Pix de R$ 5 mil: Receita não saberá origem ou destino da transferência; entenda

As novas regras de monitoramento da Receita Federal buscam ampliar o alcance da fiscalização de leão, a fim de mitigar eventuais sonegações de impostos.

Porém, dentre as informações que as empresas deverão disponibilizar ao Fisco, não consta “qualquer elemento que permita identificar a origem ou o destino dos recursos utilizados nas operações financeiras”, segundo a instrução normativa da Receita.

Além de a mudança não implicar em aumentos de tributação, a Receita esclarece que a medida visa “absoluto respeito às normas legais dos sigilos bancário e fiscal”.

“[Trata-se] de medida que visa a um melhor gerenciamento de riscos pela administração tributária, a partir da qual será possível oferecer melhores serviços à sociedade”, escreve o leão em seu portal institucional.

De um lado, o Fisco limitou seu foco. Agora, interessam as informações sobre pessoas físicas que realizem transações mensais totalizando R$ 5 mil ou mais, enquanto antes o piso era de R$ 2 mil. Já para pessoas jurídicas, o valor passou de R$ 5 mil para R$ 15 mil.

Por outro lado, a abrangência foi ampliada. Antes, apenas os bancos tradicionais, públicos e privados, forneciam as informações.

Agora, a nova regra inclui no alcance da Receita as operadoras de cartões de crédito, instituições de pagamento – inclusive plataformas e aplicativos -, bancos virtuais e varejistas de grande porte.

A seguir, confira na íntegra quais são os dados que entram na mira do Fisco:

  • Saldo no último dia útil do ano de qualquer conta de depósito, de poupança ou de pagamento do tipo pré-paga ou pós-paga e contas em moeda eletrônica, com base em quaisquer movimentações, tais como pagamentos efetuados em moeda corrente ou em cheques, emissão de ordens de crédito ou documentos assemelhados ou resgates à vista e a prazo, discriminando o total do rendimento mensal bruto pago ou creditado à conta, acumulados anualmente, mês a mês;
  • Saldo no último dia útil do ano de cada aplicação financeira, bem como os correspondentes somatórios mensais a crédito e a débito, com base em quaisquer movimentações, tais como as relativas a investimentos, resgates, alienações, cessões ou liquidações das referidas aplicações havidas, mês a mês, no decorrer do ano;
  • Rendimentos brutos, acumulados anualmente, mês a mês, por aplicação financeira, no decorrer do ano, individualizados por tipo de rendimento, incluídos os valores oriundos da venda ou resgate de ativos sob custódia e de resgate de fundos de investimento;
  • Saldo, no último dia útil do ano ou no dia de encerramento, de provisões matemáticas de benefícios a conceder, referente a cada plano de benefício de previdência complementar ou a cada plano de seguros de pessoas, discriminando, mês a mês, o total das respectivas movimentações, a crédito e a débito, ocorridas no decorrer do ano;
  • Saldo, no último dia útil do ano ou no dia de encerramento, de cada Fapi, e as correspondentes movimentações, discriminadas mês a mês, a crédito e a débito, ocorridas no decorrer do ano;
  • Valores de benefícios ou de capitais segurados, acumulados anualmente, mês a mês, pagos sob a forma de pagamento único ou sob a forma de renda;
  • Lançamentos de transferências realizadas entre contas do mesmo titular;
  • Aquisições de moeda estrangeira;
  • Conversões de moeda estrangeira em moeda nacional;
  • Transferências de moeda e de outros valores para o exterior, excluídas as operações a que se refere o inciso VIII;
  • o total dos valores pagos até o último dia do ano, incluídos os valores dos lances que resultaram em contemplação, deduzido dos valores de créditos disponibilizados ao cotista, e as correspondentes movimentações, ocorridas no decorrer do ano e discriminadas, mês a mês, a crédito e a débito;
  • Valor de créditos disponibilizados ao cotista, acumulados anualmente, mês a mês, por cota de consórcio, no decorrer do ano.

