Lula questiona rejeição do agronegócio e diz: “Nunca houve tanto dinheiro para a agricultura”

Presidente também afirmou que sua origem nordestina e sua condição de pobre podem explicar rejeição de parte do setor

Luiz Inácio Lula da SIlvaCrédito: REUTERS/Adriano Machado

O presidente Lula afirmou, durante discurso de campanha em Santa Catarina neste sábado (19), que o agronegócio deveria reconhecer os investimentos realizados pelo governo federal no setor e questionou as razões pelas quais parte dos produtores rurais mantém resistência política ao governo.

Lula dirigiu sua fala ao setor agrícola catarinense e levantou duas hipóteses para explicar a oposição política que atribuiu a setores do agronegócio. “O problema contra nós, acho que é uma questão de pele, porque eu sou nordestino e pobre. Porque se for depender de dinheiro do governo, eles deveriam se ajoelhar para mim. Nunca houve tanto dinheiro para o agro quanto agora”, destacou.

Ao comentar sua trajetória política, Lula afirmou que não se identifica como marxista ou comunista e destacou sua origem profissional. “Você sabe que eu não sou marxista, não sou comunista, eu sou torneiro mecânico”, disse.

Na sequência, o presidente fez uma referência a Marx e Engels para explicar a relação com um aliado político. “Você sabe que o Marx, que é cara rico que acompanhava o Marx chamava Engels. Esse cara é o meu Engels”, afirmou.

Lula então relatou que decidiu lançar o Gelson Merísio (PSB) como candidato ao governo estadual com o objetivo de enfrentar politicamente o governador Jorginho Mello e dialogar com o setor do agronegócio em Santa Catarina.

“E eu coloquei ele candidato ao governador para desmascarar o seu Jorginho aqui”, declarou. Segundo o presidente, a candidatura também teria como objetivo “discutir com o agronegócio”.

Lula argumentou ainda que, sob sua avaliação, os investimentos federais destinados à agricultura deveriam aproximar o setor do governo.

“Porque se dependesse de dinheiro do governo, eles deveriam não só votar, mas se ajoelhar para mim”, declarou.

Na sequência, destacou o volume de recursos direcionados ao setor durante sua atual gestão. “Porque nunca houve tanto dinheiro para a agricultura como agora”, afirmou.

A fala ocorreu em meio à defesa de uma maior aproximação entre o governo federal e o agronegócio catarinense. Ao mencionar os investimentos públicos, Lula procurou contrastar a relação financeira do setor com o governo e a resistência política que atribuiu a parte dos produtores rurais.

O presidente também utilizou a referência a Engels para fazer uma associação bem-humorada com seu aliado político, antes de defender que ele dialogue diretamente com representantes do agronegócio e confronte as razões políticas da resistência ao governo federal.

“NÃO SOU MARXISTA, NÃO SOU COMUNISTA”, diz Lula em ato de campanha

Agronegócio deveria ”se ajoelhar a mim”, disse, destacando que ”nunca houve tanto dinheiro para a agricultura como agora”.

O feitiço virou contra o feiticeiro

Já pressentindo que a maré virou contra ele, Mendonça anunciou afastamento do instituto com o qual tem feito um polpudo pé-de-meia,

  Alexandre de Moraes (à esq.) e André MendonçaCrédito: Abr Crédito: Abr

 

Por ser novo, tanto na vida quanto no STF, André Mendonça não atentou para o conhecido provérbio “macaco velho não mete a mão em cumbuca”. Ao meter a mão na cumbuca de Alexandre de Moraes, meteu os pés pelas mãos e corre o risco de virar personagem de outro velho provérbio: “quem com ferro fere, com ferro será ferido”.

A alegação mais grave contra o ministro indicado por Bolsonaro é a de que agiu por motivo político, para favorecer determinado grupo. O seu. A suspeita é de que o tal relatório da PF com mensagens de Vorcaro a Moraes tenha sido produzido a pedido dele, pelos agentes da PF que atuam em seu gabinete.

O decano Gilmar Mendes, que sempre quis ver Mendonça pelas costas, reuniu-se com o presidente Lula com o objetivo de relatar os acontecimentos e pedir que ele instrua o diretor da PF a proibir que seus policiais permaneçam nos gabinetes do Supremo.

Já pressentindo que a maré virou contra ele, Mendonça anunciou afastamento do instituto com o qual tem feito um polpudo pé-de-meia, auferido em contratos com governos estaduais.

E quem está rindo por último é Alexandre de Moraes.

Fonte:

Alex Solnik

Autor

Alex Solnik

Alex Solnik, jornalista e escritor, colunista do Brasil 247 e comentarista na TV 247, é autor de mais de 20 livros, dentre os quais “Bar Brasil” (com Paulo Caruso), “O Cofre do Adhemar” (Editora Jabuticaba), “O dia em que conheci Brilhante Ustra” (Geração Editorial) e “O Código 12” (Matrix Editora).

Charuto, uísque e Londres: os bastidores do encontro do PGR Paulo Gonet com Vorcaro

Foto confirmada pela PGR foi feita em evento patrocinado pelo Master; mensagens posteriores citam Macallan, saudade e viagem do filho do procurador-geral

Paulo Gonet e Daniel Vorcaro aparecem juntos em evento realizado em Londres em abril de 2024; mensagens posteriores recuperadas pela PF mencionam nova viagem, charutos e uísque MacallanCrédito: Reprodução

 O encontro de Paulo Gonet com Daniel Vorcaro registrado em uma foto em Londres ocorreu durante um evento patrocinado pelo Banco Master e voltou a aparecer nas conversas do banqueiro meses depois, em diálogos que mencionam charutos, uísque Macallan, uma nova viagem à capital britânica e até a possível participação de um filho do procurador-geral da República.

Os detalhes constam de mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro e foram revelados pelo jornal O Globo. A Procuradoria-Geral da República confirmou a autenticidade da imagem, feita em abril de 2024, mas Gonet nega que o registro ou os diálogos indiquem uma relação de proximidade com o ex-dono do Master.

Na fotografia, Gonet aparece sentado próximo a Vorcaro, com um charuto nas mãos e copos de uísque sobre a mesa. O registro foi feito durante uma confraternização realizada em Londres, vinculada à primeira edição de um fórum jurídico patrocinado pelo Banco Master.

A imagem chegou ao celular de Vorcaro mais de um ano depois. Em 19 de junho de 2025, o advogado Ciro Soares, então ligado à defesa do banco, encaminhou a fotografia ao banqueiro acompanhada da frase: “PG me mandou”, referência às iniciais de Paulo Gonet.

Evento teve degustação de Macallan

A fotografia foi feita em uma programação que incluía degustação de uísque e charutos. Segundo O Globo, Vorcaro desembolsou R$ 3,2 milhões para promover um evento privado de degustação de Macallan no George Club, em Londres.

O episódio ganhou novo significado com a divulgação de conversas posteriores, de 2025, quando estava sendo organizada uma segunda edição do fórum jurídico patrocinado pelo Master na Inglaterra.

Em uma das mensagens encaminhadas por Ciro Soares a Vorcaro e atribuídas a Gonet, o procurador-geral manifesta interesse na programação: “Oba! Tomara que tenha charuto e Macallan”.

Vorcaro respondeu em seguida: “Agora vai ter que ter plantação de charuto e barril de macalan rsrs”.

O segundo encontro em Londres, porém, acabou não ocorrendo porque o evento previsto para 2025 foi cancelado.

Mensagens falam em “saudades”

Outras conversas recuperadas pela PF mostram Ciro Soares funcionando como intermediário entre Gonet e Vorcaro.

