Prefeitura de Afogados inicia pagamento de servidores nesta quarta (29)

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira vai iniciar o pagamento dos servidores públicos municipais, aposentados e pensionistas nesta quarta (29), salários referentes ao mês de Julho. O pagamento terá continuidade na quinta. Confira o calendário:

Quarta
29/07
Servidores da Secretaria municipal de Assistência Social, aposentados e pensionistas com vencimentos de até R$ 3 mil.

Quinta
30/07
Servidores das demais secretarias municipais, além de aposentados e pensionistas com vencimentos acima de R$ 3 mil.

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Senadores dos EUA acusam Trump de espalhar teorias conspiratórias sobre eleições no Brasil

Por João Paulo Charleaux, do UOL – A ala democrata do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos acusou ontem o governo do presidente Donald Trump de “propagar teorias conspiratórias” sobre as eleições presidenciais de outubro no Brasil.

A acusação diz respeito à vinda a Brasília de dois funcionários do governo norte-americano que, de acordo com reportagem publicada no sábado pelo jornal The Washington Post, teriam a missão de “lançar dúvidas sobre a imparcialidade e integridade do sistema eleitoral” brasileiro.

Riley Barnes e Samuel Samson estariam no Brasil ao longo desta semana, mas acabaram não embarcando porque tiveram seus vistos negados pelo Itamaraty, sete dias antes. Em resposta, o governo dos Estados Unidos classificou as suspeitas de interferência atribuídas a ambos como uma “mentira sem fundamento”.

A mensagem publicada ontem pelos dez parlamentares democratas que fazem parte da Comissão de Relações Exteriores do Senado insiste nas suspeitas de interferência indevida nas eleições brasileiras, dizendo que “propagar teorias conspiratórias sobre as eleições não torna a América mais segura. Isso corrói a confiança em nossa democracia internamente e afasta nossos amigos no exterior”.

Maioria no Congresso dá vantagem a Biden, mas não significa carta branca - 09/01/2021 - Mundo - Folha
Senadores dos EUA levantam suspeitas de ‘conspiração’ contra eleição no Brasil

Peddling election conspiracies doesn’t make America safer. It erodes trust in our democracy at home and drives our friends away abroad. https://t.co/eAV3V6otJQ

— Senate Foreign Relations Committee (@SFRCdems) July 28, 2026
A declaração foi publicada na conta oficial que a ala democrata do Comitê de Relações Exteriores do Senado possui na rede social X. O perfil, verificado, é administrado pela presidente da ala, Jeanne Shaheen, de New Hampshire, que é senadora há 16 anos. Além dela, compõem a ala os senadores Chris Coons, Chris Murphy, Tim Kaine, Jeff Merkley, Cory Booker, Brian Schatz, Chris Van Hollen, Tammy Duckworth e Jacky Rosen.

Os dez pertencem ao Partido Democrata, que faz oposição a Trump. Eles compõem a minoria na comissão, que conta ainda com 12 senadores republicanos. A declaração não é, portanto, da comissão como um todo, mas apenas dos opositores do governo.

Além de replicar a reportagem do The Washington Post na mensagem, inserindo o link, a senadora Shaheen ainda destaca um trecho do texto do jornal, que diz: “costumávamos empregar poder em situações de risco para a democracia”, mas “agora, enviamos indicados políticos para desacreditar o sistema eleitoral de outro país”, em referência ao Brasil.

O questionamento ao sistema eleitoral tem sido uma marca tanto do governo Trump, nos Estados Unidos, quanto da família Bolsonaro, no Brasil. Quando ainda era presidente e tentava a reeleição, Jair Bolsonaro fez uma reunião com diplomatas estrangeiros em Brasília, em julho de 2022, para espalhar acusações infundadas sobre as urnas eletrônicas. A atitude, que resultou em condenação dele à inelegibilidade até 2030, acabou sendo reproduzida pelo filho mais velho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro, em evento com representantes estrangeiros, no dia 21 de julho.

Flávio Bolsonaro tem apoio explícito do atual presidente dos Estados Unidos, que publicou uma foto ao lado dele, no Salão Oval da Casa Branca, no mesmo dia em que anunciou medidas hostis contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A reação dos senadores democratas ao que eles chamam de interferência conspiratória dos Estados Unidos contra o Brasil ecoa atitude semelhante tomada ontem por um grupo de mais de 30 deputados argentinos, que propuseram a adoção de uma nota de repúdio contra o presidente Javier Milei por ele ter vindo a São Paulo no sábado participar de evento eleitoral de Flávio Bolsonaro; ocasião na qual chamou o ministro Alexandre de Moraes de “lixo careca” e o presidente Lula de “presidiário”.

Os deputados argentinos —que, assim como os senadores norte-americanos, são todos de oposição— protestaram contra as declarações classificadas por eles de “extremamente graves”. Para o grupo, as falas de Milei em São Paulo “constituem flagrante interferência nos assuntos internos de outro Estado, violando princípios fundamentais do direito internacional, como a não intervenção e a autodeterminação dos povos, pilares que historicamente norteiam a política externa argentina”.

Ambas as situações demonstram como os Congressos dos Estados Unidos e da Argentina tentam contrabalancear de alguma maneira seus próprios presidentes, que demonstram um ímpeto de se engajar politicamente em favor da campanha de Flávio Bolsonaro, interferindo indevidamente na política interna brasileira —seja ferindo o decoro, como no caso de Milei, seja espalhando “teorias conspiratórias”, no caso do governo Trump.

O UOL conversou com as assessorias dos deputados argentinos, que confirmaram a ofensiva parlamentar contra Milei, mas não obteve resposta dos gabinetes dos senadores democratas envolvidos na publicação do post contra a interferência norte-americana até a noite de hoje.

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Raquel não responde, insiste na briga com Eduardo da Fonte e Federação dá o troco. Só vai fazer convenção depois

A Federação União Progressista não deverá realizar sua convenção antes de 3 de agosto, frustrando a expectativa da governadora Raquel Lyra (PSD) de concluir a definição da chapa ainda antes do fim do prazo inicial.

Segundo o presidente estadual da Federação, deputado federal Eduardo da Fonte (PP), o impasse ocorre porque o PSD ainda não respondeu à proposta de ata apresentada na reunião realizada na última quinta-feira entre representantes jurídicos das duas partes.

“As duas atas precisam ser feitas de comum acordo para que não haja problemas depois”, afirmou Eduardo da Fonte ao blog.

Como a convocação da convenção exige antecedência mínima de cinco dias úteis, mesmo que o acordo fosse fechado nesta terça-feira, o encontro só poderia ocorrer na próxima segunda-feira (3).