“Nova Era na Fiscalização: Receita Federal Passa a Receber Informações de Pix e Cartões”

A Receita informou que “as medidas visam aprimorar o controle e fiscalização das operações financeiras, garantindo uma maior coleta de dados”.

A Receita Federal ampliou a obrigatoriedade de envio de informações e agora passará a receber dados das operadoras de cartão de crédito e das instituições de pagamento (IP). Essa nova regra, anunciada em setembro, entrou em vigor em janeiro de 2025.

As instituições financeiras são empresas que permitem a movimentação de recursos, compras e vendas, mas que não oferecem financiamentos e empréstimos aos consumidores, como grandes varejistas, bancos virtuais e carteiras digitais.

Anteriormente, o Fisco já recebia esses dados dos bancos tradicionais por meio de aplicações financeiras, movimentações via Pix, seguros, previdências e investimentos em ações.

A Receita explicou que “as medidas visam aprimorar o controle e a fiscalização das operações financeiras, garantindo uma maior coleta de dados. Além disso, reforçam os compromissos internacionais do Brasil no âmbito do Padrão de Declaração Comum (CRS), contribuindo para o combate à evasão fiscal e promovendo a transparência nas operações financeiras globais”.

Como irá funcionar?

De acordo com o Fisco, as informações serão repassadas semestralmente, por meio de uma declaração que será emitida na plataforma e-Financeira, que integra o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), um setor do governo federal que busca padronizar e integrar informações de organizações relacionadas à gestão financeira e contábil.

Com isso, os dados só serão enviados quando o valor total movimentado, por cada tipo de operação financeira, como Pix, pagamento ou investimento, for superior a R$ 5 mil para pessoas físicas e R$ 15 mil para empresas.

MEI tem novo valor de contribuição mensal em 2025; veja os valores.

 

 

Com o reajuste do salário mínimo, de R$ 1.412 para R$ 1.518, o valor da contribuição previdenciária que os Microempreendedores Individuais (MEIs) precisam pagar todos os meses também subiu em 2025.

Ele passou de R$ 70,60 para R$ 75,90 para o MEI em geral (5% do salário mínimo), e de R$ 169,44 para R$ 182,16 para o MEI caminhoneiro (12% do salário mínimo).

É por meio do pagamento em dia dessa contribuição que o MEI garante benefícios previdenciários do INSS, como aposentadoria por idade, auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-reclusão, pensão por morte e salário-maternidade, explica o Sebrae.

O valor é pago no Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que, além da contribuição previdenciária, cobra os impostos devidos pelos MEIs.

Os MEIs que exercem atividades sujeitas ao ICMS (comércio e indústria) têm um acréscimo de R$ 1 por mês no DAS. Para atividades sujeitas ao ISSQN (prestador de serviços), a soma é de R$ 5.

Os empreendedores que realizam os dois tipos de atividade precisam pagar os dois impostos, desembolsando R$ 6 a mais na contribuição mensal.

Assim, em 2025, o MEI em geral pagará mensalmente entre R$ 75,90 e R$ 81,90, a depender da sua atividade.

Já no caso do MEI Caminhoneiro, o valor pode variar entre R$ 182,16 e R$ 188,16, de acordo com o tipo de produto transportado e local para onde é destinado.

Quando pagar

O DAS vence todo dia 20 de cada mês. Ele pode ser emitido diretamente no Portal do Simples Nacional ou pelo App MEI, disponível para iOS e Android. Há opção de pagar por boleto, PIX, débito automático, entre outras formas.

Novo salário mínimo, de R$ 1.518, já está em vigor

Reajuste de 7,5% impacta milhões de trabalhadores, aposentados e benefícios sociais

Lula e Luiz Marinho apresentam o novo mínimo (Foto: Claudio Kbene / PR)

 A partir deste mês de janeiro, o salário mínimo no Brasil será reajustado para R$ 1.518. Este aumento representa uma valorização de R$ 106, correspondendo a um acréscimo de 7,5% em relação ao piso de 2024, que era de R$ 1.412.

O reajuste do salário mínimo foi calculado com base em dois componentes principais: uma inflação de 4,84%, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos últimos 12 meses até novembro, e um ganho real de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa metodologia, aprovada pelo Congresso Nacional, assegura que o aumento do salário mínimo supere a inflação, promovendo um ganho real para os trabalhadores.