Em determinado momento, o advogado encaminhou ao banqueiro mensagens que atribuiu ao procurador-geral. Entre elas estavam: “Que bom! Estou na torcida por vocês!” e “Já estou com saudades de você! Estou embarcando para Roma”.

Vorcaro respondeu: “Agradece muito o carinho. Saudades dele, vamos marcar de estar juntos”.

Na sequência dos diálogos, Soares afirmou ainda a Vorcaro que o procurador-geral “lhe adora” e confirmou que Gonet participaria da nova viagem a Londres. As mensagens fazem parte do conjunto analisado pela PF.

Gonet contesta que essas trocas demonstrem intimidade. Ao falar sobre o episódio no Supremo Tribunal Federal, afirmou que teve apenas um encontro presencial com Vorcaro.

“Não tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com o senhor Vorcaro se deu com várias autoridades em abril de 2024. A única ligação intermediada por advogado foi brevíssima e banal. A atuação do Ministério Público Federal em primeiro grau e no Supremo Tribunal Federal (STF) sempre foi pelo total esclarecimento dos fatos e pelo sucesso da persecução penal”, afirmou.

Filho de Gonet entra nas conversas

Os diálogos também registram uma consulta feita por Ciro Soares sobre a participação de um filho de Gonet na viagem prevista para Londres em 2025.

Depois de comunicar a Vorcaro que Gonet participaria do encontro, o advogado perguntou se o filho do procurador-geral poderia viajar com o grupo.

Vorcaro respondeu: “Óbvio, né”.

Segundo o material divulgado, Soares também atuou nas tratativas relacionadas à viagem. O conjunto das mensagens passou a integrar a controvérsia sobre a natureza da relação entre Gonet e o banqueiro.

Gonet chama encontro de “banal”

Ao se manifestar no STF, Gonet afirmou que o episódio de abril de 2024 aconteceu na presença de várias autoridades e não envolveu discussão profissional relacionada ao Banco Master.

A versão apresentada pelo procurador-geral é de que não existiu amizade ou vínculo pessoal com Vorcaro. A PGR também sustenta que sua atuação nos processos relacionados ao banco não foi influenciada pelos contatos registrados nas mensagens.

O ministro André Mendonça, responsável por tornar público o relatório da PF contendo as referências a Gonet, também ressaltou durante julgamento no STF que não estava fazendo uma acusação contra o procurador-geral.

“Aqui não estou fazendo juízo de valor em relação ao procurador-geral, até porque as informações que vieram, são informações, na minha avaliação, de outra densidade”, afirmou Mendonça.

Gonet, por sua vez, questionou a validade do relatório policial. Ele argumenta que o documento foi produzido a partir de uma determinação de Mendonça sem pedido prévio do Ministério Público ou da própria Polícia Federal e também levantou a necessidade de autorização do plenário do STF em investigações que envolvam ministros da Corte.

A fotografia, portanto, não revela um encontro até então desconhecido — Gonet já havia admitido sua participação no evento. O novo elemento é o registro visual daquele episódio e sua conexão com uma sequência de mensagens posteriores que mostram referências a outro encontro em Londres, charutos, Macallan e novas tratativas envolvendo o grupo.

Quem legalizou o Master foi Bolsonaro. Quem fechou foi eu e Haddad’, diz Lula

Presidente afirma que banco de Daniel Vorcaro ganhou espaço sob o governo Jair Bolsonaro e cita investigação envolvendo Flávio Bolsonaro

Presidente Lula durante ato de campanha em Guarulhos (SP)Crédito: Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, levou o escândalo envolvendo o Banco Master para o centro do confronto eleitoral nesta sexta-feira (18), durante ato de campanha em Guarulhos, na Grande São Paulo. Em seu discurso, Lula associou a trajetória da instituição financeira ao governo de Jair Bolsonaro (PL) e destacou que Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, acabou preso durante sua atual gestão.

Ao lado de aliados, Lula procurou estabelecer um contraste entre os dois governos ao abordar o Master e também mencionou as investigações que alcançam seu adversário na corrida presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

“Quem legalizou o banco Master foi o Bolsonaro. Quem fechou o banco Master foi o Lula e o Haddad”, afirmou Lula, ao lado do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo.

O presidente elevou o tom ao falar de Vorcaro e atribuiu aos adversários políticos responsabilidade pela ascensão do ex-banqueiro.

“Eles criaram um banqueiro ladrão que deu um golpe de R$ 60 bilhões. Esse banqueiro deles, no meu governo, virou prisioneiro”, declarou.

Vorcaro está preso e é investigado por suspeitas de fraudes no sistema financeiro. As responsabilidades criminais relacionadas às diferentes frentes do caso Master continuam sendo apuradas pelas autoridades.

Caso Master entra no centro da campanha

O escândalo financeiro ganhou peso crescente na corrida presidencial de 2026, atingindo personagens do mundo político e do Judiciário. A crise também passou a ocupar parte relevante do discurso dos candidatos.

Lula vem utilizando a trajetória do Master para confrontar seus adversários. Nesta sexta-feira, o presidente também abordou o caso do INSS ao rebater acusações dirigidas à sua família e mencionar Flávio Bolsonaro.

“Eles diziam que meu filho era sócio do Careca [do INSS, Antônio Carlos Camilo Antunes], e quem tinha escritório com o Careca era o Flávio Bolsonaro”, afirmou o presidente em referência à revelação de que o senador dividia a sala de um escritório em Brasília com Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que foi preso pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura fraudes milionárias contra beneficiários do INSS. . 

Flávio Bolsonaro e o projeto Dark Horse

Uma das frentes mais sensíveis politicamente do caso Master envolve o projeto “Dark Horse”, produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro. Documentos tornados públicos no âmbito das investigações revelaram que Flávio Bolsonaro é investigado por supostos crimes relacionados às negociações para o financiamento do filme.

André Mendonça determinou, em julho, a abertura de um inquérito contra Flávio para investigar suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionadas aos repasses destinados à produção. A abertura da investigação havia sido solicitada pela Polícia Federal e recebeu aval da Procuradoria-Geral da República. Flávio nega irregularidades.

O montante negociado para o projeto chegou a aproximadamente R$ 130 milhões. É necessário, porém, distinguir o valor total discutido nas negociações daquele cuja transferência foi identificada pelos investigadores.

A retirada de parte do sigilo das apurações tornou pública a condição de Flávio como investigado e ampliou a repercussão eleitoral do caso Master.

Alckmin e Tebet reforçam discurso

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), candidato novamente ao cargo na chapa de Lula, e Simone Tebet (MDB), candidata ao Senado, também exploraram politicamente o caso durante o ato em Guarulhos.

Tebet afirmou que “os do lado de lá” estão “atolados até o pescoço” no que classificou como “o maior escândalo de corrupção da história do país”.

Alckmin, por sua vez, direcionou suas críticas a Flávio Bolsonaro e às relações investigadas entre o candidato do PL e Vorcaro.

“Flávio Bolsonaro falou que não conhecia Vorcaro. Mentira! Falou que nunca o encontrou. Mentira! Falou que nunca pediu dinheiro pra ele. Mentira! Foram R$ 130 milhões de reais”, declarou o vice-presidente.

O valor mencionado por Alckmin corresponde aproximadamente ao montante negociado para o financiamento de “Dark Horse”. A investigação procura esclarecer, entre outros pontos, os recursos efetivamente transferidos e seu destino.

Investigação sobre Flávio está no STF

O avanço das investigações do Banco Master colocou as relações entre Flávio e Vorcaro sob escrutínio do Supremo Tribunal Federal.

Em setembro, a retirada de parte do sigilo dos procedimentos tornou públicos documentos referentes ao inquérito sobre o candidato do PL. O caso investiga possíveis crimes relacionados às operações financeiras envolvendo o projeto “Dark Horse”. Flávio nega ter cometido irregularidades.

