife é recuperado pela Polícia Rodoviária Federal em Petrolina

No decorrer de uma fiscalização na BR-407, em Petrolina, na última segunda-feira, 3, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) recuperou um carro que tinha sido roubado em dezembro de 2024 em Recife.

Os agentes deram ordem de parada ao veículo ocupado por uma mulher e uma adolescente, constatando em seguida que a condutora não tinha CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e que o carro estava em nome de outra pessoa.

A mulher alegou que o automóvel tinha sido comprado pela mãe dela e estaria financiando o restante do pagamento. No entanto, ao verificar o veículo, os policiais observaram adulterações e constataram um registro de roubo/furto na capital, datado do dia 17 de dezembro de 2024. No carro, ainda foi encontrada uma porção semelhante à maconha.

A motorista foi levada com o carro para a Delegacia de Polícia Civil de Petrolina e está sendo investigada.

O novo presidente do Senado Alcolumbre promete apoio ao governo, mas defende independência do Senado

Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado (Foto: Agência Brasil )

 O novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou neste sábado (1) que a Casa “vai ajudar” a agenda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas destacou que os senadores terão autonomia para debater e influenciar as decisões do Executivo. As declarações foram feitas após a eleição que garantiu a Alcolumbre o comando do Senado pelos próximos dois anos. O congressista recebeu 73 dos 81 votos.

“A agenda que foi eleita na última eleição foi a agenda apresentada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nenhum senador, nenhuma senadora tem a autoridade de atrapalhar a agenda do governo”, declarou Alcolumbre. Ele, no entanto, enfatizou que o Legislativo terá voz ativa no debate das propostas. “O governo terá sua agenda totalmente respeitada, aliás, nós vamos ajudar na agenda do governo no que couber ao Parlamento. Mas queremos o direito de dizer: nós concordamos com isso ou não concordamos com aquilo”, acrescentou.

A eleição de Alcolumbre representa uma mudança na postura do Senado em relação ao Palácio do Planalto. Enquanto Rodrigo Pacheco (PSD-MG), seu antecessor, manteve alinhamento com o governo Lula, Alcolumbre tem sinalizado uma postura mais independente. Sua candidatura recebeu apoio tanto do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, quanto do PT, o que reflete a busca por uma gestão de consenso.

Ao discursar após a vitória, o novo presidente do Senado afirmou que seu objetivo é “trabalhar em coesão” tanto com o governo quanto com a oposição. Ele reforçou a importância do respeito à divergência de opinião e defendeu a necessidade de fortalecer o diálogo entre diferentes espectros políticos.

“Vamos trabalhar lado a lado, apoiando a agenda do governo e a agenda do Brasil, mas também garantindo a independência e a autoridade dos senadores que pensam diferente. Cada parlamentar, com sua expertise, pode contribuir com o país”, declarou.

Alcolumbre criticou a falta de espaço para o debate político respeitoso e disse querer atuar como um mediador. “Quero ser uma ponte. Infelizmente, percebo que as pessoas estão destruindo pontes e ficamos sem um canal de diálogo. Precisamos sentar à mesa com civilidade, ouvir opiniões contrárias sem agredir, sem ofender, sem atacar. Ao contrário, podemos sugerir, melhorar e orientar para que as coisas aconteçam da melhor maneira possível”, afirmou.

O presidente do Senado também ressaltou que a Casa não será apenas uma instância de validação das propostas vindas do governo. “Vamos apoiar as coisas certas, corrigir erros e ajudar o Executivo no que for possível. Mas o Legislativo tem o direito de imprimir e empreender sua própria agenda, com participação efetiva. Não estamos aqui apenas para dizer sim ou não”, concluiu Alcolumbre

Sandrinho, Daniel e vereadores são oficialmente diplomados em Afogados

Na cerimônia, foram diplomados os vereadores e suplentes eleitos em outubro. José Edson, o vereador mais votado, discursou em nome de todos, destacando a harmonia entre os três poderes e agradecendo à população pelos votos recebidos.

O Bispo Dom Limacêdo Antônio ressaltou a importância de celebrar a democracia e a responsabilidade dos eleitos, mencionando também a tentativa recente de golpe contra a democracia e o plano infame de tirar a vida de autoridades.