Com isso, cresce a possibilidade de Raquel Lyra realizar a convenção do PSD indicando apenas o deputado federal Túlio Gadêlha como candidato ao Senado, deixando aberta a possibilidade de inclusão posterior da Federação União Progressista na chapa.

Enquanto isso, PP e União Brasil realizarão convenções próprias no dia 1º de agosto apenas para homologar candidatos a deputado federal e estadual. Pela legislação, os partidos federados não podem definir isoladamente candidaturas majoritárias nem oficializar apoio à reeleição da governadora. Essa decisão cabe exclusivamente à convenção da Federação.

Nos bastidores, a indefinição alimenta especulações sobre quem ocupará a segunda vaga ao Senado na chapa governista. Além de Eduardo da Fonte, Miguel Coelho e Fernando Dueire, voltou a circular o nome do ex-senador Armando Monteiro como possível alternativa de consenso. (Via: Blog Ricardo Antunes)

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Milei presta um “desserviço” à Argentina, diz Alckmin

Milei viajou ao Brasil para declarar apoio a Flávio Bolsonaro e atacar o presidente Lula

 O vice-presidente Geraldo Alckmin criticou nesta terça-feira (28) os ataques do presidente da Argentina, Javier Milei, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e classificou a postura do líder argentino, proferidos durante a conveção do PL, como um “desserviço” ao próprio país.

Questionado por jornalistas sobre impactos comerciais das declarações de Milei para a relação comercial entre Brasil e Argentina, Alckmin afirmou que chefes de Estado não devem interferir em processos eleitorais de outros países e condenou o tom ‘grosseiro’ adotado pelo presidente argentino durante sua passagem pelo Brasil.

“Lamentável que o presidente de um país vizinho, amigo, que compõe até o Mercosul, preste um desserviço ao seu país, porque vem no Brasil numa eleição. Não deve presidente se envolver em eleição de outro país. Ainda além de haver intromissão nos assuntos internos do Brasil, fazê-lo de forma grosseira”, declarou Alckmin, após o Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul.

Milei viajou ao Brasil na sexta-feira para declarar apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro durante a convenção do PL. O governo brasileiro chamou de volta a Brasília, para consultas, o embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, depois dos ataques de Milei.

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Guerra provocada por Trump no Irã impulsiona petróleo e Petrobras bate recorde de produção no segundo trimestre

Escalada das tensões entre EUA e Irã coincidiu com forte expansão da produção da estatal, que ampliou exportações e chegou ao segundo semestre em posição mais favorável

Produção da Petrobras no campo de BúziosCrédito: Divulgação

– A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que elevou os preços internacionais do petróleo ao longo do segundo trimestre, encontrou a Petrobras em seu momento de maior capacidade operacional. Segundo análise do Brazil Stock Guide, a estatal brasileira registrou produção recorde, ampliou exportações, reduziu importações de combustíveis e fortaleceu sua posição para aproveitar um cenário internacional mais favorável aos produtores de petróleo.

A produção total da companhia alcançou 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia, alta de 14,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado pela entrada em operação de novas plataformas e pelo aumento da eficiência operacional.

Pré-sal lidera expansão

O principal motor do crescimento foi o pré-sal, cuja produção chegou a 2,30 milhões de barris por dia, avanço de 5% sobre o trimestre anterior.

O destaque foi o campo de Búzios, que ultrapassou pela primeira vez a marca de 1 milhão de barris diários, consolidando-se como um dos maiores polos produtores do mundo.

Exportações avançam e mercados se diversificam

As exportações de petróleo bruto alcançaram 996 mil barris por dia, crescimento de 12,2% em relação ao primeiro trimestre e de 44,3% na comparação anual.

O relatório também aponta uma mudança na estratégia comercial da Petrobras. A participação da China nas exportações caiu de 62% para 35%, enquanto Índia e Europa ampliaram sua fatia nas compras do petróleo brasileiro.

Refinarias operam em nível recorde

As refinarias da estatal atingiram uma taxa média de utilização de 101,2%, a mais elevada da série histórica.

O desempenho permitiu ampliar a produção de diesel de baixo teor de enxofre e de querosene de aviação, reduzindo significativamente a dependência de importações.

As compras externas de diesel recuaram 63,3%, enquanto as de petróleo bruto caíram 43,3%, alcançando os menores níveis desde a pandemia.

Mercado doméstico e emissões

No mercado interno, as vendas permaneceram relativamente estáveis. A comercialização de gasolina caiu 2,2%, enquanto as vendas de diesel cresceram 0,4% e as de GLP avançaram 8,3%. Já o querosene de aviação registrou retração.

O relatório também destaca que as emissões de gases de efeito estufa da companhia somaram 25 milhões de toneladas de CO₂ equivalente no primeiro semestre. Apesar do aumento absoluto, a intensidade de emissões por barril produzido diminuiu, indicando ganhos de eficiência operacional.

Petrobras chega fortalecida ao segundo semestre

Na avaliação do Brazil Stock Guide, a Petrobras inicia a segunda metade de 2026 com uma combinação favorável de fatores: produção recorde, refinarias operando em capacidade histórica, exportações em expansão e preços internacionais sustentados pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. Embora os resultados financeiros dependam da evolução das cotações do petróleo e de outros fatores de mercado, a estatal entra no semestre em uma posição operacional mais robusta.

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Barco de turismo vira nas Cataratas do Iguaçu; uma pessoa morre

Do JH – Um jovem de 26 anos holandês morreu após uma embarcação virar durante o passeio do Macuco Safari, no Parque Nacional do Iguaçu, no Oeste do Paraná, nesta terça-feira (28). Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre as circunstâncias do acidente.

O Macuco Safari oferece passeios de ecoturismo dentro do Parque Nacional do Iguaçu. As atividades incluem trilhas pela Mata Atlântica e passeios de barco que levam os visitantes até próximo das quedas d’água das Cataratas do Iguaçu, uma das atrações mais tradicionais da unidade de conservação.

Por volta de 12h20, horário do acidente, a vazão de água nas Cataratas do Iguaçu girava em torno de 4,3 milhões de litros de água por segundo. É um volume alto, quase três vezes acima do normal, mas considerado dentro dos padrões operacionais e bem abaixo dos mais de 10 milhões de litros da cheia da semana passada, quando os passeios de barco e o acesso a um dos mirantes das Cataratas foram suspensos.

As causas do acidente serão investigadas pelas autoridades fluviais aqui da fronteira.