O levantamento dos sigilos também ampliou a crise no STF. O presidente da Corte, Edson Fachin, determinou a divulgação de documentos dos procedimentos relacionados ao Master, preservando informações referentes a diligências cujo sigilo seja necessário para não prejudicar as investigações.

Sandrinho convoca carreata e ato com Pedro Campos, Maria Arraes e Carlos Costa

O prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, utilizou suas redes sociais para convocar a população para um ato político em torno de candidatos da Frente Popular.

A carreata do “Time de Lula e João” acontece nesta sexta-feira, dia 18 de setembro.

O evento político terá início a partir das 18h, com ponto de concentração marcado no Estádio Vianão. A expectativa compartilhada pelo prefeito é de uma mobilização expressiva pelas ruas do município. “A cidade vai ficar pequena para a força do nosso time”, destacou Sandrinho em seu chamamento.

Haverá presenças de Carlos Costa, candidato a vice-governador, Pedro Campos, candidato a Federal e Maria Arraes, candidata a Estadual.

Na programação está previsto um momento de fala dos candidatos.

Minha Rua é 10: mais uma rua inaugurada em Afogados

 

 

A Prefeitura de Afogados foi ao bairro Brotas, nesta quarta (16), inaugurar mais uma rua pavimentada no âmbito do programa “Minha Rua é 10”.

A pavimentação da vez foi a da Rua Alzira Rosa, com 376 metros de comprimento. Foram investidos 279 mil Reais na pavimentação em paralelo dos mais de dois mil metros quadrados da via.

“É um sonho realizado em nosso bairro, essa obra foi pedida em 2013, num requerimento do projeto ‘câmara no meu bairro’. Pedido reforçado agora por um requerimento do vereador Raimundo Lima. Passamos por momentos difíceis e agora chegou finalmente o calçamento,” afirmou Sônia Ângelo, representante do conselho do bairro Brotas, que emocionou a todos pedindo um minuto de silêncio pela memória do ex-prefeito José Patriota, cuja passagem para o plano superior completa dois anos nesta quinta (17).

“Durante muitos anos convivemos com uma rua esburacada e de difícil acesso, quase não tínhamos como transitar. Sou mãe de três crianças com asma. A poeira constante agravava bastante o quadro delas. E agora, sem a poeira, não tem nada melhor do que ver a rua calçada,” destacou Maria Carlonaine Ferreira, professora e moradora da Rua Alzira Rosa.

Em sua fala, o Prefeito Sandrinho Palmeira anunciou, para a próxima semana, a inauguração da Rua José Moraes Veras, rua do tiro de Guerra, no bairro Manoela Valadares, que faz a ligação direta entre as ruas Padre Luís de Góes e Diomedes Gomes.

“Estamos trabalhando não apenas no maior programa de pavimentação de ruas da história de Afogados, mas no maior programa de mobilidade e infraestrutra de nossa cidade. Quero aqui anunciar que faremos, até o final de nossa gestão, a construção da ponte sobre o riacho do Borges, ligando os bairros Brotas e Borges,” anunciou Sandrinho.

A inauguração contou com as presenças dos moradores da rua, representantes da associação de moradores, do vice-prefeito Daniel Valadares e dos vereadores Raimundo Lima, César Tenório, Douglas eletricista, Mário Martins, Reinaldo Lima, Cícero Miguel, Simone da feira e Lucineide Cordeiro.

Lula rebate Trump: ‘terrorista era o Bolsonaro’

Presidente rechaça interferência dos EUA e aponta plano golpista de 8 de janeiro como verdadeiro terrorismo de Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebatou, nesta sexta-feira (18), as declarações do ex-presidente norte-americano Donald Trump sobre a atuação de facções criminosas na América Latina. Durante anúncio de ações de combate ao crime organizado no Rio de Janeiro, o chefe do Executivo rejeitou a rotulação dessas organizações como grupos terroristas nos moldes internacionais e afirmou que o verdadeiro terrorismo de Estado foi praticado por seu antecessor, Jair Bolsonaro, ao articular um golpe de Estado no Brasil, informa o discurso oficial do presidente.

“Nós precisamos ganhar do crime organizado. Eu não aceito a ideia de que as facções são organizações terroristas, como diz o Trump. Quando o Trump fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado. Ele fala da briga pelo poder. Quem era isso era o Bolsonaro, tentando dar golpe no 8 de janeiro. Isso é terrorismo. Pensando em matar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes. Esse era o plano. Isso é terrorismo de Estado”, declarou Lula.

Ao mesmo tempo, o presidente ponderou que a população das periferias e comunidades periféricas sofre um tipo distinto de violência, caracterizado pelo domínio territorial e pelo constrangimento ilegal praticado por facções e milícias no dia a dia dos moradores.

“Agora estamos falando de terrorista na periferia. Porque esses bandidos são terroristas para a família que está no bairro, para as pessoas na escola, que querem dançar num baile qualquer na periferia, que têm que pagar pedágio por conta do gás, por conta dos benefícios que o governo oferece. Esse é terrorismo, em que vive todo mundo assustado, desde uma criança levantar cedo para a escola, o pai e a mãe”, explicou o mandatário.

Lula reafirmou o compromisso do governo federal em atuar de forma integrada com as demais esferas de poder para recuperar o controle de áreas sob domínio de grupos armados no estado fluminense. “Esse nós vamos desocupar o território. Esse é o compromisso nosso: deixar o Rio de Janeiro livre da bandidagem”, concluiu.

Preso, Milton Leite pode expor infiltração do PCC na prefeitura e no governo de São Paulo

Investigação aponta Leite como “dono de fato” da Transwolff, empresa que já havia sido alvo de apurações por suspeitas de lavagem de dinheiro para o PCC

Milton Leite

Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo e uma das principais lideranças políticas da capital nas últimas décadas, foi preso nesta sexta-feira (18), após se entregar à polícia. Ele era alvo de mandado de prisão temporária na Operação Vectura Corrupta, deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil para investigar a infiltração do PCC em empresas de transporte coletivo e relações da organização criminosa com agentes públicos e políticos, na gestão do prefeito Ricardo Nunes. A investigação aponta Leite como “dono de fato” da Transwolff, empresa que já havia sido alvo de apurações por suspeitas de lavagem de dinheiro para a facção. 

A investigação afirma que o nome de Leite aparece em mensagens e áudios obtidos durante as apurações como interlocutor em questões relacionadas ao setor de transporte. A decisão judicial que autorizou sua prisão também menciona declarações de policiais militares segundo as quais ele seria o proprietário de fato da Transwolff. 

A Operação Vectura Corrupta investiga a presença de representantes ou “laranjas” do PCC em 12 das 22 empresas de transporte coletivo da capital, segundo o Ministério Público. A apuração envolve suspeitas de lavagem de dinheiro, movimentação de recursos do crime organizado, negociação de ônibus e financiamento de campanhas eleitorais.

A operação também levou à prisão de Danilo Marco Morgado Silva, candidato a deputado estadual pelo PL, além de Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans. Segundo a investigação, Morgado teria recebido recursos ilícitos para financiamento de campanha. Levi é investigado por contatos com intermediários do PCC relacionados aos interesses da organização no setor de transportes.

Milton Leite construiu sua carreira política na zona sul de São Paulo. Entrou na Câmara Municipal, em 1997, foi reeleito seis vezes e presidiu a Casa por seis vezes. Manteve forte influência sobre o Legislativo municipal e foi um dos principais articuladores políticos da base de Ricardo Nunes na Câmara. Em 2024, como dirigente do União Brasil, participou da articulação do apoio do partido à reeleição do prefeito.

