O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos prendeu o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). A informação foi confirmada pela Polícia Federal à GloboNews.
Segundo informações preliminares, Ramagem foi preso em Orlando, na Flórida, e levado a um centro de detenção na cidade. Autoridades brasileiras foram informadas da prisão por volta de 12h (horário de Brasília).
O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi detido por questões migratórias, e o governo brasileiro aguarda mais informações sobre como será o processo de retorno ao Brasil, segundo a PF.
Ramagem deixou o país após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pena de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele é acusado de integrar o núcleo crucial da trama golpista, que tinha como objetivo manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder. (G1/ Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
A presença de símbolos estaduais na comunicação política tem ganhado destaque recente em Pernambuco. A governadora Raquel Lyra tem ampliado o uso da bandeira do estado em suas aparições públicas, o que tem gerado diferentes interpretações no meio político.
Para alguns analistas, essa prática dialoga com estratégias já vistas no cenário nacional, especialmente durante o período do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando símbolos nacionais foram amplamente utilizados como forma de fortalecer identidade política e conexão com apoiadores.
Nesse contexto, o uso recorrente da bandeira pode ser entendido como uma tentativa de criar identificação direta com o eleitorado, associando a imagem da gestão a elementos simbólicos do estado. Especialistas observam que esse tipo de comunicação busca reforçar vínculos emocionais e ampliar o alcance da mensagem política.
Ao mesmo tempo, decisões administrativas, como o processo envolvendo a Compesa, também entram no debate público e passam a ser analisadas em conjunto com a estratégia de comunicação adotada pelo governo. Para parte dos críticos, essa combinação levanta questionamentos sobre prioridades e direcionamentos da gestão.
Além disso, manifestações de apoio vindas de setores políticos diversos têm contribuído para ampliar as discussões sobre possíveis alinhamentos ideológicos no estado.
Dessa forma, o uso da bandeira de Pernambuco ultrapassa o aspecto simbólico e se insere em um contexto mais amplo de estratégia política e comunicação institucional, gerando diferentes leituras e debates no cenário estadual.
A definição de novos nomes para a disputa eleitoral de outubro avançou neste domingo (12), em Arcoverde. Durante um encontro realizado na residência do prefeito Zeca Cavalcanti, foi oficializada a pré-candidatura de Danilo Simões ao cargo de deputado federal.
A articulação teve participação direta da governadora Raquel Lyra, evidenciando a estratégia do grupo governista de ampliar sua representatividade em Brasília. Também estiveram presentes o coordenador da Casa Civil, Edson Henrique, e o vereador Zé Negão, reforçando a aliança entre importantes lideranças políticas do Sertão do Pajeú.
Danilo Simões, herdeiro da trajetória política de seus pais, os ex-prefeitos Orisvaldo e Dona Giza, assume agora o desafio de disputar uma vaga na Câmara Federal com o respaldo do governo estadual.
Esse movimento é interpretado como uma ação estratégica para fortalecer a presença da base aliada de Raquel Lyra no interior de Pernambuco, especialmente em regiões de relevância como Afogados da Ingazeira.
O delegado Erick Ferrerira Blatt, da Polícia Federal (PF), que foi flagrado tentando sair de um supermercado com um produto sem efetuar o pagamento, na última quarta-feira (8), atuou em umaa investigação que isentou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atual pré-candidato à presidência da República, de acusações de lavagem de dinheiro envolvendo negociações imobiliárias no Rio de Janeiro.
Em investigação conduzida em janeiro de 2020, Blatt entendeu não haver indícios de lavagem de dinheiro nas transações imobiliárias do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, Flavio elogiou o trabalho da PF, mas não mencionou conhecer o delegado, que atuou como diretor da Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) no Rio de Janeiro.
A relação entre Flávio Bolsonaro e Erick Ferreira Blatt veio a público tempos depois, mas nenhuma das partes comentou sobre o assunto na ocasião. Ainda em 2020, o nome de Blatt surgiu em uma representação de associados por ter contratado sua namorada para fornecer cestas de café da manhã aos integrantes da entidade. O contrato somou R$ 34,2 mil entre julho e outubro daquele ano.
Quando foi questionado sobre o vínculo com a mulher, a defesa do delegado alegou que ela não se enquadrava como companheira naquele momento, pois ainda estava em processo de divórcio.
Erick Ferreira Blatt está atualmente lotado em Pernambuco, tendo sido levado para Boa Viagem após o episódio no supermercado. A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso por meio de portaria e, até o momento, a defesa do delegado não foi localizada para comentar o ocorrido.
O influenciador e criador de conteúdo adulto, Bruno Pereira da Silva, conhecido como Bruno Diferente, 42, anunciou a pré-candidatura a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL). Ele irá disputar a vaga na Assembleia Legislativa do Pará.
“Aos que me apoiam, muito obrigado! Aos que me criticam e torcem contra, agradeço o engajamento! Em tudo que fizermos, iremos agradar e desagradar. Isso é normal. Mas o mais importante é que não podemos desistir dos nossos objetivos por causa das críticas ou das negatividades”, disse o influenciador.
Bruno Diferente começou a ganhar fama na internet com vídeos de humor devido a sua aparência. Posteriormente, ele passou a produzir vídeos de conteúdo adulto, incluindo colaborações com modelos brasileiras famosas no ramo.
O prefeito João Campos comentou, em entrevista à Rádio Itapuama FM, a divergência entre resultados apresentados por diferentes institutos de pesquisa nas últimas sondagens eleitorais.
Segundo ele, há um problema estrutural na forma como pesquisas vêm sendo conduzidas em todo o país. Campos defendeu a criação de regras mais rígidas e padronizadas para reduzir distorções nos dados e limitar possíveis manipulações nas amostragens.
