Republicanos indica neutralidade e isola ainda mais Flávio Bolsonaro na corrida presidencial

Consulta interna mostra que 17 diretórios estaduais defendem independência na eleição presidencial

Flávio Bolsonaro e Marcos PereiraCrédito: Agência Senado

 

A articulação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para ampliar sua base na corrida presidencial sofreu um novo revés nesta segunda-feira (3). O Republicanos apresentou ao PL um levantamento formal indicando que a maioria de seus diretórios estaduais prefere manter independência na eleição presidencial deste ano.

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Segundo a Coluna do Estadão, do jornal O Estado de São Paulo, a consulta interna aponta que 17 diretórios estaduais defenderam a neutralidade. Outras nove unidades da Federação manifestaram preferência por uma aliança com Flávio Bolsonaro. Entre elas está São Paulo, maior colégio eleitoral do país, comandado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição.

Apenas um diretório estadual, o de Pernambuco, defendeu apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O apoio ao petista já foi anunciado pelo comando local da legenda.

Os dados foram detalhados pelo presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, em reunião com Flávio Bolsonaro, o coordenador de sua campanha ao Planalto, senador Rogério Marinho (PL-RN), e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

Republicanos prioriza bancada no Congresso

Na conversa com a cúpula do PL, Marcos Pereira afirmou que a prioridade do Republicanos é eleger mais deputados federais e senadores. O objetivo da legenda é ampliar sua representação no Congresso Nacional, ganhar peso nas votações e fortalecer sua capacidade de influência em negociações de governabilidade.

A posição reforça a tendência de que partidos do Centrão busquem preservar seus projetos regionais e suas estratégias para o Legislativo, evitando uma adesão nacional automática à candidatura de Flávio Bolsonaro.

PL tenta reverter resistência da sigla

Apesar do levantamento desfavorável, o PL fez um novo apelo ao Republicanos. Os dois grupos devem voltar a se reunir ainda nesta segunda-feira (3), enquanto Marcos Pereira pretende realizar novas consultas antes de anunciar a decisão formal do partido.

Nos bastidores, de acordo com a Coluna do Estadão, a cúpula do Republicanos acumula mágoas dos Bolsonaros. Além disso, dirigentes da legenda avaliam que não há vantagem em entrar em uma disputa nacional considerada muito radicalizada.

Por enquanto, não está em discussão como o Republicanos se posicionará em um eventual segundo turno da corrida presidencial.

Centrão reduz alternativas para a vice

O movimento do Republicanos amplia as dificuldades de Flávio Bolsonaro para construir uma chapa mais ampla. As opções para a vice-presidência já haviam diminuído depois que o PP anunciou, na sexta-feira (31), que manterá neutralidade na disputa presidencial.

A decisão frustrou os planos do senador de ter a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS) como candidata a vice. A adesão do PP também poderia ampliar o tempo de rádio e TV da campanha do PL.

Lideranças do Progressistas afirmam que a decisão de rejeitar uma aliança com Flávio Bolsonaro faz parte da estratégia eleitoral da legenda. O objetivo do partido é, ao lado do União Brasil, com quem forma uma federação, eleger a maior bancada da Câmara dos Deputados.

Podemos ainda está no radar do PL

Com a resistência de partidos do Centrão, o PL ainda tenta avançar no diálogo com o Podemos. A presidente nacional da legenda, Renata Abreu, foi convidada a compor a chapa como vice de Flávio Bolsonaro, mas deixou a decisão nas mãos da Executiva Nacional do partido.

O colegiado tem até quarta-feira (5) para bater o martelo. O Podemos, porém, vive um dilema semelhante ao do Republicanos: busca ampliar sua bancada no Congresso e possui arranjos locais heterogêneos, o que pressiona a sigla para uma posição de neutralidade.

Chapa puro-sangue vira cenário possível

Se Republicanos, PP e Podemos confirmarem distância da candidatura do PL, Flávio Bolsonaro poderá ser empurrado para uma chapa puro-sangue, formada apenas por nomes do próprio partido.

Esse cenário tende a reduzir o alcance político da campanha e pode aumentar o peso do bolsonarismo mais radical na candidatura do filho mais velho de Jair Bolsonaro. Para o PL, a dificuldade em atrair aliados nacionais reforça o isolamento de Flávio no campo da direita e expõe os limites da articulação do partido com legendas do Centrão.

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Lula monta ‘tropa de esquerda’ para disputar eleitorado em centros urbanos

Estratégia do presidente foca no combate a fake news e na aproximação com mulheres no Sudeste e Nordeste enquanto Flávio Bolsonaro tenta reverter perdas

LulaCrédito: Ricardo Stuckert

 

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu acionar uma espécie de “tropa de esquerda” para intensificar a disputa voto a voto em grandes centros urbanos considerados estratégicos e decisivos para o cenário eleitoral deste ano, informa Gustavo Uribe, da CNN Brasil.

O objetivo central do grupo, formado por militantes do PT, é atuar diretamente na contenção de desinformação. A patrulha terá a missão de combater ativamente a dispersão de fake news, rebatendo conteúdos falsos difundidos contra o governo e contra o presidente, além de construir uma abordagem focada em dialogar com o eleitorado moderado e de centro.

A atuação em campo dessa militância está planejada para focar no olho no olho em pontos de grande circulação das regiões metropolitanas do Sudeste e do Nordeste, tais como mercados, feiras e corredores comerciais.

De acordo com o plano traçado pela equipe política e de campanha do petista, o trabalho de panfletagem, diálogo e convencimento começará pelas principais capitais do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza. O foco prioritário das abordagens será o público feminino de baixa renda, segmento considerado historicamente decisivo no resultado das últimas eleições presidenciais.

Dificuldades da oposição no Sudeste

A ofensiva estratégica da pré-campanha de Lula sobre os grandes centros populacionais ocorre em um momento em que pesquisas de intenção de voto apontam dificuldades para a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) na região Sudeste.

O desempenho do parlamentar no eleitorado do Sudeste contrasta com o cenário verificado no pleito de 2022, quando seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, obteve larga vantagem de votos sobre Lula em estados chave como São Paulo e Rio de Janeiro. Diante dessa oscilação e da perda de terreno nos maiores colégios eleitorais do país, interlocutores e conselheiros do candidato do PL têm defendido que o senador faça um “mergulho” profundo nas agendas de São Paulo e do Rio na tentativa de recuperar a base eleitoral.

ão Paulo e do Rio na tentativa de recuperar a base eleitoral.

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Dados da Quaest apontam que Lula começa a campanha melhor do que em 2022 na maioria dos estados

Levantamento mostra que o presidente registra intenções de voto superiores às da eleição passada em oito dos dez estados pesquisados

Lula e JanjaCrédito: Ricardo Stuckert

 Os resultados mais recentes da pesquisa Genial/Quaest indicam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia a campanha presidencial de 2026 em posição mais favorável do que aquela observada no início da disputa de 2022 na maior parte dos estados pesquisados. A conclusão, no entanto, exige um cuidado metodológico importante: a comparação deve ser feita entre intenções de voto e o universo total de eleitores aptos, e não entre intenções de voto e os votos válidos registrados na eleição anterior. A análise foi publicada pelo jornal O Globo.