De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aproximadamente 59 milhões de brasileiros têm seu rendimento atrelado ao salário mínimo. Dentre esses, cerca de 19 milhões são aposentados e pensionistas que recebem o valor mínimo. Além disso, o novo salário mínimo servirá como base para a correção de diversos benefícios sociais, incluindo o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o abono salarial e o seguro-desemprego.

A iniciativa de reajustar o salário mínimo de forma a garantir um aumento real foi retomada pelo governo do presidente Lula, que enviou a Lei correspondente ao Congresso Nacional em 2023. Essa política havia sido descontinuada nos governos anteriores, entre 2017 e 2022, período durante o qual o salário mínimo não recebeu aumentos que superassem a inflação.

Com a retomada dessa política, o governo busca não apenas melhorar o poder de compra dos trabalhadores, mas também fortalecer a rede de proteção social no país. A atualização do salário mínimo tem impacto direto na economia, influenciando o consumo e, consequentemente, o crescimento econômico.

Prefeitura de Afogados iniciou pagamento de servidores nesta quinta-feira.

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira informa que deu início ao pagamento do funcionalismo público municipal nesta quinta-feira (26).

O pagamento é referente aos vencimentos do mês de dezembro. Segundo a secretária municipal de finanças, Lúcia Gomes, o pagamento representa a injeção de 5,1 milhões de Reais na economia local, incrementando o comércio e o setor de serviços nesse final de ano.

Confira o calendário de pagamento:

26/12 (quinta) – Secretarias de Administração, Assistência Social, Agricultura, Assuntos Jurídicos, Controle interno, Cultura e Esportes, Finanças, Governo, Infraestrutura, Transportes, Gabinete, Mulher, Ouvidoria, Assessoria Especial e Aposentados/Pensionistas com vencimentos até R$ 3.000,00.

27/12 (sexta) – Secretarias de Educação e de Saúde, além de Aposentados e Pensionistas com vencimentos acima de R$ 3.000,00.

Dólar salta e fecha próximo de R$ 6,20 com pacote de gastos no radar; bolsa cai

Na máxima, a divisa do dólar chegou a bater R$ 6,201, enquanto a mínima foi de R$ 6,080.

 

dólarvoltou a acelerar ganhos nesta segunda-feira (23) e fechou próximo de R$ 6,20 com a permanência do temor com as contas públicas no radar dos investidores.

A sessão também marca um início de semana com agenda esvaziada e mercado fechado na terça (24) e quarta-feira (25) pelo recesso de Natal.

A divisa encerrou a sessão com salto de 1,88%, negociado a R$ 6,185 na venda. Na máxima, a divisa chegou a bater R$ 6,201, enquanto a mínima foi de R$ 6,080.

Na sexta (20), a divisa havia recuado quase 1%, a R$ 6,071.

O clima negativo também penaliza o Ibovespa, que por volta das 17h perdia cerca de 0,75%, aos 121,2 mil pontos. Nos mercados globais, Wall Street opera sem direção única, mesmo comportamento registrado no fechamento das praças na Europa.

Agentes financeiros seguem preocupados sobre a dinâmica das contas públicas e fazendo contas sobre a potencial economia fiscal após a aprovação do pacote de cortes de gastos no Congresso Nacional.

Na semana passada, o Congresso aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e os dois projetos de lei do pacote fiscal, mas fez ajustes nos textos.

O Ministério da Fazenda estima que a desidratação do pacote de corte de gastos terá um impacto de R$ 2,1 bilhões até 2026. A previsão inicial era de que as medidas fiscais teriam capacidade de economizar R$ 71,9 bilhões em dois anos.

De acordo com a nova estimativa divulgada pela equipe econômica, o pacote fiscal terá capacidade de economizar R$ 69,8 bilhões até 2026.

