O que, de fato, Mendonça não quer que o STF veja?

Ministro impõe restrições a dados do celular de Daniel Vorcaro e levanta suspeitas de blindagem no Supremo

André MendonçaCrédito: Sophia Santos/STF

A pergunta que todos os que acompanham a crise no STF devem estar se fazendo é simples: por que os dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro continuam fora do alcance dos ministros da Corte, justamente às vésperas da sessão desta terça-feira (15), que decidirá se Alexandre de Moraes deve ou não ser investigado?

Mais do que isso: por que André Mendonça, autor do pedido de abertura de investigação contra Moraes, se manifestou contra o compartilhamento integral dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, sob a alegação de que a abertura total das mídias poderia “tumultuar o julgamento”?

O que precisa ficar claro ao ministro André Mendonça é que ele apenas pediu a abertura de uma investigação. A partir daí, não cabe a ele controlar o processo, decidir o que os demais ministros podem ou não conhecer, nem determinar os termos em que o pedido será julgado. Essa é uma atribuição do presidente da Corte, a quem compete conduzir o andamento do julgamento.

Cristiano Zanin e Gilmar Mendes já demonstraram contrariedade à limitação imposta por Mendonça e devem questionar a falta de informações cruciais para o julgamento do pedido de investigação contra um colega de Corte.

As informações passadas já na semana passada para mim por fontes do STF dão conta de que há fortes suspeitas de que Mendonça poderia estar tentando se blindar. Ministros do STF trabalham com a possibilidade de que André Mendonça dificulta a abertura dos dados para evitar o vazamento de informações da relação dele próprio com Daniel Vorcaro.

Uma de minhas fontes diz que ministros próximos a Moraes estão preparados para chutar o balde e apresentar dentro da Corte informações que poderiam comprometer mais de uma dezena de ministros do STJ e do STF. Nesse sentido, vale lembrar das informações que já são públicas envolvendo parentes de ministros do STF com Daniel Vorcaro, como: Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. O próprio André Mendonça tem uma história mal contada com Daniel Vorcaro.

Todos se lembram que, no início de setembro, o jornalista Paulo Motoryn revelou que, em 14 de março de 2025, André Mendonça teve uma conversa de cerca de duas horas com Daniel Vorcaro, na sede do Instituto Iter, que na época pertencia ao ministro. A justificativa apresentada por Mendonça foi a de que o encontro se destinara exclusivamente a tratar de uma questão relacionada a precatórios de interesse do Banco Master.

Convenhamos: essa justificativa é extremamente frágil. Um ministro do Supremo tem a obrigação ética de tratar assuntos relacionados ao seu cargo em seu gabinete no STF, com registro oficial e total transparência. Não se trata apenas de uma questão de formalidade, mas de preservar a necessária distância entre um ministro da Corte e os interesses privados de um banqueiro.

Mais ainda: o encontro a portas fechadas entre Mendonça e Vorcaro, no instituto privado do ministro, poderia configurar impedimento para a relatoria do caso Banco Master. Essa informação deveria ter sido comunicada ao presidente Edson Fachin antes do sorteio que atribuiu a Mendonça a relatoria, retirada de Dias Toffoli.

Ao dificultar o acesso integral aos dados extraídos dos celulares de Daniel Vorcaro, André Mendonça abre espaço para especulações sobre sua própria relação com o ex-banqueiro. Se tomarmos como régua o que ocorreu com Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, que foi desmentido em diferentes versões sobre sua relação com Vorcaro, as perguntas são inevitáveis: Mendonça teve mais de uma reunião com o banqueiro? Existem mensagens entre os dois que ainda não vieram a público? Ele ou sua família receberam algum tipo de benefício financeiro de Vorcaro, como ocorreu com outros integrantes da Corte?

E, finalmente, por que André Mendonça afastou os agentes da Polícia Federal que investigavam o caso para colocar em seu lugar policiais de confiança ligados ao bolsonarismo? O que havia nas investigações que justificaria uma mudança dessa natureza justamente naquele momento?

Assim que terminei este texto, veio a informação de que a Polícia Federal finalmente liberou o acesso, aos gabinetes de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, à cópia dos dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Agora, resta esperar que o conteúdo disponibilizado seja realmente integral e que nada tenha ficado de fora.

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PF pediu há seis meses que Mendonça autorizasse Coaf a revelar autoridade que teria recebido dinheiro de Vorcaro

Relatório citava pagamentos do ecossistema do Banco Master a uma autoridade com foro privilegiado; ministro do STF ainda não despachou o pedido

Daniel Vorcaro e André MendonçaCrédito: Victor Piemonte/STF / Banco Master/Divulgação

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         A Polícia Federal aguarda há seis meses uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre um pedido para que o Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) revele integralmente dados de um relatório que apontaria pagamentos do ecossistema de Daniel Vorcaro a uma autoridade com foro privilegiado.

O relatório de inteligência financeira enviado pelo Coaf ocultava, com tarjas, o nome da autoridade mencionada. A PF pediu a Mendonça, em 10 de março de 2026, autorização para ter acesso ao documento completo. Até agora, porém, o ministro não despachou no processo.

O caso ganhou novo peso nesta segunda-feira (14), quando o presidente do STF, Edson Fachin, retirou o sigilo do processo. A decisão ocorreu em meio a uma disputa interna na Corte, marcada por uma sequência de ofícios envolvendo ministros do tribunal e o avanço de discussões sobre possíveis investigações relacionadas ao caso Master.

De acordo com O Globo, o levantamento do sigilo foi cobrado pelo grupo do ministro Alexandre de Moraes em ofício enviado a Fachin na noite de domingo. A movimentação ocorre no contexto da reação de aliados de Moraes a iniciativas que podem levar à abertura de investigação contra o ministro.

No pedido enviado a Mendonça, a PF argumentou que, como a investigação já tramitava no Supremo, caberia ao ministro relator autorizar o acesso integral aos dados sigilosos. “Com efeito, a cautela do Coaf em não compartilhar automaticamente dados que envolvam autoridades com foro por prerrogativa de função alinha-se ao respeito às regras de competência jurisdicional. Todavia, considerando que a presente investigação criminal já tramita regularmente perante este Supremo Tribunal Federal, o juízo competente para supervisionar a higidez das provas e autorizar o acesso a dados sigilosos é, indubitavelmente, Vossa Excelência”, escreveu a corporação.

Segundo fontes ligadas à investigação ouvidas por O Globo, a autoridade mencionada no relatório seria um ministro de Corte Superior. A coluna afirma que, no grupo de Moraes, há a aposta de que se trate de Dias Toffoli.

Toffoli já havia sido citado em outro relatório da PF, de cerca de 200 páginas, que listava supostas ligações com Daniel Vorcaro. Entre os pontos mencionados estava a compra de uma participação avaliada em R$ 35 milhões na empresa que controlava o resort Tayaya, ligado à família do ministro. Esse relatório, no entanto, foi arquivado por Fachin em uma sessão secreta realizada em fevereiro deste ano.

Na ocasião, os ministros não declararam a suspeição de Toffoli, mas definiram os termos de sua saída da relatoria do caso Master. A revelação de que havia um pedido da PF parado há meses no gabinete de Mendonça tende a ser explorada politicamente dentro do Supremo por aliados de Moraes.