O gestor criticou o que chamou de “guerra de narrativas” envolvendo levantamentos eleitorais e afirmou que a Justiça Eleitoral deve, em algum momento, adotar critérios mais rigorosos. Como exemplo, citou uma pesquisa que apontou empate entre candidatos e indicou que a maioria do eleitorado pernambucano seria de direita, avaliação que ele considera incompatível com a realidade.
Apesar das críticas, Campos reconheceu que até mesmo institutos consolidados podem cometer falhas metodológicas ou de campo, ressaltando, no entanto, que esses erros não necessariamente decorrem de má-fé.
O prefeito também afirmou estar confiante nos dados de pesquisas internas, realizadas por instituições com mais de duas décadas de atuação. De acordo com ele, esses levantamentos indicam uma vantagem significativa. Campos acrescentou que novos estudos devem ser divulgados, mas recomendou que a população considere principalmente resultados de institutos com maior credibilidade.
Sem uma cobertura crítica ou aprofundada do Metrópoles, o plano do golpe financeiro avançou, com a opinião pública do Distrito Federal desinformada
Ibaneis Rocha e Luiz Estevão (Foto: Reuters | Pedro França/Agência Senado | Reprodução/SBT)
O Estadão revelou que o Banco Master destinou R$ 27,2 milhões ao Metrópoles entre 2024 e 2025, um dado que, por si só, já desloca a discussão do campo comercial para o campo político, financeiro e, sobretudo, da manipulação de informações. São valores muito acima dos praticados pelo mercado e das receitas do próprio veículo de comunicação.
A partir dessa revelação, detectada pelo Coaf, o que se mostra é mais do que uma relação de patrocínio: é um arranjo em que dinheiro, influência e controle narrativo podem ter operado em sintonia num momento decisivo, a tentativa de venda do banco ao BRB.
No centro desse processo estão o banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-senador Luiz Estevão. A hipótese que emerge é que o silêncio, mais do que a ação, pode ter sido o principal ativo estratégico.
Fundado em Brasília e controlado pela família de Luiz Estevão, o Metrópoles rapidamente deixou de ser um veículo regional para se tornar um site de repercussão nacional.
Hoje, é o veículo de notícias mais acessado do Distrito Federal e um dos maiores do país, com enorme penetração entre leitores da capital. Isso significa que grande parte da opinião pública brasiliense — incluindo eleitores, servidores públicos e tomadores de decisão — passa, direta ou indiretamente, por sua linha editorial.
Esse alcance não é apenas um indicador de sucesso empresarial. É um instrumento de poder.
Em uma cidade onde política e administração pública se entrelaçam diariamente, controlar ou influenciar o principal fluxo de informação local equivale a ocupar uma posição estratégica no debate público.
Os R$ 27,2 milhões transferidos ao Metrópoles, classificados como “inusitados” pelo Coaf, ganham outra dimensão diante desse contexto.
Não se trata apenas de financiar transmissões esportivas de baixa atratividade. Trata-se, potencialmente, de estabelecer uma relação com o principal vetor de informação de uma região diretamente impactada por uma operação sensível.
O timing é revelador: os repasses se intensificam justamente quando o Banco Master enfrentava investigações, buscava viabilizar sua venda e caminhava para o colapso. Alertas da Caixa Econômica Federal apontam movimentações incompatíveis com o faturamento, valores atípicos e circulação acelerada de recursos. São elementos que, embora não provem irregularidade, indicam necessidade de investigação.
Se o Metrópoles é o principal formador de opinião do Distrito Federal, seu silêncio — ou a ausência de cobertura crítica — passa a ter valor econômico e político.
A hipótese plausível é direta: ao garantir um ambiente menos hostil, o Banco Master poderia aumentar as chances de viabilizar sua negociação com o BRB sem resistência significativa da opinião pública.
E aqui está o ponto crucial: o BRB é um banco público. Isso significa que qualquer operação malsucedida impacta diretamente os moradores do Distrito Federal, seja por perdas financeiras, seja por efeitos indiretos sobre crédito, investimentos e serviços.
Se uma transação potencialmente arriscada deixa de ser amplamente debatida no principal veículo de comunicação local, cria-se uma distorção grave: a sociedade que arca com os riscos pode não ter acesso pleno às informações necessárias para compreendê-los.
A defesa de Luiz Estevão — de que pode dispor livremente dos recursos — é juridicamente válida. No entanto, o ponto levantado pelo Coaf não é sobre o direito de gastar, mas sobre o percurso e a finalidade dos recursos.
Quando valores elevados entram e saem rapidamente de empresas ligadas ao mesmo grupo familiar, em um contexto sensível, a questão deixa de ser apenas legal e passa a ser estrutural: qual é a função econômica real dessas operações?
A expressão “crime perfeito”, portanto, não funciona aqui, a princípio, apenas como uma metáfora. Pode ter havido lavagem de dinheiro. É algo que a investigação da Polícia Federal não pode desprezar.
O caso envolvendo Banco Master, Metrópoles e seus protagonistas revela como dinheiro, mídia e poder podem se entrelaçar de maneira sofisticada.
Quando o principal veículo de comunicação de uma região está financeiramente conectado a um agente sob pressão, o impacto deixa de ser privado e passa a ser coletivo.
O silêncio do jornal de Luiz Estêvão também foi importante para a recondução do governador Ibaneis Rocha para o comando do Distrito Federal, depois dos atos golpistas.
A decisão de reconduzi-lo foi de Alexandre de Moraes, e seria mais difícil se houvesse uma cobertura crítica do Metrópoles.
E, nesse ponto, Luiz Estêvão se tornou protagonista, ao receber e divulgar mensagem do governador de que, no dia dos atos golpistas, ele havia tirado uma “soneca”.
Nesse contexto, em que o dono do Metrópoles e o governador que quis comprar o Master demonstram pçroximidade, o maior risco não está apenas no que foi feito, mas no que pode não ter sido dito.