Confira mais informações

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Governo Lula vai prorrogar Desenrola 2.0 por mais um mês

Programa voltado a trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos deve ganhar pelo menos mais 30 dias

Lula durante cerimônia de Anúncio de Medidas de Incentivo à Adimplência, no Palácio do Planalto, em Brasília Foto: Ricardo Stuckert / PRCrédito: Ricardo Stuckert / PR

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu prorrogar o Desenrola Brasil 2.0 por pelo menos mais 30 dias, em meio ao avanço das renegociações de dívidas e à melhora na percepção pública sobre o programa. A iniciativa, que terminaria em 3 de agosto, é uma das apostas do Planalto para ampliar o alcance de medidas econômicas voltadas à população de baixa e média renda. A informação foi divulgada inicialmente pelo O Globo.

Segundo um integrante da equipe econômica ouvido pela reportagem, a extensão deve ser, em um primeiro momento, de 30 dias, mas o prazo ainda pode ser ampliado pelo governo.

O Desenrola Brasil 2.0 já renegociou R$ 22 bilhões em dívidas até quinta-feira (23), de acordo com o último balanço do Ministério da Fazenda. Ao todo, foram registradas 3,6 milhões de operações dentro da nova etapa do programa.

A prorrogação ocorre em um momento em que o governo identifica efeitos positivos da política na avaliação da gestão Lula. Pesquisa Quaest divulgada em julho apontou que 55% dos entrevistados consideravam o Desenrola Brasil 2.0 positivo. Em maio, esse índice era de 50%, o que indica crescimento de cinco pontos percentuais na percepção favorável ao programa.

A nova fase do Desenrola tem como público-alvo trabalhadores com renda mensal de até cinco salários mínimos. Para participar da renegociação, é necessário ter dívidas vencidas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos.

Entre as modalidades aceitas estão dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. O desenho do programa busca atingir famílias endividadas que ainda enfrentam dificuldades para reorganizar o orçamento, mesmo em um cenário de melhora de alguns indicadores econômicos.

Com a renovação, o governo pretende manter aberta a janela de renegociação para ampliar o número de beneficiados. A medida também reforça a tentativa do Planalto de associar a agenda econômica a ações de impacto direto sobre o bolso da população, especialmente no ano eleitoral.

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Questionado sobre Milei, Lula responde: “Quem é esse cara?”

Lula ironiza após ser interrogado sobre declarações de Milei em convenção do PL

Do G1 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inorizou a crise com o presidente da Argentina, Javier Milei, ao ser questionado por jornalistas. “Quem é esse cara?”, respondeu Lula ao ser questionado sobre o presidente argentino.

“Como você viu essa história do Milei?”, perguntou o repórter Daniel Carvalho, da Bloomberg, enquanto Lula esperava o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

“Eu? Quem é esse cara?”, respondeu Lula.

Milei participou da convenção nacional do PL que oficializou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato à Presidência da República. Durante seu discurso na convenção, Milei fez ataques diretos a Lula e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O argentino chamou Lula de “presidiário” e Moraes de “lixo careca”. As declarações provocaram uma reação imediata do Itamaraty, que convocou o embaixador argentino em Brasília para prestar esclarecimentos. Também chamou de volta o embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas.

Lula confirma Dario Durigan na Fazenda, após saída de Haddad | Brasil de Fato
Dario Durigan, atual Ministro da Fazenda, faz declarações sobre Milei após participação do presidente argentino em convenção do PL

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a economia brasileira está melhor do que a Argentina e chamou Milei de “palhaço”.

O ministro afirmou que o risco-país brasileiro está melhor do que o argentino, e que o Brasil está com mínima de desemprego, de inflação, e recordes na balança comercial, assim como safra expressiva e desmatamento em queda.

“O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil, quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta”, declarou o ministro da Fazenda.

Antes do evento, integrantes do governo Lula afirmavam que não viam problema na presença de Milei em um ato partidário, mas avisavam que reagiriam caso o argentino fizesse comentários sobre temas internos do Brasil, como o sistema eleitoral, o governo federal ou autoridades brasileiras.

O Ministério das Relações Exteriores informou que o ministro Mauro Vieira e embaixador em Buenos Aires, Júlio Bitelli, se reuniram na tarde desta segunda-feira (27) no Palácio do Itamaraty para uma primeira avaliação da situação da relação bilateral com a Argentina.

Segundo o ministério, a conversa durou cerca de 40 minutos e os dois voltarão a conversar quando o Mauro Vieira retornar da viagem a Lima, capital do Peru, onde representará Lula na posse presidencial de Keiko Fujimori, na terça-feira (28).

Discurso em evento do PL

Javier Milei foi um dos convidados que discursaram na convenção do PL. Ele esteve em São Paulo para o evento.

Em um discurso inflamado, o presidente argentino fez críticas ao socialismo, valorizou a chamada “onda azul” na América do Sul e chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de “lixo careca” após ter negada uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Milei faz discurso contra 'socialismo' e reclama de não poder visitar Bolsonaro durante participação em convenção do PL | G1
Javier Milei foi convidado por Flávio Bolsonaro para o lançamento de sua candidatura em convenção do PL

Milei também associou a candidatura de Flávio ao que chamou de uma transformação política em curso na América Latina e chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “presidiário”.

Segundo ele, países da região estariam abandonando governos de esquerda e adotando políticas liberais na economia, movimento ao qual o Brasil poderia se juntar.

Na última semana, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro Moraes, que é relator do caso, para o encontro com o argentino. Moraes negou a solicitação.

No discurso durante o evento, Milei criticou a negativa. “A Justiça brasileira não me permitiu visitar meu amigo injustamente encarcerado, quando Lula se cansou de receber dirigentes estrangeiros enquanto esteve preso, entre eles o então presidente da Argentina, Alberto Fernández”, continuou.

“Isso não é nada além de mais uma clara demonstração da injustiça de sua detenção e do caráter vingativo de seus responsáveis”, completou.

Horas depois da declaração, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, reagiu às falas de Milei e afirmou que as declarações do presidente da Argentina sobre o ministro Moraes são uma “referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro”.

“Tomei conhecimento da declaração do Presidente da Argentina sobre Ministro do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro, por ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis da República Federativa do Brasil”, afirmou Fachin.

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Marqueteiro e namorado de Raquel Lyra fazem campanha aberta para Miguel Coelho

Praticamente só dois nomes do núcleo duro da governadora Raquel Lyra (PSD) ainda insistem em apoiar o ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil) ao Senado. Tratam-se do poderoso marqueteiro Igor Paulin e do ex-assessor especial André Teixeira, namorado da governadora.