A relação política com Nunes se soma à proximidade mantida por Leite com o governador Tarcísio de Freitas. Em janeiro de 2024, durante as articulações para a privatização da Sabesp, Tarcísio chamou Leite de “lindão” em um evento na zona sul. Em agosto de 2026, poucas semanas antes da Operação Vectura Corrupta, o governador participou do lançamento das candidaturas dos dois filhos de Milton Leite.

A investigação atual é desdobramento de apurações anteriores sobre a atuação do PCC no transporte público paulista. A Transwolff foi alvo da Operação Fim da Linha, em 2024, e sofreu intervenção da Prefeitura de São Paulo. Na investigação atual, além da Transwolff, aparecem outras empresas do transporte coletivo e suspeitas de que a organização criminosa tenha ampliado sua presença no setor.

Durante as buscas relacionadas a Milton Leite, a Polícia Civil encontrou cerca de R$ 738 mil em dinheiro, entre reais e dólares, em um imóvel ligado a um ex-assessor do ex-vereador, em Sorocaba. A apreensão faz parte das diligências da operação.

A Prefeitura de São Paulo informou que acompanha a investigação e determinou a análise dos contratos e vínculos da empresa A2 Transportes, também citada na apuração. O município afirmou que colaborará com o Ministério Público e adotará medidas administrativas e judiciais caso sejam identificadas irregularidades.

Milton Leite nega as acusações e afirma que nunca teve participação na Transwolff nem qualquer relação com o PCC. A empresa também nega que ele tenha participado de seu quadro societário ou de sua gestão. As investigações seguem em andamento.

Lula: ‘Vorcaro virou banqueiro no governo Bolsonaro e prisioneiro no meu’

Presidente Lula lembra que o Master virou banco no governo Bolsonaro e destaca ações do atual mandato contra a corrupção

Lula e Daniel VorcaroCrédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Divulgação/Banco Master

O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira (18) que o caso envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro configura o maior escândalo econômico de corrupção da história do Brasil, atribuindo à gestão Jair Bolsonaro (PL) a ascensão da instituição financeira, segundo entrevista concedida à Rádio Tupi, no Rio de Janeiro.

O chefe do Executivo criticou a conduta das administrações estaduais do Rio de Janeiro e abordou as recentes investigações que envolvem o sistema financeiro e fraudes contra o patrimônio público. Lula destacou o contraste entre a criação do banco no mandato anterior e a atuação do seu atual governo frente aos ilícitos apurados pelas autoridades.

“Eu considero [o maior escândalo de corrupção da história do Brasil] e tenho orgulho de dizer o seguinte: eles criaram o banqueiro e eu o tornei prisioneiro. O Master não era banco. Foi a família Bolsonaro que fez ele virar banco. Ou seja, ele virou banco no governo Bolsonaro e ele [Vorcaro] virou prisioneiro no meu governo”, declarou o presidente.

A declaração ocorre em meio aos desdobramentos de investigações que trouxeram a público interceptações telefônicas e registros de conversas atribuídas a Vorcaro. Ao comentar o material obtido pelas autoridades, Lula enfatizou a gravidade das ligações do ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) expostas nos áudios.

“Você está vendo agora a gravação do telefone do Vorcaro, o quanto ele está enterrado até o pescoço nessa relação promíscua, que levou ao maior escândalo econômico de corrupção na história do Brasil”, afirmou o presidente durante a transmissão da Rádio Tupi.

Além de tratar do escândalo financeiro, Lula fez um diagnóstico severo sobre a crise de gestão e de segurança que afeta o estado do Rio de Janeiro, confrontando a atuação do governo federal com o histórico das administrações locais.

“Acho inconcebível o Rio de Janeiro viver a situação que vive. Eu fiz aqui 106 mil casas, já entregamos 90 mil. Mas quando você vai pegar o governo do estado, eles não fizeram as coisas que tinham que fazer. O governador passado não fazia nada”, pontuou o presidente, referindo-se à escassez de entregas e investimentos por parte do governo Castro.

Aprofundando o balanço de combate a ilícitos em sua gestão, Lula estabeleceu uma comparação direta com outras operações do governo federal, citando o desmantelamento de esquemas de fraude no INSS e a recuperação de ativos.

“Da mesma forma que eles criaram a quadrilha da Previdência Social, que roubou quase R$ 4 bilhões do povo brasileiro. Nós já devolvemos todo o dinheiro que foi roubado, já apreendemos R$ 6 bilhões em bens da quadrilha e a quadrilha já está presa”, concluiu o chefe do Executivo.

Lula muda estratégia de campanha: “Quem vota em Flávio Bolsonaro vota em Vorcaro”

Campanha petista quer reduzir peso da crise no STF e associar candidato do PL à investigação sobre recursos para o filme Dark Horse

Lula e Flávio BolsonaroCrédito: Ricardo Stuckert/PR I Waldemir Barreto/Agência Senado

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu mudar o eixo da disputa presidencial e passou a orientá-lo a confrontar diretamente o candidato Flávio Bolsonaro (PL), com foco na investigação sobre recursos ligados ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).

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Segundo o blog do jornalista Valdo Cruz, no G1, integrantes da campanha petista avaliam que o debate em torno da crise no Supremo Tribunal Federal acabou desviando a atenção de um tema considerado mais sensível para Flávio: a apuração em curso no STF sobre valores solicitados ao empresário para a produção do filme.

A nova estratégia prevê que Lula deixe de delegar os ataques mais duros a aliados e à propaganda eleitoral e passe a assumir pessoalmente o embate com o adversário. Nesta semana, o presidente já adotou esse tom em discursos e entrevistas. “Flávio, onde está o dinheiro da corrupção do Master?”, questionou Lula.

Nas redes sociais ligadas ao PT, a mudança também apareceu em mensagens com o slogan “quem vota em Flávio vota em Vorcaro”. A tentativa é associar politicamente o candidato do PL ao empresário investigado e recolocar o caso Dark Horse no centro da campanha.

A ofensiva petista surge como resposta à estratégia adotada por apoiadores de Flávio Bolsonaro, que passaram a difundir a frase “quem vota em Lula vota em Moraes”, em referência ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. Para aliados de Lula, a pauta sobre o Supremo ganhou espaço excessivo nos últimos dias e acabou favorecendo o candidato do PL.

O comando da campanha discutiu diferentes alternativas para reagir ao cenário considerado adverso. Uma ala defendia que Lula mantivesse distância do confronto direto com Flávio e evitasse ampliar a crise institucional envolvendo o STF. Outra defendia que o presidente assumisse o embate e deslocasse o foco para a relação do adversário com Daniel Vorcaro.

Prevaleceu a segunda linha. Na avaliação de integrantes da campanha, o erro recente foi permitir que a disputa eleitoral ficasse concentrada na crise do Supremo, reduzindo o espaço para questionamentos sobre a investigação envolvendo o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro.

Assessores presidenciais afirmam que aliados de Flávio conseguiram impor uma pauta favorável ao senador desde as manifestações de Sete de Setembro. Dentro desse diagnóstico, petistas também atribuem parte do movimento a decisões do ministro André Mendonça, indicado ao STF por Jair Bolsonaro, que teriam ampliado a pressão sobre Alexandre de Moraes e beneficiado politicamente o candidato do PL.

Mendonça, no entanto, rejeita qualquer atuação político-partidária e nega ter participado de articulações em favor de qualquer candidato.

Segundo integrantes da campanha petista, Lula passou dias discutindo qual deveria ser sua posição pública em relação a Moraes. Para assessores do presidente, esse debate produziu um efeito indesejado: enquanto a campanha se concentrava no ministro do STF, Flávio Bolsonaro deixava de ser o alvo principal dos ataques.