O instituto Real Time Big Data divulgou pesquisa eleitoral, nessa quarta-feira (8/4), sobre a disputa para o governo de Pernambuco. João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife, lidera na pesquisa estimulada, com 50% das intenções de voto.
Em segundo lugar, com diferença de 17 pontos percentuais, vem Raquel Lyra (PSD), atual governadora do estado, com 33%.
Os pré-candidatos Eduardo Moura (Novo) e Ivan Moraes (PSol) aparecem em terceira (8%) e quarta posições (2%), respectivamente. Votos brancos e nulos somaram 4% e 3% não souberam ou não quiseram responder.
A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 7 de abril, com 1,6 mil entrevistas com eleitores pernambucanos. O protocolo de registro na Justiça Eleitoral é PE-05363/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Em simulação do segundo turno entre Campos e Lyra, o ex-prefeito tem 52% das intenções de voto, contra 40% da governadora. Nulos e brancos somam 4%, assim como quem não soube ou não quis responder.
Eleitores mais jovens (entre 16 e 34 anos) e com até dois salários mínimos pretendem votar em João Campos: eles representaram 54% dos entrevistados. Já Raquel Lyra é mais popular entre quem tem idade de 35 a 59 anos e entre quem recebe mais de cinco mínimos (46% de quem respondeu a pesquisa).
A rejeição dos pré-candidatos também foi abordada. Lyra lidera o ranking, com 39% alegando que não votariam nela; seguida por Ivan Moraes, com 33%. Depois vem João Campos, com 30%, e Eduardo Moura, com 25% de rejeição.
Relatório do Coaf citado em reportagem do Estadão aponta que o Banco Master repassou R$ 27.283.800 ao Metrópoles entre 2024 e 2025. O portal é comandado pelo ex-senador Luiz Estevão.
Segundo o documento, parte desses valores era objeto de “débito imediato” para outras empresas ligadas à família de Luiz Estevão, em um fluxo que, de acordo com o relatório, pode indicar movimentação de recursos em benefício de terceiros. O material também registra alertas sobre movimentação incompatível com o faturamento médio mensal e recebimento de transferências consideradas incomuns.
A apuração indica ainda que o Master foi o principal remetente de recursos ao Metrópoles nos períodos analisados em 2025, com pagamentos mensais entre R$ 5 milhões e R$ 5,7 milhões. Do total, R$ 838,8 mil teriam sido transferidos no segundo semestre de 2024, enquanto o restante foi repassado entre janeiro e outubro de 2025.
Luiz Estevão afirmou que os valores se referem ao patrocínio do Will Bank, então ligado ao Master, à transmissão da Série D do Campeonato Brasileiro de 2025 pelo Metrópoles e à venda dos naming rights da competição. Segundo ele, o valor contratado seria maior e ainda haveria quantia pendente de pagamento.
A cronologia descrita na apuração também aponta que os repasses começaram em janeiro de 2025, enquanto a Série D teve início em 19 de abril daquele ano, o que acrescentou mais um elemento à análise sobre a destinação desses valores.
A Prefeitura de Afogados da Ingazeira realizou nesta terça (07) a entrega de certificados de diversos cursos profissionalizantes realizados em parceria com o SEBRAE.
A cerimônia aconteceu no espaço CS Eventos e contemplou com certificados alunos e alunas dos cursos de Mecânica de Motocicleta, Instalações Elétricas Prediais, Costura e Modelagem Industrial, Fabricação de Pizzas e Preparo de doces e Conservas; alguns deles direcionados a moradores da zona rural.
A gerente da unidade regional do SEBRAE no Sertão Central, Pajeú, Moxotó e Itaparica, Rossana Webster, agradeceu a parceria com a gestão municipal. “Para nós do SEBRAE é uma satisfação entregar esses certificados. Muito bom trabalhar parcerias com uma gestão pública que tem essa preocupação de levar qualificação profissional para o seu povo, interiorizando também as ações para a zona rural,” destacou Rosana.
Já são mais de duas mil e quatrocentas pessoas beneficiadas pela atual gestão com a realização de diversos cursos de qualificação profissional em Afogados da Ingazeira.
“Este é o maior programa de qualificação que Afogados já vivenciou. Nós escolhemos e ofertamos os cursos ouvindo as demandas da população, com as parcerias certas, levando capacitação e abrindo novas perspectivas de futuro para a nossa gente,” destacou o Prefeito Sandrinho Palmeira, presente à cerimônia de entrega.
O secretário de Administração e Desenvolvimento Econômico de Afogados, Ney Quidute, destacou que só nessa etapa foram realizados 20 cursos, com mais de seiscentas pessoas beneficiadas. “Afogados é um exemplo de política pública de empreendedorismo, com vários prêmios conquistados, fomentando desenvolvimento e descentralizando as ações também para a zona rural,” afirmou Ney.
A entrega dos certificados contou com as presenças dos vereadores César tenório, Douglas Rodrigues e Lucineide Cordeiro, além de diversos secretários municipais.
Longe de rumores, investigações apontam que uma parte relevante das atividades de Daniel Vorcaro, à época à frente do Banco Master, envolvia a realização de eventos voltados à elite política e empresarial, marcados pela presença de grande número de mulheres. Entre elas, havia participantes de diferentes nacionalidades, como Rússia, Ucrânia, Lituânia, Holanda, México e Venezuela, evidenciando o caráter internacional da operação, segundo informações da Folha de São Paulo.
O levantamento realizado da Folha, baseado em entrevistas, registros públicos e documentos da Polícia Federal, identificou ao menos 20 mulheres que participaram dessas festas, sendo que 14 mantêm perfis abertos nas redes sociais. Nenhuma delas comentou o caso.
Além das estrangeiras, brasileiras também integravam esse circuito. Algumas vieram de estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, atraídas pela possibilidade de ascensão profissional e ampliação de contatos. Segundo apuração, parte delas aceitava apoio financeiro para participar dos eventos e permanecer à disposição da organização.