Ambos estariam juntando forças nos bastidores. Paulin inclusive estaria envolvido na saída da jornalista Camila Souza, que cuidava das redes sociais da governadora e repaginou a imagem dela nos dois últimos anos quando ela deu um salto nas suas redes sociais.

Oficialmente, ela se despediu este final de semana e rumou para campanha política no Tocantins, mas teria sido a primeira “queda de braço” vencida pelo marqueteiro.

Paulin estaria cravando a pré-candidatura de Miguel com aval de Teixeira. Este está de olho na vaga de primeira suplência do Senado e já negociou isso com o ex-prefeito de Petrolina.

Na semana passada, o namorado da governadora havia confirmado à jornalista Roberta Jungmann que o candidato a senador de Raquel seria mesmo Miguel. Raquel tem adotado o silêncio nas últimas semanas, face aos avanços de Eduardo da Fonte (PP), que recebeu apoio de mais de 30 prefeitos durante café da manhã no Palácio promovido pela governadora.

A queda de braço entre o grupo que apoia Miguel e o outro que acha que Eduardo da Fonte é a melhor alternativa ainda deve continuar por toda semana. Estimulada, claro, pela própria Raquel Lyra. A conferir. (Via: Blog Ricardo Antunes)

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Felipe Nunes, CEO da Quaest: “Chance de reeleição de Lula subiu para 60%”

Em evento empresarial que reuniu líderes dos quatro maiores institutos de pesquisas do País, números apresentados são favoráveis a um novo mandato para o presidente

Felipe NunesCrédito: Felipe Cautella/LIDE

 

 Nas contas do CEO do Instituto Quaest, Felipe Nunes, as chances de reeleição do presidente Lula deram um salto significativo desde o início do ano e estão em seu ponto mais alto até aqui. “No modelo que associa a aprovação do governo à probabilidade de reeleição, o presidente está em uma posição bastante competitiva”, afirmou o pesquisador nesta segunda-feira, 27, durante o evento Almoço Empresarial, do grupo Lide, em São Paulo. “No começo no ano, quando o governo tinha 43 por cento de aprovação, as chances de Lula se reeleger eram de 38%. Agora, com uma alta para 47 por cento neste quesito, a probabilidade de reeleição cresceu para 60 por cento.”

O evento do Lide reuniu, presencialmente, os responsáveis pelos institutos Datafolha, Atlas Intel e Paraná Pesquisas, diante de uma plateia de cerca de 400 líderes empresariais. Pela Quaest, Nunes falou via uma mensagem em vídeo, previamente gravada. Para ele, os eleitores independentes, não identificados diretamente com as correntes lulista e bolsonarista da sociedade brasileira, irão definir o pleito. “Nas nossas sondagens mais recentes, esses independentes passaram a rejeitar mais o candidato Flávio Bolsonaro do que Lula.”

Para Andrei Roman, CEO do Atlas Intel, o quadro eleitoral ainda “está difícil de acertar”. Mesmo assim, ele afirmou que os dados colhidos pelo instituto mostram que “o presidente Lula parte como favorito tanto no primeiro como no segundo turno”. Em números, os cálculos do Atlas Intel revelam dados que vão além da margem de erros dos levantamentos. “Lula tem uma vantagem de mais ou menos 10 pontos no cenário de primeiro turno e de cerca de 7 pontos na simulação de segundo turno”, revelou Roman.

Líder do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo manifestou que os programas de renegociação de dívidas estruturados neste ano pelo governo federal têm alavancado as intenções de votos, especialmente, na região Sudeste. “Ao nosso ver, a eleição vai ser decidida no estado de São Paulo, onde, neste momento, Lula tem dianteira sobre Flávio Bolsonaro”, afirmou Hidalgo.

Luciana Chong, diretora do instituto Datafolha, indicou que o eleitorado feminino, com 53% do contingente total, o público 60+, que chega a 23% do conjunto dos eleitores, e os jovens, entre 18 e 34 anos de idade, são os segmentos sociais que podem decidir a disputa presidencial. “Desde a eleição de 2018, as mulheres têm posicionado o seu voto mais à esquerda”, lembrou ela. “Neste ano, as mulheres têm se mostrado mais a favor de Lula do que de Flávio Bolsonaro”, prosseguiu. Quanto aos eleitores acima de 60 anos, para a diretora do Datafolha “eles são uma fortaleza de Lula”. “O presidente apresenta 11 pontos de vantagem sobre seu principal adversário neste segmento”, informou. No grupo jovem da população, segundo a aferição mais recente feita pelo instituto, o presidente abre 10 pontos sobre o bolsonarista no levantamento espontâneo sobre o primeiro turno. A diferença fica maior no cenário do Datafolha sobre a segunda rodada, com 40% de intenções espontâneas de voto para Lula e 31 pontos percentuais para Flávio Bolsonaro.

Os números são muitos, mas a conclusão é um só. Nestes primeiros dias de abertura oficial da disputa pelo voto, o presidente está liderando a corrida presidencial além da margem de erro.

Brasil 247

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Após 17 anos de negociações, Brasil avança para abrir mercado de carne na Coreia do Su

Encontro entre os presidentes Lula e Lee Jae-myung também reforçou cooperação em tecnologia, defesa e setor espacial

Cerimônia oficial de chegada do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, e da primeira-dama, Kim Hea Kyung, no Palácio da Alvorada

Cerimônia oficial de chegada do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, e da primeira-dama, Kim Hea Kyung, no Palácio da AlvoradaCrédito: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira (27), após reunião com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, um avanço considerado decisivo para a abertura do mercado sul-coreano à carne brasileira. Segundo Lula, o governo sul-coreano assumiu o compromisso de enviar uma missão sanitária ao Brasil no próximo mês, encerrando um impasse que se arrasta há 17 anos.

“Em 2025, o Brasil exportou quase 2,5 bilhões de dólares em produtos agropecuários para Coreia. Após 17 anos de negociações, temos agora o compromisso concreto de realização de missão sanitária ao Brasil, no próximo mês, passo decisivo para o acesso dos frigoríficos brasileiros ao mercado coreano”, disse Lula em declaração à imprensa, após a assinatura de atos entre os países, no Palácio da Alvorada.

O encontro marcou a primeira visita de um chefe de Estado da Coreia do Sul ao Brasil em 11 anos e a primeira viagem internacional de Lee Jae-myung ao país. Além da agenda política, a visita teve como objetivo aproximar os setores produtivos e ampliar os investimentos sul-coreanos no Brasil.