Na sexta-feira (20), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia informado que as mudanças aprovadas pelo Congresso Nacional no pacote teriam um impacto fiscal de R$ 1 bilhão até o fim do ano do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Focus mostra piora das expectativas

Mais cedo, o boletim Focus, pesquisa semanal do BC com avaliação do mercado para os principais índices econômicos, mostrou piora das expectativas para inflação e juros nos próximos anos.

A previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2025 foi a 4,84%, ante 4,60% na semana passada, enquanto para 2026 se manteve estável em 4%.

O BC persegue meta de 3%, com margem de 1,5 ponto para cima (4,5%) ou para baixo (1,5%).

Já as expectativas de Selic passaram para 14,75% no ano que vem, pico do atual ciclo de alta, ante 14% na edição da semana passada.

Cenário global.

No exterior, investidores ainda digerem a mais recente série de reuniões de bancos centrais.

Na semana passada, o Federal Reserve (Fed) surpreendeu os mercados ao projetar um ritmo moderado de cortes na taxa de juros, fazendo com que os rendimentos do Tesouro dos EUA e o dólar subissem.

Por CNN Brasil

Dólar sobe a R$ 6,20 com o medo de desidratação do pacote de cortes

O dólar é negociado em alta, passando de R$ 6,20 e batendo novo recorde nesta quarta-feira (18) — mesmo depois de o BC (Banco Central) já ter vendido US$ 12,7 bilhões desde a última quinta-feira (12). Foi a maior injeção de recursos no câmbio desde a pandemia, em março de 2021.

A Bolsa de Valores tem queda, na espera pela decisão pelo corte de juros nos Estados Unidos.

Por volta de 15h11, o dólar comercial tinha alta de 1,79%, vendido a R$ 6,205. O turismo tinha valorização de 1,10%, para R$ 6,401.

A Bolsa de Valores de São Paulo operava em baixa de 1,78%. O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, subiu para 122.477 pontos.

O valor de R$ 6,20 é um recorde nominal para o dólar. Ele desconsidera a inflação. Até hoje, a maior cotação real, incluindo a inflação, foi em setembro de 2002, na primeira eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Corrigido pela inflação, o valor do dólar naquela ocasião seria hoje o correspondente a R$ 8,75.

Essa piora da alta da moeda americana tem a ver com declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Indagado sobre a possibilidade de o Brasil estar sofrendo com uma especulação contra o real, o ministro afirmou que o ideal é “olhar os fundamentos.” Movimentos especulativos são coibidos com intervenções do Banco Central e do Tesouro Nacional, ele destacou, citando os leilões de recompra de títulos anunciados pelo Tesouro, disse ele na tarde desta quarta-feira.

A preocupação de que o pacote de corte de gastos — considerado fraco pelos investidores — possa ser ainda mais desidratado no Congresso faz o real se desvalorizar, apesar da atuação do BC. O BC já colocou no mercado US$ 7 bilhões em três leilões de linha, que representam a venda de moeda com compromisso de recompra, e outros US$ 5,76 bilhões por meio de quatro leilões à vista.

Fonte: UOL

Empreendedorismo feminino na pauta da Feira do Empreendedorismo de Afogados da Ingazeira

A segunda noite da Feira de Empreendedorismo de Afogados da Ingazeira mostrou, mais uma vez, a força do segmento na economia não apenas da cidade, mas de toda a região..

Afogados da Ingazeira tourism

Um excelente público prestigiou essa segunda da noite, lotando o espaço destinado ao evento. O público pode conferir a palestra “Careca, a Cara do Brasil”, ministrada pelo empresário e palestrante “Careca”, que começou do zero e hoje, com a comercialização de sanduíches, gera mais de 135 empregos diretos com seu jeito autêntico e inspirador.

A noite também contou com a palestra “Bora Empreender, Mulher” com Juliana Silva, da Agência de Empreendedorismo de Pernambuco  – AGEPE e também com a jornalista e mestre em  comunicação, Rochany Rocha, que compartilhou a sua vasta experiência profissional, tanto no jornalismo quanto como a empreendedora apaixonada por criar novos negócios. Rochany também  se destaca na moda e é a idealizadora do encontro de Moda do Sertão.