Esse equívoco metodológico aparece com frequência em análises eleitorais. Enquanto as pesquisas medem a preferência declarada de todo o eleitorado apto a votar — incluindo aqueles que poderão se abster, votar em branco ou anular o voto —, os votos válidos excluem justamente esses grupos. Comparar uma medida com outra leva a interpretações distorcidas sobre o desempenho dos candidatos.

Comparação correta mostra avanço de Lula

Quando se utiliza a mesma base de comparação — isto é, o universo de eleitores aptos —, Lula aparece acima do desempenho obtido em 2022 em oito dos dez estados incluídos no levantamento da Quaest.

Aplicadas ao eleitorado da última eleição, as intenções de voto atuais representariam aproximadamente 47,1 milhões de votos para o presidente nesses estados, número superior aos cerca de 44,9 milhões efetivamente obtidos em 2022.

O dado sugere que Lula inicia a disputa com uma base eleitoral potencialmente mais ampla do que aquela registrada na eleição passada, embora a pesquisa represente apenas um retrato do momento e não uma previsão do resultado final.

O papel da abstenção

Apesar do crescimento nas intenções de voto, a participação de Lula em relação ao total de eleitores aptos permanece próxima de 39%, percentual semelhante ao observado em 2022.

Essa aparente estabilidade decorre, em parte, da expectativa de aumento da abstenção. Analistas apontam sinais de desânimo entre parcelas do eleitorado, especialmente fora da Região Nordeste, o que pode reduzir o comparecimento às urnas e alterar a composição dos votos válidos no dia da eleição.

Por isso, intenções de voto mais elevadas não se traduzem automaticamente em crescimento proporcional no resultado final, caso uma parcela significativa dos eleitores deixe de votar.

Pesquisas medem o momento

Especialistas lembram que pesquisas eleitorais não são projeções definitivas do resultado das urnas. Elas registram o estado da opinião pública no momento em que são realizadas e podem sofrer alterações ao longo da campanha.

Além das intenções de voto, fatores como o comportamento dos eleitores indecisos, o nível de mobilização das campanhas, o comparecimento às urnas e mudanças de percepção durante o processo eleitoral influenciam diretamente o resultado.

Por essa razão, a análise metodológica é considerada essencial. Alterar o denominador da comparação — utilizando votos válidos em vez do total de eleitores aptos — modifica significativamente o significado dos números e pode levar a conclusões equivocadas sobre a evolução do desempenho dos candidatos.

Assim, os dados da Quaest sugerem que Lula inicia a campanha de 2026 em situação mais favorável do que em 2022 na maior parte dos estados pesquisados, ao mesmo tempo em que reforçam a necessidade de interpretar as pesquisas dentro de seus critérios estatísticos e metodológicos.

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China inicia novo plano quinquenal com resiliência e novos motores de crescimento

Novos motores de crescimento — representados pela manufatura de alta tecnologia, pela economia digital e pelos serviços modernos — responderam por mais de 40% do crescimento econômico da China no primeiro semestre de 2026

Xi JinpingCrédito: Xinhua/Xie Huanchi

O crescimento estável da China no primeiro semestre de 2026 evidenciou a resiliência da segunda maior economia do mundo e o peso crescente de novos motores de crescimento no início de um novo ciclo de desenvolvimento de cinco anos, segundo autoridades chinesas, de acordo com análise divulgada no Diário do Povo.

Apesar do aumento das incertezas no cenário externo, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 4,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando 69,6 trilhões de yuans (cerca de US$ 10,25 trilhões) no primeiro semestre de 2026, de acordo com o Departamento Nacional de Estatísticas.

“Essas conquistas, arduamente alcançadas, lançaram uma base sólida para o alcance das metas de desenvolvimento econômico e social deste ano e proporcionaram um início promissor para o 15º Plano Quinquenal (2026-2030)”, afirmou Wang Guanhua, funcionário do Departamento Nacional de Estatísticas, durante a edição mais recente do China Economic Roundtable, programa de entrevistas da Agência de Notícias Xinhua com participação de diversos veículos de comunicação.

Resiliência em um mundo volátil

Em um contexto no qual diversas instituições internacionais reduziram suas projeções para as principais economias do mundo, o desempenho da China no primeiro semestre foi particularmente expressivo, sobretudo diante da dimensão de sua economia, destacaram as autoridades.

Segundo Yang Te, funcionário da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), o resultado ficou em linha com a meta de crescimento anual de aproximadamente 4,5% a 5% e manteve a China entre as economias de crescimento mais acelerado do mundo.

Yang observou que a expansão de 4,7% representou um acréscimo de 3,6 trilhões de yuans na produção econômica apenas no primeiro semestre de 2026, valor equivalente ao PIB anual de uma economia europeia de porte médio.

Entre os indicadores que sustentaram esse desempenho, o Departamento Nacional de Estatísticas informou que a taxa de desemprego urbano pesquisada caiu para 5% em junho, ante 5,1% em maio, enquanto a renda disponível per capita aumentou 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

De janeiro a junho, a produção industrial de valor agregado avançou 5,4% na comparação anual, enquanto o total das vendas no varejo de bens de consumo, um dos principais indicadores da força do mercado interno, cresceu 2,7%.

Yang atribuiu a resiliência da economia a dois fatores principais: a solidez das cadeias industriais e de suprimentos e a segurança energética.

Segundo ele, apesar dos diversos choques externos registrados no período, as cadeias industriais e de suprimentos da China permaneceram resilientes, reforçando o papel do país como “fábrica do mundo” e “mercado mundial”.

Ao mesmo tempo, diante das fortes interrupções no fornecimento global de energia, a China intensificou medidas para garantir o abastecimento energético e estabilizar os preços, protegendo as atividades econômicas e o cotidiano da população.

“Ao manter um desenvolvimento estável em meio às incertezas externas, a China continuou a atuar como estabilizadora e motor fundamental do crescimento econômico global, reforçando ainda mais seu papel como âncora da estabilidade global”, afirmou Yang.

Ascensão de novos motores de crescimento

Na base dessa resiliência está uma rápida transição para novos motores de crescimento, afirmaram os participantes da mesa-redonda.

“A transição dos antigos para os novos motores de crescimento tornou-se uma das características mais marcantes da economia chinesa”, disse Wang Guanhua. “Ela não se limita a avanços em alguns poucos setores, mas reflete uma ampla modernização em toda a economia.”

Segundo dados do Departamento Nacional de Estatísticas, novos motores de crescimento — representados pela manufatura de alta tecnologia, pela economia digital e pelos serviços modernos — responderam por mais de 40% do crescimento econômico no primeiro semestre de 2026.

Essa transformação é particularmente visível nos setores estratégicos emergentes. A produção chinesa de circuitos integrados alcançou 279,8 bilhões de unidades nos seis primeiros meses do ano, o equivalente a mais de 1,5 bilhão de chips produzidos por dia.

Huang Hanquan, presidente da Academia Chinesa de Pesquisa Macroeconômica, vinculada à Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, afirmou que a China consolidou sua posição entre os principais países do mundo em inovação em inteligência artificial ao aproveitar as oportunidades abertas pela transformação tecnológica e industrial.

Segundo Huang, as indústrias ligadas à inteligência artificial deverão crescer mais de 30% neste ano, fortalecendo ainda mais os novos motores de crescimento da economia chinesa.