O prefeito reeleito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, enfatizou a responsabilidade de governar a cidade pela segunda vez, comprometendo-se a trabalhar incansavelmente para cumprir suas promessas e melhorar a qualidade de vida da população. Ele também anunciou que Rubinho do São João, atual presidente da Câmara de Vereadores, será o novo secretário municipal de Governo.

A solenidade contou com a presença de familiares dos diplomados, secretários da gestão e do ex-prefeito Totonho Valadares. A diplomação foi conduzida pelo Juiz Eleitoral Osvaldo Teles, da 66ª Zona.

Além disso, foram diplomados os nove vereadores eleitos: Zé Negão (PP), Vicentinho (PSB), Cesár Tenório (PSB), Reinaldo Lima (PSB), Cícero Miguel (PSB), Raimundo do Foto (PSB), Gal Mariano (MDB), Cancão (MDB), Douglas Eletricista (MDB), Mário Martins (REPUBLICANOS), Simone da Feira (PV), Edson do Cosmético (PSD) e Lucineide do Sindicato (PT).

“Presenças do ex-prefeito Totonhos Valadares, várias autoridades e militantes também prestigiaram a solenidade, com referências emocionadas ao Deputado Estadual e ex-prefeito José Patriota, falecido em setembro.”

 

Sandrinho e Daniel serão diplomados nesta sexta (06)

A diplomação do prefeito reeleito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, e do seu vice, Daniel Valadares, acontece nesta sexta (06), às 15h, no Fórum Laurindo Leal Lemos, ao lado da rodoviária.

Na ocasião, também serão diplomados os novos vereadores e vereadoras eleitos no município.

Descanso – O Prefeito Sandrinho Palmeira, pela primeira vez desde que entrou na vida pública, tirou férias nesse mês de dezembro.

Nesse período, até o final desse mês, as demandas que exijam a assinatura do gestor estarão sendo encaminhadas pelo vice-prefeito Daniel Valadares. Apesar disso, mesmo de férias, Sandrinho Palmeira continuará cumprindo agendas importantes, como foi recentemente a agenda com a governadora Raquel Lyra, e será, no dia 12 próximo, a entrega do prêmio do selo Unicef, conquistado recentemente pela Prefeitura de Afogados da Ingazeira.

TCE-PE recomenda aprovação com ressalvas das contas de governo de Afogados da Ingazeira referentes a 2023

As contas de governo da gestão do prefeito Sandrinho e do vice Daniel de Afogados da Ingazeira, referentes ao exercício financeiro de 2023, receberam parecer da Segunda Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) para aprovação com ressalvas no Poder Legislativo.

O relator do processo, conselheiro Marcos Loreto, destaca em seu voto que a prefeitura cumpriu os limites constitucionais com saúde, educação e despesas com pessoal, além do devido recolhimento das contribuições previdenciárias. Contudo, apontou falhas no uso dos recursos do Fundeb e na transparência pública.

O voto do relator foi aprovado por unanimidade pelos demais membros da Segunda Câmara do TCE-PE em sessão realizada no dia 28 de novembro. Agora as contas seguem para votação na Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira, que pode acolher ou não o parecer do órgão.

Exu vai celebrar 112 anos de Luiz Gonzaga com shows de renomados artistas forrozeiros em praça pública.

Berço de Luiz Gonzaga, um dos mais notórios artistas do Nordeste, Exu se prepara para a celebração póstuma de mais um aniversário de seu filho ilustre. A edição 2024 do Festival Gonzagão acontece de 13 a 15 de dezembro e já tem programação artística definida para o primeiro dia, data em que Luiz Gonzaga nasceu.

Essa semana, a prefeitura do município divulgou a programação do aniversário do Rei do Baião, que tem shows confirmados de Joquinha Gonzaga, Waldonys, Fábio Carneirinho e Dorgival Dantas. Todas as apresentações vão ocorrer na Praça de Eventos, abertas ao público em geral.

O evento é uma realização da prefeitura em parceria com o Governo de Pernambuco, através da Fundarpe, Empetur e Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes.

Partido Verde emite nota e descarta irregularidades em repasses de fundo partidário nas eleições de Afogados.