A orientação agora é reduzir o protagonismo da crise do Supremo na disputa eleitoral e concentrar a ofensiva sobre Flávio, suas relações com Vorcaro e a investigação em andamento no STF. A expectativa do PT é conter o avanço do candidato do PL nas pesquisas e reposicionar a campanha em torno de temas considerados mais vulneráveis para o adversário.

PF apreende R$ 2,5 milhões em espécie que seria usado para compra de votos

Duas pessoas foram presas em flagrante na quarta-feira (16) pela Polícia Federal (PF) após sacarem R$ 2,5 milhões em espécie de uma agência bancária na cidade de Belém, capital do Pará. 

Os investigados foram colocados à disposição do Tribunal Eleitoral Regional do Pará e poderão responder, na medida de suas participações, pelos crimes de lavagem de dinheiro, peculato, associação criminosa, corrupção eleitoral, porte ilegal de arma de fogo, resistência, entre outros que venham a ser apurados.

De acordo com a PF, os valores seriam provenientes de desvio de recursos públicos e teriam como destino o financiamento irregular de campanha eleitoral. Além do dinheiro, foram apreendidos uma arma de fogo e materiais diversos, que vão passar por perícia.

Segundo o portal Metrópoles, a ação tinha como alvo dois políticos que vão ser investigados por compra de votos. Um deles é vereador e disputa uma vaga na Assembleia Legislativa. Já o outro alvo é deputado estadual e pleiteia uma vaga na Câmara dos Deputados.  Nenhum dos dois está entre os presos na operação.

As investigações contaram com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU), especialmente na análise e na rastreabilidade dos recursos.

Nova pesquisa mostra João Campos numericamente à frente de Raquel Lyra em Pernambuco

Uma nova pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira (15), coloca o ex-prefeito do Recife e candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), numericamente à frente da governadora Raquel Lyra (PSD) no primeiro turno.

Segundo o levantamento, João Campos aparece com 44% das intenções de voto, enquanto Raquel Lyra registra 43%. Apesar da vantagem numérica de um ponto, os dois estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais.

A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 14 de setembro, com 1.600 eleitores de Pernambuco. O nível de confiança é de 95% e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-07953/2026.

João também cresce na comparação com levantamentos recentes

O novo resultado chama atenção porque pesquisas divulgadas nos últimos dias haviam apresentado Raquel numericamente à frente.

No Datafolha divulgado em 11 de setembro, Raquel Lyra aparecia com 47%, contra 42% de João Campos no primeiro turno. Já levantamento da Quaest divulgado em 8 de setembro apontava 43% para Raquel e 37% para João, também dentro de um cenário de empate técnico.

Agora, na pesquisa Real Time, João aparece com 44%, enquanto Raquel tem 43%, indicando uma mudança no posicionamento numérico dos dois principais candidatos no levantamento.

Segundo turno aparece empatado

Na simulação de segundo turno, o Real Time Big Data aponta 44% para João Campos e 44% para Raquel Lyra.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, os dois também aparecem empatados em 25% cada.

Os números mostram uma disputa bastante acirrada neste momento da eleição, com diferenças dentro da margem de erro e elevada parcela de eleitores que ainda não definiu seu voto.

A pesquisa, portanto, registra uma vantagem numérica de João Campos no primeiro turno, mas não permite afirmar estatisticamente que ele esteja isolado na liderança.

Instituto de André Mendonça convocou Vorcaro para convescotes, mostram mensagens

Magistrado decidiu no começo de setembro deixar a entidade fundada por ele

Ministro André Mendonça – Daniel VorcaroCrédito: Victor Piemonte/STF / Banco Master/Divulgação

 Mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do aparelho celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro indicam que ele foi convidado em ao menos duas oportunidades para eventos do Instituto Iter, entidade fundada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), informa a Folha de São Paulo.

Procurado pela Folha de São Paulo via assessoria de imprensa na manhã de terça-feira (15), o integrante do STF não apresentou resposta até a publicação da reportagem. A equipe do jornal também entrou em contato com o gabinete de Anastasia, que da mesma forma não enviou retorno até a conclusão do texto.

Embora o material recuperado pela PF não explicite se Vorcaro compareceu ao evento no hotel Fasano, os registros confirmam a existência de um segundo convite enviado ao ex-banqueiro. A convocação era para um novo debate programado para julho de 2025, também relativo às atividades de lançamento da entidade em território mineiro. Naquela ocasião, o convite detalhava que Mendonça debateria “o papel das instituições públicas nas reformas estruturais do Estado: eficiência e desenvolvimento econômico” com especialistas e autoridades.

Contratos do instituto e relatoria no STF

O ministro André Mendonça decidiu deixar o Instituto Iter em 3 de setembro. A entidade criada pelo magistrado recebeu R$ 11,5 milhões por meio de 68 contratos celebrados sem licitação com órgãos públicos de 15 estados brasileiros a partir de 2024.

Atualmente, Mendonça é o relator no STF do processo que investiga o Banco Master, instituição que pertencera a Daniel Vorcaro. O magistrado assumiu a relatoria do caso em fevereiro de 2026, momento posterior aos convites distribuídos e às datas previstas para a realização dos eventos em Belo Horizonte.

A íntegra dos dados armazenados no celular do ex-banqueiro foi entregue pela Polícia Federal na segunda-feira (14) aos gabinetes dos ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. A solicitação da cópia integral foi formalizada pelos magistrados para embasar a análise realizada no Pleno da Corte a respeito da relação entre Moraes e o ex-banqueiro.

A extração das conversas trouxe desdobramentos imediatos para a composição das deliberações no tribunal. As mensagens revelaram a existência de pagamentos direcionados ao advogado Kevin Marques, filho do ministro Kassio Nunes Marques, além de registrar diálogos e contatos mantidos com Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux. Diante da revelação do conteúdo, Nunes Marques declarou-se suspeito e abandonou a sessão de julgamento.

Articulação de interlocutores e encontro em São Paulo

Os relatórios policiais revelam que Vorcaro acionou diferentes intermediários na tentativa de estabelecer diálogo com André Mendonça. As trocas de mensagens ocorrem no período entre abril de 2024 e maio de 2025, abrangendo desde o alinhamento de horários para reuniões e menções a julgamentos na Corte até a organização de uma audiência presencial com o ministro no estado de São Paulo.

Em abril de 2024, registros mostram diálogos entre Vorcaro e o advogado identificado como Marcus Vinicius sobre uma agenda com Mendonça. “O André Mendonça me chamou lá no STF às 16 hs. Posso ir com vc agora ou às 17 hs?”, perguntou o advogado. Vorcaro sugeriu o horário das 18h, ao passo que Marcus Vinicius confirmou que aguardaria o banqueiro em seu escritório. No dia seguinte, nova troca de mensagens indicava que o advogado cumpria compromissos na sede do STF antes de se reunir com o empresário.

As conversas registram também consultas a respeito de processos no Supremo. Em julho de 2024, Vorcaro questionou o andamento de uma causa, obtendo do interlocutor a resposta de que “tudo tem como o amigo”, que a matéria iria a julgamento no dia 6 de agosto e que aguardava atualizações processuais.

Outra frente de contatos envolveu o advogado Ciro Soares. Em 8 de fevereiro de 2025, Soares enviou uma foto a Vorcaro afirmando que estava acompanhado de Mendonça. Posteriormente, em 16 de fevereiro, escreveu ao ex-banqueiro: “Opa Dani!!! Preciso muito falar com vc. O A.M quer recebê-lo. E preciso agendar o quanto antes”. Diante do questionamento de Vorcaro sobre disponibilidade na quarta-feira seguinte, Ciro informou que estava deixando Brasília e indicou a possibilidade de marcar o compromisso para as 18h.