“O rápido desenvolvimento das indústrias emergentes não é um ganho passageiro, mas o resultado de anos de esforços contínuos para alcançar avanços em tecnologias essenciais, promover a integração entre inovação tecnológica e industrial e estimular o surgimento de empresas inovadoras”, afirmou Wang.

No esboço do 15º Plano Quinquenal, divulgado em março, a China assumiu o compromisso de concentrar esforços na modernização de seu sistema industrial e no desenvolvimento de novas forças produtivas de qualidade.

À medida que esses novos motores de crescimento ganham força, tornam-se um pilar cada vez mais importante para sustentar a estabilidade da economia chinesa em um ambiente externo complexo, concluiu Wang.

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“A eleição de 2026 é a escolha mais fácil do mundo”, diz Paulo Nogueira Batista Júnior

Economista Paulo Nogueira Batista Júnior avalia o quadro eleitoral de 2026 e afirma que a disputa é entre a estabilidade republicana do presidente Lula e a calamidade da extrema-direita

 Ao contrário do ambiente de incertezas e de falsas equivalências que marcou disputas passadas, o cenário político para a eleição presidencial de 2026 apresenta contornos de absoluta clareza. Em entrevista à TV 247, o economista Paulo Nogueira Batista Júnior classificou o pleito vindouro como a “escolha mais fácil do mundo”, ao colocar em lados opostos a normalidade democrática representada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o colapso institucional oferecido pela extrema-direita.

Paulo Nogueira refletiu sobre o contraste entre o projeto de reconstrução nacional liderado por Lula e a precariedade da chapa liderada por Flávio Bolsonaro, apoiada abertamente por figuras controversas do cenário internacional, como o presidente argentino Javier Milei e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Para o analista, esse alinhamento internacional explicita o risco de submissão do Brasil a projetos extremistas e sem compromisso com o desenvolvimento soberano.

“Nós temos uma opção entre um candidato razoável, experiente, equilibrado e uma calamidade. Essa escolha é a escolha mais fácil do mundo. Até setores da direita tradicional e das elites econômicas percebem que a volta da extrema-direita seria a repetição do caos institucional e da incompetência administrativa”, afirmou o economista.

O Realismo das Elites e o Fracasso da Terceira Via

Na avaliação do economista, o apoio velado ou a tolerância da camada dirigente em relação a uma eventual reeleição de Lula — na consolidação do chamado “Lula 4” — deriva de um cálculo de pragmatismo. As elites econômicas e o capital produtivo reconhecem que o governo Lula reestabeleceu a previsibilidade, a estabilidade e o prestígio internacional do país, enquanto a candidatura de Flávio Bolsonaro representa desorganização e descalabro na gestão pública.

Além disso, o economista destacou a completa inviabilidade das alternativas de “terceira via”, que se mostram sem densidade ou apelo eleitoral diante da polarização entre as duas grandes forças políticas da nação. Segundo Paulo Nogueira, os nomes cotados pela mídia tradicional possuem prestígio restrito, mas não têm peso nas urnas.

Desafios Econômicos e Taxas de Investimento

Apesar de defender a vitória de Lula para a preservação democrática, Paulo Nogueira fez ressalvas às projeções econômicas do FMI e do Banco Mundial, que apontam crescimento moderado em torno de 2,5% ao ano. Para ele, o Brasil precisa superar travas fiscais e elevar substancialmente a taxa de investimento público e privado para garantir um salto qualitativo de longo prazo.

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Miguel diz que desistiu do Senado para não colocar projeto de Raquel em risco

O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), usou as redes neste sábado (1º), para se posicionar sobre o recuo em relação a sua pré-candidatura ao Senado Federal.

Mais cedo, como trouxe o Blog Cenário de forma exclusiva, a governadora Raquel Lyra (PSD) chamou Miguel ao Palácio do Campo das Princesas na noite de ontem (31), para comunicar a decisão e dizer que escolheu a pré-candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) para ocupar a segunda vaga ao lado de Túlio Gadêlha (PSD).

 

Entrar no canal

O que mais pesou foi a eventual perda do tempo de rádio e TV que a governadora poderia ter, se eventualmente tivesse preterido Dudu. Segundo Miguel, a conversa com a governadora foi pacífica e ambos chegaram ao entendimento de que este era o melhor caminho para não colocar o projeto de reeleição de Raquel em risco. Ele garantiu que segue apoiando a pré-candidatura à reeleição de Raquel e Priscila.

De forma transparente e direta, sempre defendi que o projeto prioritário é o projeto de Raquel e Priscila, e de que, independente de quem fosse o candidato escolhido, estaríamos ao lado dela. E, para não colocar esse projeto em risco sob nenhum tipo de condição, de ameaça ou de pressão que seja, eu e ela chegamos a essa decisão de bom tom, que era o momento da gente retirar nossa pré-candidatura ao Senado. O União Brasil vai continuar apoiando a governadora. Peço aos prefeitos, deputados e candidatos que vocês continuem apoiando Raquel”, disse ele.

O ex-prefeito ainda informou que não colocará seu nome nenhum cargo para a disputa nas eleições deste ano, segundo ele “por questões de forças maiores”.

A convenção do partido marcada para a manhã de hoje foi mantida, porque o registro das candidaturas proporcionais precisa ser feito. Porém, com a ausência de Miguel, não haverá ato político, apenas os protocolos internos.

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Flamengo mantém maior torcida do Brasil, com 22%, diz Datafolha

Corinthians aparece em segundo, com 14%; pesquisa também mostra que 22% dos brasileiros não torcem por nenhum clube

Torcida do FlamengoCrédito: Paula Reis/Flamengo

O Flamengo segue como o clube de maior torcida do país, segundo levantamento Datafolha realizado em 22 e 23 de julho. A pesquisa mostra que 22% dos brasileiros declaram torcer pelo time rubro-negro, enquanto o Corinthians aparece na segunda posição, com 14%.

Os dados foram divulgados pela Folha de São Paulo, com base em pesquisa nacional que ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 139 municípios das cinco regiões do Brasil. A margem de erro da amostra total é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Além de Flamengo e Corinthians, também aparecem com ao menos 1% de preferência: Palmeiras (7%), São Paulo (6%), Cruzeiro (4%), Vasco (3%), Grêmio (3%), seleção brasileira (2%), Atlético Mineiro (2%), Internacional (2%), Santos (2%), Fluminense (2%), Bahia (1%), Botafogo (1%), Vitória (1%), Athletico Paranaense (1%), Sport (1%) e Remo (1%).

O levantamento também mostra que 22% dos entrevistados afirmaram não torcer por nenhum time. O índice é maior entre as mulheres, com 29%, e menor entre os homens, com 13%.

No recorte regional, o Flamengo lidera no Nordeste, com 29%, e no bloco Centro-Oeste/Norte, com 34%. As margens de erro nesses segmentos são de quatro e seis pontos percentuais, respectivamente.

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Real Time Big Data: Raquel tem 44% e João Campos, 42%

Pesquisa do instituto RealTime Big Data em Pernambuco aponta empate técnico entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) nas intenções de voto do 1º turno e na simulação de 2º turno.

O RealTime Big Data ouviu 1.600 eleitores de Pernambuco por telefone entre 27 e 30 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi financiado com recursos próprios. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é PE-08413/2026.

