PF suspeita de “lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção” de Flávio Bolsonaro no caso Dark Horse

Flávio Bolsonaro, agente da PF, Daniel Vorcaro e, ao fundo, Congresso e Banco MasterCrédito: Reprodução I Divulgação

 O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um procedimento investigatório sigiloso para apurar a conduta do senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, no financiamento do filme “Dark Horse” — produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro (PL). A apuração foca nos supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos.

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A decisão de instaurar o inquérito em separado foi proferida por Mendonça em julho e tornou-se pública após a queda do sigilo de documentos do chamado “caso Master”. Embora o despacho autorizativo do ministro esteja anexado aos autos do inquérito principal do Banco Master, a investigação individualizada direcionada a Flávio Bolsonaro tramita sob segredo de Justiça, o que indica a existência de diligências em andamento pela Polícia Federal (PF).

A abertura da apuração formal atendeu a um pedido expresso da autoridade policial e contou com a manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). No texto da decisão transcrita no processo, o relator destacou a solicitação encaminhada pelos investigadores:

“A Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro (…) Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial”, registrou o ministro André Mendonça.

Pedidos de verba e repasses milionários

De acordo com mensagens reveladas pelo portal Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro solicitou R$ 131 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a execução da obra cinematográfica. Planilhas apreendidas pelos agentes federais no curso das investigações revelam que, do montante solicitado, cerca de R$ 60 milhões foram efetivamente pagos.

Em agenda de campanha eleitoral realizada no estado de Roraima, o parlamentar voltou a rebatê-lo e negou a existência de qualquer ilegalidade ou uso de verba pública na obra. “Não há um centavo de dinheiro público. Pode revirar do avesso”, afirmou o senador.

Apesar das declarações da defesa, a prestação de contas integral do filme jamais foi apresentada publicamente. A produtora responsável pela obra apresentou à Justiça apenas o demonstrativo de gastos realizados, contudo os detalhes sobre a captação e origem do financiamento — operacionalizado por meio do fundo Heavengate, sediado nos Estados Unidos — permanecem desconhecidos.

As frentes de investigação no STF

As apurações relativas ao financiamento do filme “Dark Horse” desdobram-se em duas linhas principais dentro do Supremo Tribunal Federal:

Operações do Banco Master e offshores

Sob a relatoria do ministro André Mendonça, a investigação busca esclarecer se os capitais de Daniel Vorcaro — investigado por fraudes milionárias na gestão do Banco Master — foram repassados para a produtora do filme por meio do fundo Heavengate, em solo norte-americano. A Polícia Federal apura, ainda, se parte dessas verbas foi utilizada para custear despesas pessoais no exterior do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos.

Nessa mesma frente, o ministro Mendonça homologou a delação premiada do operador do mercado financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”. Proprietário da empresa Entre Investimentos e Participações, o empresário confirmou à Procuradoria-Geral da República ter efetuado sete transferências bancárias para o fundo Heavengate ao longo do ano passado, totalizando US$ 12,3 milhões (aproximadamente R$ 69 milhões no câmbio da época), cumprindo ordens de Vorcaro.

Suposto desvio de emendas parlamentares

Em outro braço da apuração, sob responsabilidade do ministro Flávio Dino, a PF deflagrou operações focadas no suposto uso irregular de emendas orçamentárias. A ação ostensiva mirou o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama, proprietária da produtora Go Up, responsável pela elaboração da obra.

Mário Frias destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares em 2024 ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade presidida por Karina Gama. Os repasses financeiros ocorreram entre os meses de fevereiro e outubro de 2025. A suspeita dos investigadores é que a verba pública, após transitar por uma rede de empresas subcontratadas, tenha sido desviada para custear a produção do longa-metragem.

Segundo nota divulgada pela Polícia Federal, os elementos colhidos indicam a formação de uma organização criminosa composta por agentes públicos e privados para direcionar recursos públicos a empresas sem a comprovação da prestação efetiva dos serviços. “Levantamentos financeiros identificaram, ainda, movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado”, informou a corporação, que apura a prática de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraudes em licitações.

Mulher que foi acorrentada e mantida em cativeiro pelo ex “ele jogou ácido na minha boca” Veja

A mulher de 24 anos que foi encontrada acorrentada, amarrada com cordas, amordaçada e com uma máscara para evitar que vizinhos ouvissem seus gritos foi sequestrada pelo ex em 17 de agosto. Após o resgate, ocorrido nessa sexta-feira (21/8), Emiliane Tamara Nunes Carvalho usou as próprias redes sociais para se pronunciar. Em vídeo, ela chorou e mostrou as feridas causadas pelo ex-companheiro, Ailton Rodrigues de Souza: “Eu estou toda queimada por dentro, porque ele enfiava panos com ácido na minha boca”.

Assista ao relato:

Em um primeiro momento, a coluna Na Mira optou por não expor a identidade de Emiliane, devido à situação de extrema violência vivida por ela. No entanto, neste sábado (22/8), a própria vítima usou as redes sociais para emitir um pronunciamento público, no qual agradece pelo apoio recebido, pede justiça e detalha os horrores impostos a ela no cárcere privado.

“Estou muito ferida”

Na gravação, Emiliane diz que já teve alta e que está em casa. Com os olhos ainda muito inchados e roxos, ela detalha: “Estou muito ferida”. A vítima contou que terminou o relacionamento com Ailton em dezembro de 2025 e ele não aceitava.

Emiliane implora que a Justiça mantenha o suspeito preso: “Não soltem a minha mão. Agora é o início de tudo, para a gente buscar a justiça, para que ele não possa prejudicar nenhuma outra mulher e machucar mais ninguém”. A mulher também aproveitou para agradecer as mensagens e aos familiares e amigos que não desistiram de procurá-la.

 

Desaparecimento e sequestro

A vítima saiu de casa para ir a uma consulta em uma clínica de estética localizada na Barragem 1, em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. No dia do seu sumiço, a mulher estava na região da Morada da Serra quando utilizou um mototáxi para se deslocar até a clínica localizada na Barragem 1. Depois da consulta, câmeras de segurança filmaram o momento em que ela deixou o local.

Essa foi a última vez que a vítima foi vista antes de desaparecer. De acordo com informações da PMGO, depois que saiu do comércio, ela teria sido sequestrada pelo ex-companheiro e mantida sedada em um cativeiro.

Policiais militares da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) Entorno Oeste resgataram Emiliane nesta sexta-feira (21/8), após abordarem Ailton Rodrigues de Souza. O suspeito sequestrou e manteve a ex-companheira de 24 anos no cativeiro montado por ele em uma casa no bairro América III. O homem também havia sido dado como desaparecido na terça-feira (18/8).

Durante a abordagem, Ailton teria tentado fugir e resistido à prisão, mas acabou detido. Por meio de análises de endereços ligados ao homem, foi possível chegar até o local em que a vítima estava sendo mantida em cárcere privado.

Veja o momento do resgate:

No cativeiro, os policiais encontraram a mulher presa com algemas, cordas e uma corrente de ferro. Ela também usava uma máscara no rosto para evitar que vizinhos pudessem ouvir seus gritos.

Após o resgate, a vítima relatou ter sido estuprada diversas vezes pelo ex-companheiro. Ailton foi preso em flagrante por sequestro, estupro e cárcere privado da vítima.

“Não chame a polícia”

Ainda na casa, a equipe encontrou uma carta escrita pela vítima. Nela, ela manda um ‘oi’ para a mãe e diz que ‘está bem’. A mulher pede que a parente leia a carta com atenção: “Não chame a polícia”.

 

Na carta, ela também fala sobre um dinheiro, R$ 50 mil, o carro dela quitado e a escritura da casa em seu nome. Na mensagem, ela ainda diz: “O Ailton vai deixar um valor de 30 a 50 mil para os meninos sobreviverem”, finaliza.