O Secretário de Administração, Desenvolvimento Econômico e Turismo, Ney Quidute, juntamente com parte de sua equipe, visitaram alguns estandes para ouvir a avaliação dos expositores e agradecer a participação.

A feira termina neste sábado (30), confira a programação do último dia:

19h – Atração Cultural: grupo Sanfonar, com o espetáculo “Folia de Reis” (Palco Principal)
20h – Encerramento – Palco Principal
20h30 – Desfile de moda – Palco Principal
22h – Renan – Atração Musical – Palco 360*

Mega-Sena: apostador de Cuiabá-MT leva sozinho prêmio de R$ 201 milhões; veja números

Uma única aposta realizada em Cuiabá (MT) acertou as seis dezenas da Mega-Sena sorteadas neste sábado (9). O apostador levou, sozinho, a bolada de R$ 201 milhões.

Os números sorteados ontem foram: 13 – 16 – 33 – 43 – 46 – 55.

A quina teve 242 apostas ganhadoras e cada uma vai receber R$ 49.426,51. Já a quadra registrou 19.146 ganhadores, com prêmio de R$ 892,48 para cada.

Os sorteios da Mega-Sena são realizados três vezes por semana, às terças, às quintas e aos sábados.​ As apostas podem ser feitas nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet até uma hora antes do sorteio.

Como jogar

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de a​postas. Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, pode​ndo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha).

Fonte: Infomoney

Banco Central comunica exposição de dados de 644 chaves Pix da Caixa

Esse foi o 16º incidente com dados do Pix desde o lançamento do sistema instantâneo de pagamentos, em novembro de 2020.

 

Um total de 644 chaves Pix de clientes da Caixa Econômica Federal tiveram dados expostos, informou nessa sexta-feira (8) o Banco Central (BC). Esse foi o 16º incidente com dados do Pix desde o lançamento do sistema instantâneo de pagamentos, em novembro de 2020.

Segundo o BC, a exposição ocorreu em 24 e 25 de setembro e abrangeu as seguintes informações: nome do usuário, CPF, instituição de relacionamento, agência, número e tipo e da conta, data de abertura da conta, data de criação da chave Pix, data a partir da qual o usuário tem a posse da chave Pix.

A exposição ocorreu por causa de falhas pontuais em sistemas da instituição de pagamento e ocorreu em dados cadastrais, que não afetam a movimentação de dinheiro. Dados protegidos pelo sigilo bancário, como saldos, senhas e extratos, não foram expostos.

Embora o caso não precisasse ser comunicado por causa do baixo impacto potencial para os clientes, a autarquia esclareceu que decidiu divulgar o incidente em nome do “compromisso com a transparência”.

Todas as pessoas que tiveram informações expostas serão avisadas por meio do aplicativo ou do internet banking da instituição. O Banco Central ressaltou que esses serão os únicos meios de aviso para a exposição das chaves Pix e pediu para os clientes desconsiderarem comunicações como chamadas telefônicas, SMS e avisos por aplicativos de mensagens e por e-mail.

A exposição de dados não significa necessariamente que todas as informações tenham vazado, mas que ficaram visíveis para terceiros durante algum tempo e podem ter sido capturadas. O BC informou que o caso será investigado e que sanções poderão ser aplicadas. A legislação prevê multa, suspensão ou até exclusão do sistema do Pix, dependendo da gravidade do caso.

Em todos os 16 incidentes com chaves Pix registrados até agora, foram expostas informações cadastrais, sem a exposição de senhas e de saldos bancários. Por determinação da Lei Geral de Proteção de Dados, a autoridade monetária mantém uma página em que os cidadãos podem acompanhar incidentes relacionados com a chave Pix ou demais dados pessoais em poder do BC.

Em nota, a Caixa informou que o incidente não afetou dados sigilosos ou quaisquer outras informações de natureza bancária, fiscal ou patrimonial. Segundo o banco, a situação foi corrigida rapidamente, e os clientes foram comunicados. “O banco reafirma seu compromisso com a segurança e a privacidade dos dados de seus clientes e destaca que aperfeiçoa, continuamente, os critérios de segurança em seus canais, produtos e serviços”, respondeu a Caixa.