1º turno (estimulada)

Raquel Lyra (PSD) – 44%

João Campos (PSB) – 42%

Ivan Moraes (PSOL) – 3%

Renan Hallais (Missão) – 1%

Nulo/Branco – 6%

Não sabe/Não respondeu – 4%

Guilherme Fonseca (PSTU) – não pontuou.

2º turno

Raquel Lyra (PSD) – 45%

João Campos (PSB) – 44%

Nulo/Branco – 5%

Não sabe/Não respondeu – 6%

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Nordeste: Pastor que utilizava igreja para lavar dinheiro do tráfico de droga acumula penas que chegam a quase 100 anos

O pastor Geraldo dos Santos Filho, conhecido como Pastor Júnior, recebeu uma nova condenação por lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Plata. Com a decisão, as penas acumuladas contra ele chegam a 98 anos, 1 mês e 25 dias de reclusão.

A nova sentença foi obtida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e proferida pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCrim). A decisão alcançou seis réus acusados de participar de um esquema de ocultação e dissimulação de recursos provenientes do tráfico de drogas.

Segundo as investigações, o grupo utilizava imóveis, fazendas, veículos, estabelecimentos comerciais e igrejas evangélicas para esconder a origem ilícita dos recursos. Geraldo e sua mulher teriam aberto pelo menos sete igrejas no Rio Grande do Norte e em São Paulo, algumas delas alvo de mandados de busca e apreensão durante a Operação Plata.

Nesta nova ação penal, Geraldo dos Santos Filho foi condenado por nove atos de lavagem de dinheiro. A pena foi fixada em 6 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado.

Antes dessa decisão, as condenações contra Pastor Júnior já somavam 91 anos, 4 meses e 5 dias. O MPRN apontou que ele atuava como intermediário financeiro e de comunicação para o irmão, Valdeci Alves dos Santos, coordenando movimentações de dinheiro, depósitos fracionados e aquisições de imóveis em nome de terceiros.

Familiares eram usados como intermediários

De acordo com o Ministério Público, Geraldo e Valdeci coordenavam a destinação dos bens adquiridos com dinheiro ilícito e utilizavam familiares e pessoas próximas como intermediários, os chamados “laranjas”, para comprar, registrar e transferir imóveis.

O objetivo era ocultar a verdadeira propriedade dos bens e dificultar a identificação da origem dos recursos provenientes do tráfico de drogas.

Valdeci Alves também foi condenado por sete atos de lavagem de capitais. A nova pena foi estabelecida em 6 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado. Somadas as condenações anteriores, ele acumula 31 anos, 10 meses e 20 dias de prisão.

Jefferson Santos da Silva recebeu pena de 6 anos de reclusão, em regime semiaberto, por sete atos de lavagem de capitais e pelo crime de associação criminosa.

Francisca Neta dos Santos foi condenada por quatro atos de lavagem de dinheiro e associação criminosa. A pena foi fixada em 4 anos e 9 meses de reclusão, também em regime semiaberto.

Roberto dos Santos e Érica Cristina da Silva foram condenados, cada um, a 3 anos e 6 meses de reclusão por dois atos de lavagem de dinheiro. As penas, inicialmente estabelecidas em regime aberto, foram substituídas por medidas restritivas de direitos. Érica foi absolvida da acusação de associação criminosa.

Os acusados Aline da Silva Alves França, Jean Carlos da Silva Santos, Ingrid Daniely Vale dos Santos e Matheus Viana Alves dos Santos foram absolvidos de todas as acusações apresentadas nesta ação.

A decisão judicial também determinou a perda, em favor da União, dos bens, direitos e valores vinculados aos condenados. A Justiça também autorizou a venda antecipada dos bens sequestrados durante as investigações, com o objetivo de evitar a deterioração e a desvalorização do patrimônio.

Apesar das condenações, os réus receberam o direito de recorrer da sentença em liberdade.

Operação Plata

A operação foi destinada a responsabilizar envolvidos em esquema de ocultação e dissimulação de recursos oriundos de infrações penais vinculadas ao tráfico de drogas e ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

As investigações, conduzidas pelo MPRN, revelaram que o grupo utilizava uma rede de contatos para fracionar depósitos e distribuir dinheiro em espécie, evitando a identificação pelo sistema financeiro. As provas integradas ao processo incluem relatórios patrimoniais, quebras de sigilo bancário e fiscal, além de dados obtidos em interceptações telefônicas e buscas e apreensões.

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Raquel Lyra perde mais uma federação e tempo de televisão e rádio

Se a semana tem consolidado a liderança da governadora Raquel Lyra (PSD) nas pesquisas de intenção de voto, ela também está marcada com a saída de federações de sua base. Após perder apoio do PRD/Solidariedade, hoje foi a vez do PSDB/Cidadania.

A executiva nacional da federação destituiu o diretório estadual, que era presidido por Frederico Loyo, aliado de Raquel. O comando agora passará para Nilton Mota, ex-secretário da Casa Civil no Governo Paulo Câmara, e PSB “desde criancinha”.

Com isso, em três dias, a governadora perdeu o apoio de siglas com 30 deputados federais, critério que define o tempo de propaganda eleitoral na televisão e no rádio, bem como a quantidade de inserções durante a programação destes veículos. Em 2022, PSDB e Cidadania elegeram juntos 18 parlamentares, enquanto PRD e Solidariedade somam 12.

Com isso, a situação fica curiosa. A governadora que lidera as pesquisas, embora tecnicamente empatada com o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), se vê com uma perspectiva de poder crescente, mas os partidos têm saído de sua base e migrando para a oposição, o que contrasta com um cenário iminente de reeleição.

Há quatro anos, a governadora se elegeu justamente pela federação que hoje deixa sua base. Ela se desfiliou do PSDB, partido o qual chegou a presidir, e deixou o aliado Loyo no comando da legenda.

A destituição da comissão aliada não deixa de aparentar um gesto vingativo, visto que o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, nunca escondeu a decepção com a saída da governadora para o PSD, sigla que oferecia mais estrutura para sua reeleição. (Via: Blog Ricardo Antunes)

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Prefeitura de Afogados homenageou 571 alunos medalhistas em olimpíadas do conhecimento

Na noite desta quarta (29), a Secretaria Municipal de Educação reuniu professores, representantes das escolas municipais e alunos medalhistas para prestar um reconhecimento e uma homenagem pública alunos que se destacaram em Olimpíadas do Conhecimento pelo Brasil.

A homenagem aconteceu durante o Festival de Arte, Cultura e Literatura, realizado na praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara.

Foram entregues 716 medalhas (ouro, prata e bronze) para 571 alunos da rede municipal de ensino. Alguns alunos receberam mais de uma medalha.

As medalhas foram conquistadas nas seguintes olimpíadas: nacionais do conhecimento: eficiência energética, educação financeira, língua portuguesa, astronomia, nacional de ciências, pernambucana e nacional de matemática, canguru, dentre outras.

Também foram premiados oitenta e oito professores da rede municipal, responsáveis pelos estudantes medalhistas, além de onze escolas, pelos resultados obtidos.

Foram elas: Dom Mota, Ana Melo, Domingos Teotônio; Geraldo Cipriano, Francisca Lira, Maria Gizelda, Letícia Góes, Petronila de Siqueira, Padre Carlos Cottart Levino Cândido e São João.