Afogados da Ingazeira promove Feira de Ciências Municipal sobre Inovação e Sustentabilidade no Semiárido

 

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realiza no próximo dia 20 de agosto a Feira de Ciências Municipal. O evento, aberto a toda a população, acontece na Estação Ferroviária a partir das 16h.

Com o tema “Ciência e Inovação para a Convivência com o Semiárido: saberes, tecnologias e soluções sustentáveis para o nosso território”, a feira reunirá projetos científicos desenvolvidos por estudantes da rede pública municipal. A proposta é dar visibilidade a iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável, à preservação ambiental e às tecnologias sociais adaptadas à realidade da região.

A iniciativa visa incentivar o pensamento crítico, a pesquisa científica e o protagonismo juvenil nas escolas da rede pública de ensino.

Novo teste da Lei Seca pode detectar 12 drogas e identificar substância usada por motorista; Confira lista

Com a aprovação da nova regulamentação pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), algumas substâncias psicoativas durante a fiscalização da Lei Seca. Através do uso do “drogômetro”, o agente poderá realizar uma detecção preliminar e identificar se determinados elementos foram consumidos pelos motoristas.

O equipamento que será adotado nas abordagens pode identificar a droga que foi consumida. A nova resolução prevê, inclusive, que entre outras informações, o auto de infração contenha o tipo de substância detectada.

Lista de substâncias

O resultado do drogômetro detecta e identifica a substância utilizada pelo condutor. No entanto, diferente do bafômetro, o novo aparelho não indica a quantidade da substância psicoativa apresentada.

De acordo com uma publicação do site Extra, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) informou que já há um dispositivo para testes em saliva, com Certificado de Conformidade nº 040/T/2024. O aparelho é destinado à detecção preliminar dos seguintes entorpecentes e substâncias psicoativas:

Anfetamina;

Cocaína;

MDMA (ecstasy);

6-MAM (heroína);

LSD;

Delta-9-THC (cannabis);

Fentanil;

Cetamina;

K2 (canabinoides sintéticos);

Morfina;

Metanfetamina;

e MDPV.

Cannabis medicinal

De acordo com o que foi divulgado, a lista não contempla todos os remédios com canabidiol. A cannabis medicinal, ou CBD, não é a mesma coisa que o THC, principal componente da cannabis associado aos aos efeitos intoxicantes e psicoativos.

No entanto, não é seguro afirmar que todo medicamento com CBD é 100% livre de THC. O produto pode conter traços da substância a ser detectada pelo drogômetro

Avaliação caso a caso

Não existe uma regra clara sobre a autorização para pessoas em tratamento com CBD poderem dirigir ou não, considerando a ausência ou não de THC na formulação. Contudo, o medicamento pode produzir efeitos como sonolência em algumas pessoas. Assim, a orientação sobre assumir o volante deve considerar a prescrição, a resposta individual e a avaliação médica, caso a caso.

As dúvidas também apareceram quanto ao consumo de medicamentos antidepressivos e contra a ansiedade, de maneira geral. Como o aparelho detecta substâncias psicoativas específicas, se o medicamento tiver em sua composição alguma das substâncias ou classes que fazem parte da lista, o teste poderá apresentar resultado positivo.

No caso de antidepressivos, ansiolíticos ou outros medicamentos que possam interferir na capacidade psicomotora, a orientação sobre estar ou não apto a dirigir deve ser feita pelo médico responsável pela prescrição. Para esses casos, deverá pesar o medicamento, a dosagem, seus efeitos e as condições do paciente.

“Quero ser deputado para fazer a reforma política”, diz José Dirceu

Ex-ministro defende reforma eleitoral, fim do atual modelo de emendas e fortalecimento dos partidos

José DirceuCrédito: 

Lula Marques/ Agência Brasil

 O ex-ministro José Dirceu afirmou que pretende retornar à Câmara dos Deputados com uma prioridade definida: promover uma ampla reforma do sistema político e eleitoral brasileiro. Entre as mudanças defendidas pelo petista estão a adoção do voto em lista ou do sistema distrital misto, o fortalecimento da fidelidade partidária, a revisão da representação dos estados na Câmara e o fim do atual modelo de emendas parlamentares impositivas.

As declarações foram feitas em entrevista à TV 247, na qual Dirceu explicou as razões pelas quais decidiu voltar a disputar um mandato parlamentar. Ex-deputado federal e ex-ministro-chefe da Casa Civil no primeiro governo Lula, ele afirmou que a decisão também foi motivada por um chamado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Primeiro porque o Lula me convidou, me convocou para voltar para a direção do PT e voltar para a Câmara. Eu quero ser deputado, em primeiro lugar, para fazer a reforma política”, afirmou.

Quaest: Lula chega a 38% dos votos contra 31% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno

Os candidatos Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) conseguiram 4% cada, apontaram as novas estatísticas

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio BolsonaroCrédito: Ricardo Stuckert/Divulgação

A pesquisa Quaest, divulgada nesta sexta-feira (14), mostrou o presidente Lula (PT) em primeiro lugar, com 38% dos votos.

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) apareceu na segunda posição, com 31%. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) conseguiram 4% cada. Romeu Zema (Novo) teve 2%, mesmo percentual de Augusto Cury (Avante).

Segundo as estatísticas, Samara Martins (UP) registrou 1%. Seis candidaturas ficaram com zero (não pontuaram) – Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi (Democrata).

O quesito branco/nulo/não vai votar representou 8% e os indecisos: 10%

Foram realizadas 2.004 entrevistas presenciais entre segunda (10) e quarta-feira (12). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-06773/2026.

TSE reestabelece filiação de Flávio Bolsonaro ao Partido Liberal

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) o restabelecimento imediato da filiação do senador Flávio Bolsonaro ao PL e a exclusão do vínculo com o Partido Missão. A decisão também libera o sistema Candex para que a campanha possa registrar a candidatura de Flávio à Presidência da República.

Nunes Marques atendeu integralmente ao pedido de urgência apresentado pela defesa do senador. O ministro determinou que a filiação ao PL seja restabelecida desde a data original, em 30 de novembro de 2021, preservando a continuidade do vínculo partidário.

Após a desvinculação do Missão, a campanha de Flávio deve registrar sua candidatura à Presidência da República pelo PL e do seu plano de governo ainda nesta quinta-feira. O senador deve fazer a apresentação do seu plano batizado de “Para o Brasil Vencer o Atraso” em transmissão ao vivo nas redes sociais também nesta quinta.

Na decisão, o presidente do TSE afirma que a filiação partidária é condição de elegibilidade e não pode ser retirada por ato de terceiro sem a manifestação de vontade do filiado.

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) o restabelecimento imediato da filiação do senador Flávio Bolsonaro ao PL e a exclusão do vínculo com o Partido Missão. A decisão também libera o sistema Candex para que a campanha possa registrar a candidatura de Flávio à Presidência da República.

Nunes Marques atendeu integralmente ao pedido de urgência apresentado pela defesa do senador. O ministro determinou que a filiação ao PL seja restabelecida desde a data original, em 30 de novembro de 2021, preservando a continuidade do vínculo partidário.

Após a desvinculação do Missão, a campanha de Flávio deve registrar sua candidatura à Presidência da República pelo PL e do seu plano de governo ainda nesta quinta-feira. O senador deve fazer a apresentação do seu plano batizado de “Para o Brasil Vencer o Atraso” em transmissão ao vivo nas redes sociais também nesta quinta.

Na decisão, o presidente do TSE afirma que a filiação partidária é condição de elegibilidade e não pode ser retirada por ato de terceiro sem a manifestação de vontade do filiado.

China inicia novo plano quinquenal com resiliência e novos motores de crescimento

Novos motores de crescimento — representados pela manufatura de alta tecnologia, pela economia digital e pelos serviços modernos — responderam por mais de 40% do crescimento econômico da China no primeiro semestre de 2026

Xi JinpingCrédito: Xinhua/Xie Huanchi

O crescimento estável da China no primeiro semestre de 2026 evidenciou a resiliência da segunda maior economia do mundo e o peso crescente de novos motores de crescimento no início de um novo ciclo de desenvolvimento de cinco anos, segundo autoridades chinesas, de acordo com análise divulgada no Diário do Povo.