A efetivação de uma agenda presencial ocorreu no mês seguinte. Em 13 de março de 2025, Cezinha Madureira informou o ex-banqueiro: “Amanhã sexta feira 17:00 com ministro André em São Paulo”. Vorcaro assentiu com a confirmação (“Show” e “Marcado”). No dia 14 de março, momentos antes do horário fixado, Vorcaro avisou que estava a caminho, ao passo que Madureira respondeu: “Ministro já está te esperando”. O relatório da PF atesta a realização da reunião presencial entre as partes em março de 2025, embora o documento não explicite a pauta tratada no encontro.

Mensagens posteriores mostram divergências entre a rede de contatos quanto à conveniência da presença do ex-banqueiro nos eventos do instituto. Ao repassar os dados do coquetel do Iter em maio de 2025, Ciro Soares reclamou: “o homem pede para lhe chamar pro evento e Cezinha acha melhor vc não ir.” Soares completou dizendo que ele e o interlocutor chamado Jarbas não enxergavam óbice à presença de Vorcaro, solicitando que o ex-banqueiro lhe telefonasse para tratar do assunto.

PESQUISA: Lula tem 56% e Flávio Bolsonaro, 25% em Pernambuco

Pesquisa divulgada nesta terça-feira (15) mostra diferença de 31 pontos percentuais no primeiro turno; em eventual segundo turno, Lula registra 59% e Flávio, 36%.

Lula (PT) aparece com 56% das intenções de voto para presidente entre os eleitores de Pernambuco, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 25%, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (15).

Augusto Cury (Avante) aparece com 5%, seguido por Renan Santos (Missão), com 4%. Pablo Marçal (PRTB) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 2% cada, enquanto Romeu Zema (Novo) registra 1%. Outros candidatos somam 1%.

Brancos e nulos representam 2%, e outros 2% não souberam ou não responderam.

Segundo turno

Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 59%, contra 36% do candidato do PL. Brancos e nulos somam 3%, enquanto 2% não souberam ou não responderam.

A diferença entre os dois candidatos, portanto, passa de 31 pontos percentuais no cenário de primeiro turno para 23 pontos na simulação de segundo turno.

O Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores entre os dias 10 e 14 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-00283/2026.

Foto: reprodução

Moraes diz que relatório contra ele é ilegal, pede nulidade de acusações no caso Master e diz que André Mendonça age por vingança

Ministro afirma que não há indício de crime, aponta motivação político-eleitoral e questiona a origem do documento atribuído à Polícia Federal

ré MendonçaCrédito: Victor Piemonte/STF | Gustavo Moreno/STF

 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu a anulação do relatório que embasou a solicitação para investigá-lo no caso Master. Em manifestação de 44 páginas enviada ao presidente da Corte, Edson Fachin, ele classificou o procedimento como ilegal, afirmou que “não há indício de infração penal” e atribuiu a iniciativa do ministro André Mendonça a uma tentativa de “vingança”.

 

A defesa foi protocolada na noite desta segunda-feira (14), segundo informações publicadas pelo Metrópoles. O documento antecede a sessão na qual o STF deverá decidir se existem elementos para abrir uma investigação contra Moraes.

Dividida em 121 tópicos, a manifestação contesta tanto o conteúdo quanto a elaboração do relatório atribuído à Polícia Federal. Moraes sustenta que o pedido de apuração não partiu da Procuradoria-Geral da República (PGR) nem recebeu autorização do plenário do Supremo, circunstâncias que, na avaliação dele, tornam o procedimento inválido.

“Apesar da farsa montada e divulgada, não existe absolutamente nada e todos sabem a motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras. VINGANÇA. Está muito clara a tentativa de vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a Democracia e o Estado de Direito e foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou o ministro.

A manifestação foi apresentada depois de Fachin abrir prazo, em 3 de setembro, para que os envolvidos se pronunciassem sobre o caso. Além de Moraes e Mendonça, foram chamados a prestar esclarecimentos o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Moraes questiona produção do relatório

Um dos principais argumentos da defesa diz respeito à procedência do documento. Moraes afirma que os metadados indicariam que o relatório não foi produzido integralmente dentro da estrutura da Polícia Federal. Com base nessa alegação, ele aponta uma possível quebra da cadeia de custódia e levanta a hipótese de participação de uma instituição externa.

“O relatório é imprestável porque houve total quebra da cadeia de custódia, inclusive com relatório não realizado integralmente na Polícia Federal, mas sim com auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro, demonstrando clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026, ao tentar incriminar o Juiz relator das ações julgadas pela Primeira Turma contra a organização criminosa que tentou dar um Golpe de Estado no Brasil, abolindo o Estado Democrático de Direito”, declarou.

A possível participação estrangeira, mencionada por Moraes, integra a argumentação de sua defesa e ainda precisa ser examinada pelo Supremo. A manifestação apresentada não identifica, no trecho divulgado, qual instituição teria colaborado com a elaboração do relatório.

Ministro relaciona caso aos ataques de 8 de Janeiro

Moraes também associou o pedido de investigação ao movimento que resultou nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023. Para o ministro, a ofensiva contra as instituições democráticas teria assumido uma nova forma após as condenações impostas pelo STF.

“A tentativa de Golpe não se encerrou em 8/1/2023, simplesmente mudou seu modus operandi. Mas assim como na primeira vez, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL saberá resistir e sairá fortalecido, mantendo a Defesa plena da CONSTITUIÇÃO, do ESTADO DE DIREITO e da DEMOCRACIA”, escreveu.

Ao pedir a nulidade, Moraes procura impedir que o relatório seja utilizado como fundamento para a instauração de uma apuração formal. Caberá ao Supremo avaliar a regularidade do procedimento, a integridade do documento e a existência — ou não — de elementos que justifiquem uma investigação relacionada ao caso Master.

O que, de fato, Mendonça não quer que o STF veja?

Ministro impõe restrições a dados do celular de Daniel Vorcaro e levanta suspeitas de blindagem no Supremo

André MendonçaCrédito: Sophia Santos/STF

A pergunta que todos os que acompanham a crise no STF devem estar se fazendo é simples: por que os dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro continuam fora do alcance dos ministros da Corte, justamente às vésperas da sessão desta terça-feira (15), que decidirá se Alexandre de Moraes deve ou não ser investigado?

Mais do que isso: por que André Mendonça, autor do pedido de abertura de investigação contra Moraes, se manifestou contra o compartilhamento integral dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, sob a alegação de que a abertura total das mídias poderia “tumultuar o julgamento”?

O que precisa ficar claro ao ministro André Mendonça é que ele apenas pediu a abertura de uma investigação. A partir daí, não cabe a ele controlar o processo, decidir o que os demais ministros podem ou não conhecer, nem determinar os termos em que o pedido será julgado. Essa é uma atribuição do presidente da Corte, a quem compete conduzir o andamento do julgamento.

Cristiano Zanin e Gilmar Mendes já demonstraram contrariedade à limitação imposta por Mendonça e devem questionar a falta de informações cruciais para o julgamento do pedido de investigação contra um colega de Corte.

As informações passadas já na semana passada para mim por fontes do STF dão conta de que há fortes suspeitas de que Mendonça poderia estar tentando se blindar. Ministros do STF trabalham com a possibilidade de que André Mendonça dificulta a abertura dos dados para evitar o vazamento de informações da relação dele próprio com Daniel Vorcaro.