Registros visuais mostram essas mulheres em diferentes contextos: desde festas temáticas até embarques em aeronaves privadas e estadias em destinos turísticos, indicando uma rotina que combinava luxo, deslocamentos frequentes e presença em encontros exclusivos.
Fazia parte do meu business”, disse Vorcaro
Mensagens do empresário Daniel Vorcaro obtidas pela Polícia Federal
A importância dessas reuniões foi explicitada pelo próprio Vorcaro em mensagens obtidas pela investigação. Em conversa com a então noiva, ele afirmou que os eventos faziam parte de seu modelo de negócios e que já havia promovido centenas de festas com esse perfil.
Relatos de 17 executivos ouvidos pela reportagem reforçam que a estrutura era organizada e estratégica. Os encontros eram planejados para ocorrer em dias úteis, muitas vezes paralelamente a agendas oficiais, facilitando a participação de políticos que retornavam às suas bases nos fins de semana.
A operação contava com intermediários responsáveis por recrutar e gerenciar as participantes. O promotor de eventos Diogo Batista atuava como elo com as modelos e circulava com frequência por hotéis de luxo em São Paulo, como o Unique e o Rosewood. Após um desentendimento com Vorcaro, parte dessas funções passou a ser desempenhada pela influenciadora Karolina Trainotti.
Trainotti, segundo a investigação, recebeu um imóvel de alto valor de uma empresa ligada ao empresário. Ambos foram procurados, mas não se manifestaram.
Noite indígena em Trancoso expôs dimensão das festas
Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu em outubro de 2022, em Trancoso, na Bahia. A festa, realizada em uma mansão alugada em nome de terceiros, ganhou notoriedade não apenas pelo luxo, mas também pelos danos causados ao imóvel.
Modelos permaneceram dias no local, enquanto a celebração principal ocorreu em plena semana. A logística incluiu voos internacionais em primeira classe, hospedagens em locais como o hotel Rosewood e uma casa de alto padrão no Rio de Janeiro, além do uso de aeronaves privadas e do aeródromo Terravista.
A programação contou com apresentações musicais, performances com tochas e decoração inspirada na Amazônia. Convidados usaram adereços indígenas, e há registros de Vorcaro participando das festividades nesse contexto.
Noite indígena em Trancoso expôs dimensão das festas – Foto: Redes Sociais
Festas milionárias e presença na Fórmula 1
Outro momento de destaque foi a semana do Grande Prêmio de Fórmula 1 de 2023, em São Paulo. Como patrocinador de equipe, o grupo de Vorcaro teve acesso a áreas VIP, ampliando o networking com convidados.
Uma festa de Halloween, realizada dias antes da corrida, reuniu cerca de 190 pessoas e teve custo estimado em US$ 4,5 milhões. A estrutura incluiu buffet internacional durante toda a madrugada, bebidas premium em grande quantidade e equipe exclusiva para atendimento de convidados VIP.
A logística internacional chamou atenção: participantes vieram de diferentes partes do mundo, com deslocamentos que incluíram voos intercontinentais e até viagens terrestres em regiões afetadas pela guerra na Europa.
Além dos grandes eventos, havia pontos fixos de encontro. Escritórios corporativos e hotéis de alto padrão em São Paulo e no Rio de Janeiro eram utilizados para reuniões mais discretas. No Hotel Fasano, por exemplo, havia áreas reservadas para recepção de convidados, e relatos indicam que hospedagens de autoridades também foram custeadas.
Modelos frequentemente se hospedavam em hotéis como o Unique e o Rosewood, utilizados como base para a operação.
Investigação, lacunas e possíveis crimes
Apesar da quantidade de informações reunidas, ainda não há confirmação oficial sobre quais autoridades participaram dos eventos nem sobre a existência de registros audiovisuais comprometedores. Também não há provas conclusivas sobre a natureza das interações ocorridas nas festas.
Especialistas, no entanto, alertam que, em contextos envolvendo agentes públicos, a oferta de benefícios pode ser enquadrada como vantagem indevida — conceito amplo que pode caracterizar corrupção.
Além disso, despesas não declaradas com esse tipo de atividade podem configurar fraude contábil. Há ainda a possibilidade de enquadramento por exploração da prostituição, caso se comprove intermediação com fins lucrativos.
Juristas também destacam a necessidade de investigar se houve participação de menores, o que configuraria crimes graves. Por outro lado, ressaltam que a prostituição em si não é crime, desde que envolva adultos e não haja exploração.
Analistas avaliam que o uso de eventos de luxo com presença de mulheres como ferramenta de aproximação entre elites políticas e empresariais levanta questionamentos sobre práticas estruturais de poder. Esse tipo de dinâmica, segundo especialistas, pode reforçar desigualdades de gênero e indicar um modelo de relacionamento baseado em benefícios indiretos e lealdades pessoais.
A defesa de Daniel Vorcaro informou que não comentará o caso. Outros citados também não se manifestaram.
A influenciadora digital de Cuiabá (MT) presa pela Polícia Militar sob suspeita de integrar uma quadrilha especializada no crime de estelionato foi identificada como Eduarda Culca (foto em destaque). Ela foi presa na noite dessa segunda-feira (6/4) enquanto sacava dinheiro em um caixa eletrônico na companhia de um homem, que também foi detido.
Com mais de 20 mil seguidores em seu perfil no Instagram, Eduarda, que também é estudante de direito, costumava publicar conteúdos ostentando em vídeos com músicas e áudios virais que fazem alusão ao crime de estelionato.
A prisão
Informações da PM dão conta de que a estudante de direito é suspeita de participação em um esquema de saques bancários fraudulentos.