Lula também destacou que os dois governos decidiram criar um grupo de trabalho, coordenado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, para destravar as negociações entre o Mercosul e a Coreia do Sul.

“Decidimos criar um grupo de trabalho para identificar sensibilidades dos dois lados e evitar que elas sejam um empecilho para a retomada de negociações de um acordo entre Mercosul e a Coreia”, disse.

Além da agenda comercial, o presidente ressaltou os acordos voltados às áreas consideradas estratégicas para a economia do futuro.

“Queremos aproximar nossas universidades e empresas em áreas importantes para a economia do futuro, como semicondutores, economia digital, inteligência artificial e indústria aeroespacial”, disse.

Lula também destacou a cooperação na área de defesa, lembrando a parceria envolvendo a aeronave KC-390 da Embraer nas Forças Armadas sul-coreanas, e citou os projetos conjuntos com a empresa Innospace no Centro Espacial de Alcântara.

Segundo o presidente, “possivelmente em setembro teremos na Base de Alcântara um novo lançamento de foguete”, acrescentando que “faz questão” de acompanhar o evento presencialmente.

Durante a declaração, Lula também ressaltou o potencial de expansão do comércio bilateral.

“Apesar do ressurgimento do unilateralismo e do protecionismo em todo o mundo, o comércio bilateral entre Coreia e Brasil cresce de forma consistente, alcançando cerca de 11 bilhões de dólares em 2025. É pouco, diante do tamanho da Coreia e do tamanho do Brasil.”

Para o presidente, a aproximação econômica entre os dois países deve ganhar novo impulso nos próximos anos, impulsionada pela ampliação do comércio agropecuário, pela cooperação tecnológica e pelos investimentos conjuntos em setores estratégicos.

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Constrangimento do 01 à esquerda

O ponto alto do picadeiro foi o avatar de Jair Bolsonaro no telão

A convenção do Partido Liberal (PL), que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência da república, foi difícil de assistir. O início foi de confusão porque o espaço do Mercado Pago Hall, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, não foi suficiente e algumas autoridades, apoiadores e jornalistas não conseguiram entrar.

Assistindo pelo Youtube, tive a sensação de que estava frente à uma apresentação evangélico-circense com momentos de entreguismo explícito do Brasil nas mãos da extrema-direita internacional.

O ponto alto do picadeiro foi o avatar de Jair Bolsonaro no telão soltando a pérola: “Isso que vocês estão vendo aqui não sou eu, isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial”. Eu estou preso”.

Em outro ato, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, genocida do povo palestino, saudou o candidato em inglês por vídeo. Quem também deu a graça de sua ausência foi a madrasta de Flávio, Michelle Firmo, desejando  que Deus abençoasse e desse sabedoria e força à candidatura do enteado, também por vídeo.

O presidente da Argentina, Javier Milei, discursou, puxou o coro “Lula ladrão” e formou, com Flávio, uma dupla estilo Patati/Patatá dançando, para o delírio da claque bolsonarista e do governador Tarcísio de Freitas.

No discurso, Flávio pediu oração para o pai, repetiu velhas frases retóricas utilizadas nas últimas campanhas com a indefectível sonora de impacto emotivo ao fundo. Terminou com o mantra conservador de Deus, Pátria e Família.

A leitura mais significativa do evento foi a ausência de políticos aliados do Centrão, o que era esperado devido aos últimos acontecimentos que colocam Flávio na mira da Polícia Federal.

Pelo andar da campanha, que nem vice tem, e sem coligação partidária, restará a Flávio pinçar alguém disponível para fazer o papel do Adélio. Mas não é sempre que surge um gênio capaz de furar o cerco de dezenas de policiais, uma multidão furiosa e sair ileso, após uma facada sem sangue, e ainda ser defendido por advogados em série e, apesar de tudo, não ser processado pela vítima.

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Em nova fake news, o repulsivo Milei acusa Brasil de financiar campanha anti-Argentina

 A crise diplomática entre Brasil e Argentina ganhou novo capítulo depois que o repugnante Javier Milei acusou, sem apresentar provas, o governo brasileiro de financiar uma suposta “campanha anti-Argentina”. A declaração foi dada em entrevista a uma rádio argentina no domingo (26), um dia após o presidente argentino participar, em São Paulo, da convenção do PL que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Milei mentiu ao dizer que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria bancado “25% dos recursos” usados em uma suposta ofensiva contra o país vizinho. O argentino também atribuiu participação ao governo do México, comandado por Claudia Sheinbaum, e ao Partido Democrata dos Estados Unidos, adversário político de Donald Trump, aliado de Milei.

“Quem investiu mais dinheiro nesta campanha anti-Argentina foi o Brasil. Uns 25% dos recursos (financeiros) saíram do governo do Brasil”, acusou Milei, sem apresentar provas.

A fala elevou a tensão entre os dois países no momento em que o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, foi chamado a Brasília para reunião com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O gesto é considerado uma demonstração formal de descontentamento e indica a gravidade da crise nas relações bilaterais.

Após o encontro entre Vieira e Bitelli, nesta segunda-feira (27), o governo brasileiro deve definir os próximos passos da resposta diplomática. O presidente Lula também poderá receber o embaixador, o que ampliaria o peso político do gesto.

“O objetivo é deixar claro o nosso desacordo. A reunião vai depender da agenda do ministro. Não há prazo para o retorno do embaixador brasileiro à Argentina”, afirmou à RFI uma fonte do Itamaraty próxima aos dois.

Em nota, o Itamaraty classificou como inédita a sequência de ataques feitos por Milei em território brasileiro.

“Não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores.

No sábado (25), durante a convenção do PL, Milei atacou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que o impediu de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, e chamou o presidente Lula de “presidiário”. No ato, o argentino se referiu a Moraes como “lixo careca”.

Na entrevista concedida no domingo (26), Milei tentou justificar sua participação no evento bolsonarista como uma resposta ao que ele atribui ao PT e ao governo Lula na eleição argentina de 2023. O presidente argentino disse que assessores brasileiros teriam atuado na campanha de Sergio Massa, candidato governista derrotado por ele no segundo turno.

“E depois vêm falar de interferência, quando eles tiveram um papel muito ativo na campanha de 2023. Ou vamos esquecer que os assessores de Massa eram um grupo de brasileiros? Eu quis ver o meu amigo Jair Bolsonaro e não me deixaram. Aqui, no entanto, o ex-presidiário (Lula) veio cumprimentar a ré (Cristina Kirchner)”, disse Milei.