Petrobras tem lucro líquido de R$ 32,5 bilhões, alta de 22,3%, e aprova dividendos de R$ 17,12 bilhões

A Petrobras fechou o terceiro trimestre do ano com lucro líquido de R$ 32,5 bilhões, alta de 22,3% ante o mesmo período de 2023. A estatal divulgou o resultado financeiro do período na noite desta quinta-feira, 7.

Esse lucro reverte o prejuízo de R$ 2,6 bilhões registrado no segundo trimestre, ligado à concentração contábil do pagamento de R$ 11,9 bilhões relativos ao acordo com o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) para quitação de dívidas fiscais.

O Ebitda (os lucros da empresa antes de subtrair os juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que mede a capacidade de geração de caixa da companhia, ficou em R$ 63,66 bilhões no terceiro trimestre, queda de 3,8% em comparação ao mesmo período do ano passado e avanço de 28% em relação ao segundo trimestre de 2024. E o fluxo de caixa livre atingiu R$ 38,04 bilhões no período, sendo 7,1% menor do que há um ano, mas 19,3% maior que nos três meses imediatamente anteriores.

A receita de vendas no período, R$ 129,58 bilhões, subiu 3,8% frente ao terceiro trimestre de 2023, e 6% em relação ao segundo trimestre deste ano.

A Petrobras informou, ainda, que o preço médio do barril do petróleo do tipo Brent no terceiro trimestre ficou em US$ 80,18, queda de 7,6% na comparação com um ano atrás.

Os dividendos

O conselho de administração da Petrobras aprovou nesta quinta-feira, 7, o pagamento de dividendos intercalares de R$ 17,12 bilhões relativos ao resultado do terceiro trimestre de 2024. O provento equivale a uma remuneração de R$ 1,32820661 por ação ordinária e preferencial. Mais uma vez, não haverá pagamento de dividendos extraordinários para o período.

Fonte: Terra

Mega-Sena acumula e vai pagar prêmio de R$ 200 milhões

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Imagem ilustrativa (Foto: reprodução)

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do sorteio do concurso 2.794 da Mega-Sena, realizado na noite desta quinta-feira (7), em São Paulo. O prêmio acumulou e será de R$ 200 milhões.

Caso tenha vencedor, o prêmio pago será um dos 10 maiores da história. A lista considera os concursos regulares da Mega — ou seja, não inclui a Mega da Virada. Veja os números sorteados: 03 – 09 – 14 – 20 – 28 – 52.

Veja como apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos.

É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.

Caixa vai reduzir cota de financiamento para imóveis de até R$ 1,5 milhão e exigir entrada maior de comprador

 

A Caixa Econômica Federal fará alterações nos financiamentos para imóveis de até R$ 1,5 milhão a partir de novembro e passará a exigir um valor de entrada maior dos consumidores.

Segundo o banco, os empréstimos feitos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para compra ou construção individual serão feitos apenas para imóveis com valor de avaliação ou compra e venda limitado a R$ 1,5 milhão. O cliente também não poderá ter outro financiamento habitacional ativo com o banco.

Além disso, outra mudança acontecerá nas cotas de financiamento admitidas pelo banco. A partir de novembro, o banco só financiará até 70% do valor do imóvel pelo Sistema de Amortização Constante (SAC) — no modelo atual, válido até o final deste mês, a cota admitida é de até 80% do valor do imóvel.

Já pelo sistema Price, o banco passará a financiar até 50% do valor do imóvel. Nesse caso, a cota era de 70%.

Pelo sistema SAC, o valor total das prestações pagas vai diminuindo ao longo do tempo, por conta da parcela decrescente de juros. Já no sistema Price, o valor total é constante durante o prazo contratado.
Na prática, isso significa que os compradores precisarão dar um valor maior de entrada no imóvel. Veja o exemplo abaixo.

Pelo modelo atual, se um imóvel vale R$ 800 mil, a Caixa financia até R$ 640 mil (80%). Nesse caso, o mutuário paga 20% do valor do imóvel como entrada, ou seja, R$ 160 mil.