A dupla foi capturada após os militares receberem uma denúncia de que um homem, em atitude suspeita, estava fazendo diversos saques com diferentes cartões de crédito em um caixa eletrônico de um supermercado na Avenida Itália.
Ambos foram abordados pelos policiais militares. Questionados sobre a denúncia, eles confessaram que receberiam R$ 200 pelos saques. No carro, as equipes apreenderam grande quantidade de dinheiro e cartões.
Aos militares, eles afirmaram que enviavam fotos para uma outra mulher, que seria a responsável pela ação criminosa. A dupla indicou que ela reside no bairro 8 de Abril. No local, os policiais militares localizaram um homem, que relatou que a mulher seria sua enteada, que teria saído momentos antes.
Em buscas na residência, as equipes apreenderam nova quantia em dinheiro, notas promissórias, rádios comunicadores e aparelhos celulares.
O homem apresentou informações contraditórias sobre a denúncia e, por isso, acabou detido.
O trio foi conduzido à delegacia para registro do boletim de ocorrência. (Via: Metrópóles)
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta segunda-feira (6) que postos de combustíveis que praticarem preços abusivos poderão ser interditados pelo Ministério Público. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa convocada para apresentar medidas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva destinadas a reduzir os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis no Brasil.
Segundo a RT Brasil, com citação de declarações reproduzidas pelo portal g1, o governo pretende combinar ações tributárias, regulatórias e coercitivas para enfrentar distorções de preços e proteger a economia popular diante de um cenário internacional de forte tensão geopolítica.
Ao detalhar a posição do governo, Silveira fez um discurso de endurecimento contra agentes econômicos que, na avaliação do Executivo, possam se aproveitar da crise internacional para elevar preços de forma injustificada. “O nosso governo atento traz medidas tributárias regulatórias para poder minimizar esses impactos e medidas, inclusive, coercitivas com aqueles que por ventura venham atentar com a economia popular. Temos visto isso de forma reinteradas nas ações da Polícia federal, CADE e MP. O CPF dos empresários que venham infringir as leis passam a ser também punidos no CPF com relação a abusos de preços também nos Brasil. Passam também MP interditar em caso de fragrante gravidade”, afirmou Silveira.
A fala do ministro sinaliza uma estratégia mais agressiva de fiscalização e responsabilização, envolvendo órgãos como a Polícia Federal, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e o Ministério Público. O foco, segundo a declaração, é impedir que a crise internacional seja usada como justificativa para práticas abusivas no abastecimento de combustíveis, um setor particularmente sensível para a inflação e para o custo de vida da população.
Governo anuncia pacote para combustíveis e setor aéreo
Além de Silveira, participaram da coletiva o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e Bruno Moretti, do Ministério do Planejamento e Orçamento. No encontro, também foram apresentadas medidas voltadas ao setor aéreo, segmento que tende a sentir de forma imediata os efeitos de crises internacionais sobre energia e combustíveis.
Durigan anunciou a zeragem de PIS/Cofins para empresas do setor aéreo, a abertura de duas linhas de crédito e a prorrogação da tarifa de navegação, que será implementada de forma escalonada. A iniciativa busca aliviar custos operacionais e evitar repasses mais severos ao consumidor em um momento de instabilidade externa.
No campo dos combustíveis, o ministro também detalhou o modelo de subvenção ao diesel. De acordo com a explicação apresentada, a medida deverá reduzir em R$ 1,20 por litro o preço do combustível. Desse total, R$ 0,60 seriam subsidiados pelo governo federal, enquanto os outros R$ 0,60 ficariam sob responsabilidade dos estados.
Diesel no centro da estratégia contra a inflação
A redução projetada para o diesel tem peso estratégico na política econômica do governo, já que o combustível impacta diretamente o transporte de mercadorias, os fretes e, por consequência, os preços em toda a cadeia produtiva. Em momentos de choque internacional, conter a escalada do diesel costuma ser uma das prioridades centrais para evitar efeitos inflacionários mais amplos.
Ao anunciar o subsídio, o governo reforça a linha de atuação que combina intervenção emergencial com mecanismos fiscais e coordenação federativa. O desenho apresentado por Durigan também indica uma tentativa de repartir responsabilidades entre União e estados, em busca de uma resposta mais rápida à volatilidade do mercado internacional de energia.
Durigan diz que Brasil está entre os menos afetados
Durigan afirmou ainda que o Brasil está entre os países menos atingidos pela atual crise geopolítica. Segundo ele, isso se deve tanto a decisões tomadas pelo governo quanto a características estruturais do setor energético brasileiro, que oferecem maior capacidade de resposta diante de choques externos.
Entre os fatores destacados pelo ministro estão reservas de combustível feitas anteriormente, a capacidade tecnológica do país para explorar o pré-sal e o avanço dos combustíveis verdes. Na avaliação apresentada na coletiva, esses elementos colocam o Brasil em posição relativamente mais protegida em comparação com outras economias mais dependentes de importações energéticas.
O ministro também associou esse quadro à condução política do presidente Lula. Sem citar nomes, ele criticou políticos brasileiros que defendem a agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Em contraste, disse que Lula atua como um “presidente da paz”.
Guerra no Oriente Médio pressiona mercado global
A coletiva do governo ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, fator que costuma repercutir diretamente nos preços internacionais do petróleo e de derivados. Em economias como a brasileira, qualquer disparada prolongada no barril pode contaminar rapidamente custos logísticos, tarifas e preços ao consumidor final.
Diante desse cenário, o governo busca transmitir a mensagem de que há instrumentos disponíveis para amortecer choques e impedir repasses abusivos. O anúncio de possível interdição de postos por preços considerados excessivos funciona, assim, como um recado político e institucional ao mercado: em meio à crise, a administração federal pretende combinar medidas econômicas com fiscalização rígida para conter abusos e reduzir os impactos sobre a população.