A estratégia do grupo de Moraes, segundo a reportagem, é sustentar que Mendonça teria adotado tratamento desigual em casos envolvendo colegas da Corte. A tese é que o ministro avançaria contra Moraes, ao mesmo tempo em que manteria sem decisão um pedido relacionado a uma autoridade com foro privilegiado citada em relatório do Coaf.

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Datafolha: Raquel Lyra mantém 47% e João Campos sobe para 42%

A distância entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito João Campos (PSB) diminuiu dois pontos percentuais, segundo a nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11). A gestora manteve os 47% que registrou no levantamento anterior, divulgado em 21 de agosto, mas o candidato socialista subiu de 40% para 42%.

 

Os candidatos Ivan Moraes (PSOL), Professora Camila (UP) e Renan Hallais (Missão) mantiveram 1% cada, como haviam registrado em agosto. Guilherme Fonseca (PSTU), que havia somado 1% anteriormente, desta vez não pontuou. O mesmo ocorreu com Victor Assis (PCO) e Professor Jeremias do Banco (Democrata). O número de eleitores que votarão em branco, nulo ou nenhum dos candidatos subiu para 6% (eram 5%). Já os indecisos foram reduzidos de 4% para 2%.

Pela primeira vez, o Datafolha passou a divulgar os votos válidos, onde são excluídos os branco, nulos e indecisos. Nesse cenário, Raquel chega a 51% e João fica com 46%, o que significaria uma vitória apertada em primeiro turno para a governadora.

João Campos e Raquel Lyra mantiveram seus índices de rejeição em 32% e 29%, respectivamente.

O Datafolha ouviu 1.204 eleitores de Pernambuco entre 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, e foi registrado na Justiça Eleitoral com o número PE-04411/2026.

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Deputados pedem cassação e inelegibilidade de Nikolas Ferreira por documento falso atribuído à PF

Parlamentares afirmam que publicação atribuída indevidamente à PF foi usada nas redes sociais após revelações sobre conversas com Daniel Vorcaro

Rogério Correia, Lindbergh Farias e Alencar Santana acionaram a PGE e pediram investigação que pode levar à inelegibilidade de Nikolas Ferreira por oito anos; representação cita divulgação de documento falso atribuído à Polícia FederalCrédito: Agência Câmara | IA

Segundo informações divulgadas pelos parlamentares nesta sexta-feira (11), a notícia de fato apresentada à PGE acusa Nikolas de compartilhar em suas contas oficiais e verificadas no Instagram e no X um documento falso atribuído à Polícia Federal. O material simulava uma conclusão da corporação segundo a qual não teriam sido encontrados indícios de crime em conversas entre o deputado e o banqueiro Daniel Vorcaro. A PF negou publicamente ser autora do documento.

O episódio ocorreu após a divulgação de reportagens sobre mensagens e áudios trocados entre Nikolas e Vorcaro que vieram à tona no âmbito da Operação Compliance Zero. De acordo com a representação, a publicação do documento foi feita poucas horas depois das revelações jornalísticas.

Alcance superior a 27 milhões de seguidores

Os três deputados sustentam que o episódio deve ser analisado também sob a ótica da legislação eleitoral porque Nikolas disputa a reeleição e utilizou perfis de grande alcance para divulgar o material.

As contas nas quais o documento foi republicado somam mais de 27 milhões de seguidores, segundo a notícia de fato encaminhada à PGE. Para Correia, Lindbergh e Alencar Santana, a divulgação teria sido usada para tentar neutralizar, durante a campanha eleitoral, o impacto das reportagens sobre as conversas de Nikolas com Vorcaro.

A representação aponta, nesse contexto, a possibilidade de ocorrência de uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder político. Caberá à Procuradoria-Geral Eleitoral avaliar os argumentos e elementos apresentados pelos parlamentares e decidir sobre as providências cabíveis.

Deputados querem investigação no TSE

Correia, Lindbergh e Alencar Santana pedem inicialmente a instauração de um procedimento preparatório para apurar o episódio. Na sequência, defendem que seja ajuizada uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Caso as acusações sejam acolhidas e posteriormente comprovadas na Justiça Eleitoral, os deputados pedem que sejam aplicadas as sanções previstas na legislação, incluindo a cassação do registro ou do diploma e a declaração de inelegibilidade de Nikolas por oito anos.

O pedido à PGE, portanto, não significa que essas punições já tenham sido impostas. A iniciativa dos parlamentares busca provocar a atuação do Ministério Público Eleitoral para que os fatos sejam investigados e, se houver fundamento, levados ao TSE.

Preservação das publicações e alcance

Outro ponto da representação é o pedido para que sejam preservados os registros digitais relacionados à divulgação do documento. Os deputados querem que sejam obtidos dados capazes de demonstrar o alcance das publicações e sua circulação nas plataformas.

Também foi solicitada a apuração de eventuais crimes eleitorais associados à falsificação e ao uso do documento falso atribuído à Polícia Federal.

A negativa da PF sobre a autoria do material é um dos elementos centrais da iniciativa. A representação busca estabelecer quem produziu o documento, como ele chegou às redes de Nikolas e quais foram os efeitos de sua divulgação durante o período eleitoral.

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Fachin acolhe pedido da PGR e dá 24 horas para Mendonça retirar sigilo do caso Master

Presidente do Supremo também manda retirar sigilo dos procedimentos da Compliance Zero após PGR apontar que parte relevante das apurações não foi compartilhada

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (11) que o ministro André Mendonça encaminhe, no prazo de 24 horas, todos os procedimentos relacionados à Operação Compliance Zero à Presidência da Corte e aos gabinetes dos demais ministros. A investigação apura suspeitas envolvendo o Banco Master.

Fachin também ordenou o levantamento do sigilo dos procedimentos vinculados à operação. A exceção alcança diligências em andamento ou ainda não realizadas cuja divulgação possa comprometer a efetividade das investigações. O conjunto do material deverá ser entregue aos ministros em um HD próprio.

A medida amplia o acesso dos integrantes do STF às investigações do caso Master às vésperas da sessão extraordinária marcada para terça-feira (15), quando o plenário deverá analisar uma das frentes da crise que atingiu a Corte.

PGR pediu abertura de todos os procedimentos

A decisão de Fachin acolheu uma solicitação do vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho. Em manifestação encaminhada ao presidente do Supremo, ele afirmou que “grande parte” dos procedimentos relacionados à Compliance Zero não constava da lista de processos cujo sigilo havia sido levantado por Mendonça.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu que todas as peças e procedimentos vinculados ao caso fossem abertos, “sem exceção”.

“O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero, fato que, embora suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência que animou a medida proposta por V. Exa, perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último”, afirmou Hindenburgo.

A manifestação da PGR ocorreu depois de Fachin já ter solicitado a Mendonça o compartilhamento dos procedimentos relacionados ao Master com os demais ministros e sugerido a retirada dos sigilos. Com a nova decisão, o presidente do STF fixou um prazo objetivo para o envio do material e determinou a abertura dos procedimentos, ressalvadas as diligências que possam ser prejudicadas pela publicidade.

Retirada parcial do sigilo provocou críticas no STF

Uma ala do Supremo também passou a questionar a forma como Mendonça retirou o sigilo das investigações. A avaliação desses ministros é que informações relacionadas a algumas autoridades permaneceram protegidas, criando um tratamento desigual entre diferentes frentes originadas das apurações sobre o Banco Master.

Entre os documentos mencionados está um relatório da Polícia Federal que, segundo a reportagem, contém mensagens e informações sobre a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Dias Toffoli. A existência e o conteúdo dessas informações foram noticiados pela revista Piauí na quinta-feira (10).