A homenagem contou com as presenças dos vereadores César Tenório, Gal Mariano, Lucineide Cordeiro e Douglas Rodrigues, além de integrantes da equipe da Secretaria Municipal de Educação.

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Concurso da Polícia Civil da Bahia abre inscrições para 750 vagas com salários de até R$ 16 mil

O Governo da Bahia publicou nesta quinta-feira (30) o edital do novo concurso público da Polícia Civil da Bahia (PC-BA). A seleção oferece 750 vagas para os cargos de delegado, investigador e escrivão, com salários iniciais que chegam a R$ 16.49

As oportunidades são destinadas a candidatos com ensino superior completo. O cargo com maior número de vagas é o de investigador, com 500 oportunidades. O edital também prevê 150 vagas para escrivão e 100 para delegado.

Do total de vagas, 488 são para ampla concorrência, 225 reservadas a candidatos negros e 37 destinadas a pessoas com deficiência (PCDs), conforme as regras previstas no edital. Os interessados poderão se inscrever entre 7 de agosto e 8 de setembro, exclusivamente pelo site do Instituto AOCP, banca organizadora do certame.  

A taxa de inscrição é de R$ 190 para os cargos de investigador e escrivão e de R$ 220 para delegado. Candidatos inscritos no CadÚnico poderão solicitar isenção entre 7 e 10 de agosto, conforme as regras do edital. O pagamento da inscrição poderá ser feito até 9 de setembro.

Todos os cargos exigem nível superior reconhecido pelo MEC. Para delegado, é obrigatório ter graduação em Direito. Já investigador e escrivão aceitam formação em qualquer área. Os candidatos ao cargo de investigador também devem possuir CNH categoria B ou superior.

As provas objetiva e discursiva serão aplicadas em 6 de dezembro, em Salvador, nos turnos da manhã e da tarde. O concurso ainda contará com avaliação de títulos, teste de aptidão física (TAF), exames médicos, avaliação psicológica, investigação social e Curso de Formação da Polícia Civil da Bahia.

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Governo prorroga Desenrola Brasil e mantém descontos de até 90%

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta terça-feira (28) a prorrogação até 31 de agosto da  atual edição do Desenrola Brasil. Além das regras atuais do programa que serão matidas, os consumidores poderão contar com descontos de até 90% para renegociação de dívidas. O programa terminaria em 3 de agosto. 

O Ministério da Fazenda acredita que cerca de 10 milhões de famílias devem ser beneficiadas com o mês adicional de funcionamento do programa e destacou que a prorrogação não exigirá novos recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

“Esse prazo adicional vai ser importante, inclusive, para que as pessoas que hoje estão tendo de acessar os programas de moto e carro possam fazer jus a essas obrigações”, afirmou o ministro ressaltando que o período extra permitirá que mais pessoas regularizem a situação financeira antes de buscar novas linhas de crédito ou aderir a programas de financiamento.

Esta edição do Desenrola Brasil contempla dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal contratadas até 31 de janeiro de 2026 e os os débitos precisam estar em atraso entre 91 dias e dois anos. Até 23 de julho, o programa havia renegociado R$ 22 bilhões em dívidas, distribuídos em 3,6 milhões de operações.

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Cenário é favorável à reeleição do presidente Lula nos maiores colégios eleitorais do País

Levantamentos da Genial/Quaest indicam avanço do presidente em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco; Bahia segue como principal reduto petista, apesar de leve oscilação negativa

Presidente Luiz Inácio Lula da SilvaCrédito: Ricardo Stuckert

 A menos de três semanas do início oficial da campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresenta um cenário mais favorável nos maiores colégios eleitorais do País do que o registrado no segundo turno de 2022. Segundo análise publicada pelo jornal O Globo, com base nas pesquisas Genial/Quaest, Lula melhora ou mantém seu desempenho nos principais estados, com destaque para o Rio de Janeiro.

Entre os quatro maiores colégios eleitorais brasileiros — São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia —, a única oscilação negativa para o presidente ocorre em território baiano. A variação, no entanto, é de apenas 1,2 ponto percentual e está dentro da margem de erro de três pontos.

Lula avança em São Paulo

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, Lula aparece com desempenho ligeiramente superior ao obtido há quatro anos. Em uma eventual disputa de segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), o presidente alcançaria uma votação 1,9 ponto percentual maior do que a registrada contra Jair Bolsonaro em 2022.

A variação está próxima da margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa aponta Flávio com vantagem de 6,6 pontos no estado. Em 2022, Lula perdeu para Jair Bolsonaro por 10,5 pontos entre os eleitores paulistas.

Mesmo derrotado em São Paulo naquela ocasião, o desempenho do petista foi considerado decisivo para sua vitória nacional, já que as campanhas presidenciais do PT trabalham historicamente com a expectativa de derrota no estado. O objetivo é reduzir a diferença e compensá-la em regiões mais favoráveis.

O principal risco para a campanha presidencial está na disputa pelo governo paulista. Fernando Haddad (PT) enfrenta dificuldades contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que pode vencer ainda no primeiro turno.

Caso isso ocorra, Lula poderá ficar sem um palanque estadual competitivo durante as semanas decisivas de um eventual segundo turno presidencial. Também permanece indefinido o grau de envolvimento de Tarcísio na campanha de Flávio Bolsonaro após uma possível vitória antecipada.

Minas Gerais mantém tendência nacional

Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral e tradicionalmente considerado um espelho do resultado nacional, Lula também apresenta avanço de 1,9 ponto percentual.

O presidente obteve 50,2% dos votos válidos no estado em 2022. Na nova simulação da Genial/Quaest, alcança 52,1%.

O cenário mineiro, porém, ainda é marcado por indefinições nas eleições estaduais. Flávio Bolsonaro esperava contar com o senador Cleitinho (Republicanos) como candidato ao governo, mas o partido indicou que não pretende levar o projeto adiante.

Líder nas pesquisas locais, Cleitinho caminha para não disputar a eleição, obrigando o PL a buscar uma nova alternativa para montar um palanque competitivo em Minas Gerais.

Rio apresenta maior recuperação

O Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do País e berço político do bolsonarismo, é o estado onde Lula apresenta a recuperação mais significativa.

Segundo a pesquisa, o presidente teria 4,4 pontos percentuais a mais entre os votos válidos na comparação com 2022. O crescimento supera a margem de erro de três pontos.

Na projeção atual, Lula perderia para Flávio Bolsonaro por 4,2 pontos no estado. Em 2022, a diferença para Jair Bolsonaro foi de 13 pontos, equivalente a quase 1,3 milhão de votos.

O PT aposta nas crises enfrentadas pelo PL fluminense, na força eleitoral do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), líder das pesquisas para o governo, e na retirada da máquina estadual das mãos do grupo bolsonarista.

Entre 2002 e 2014, o PT venceu todas as eleições presidenciais no Rio de Janeiro no segundo turno. A tendência foi revertida com a ascensão do bolsonarismo, que obteve votações expressivas no estado em 2018 e 2022.

“Onde Lula mais pode crescer, e está crescendo, é no Rio. Crescendo pelo centro. O palanque é amplo”, afirmou Washington Quaquá (PT), prefeito de Maricá e coordenador da campanha presidencial no estado.

“Espero que o Rio ajude o presidente a resolver a eleição no primeiro turno”, acrescentou.