Apesar do aumento das incertezas no cenário externo, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 4,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando 69,6 trilhões de yuans (cerca de US$ 10,25 trilhões) no primeiro semestre de 2026, de acordo com o Departamento Nacional de Estatísticas.

“Essas conquistas, arduamente alcançadas, lançaram uma base sólida para o alcance das metas de desenvolvimento econômico e social deste ano e proporcionaram um início promissor para o 15º Plano Quinquenal (2026-2030)”, afirmou Wang Guanhua, funcionário do Departamento Nacional de Estatísticas, durante a edição mais recente do China Economic Roundtable, programa de entrevistas da Agência de Notícias Xinhua com participação de diversos veículos de comunicação.

Resiliência em um mundo volátil

Em um contexto no qual diversas instituições internacionais reduziram suas projeções para as principais economias do mundo, o desempenho da China no primeiro semestre foi particularmente expressivo, sobretudo diante da dimensão de sua economia, destacaram as autoridades.

Segundo Yang Te, funcionário da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), o resultado ficou em linha com a meta de crescimento anual de aproximadamente 4,5% a 5% e manteve a China entre as economias de crescimento mais acelerado do mundo.

Yang observou que a expansão de 4,7% representou um acréscimo de 3,6 trilhões de yuans na produção econômica apenas no primeiro semestre de 2026, valor equivalente ao PIB anual de uma economia europeia de porte médio.

Entre os indicadores que sustentaram esse desempenho, o Departamento Nacional de Estatísticas informou que a taxa de desemprego urbano pesquisada caiu para 5% em junho, ante 5,1% em maio, enquanto a renda disponível per capita aumentou 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

De janeiro a junho, a produção industrial de valor agregado avançou 5,4% na comparação anual, enquanto o total das vendas no varejo de bens de consumo, um dos principais indicadores da força do mercado interno, cresceu 2,7%.

Yang atribuiu a resiliência da economia a dois fatores principais: a solidez das cadeias industriais e de suprimentos e a segurança energética.

Segundo ele, apesar dos diversos choques externos registrados no período, as cadeias industriais e de suprimentos da China permaneceram resilientes, reforçando o papel do país como “fábrica do mundo” e “mercado mundial”.

Ao mesmo tempo, diante das fortes interrupções no fornecimento global de energia, a China intensificou medidas para garantir o abastecimento energético e estabilizar os preços, protegendo as atividades econômicas e o cotidiano da população.

“Ao manter um desenvolvimento estável em meio às incertezas externas, a China continuou a atuar como estabilizadora e motor fundamental do crescimento econômico global, reforçando ainda mais seu papel como âncora da estabilidade global”, afirmou Yang.

Ascensão de novos motores de crescimento

Na base dessa resiliência está uma rápida transição para novos motores de crescimento, afirmaram os participantes da mesa-redonda.

“A transição dos antigos para os novos motores de crescimento tornou-se uma das características mais marcantes da economia chinesa”, disse Wang Guanhua. “Ela não se limita a avanços em alguns poucos setores, mas reflete uma ampla modernização em toda a economia.”

Segundo dados do Departamento Nacional de Estatísticas, novos motores de crescimento — representados pela manufatura de alta tecnologia, pela economia digital e pelos serviços modernos — responderam por mais de 40% do crescimento econômico no primeiro semestre de 2026.

Essa transformação é particularmente visível nos setores estratégicos emergentes. A produção chinesa de circuitos integrados alcançou 279,8 bilhões de unidades nos seis primeiros meses do ano, o equivalente a mais de 1,5 bilhão de chips produzidos por dia.

Huang Hanquan, presidente da Academia Chinesa de Pesquisa Macroeconômica, vinculada à Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, afirmou que a China consolidou sua posição entre os principais países do mundo em inovação em inteligência artificial ao aproveitar as oportunidades abertas pela transformação tecnológica e industrial.

Segundo Huang, as indústrias ligadas à inteligência artificial deverão crescer mais de 30% neste ano, fortalecendo ainda mais os novos motores de crescimento da economia chinesa.

“O rápido desenvolvimento das indústrias emergentes não é um ganho passageiro, mas o resultado de anos de esforços contínuos para alcançar avanços em tecnologias essenciais, promover a integração entre inovação tecnológica e industrial e estimular o surgimento de empresas inovadoras”, afirmou Wang.

No esboço do 15º Plano Quinquenal, divulgado em março, a China assumiu o compromisso de concentrar esforços na modernização de seu sistema industrial e no desenvolvimento de novas forças produtivas de qualidade.

À medida que esses novos motores de crescimento ganham força, tornam-se um pilar cada vez mais importante para sustentar a estabilidade da economia chinesa em um ambiente externo complexo, concluiu Wang.

Cenário é favorável à reeleição do presidente Lula nos maiores colégios eleitorais do País

Levantamentos da Genial/Quaest indicam avanço do presidente em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco; Bahia segue como principal reduto petista, apesar de leve oscilação negativa

Presidente Luiz Inácio Lula da SilvaCrédito: Ricardo Stuckert

A menos de três semanas do início oficial da campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresenta um cenário mais favorável nos maiores colégios eleitorais do País do que o registrado no segundo turno de 2022. Segundo análise publicada pelo jornal O Globo, com base nas pesquisas Genial/Quaest, Lula melhora ou mantém seu desempenho nos principais estados, com destaque para o Rio de Janeiro.

Entre os quatro maiores colégios eleitorais brasileiros — São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia —, a única oscilação negativa para o presidente ocorre em território baiano. A variação, no entanto, é de apenas 1,2 ponto percentual e está dentro da margem de erro de três pontos.

Lula avança em São Paulo

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, Lula aparece com desempenho ligeiramente superior ao obtido há quatro anos. Em uma eventual disputa de segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), o presidente alcançaria uma votação 1,9 ponto percentual maior do que a registrada contra Jair Bolsonaro em 2022.

A variação está próxima da margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa aponta Flávio com vantagem de 6,6 pontos no estado. Em 2022, Lula perdeu para Jair Bolsonaro por 10,5 pontos entre os eleitores paulistas.

Mesmo derrotado em São Paulo naquela ocasião, o desempenho do petista foi considerado decisivo para sua vitória nacional, já que as campanhas presidenciais do PT trabalham historicamente com a expectativa de derrota no estado. O objetivo é reduzir a diferença e compensá-la em regiões mais favoráveis.

O principal risco para a campanha presidencial está na disputa pelo governo paulista. Fernando Haddad (PT) enfrenta dificuldades contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que pode vencer ainda no primeiro turno.

Caso isso ocorra, Lula poderá ficar sem um palanque estadual competitivo durante as semanas decisivas de um eventual segundo turno presidencial. Também permanece indefinido o grau de envolvimento de Tarcísio na campanha de Flávio Bolsonaro após uma possível vitória antecipada.

Minas Gerais mantém tendência nacional

Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral e tradicionalmente considerado um espelho do resultado nacional, Lula também apresenta avanço de 1,9 ponto percentual.

O presidente obteve 50,2% dos votos válidos no estado em 2022. Na nova simulação da Genial/Quaest, alcança 52,1%.

O cenário mineiro, porém, ainda é marcado por indefinições nas eleições estaduais. Flávio Bolsonaro esperava contar com o senador Cleitinho (Republicanos) como candidato ao governo, mas o partido indicou que não pretende levar o projeto adiante.

Líder nas pesquisas locais, Cleitinho caminha para não disputar a eleição, obrigando o PL a buscar uma nova alternativa para montar um palanque competitivo em Minas Gerais.

Rio apresenta maior recuperação

O Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do País e berço político do bolsonarismo, é o estado onde Lula apresenta a recuperação mais significativa.

Segundo a pesquisa, o presidente teria 4,4 pontos percentuais a mais entre os votos válidos na comparação com 2022. O crescimento supera a margem de erro de três pontos.