As revelações sobre Toffoli passaram a alimentar, dentro do tribunal, o argumento de que o plenário não deveria apresentar uma resposta definitiva exclusivamente sobre as suspeitas relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes enquanto outras questões derivadas das mesmas investigações continuam pendentes.

A discussão ocorre em meio à pressão sobre a sessão extraordinária convocada por Fachin para 15 de setembro. Os ministros também levantaram a possibilidade de um pedido de vista interromper o julgamento.

Julgamento de terça-feira está no centro da crise

O processo incluído na pauta do plenário reúne um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas a Vorcaro e referências a Moraes. Na quinta-feira, a Presidência do Supremo disponibilizou aos gabinetes a íntegra da Petição 16.662, que será analisada na sessão extraordinária.

As questões relacionadas à atuação de Mendonça, entretanto, ainda seguem um calendário diferente.

Relatórios de inteligência da Polícia Federal utilizados por Moraes para levantar suspeitas de “parcialidade” e eventual crime de responsabilidade de Mendonça ainda não têm data definida para análise do plenário. Fachin indicou que deverá decidir o destino dessa frente depois de receber as informações solicitadas ao ministro.

A diferença no andamento das duas frentes tornou-se um dos pontos de divergência interna. Conforme a reportagem, uma ala do STF entende que os questionamentos relacionados à atuação de Mendonça também deveriam ser considerados antes de uma conclusão definitiva sobre as suspeitas envolvendo Moraes.

A determinação para que todos os procedimentos sejam compartilhados em até 24 horas poderá dar aos ministros acesso a um panorama mais amplo da Compliance Zero antes da sessão.

Fachin ouviu ministros antes de definir os próximos passos

Na quinta-feira, Fachin realizou conversas individuais com integrantes do Supremo para discutir o rito e a condução do julgamento extraordinário.

Passaram pelo gabinete da Presidência Alexandre de Moraes, André Mendonça, Dias Toffoli, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Cristiano Zanin. Fachin também conversou com Cármen Lúcia no gabinete da ministra e recebeu o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O presidente do STF ouviu as avaliações apresentadas sem antecipar sua posição sobre o formato definitivo do julgamento.

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Moraes pede a Fachin levantamento total do sigilo do caso Master

Ministro Alexandre de Moraes diz que Mendonça, parte “diretamente interessada” no julgamento, suspendeu o sigilo apenas do que lhe é “conveniente”

Alexandre de Moraes e André MendonçaCrédito: Victor Piemonte/STF | Gustavo Moreno/STF

 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou nesta sexta-feira (11) um ofício ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, no qual solicita o levantamento completo e irrestrito do sigilo das investigações do chamado caso Master. No documento entregue à Presidência do tribunal, Moraes contesta a postura do relator do processo, ministro André Mendonça, e argumenta que a divulgação seletiva realizada até agora compromete a transparência do julgamento.

A crítica do magistrado baseia-se no fato de que o relator liberou apenas uma fração do conteúdo dos autos, adotando um critério de divulgação fracionado. Segundo o trecho do ofício assinado por Moraes, a conduta de André Mendonça ao cumprir a ordem da Presidência do STF acabou por manter em segredo trechos cruciais das apurações.

“Ao cumprir parcialmente a decisão de Vossa Excelência, o Ministro André Mendonça, diretamente interessado no julgamento de ambas as PETs 16.704 e 16.662, selecionou subjetivamente o levantamento do sigilo, tornando público somente o que entendeu conveniente”, registrou Alexandre de Moraes no pedido formal endereçado a Fachin. “Houve o levantamento do sigilo de 15 (quinze) procedimentos, o que não corresponde a totalidade dos procedimentos”, prosseguiu.

“A seletividade, entretanto, foi ainda maior, pois nesses 15 procedimentos o sigilo levantado
foi parcial, excluindo 180 documentos e, consequentemente, dificultando a análise probatória”, destacou Moraes.

Diante do recurso apresentado, o ministro Moraes sustenta a necessidade de abertura total de todo o acervo informativo que integra as petições 16.704 e 16.662. A deliberação final sobre o pedido de publicidade irrestrita ou sobre a manutenção parcial do segredo de justiça nos autos do Caso Master caberá agora ao presidente do STF, ministro Edson Fachin.

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Sandrinho reuniu militância de Lula e João Campos em Afogados

  

A militância da frente popular deu um verdadeiro show na noite desta quarta (09), lotando o espaço de Beto das bicicletas, no bairro Costa, atendendo a um convite do Prefeito de Afogados, Sandrinho Palmeira, para um grande encontro de apoio ao futuro governador João Campos, ao Presidente Lula e aos demais candidatos de Sandrinho.

Muita gente assistiu ao encontro do lado de fora do espaço. O evento contou com a presença de todo o time da frente popular, a exemplo do vice-prefeito Daniel Valadares, do presidente da Câmara, Vicentinho Zuza, dos vereadores Raimundo Lima, Reinaldo Lima, Agnaldo Rodrigues, Cícero Miguel, Douglas eletricista, Mário Martins, e das vereadoras Gal Mariano, Simone da feira e Lucineide Cordeiro. O vereador César Tenório justificou a ausência por conta de um compromisso anteriormente agendado no Recife.

“Essa eleição é a mais importante da história do Brasil. Precisamos ajudar a eleger Lula e João, que eles saiam vitoriosos das urnas. E isso terá um impacto muito importante na continuidade do nosso trabalho em Afogados, com ainda mais investimentos e mais trabalho em parceria governo estadual, governo federal e Prefeitura de Afogados. Essa eleição será um marco para a sobrevivência da nossa democracia,” destacou Sandrinho Palmeira.

O Prefeito também destacou a importância no voto casado em Marília Arraes e Humberto Costa, para o Senado, e nos seus deputados Pedro Campos e Maria Arraes. “Quero contar com vocês pra conseguirmos elegermos nossos candidatos e fazermos eles majoritários em Afogados da Ingazeira,” afirmou Sandrinho. Ele terminou sua fala convidando todos para uma grande caminhada pelas ruas de Afogados no próximo sábado (12), com concentração na praça dos Correios, a partir das 8h.

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Flávio Bolsonaro é investigado no STF em inquérito sobre Dark Horse

Mendonça determina investigação que apura suspeita de “lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos” no financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro

Flávio BolsonaroCrédito: Andressa Anholete/Agência Senado

 O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a instauração de um inquérito sigiloso para investigar a atuação do candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, no financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro (PL). A apuração foca nas suspeitas da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

A determinação do magistrado ocorreu em julho deste ano, mas os desdobramentos sobre a participação direta de Flávio vieram a público recentemente após o STF retirar o sigilo do caso Master. O despacho de Mendonça integra o inquérito principal ligado ao Banco Master, contudo, o procedimento específico contra o parlamentar segue sob segredo de Justiça por conta de diligências em andamento conduzidas pela Polícia Federal (PF).

A abertura do inquérito foi solicitada pela Polícia Federal e contou com o parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). No despacho transcrito pela autoridade judicial, lê-se a fundamentação apresentada pelos investigadores:

“A Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro (…) Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial”, proferiu Mendonça.

Repasses financeiros e sigilo das contas

Mensagens reveladas pelo portal Intercept Brasil apontam que Flávio Bolsonaro solicitou ao banqueiro Daniel Vorcaro a quantia de R$ 131 milhões para viabilizar a produção cinematográfica. Planilhas apreendidas durante as operações da PF indicam que, desse total, cerca de R$ 60 milhões foram efetivamente quitados.