Bahia segue como principal reduto

Na Bahia, principal reduto eleitoral do PT entre os grandes colégios, Lula aparece com 70,9% dos votos válidos. Apesar da vantagem expressiva, o índice representa uma oscilação negativa de 1,2 ponto em relação ao resultado de 2022.

A diferença está dentro da margem de erro de três pontos percentuais.

O desafio petista no estado está associado à disputa pelo governo. O governador Jerônimo Rodrigues busca a reeleição contra o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), adversário considerado competitivo.

Em uma eleição presidencial apertada, qualquer redução da vantagem de Lula no estado pode ter impacto relevante sobre o resultado nacional.

Pernambuco amplia vantagem

Em Pernambuco, Lula aparece em posição ainda mais confortável do que em 2022. A projeção indica crescimento de 3,8 pontos percentuais.

O presidente também tende a se beneficiar da ausência de uma oposição estadual fortemente vinculada ao bolsonarismo.

Os dois principais candidatos ao governo mantêm algum grau de proximidade com Lula. A governadora Raquel Lyra (PSD) atua como aliada pragmática do governo federal, enquanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) possui aliança formal com o presidente.

Oscilações no Paraná e no Pará

No Paraná e no Pará, os movimentos registrados estão dentro das respectivas margens de erro.

No estado paranaense, onde Lula enfrenta maior resistência eleitoral, a variação negativa foi de 1,7 ponto percentual. No Pará, vencido pelo presidente em 2022, houve recuo de apenas 0,5 ponto.

As próximas pesquisas estaduais devem medir o cenário no Ceará e no Rio Grande do Sul. O caso cearense desperta atenção especial por causa da candidatura do ex-governador Ciro Gomes (PSDB), que pode ameaçar a hegemonia estadual do PT e afetar o desempenho de Lula.

O Ceará é governado pelo petista Elmano de Freitas, que disputará a reeleição.

Margens de erro recomendam cautela

Embora as pesquisas indiquem tendências favoráveis ao presidente, a maior parte das variações permanece dentro ou próxima das margens de erro.

O cientista político Antonio Lavareda, fundador do Ipespe, também ressalta que pesquisas eleitorais e resultados efetivos não são diretamente comparáveis, porque parte dos eleitores que declara voto em Lula pode posteriormente se abster ou votar em branco ou nulo.

“Lula é quem mais perde intenções de voto para a abstenção e até para os que votam nulo”, afirmou.

Segundo Lavareda, feitas essas ressalvas, os levantamentos continuam sendo instrumentos válidos para a compreensão da conjuntura eleitoral.

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PIX Pensão agora é lei: Lula sanciona medida que permite pagamento automático da pensão alimentícia

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que cria o chamado “PIX Pensão”, mecanismo que permitirá o pagamento automático da pensão alimentícia diretamente da conta do devedor para a conta do beneficiário, desde que haja determinação judicial.

Com a nova regra, o desconto poderá ser realizado independentemente da instituição financeira e abrangerá trabalhadores com carteira assinada (CLT), microempreendedores individuais (MEIs), autônomos e demais pessoas que possuam conta bancária com saldo em seu nome.

A medida tem como objetivo reduzir a inadimplência no pagamento da pensão alimentícia, garantindo mais segurança para crianças e adolescentes que dependem desse recurso para o sustento.

Segundo os defensores da proposta, a nova legislação representa um importante avanço na proteção dos direitos das crianças e no apoio às famílias, especialmente às mães que criam seus filhos sozinhas.

O pagamento automático, no entanto, só poderá ser realizado após decisão da Justiça, seguindo os critérios previstos na legislação.

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Bolsonaro nega ter autorizado vídeo com I

Bolsonaro nega ter autorizado vídeo com IA

A defesa de Jair Bolsonaro negou ter autorizado o vídeo feito por Inteligência Artificial exibido na convenção do PL no último sábado (25), quando Flávio Bolsonaro foi confirmado como candidato à Presidência da República.

A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes após o magistrado do STF solicitar que os advogados se manifestassem sobre o conteúdo divulgado no evento, em São Paulo.

“Inicialmente, cumpre consignar que o peticionário não autorizou a utilização de sua imagem e voz para a produção do vídeo elaborado mediante inteligência artificial”, destacou a defesa.

O documento destaca, porém, que o ex-presidente não se opõe ao uso da imagem dele por familiares. “Essa circunstância decorre da natural relação de confiança existente entre pai e filhos e da própria natureza pública da imagem do peticionário”, diz outro trecho da peça.

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Cenário é favorável à reeleição do presidente Lula nos maiores colégios eleitorais do País

Levantamentos da Genial/Quaest indicam avanço do presidente em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco; Bahia segue como principal reduto petista, apesar de leve oscilação negativa

Presidente Luiz Inácio Lula da SilvaCrédito: Ricardo Stuckert

A menos de três semanas do início oficial da campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresenta um cenário mais favorável nos maiores colégios eleitorais do País do que o registrado no segundo turno de 2022. Segundo análise publicada pelo jornal O Globo, com base nas pesquisas Genial/Quaest, Lula melhora ou mantém seu desempenho nos principais estados, com destaque para o Rio de Janeiro.

Entre os quatro maiores colégios eleitorais brasileiros — São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia —, a única oscilação negativa para o presidente ocorre em território baiano. A variação, no entanto, é de apenas 1,2 ponto percentual e está dentro da margem de erro de três pontos.

Lula avança em São Paulo

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, Lula aparece com desempenho ligeiramente superior ao obtido há quatro anos. Em uma eventual disputa de segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), o presidente alcançaria uma votação 1,9 ponto percentual maior do que a registrada contra Jair Bolsonaro em 2022.

A variação está próxima da margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa aponta Flávio com vantagem de 6,6 pontos no estado. Em 2022, Lula perdeu para Jair Bolsonaro por 10,5 pontos entre os eleitores paulistas.

Mesmo derrotado em São Paulo naquela ocasião, o desempenho do petista foi considerado decisivo para sua vitória nacional, já que as campanhas presidenciais do PT trabalham historicamente com a expectativa de derrota no estado. O objetivo é reduzir a diferença e compensá-la em regiões mais favoráveis.

O principal risco para a campanha presidencial está na disputa pelo governo paulista. Fernando Haddad (PT) enfrenta dificuldades contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que pode vencer ainda no primeiro turno.

Caso isso ocorra, Lula poderá ficar sem um palanque estadual competitivo durante as semanas decisivas de um eventual segundo turno presidencial. Também permanece indefinido o grau de envolvimento de Tarcísio na campanha de Flávio Bolsonaro após uma possível vitória antecipada.

Minas Gerais mantém tendência nacional

Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral e tradicionalmente considerado um espelho do resultado nacional, Lula também apresenta avanço de 1,9 ponto percentual.

O presidente obteve 50,2% dos votos válidos no estado em 2022. Na nova simulação da Genial/Quaest, alcança 52,1%.

O cenário mineiro, porém, ainda é marcado por indefinições nas eleições estaduais. Flávio Bolsonaro esperava contar com o senador Cleitinho (Republicanos) como candidato ao governo, mas o partido indicou que não pretende levar o projeto adiante.

Líder nas pesquisas locais, Cleitinho caminha para não disputar a eleição, obrigando o PL a buscar uma nova alternativa para montar um palanque competitivo em Minas Gerais.