Na projeção atual, Lula perderia para Flávio Bolsonaro por 4,2 pontos no estado. Em 2022, a diferença para Jair Bolsonaro foi de 13 pontos, equivalente a quase 1,3 milhão de votos.

O PT aposta nas crises enfrentadas pelo PL fluminense, na força eleitoral do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), líder das pesquisas para o governo, e na retirada da máquina estadual das mãos do grupo bolsonarista.

Entre 2002 e 2014, o PT venceu todas as eleições presidenciais no Rio de Janeiro no segundo turno. A tendência foi revertida com a ascensão do bolsonarismo, que obteve votações expressivas no estado em 2018 e 2022.

“Onde Lula mais pode crescer, e está crescendo, é no Rio. Crescendo pelo centro. O palanque é amplo”, afirmou Washington Quaquá (PT), prefeito de Maricá e coordenador da campanha presidencial no estado.

“Espero que o Rio ajude o presidente a resolver a eleição no primeiro turno”, acrescentou.

Bahia segue como principal reduto

Na Bahia, principal reduto eleitoral do PT entre os grandes colégios, Lula aparece com 70,9% dos votos válidos. Apesar da vantagem expressiva, o índice representa uma oscilação negativa de 1,2 ponto em relação ao resultado de 2022.

A diferença está dentro da margem de erro de três pontos percentuais.

O desafio petista no estado está associado à disputa pelo governo. O governador Jerônimo Rodrigues busca a reeleição contra o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), adversário considerado competitivo.

Em uma eleição presidencial apertada, qualquer redução da vantagem de Lula no estado pode ter impacto relevante sobre o resultado nacional.

Pernambuco amplia vantagem

Em Pernambuco, Lula aparece em posição ainda mais confortável do que em 2022. A projeção indica crescimento de 3,8 pontos percentuais.

O presidente também tende a se beneficiar da ausência de uma oposição estadual fortemente vinculada ao bolsonarismo.

Os dois principais candidatos ao governo mantêm algum grau de proximidade com Lula. A governadora Raquel Lyra (PSD) atua como aliada pragmática do governo federal, enquanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) possui aliança formal com o presidente.

Oscilações no Paraná e no Pará

No Paraná e no Pará, os movimentos registrados estão dentro das respectivas margens de erro.

No estado paranaense, onde Lula enfrenta maior resistência eleitoral, a variação negativa foi de 1,7 ponto percentual. No Pará, vencido pelo presidente em 2022, houve recuo de apenas 0,5 ponto.

As próximas pesquisas estaduais devem medir o cenário no Ceará e no Rio Grande do Sul. O caso cearense desperta atenção especial por causa da candidatura do ex-governador Ciro Gomes (PSDB), que pode ameaçar a hegemonia estadual do PT e afetar o desempenho de Lula.

O Ceará é governado pelo petista Elmano de Freitas, que disputará a reeleição.

Margens de erro recomendam cautela

Embora as pesquisas indiquem tendências favoráveis ao presidente, a maior parte das variações permanece dentro ou próxima das margens de erro.

O cientista político Antonio Lavareda, fundador do Ipespe, também ressalta que pesquisas eleitorais e resultados efetivos não são diretamente comparáveis, porque parte dos eleitores que declara voto em Lula pode posteriormente se abster ou votar em branco ou nulo.

“Lula é quem mais perde intenções de voto para a abstenção e até para os que votam nulo”, afirmou.

Segundo Lavareda, feitas essas ressalvas, os levantamentos continuam sendo instrumentos válidos para a compreensão da conjuntura eleitoral.

Senadores dos EUA acusam Trump de espalhar teorias conspiratórias sobre eleições no Brasil

Por João Paulo Charleaux, do UOL – A ala democrata do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos acusou ontem o governo do presidente Donald Trump de “propagar teorias conspiratórias” sobre as eleições presidenciais de outubro no Brasil.

A acusação diz respeito à vinda a Brasília de dois funcionários do governo norte-americano que, de acordo com reportagem publicada no sábado pelo jornal The Washington Post, teriam a missão de “lançar dúvidas sobre a imparcialidade e integridade do sistema eleitoral” brasileiro.

Riley Barnes e Samuel Samson estariam no Brasil ao longo desta semana, mas acabaram não embarcando porque tiveram seus vistos negados pelo Itamaraty, sete dias antes. Em resposta, o governo dos Estados Unidos classificou as suspeitas de interferência atribuídas a ambos como uma “mentira sem fundamento”.

A mensagem publicada ontem pelos dez parlamentares democratas que fazem parte da Comissão de Relações Exteriores do Senado insiste nas suspeitas de interferência indevida nas eleições brasileiras, dizendo que “propagar teorias conspiratórias sobre as eleições não torna a América mais segura. Isso corrói a confiança em nossa democracia internamente e afasta nossos amigos no exterior”.

Maioria no Congresso dá vantagem a Biden, mas não significa carta branca - 09/01/2021 - Mundo - Folha
Senadores dos EUA levantam suspeitas de ‘conspiração’ contra eleição no Brasil

Peddling election conspiracies doesn’t make America safer. It erodes trust in our democracy at home and drives our friends away abroad. https://t.co/eAV3V6otJQ

— Senate Foreign Relations Committee (@SFRCdems) July 28, 2026
A declaração foi publicada na conta oficial que a ala democrata do Comitê de Relações Exteriores do Senado possui na rede social X. O perfil, verificado, é administrado pela presidente da ala, Jeanne Shaheen, de New Hampshire, que é senadora há 16 anos. Além dela, compõem a ala os senadores Chris Coons, Chris Murphy, Tim Kaine, Jeff Merkley, Cory Booker, Brian Schatz, Chris Van Hollen, Tammy Duckworth e Jacky Rosen.

Os dez pertencem ao Partido Democrata, que faz oposição a Trump. Eles compõem a minoria na comissão, que conta ainda com 12 senadores republicanos. A declaração não é, portanto, da comissão como um todo, mas apenas dos opositores do governo.

Além de replicar a reportagem do The Washington Post na mensagem, inserindo o link, a senadora Shaheen ainda destaca um trecho do texto do jornal, que diz: “costumávamos empregar poder em situações de risco para a democracia”, mas “agora, enviamos indicados políticos para desacreditar o sistema eleitoral de outro país”, em referência ao Brasil.

O questionamento ao sistema eleitoral tem sido uma marca tanto do governo Trump, nos Estados Unidos, quanto da família Bolsonaro, no Brasil. Quando ainda era presidente e tentava a reeleição, Jair Bolsonaro fez uma reunião com diplomatas estrangeiros em Brasília, em julho de 2022, para espalhar acusações infundadas sobre as urnas eletrônicas. A atitude, que resultou em condenação dele à inelegibilidade até 2030, acabou sendo reproduzida pelo filho mais velho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro, em evento com representantes estrangeiros, no dia 21 de julho.

Flávio Bolsonaro tem apoio explícito do atual presidente dos Estados Unidos, que publicou uma foto ao lado dele, no Salão Oval da Casa Branca, no mesmo dia em que anunciou medidas hostis contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A reação dos senadores democratas ao que eles chamam de interferência conspiratória dos Estados Unidos contra o Brasil ecoa atitude semelhante tomada ontem por um grupo de mais de 30 deputados argentinos, que propuseram a adoção de uma nota de repúdio contra o presidente Javier Milei por ele ter vindo a São Paulo no sábado participar de evento eleitoral de Flávio Bolsonaro; ocasião na qual chamou o ministro Alexandre de Moraes de “lixo careca” e o presidente Lula de “presidiário”.

Os deputados argentinos —que, assim como os senadores norte-americanos, são todos de oposição— protestaram contra as declarações classificadas por eles de “extremamente graves”. Para o grupo, as falas de Milei em São Paulo “constituem flagrante interferência nos assuntos internos de outro Estado, violando princípios fundamentais do direito internacional, como a não intervenção e a autodeterminação dos povos, pilares que historicamente norteiam a política externa argentina”.