Pré-candidato a governador destacou a necessidade de tirar do papel a requalificação da PE-585 e a Adutora de Negreiros, demandas históricas do Sertão do Araripe
ARARIPINA – Dando continuidade ao giro pelo interior de Pernambuco como pré-candidato a governador, João Campos (PSB) esteve em Araripina, nesta segunda-feira (6), para uma série de agendas com o prefeito Evilásio Mateus (PDT) e outras lideranças. Ao lado dos pré-candidatos a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e ao Senado, Marília Arraes (PDT), João ouviu demandas e defendeu a importância da unidade política em torno de soluções que atendam necessidades históricas da região, como a melhoria da malha viária e a flexibilização do regime de racionamento de água.
Um dos pontos visitados por João Campos foi a PE-585, na divisa com o Ceará. No estado vizinho, onde a rodovia tem o nome de CE-494, o pavimento está em bom estado, diferentemente do trecho pernambucano até Araripina. “Isso atrapalha a produtividade e tira a segurança de quem precisa passar por aqui. A gente precisa cuidar das estradas da forma certa, com técnica, como a engenharia manda, fazendo manutenção e restauro para garantir a segurança viária. A PE-585 é um retrato de que dá para fazer muito melhor em Pernambuco”, disse.
João Campos também demonstrou preocupação com o subfinanciamento da construção da Adutora de Negreiros, fundamental para reduzir o racionamento de água na região. Segundo o pré-candidato, o cálculo dos recursos para a obra pode ter usado informações subdimensionadas sobre as necessidades da rede no processo de concessão da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), realizado pela atual gestão. João Campos elencou a conclusão da Transnordestina e a interiorização do fornecimento de gás natural até o polo gesseiro como medidas fundamentais para fortalecer o potencial econômico da região. “Aqui é polo de serviço, é polo de logística, tem atividade industrial estabelecida. Tem que haver a infraestrutura mínima, porque ao lado dela vêm emprego, renda e oportunidade”, completou.
Em Araripina, João Campos ainda concedeu entrevistas a rádios locais e participou de um encontro conduzido pelo prefeito Evilásio Mateus, evento que reuniu deputados, vereadores e outras lideranças da região. “É uma satisfação receber nosso futuro governador e apresentar as necessidades da nossa região para quem tem compromisso em fazer diferente. Araripina recebe João Campos com festa e muita expectativa com a disposição dele em dialogar e assumir compromissos com nosso município e todo o Araripe”, afirmou o prefeito Evilásio.
Mais cedo, João Campos também esteve no Ceará para visitar as estátuas do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, e de Nossa Senhora de Fátima, no Crato, reforçando sua ligação com uma região que remonta às origens do ex-governador Miguel Arraes (1916-2005) e que também esteve em seu roteiro em outras eleições que disputou.
O influenciador digital Marcos News publicou um vídeo nas redes sociais em que relata arrependimento por ter participado de atos em frente a quartéis após as eleições. Ex-simpatizante do bolsonarismo, ele afirmou ter permanecido acampado por 71 dias em frente a uma unidade militar — período que descreveu como um dos mais difíceis de sua vida.
Segundo o relato, a decisão trouxe impactos significativos no âmbito pessoal. Ele menciona ter perdido o emprego, enfrentado dificuldades financeiras e se afastado da família. No vídeo, também comenta sobre o reencontro com os filhos e relata que sua ex-companheira atualmente segue outra vida. Questionado sobre se a experiência valeu a pena, disse não ter uma resposta.
Em tom de desabafo, o influenciador fez duras críticas ao movimento, classificando-o como prejudicial e responsável por mudanças negativas em sua trajetória. Ele afirmou ter sofrido grandes perdas durante o período em que esteve envolvido nos atos.
Marcos também declarou que enfrenta processos na Justiça e citou disputas judiciais com pessoas que, segundo ele, exerciam papel de liderança nos acampamentos. Atualmente, diz ter retomado o trabalho, ainda que com renda menor e em uma função diferente, além de viver de forma mais simples.
Ao final, deixou uma mensagem aos seguidores, questionando os impactos das manifestações em relações familiares e reforçando que, em sua avaliação, a experiência não compensou.
O prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), que é pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, oficializou neste sábado (04) sua renúncia ao cargo. Com a sua saída, quem assume a prefeitura municipal é o vice-prefeito, Jacobe Souto (Rede).
A solenidade de transmissão de cargo está marcada este sábado, no Palácio Clóvis Sátiro, sede do Poder Executivo da cidade.
Nabor deixa a Prefeitura para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições deste ano. Prefeito já em seu quarto mandato e com passagem pela Assembleia Legislativa da Paraíba, já vinha sendo apontado como um dos nomes do Republicanos para a disputa desde o ano passado.
Nabor deve concorrer ao lado do ex-governador João Azevedo (PSB), também na disputa pelo Senado, enquanto o governador Lucas Ribeiro (PP) busca a reeleição ao Executivo estadual.
Tragédia em Flores: gesto de ajuda termina em morte e comove região
O que começou como um ato de solidariedade acabou se transformando em uma fatalidade na noite deste sábado (04), na rodovia PE-337, em Flores.
José Higino Júnior, natural de Triunfo, perdeu a vida após ser atropelado enquanto tentava prestar socorro a uma vítima de um acidente ocorrido na via. A atitude altruísta, infelizmente, teve um desfecho trágico.
Ele era filho de José Higino de Queiroz, falecido recentemente, no dia 19 de fevereiro, aos 74 anos. Caçula entre sete irmãos, José Higino Júnior também era irmão do empresário florense Ivan Fernandes.
José deixa esposa e uma filha, além de familiares e amigos profundamente abalados com a perda repentina. A notícia gerou grande comoção em toda a região, onde ele era bastante conhecido.
No mesmo acidente, outra vítima, identificada como Jeferson Fonseca, foi socorrida e encaminhada ao Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada. Segundo informações, ele está consciente, orientado e em estado estável.