Uma de minhas fontes diz que ministros próximos a Moraes estão preparados para chutar o balde e apresentar dentro da Corte informações que poderiam comprometer mais de uma dezena de ministros do STJ e do STF. Nesse sentido, vale lembrar das informações que já são públicas envolvendo parentes de ministros do STF com Daniel Vorcaro, como: Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. O próprio André Mendonça tem uma história mal contada com Daniel Vorcaro.

Todos se lembram que, no início de setembro, o jornalista Paulo Motoryn revelou que, em 14 de março de 2025, André Mendonça teve uma conversa de cerca de duas horas com Daniel Vorcaro, na sede do Instituto Iter, que na época pertencia ao ministro. A justificativa apresentada por Mendonça foi a de que o encontro se destinara exclusivamente a tratar de uma questão relacionada a precatórios de interesse do Banco Master.

Convenhamos: essa justificativa é extremamente frágil. Um ministro do Supremo tem a obrigação ética de tratar assuntos relacionados ao seu cargo em seu gabinete no STF, com registro oficial e total transparência. Não se trata apenas de uma questão de formalidade, mas de preservar a necessária distância entre um ministro da Corte e os interesses privados de um banqueiro.

Mais ainda: o encontro a portas fechadas entre Mendonça e Vorcaro, no instituto privado do ministro, poderia configurar impedimento para a relatoria do caso Banco Master. Essa informação deveria ter sido comunicada ao presidente Edson Fachin antes do sorteio que atribuiu a Mendonça a relatoria, retirada de Dias Toffoli.

Ao dificultar o acesso integral aos dados extraídos dos celulares de Daniel Vorcaro, André Mendonça abre espaço para especulações sobre sua própria relação com o ex-banqueiro. Se tomarmos como régua o que ocorreu com Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, que foi desmentido em diferentes versões sobre sua relação com Vorcaro, as perguntas são inevitáveis: Mendonça teve mais de uma reunião com o banqueiro? Existem mensagens entre os dois que ainda não vieram a público? Ele ou sua família receberam algum tipo de benefício financeiro de Vorcaro, como ocorreu com outros integrantes da Corte?

E, finalmente, por que André Mendonça afastou os agentes da Polícia Federal que investigavam o caso para colocar em seu lugar policiais de confiança ligados ao bolsonarismo? O que havia nas investigações que justificaria uma mudança dessa natureza justamente naquele momento?

Assim que terminei este texto, veio a informação de que a Polícia Federal finalmente liberou o acesso, aos gabinetes de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, à cópia dos dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Agora, resta esperar que o conteúdo disponibilizado seja realmente integral e que nada tenha ficado de fora.

PF pediu há seis meses que Mendonça autorizasse Coaf a revelar autoridade que teria recebido dinheiro de Vorcaro

Relatório citava pagamentos do ecossistema do Banco Master a uma autoridade com foro privilegiado; ministro do STF ainda não despachou o pedido

Daniel Vorcaro e André MendonçaCrédito: Victor Piemonte/STF / Banco Master/Divulgação

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         A Polícia Federal aguarda há seis meses uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre um pedido para que o Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) revele integralmente dados de um relatório que apontaria pagamentos do ecossistema de Daniel Vorcaro a uma autoridade com foro privilegiado.

O relatório de inteligência financeira enviado pelo Coaf ocultava, com tarjas, o nome da autoridade mencionada. A PF pediu a Mendonça, em 10 de março de 2026, autorização para ter acesso ao documento completo. Até agora, porém, o ministro não despachou no processo.

O caso ganhou novo peso nesta segunda-feira (14), quando o presidente do STF, Edson Fachin, retirou o sigilo do processo. A decisão ocorreu em meio a uma disputa interna na Corte, marcada por uma sequência de ofícios envolvendo ministros do tribunal e o avanço de discussões sobre possíveis investigações relacionadas ao caso Master.

De acordo com O Globo, o levantamento do sigilo foi cobrado pelo grupo do ministro Alexandre de Moraes em ofício enviado a Fachin na noite de domingo. A movimentação ocorre no contexto da reação de aliados de Moraes a iniciativas que podem levar à abertura de investigação contra o ministro.

No pedido enviado a Mendonça, a PF argumentou que, como a investigação já tramitava no Supremo, caberia ao ministro relator autorizar o acesso integral aos dados sigilosos. “Com efeito, a cautela do Coaf em não compartilhar automaticamente dados que envolvam autoridades com foro por prerrogativa de função alinha-se ao respeito às regras de competência jurisdicional. Todavia, considerando que a presente investigação criminal já tramita regularmente perante este Supremo Tribunal Federal, o juízo competente para supervisionar a higidez das provas e autorizar o acesso a dados sigilosos é, indubitavelmente, Vossa Excelência”, escreveu a corporação.

Segundo fontes ligadas à investigação ouvidas por O Globo, a autoridade mencionada no relatório seria um ministro de Corte Superior. A coluna afirma que, no grupo de Moraes, há a aposta de que se trate de Dias Toffoli.

Toffoli já havia sido citado em outro relatório da PF, de cerca de 200 páginas, que listava supostas ligações com Daniel Vorcaro. Entre os pontos mencionados estava a compra de uma participação avaliada em R$ 35 milhões na empresa que controlava o resort Tayaya, ligado à família do ministro. Esse relatório, no entanto, foi arquivado por Fachin em uma sessão secreta realizada em fevereiro deste ano.

Na ocasião, os ministros não declararam a suspeição de Toffoli, mas definiram os termos de sua saída da relatoria do caso Master. A revelação de que havia um pedido da PF parado há meses no gabinete de Mendonça tende a ser explorada politicamente dentro do Supremo por aliados de Moraes.

A estratégia do grupo de Moraes, segundo a reportagem, é sustentar que Mendonça teria adotado tratamento desigual em casos envolvendo colegas da Corte. A tese é que o ministro avançaria contra Moraes, ao mesmo tempo em que manteria sem decisão um pedido relacionado a uma autoridade com foro privilegiado citada em relatório do Coaf.

Datafolha: Raquel Lyra mantém 47% e João Campos sobe para 42%

A distância entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito João Campos (PSB) diminuiu dois pontos percentuais, segundo a nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11). A gestora manteve os 47% que registrou no levantamento anterior, divulgado em 21 de agosto, mas o candidato socialista subiu de 40% para 42%.

 

Os candidatos Ivan Moraes (PSOL), Professora Camila (UP) e Renan Hallais (Missão) mantiveram 1% cada, como haviam registrado em agosto. Guilherme Fonseca (PSTU), que havia somado 1% anteriormente, desta vez não pontuou. O mesmo ocorreu com Victor Assis (PCO) e Professor Jeremias do Banco (Democrata). O número de eleitores que votarão em branco, nulo ou nenhum dos candidatos subiu para 6% (eram 5%). Já os indecisos foram reduzidos de 4% para 2%.

Pela primeira vez, o Datafolha passou a divulgar os votos válidos, onde são excluídos os branco, nulos e indecisos. Nesse cenário, Raquel chega a 51% e João fica com 46%, o que significaria uma vitória apertada em primeiro turno para a governadora.

João Campos e Raquel Lyra mantiveram seus índices de rejeição em 32% e 29%, respectivamente.

O Datafolha ouviu 1.204 eleitores de Pernambuco entre 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, e foi registrado na Justiça Eleitoral com o número PE-04411/2026.