Ambas as situações demonstram como os Congressos dos Estados Unidos e da Argentina tentam contrabalancear de alguma maneira seus próprios presidentes, que demonstram um ímpeto de se engajar politicamente em favor da campanha de Flávio Bolsonaro, interferindo indevidamente na política interna brasileira —seja ferindo o decoro, como no caso de Milei, seja espalhando “teorias conspiratórias”, no caso do governo Trump.

O UOL conversou com as assessorias dos deputados argentinos, que confirmaram a ofensiva parlamentar contra Milei, mas não obteve resposta dos gabinetes dos senadores democratas envolvidos na publicação do post contra a interferência norte-americana até a noite de hoje.

Milei presta um “desserviço” à Argentina, diz Alckmin

Milei viajou ao Brasil para declarar apoio a Flávio Bolsonaro e atacar o presidente Lula

 O vice-presidente Geraldo Alckmin criticou nesta terça-feira (28) os ataques do presidente da Argentina, Javier Milei, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e classificou a postura do líder argentino, proferidos durante a conveção do PL, como um “desserviço” ao próprio país.

Questionado por jornalistas sobre impactos comerciais das declarações de Milei para a relação comercial entre Brasil e Argentina, Alckmin afirmou que chefes de Estado não devem interferir em processos eleitorais de outros países e condenou o tom ‘grosseiro’ adotado pelo presidente argentino durante sua passagem pelo Brasil.

“Lamentável que o presidente de um país vizinho, amigo, que compõe até o Mercosul, preste um desserviço ao seu país, porque vem no Brasil numa eleição. Não deve presidente se envolver em eleição de outro país. Ainda além de haver intromissão nos assuntos internos do Brasil, fazê-lo de forma grosseira”, declarou Alckmin, após o Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul.

Milei viajou ao Brasil na sexta-feira para declarar apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro durante a convenção do PL. O governo brasileiro chamou de volta a Brasília, para consultas, o embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, depois dos ataques de Milei.

Flávio Bolsonaro chega à sua convenção fragilizado e sem aliados

Pesquisa desfavorável, dificuldades para formar alianças e impasses na escolha da vice marcam a convenção que oficializará a candidatura do senador do PL à Presidência da República

Flávio BolsonaroCrédito: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro chega à convenção nacional do PL, neste sábado, em um dos momentos mais delicados de sua pré-campanha presidencial. Embora sua candidatura seja oficializada pelo partido, o senador enfrenta dificuldades para ampliar alianças, perdeu fôlego nas pesquisas de intenção de voto e ainda não definiu sua companheira de chapa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Vice permanece indefinida

A principal aposta da campanha é que a escolha da candidata a vice-presidência possa alterar a dinâmica da disputa, especialmente entre o eleitorado feminino. Até o prazo final para o registro das candidaturas, em 5 de agosto, o PL pretende anunciar o nome que integrará a chapa.

Entre as possibilidades estão a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Fernanda Bolsonaro e a deputada Simone Marquetto. Outra alternativa em negociação envolve uma aliança com o Republicanos, que poderia indicar Daniella Marques para a vice, embora as conversas ainda enfrentem obstáculos políticos e impasses estaduais.

Reaproximação com Michelle é prioridade

Nos bastidores, uma das principais preocupações da campanha é reconstruir a relação entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro. O senador publicou recentemente um vídeo em que pede desculpas à ex-primeira-dama e elogia sua atuação política, numa tentativa de reduzir o desgaste entre ambos.

Apesar do gesto, interlocutores da campanha afirmam que o clima ainda é de desconforto e que não há garantia de que Michelle participará ativamente da campanha.

Queda nas pesquisas aumenta pressão

Os levantamentos mais recentes intensificaram a preocupação entre os aliados de Flávio Bolsonaro. O senador perdeu espaço tanto nos cenários de primeiro quanto de segundo turno e também enfrenta dificuldades para conquistar eleitores da direita não bolsonarista.

A avaliação dentro da campanha é que será necessário apresentar novidades para tentar reverter a tendência observada nas pesquisas.

Isolamento dificulta alianças

Outro problema enfrentado pelo candidato é o isolamento político. Partidos do campo conservador têm resistido a formalizar alianças, reduzindo as perspectivas de ampliação da coligação e do tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

As negociações com o Republicanos continuam, mas dependem de acordos mais amplos em diversos Estados.

Críticas à coordenação da campanha

A condução da pré-campanha também passou a ser alvo de críticas internas. Integrantes do PL e de partidos aliados avaliam que o senador Rogério Marinho concentrou excessivamente as decisões estratégicas, limitando a participação de outras lideranças na articulação política.

A percepção é de que a campanha precisará ampliar o diálogo interno caso queira fortalecer a candidatura nas próximas semanas.

Plano de governo será divulgado em agosto

Enquanto busca destravar as negociações políticas, Flávio Bolsonaro prepara o lançamento de seu plano de governo, que já está concluído e deverá ser apresentado no início de agosto, por ocasião do registro oficial da candidatura.

Sem novas alianças, contudo, a campanha trabalha com a perspectiva de iniciar o horário eleitoral gratuito em desvantagem em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deverá contar com maior tempo de televisão e rádio caso o quadro de coligações permaneça inalterado.

Estadão: Flávio herdou o golpismo de Bolsonaro

‘Diante de diplomatas, Flávio Bolsonaro reencenou uma das práticas que consagraram seu pai como a maior ameaça à democracia brasileira na Nova República’, afirma editorial

Flávio Bolsonaro – Jair BolsonaroCrédito: Geraldo Magela/Agência Senado / REUTERS/Adriano Machado

 O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reencenou a farsa da suposta insegurança do sistema eleitoral brasileiro diante de diplomatas estrangeiros em Brasília, provando que o golpismo une uma família que não admite perder eleições limpas, aponta um contundente editorial publicado pelo jornal O Estado de São Paulo nesta quinta-feira (23).

Durante o encontro na capital federal, que contou com a presença de representantes de mais de 40 países, além de autoridades da União Europeia e da Liga dos Estados Árabes, o parlamentar solicitou o envio da “maior quantidade de observadores possível” para as eleições de outubro. Na ocasião, Flávio afirmou mentirosamente que as urnas eletrônicas brasileiras teriam “a mesma origem” dos equipamentos utilizados na Venezuela, citando a empresa Smartmatic e um documento da CIA sobre uma suposta fraude eleitoral ocorrida no país vizinho em 2012.

O editorial do veículo paulista destaca que as declarações do senador são totalmente falsas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já atestou por escrito e de forma categórica que equipamentos ou softwares da Smartmatic, ou de qualquer outra empresa estrangeira, jamais foram utilizados no processo eleitoral do País. Todo o sistema é concebido, produzido e gerido inteiramente pelo próprio TSE, utilizando tecnologia nacional auditável por partidos políticos, especialistas e órgãos de fiscalização do Brasil e do exterior. Desde a introdução do sistema eletrônico, em 1996, nenhuma evidência de fraude foi encontrada, consolidando o Brasil como uma referência internacional em rapidez e segurança eleitoral.

O “manual do golpista moderno” e a tentativa de golpe

A publicação ressalta que as atitudes de Flávio Bolsonaro não ocorrem por acaso, apontando que o parlamentar domina o “manual do golpista moderno”. A estratégia consiste em lançar suspeitas e insinuar a atuação de forças ocultas para contestar o pleito, para logo em seguida negar qualquer acusação direta. “Não estou questionando o sistema de votação brasileiro”, alegou o senador no evento, justificando que apenas citava o relatório da CIA. O texto classifica o movimento como maldoso e compara a conduta à de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), assim como à do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a alegar sem provas, em rede nacional, que a eleição americana de 2020 foi fraudada.