Rio apresenta maior recuperação

O Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do País e berço político do bolsonarismo, é o estado onde Lula apresenta a recuperação mais significativa.

Segundo a pesquisa, o presidente teria 4,4 pontos percentuais a mais entre os votos válidos na comparação com 2022. O crescimento supera a margem de erro de três pontos.

Na projeção atual, Lula perderia para Flávio Bolsonaro por 4,2 pontos no estado. Em 2022, a diferença para Jair Bolsonaro foi de 13 pontos, equivalente a quase 1,3 milhão de votos.

O PT aposta nas crises enfrentadas pelo PL fluminense, na força eleitoral do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), líder das pesquisas para o governo, e na retirada da máquina estadual das mãos do grupo bolsonarista.

Entre 2002 e 2014, o PT venceu todas as eleições presidenciais no Rio de Janeiro no segundo turno. A tendência foi revertida com a ascensão do bolsonarismo, que obteve votações expressivas no estado em 2018 e 2022.

“Onde Lula mais pode crescer, e está crescendo, é no Rio. Crescendo pelo centro. O palanque é amplo”, afirmou Washington Quaquá (PT), prefeito de Maricá e coordenador da campanha presidencial no estado.

“Espero que o Rio ajude o presidente a resolver a eleição no primeiro turno”, acrescentou.

Bahia segue como principal reduto

Na Bahia, principal reduto eleitoral do PT entre os grandes colégios, Lula aparece com 70,9% dos votos válidos. Apesar da vantagem expressiva, o índice representa uma oscilação negativa de 1,2 ponto em relação ao resultado de 2022.

A diferença está dentro da margem de erro de três pontos percentuais.

O desafio petista no estado está associado à disputa pelo governo. O governador Jerônimo Rodrigues busca a reeleição contra o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), adversário considerado competitivo.

Em uma eleição presidencial apertada, qualquer redução da vantagem de Lula no estado pode ter impacto relevante sobre o resultado nacional.

Pernambuco amplia vantagem

Em Pernambuco, Lula aparece em posição ainda mais confortável do que em 2022. A projeção indica crescimento de 3,8 pontos percentuais.

O presidente também tende a se beneficiar da ausência de uma oposição estadual fortemente vinculada ao bolsonarismo.

Os dois principais candidatos ao governo mantêm algum grau de proximidade com Lula. A governadora Raquel Lyra (PSD) atua como aliada pragmática do governo federal, enquanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) possui aliança formal com o presidente.

Oscilações no Paraná e no Pará

No Paraná e no Pará, os movimentos registrados estão dentro das respectivas margens de erro.

No estado paranaense, onde Lula enfrenta maior resistência eleitoral, a variação negativa foi de 1,7 ponto percentual. No Pará, vencido pelo presidente em 2022, houve recuo de apenas 0,5 ponto.

As próximas pesquisas estaduais devem medir o cenário no Ceará e no Rio Grande do Sul. O caso cearense desperta atenção especial por causa da candidatura do ex-governador Ciro Gomes (PSDB), que pode ameaçar a hegemonia estadual do PT e afetar o desempenho de Lula.

O Ceará é governado pelo petista Elmano de Freitas, que disputará a reeleição.

Margens de erro recomendam cautela

Embora as pesquisas indiquem tendências favoráveis ao presidente, a maior parte das variações permanece dentro ou próxima das margens de erro.

O cientista político Antonio Lavareda, fundador do Ipespe, também ressalta que pesquisas eleitorais e resultados efetivos não são diretamente comparáveis, porque parte dos eleitores que declara voto em Lula pode posteriormente se abster ou votar em branco ou nulo.

“Lula é quem mais perde intenções de voto para a abstenção e até para os que votam nulo”, afirmou.

Segundo Lavareda, feitas essas ressalvas, os levantamentos continuam sendo instrumentos válidos para a compreensão da conjuntura eleitoral.

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‘Ninguém vai meter o dedo nas eleições brasileiras’, diz Lula em convenção que oficializou Alckmin como vice

Durante convenção do PSB, o presidente da República reafirma a soberania nacional e reage aos ataques do ultradireitista Javier Milei

Lula, João Campos e Geraldo AlckminCrédito: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou nesta quarta-feira (29), em Brasília (DF), que não haverá interferência estrangeira no pleito presidencial, marcado para o dia 4 de outubro. Durante convenção do PSB, ele também defendeu a soberania brasileira, atacada pelo governo Donald Trump (EUA) e pela família Bolsonaro.

“Enquanto eu for vivo ninguém vai meter o bedelho nas eleições brasileiras. Tivemos que negar o visto para dois jovens dos EUA que estavam tentando entrar para interferir nas eleições”, disse Lula. No evento, Geraldo Alckmin (PSB) foi oficializado como vice do petista. 

Na cerimônia, Lula criticou as agressões do presidente ultradireitista argentino, Javier Milei, ao próprio petista, ao Supremo Tribunal Federal e ao Brasil. O presidente demonstrou repúdio à “patacoada que fez aqui o Milei”. “Gosto do povo argentino e não vou ficar trocando coisa com aquela coisa”, disse.

Na convenção, os membros do PSB também aprovaram a coligação política com o PT, PCdoB, PV, PDT, Rede e PSol para as eleições deste ano. A legenda pessebista foi a segunda a formalizar apoio à pré-candidatura de Lula à reeleição. A primeira foi o Partido Democrático Trabalhista (PDT), na semana passada.

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Brasil repudia prorrogação de sanções dos EUA e rejeita acusações contra STF

Planalto rejeita extensão por um ano da emergência decretada pelos EUA e contesta acusações sobre STF, soberania e direitos humanos

Lula e Donald TrumpCrédito: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação

 O governo brasileiro repudiou nesta quarta-feira (29) a extensão das sanções dos Estados Unidos, contestou as acusações dirigidas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e reafirmou a soberania nacional. A manifestação ocorreu após o presidente Donald Trump renovar por mais um ano a emergência declarada contra o Brasil.

Em nota à imprensa, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) classificou como infundadas e inverídicas as justificativas apresentadas por Washington. O Planalto também afirmou que as alegações norte-americanas já foram rebatidas em encontros entre autoridades dos dois países.

A decisão de Trump foi anunciada na terça-feira (28) e publicada nesta quarta-feira (29) no Federal Register, o diário oficial do governo dos Estados Unidos. A medida prorroga a emergência nacional instituída pela Ordem Executiva 14.323, assinada em 30 de julho de 2025.

A renovação não cria uma nova emergência nem impõe sanções econômicas adicionais. O ato preserva por mais um ano a declaração e os instrumentos jurídicos associados à ordem executiva original.

Trump mantém Brasil sob emergência nacional

A medida permanece fundamentada na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional — International Emergency Economic Powers Act (IEEPA), em inglês. A legislação da década de 1970 permite ao presidente norte-americano adotar determinadas medidas econômicas diante de situações classificadas como ameaças extraordinárias.

A renovação anual foi formalizada com base na Lei de Emergências Nacionais — National Emergencies Act —, que autoriza o presidente dos Estados Unidos a prolongar declarações de emergência já existentes.

No documento, Trump volta a caracterizar políticas, práticas e ações do governo brasileiro como uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.