Lula visitou Cristina Kirchner há cerca de um ano, quando a Argentina não estava em período eleitoral. A visita ocorreu depois da Cúpula do Mercosul, em Buenos Aires, com autorização da Justiça argentina.

Milei também relacionou a suposta campanha contra a Argentina à Copa do Mundo de 2026. A seleção argentina disputou a final contra a Espanha, mas perdeu para o país europeu. O presidente argentino não apresentou elementos que sustentassem a acusação de que governos estrangeiros teriam financiado uma ofensiva contra seu país durante a competição.

Na mesma entrevista, Milei afirmou que a Argentina estaria sendo atacada por ter se tornado, segundo ele, uma referência internacional para setores conservadores e liberais.

“A Argentina está sendo um farol de liberdade. Por isso, todo o ataque e a campanha contra nós. Porque somos o farol do Ocidente, porque estamos pondo em xeque as políticas desses ladrões”, declarou.

O presidente argentino também atacou governos de esquerda da região, aos quais se referiu como “esquerdistas de m…”.

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Resposta firme do Brasil aos insultos de Milei ganha destaque e apoio na mídia argentina

C5N e vários jornais internacionais repercutem reação do Itamaraty e afirmam que crise diplomática pode afetar relação entre os dois principais parceiros do Mercosul

Lula e Javier MileiCrédito: Brasil 247 / Dall-E

– A dura resposta do governo brasileiro aos ataques do presidente argentino, Javier Milei, repercutiu amplamente na imprensa da Argentina. O canal C5N, um dos principais veículos de televisão do país, assim como vários jornais argentinos, destacaram a decisão do Itamaraty de convocar o embaixador argentino em Brasília e chamar para consultas o embaixador do Brasil em Buenos Aires, classificando o episódio como uma grave escalada diplomática entre os dois países.

Na cobertura, o C5N enfatizou que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil expressou profundo mal-estar com as declarações de Milei, ressaltando o trecho da nota oficial em que o Itamaraty afirma que “não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, tenha proferido agressões e ofensas” ao chefe de Estado brasileiro, às instituições democráticas, ao Poder Judiciário e ao povo brasileiro.

O canal argentino recordou que, durante a convenção do Partido Liberal, em São Paulo, Milei dirigiu insultos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, além de manifestar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

A reportagem também destacou a reação das instituições brasileiras. Além da resposta do Itamaraty, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, condenou os ataques de Milei ao Judiciário brasileiro, enquanto autoridades do governo e lideranças políticas manifestaram repúdio às declarações do presidente argentino.

Segundo o C5N, analistas e diplomatas argentinos avaliam que a atitude de Milei representa uma das mais graves imprudências diplomáticas desde a redemocratização da Argentina, em 1983, sobretudo por colocar em risco a relação com o principal parceiro comercial do país. A emissora também observou que a agenda de Milei no Brasil foi exclusivamente voltada ao apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, sem qualquer encontro institucional com representantes do governo brasileiro.

A repercussão do episódio extrapolou a Argentina. Veículos internacionais também destacaram a decisão do governo brasileiro de convocar o embaixador argentino e chamar seu representante diplomático em Buenos Aires para consultas, interpretando a medida como um dos mais fortes protestos diplomáticos entre os dois países nas últimas décadas.

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China apoia Brasil na defesa da soberania e contra ingerências externas, diz Xi Jinping

Presidentes da China e do Brasil mantiveram uma ligação, por iniciativa do presidente Lula

Xi Jinping e Luiz Inácio Lula da Silva em BeijingCrédito: Ricardo Stuckert/PR

 O presidente da China, Xi Jinping, declarou seu apoio à soberania e independência do Brasil, apoiando o país na rejeição de interferências externas.

“A China atribui grande importância ao papel internacional e projeção relevante do Brasil. Apoia o Brasil a defender sua soberania e independência, a rejeitar interferências externas, e a dar uma contribuição brasileira à salvaguarda da paz e estabilidade da região e do mundo”, diz Xi, conforme comunicado do governo da China.

Nesse sentido, Xi Jinping enfatizou a importância da firmeza da aliança entre os países, membros importantes do Sul Global, diante de um contexto internacional novo.

“O Presidente Xi enfatizou que, perante a nova situação e os novos desafios,a China e o Brasil, ambos membros importantes do Sul Global, devem permanecer firmes no lado correto da história e no lado do progresso da civilização humana e desempenhar um papel construtivo ainda maior para reformar e melhorar o sistema de governança global e salvaguardar equidade e justiça internacionais”, diz o comunicado.

A iniciativa da ligação foi do presidente Lula, de acordo com o documento. “O Presidente Xi Jinping atendeu um telefonema do Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã do dia 27 de julho de 2026” (China Standard Time).

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Trump abre guerra comercial contra o mundo e Lula é o nome da soberania nacional

Enquanto o governo norte-americano aposta na intimidação e no unilateralismo, Lula reafirma princípios históricos da política externa brasileira: diálogo, respeito ao direito internacional, negociação e defesa intransigente da soberania nacional

Donald Trump escalou sua guerra comercial contra o mundo, e o Brasil está entre seus alvos. As tarifas de 25% e 12,5% impostas a produtos brasileiros não constituem simples medidas de política econômica. São instrumentos de pressão destinados a subordinar outros países aos interesses estratégicos dos Estados Unidos. Mais grave ainda é constatar que essa ofensiva externa encontra estimuladores dentro do próprio Brasil.

O senador Flávio Bolsonaro, candidato da extrema-direita à Presidência da República, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro manifestaram apoio às sanções e atuaram politicamente junto ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos para que medidas de pressão contra o Brasil fossem mantidas ou intensificadas por determinação da Casa Branca. O secretário de Estado, Marco Rubio, também assumiu publicamente a defesa da ofensiva de Donald Trump, reforçando a pressão política e comercial exercida por Washington contra o Brasil.

Diante dessa ofensiva, a defesa da soberania nacional deixa de ser um discurso e se transforma em uma necessidade concreta. Cumprindo a missão que lhe atribui a Constituição de defender a independência e a soberania nacionais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alça-se à liderança da resistência democrática e institucional do Brasil diante da pressão exercida pelo presidente de uma potência estrangeira. Não atua apenas como líder de um governo, mas como chefe de Estado encarregado de proteger a integridade econômica, política e institucional da República.

O Brasil não provocou esse conflito. Tampouco pode aceitá-lo passivamente. A resposta não pode ser de submissão nem de desespero, mas de firmeza, serenidade e inteligência estratégica. Países soberanos não renunciam ao direito de defender seus produtores, seus trabalhadores e sua capacidade de decidir os próprios destinos.