O editorial também aponta como lamentável a postura de Flávio de mentir com “tanto desassombro” ao tentar reescrever os motivos da prisão de seu pai perante a comunidade internacional. O senador declarou aos embaixadores que Jair Bolsonaro estaria preso por ter se reunido com diplomatas em 2022 para demonstrar “preocupação” com a segurança eleitoral. O jornal lembra que o filho omitiu convenientemente que a condenação do pai a mais de 27 anos de prisão, em caráter definitivo, decorreu de uma tentativa de golpe de Estado, e não da referida reunião — encontro do qual adveio sua inelegibilidade por abuso de poder político.

Ameaça explícita de uso da força

O ataque do parlamentar às urnas não é tratado pelo jornal como um deslize isolado, mas como mais um ato de irresignação contra o Estado Democrático de Direito. O texto relembra que, em entrevista concedida à Folha de São Paulo em junho do ano passado, Flávio já havia admitido abertamente que um candidato apoiado por Jair Bolsonaro teria a obrigação de garantir o cumprimento de um eventual indulto ao ex-presidente, mesmo que o Supremo Tribunal Federal (STF) declarasse a medida inconstitucional. Indagado sobre a hipótese de tal impasse ocorrer, o senador admitiu sem rodeios o “uso da força”.

O Estadão conclui a análise classificando como exasperante o fato de que, em 2026, o País ainda precise gastar energia desmentindo falácias sobre o sistema eletrônico de votação. Segundo o veículo, postulantes à chefia de Estado e de governo deveriam estar focados nos problemas reais que o Brasil precisa enfrentar, ressaltando que a lisura das eleições nunca esteve entre eles.

Em encontro com embaixadores, Flávio Bolsonaro repete discurso do pai para questionar urnas eletrônicas

Senador citou documentos da CIA e defendeu maior presença de observadores internacionais nas eleições

Senador questionou a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro durante um encontro com embaixadores estrangeirosCrédito: Carlos Moura/Agência Senado

 O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do partido à Presidência da República, voltou a questionar a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro durante um encontro com embaixadores estrangeiros realizado nesta terça-feira (21), em Brasília. 

As declarações, segundo a coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles, ocorreram em um almoço com diplomatas e retomaram um discurso semelhante ao adotado por Jair Bolsonaro(PL) antes da sua derrota eleitoral nas eleições de 2022. 

O encontro ocorreu durante o evento “Debating Brazil”, promovido pela agência Novo Selo Comunicação em parceria com o jornal The Brazilian Report, especializado na cobertura do Brasil em língua inglesa.

Flávio Bolsonaro cita documentos da CIA e empresa venezuelana

Durante a conversa com os diplomatas, Flávio mencionou documentos da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), divulgados na semana passada pelo governo do presidente Donald Trump. Segundo os relatórios citados pelo senador, o governo da Venezuela, sob Hugo Chávez e Nicolás Maduro, “tinha alguma capacidade de manipular sistemas eletrônicos de votação” naquele país.

“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, disse o parlamentar ao relacionar o tema com as eleições brasileiras. 

TSE desmente versão do senador

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entretanto, essa afirmação não corresponde ao histórico da empresa citada. A Smartmatic, responsável pelos sistemas eletrônicos utilizados na Venezuela, não fornece urnas eletrônicas nem softwares empregados nas eleições brasileiras.

De acordo com o TSE, a empresa participou de uma licitação para a fabricação de urnas em 2020, mas não foi vencedora. O contrato foi conquistado pela Positivo. A Smartmatic manteve apenas contratos relacionados ao treinamento de profissionais de suporte técnico e à prestação de serviços de conexão de dados e voz.

Defesa de observadores internacionais

Após comentar os documentos da CIA, Flávio fez uma ressalva ao afirmar que “eu não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade possível de observadores para as eleições, como sempre fazem”.

A declaração foi apresentada pelo senador como uma defesa da ampliação da participação de observadores internacionais no acompanhamento das eleições brasileiras.

Episódio remete à inelegibilidade de Jair Bolsonaro

A manifestação de Flávio Bolsonaro ocorre em circunstâncias semelhantes às da reunião promovida por Jair Bolsonaro com embaixadores, em 2022, quando o então presidente apresentou críticas ao sistema eleitoral brasileiro utilizando a estrutura da Presidência da República.

Em junho de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral condenou Jair Bolsonaro à inelegibilidade por oito anos. A Corte concluiu que houve abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante o encontro com diplomatas, realizado no Palácio da Alvorada.

Embora o evento desta terça-feira (21) tenha ocorrido em ambiente privado, a escolha do público — formado por representantes diplomáticos estrangeiros — e o conteúdo das declarações retomaram uma estratégia política semelhante à adotada pelo ex-mandatário.

Messi afirma que dinheiro dos argentinos “não chega ao fim do mês”

Messi durante coletivaCrédito: Fifa

O atacante Lionel Messi afirmou que muitos argentinos seguem enfrentando dificuldades econômicas e que há pessoas cujo dinheiro “não chega ao fim do mês”. A declaração do capitão da seleção argentina motivou uma resposta oficial do governo do presidente Javier Milei, que concordou com o diagnóstico apresentado pelo jogador, mas atribuiu a situação às administrações dos ex-presidentes Néstor Kirchner e Cristina Kirchner. 

A manifestação do governo foi divulgada por meio do Escritório de Resposta Oficial (Opra), órgão criado pela gestão Milei para responder a reportagens da imprensa e rebater críticas ao governo. O presidente compartilhou o comunicado em suas redes sociais.

Messi fez o comentário após a vitória da Argentina sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo, em entrevista ao site TyC Sports. Ao falar sobre o significado da campanha da seleção, o camisa 10 destacou o contexto social vivido por parte da população.

“Estamos orgulhosos e felizes por poder dar essa alegria ao povo. Sabemos que as Copas do Mundo são especiais para nós e nos esquecemos de todas as coisas ruins pelas quais temos que passar, que existem pessoas que estão tendo dificuldades, que não têm emprego, que não conseguem chegar ao fim do mês ou que estão constantemente lutando; em nossa vida, é o que sempre nos tocou”, afirmou.

O jogador acrescentou que espera que a seleção tenha proporcionado um momento de felicidade aos argentinos diante das dificuldades enfrentadas no cotidiano.

“Ao poder dar a eles esse tipo de alegria de estar em uma final de Copa do Mundo mais uma vez, chegando a duas finais consecutivas, conquistamos algo incrível”, disse. “Fomos os melhores nos últimos quatro anos e provamos mais uma vez que ninguém nos deu nada de graça e que tudo o que conquistamos foi em campo.”

As declarações ganharam ampla repercussão na Argentina e passaram a ser utilizadas por críticos da administração Milei como evidência das dificuldades econômicas enfrentadas pela população.

Na resposta divulgada pelo Opra, o governo reconheceu que a avaliação feita por Messi corresponde à realidade, mas colocou a culpa nos governos anteriores. “Em relação às palavras do melhor jogador de futebol da História, Lionel Messi, de que há pessoas que estão passando por momentos difíceis, isso é totalmente verdade”, afirmou o comunicado oficial. 

Com 45%, Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno, aponta Quaest

Presidente LulaCrédito: Ricardo Stuckert

Segundo o levantamento, 14% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam às urnas. Outros 4% permanecem indecisos. Os dados integram a 27ª rodada da pesquisa nacional Genial/Quaest, realizada em julho de 2026.

Distância cresce de seis para oito pontos

A nova rodada indica uma ampliação da vantagem de Lula em relação ao levantamento anterior. Em junho, o presidente tinha 44% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 38%, uma diferença de seis pontos.

Em julho, Lula avançou um ponto percentual e chegou a 45%. Flávio, por sua vez, recuou de 38% para 37%. Com os movimentos, a distância entre os dois passou para oito pontos percentuais.

A série histórica mostra uma mudança no cenário desde abril, quando Flávio Bolsonaro aparecia numericamente à frente, com 42%, ante 40% de Lula. O presidente retomou a liderança em maio, com 42% contra 41%, e ampliou a diferença nas duas rodadas seguintes.

Lula avança entre eleitores independentes

O recorte por posicionamento político mostra que Lula mantém apoio quase unânime entre os entrevistados que se declaram lulistas e ampla vantagem entre os eleitores de esquerda que não se identificam diretamente com o presidente.