Deputados pedem cassação e inelegibilidade de Nikolas Ferreira por documento falso atribuído à PF

Parlamentares afirmam que publicação atribuída indevidamente à PF foi usada nas redes sociais após revelações sobre conversas com Daniel Vorcaro

Rogério Correia, Lindbergh Farias e Alencar Santana acionaram a PGE e pediram investigação que pode levar à inelegibilidade de Nikolas Ferreira por oito anos; representação cita divulgação de documento falso atribuído à Polícia FederalCrédito: Agência Câmara | IA

Segundo informações divulgadas pelos parlamentares nesta sexta-feira (11), a notícia de fato apresentada à PGE acusa Nikolas de compartilhar em suas contas oficiais e verificadas no Instagram e no X um documento falso atribuído à Polícia Federal. O material simulava uma conclusão da corporação segundo a qual não teriam sido encontrados indícios de crime em conversas entre o deputado e o banqueiro Daniel Vorcaro. A PF negou publicamente ser autora do documento.

O episódio ocorreu após a divulgação de reportagens sobre mensagens e áudios trocados entre Nikolas e Vorcaro que vieram à tona no âmbito da Operação Compliance Zero. De acordo com a representação, a publicação do documento foi feita poucas horas depois das revelações jornalísticas.

Alcance superior a 27 milhões de seguidores

Os três deputados sustentam que o episódio deve ser analisado também sob a ótica da legislação eleitoral porque Nikolas disputa a reeleição e utilizou perfis de grande alcance para divulgar o material.

As contas nas quais o documento foi republicado somam mais de 27 milhões de seguidores, segundo a notícia de fato encaminhada à PGE. Para Correia, Lindbergh e Alencar Santana, a divulgação teria sido usada para tentar neutralizar, durante a campanha eleitoral, o impacto das reportagens sobre as conversas de Nikolas com Vorcaro.

A representação aponta, nesse contexto, a possibilidade de ocorrência de uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder político. Caberá à Procuradoria-Geral Eleitoral avaliar os argumentos e elementos apresentados pelos parlamentares e decidir sobre as providências cabíveis.

Deputados querem investigação no TSE

Correia, Lindbergh e Alencar Santana pedem inicialmente a instauração de um procedimento preparatório para apurar o episódio. Na sequência, defendem que seja ajuizada uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Caso as acusações sejam acolhidas e posteriormente comprovadas na Justiça Eleitoral, os deputados pedem que sejam aplicadas as sanções previstas na legislação, incluindo a cassação do registro ou do diploma e a declaração de inelegibilidade de Nikolas por oito anos.

O pedido à PGE, portanto, não significa que essas punições já tenham sido impostas. A iniciativa dos parlamentares busca provocar a atuação do Ministério Público Eleitoral para que os fatos sejam investigados e, se houver fundamento, levados ao TSE.

Preservação das publicações e alcance

Outro ponto da representação é o pedido para que sejam preservados os registros digitais relacionados à divulgação do documento. Os deputados querem que sejam obtidos dados capazes de demonstrar o alcance das publicações e sua circulação nas plataformas.

Também foi solicitada a apuração de eventuais crimes eleitorais associados à falsificação e ao uso do documento falso atribuído à Polícia Federal.

A negativa da PF sobre a autoria do material é um dos elementos centrais da iniciativa. A representação busca estabelecer quem produziu o documento, como ele chegou às redes de Nikolas e quais foram os efeitos de sua divulgação durante o período eleitoral.

Fachin acolhe pedido da PGR e dá 24 horas para Mendonça retirar sigilo do caso Master

Presidente do Supremo também manda retirar sigilo dos procedimentos da Compliance Zero após PGR apontar que parte relevante das apurações não foi compartilhada

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (11) que o ministro André Mendonça encaminhe, no prazo de 24 horas, todos os procedimentos relacionados à Operação Compliance Zero à Presidência da Corte e aos gabinetes dos demais ministros. A investigação apura suspeitas envolvendo o Banco Master.

Fachin também ordenou o levantamento do sigilo dos procedimentos vinculados à operação. A exceção alcança diligências em andamento ou ainda não realizadas cuja divulgação possa comprometer a efetividade das investigações. O conjunto do material deverá ser entregue aos ministros em um HD próprio.

A medida amplia o acesso dos integrantes do STF às investigações do caso Master às vésperas da sessão extraordinária marcada para terça-feira (15), quando o plenário deverá analisar uma das frentes da crise que atingiu a Corte.

PGR pediu abertura de todos os procedimentos

A decisão de Fachin acolheu uma solicitação do vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho. Em manifestação encaminhada ao presidente do Supremo, ele afirmou que “grande parte” dos procedimentos relacionados à Compliance Zero não constava da lista de processos cujo sigilo havia sido levantado por Mendonça.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu que todas as peças e procedimentos vinculados ao caso fossem abertos, “sem exceção”.

“O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero, fato que, embora suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência que animou a medida proposta por V. Exa, perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último”, afirmou Hindenburgo.

A manifestação da PGR ocorreu depois de Fachin já ter solicitado a Mendonça o compartilhamento dos procedimentos relacionados ao Master com os demais ministros e sugerido a retirada dos sigilos. Com a nova decisão, o presidente do STF fixou um prazo objetivo para o envio do material e determinou a abertura dos procedimentos, ressalvadas as diligências que possam ser prejudicadas pela publicidade.

Retirada parcial do sigilo provocou críticas no STF

Uma ala do Supremo também passou a questionar a forma como Mendonça retirou o sigilo das investigações. A avaliação desses ministros é que informações relacionadas a algumas autoridades permaneceram protegidas, criando um tratamento desigual entre diferentes frentes originadas das apurações sobre o Banco Master.

Entre os documentos mencionados está um relatório da Polícia Federal que, segundo a reportagem, contém mensagens e informações sobre a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Dias Toffoli. A existência e o conteúdo dessas informações foram noticiados pela revista Piauí na quinta-feira (10).

As revelações sobre Toffoli passaram a alimentar, dentro do tribunal, o argumento de que o plenário não deveria apresentar uma resposta definitiva exclusivamente sobre as suspeitas relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes enquanto outras questões derivadas das mesmas investigações continuam pendentes.

A discussão ocorre em meio à pressão sobre a sessão extraordinária convocada por Fachin para 15 de setembro. Os ministros também levantaram a possibilidade de um pedido de vista interromper o julgamento.

Julgamento de terça-feira está no centro da crise

O processo incluído na pauta do plenário reúne um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas a Vorcaro e referências a Moraes. Na quinta-feira, a Presidência do Supremo disponibilizou aos gabinetes a íntegra da Petição 16.662, que será analisada na sessão extraordinária.

As questões relacionadas à atuação de Mendonça, entretanto, ainda seguem um calendário diferente.

Relatórios de inteligência da Polícia Federal utilizados por Moraes para levantar suspeitas de “parcialidade” e eventual crime de responsabilidade de Mendonça ainda não têm data definida para análise do plenário. Fachin indicou que deverá decidir o destino dessa frente depois de receber as informações solicitadas ao ministro.

A diferença no andamento das duas frentes tornou-se um dos pontos de divergência interna. Conforme a reportagem, uma ala do STF entende que os questionamentos relacionados à atuação de Mendonça também deveriam ser considerados antes de uma conclusão definitiva sobre as suspeitas envolvendo Moraes.

A determinação para que todos os procedimentos sejam compartilhados em até 24 horas poderá dar aos ministros acesso a um panorama mais amplo da Compliance Zero antes da sessão.

Fachin ouviu ministros antes de definir os próximos passos

Na quinta-feira, Fachin realizou conversas individuais com integrantes do Supremo para discutir o rito e a condução do julgamento extraordinário.

Passaram pelo gabinete da Presidência Alexandre de Moraes, André Mendonça, Dias Toffoli, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Cristiano Zanin. Fachin também conversou com Cármen Lúcia no gabinete da ministra e recebeu o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O presidente do STF ouviu as avaliações apresentadas sem antecipar sua posição sobre o formato definitivo do julgamento.