 

A gestão de recursos partidários é um tema que frequentemente gera debates acalorados e exige uma transparência rigorosa. Recentemente, o Partido Verde (PV) de Afogados da Ingazeira enfrentou acusações de má gestão de recursos do fundo partidário, levantadas pela ex-candidata a vereadora Joana D’arc. Em resposta, o partido emitiu uma nota de esclarecimento, assinada pelo presidente municipal, Felipe Casimiro, defendendo a autonomia da legenda na administração desses recursos e reiterando a legalidade de suas ações.

O PV nacional adotou a estratégia de repassar os recursos diretamente aos candidatos dos segmentos cotistas, uma decisão tomada sem a interferência das executivas estaduais ou municipais. Esta medida, segundo o partido, alinha-se com as normas legais vigentes e reflete um compromisso com a inclusão e a representatividade.

A direção municipal de Afogados, por sua vez, esclareceu que não teve participação no processo de repasse de recursos, enfatizando que tais decisões são de competência exclusiva da direção nacional. A nota também negou qualquer ato de desonestidade ou má gestão por parte da direção local.

No caso relatado por Joana, ela aponta que os recursos deveriam ter sido compartilhados entre as candidatas do partido, mas isso não ocorreu. Essa situação levanta questões sobre a gestão dos fundos partidários e a necessidade de mecanismos mais eficazes para garantir que todos os candidatos recebam suporte equitativo.

A denúncia de Joana não é apenas um caso isolado, mas reflete um problema mais amplo que pode afetar a confiança do público no sistema político. A transparência e a justa distribuição de recursos são fundamentais para uma democracia saudável, onde todos os candidatos, independentemente do gênero, têm oportunidades iguais para competir e representar seus eleitores.

Em Nota o presidente do PV se defende:

Em primeiro lugar cabe esclarecer que o Partido Verde, apesar de integrar uma Federação Partidária, tem autonomia e independência para gerenciar o repasse do fundo partidário. 

Dito isso, o PV nacional definiu como estratégia política, fazer os repasses para os segmentos cotistas (mulheres, negros e jovens) de forma direta para os candidatos e candidatas, sem qualquer interferência ou ingerência das executivas estaduais e municipais. 

Tal estratégia resultou em uma ampliação no número de candidatas mulheres, onde o partido atingiu a marca de quase 40% de mulheres candidatas. Tanto é assim, que a prestação de contas junto à justiça eleitoral no tocante à cota de gênero será feita pelo diretório nacional. 

Não houve nenhum direcionamento ou desonestidade da direção municipal do PV em Afogados quanto ao repasse dos recursos, simplesmente porque não fizemos parte desse processo. É prerrogativa da direção nacional definir a modalidade dos repasses, se para as executivas estaduais/municipais, ou se diretamente para os candidatos/as, o que é absolutamente legal.

Ficamos tristes com essa celeuma desnecessária, que só serve para fragilizar o partido e suas instâncias regulatórias. Seguimos conscientes da lisura e da decência com as quais conduzimos o PV municipal nas eleições deste ano, e certos de que a justiça eleitoral restabelecerá a verdade dos fatos, retirando dos meus ombros acusações caluniosas e difamatórias. 

Cordialmente, 

Felipe Casimiro 

Presidente Municipal do PV em Afogados

 

 

 

Acusado de esfaquear prefeito de Sertânia-PE se entrega à polícia

Apontado com o autor de uma facada que colocou em risco a vida do prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira, o comerciante Nelson Aleixo de Aráujo, 60 anos, conhecido como Nelson do Consórcio, se entregou à Polícia Civil nesta terça-feira, 15.

O acusado chegou de forma espontânea à 156ª Delegacia de Arcoverde e começou a prestar depoimento no final da manhã de hoje. Ele estava foragido desde o dia 29 de agosto, quando o crime aconteceu, durante a campanha eleitoral.

Segundo o jornalista João Filho, da Itapuama FM, Nelson se apresentou às autoridades policiais na companhia de familiares e de seu advogado, Cláudio Soares. Após o depoimento, ele passará por audiência de custódia e será encaminhado a uma unidade prisional.