Entre os independentes, grupo que corresponde a 33% da amostra, Lula aparece com 40% das intenções de voto no segundo turno. Flávio Bolsonaro registra 27%, enquanto 26% afirmam que votariam em branco, anulariam ou não compareceriam. Outros 7% estão indecisos.

Flávio concentra seu melhor desempenho entre os bolsonaristas e os eleitores de direita não bolsonarista. No primeiro grupo, o senador alcança 91%; no segundo, registra 74%. Lula tem 2% e 6%, respectivamente, nesses segmentos.

Presidente também abre 12 pontos no primeiro turno

A vantagem de Lula também aparece na simulação estimulada para o primeiro turno. O presidente lidera com 40%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 28%, uma diferença de 12 pontos percentuais.

Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4%, seguido por Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. Os demais nomes não pontuaram.

Os indecisos representam 11% dos entrevistados, e 8% disseram que votariam em branco, anulariam ou não iriam votar. Na rodada anterior, Lula tinha 39% e Flávio aparecia com 29%, o que mostra crescimento de um ponto para o presidente e recuo equivalente para o senador.

Lula lidera no Nordeste e entre eleitores mais velhos

No cenário de primeiro turno, Lula tem seu melhor desempenho no Nordeste, onde alcança 55%, contra 24% de Flávio Bolsonaro. O presidente também lidera no Sudeste, com 35% a 28%, e no agrupamento formado por Centro-Oeste e Norte, com 39% a 24%.

Flávio fica à frente no Sul, onde registra 37%, ante 29% de Lula.

O presidente também lidera entre homens e mulheres. No eleitorado masculino, Lula tem 42%, contra 30% de Flávio. Entre as mulheres, o placar é de 38% a 25%.

Por faixa etária, Lula chega a 48% entre os brasileiros com 60 anos ou mais. Flávio tem 27% nesse segmento. Entre os eleitores de 35 a 59 anos, o presidente marca 40%, contra 26% do senador. A disputa é mais equilibrada entre os jovens de 16 a 34 anos: 34% para Lula e 30% para Flávio.

Voto em Lula mostra maior consolidação

A pesquisa também perguntou aos entrevistados se a escolha para presidente era definitiva ou ainda poderia mudar. No conjunto do eleitorado que declarou um candidato, 65% afirmaram que o voto é definitivo, enquanto 35% admitiram a possibilidade de mudança.

Entre os eleitores de Lula, 77% dizem estar decididos e 23% ainda podem alterar a escolha. No caso de Flávio Bolsonaro, 62% consideram o voto definitivo e 37% reconhecem que podem mudar até a eleição.

Os dados sugerem que, além de liderar os cenários de primeiro e segundo turnos, Lula possui neste momento uma base eleitoral mais consolidada que a do principal adversário.

Flávio tem rejeição maior

Outro indicador favorável ao presidente aparece no levantamento sobre potencial de voto e rejeição. Lula é conhecido e teria o voto de 47% dos entrevistados, enquanto 50% afirmam conhecê-lo, mas descartam apoiá-lo.

Flávio Bolsonaro tem potencial de voto de 38%. A parcela que conhece o senador, mas não votaria nele, chega a 57%, sete pontos acima da rejeição registrada por Lula.

Na pergunta espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 26%, contra 14% de Flávio. A maioria, no entanto, ainda não definiu espontaneamente seu candidato: 54% se declararam indecisos.

Aprovação de Lula chega a 48%

O desempenho eleitoral ocorre em meio à recuperação da avaliação do presidente. A aprovação do trabalho de Lula chegou a 48%, enquanto a desaprovação ficou em 47%. Outros 5% não souberam ou não responderam.

Em junho, 47% aprovavam o presidente e 48% desaprovavam. A rodada de julho, portanto, registrou uma inversão numérica dos indicadores, embora os resultados estejam tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

A Genial/Quaest entrevistou presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-07181/2026.

Governo Lula rejeita negociar Pix e etanol e vê acordo com EUA como praticamente impossível

Brasília considera exigências comerciais americanas abusivas e avalia reação com base na Lei de Reciprocidade caso nova tarifa de 25% seja confirmada

Crédito: Brasil 247 / Dall-E

 O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera praticamente inexistente a possibilidade de alcançar um acordo com os Estados Unidos antes desta quarta-feira (15), data prevista para o anúncio da decisão americana sobre uma nova etapa do tarifaço contra produtos brasileiros. Brasília rejeita fazer concessões relacionadas ao Pix, ao etanol e a outros temas considerados estratégicos para a soberania econômica e os interesses nacionais.

As informações foram publicadas pela Folha de S.Paulo, que ouviu autoridades envolvidas nas negociações. Segundo integrantes do governo brasileiro, embora o diálogo entre as equipes técnicas dos dois países tenha avançado, não houve aproximação suficiente para a construção de um entendimento. Um último contato com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, ainda pode ocorrer na véspera da definição americana.

Durante um evento realizado em São José dos Campos, no interior de São Paulo, Lula foi questionado sobre a possibilidade de aplicação das sobretaxas e respondeu: “não vai ter tarifaço”.

Estados Unidos recomendam sobretaxa de 25%

A ameaça de novas tarifas decorre de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o USTR, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. O órgão concluiu que o Brasil adotaria práticas consideradas discriminatórias ou desarrazoadas nas relações comerciais com os Estados Unidos.

A recomendação apresentada pelo USTR prevê uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, embora o relatório americano inclua uma extensa relação de mercadorias que poderiam ficar fora da nova taxação.

No governo Lula, a avaliação é de que as conclusões da investigação são abusivas, injustas e incompatíveis com a realidade das relações econômicas entre os dois países. Auxiliares do presidente afirmam que não haverá concessões em áreas consideradas essenciais pelo Brasil.

“A expectativa de um acordo é quase nenhuma, ou nenhuma mesmo, seja por conta do prazo ou do que apontam os Estados Unidos, pontos sobre os quais não haverá concessões hoje ou amanhã por esse governo”, afirmou à Folha o ministro Márcio Elias Rosa, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

“O Pix é um exemplo, [outro é o] etanol, sem que revejam as tarifas aplicadas ao açúcar brasileiro. São pontos que nos separam hoje. Mas eles podem e deveriam ampliar a lista de exceções”, acrescentou o ministro.

Pix é considerado tema inegociável

O Pix tornou-se um dos principais pontos de divergência entre os dois governos. A plataforma brasileira de pagamentos instantâneos é vista em Brasília como uma política pública bem-sucedida, voltada à modernização do sistema financeiro, à redução de custos e à ampliação do acesso da população aos serviços bancários.

O governo brasileiro rejeita qualquer tentativa de enquadrar o sistema como uma prática comercial discriminatória ou como um obstáculo à atuação de empresas estrangeiras. Para os auxiliares de Lula, eventuais concessões relacionadas ao Pix representariam uma interferência indevida dos Estados Unidos sobre uma infraestrutura financeira desenvolvida e administrada pelo Banco Central do Brasil.

“Há pontos sobre os quais não haverá concessões, porque são inegociáveis, outros equivocados e todos descabidos”, afirmou Márcio Elias Rosa.

A posição do governo é a de que os Estados Unidos deveriam rever suas exigências ou, pelo menos, ampliar a lista de produtos brasileiros excluídos da sobretaxa de 25%.

Etanol só será discutido junto com o açúcar

Outro ponto de impasse é a cobrança americana para que o Brasil reduza ou elimine o imposto de importação aplicado ao etanol produzido nos Estados Unidos. O governo Lula não aceita negociar o tema de forma isolada e sustenta que qualquer discussão sobre biocombustíveis deve incluir também as barreiras impostas pelos americanos ao açúcar brasileiro.

Na semana passada, Márcio Elias Rosa declarou que a eliminação da tarifa sobre o etanol americano não estava na mesa de negociação do tarifaço. Segundo o ministro, a entrada do produto dos Estados Unidos em condições mais favoráveis poderia causar prejuízos especialmente à região Nordeste, onde se concentra uma parte relevante da produção brasileira de etanol de cana-de-açúcar.