A Casa Branca sustenta que as razões apresentadas em 2025 continuam válidas. Segundo Washington, autoridades brasileiras estariam interferindo na economia norte-americana, restringindo a liberdade de expressão de cidadãos dos EUA, violando direitos humanos e prejudicando interesses relacionados à proteção de pessoas e empresas do país.

O aviso também renova críticas a decisões do STF sobre publicações em plataformas digitais, bloqueio de contas e responsabilização de usuários. Para o governo Trump, determinadas determinações da Corte brasileira atingem cidadãos e companhias sediadas nos Estados Unidos.

Governo brasileiro rejeita acusações

Na resposta, a Presidência afirmou que não há fundamento para classificar o Brasil como uma ameaça aos Estados Unidos. O Planalto também defendeu a atuação do STF e destacou que as decisões do Judiciário devem obediência à Constituição Federal.

“O Brasil reafirma sua soberania e a independência dos Poderes da União. O Poder Judiciário brasileiro pauta sua atuação pelo fiel cumprimento dos preceitos da Constituição Federal”, declarou o governo.

A nota brasileira reproduz e contesta as alegações de “violação de direitos de livre expressão de pessoas e empresas dos EUA” e de “censura e prisão, por parte do Supremo Tribunal Federal do Brasil, de pessoas exercendo liberdade de expressão”.

O governo também rejeitou as acusações norte-americanas de “violações de direitos humanos” e de “perseguição política a um ex-presidente do Brasil, sua família e seus apoiadores”.

Documento volta a mencionar Bolsonaro

Ao justificar a prorrogação, o governo Trump voltou a criticar o tratamento dispensado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A notificação afirma que integrantes do governo brasileiro estariam promovendo perseguição política contra o ex-mandatário, seus familiares e apoiadores.

Segundo o texto norte-americano, esse cenário contribuiria para um “colapso deliberado do Estado de Direito”, além de produzir intimidação por motivações políticas e violações de direitos humanos.

A ordem executiva original identificava Bolsonaro nominalmente e classificava como injustificadas as acusações apresentadas contra ele no Brasil. Washington também relacionava os processos envolvendo o ex-presidente à capacidade de o país realizar eleições presidenciais livres em 2026.

O governo brasileiro refuta essa interpretação. Na nota, o Planalto sustenta que o Poder Judiciário atua de forma independente e em conformidade com os princípios constitucionais.

Ordem respaldou tarifa adicional de 40%

Em 30 de julho de 2025, Trump utilizou a declaração de emergência para anunciar uma tarifa adicional de 40% sobre parte dos produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos.

A cobrança foi fundamentada na IEEPA e estabelecida além de outras tarifas aplicáveis às mercadorias brasileiras. A ordem, contudo, excluiu da sobretaxa determinados produtos, especialmente de setores considerados estratégicos para a economia norte-americana.

As exceções abrangeram itens das áreas de aviação civil, energia, fertilizantes, metais, celulose, ferro-gusa, minério de estanho e alumina de grau metalúrgico.

A utilização da IEEPA para impor a tarifa adicional foi posteriormente considerada ilegal pela Suprema Corte dos Estados Unidos. A prorrogação anunciada agora não reverte essa decisão judicial nem produz, isoladamente, novos efeitos econômicos.

Na prática, o ato renova a emergência nacional e mantém formalmente a ordem executiva por mais um ano. Qualquer nova sanção ou medida econômica dependerá de uma decisão adicional do governo norte-americano e deverá observar os limites definidos pela Justiça.

Brasil cita relações históricas com os EUA

Na manifestação oficial, o governo brasileiro também invocou os vínculos diplomáticos mantidos entre os dois países para rejeitar a classificação adotada pela Casa Branca.

“É inteiramente descabido caracterizar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos, especialmente à luz dos históricos laços diplomáticos e da amizade que une os dois povos”, afirmou a Presidência.

A resposta reforça o confronto entre Brasília e Washington em torno da soberania brasileira, da atuação do STF, da regulação de plataformas digitais e dos processos judiciais envolvendo Bolsonaro e seus aliados.

Confira a íntegra da nota do governo brasileiro

Nota em resposta à prorrogação da declaração de emergência contra o Brasil pelos EUA

O Governo brasileiro repudia o anúncio feito pelo Governo dos Estados Unidos da prorrogação por mais um ano da declaração de emergência nacional em relação ao Brasil.

A declaração reitera argumentos infundados e inverídicos de que o Brasil constitui “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos”, em função de alegadas “violação de direitos de livre expressão de pessoas e empresas dos EUA”, “censura e prisão, por parte do Supremo Tribunal Federal do Brasil, de pessoas exercendo liberdade de expressão”, “violações de direitos humanos” e “perseguição política a um ex-presidente do Brasil, sua família e seus apoiadores.”

Ao rechaçar a retomada de acusações sem qualquer fundamentação nos fatos e já amplamente rebatidas em encontros de autoridades dos dois países, o Brasil reafirma sua soberania e a independência dos Poderes da União. O Poder Judiciário brasileiro pauta sua atuação pelo fiel cumprimento dos preceitos da Constituição Federal.

A qualquer título, é inteiramente descabido caracterizar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos, especialmente à luz dos históricos laços diplomáticos e da amizade que une os dois povos.

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AtlasIntel: Lula lidera em todos os cenários dos dois turnos

O presidente Lula (PT) todos os seus adversários nos dois turnos da disputa à Presidência da República nas eleições de 2026, é o que mostra a pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (29).

De acordo com o levantamento, o petista tem uma vantagem de 9 pontos para o senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno. Veja os números: 

  • Lula (PT): 45%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 36%
  • Renan Santos (Missão): 8%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 3%
  • Romeu Zema (Novo): 3%
  • Samara Martins (UP): 2%
  • Augusto Cury (Avante): 1%
  • Cabo Daciolo (Mobiliza): 0,1%
  • Hertz Dias (PSTU): 0,1%
  • Rui Costa Pimenta (PCO): não pontuou
  • Edmilson Costa (PCB): não pontuou

Votos brancos e nulos representaram 0,6% e aqueles que não souberam 1%.

Em um segundo cenário, Lula tem 47% e Flávio 37%. Nesta simulação, Renan aparece com 8%, Caiado com 3% e Zema com 3%. Brancos e nulos foram 1,2% e outros 0,4% não souberam responder.

Segundo turno

Em um eventual segundo turno, o petista tem 49,2% das intenções de voto contra 42,9% de Flávio. Confira os cenários: 

  • Cenário 1

Lula (PT): 49,2%

Flávio Bolsonaro (PL): 42,9%

Voto nulo/branco/não sei: 7,9%

  • Cenário 2

Lula: 48,2%

Ronaldo Caiado: 38,9%

Voto branco/nulo/não sei: 12,9%

  • Cenário 3

Lula: 48,6%

Romeu Zema: 39,6%

Voto branco/nulo/não sei: 11,8%

  • Cenário 4

Lula: 47,6%

Renan Santos: 30,2%

Voto branco/nulo/não sei: 22,2%

  • Cenário 5

Lula: 48,8%

Michelle Bolsonaro: 42,5%

Voto branco/nulo/não sei: 8,8%

  • Cenário 6

Lula: 49,2%

Jair Bolsonaro: 43,9%

Voto branco/nulo/não sei: 6,9%

Metodologia

A Atllas ouviu 5.021 pessoas entre os dias 22 e 27 de julho. A margem de erro da pesquisa é de um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.

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