Em agenda de campanha eleitoral no estado de Roraima, o senador rebatia as acusações e negou qualquer tipo de envolvimento em irregularidades ou captação pública. “Não há um centavo de dinheiro público. Pode revirar do avesso”, afirmou o candidato.

Apesar das declarações da defesa, a prestação de contas integral do longa-metragem nunca foi disponibilizada. A produtora responsável limitou-se a apresentar à Justiça os comprovantes de despesas executadas, enquanto o detalhamento do financiamento — captado por meio do fundo Heavengate, sediado nos Estados Unidos — permanece desconhecido.

As frentes de apuração no Supremo Tribunal Federal

O caso envolvendo o filme “Dark Horse” desdobra-se em duas linhas distintas de apuração no STF:

  1. A rota do Banco Master e offshores: Sob relatoria do ministro André Mendonça, a investigação busca identificar se os recursos de Vorcaro — investigado por fraudes milionárias no Banco Master — foram repassados à produtora do filme mediante triangulação com o fundo Heavengate, sediado em território norte-americano. A Polícia Federal analisa, inclusive, se os montantes serviram para cobrir despesas no exterior do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
  2. Delação premiada homologada: O ministro Mendonça homologou a delação premiada do operador do mercado financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”. Proprietário da empresa Entre Investimentos e Participações, o empresário confirmou à PGR ter efetuado sete transferências bancárias para o fundo Heavengate ao longo do ano passado. As operações atingiram o valor de US$ 12,3 milhões (equivalente a R$ 69 milhões no câmbio da época) e foram realizadas a pedido direto de Vorcaro.
  3. Esquema de emendas parlamentares: Paralelamente, em apuração conduzida pelo ministro Flávio Dino, a Polícia Federal deflagrou operações focadas no uso irregular de verbas públicas. A ação mirou o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama, proprietária da produtora Go Up, responsável pela obra.

Frias destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares em 2024 ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina. Os pagamentos ocorreram entre fevereiro e outubro de 2025. A suspeita da PF é de que esses recursos públicos, após passarem por uma rede de empresas, tenham sido direcionados ao custeio do filme.

De acordo com nota divulgada pela corporação, há indícios de uma organização criminosa composta por agentes públicos e privados para direcionar verbas a empresas subcontratadas sem a devida prestação dos serviços. “Levantamentos financeiros identificaram, ainda, movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado”, declarou a Polícia Federal, que apura a ocorrência de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraudes licitatórias.

❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.

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PF suspeita de “lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção” de Flávio Bolsonaro no caso Dark Horse

Flávio Bolsonaro, agente da PF, Daniel Vorcaro e, ao fundo, Congresso e Banco MasterCrédito: Reprodução I Divulgação

 O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um procedimento investigatório sigiloso para apurar a conduta do senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, no financiamento do filme “Dark Horse” — produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro (PL). A apuração foca nos supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos.

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A decisão de instaurar o inquérito em separado foi proferida por Mendonça em julho e tornou-se pública após a queda do sigilo de documentos do chamado “caso Master”. Embora o despacho autorizativo do ministro esteja anexado aos autos do inquérito principal do Banco Master, a investigação individualizada direcionada a Flávio Bolsonaro tramita sob segredo de Justiça, o que indica a existência de diligências em andamento pela Polícia Federal (PF).

A abertura da apuração formal atendeu a um pedido expresso da autoridade policial e contou com a manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). No texto da decisão transcrita no processo, o relator destacou a solicitação encaminhada pelos investigadores:

“A Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro (…) Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial”, registrou o ministro André Mendonça.

Pedidos de verba e repasses milionários

De acordo com mensagens reveladas pelo portal Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro solicitou R$ 131 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a execução da obra cinematográfica. Planilhas apreendidas pelos agentes federais no curso das investigações revelam que, do montante solicitado, cerca de R$ 60 milhões foram efetivamente pagos.

Em agenda de campanha eleitoral realizada no estado de Roraima, o parlamentar voltou a rebatê-lo e negou a existência de qualquer ilegalidade ou uso de verba pública na obra. “Não há um centavo de dinheiro público. Pode revirar do avesso”, afirmou o senador.

Apesar das declarações da defesa, a prestação de contas integral do filme jamais foi apresentada publicamente. A produtora responsável pela obra apresentou à Justiça apenas o demonstrativo de gastos realizados, contudo os detalhes sobre a captação e origem do financiamento — operacionalizado por meio do fundo Heavengate, sediado nos Estados Unidos — permanecem desconhecidos.

As frentes de investigação no STF

As apurações relativas ao financiamento do filme “Dark Horse” desdobram-se em duas linhas principais dentro do Supremo Tribunal Federal:

Operações do Banco Master e offshores

Sob a relatoria do ministro André Mendonça, a investigação busca esclarecer se os capitais de Daniel Vorcaro — investigado por fraudes milionárias na gestão do Banco Master — foram repassados para a produtora do filme por meio do fundo Heavengate, em solo norte-americano. A Polícia Federal apura, ainda, se parte dessas verbas foi utilizada para custear despesas pessoais no exterior do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos.

Nessa mesma frente, o ministro Mendonça homologou a delação premiada do operador do mercado financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”. Proprietário da empresa Entre Investimentos e Participações, o empresário confirmou à Procuradoria-Geral da República ter efetuado sete transferências bancárias para o fundo Heavengate ao longo do ano passado, totalizando US$ 12,3 milhões (aproximadamente R$ 69 milhões no câmbio da época), cumprindo ordens de Vorcaro.

Suposto desvio de emendas parlamentares

Em outro braço da apuração, sob responsabilidade do ministro Flávio Dino, a PF deflagrou operações focadas no suposto uso irregular de emendas orçamentárias. A ação ostensiva mirou o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama, proprietária da produtora Go Up, responsável pela elaboração da obra.

Mário Frias destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares em 2024 ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade presidida por Karina Gama. Os repasses financeiros ocorreram entre os meses de fevereiro e outubro de 2025. A suspeita dos investigadores é que a verba pública, após transitar por uma rede de empresas subcontratadas, tenha sido desviada para custear a produção do longa-metragem.

Segundo nota divulgada pela Polícia Federal, os elementos colhidos indicam a formação de uma organização criminosa composta por agentes públicos e privados para direcionar recursos públicos a empresas sem a comprovação da prestação efetiva dos serviços. “Levantamentos financeiros identificaram, ainda, movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado”, informou a corporação, que apura a prática de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraudes em licitações.

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Quaest: Marília lidera disputa pelo Senado em Pernambuco com 17%; Humberto tem 14% e Mendonça, 11%

A candidata Marília Arraes (PDT) aparece numericamente à frente na disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8). A pedetista registra 17% das intenções de voto, seguida pelo senador Humberto Costa (PT), candidato à reeleição, com 14%.

Na terceira posição aparece Mendonça Filho (PL), com 11%. Já os deputados Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD) pontuaram 7% e 4%, respectivamente. Os três primeiros candidatos estão separados por seis pontos percentuais entre a primeira e a terceira colocação.

O levantamento acompanha a disputa por duas cadeiras de Pernambuco no Senado nas eleições deste ano. Diferentemente da eleição para cargos do Executivo, cada eleitor poderá escolher dois candidatos para senador.