China supera EUA em aprovação global pela maior margem em quase 20 anos
Bandeiras dos EUA e da China (Foto: CGTN)
Uma pesquisa realizada pela Gallup apontou que a China superou os Estados Unidos nos índices globais de aprovação em 2025, registrando uma mediana de 36% de aprovação da liderança chinesa, contra 31% atribuídos à liderança norte-americana. O levantamento foi divulgado pelo Diário do Povo.
Segundo relatório da Gallup publicado na sexta-feira (3), a vantagem de cinco pontos percentuais da China sobre os Estados Unidos representa a maior já registrada em favor de Pequim em quase 20 anos.
A mudança recente reflete a combinação de queda na avaliação dos EUA e aumento na percepção positiva da China. A aprovação mediana da liderança norte-americana recuou de 39% em 2024 para 31% em 2025, retornando a níveis mais baixos observados anteriormente, enquanto a aprovação da China avançou de 32% para 36%, de acordo com o relatório.
Os resultados mais recentes baseiam-se em pesquisas conduzidas pela Gallup ao longo de 2025 em mais de 130 países, com aproximadamente 1.000 entrevistados em cada um deles. Os dados não levam em conta movimentos recentes da política externa dos Estados Unidos desde o início de 2026, incluindo o ataque ao Irã e a retirada do país de 66 organizações internacionais.
A aprovação da liderança norte-americana caiu em diversos países aliados de Washington, incluindo vários parceiros da OTAN, sendo a maior queda registrada na Alemanha, onde houve recuo de 39 pontos percentuais.
Colunista afirma que senador buscou apoio dos EUA, acenou com recursos naturais e levantou dúvidas sobre eleições, em discurso alinhado a Trump
Flávio Bolsonaro pede interferência de Trump nas eleições e mostra sua vassalagem aos EUA, critica Bernardo Mello Franco (Foto: Agência Brasil | Reprodução)
Em coluna publicada no jornal O Globo, o jornalista Bernardo Mello Franco analisa o discurso do senador Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos e critica duramente sua postura, apontando um pedido explícito de interferência estrangeira no processo político brasileiro.
Segundo o colunista, o parlamentar participou de um evento no Texas, onde defendeu que o governo americano pressione instituições brasileiras. “Apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente”, declarou o senador, conforme registrado na coluna. Para Bernardo, a fala indica uma visão de funcionamento institucional alinhada aos interesses do grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O discurso ocorreu durante a CPAC, conferência que reúne setores da direita radical. No encontro, Flávio se apresentou como “Bolsonaro 2.0” e buscou aproximação com o ex-presidente americano Donald Trump, prometendo ser um “parceiro confiável”. Em seguida, sugeriu que o Brasil poderia contribuir com recursos estratégicos para interesses dos Estados Unidos. “O Brasil é a solução dos Estados Unidos para romper a dependência da China em relação a minerais críticos, especialmente terras-raras”, afirmou.
Na avaliação de Mello Franco, o senador extrapola ao tratar o país como ativo geopolítico subordinado. A crítica se intensifica quando Flávio descreve o Brasil como peça central em disputas internacionais. “O Brasil está se tornando o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será disputado”, disse o parlamentar. Ele também afirmou que seu pai estaria preso por “defender nossos valores conservadores” e repetiu críticas à “elite global” e à “agenda woke”.
O colunista destaca ainda que o senador insinuou desconfiança sobre o processo eleitoral ao sugerir que a disputa só será “livre e justa” sob determinadas condições políticas. Além disso, Flávio voltou a defender a atuação do governo anterior durante a pandemia, afirmando que o ex-presidente teria combatido a “tirania da Covid”. Bernardo relembra que, durante a gestão Bolsonaro, o país registrou quase 700 mil mortes pela doença, em meio a críticas à condução da crise sanitária, incluindo ataques à vacinação e resistência a medidas de distanciamento social.
A análise também ressalta que, no cenário internacional atual, declarações desse tipo não podem ser vistas apenas como retórica. O colunista aponta que, sob nova gestão, os Estados Unidos têm adotado posturas mais assertivas na América Latina, ampliando o peso de discursos que envolvem pedidos de pressão externa.
Por fim, o texto observa que Flávio Bolsonaro tem intensificado suas agendas nos Estados Unidos, com três viagens realizadas apenas neste ano e novos encontros previstos com empresários e lobistas. Paralelamente, o deputado Eduardo Bolsonaro também atua no país e mencionou a possibilidade de uso da Lei Magnitsky contra ministros do Supremo Tribunal Federal. “O Brasil corre o risco de não ter uma eleição reconhecida pelos Estados Unidos”, afirmou.
O anúncio de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou o ex-governador Geraldo Alckmin, do PSB, para compor mais uma vez sua chapa como candidato a vice-presidente não constitui um movimento estratégico rotineiro, marcado apenas pela repetição ou continuidade.
É, antes de tudo, um gesto de rara maturidade na vida pública brasileira. A confirmação da união harmoniosa entre dois líderes que estiveram em lados opostos do tabuleiro eleitoral durante décadas representa o sucesso na prova de fogo que é o exercício da convivência durante um mandato em postos executivos cercados de tensões e inevitáveis disputas. Expressa a confirmação de que estão superados ranços antigos em benefício da reconstrução nacional.
O saldo desse ciclo transpira experiência. Lula carrega o aprendizado de anos de governo que tiraram duas vezes o país do mapa da fome e o inseriram no cenário global com dignidade e protagonismo. Alckmin, por sua vez, acumula uma trajetória sólida no Executivo e no Legislativo, com passagens pelo governo de São Paulo que o obrigaram a lidar com a complexidade do maior ente federativo do país. Juntos, eles somam mais de meio século de vida pública dedicada, com erros e acertos, mas sempre sob a inabalável crença no funcionamento das instituições.