Já pelo novo modelo, válido a partir de novembro, o mesmo imóvel de R$ 800 mil terá R$ 560 mil (70%) financiados pela Caixa. Os outros 30%, por sua vez, ficam a cargo do tomador (R$ 240 mil).

Segundo a Caixa, a alteração nas cotas de financiamento e a limitação no valor do imóvel a R$ 1,5 milhão não se aplicam às unidades habitacionais vinculadas a empreendimentos financiados pelo banco. Nesse caso, mantêm-se as condições vigentes atualmente.

As propriedades já adquiridas também não terão as regras de financiamento alteradas. A Caixa não informou se as novas medidas terão prazo de validade.

Falta de recursos

O movimento de redução das cotas de financiamento e limitação no valor do imóvel vêm diante do atual cenário do mercado imobiliário, que registra uma crescente demanda por imóveis e um maior volume de saques da caderneta de poupança — origem dos recursos utilizados pela Caixa para os empréstimos via SBPE.

Segundo dados recentes do Banco Central do Brasil (BC), por exemplo, a caderneta de poupança registrou o maior volume de saques líquidos do ano em setembro, totalizando R$ 7,1 bilhões. Esse também foi o terceiro mês seguido de retiradas.

Em nota, a Caixa informou que a carteira de crédito habitacional do banco deve superar o orçamento aprovado para o ano de 2024. Atualmente, a instituição é responsável por quase 70% do mercado.

O banco concedeu neste ano até setembro R$ 175 bilhões de crédito imobiliário, o que representa um aumento de 28,6% em relação ao mesmo período de 2023. Foram 627 mil financiamentos de imóveis.

Em relação às contratações com recursos da poupança (SBPE), a Caixa apresenta uma participação de mercado de 48,3%, correspondendo a R$ 63,5 bilhões das operações realizadas pelo banco até setembro.

“A Caixa estuda constantemente medidas que visam ampliar o atendimento da demanda excedente de financiamentos habitacionais, inclusive participando de discussões junto ao mercado e ao Governo, com o objetivo de buscar novas soluções que permitam expansão do crédito imobiliário no país, não somente pela Caixa, mas também pelos demais agentes do mercado”, afirmou o banco em nota oficial.

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Lutador brasileiro ex-UFC e TUF Brasil é encontrado morto em Los Angeles

Conhecido pelo apelido de “Guilherme Bomba”, o lutador brasileiro Guilherme Gomes Vasconcelos foi encontrado morto nesta terça-feira (15), em Los Angeles, nos Estados Unidos. Ele teve passagens pelo UFC e TUF Brasil. A causa da morte não foi revelada até o momento.

As informações foram confirmadas pelo canal Combate, da Rede Globo, através de amigos do atleta. O lutador tinha 38 anos de idade. Guilherme Bomba teve um breve relacionamento com a cantora pop norte-americana Demi Lovato.

Confira quais foram os carros mais vendidos os queridinhos dos brasileiros em agosto 2024

O mês de agosto registrou queda para o segmento de automóveis (carros de passeio) no mercado nacional. Na comparação com julho, houve um decréscimo de quase 4% nos emplacamentos. Quem lidera o setor no período é o Volkswagen Polo: o carro preferido dos brasileiros em agosto.

No mês em questão, o hatch registrou 14.274 novas unidades ao redor do Brasil. A informação é do portal da rede de tv CNN.

O Polo possui três opções de motorização, que variam desde o 1.0 MPI de 84 cv, 1.0 TSI de 116 cv até o 250 TSI com 150 cv (que equipa a configuração topo GTS).

O vice-líder de agosto foi o Chevrolet Onix, que emplacou pouco mais de 9.000 unidades no período. O resultado foi melhor do que o de julho, quando o hatch teve 7.423 registros.

O automóvel tem motor 1.0 de 82 cv para as versões mais básicas. Já a configuração topo de linha tem motor 1.0 turbinado, que rende 116 cavalos de potência.

A fabricante da gravata tem bons números de vendas e já anunciou um novo carro que será lançado em 2026.