A ex-deputada já aparecia numericamente na primeira colocação na rodada anterior da pesquisa Quaest, divulgada em 25 de agosto. Na ocasião, a candidata do PDT tinha 16% das intenções de voto, enquanto Humberto Costa registrava 13% e Mendonça Filho aparecia com 9%.

Eduardo da Fonte (PP) tinha 6% naquele levantamento, e Túlio Gadêlha (PSD), 3%. Pastor Gilvan Costa (Democrata), Carlos Sant’Anna (Novo) e Paulo Rubem Santiago (Rede) registravam 1% cada.

A rodada anterior da Quaest ouviu 1.302 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro era de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento estava registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-07828/2026.

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Quaest: Raquel 43%, João 37%; diferença cai de oito para seis pontos

A diferença entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito João Campos (PSB) caiu para seis pontos percentuais, segundo a nova pesquisa da Quaest/TV Globo, divulgada hoje. A gestora e candidata à reeleição somou 43%, caindo um ponto percentual em relação ao último levantamento do instituto. Já o socialista subiu um ponto, chegando a 37%.

Na prática, os dois candidatos voltaram ao patamar de 27 de julho, quando figuravam com os mesmos percentuais. Em 25 de agosto, Raquel registrou 44%, contra 36% de João. Ou seja, a distância, que havia subido para oito pontos percentuais, voltou a ser de seis pontos. Muito diferente das pesquisas divulgadas pelo PSB, que deram a Campos 10 pontos à frente de Raquel.

Na nova pesquisa, Ivan Moraes (PSOL) manteve 1%. Já Renan Hallais (Missão), que havia registrado 1% em agosto, não pontuou desta vez. Também não pontuaram os candidatos Professora Camila (UP), Professor Jeremias do Banco (Democrata), Victor Assis (PCO) e Guilherme Fonseca (PSTU). Os indecisos se mantiveram em 12%, enquanto o número de brancos, nulos e daqueles que não escolheram nenhum dos candidatos caiu para 6% (eram 7%).

Segundo a Quaest, 76% dos eleitores apontaram que a escolha dos candidatos é definitiva. Em agosto, esse número era de 72%. Outros 23% dizem que ainda podem mudar o voto até 4 de outubro. Antes, eram 27%.

A Quaest entrevistou 1.302 eleitores de Pernambuco entre 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-00285/2026. (Via: Blog Ricardo Antunes)

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No 7 de Setembro, Lula faz defesa da soberania nacional e critica ‘falsos patriotas’

Em mensagem pelo Dia da Independência, presidente cita Pix, terras raras, indústria e saúde e afirma que decisões do país pertencem aos brasileiros

Presidente Lula durante Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro, Esplanada dos Ministérios, BrasíliaCrédito: Ricardo Stuckert

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou as comemorações da Independência, nesta segunda-feira (7), para fazer uma ampla defesa da soberania nacional e associá-la às políticas de seu governo nas áreas de saúde, educação, combate à fome, tecnologia, minerais críticos, comércio exterior, segurança, meio ambiente, defesa e energia.

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Em postagem nas redes sociais, Lula afirmou que o país tomou uma decisão política de preservar sua autonomia diante de interesses externos. “O Brasil escolheu ser soberano”, escreveu o presidente.

A mensagem relaciona o conceito de soberania não apenas à independência política do país, mas também à capacidade de produzir medicamentos, alimentos, conhecimento, tecnologia, energia e equipamentos de defesa, além de controlar infraestruturas estratégicas, como o Pix.

Ao final da publicação, Lula elevou o tom político e criticou setores que, segundo ele, apresentam-se como defensores do país, mas trabalham em favor de interesses externos. “Há os que jogam contra. Se travestem de patriotas mas militam por interesses estrangeiros”, afirmou.

Saúde, educação e combate à fome

Na saúde, Lula destacou os investimentos na produção de vacinas, medicamentos e insumos como instrumentos para reduzir a dependência externa e fortalecer tanto o Sistema Único de Saúde (SUS) quanto a indústria nacional.

O presidente também citou o fortalecimento do Mais Médicos e do Farmácia Popular, além das ações destinadas ao tratamento e controle do câncer. Segundo ele, foram adquiridos equipamentos de radioterapia para todos os estados.

Na educação, Lula associou soberania à capacidade brasileira de produzir conhecimento e desenvolver tecnologia. “Ao criar centenas de campi de institutos e universidades, formamos inteligência e tecnologia nacionais”, escreveu.

O presidente também destacou políticas voltadas à educação básica, à formação de professores e à permanência dos estudantes nas escolas. “A educação é o caminho para transformar”, afirmou.

Lula incluiu ainda o combate à fome entre os elementos fundamentais da soberania nacional. Segundo o presidente, a retomada das políticas sociais permitiu ao Brasil deixar novamente o Mapa da Fome e reduzir a insegurança alimentar grave.

“Povo faminto não exerce soberania”, ressaltou.

Terras raras entram no centro da estratégia

Lula dedicou parte da mensagem para abordar a questão dos minerais críticos e das terras raras, recursos considerados estratégicos para diferentes setores industriais e tecnológicos.

O presidente defendeu que o Brasil avance para além da simples exportação desses recursos naturais e mantenha no território nacional etapas capazes de agregar valor à produção.

“Ao determinar que pesquisa, extração, produção e manufatura de minerais críticos serão feitas aqui. Não seremos meros exportadores de matéria-prima”, afirmou.

A declaração reforça a defesa de uma política industrial vinculada à exploração dos recursos minerais brasileiros, com pesquisa, processamento e manufatura realizados dentro do país.

IA e dados dos brasileiros

Na área tecnológica, Lula afirmou que o Brasil deve desenvolver modelos de inteligência artificial voltados à cultura nacional e ampliar sua infraestrutura para armazenamento de dados. Segundo o presidente, a estratégia busca diminuir a dependência das grandes empresas internacionais de tecnologia.

“Ao defendermos modelos de IA focados na cultura nacional, e mais infraestrutura para armazenamento dos dados dos brasileiros, reduzimos a dependência de Big Techs”, escreveu.

Pix é tratado como conquista estratégica

Lula também colocou o Pix no centro de sua defesa da soberania. O presidente classificou a infraestrutura brasileira de pagamentos digitais como uma conquista estratégica que não deve ser objeto de negociação diante de pressões externas.

“Defendemos a infraestrutura financeira digital como conquista estratégica e não negociável diante de pressões e tarifas internacionais”, afirmou.

A inclusão do Pix na mensagem de Independência mostra que o governo considera a autonomia sobre sistemas financeiros e tecnológicos parte da estratégia de soberania nacional.

Brasil “não baixa a cabeça” no comércio exterior

Ao tratar do comércio exterior, Lula afirmou que o Brasil decidiu enfrentar tarifas consideradas injustificáveis sem abrir mão da defesa de suas empresas e trabalhadores.

“Escolhemos não baixar a cabeça diante de tarifas injustificáveis”, declarou.

Segundo o presidente, o governo negociou, conseguiu reverter danos, apoiou empresas brasileiras, protegeu empregos e ampliou os destinos dos produtos nacionais.

Lula destacou ainda que o Brasil abriu mais de 670 mercados, em mais de 90 destinos, para produtos brasileiros e afirmou que as exportações do país atingiram níveis recordes.