“O presidente Lula defende claramente que o tema do etanol não seja tratado nessa negociação, e mais, não seja tratado sem que nós também tratemos da questão do açúcar, que é sobretaxado nos Estados Unidos”, disse Elias Rosa.

A produção de açúcar e etanol desempenha um papel relevante na economia nordestina e na geração de empregos no setor sucroenergético. Por esse motivo, o governo considera que qualquer abertura unilateral do mercado brasileiro produziria efeitos desiguais e prejudicaria produtores nacionais.

Flávio Bolsonaro propôs acordo sobre etanol e açúcar

Em meio às negociações entre os dois governos, o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, e pré-candidato à Presidência da República, encaminhou ao USTR uma proposta para a celebração de um acordo denominado “zero a zero” sobre etanol e açúcar.

A sugestão previa a eliminação recíproca das tarifas de importação cobradas pelos dois países. A iniciativa, porém, foi recebida com críticas pelo governo brasileiro, que acusou o parlamentar de interferir em uma negociação conduzida oficialmente pelo Poder Executivo.

Durante uma audiência pública sobre o tarifaço, Flávio Bolsonaro também defendeu que a discussão comercial fosse adiada para depois das eleições brasileiras. O senador alegou que Lula estaria utilizando a ameaça tarifária como instrumento político.

A gestão petista reagiu com uma nota de repúdio, classificando a atuação do senador como uma interferência indevida nas tratativas entre Brasil e Estados Unidos.

Dentro do governo, a avaliação é de que um eventual adiamento da cobrança americana para depois das eleições reforçaria a interpretação de que a medida tem motivações políticas, e não apenas econômicas ou comerciais.

Governo busca negociação em nível ministerial

O tarifaço foi novamente discutido por Lula, ministros e auxiliares em uma reunião realizada na última sexta-feira (10). Segundo participantes, o governo brasileiro espera que os Estados Unidos estabeleçam um período de implementação das novas tarifas, o que permitiria a continuidade das negociações antes que as medidas produzissem efeitos concretos.

Inicialmente, havia a expectativa de que uma nova rodada de conversas ocorresse entre técnicos das áreas comerciais dos dois países. O governo brasileiro, no entanto, passou a defender que o contato ocorra em nível ministerial, numa tentativa de elevar o peso político da negociação.

Desde o anúncio da nova etapa das tarifas, feito no mês passado, o USTR consultou representantes do setor privado americano sobre os resultados da investigação. As contribuições recebidas deverão ser consideradas na elaboração do relatório definitivo.

Mesmo diante da baixa expectativa de acordo, Brasília ainda aposta na possibilidade de ampliar a relação de exceções e reduzir o impacto das sobretaxas sobre setores estratégicos da economia brasileira.

Lei de Reciprocidade pode ser acionada

O governo Lula pretende aguardar a decisão final dos Estados Unidos antes de definir como responderá à nova etapa do tarifaço. Uma das possibilidades em análise é a utilização da Lei de Reciprocidade Econômica, em vigor desde o ano passado.

A legislação estabelece critérios para que o Brasil adote medidas proporcionais contra países que imponham sanções, barreiras comerciais ou restrições econômicas consideradas injustificadas.

Caso a sobretaxa de 25% seja confirmada e não haja ampliação relevante das exceções, o governo poderá avaliar a adoção de tarifas ou outras medidas contra produtos e interesses americanos.

A orientação predominante no Palácio do Planalto é preservar o diálogo diplomático e comercial, mas sem aceitar exigências que afetem políticas públicas brasileiras, prejudiquem setores produtivos nacionais ou comprometam a autonomia do país.

Ao rejeitar negociar o Pix e condicionar qualquer debate sobre o etanol à revisão das barreiras americanas contra o açúcar brasileiro, o governo Lula procura demonstrar que pretende manter as conversas abertas, mas não aceitará um acordo baseado em concessões unilaterais.

Daniel Valadares recebe do TJPE veículo para o Conselho Tutelar de Afogados da Ingazeira

O vice-prefeito de Afogados da Ingazeira, Daniel Valadares, recebeu um veículo da marca Hyundai/Creta 2017/2018 doado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que será destinado ao Conselho Tutelar do município.

A doação foi autorizada por meio de decisão administrativa do TJPE, constante no Processo SEI nº 00001444-05.2026.8.17.8017, deferida no mês de abril, após solicitação apresentada pelo vice-prefeito. O pedido teve como objetivo fortalecer a estrutura de trabalho do Conselho Tutelar, ampliando sua capacidade de atendimento e garantindo melhores condições para o desempenho das atividades de proteção e defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes de Afogados da Ingazeira.

A entrega das chaves foi realizada pelo desembargador Mozart Valadares, representando o presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, desembargador Francisco José dos Anjos Bandeira de Mello.

Durante o ato, Daniel Valadares agradeceu ao TJPE pelo atendimento da solicitação.

“Fico muito feliz por terem atendido ao nosso pedido. Este veículo será de grande importância para fortalecer o trabalho do Conselho Tutelar e contribuir com a proteção das nossas crianças e adolescentes. Agradeço ao Tribunal de Justiça de Pernambuco por mais essa parceria em benefício de Afogados da Ingazeira.”

Antes de entrar em operação, o veículo passará por revisão mecânica e pelos procedimentos administrativos necessários. Em seguida, será colocado à disposição dos conselheiros tutelares, reforçando a estrutura de atendimento à população e contribuindo para um serviço ainda mais eficiente.

Ana Castela dá resposta afiada em seguidor após comentário em foto de biquíni: “Mas bunda dá pra crescer, né?”

A cantora Ana Castela não deixou passar batido o comentário de um seguidor e deu uma resposta afiada, mostrando que não leva desaforo para casa. Em uma postagem, o homem teceu comentários sobre o corpo da boiadeira e recebeu de volta, neste sábado (11), uma reação sarcástica.

Tudo começou quando o seguidor comentou: “E a bunda nada ainda”, fazendo referência aos resultados que Ana vem mostrando após intensificar as atividades físicas e os cuidados com o corpo.

Sem hesitar, a cantora rebateu: “Mas bunda dá pra crescer, né? O pinto que é difícil, meu amigo”, disparou.

Nas redes sociais, a cantora recebeu apoio dos fãs. “A Ana é a melhor nas RESPOSTAS, eu mesmo amo esse nega”, escreveu uma admiradora. Enquanto outra usou um ditado popular para criticar a atitude do seguidor: “quem fala o que quer, ouve o que não quer, tome”. “Corpo lindíssimo e o cara querendo botar defeito”, apoiou outro fã.

Haaland manda recado a torcedores brasileiros após derrota para Inglaterra; Veja

A eliminação da Noruega nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026 não impediu Erling Haaland de demonstrar carinho pelo Brasil. Em entrevista à CazéTV após a derrota para a Inglaterra neste sábado (11), o atacante norueguês agradeceu o apoio recebido dos torcedores brasileiros durante a campanha da seleção europeia no Mundial.

Haaland admitiu o sentimento de frustração pelo resultado, mas ressaltou o orgulho pela trajetória da Noruega na competição.

“Eu me sinto um pouco vazio agora depois do jogo, porque senti que talvez merecíamos mais. Então, me sinto um pouco vazio, mas, novamente, estou super orgulhoso do que a Noruega fez no último mês”, disse.

“Também quero agradecer, especialmente, ao povo brasileiro. Quero agradecer muito pelo apoio, tem sido incrível. Eu amo o Brasil”, acrescentou.

O atacante do Manchester City foi o principal destaque da Noruega ao longo da Copa, especialmente após a vitória sobre a Seleção Brasileira nas oitavas de final. Na ocasião, Haaland foi o destaque da partida ao marcar os dois gols da equipe norueguesa no triunfo por 2 a 1 que decretou a eliminação do Brasil do Mundial.