Contudo, o maior atributo dessa aliança talvez seja a sabedoria. Sabedoria para entender que o Brasil não suporta mais o espetáculo bizarro do apelo à intolerância e ao ódio. Sabedoria para reconhecer que a mobilização das vontades por meio do diálogo e do confronto de ideias entre diferentes é a única via possível para governar um país continental e variado. Ao unir forças, Lula e Alckmin enviam um recado claro: o tempo das paixões infantis e das trincheiras construídas no apelo ao medo já passou. O momento exige pragmatismo, responsabilidade e coragem para construir pontes onde antes havia muros.
É preciso enfatizar que a continuidade dessa parceria não se dá no vazio nem se sustenta apenas em boas intenções. Ela se baseia, sobretudo, no compromisso com as mudanças sociais que só uma evidente miopia política permite ocultar. Foi a paixão por construir esse legado que propiciou a convivência política e administrativa ao longo deste terceiro mandato. Lula e Alckmin vêm colaborando de forma notável, com diálogo constante, respeito institucional e divisão pragmática de responsabilidades. Enquanto o presidente conduz as grandes articulações políticas e orienta a política econômica com compromisso social, o vice-presidente tem se mostrado peça-chave na gestão de temas complexos como o desenvolvimento, a transição energética, bem como a interlocução pertinente com setores produtivos e com o Congresso. Tal sinergia, rara, demonstra que a maturidade perseguida na campanha eleitoral se consolidou como forma de governar.
A aliança entre as biografias de Lula e Alckmin emite uma importante sinalização para todo o espectro político. Seu sentido se enraíza na crença no diálogo racional e na colaboração em torno do bem para o povo brasileiro. Mostra ainda que o diálogo civilizado entre agremiações distintas, como o PT e o PSB, com orientações políticas próprias, em que ambas abrem mão de territórios exclusivos de hegemonia, não só é viável como pode gerar resultados virtuosos. Tal aliança permite a audição mais adequada e serena de distintos setores da sociedade, gerando maior adesão em torno das políticas públicas. Com a escolha de Alckmin como companheiro desta nova campanha eleitoral, Lula demonstra existir abertura para agregar à sua frente eleitoral todos os partidos e lideranças comprometidos com a democracia. Porque todos devem ser convocados a combater o fascismo, que ameaça retornar e destruir tudo o que foi realizado desde 2023, nos mais diversos setores, a despeito da polarização política e das imensas dificuldades oriundas dela.
É a democracia que está mais do que nunca em risco. A própria existência do país como entidade soberana está ameaçada pelos Estados Unidos de Donald Trump e pela candidatura lacaia de Flávio Bolsonaro.
Nesse ambiente, reconhecer os avanços e ampliar as bases de sustentação de um projeto nacional includente e estável é fundamental. A indicação de Alckmin como vice de Lula encarna esse compromisso.
Por fim, não se pode deixar de ressaltar a lição de profundo conteúdo humano resultante da convivência entre as pessoas de Lula e Alckmin. Dois líderes que outrora se enfrentaram como adversários descobriram, no respeito mútuo e na prática cotidiana do governo, que a política pode ser exercida sem rancor, com racionalidade, afeto institucional e a generosidade de reconhecer no outro qualidades antes obscurecidas pela disputa. Essa amizade cívica, construída na lida diária com os problemas reais do país, é talvez o maior legado dessa chapa: a prova de que a política feita por adultos, com experiência e sabedoria, humaniza o poder e reconcilia o Brasil consigo mesmo.
A câmera de segurança de um estabelecimento vizinho flagrou o momento em que o motorista de uma SUV Hyundai Creta perde o controle do veículo e atropela dois irmãos em Diadema, na Região Metropolitana de São Paulo. O caso aconteceu nesta sexta-feira (3/4), e as crianças morreram no local. A cena é forte.
Nas imagens, é possível ver o momento em que o carro aparece em alta velocidade, passa direto pelo cruzamento e bate na garagem em que estavam Izaias e Sophya, de 6 e 10 anos, respectivamente. As duas crianças brincavam de pular corda no momento em que foram atropeladas.
Imediatamente, testemunhas se juntam no local do acidente, seguram o motorista e tentam ajudar no socorro das crianças. É possível notar o desespero de alguns dos moradores.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que os irmãos morreram no local. Ainda de acordo com a pasta de segurança, o motorista apresentava sinais de embriaguez, posteriormente constatados por um exame, e foi contido pelos populares até a chegada da polícia.
Além dos irmãos, duas crianças ficaram feridas e foram socorridas em hospitais da região.
O motorista foi preso e encaminhado ao 3° Distrito Policial de Diadema, onde o caso foi registrado como homicídio e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. O homem está à disposição da Justiça.
Atropelamento
No fim da tarde desta sexta-feira (3/4), o motorista de uma SUV Hyundai Creta perdeu o controle da direção e bateu contra o portão de uma residência na rua Santa Cruz, em Diadema.
Na garagem da residência, estavam Izaias e Sophya, de 6 e 10 anos, respectivamente. Os dois chegaram a ser socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiram.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, inicialmente, havia a informação sobre a existência de três vítimas, mobilizando viaturas para o atendimento. Após a avaliação médica, foi confirmada a morte das duas crianças no local.
Segundo a Polícia Militar, o motorista permaneceu no local após o acidente. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) revelou que o suspeito estava embriagado.
Sepultamento em Alagoas
Os corpos dos dois irmãos serão sepultados em Taquarana, cidade do interior de Alagoas.
Ao Metrópoles, o tio de Izaias e Sophya, afirmou que, por meio de vaquinha on-line, a família conseguiu levantar o dinheiro necessário para fazer o transporte dos corpos até o estado nordestino, o que deve acontecer na tarde deste domingo (5/4).
A família ainda está acertando o dia e o horário do sepultamento das crianças.