O governo brasileiro respondeu com firmeza ao novo tarifaço. Em nota oficial, repudiou a decisão dos Estados Unidos, qualificou-a como incompatível com a tradição de diálogo entre os dois países, reafirmou que o Brasil continuará buscando soluções diplomáticas e deixou claro que utilizará todos os instrumentos legais disponíveis para defender sua economia, seus trabalhadores, suas empresas e sua soberania, inclusive aqueles previstos na Lei da Reciprocidade Econômica.

Ao mesmo tempo, o governo evitou cair na armadilha da escalada do conflito. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, propôs uma estratégia serena e responsável: não retaliar de imediato, mas negociar. É uma posição que revela maturidade de Estado. Retaliações precipitadas podem satisfazer impulsos políticos, mas raramente produzem os melhores resultados para a economia. A negociação, quando conduzida com firmeza e sem renunciar aos interesses nacionais, preserva canais diplomáticos e amplia as possibilidades de uma solução favorável ao Brasil.

Não há precedente recente de candidatos à Presidência da República que tenham recorrido a um governo estrangeiro para respaldar medidas capazes de prejudicar empresas, trabalhadores e exportadores brasileiros. Divergências políticas internas fazem parte da democracia. Pedir ou apoiar sanções econômicas contra o próprio país ultrapassa esse limite. Quando o senador Flávio Bolsonaro, candidato da extrema-direita ao Palácio do Planalto, e o deputado Eduardo Bolsonaro estimulam uma potência estrangeira a impor restrições comerciais ao Brasil, deixam de agir em favor do interesse nacional para atuar em consonância com objetivos externos.

Enquanto o governo norte-americano aposta na intimidação e no unilateralismo, Lula reafirma princípios históricos da política externa brasileira: diálogo, respeito ao direito internacional, negociação e defesa intransigente da soberania nacional. Não se trata de hostilidade aos Estados Unidos, mas da recusa em admitir que qualquer potência possa ditar os rumos da economia, da política e da democracia brasileiras.

Trump parece acreditar que tarifas podem forçar governos a se curvarem aos interesses de Washington. O resultado, porém, pode ser exatamente o oposto do pretendido. Ao fechar parcialmente seu mercado aos produtos brasileiros, os Estados Unidos incentivam o Brasil a acelerar a diversificação de seus destinos de exportação. Empresas brasileiras buscarão novos compradores na Ásia, na África, no Oriente Médio, na Europa e na América Latina. Dessas novas relações comerciais nascerão também novas parcerias estratégicas, tecnológicas e geopolíticas, reduzindo gradualmente a dependência do mercado norte-americano. Os maiores prejudicados por essa política poderão ser os próprios Estados Unidos, que correm o risco de perder um parceiro confiável e um mercado de enorme relevância para suas empresas.

Para o Brasil, o caminho é fortalecer a integração regional, ampliar as relações com a Ásia, a África, o Oriente Médio e a Europa e consolidar sua presença nos Brics e em outros fóruns multilaterais. Um país com a dimensão territorial, econômica, agrícola, industrial e energética do Brasil não pode ficar refém das decisões de um único governo estrangeiro.

As tarifas de Trump deixam também uma lição política. Em momentos de pressão externa, a defesa do interesse nacional deve estar acima das disputas eleitorais. Patriotismo não se demonstra incentivando medidas que enfraqueçam a economia brasileira nem oferecendo apoio político a sanções concebidas para constranger o próprio país.

A soberania não é uma palavra abstrata. Ela significa proteger empregos, preservar empresas, defender a produção nacional e garantir que as escolhas do povo brasileiro sejam feitas no Brasil, e não em gabinetes de governos estrangeiros.

Na guerra comercial aberta por Donald Trump, o Brasil não escolheu o confronto. Mas, uma vez colocado entre os alvos dessa política de coerção, só há uma resposta compatível com a dignidade nacional: defender sua independência e sua soberania. Hoje, essa missão encontra em Luiz Inácio Lula da Silva, no exercício das responsabilidades que a Constituição lhe confere como presidente da República, sua principal liderança política e institucional.

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Lula recebe presidente da Coreia do Sul nesta segunda-feira

Lula recebe Lee Jae Myung na segunda-feira (27) para discutir tecnologia, energia, investimentos e comércio entre Brasil e Coreia do Sul

Lula e Lee Jae-myungCrédito: Ricardo Stuckert/PR

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, na segunda-feira (27), em uma visita de Estado voltada à ampliação da parceria bilateral em tecnologia, transição energética, investimentos e comércio.

O encontro dará continuidade às negociações iniciadas durante a visita de Lula a Seul, em 23 de fevereiro. Na ocasião, os países elevaram a relação ao nível de Parceria Estratégica e aprovaram o Plano de Ação 2026-2029.

Os presidentes deverão discutir cooperação em semicondutores, inteligência artificial, minerais críticos, saúde, medicamentos, cosméticos, cultura, educação e esportes.

Na área comercial, o Brasil buscará diversificar as exportações, integrar cadeias produtivas e ampliar o acesso de produtos agropecuários ao mercado sul-coreano.

Em 2025, a Coreia do Sul foi o quarto maior parceiro comercial do Brasil na Ásia. O comércio bilateral somou US$ 10,8 bilhões, e o país asiático ocupou a 19ª posição entre os maiores investidores estrangeiros no Brasil.

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“Inadmissível”, diz Caiado sobre pressão dos EUA nas eleições

Pré-candidato defende observadores internacionais, mas considera inadmissível que outro país questione a lisura das urnas

Ronaldo CaiadoCrédito: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

 O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou neste sábado (25) que confia nas urnas eletrônicas e rejeita qualquer tentativa dos Estados Unidos de colocar sob suspeita as eleições brasileiras. Pré-candidato à Presidência, ele também defendeu a presença de observadores internacionais no pleito.

“Eu confio nas urnas eleitorais do Brasil. Também sempre concordei que cada eleição tivesse a presença de observadores de diferentes países, tantos quantos quisessem acompanhar o processo eleitoral brasileiro. Mas considero inadmissível que qualquer país, incluindo os EUA, queira colocar em dúvida a lisura e os resultados das nossas eleições”, declarou.

A manifestação ocorreu após o Itamaraty negar, na sexta-feira (24), vistos a dois funcionários norte-americanos que viajariam ao Brasil. A comitiva pretendia levantar questionamentos sobre a confiabilidade do sistema eletrônico de votação.