Segurança e combate ao crime organizado

Na segurança pública, Lula destacou o endurecimento das leis destinadas ao enfrentamento das facções criminosas e o volume de apreensões de patrimônio e recursos pertencentes às cúpulas do crime organizado.

O presidente também mencionou o combate ao feminicídio como prioridade e citou a PEC da Segurança, defendida pelo governo como mecanismo para ampliar a capacidade da União de apoiar estados e municípios.

Meio ambiente e Fundo Amazônia

A proteção ambiental foi outro ponto apresentado por Lula como parte da soberania brasileira.

O presidente destacou a retomada das políticas ambientais e o fortalecimento das ações de fiscalização e controle. Também ressaltou a redução dos índices de desmatamento e a recuperação de mecanismos internacionais de financiamento à preservação.

Entre eles, Lula citou o Fundo Amazônia, que recebe recursos estrangeiros destinados a projetos de conservação e combate ao desmatamento.

Indústria de defesa e proteção das fronteiras

Na área militar, Lula destacou investimentos brasileiros no desenvolvimento de submarinos e na produção de caças destinados à renovação da frota da Força Aérea.

O presidente enfatizou a transferência de tecnologia para o Brasil como parte desses projetos e associou o fortalecimento da indústria nacional de defesa à capacidade de proteger as fronteiras do país.

Petrobras, refinarias e fertilizantes

A política energética e a produção de fertilizantes também foram apresentadas pelo presidente como questões diretamente relacionadas à soberania.

Lula afirmou que seu governo fortaleceu a Petrobras, retomou a fabricação de fertilizantes e recuperou refinarias.

Segundo ele, o objetivo é gerar empregos dentro do Brasil e reduzir a dependência de importações, especialmente em períodos de guerras e instabilidade internacional.

“Decisões pertencem a nós e a mais ninguém”

Na conclusão da mensagem, Lula contrapôs a defesa da soberania à atuação daqueles que, segundo ele, subordinam os interesses brasileiros aos de outros países.

“Há os que jogam contra. Se travestem de patriotas mas militam por interesses estrangeiros”, afirmou.

O presidente encerrou a postagem reforçando que cabe aos brasileiros decidir os rumos do país.

“Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém”, escreveu. “O Brasil é dos brasileiros”, concluiu.

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Desfile de 7 de Setembro celebra soberania, Copa Feminina e defende combate ao feminicídio

Cerimônia na Esplanada reúne Forças Armadas e autoridades

O tradicional desfile militar de 7 de Setembro, que celebra a Independência do Brasil, é realizado nesta segunda-feira na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, sob a liderança do presidente Lula (PT) e na presença de autoridades dos Três Poderes e ministros de Estado, articulando a apresentação das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) a três eixos centrais definidos pelo governo federal: a defesa da soberania nacional, o enfrentamento e combate ao feminicídio.
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Padre é preso suspeito de estupro e de dar bebidas alcoólicas a casal de coroinhas

O padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi detido em Praia Grande, no litoral de São Paulo, sob suspeita de estupro de vulnerável. Conforme o registro policial, uma jovem de 19 anos teria sido vítima do crime após o religioso oferecer bebidas alcoólicas a ela e ao namorado, de 18 anos.

O casal conhecia o sacerdote havia cerca de três meses, período em que frequentava a igreja onde ele exercia suas funções. Segundo o relato apresentado às autoridades, os dois também passaram a acompanhá-lo em celebrações realizadas em outras paróquias.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência obtidas pelo g1, o padre mantinha proximidade com o casal e chegou a convidá-los para ir até sua residência.

Jovem relata insistência para consumir bebidas alcoólicas

De acordo com o boletim de ocorrência, a jovem relatou às autoridades que o padre frequentemente oferecia bebidas alcoólicas ao casal e teria insistido para que os dois bebessem. Segundo o relato, mesmo após ela informar que enfrentava dificuldades relacionadas ao consumo de álcool, as ofertas teriam continuado.

Por se tratarem de pessoas maiores de idade, a identidade dos dois jovens não foi divulgada pelas autoridades.

Em manifestação sobre o caso, o advogado João Paulo Silva Rocha, responsável pela defesa de Jucelino, ressaltou que a detenção tem caráter provisório e foi determinada como medida cautelar. A defesa também destacou que a prisão, por si só, não significa que houve condenação e que não se deve antecipar qualquer conclusão sobre a responsabilidade do religioso.

Jovem relata suposto abuso durante visita à casa do padre

Segundo o depoimento prestado pela jovem, um dos episódios teria ocorrido na residência do religioso. Ela contou que, durante um abraço entre os três, o padre teria encostado o corpo de forma inadequada em sua perna.

Na sequência, conforme o relato apresentado à polícia, enquanto o namorado permanecia com a cabeça baixa e demonstrava sinais de sonolência após ingerir bebida alcoólica, o religioso teria se aproximado da jovem e colocado as mãos por dentro de suas roupas.

Ainda segundo a denúncia, depois do episódio, o padre teria orientado o casal a se retirar para um quarto para descansar. Posteriormente, ele teria chamado a jovem novamente para consumir bebidas alcoólicas, mas ela recusou o convite.

A mulher também relatou que o religioso teria oferecido benefícios materiais ao casal em outras oportunidades. Entre as propostas mencionadas estavam o pagamento da habilitação para dirigir e a compra de materiais destinados à abertura de um salão de beleza. Ela afirmou ainda que o padre chegou a sugerir que os dois passassem a morar na residência dele.

Padre é preso após ordem judicial

O padre foi detido na noite da última sexta-feira (04), durante uma ação realizada pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande. A prisão ocorreu após os investigadores cumprirem uma ordem judicial expedida no âmbito do caso.

Além da detenção, a Justiça estabeleceu uma série de restrições destinadas a preservar a segurança das pessoas envolvidas na denúncia. Entre as determinações está a obrigação de manter uma distância mínima de 300 metros das vítimas, além da proibição de estabelecer qualquer tipo de comunicação com elas.

O religioso também ficou impedido de comparecer a locais que costumam ser frequentados pelas vítimas.

Nota da defesa do padre

“A defesa técnica do Padre Jucelino de Oliveira informa que a prisão cumprida na noite de sexta-feira possui natureza temporária e exclusivamente cautelar, no âmbito de investigação que tramita sob sigilo. A medida não representa condenação nem autoriza qualquer conclusão antecipada sobre a responsabilidade do investigado.

Até o momento, a defesa não teve acesso integral à representação policial, ao parecer do Ministério Público e aos fundamentos completos da decisão. Na audiência de custódia, foi requerida a revogação da prisão e sua substituição pelas medidas cautelares já determinadas, prosseguindo a defesa na adoção das providências judiciais cabíveis.

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“Se macumba funcionasse, a Bahia era Dubai”, diz Pablo Marçal ao atacar religões de matriz africana

O ex-candidato ao Palácio do Planalto, Pablo Marçal, que teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral, atacou religiões de matriz africana durante uma entrevista ao canal BNTV. Ao ser questionado se teria medo de “macumbaria”, ele respondeu que “se macumba funcionasse, a Bahia era Dubai”. A declaração gerou forte repercussão nas redes sociais.

Na conversa, Marçal seguiu ofendendo os praticantes das religiões, ligando a fé à falta de sucesso pessoal e financeiro. No auge de um dos ataques, ele associou os praticantes ao fracasso e à inveja.

Todo macumbeiro é um derrotado na vida. É gente invejosa e que não prospera”, declarou.