Integrantes do governo brasileiro avaliam que a missão poderia reforçar a campanha de desinformação contra as urnas, retomada após declarações do candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também reagiu neste sábado contra uma possível interferência estrangeira:

“Quem quiser de fora vir se meter nas eleições brasileiras, já vou avisando logo: vão apanhar muito aqui nas eleições. Quem vai decidir o destino desse país são 157 milhões de eleitores.”

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“Caminhão invadiu a contramão e atingiu van com pacientes, provocando a morte de sete pessoas”, diz prefeito no Sertão.

 

“Ainda está sendo realizado o trabalho de perícia, mas a informação que temos é que o caminhão vinha no sentido contrário, invadiu a pista contrária e foi direto para cima da van”, diz. O motorista do caminhão é uma das vítimas fatais. Além dele, havia nove pacientes na van.

Segundo o prefeito, a posição dos veículos, marcas de pneu na pista e relatos iniciais da equipe de perícia apontam para a invasão da pista contrária. A colisão ocorreu entre os municípios de Floresta e Ibimirim.

Além dos sete mortos, quatro pessoas ficaram feridas. Eles foram encaminhados inicialmente para unidades de saúde em Floresta e Ibimirim e, em seguida, um foi transferido para Serra Talhada e os demais ao Recife.

Os corpos dos mortos foram levados para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Petrolina, onde deverão ser identificados.

Marques afirma que a prefeitura foi mobilizada para dar apoio logístico e funerário aos familiares das vítimas.

Ainda segundo o prefeito, a van que transportava os pacientes da cidade estava regular. “Estava em perfeitas condições. O motorista era funcionário do município. Ele estava de folga e foi contratado para esta viagem”, diz. O motorista da van, identificado como Ricardo Eduardo, teve a morte confirmada.

Marques diz que a van foi locada após o veículo da prefeitura “dar problema”. O destino era Arcoverde, para consultas.

“Temos que dirigir por nós e pelo outro. A cidade está em clima de comoção e é seguir em frente. Que isso sirva de alerta para outros municípios, que também têm procedimentos para fazer em outras cidades”, comenta.

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Simone Tebet chama Flávio Bolsonaro de “golpista de plantão”: “tal pai, tal filho”

“2022 não acabou”, afirma a candidata ao Senado no evento de lançamento da candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo

Simone TebetCrédito: Reprodução/YouTube/PT

 Durante discurso proferido na convenção realizada neste sábado (25) para o lançamento oficial da candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo do Estado de São Paulo, a ex-ministra e candidata ao Senado Simone Tebet (PSB) fez duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e ao cenário político nacional. O evento também marcou a consolidação da chapa que traz Márcio França (PSB) como candidato a vice-governador e conta com a participação de Marina Silva (Rede) concorrendo ao Senado ao lado de Tebet, além do apoio ao presidente Lula (PT) e ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Em sua fala, Simone Tebet destacou o papel fundamental do eleitorado feminino na corrida eleitoral ao dirigir uma mensagem direta ao chefe do Executivo. “Presidente Lula, quem vai colocar a quarta estrela no seu peito, como quatro vezes presidente da República, serão as mulheres”, declarou a candidata.

Críticas à extrema-direita e contestação das urnas

Tebet alertou a militância e os apoiadores sobre a complexidade do momento político, enfatizando que os embates do passado permanecem vivos na disputa atual, desta vez centralizados na figura de Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente. “Não podemos nos enganar. 2022 não passou. Estamos no ano de 2026 enfrentando os mesmos desafios do passado. O presidente Lula, Geraldo Alckmin e o Brasil enfrentam, do lado de lá, não um democrata, mas um golpista de plantão. Tal pai, tal filho. Já começou questionando a segurança das urnas. Já sabe, já sente o cheiro da derrota em outubro. E já quer colocar em dúvida os resultados das urnas”, afirmou a ex-ministra.

A ex-senadora caracterizou o campo adversário como uma ameaça às conquistas históricas da sociedade brasileira. “Do lado de lá tem alguém sem medida que defende retrocessos civilizatórios, que levamos anos para conquistar, a começar pelo preconceito por toda sorte de divergência dos preceitos democráticos”, acrescentou.

Estratégia de mobilização e diálogo político

Para reverter o cenário e garantir a vitória, Simone Tebet convocou a militância a ampliar a interlocução para fora das bolhas partidárias tradicionais, focando em eleitores indecisos e no eleitorado de centro.

“Não podemos descansar. Precisamos conquistar os votos dos indecisos, dos independentes. Vamos conversar com quem não pensa como a gente. Não vamos perder tempo com a extrema-direita. Esta não vem para nós. Mas vamos dialogar com a direita democrática e conservadora, conversar com o centro, com aqueles que não querem ir para as urnas. Vamos conversar com os indecisos e virar este jogo. Não tem eleição ganha, como não tem eleição perdida”, defendeu.

Palanque paulista e críticas à gestão estadual

Ao focar no cenário do Estado de São Paulo e em Tarcísio de Freitas (Republicanos), Tebet ressaltou a importância de construir um apoio legislativo e executivo sólido para a governabilidade nacional, enfatizando que a vitória de Lula precisa estar alinhada com as alianças locais. “E no caso aqui de São Paulo, não adianta eleger o presidente Lula e não dar uma maioria esmagadora na Câmara e no Senado. Não adianta eleger o presidente Lula e não eleger Haddad governador”, pontuou.

Dirigindo-se a Fernando Haddad, a ex-ministra disparou críticas contundentes à atual administração do governo paulista, acusando o governador de mascarar a realidade do estado. “Haddad, vamos enfrentar o governador de plantão, que mente, tem desonestidade intelectual, que faz propaganda enganosa com a verdade dos números e dos facts. E a verdade dos números e dos fatos é de que enquanto ele fala que a polícia garante segurança pública e paz para a população paulista, o que vemos é cada vez mais insegurança, e aumento massacrante da violência contra a mulher.”

A candidata também apontou falhas nos processos de desestatização conduzidos no estado, mencionando episódios recentes na prestação de serviços básicos e no transporte público. “Faz privatizações mal feitas, que põem em risco a população de São Paulo. Olha a Sabesp, hoje entregando água barrenta, quando entrega. Olha o que aconteceu com o trem privatizado de São Paulo, colocando em risco a vida das pessoas, com incêndio em vagão, que nunca havia acontecido”, declarou.

Por fim, Tebet ressaltou o distanciamento da atual gestão estadual em relação aos municípios paulistas. “Haddad, estamos percorrendo o Brasil, São Paulo. Estamos com um governador que não olha para o interior, que não cuida do interior, que não dialoga com os prefeitos”, concluiu.

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