Pablo Marçal também criticou pessoas que, segundo ele, recorrem a ‘esse tipo de prática religiosa’ com o objetivo de prejudicar pessoas que tiveram êxito financeiro. 

Candidatura barrada

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador José Antonio Encinas Manfré, negou os recursos especiais eleitorais da defesa de Pablo Marçal (PRTB). A decisão manteve a condenação do ex-candidato a prefeito de São Paulo por uso indevido dos meios de comunicação social durante a campanha de 2024.

Com a rejeição dos recursos, fica mantida a inelegibilidade de Marçal pelo prazo de oito anos e ele não pode disputar cargos públicos até 2032. O processo ocorreu em relação a monetização e a transmissão de conteúdos durante o período eleitoral por meio de perfis em redes sociais.

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Lula avança e empata com Flávio Bolsonaro em São Paulo, aponta Quaest

Presidente elimina diferença de quatro pontos registrada em julho e chega aos mesmos 30% do senador

Lula e Flávio BolsonaroCrédito: Ricardo Stuckert/PR I Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial em São Paulo, e os dois aparecem agora empatados com 30% das intenções de voto no primeiro turno, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25).

Segundo o jornal O Globo, o  levantamento, encomendado pela TV Globo, mostra uma mudança em relação à rodada anterior da pesquisa no estado mais populoso do país. No fim de julho, Flávio Bolsonaro aparecia quatro pontos percentuais à frente de Lula.

Flávio Bolsonaro perde vantagem registrada em julho

Na pesquisa anterior, realizada pouco menos de um mês antes, Flávio Bolsonaro tinha 34% das intenções de voto em São Paulo, enquanto Lula registrava 30%.

Agora, o senador aparece com 30%, mesmo percentual atribuído ao presidente. Com isso, desapareceu a diferença de quatro pontos que separava os dois candidatos no levantamento anterior.

O resultado representa uma melhora do cenário paulista para Lula, que vinha enfrentando dificuldades para avançar no estado. A mudança ocorre a 40 dias do primeiro turno da eleição presidencial.

Outros candidatos aparecem distantes

Os demais nomes testados pela Quaest permanecem longe dos dois primeiros colocados.

O empresário de extrema direita Pablo Marça (PRTB) aparece com 4% das intenções de voto, mas está com os direitos políticos cassados. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) registram 3% cada, enquanto Augusto Cury tem 2%.

Dessa forma, Lula e Flávio Bolsonaro permanecem muito à frente dos demais candidatos apresentados no levantamento.

Indecisos chegam a 13%

A pesquisa também mostra uma parcela significativa do eleitorado paulista sem voto definido em um candidato. Segundo a Quaest, 12% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto. Outros 13% declararam estar indecisos.

A pesquisa Quaest foi realizada entre os dias 21 e 24 de agosto, com 1.800 eleitores do estado de São Paulo, por meio de questionário estruturado e entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código SP-06946/2026. 

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Cármen Lúcia vira voto decisivo em disputa entre Moraes e Mendonça no STF

Ministra vê problemas nas condutas dos dois colegas e pode definir correlação de forças em julgamentos sobre Banco Master e inquérito das fake news

Ministra Cármen Lúcia, do STF, tornou-se voto decisivo na disputa interna entre Alexandre de Moraes e André Mendonça sobre os limites de atuação dos magistrados da Corte

Ministra Cármen Lúcia, do STF, tornou-se voto decisivo na disputa interna entre Alexandre de Moraes e André Mendonça sobre os limites de atuação dos magistrados da CorteCrédito: Victor Piemonte/STF

 A ministra Cármen Lúcia assumiu posição central na mais recente disputa interna do Supremo Tribunal Federal (STF), ao avaliar que houve erros tanto na atuação de Alexandre de Moraes quanto na de André Mendonça e ainda não ter definido qual posição apoiará nas futuras deliberações do plenário.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Moraes e Mendonça tentam atrair o voto da ministra em meio a uma divisão da Corte sobre os procedimentos adotados nos casos envolvendo o Banco Master e sobre o uso do inquérito das fake news para investigar a conduta de um integrante do próprio Supremo.

O tribunal deverá analisar duas controvérsias. A primeira envolve a atuação de Mendonça em investigações relacionadas ao Banco Master e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), das quais resultou um relatório da Polícia Federal que apontou Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A segunda diz respeito à reação de Moraes, que recorreu ao inquérito das fake news para solicitar uma investigação contra Mendonça por suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Cármen demonstrou solidariedade, mas se incomodou com reação de Moraes

Antes do contra-ataque de Moraes, na quinta-feira (3), Cármen Lúcia chegou a telefonar para o colega e demonstrou solidariedade diante da exposição pública causada pela divulgação do relatório da Polícia Federal.

Na terça-feira (1º), Mendonça havia retirado o sigilo de um documento da PF que continha conversas entre Vorcaro e Moraes. Entre elas estava uma mensagem na qual o então banqueiro perguntava ao ministro se deveria deixar o Brasil pouco antes de ser preso, em 2025.

De acordo com a reportagem, Moraes interpretou o telefonema de Cármen como um sinal favorável, embora a ministra não tenha prometido apoiá-lo em eventuais votações no plenário.

A reação posterior de Moraes, porém, ao acionar o inquérito das fake news contra Mendonça, também desagradou a magistrada. Cármen teria manifestado a pessoas próximas perplexidade com a atuação dos dois colegas e preocupação com o nível de desgaste interno alcançado pelo Supremo.

A ministra sabe que seu voto passou a ser disputado pelas duas alas. Ainda segundo a Folha, ela tem afirmado a auxiliares que só tomará uma decisão depois de analisar os autos dos processos, cuja íntegra ainda não havia examinado.

Supremo está dividido em dois blocos

Na atual correlação de forças, Moraes conta com o apoio de Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

Mendonça, por sua vez, calcula ter ao seu lado Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Edson Fachin.

Dias Toffoli não deve participar das votações relacionadas ao Banco Master porque declarou suspeição para atuar nesses processos.

Nesse cenário, o posicionamento de Cármen pode definir o resultado das votações e até alterar as alianças estabelecidas dentro do Supremo.

Os dois ministros dizem a interlocutores acreditar que conseguirão o apoio da colega.

Aliados de Mendonça avaliam que Cármen poderá considerar a repercussão institucional de uma eventual decisão que minimize as suspeitas envolvendo um ministro do Supremo e a rede de influência de Daniel Vorcaro.

Pessoas próximas ao relator ressaltam a trajetória de Cármen como magistrada e sua imagem de integridade para argumentar que ela não tenderia a adotar uma posição destinada apenas a preservar um colega.

Grupo de Moraes aponta risco de investigações entre ministros

Os aliados de Moraes, em sentido oposto, argumentam que Cármen já demonstrou resistência a procedimentos considerados arbitrários, mesmo quando adotados sob o argumento de atender à pressão da opinião pública.

Eles citam como precedente o voto da ministra, em 2021, pela parcialidade do então juiz Sergio Moro em processos envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na ocasião, Cármen afirmou:

“Todo mundo tem direito de ter um julgamento justo diante de um juiz ou de um tribunal imparcial.”

E acrescentou:

“Isso não significa que não queiramos, sejamos contra ou estejamos emitindo juízo de valor sobre o combate à corrupção, que é obrigatório e precisa ser feito.”

Para interlocutores de Moraes, confirmar no plenário o procedimento adotado por Mendonça poderia abrir precedente para que ministros investigassem diretamente outros integrantes do tribunal, aprofundando as disputas internas.

Mendonça considera, por sua vez, que Moraes realizou movimento semelhante ao recorrer ao inquérito das fake news contra ele.

A ala ligada a Moraes sustenta ainda que Mendonça teria determinado à Polícia Federal a apuração de suspeitas contra um integrante do Supremo sem prévia autorização do plenário, o que, segundo essa interpretação, contrariaria o regimento interno da Corte.

Cármen mantém posições próximas aos dois lados

O histórico recente de votações não permite enquadrar Cármen Lúcia de maneira automática em nenhum dos dois grupos.

Ela está alinhada a Mendonça na defesa da criação de um código de conduta para os ministros do STF. Cármen é relatora da proposta.

Por outro lado, acompanhou Moraes em todas as votações da ação penal relacionada à tentativa de golpe de Estado.

Interlocutores da magistrada sustentam que ela não integra de maneira permanente nenhum dos blocos e procura fundamentar seus votos na Constituição e nos elementos concretos de cada processo.

A preocupação central de Cármen, segundo pessoas próximas, está nos efeitos da crise sobre a própria credibilidade institucional do Supremo. O conflito entre ministros ocorre em um momento no qual o tribunal precisará decidir não apenas sobre procedimentos individuais, mas também sobre os limites para a abertura de investigações envolvendo integrantes da própria Corte.

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Prefeitura de Afogados entregou fardamentos a bandas marciais

A Prefeitura de Afogados entregou novos fardamentos às bandas marciais das Escolas Ana Melo, Dom Mota, Francisca Lira e Geraldo Cipriano. A banda da Gizelda Simões já havia recebido fardamento no ano passado. E este ano, de acordo com a secretaria de educação de Afogados, Wivianne Fonseca, já foi providenciada a licitação para compra de instrumentos musicais para a criação da banda marcial da Escola Padre Carlos Cottart.

A entrega foi feita pelo Prefeito Sandrinho Palmeira e pelo seu vice, Daniel Valadares, no auditório da secretaria de educação, na presença de músicos, professores, gestores escolares e alunos integrantes das bandas.

“Essa parece uma ação simples, mas ouvimos relatos de professores sobre como a música ajuda no aprendizado das crianças e adolescentes, na disciplina e na melhoria do convívio dentro do ambiente escolar. Sem contar na melhora da autoestima durante as apresentações. Esse ano já veremos esses novos fardamentos na avenida Rio Branco, durante o desfile de sete de setembro,” destacou o Prefeito Sandrinho Palmeira.

De acordo com a secretaria de educação, foram investidos quase duzentos mil Reais na aquisição de calças, blusões, quepes e botas para as bandas das quatro escolas.

Futmesa – na mesma solenidade, o Prefeito Sandrinho entregou bolas e mesa oficial para a prática do “Futmesa”, ativi

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Doação a Bolsonaro e Tarcísio foi propina negociada com Kassab, diz Vorcaro

 

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirma em sua proposta de delação premiada que a doação de R$ 5 milhões para as campanhas de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Jair Bolsonaro (PL) na campanha de 2022 têm origem em negociação de propina.

Na campanha de 2022, Tarcísio recebeu R$ 2 milhões e Jair Bolsonaro R$ 3 milhões em doações de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e um dos investigados na operação Compliance Zero.

De acordo com Daniel Vorcaro, essas doações foram “contrapartidas financeiras” pagas após um “ajuste indevido com Gilberto Kassab para a manutenção do Credcesta no governo Tarcísio”. O UOL teve acesso ao anexo da delação que trata do tema.

O Credcesta é um cartão de crédito consignado para servidores públicos operado pela PKL One Participações, empresa associada ao Master e ligada a parentes de Augusto Lima, sócio de Vorcaro.

Em março de 2022, o Governo de São Paulo, sob comando de João Doria (então no PSDB), autorizou que empresas como a PKL oferecessem crédito consignado aos servidores públicos paulistas civis e militares, inativos e reformados, por meio de cartão de benefício. Em julho daquele ano, já no governo Rodrigo Garcia, o Credcesta iniciou a operação. Rapidamente, tornou-se um dos principais negócios para o grupo de Daniel Vorcaro.

“Com a eleição de 2022 em São Paulo e a ascensão de Tarcísio de Freitas como provável vencedor, Augusto Lima, responsável pelas articulações de expansão do Credcesta, buscou garantir a continuidade do negócio junto ao Governo do Estado de São Paulo”, diz trecho da delação.

Augusto Lima era responsável pela operação do Credcesta dentro do banco. Na versão de Vorcaro, para garantir a continuidade do negócio na gestão Tarcísio, Lima se aproximou de Gilberto Kassab, à época apoiador da campanha e depois secretário de Governo de Tarcísio.

Em 2022, Kassab se manteve neutro na disputa presidencial —havia políticos do PSD apoiando tanto Lula quanto Bolsonaro.

Outro lado

Tarcísio disse por meio de nota que “nunca teve qualquer contato ou relação com Daniel Vorcaro e não tem conhecimento do fato mencionado pela reportagem” (leia a íntegra ao final do texto).

“É uma ilação que beira o ridículo. Imagine que eu vou pedir algum favorecimento ou que o presidente Bolsonaro ia pedir algum favorecimento? É uma coisa que não faz o menor sentido”, afirmou Tarcísio à noite, ao ser questionado por jornalistas, durante o lançamento da candidatura de uma aliada em Indaiatuba. Já Kassab afirmou que o relato é “absolutamente fantasioso” e não tem “qualquer sustentação factual”.

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Datafolha: Lula tem 38% e lidera corrida presidencial; Augusto Cury vai a 8%

Levantamento mostra Lula com 38%, Flávio Bolsonaro com 33% e Augusto Cury em terceiro lugar, com 8%, no primeiro turno

Presidente Lula no Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2026

Presidente Lula no Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2026Crédito: Ricardo Stuckert

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa presidencial de 2026 com 38% das intenções de voto no primeiro turno, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3). O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 33%, enquanto o escritor Augusto Cury (Avante) ocupa a terceira posição, com 8%.

Na sequência da pesquisa aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Considerada a margem de erro, Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados no limite máximo de variação.

Em relação ao levantamento anterior, divulgado em 21 de agosto, Lula oscilou de 39% para 38%, enquanto Flávio Bolsonaro permaneceu com 33%. A principal mudança foi o crescimento de Augusto Cury, que passou de 2% para 8% e assumiu a terceira colocação no cenário testado.

Ronaldo Caiado tinha 5% na pesquisa anterior e agora aparece com 4%. Renan Santos passou de 4% para 3%, e Romeu Zema oscilou de 3% para 2%. As variações desses candidatos estão dentro da margem de erro do levantamento.

O resultado indica manutenção da polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto, mas também aponta alteração no grupo de candidatos que tentam se consolidar fora do eixo principal entre PT e PL.

Na margem de erro, Lula pode ter entre 36% e 40%, enquanto Flávio Bolsonaro pode variar de 31% a 35%. Augusto Cury, por sua vez, pode oscilar entre 6% e 10%, consolidando-se numericamente à frente dos demais nomes apresentados aos eleitores.

A nova rodada do Datafolha foi divulgada no início de setembro, em um momento de definição do quadro eleitoral e de intensificação das movimentações partidárias para a sucessão presidencial de 2026.

A pesquisa Datafolha foi encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. O levantamento ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 1º e 3 de setembro, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-03669/2026.

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