Na terceira posição do pódio, o Fiat Argo também ocupa uma posição de destaque na preferência dos brasileiros. Em agosto, o hatch da montadora italiana emplacou 7.768 unidades.

O Argo de entrada tem 75 cv de potência, com o propulsor 1.0. Já a configuração mais completa do modelo tem câmbio automático e motor 1.3 de 107 cv.

Entre os 20 carros de passeio mais emplacados no último mês, mais da metade deles (11 ao total) têm a carroceria SUV. Entre os sedãs, há apenas três modelos.

Confira o índice de emplacamentos abaixo, feito com base na publicação mensal da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que divide os veículos entre Automóveis (carros de passeio) e Comercial Leve (picapes e vans).

  • Volkswagen Polo – 14.274
  • Chevrolet Onix – 9.018
  • Fiat Argo – 7.768
  • Volkswagen T-Cross – 7.118
  • Hyundai HB20 – 7.103
  • Chevrolet Tracker – 6.416
  • Hyundai Creta – 5.962
  • Jeep Renegade – 5.517
  • Nissan Kicks – 5.355
  • Chevrolet Onix Plus – 4.843
  • Fiat Mobi – 4.771
  • Renault Kwid – 4.622
  • Honda HR-V – 4.542
  • Volkswagen Nivus – 4.458
  • Fiat Fastback – 4.408
  • Toyota Corolla Cross – 4.318
  • Chery Tiggo 7 – 4.016
  • Jeep Compass – 4.005
  • Fiat Cronos – 3.759
  • Hyundai HB20S – 3.592

Mega-Sena acumula e prêmio sobe para R$ 82 milhões; veja números sorteados

Ninguém acertou as seis dezenas sorteadas ontem no concurso 2774 da Mega-Sena.

Os números sorteados foram 06-16-22-24-38-50.

O próximo concurso será realizado na terça, com prêmio estimado de R$ 82 milhões.

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Dinheiro esquecido em bancos irá para o governo; valor é de R$ 8,5 bilhões

Os recursos esquecidos por pessoas físicas e jurídicas em contas bancárias agora irão para o governo se não reclamados em até 30 dias, segundo o projeto de lei de reoneração gradual da folha de pagamentos de 17 setores da economia, aprovado na Câmara dos Deputados na quarta-feira (11) — ainda falta ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A estimativa é de que existam cerca de R$ 8,5 bilhões esquecidos.

A Câmara aprovou na quarta (11) à noite o projeto de lei da transição para o fim da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e municípios de pequeno e médio portes. Pelo texto, a reoneração da folha para esses setores será gradual e terá duração de três anos (de 2025 a 2027).

O dinheiro esquecido pelos brasileiros em contas bancárias vai ajudar a reforçar o caixa do governo. Para manter a desoneração até 2027, o Congresso precisou encontrar maneiras de pagar a conta.

Os cidadãos terão 30 dias após a publicação da lei para retirar o dinheiro esquecido. Passado esse prazo, os valores poderão ser incorporados pelo Tesouro Nacional.

O titular da conta terá 30 dias para contestar o recolhimento do valor pelo governo. Após a apropriação pelo governo, o Ministério da Fazenda terá que publicar no Diário Oficial um edital relacionando os valores recolhidos, o banco, a agência e o número da conta onde eles estão depositados. O prazo para contestar a apropriação é de 30 dias a partir da publicação no Diário Oficial.

Caso a contestação seja indeferida, ainda cabe recurso. O recurso deve ser apresentado ao CMN (Conselho Monetário Nacional) no prazo de dez dias.

O cidadão terá seis meses para entrar na Justiça e contestar a apropriação do valor. O prazo para entrar na Justiça conta a partir da publicação no Diário Oficial. Se houver decisão indeferindo a restituição, o prazo conta a partir da comunicação da decisão ao interessado.

Em outro trecho, o texto diz que o titular da conta poderá reclamar os recursos junto ao banco até o dia 31 de dezembro de 2027.

O texto também determina o repasse ao governo de valores abandonados em contas judiciais. Outras medidas previstas são a transferência de depósitos judiciais retidos indevidamente pela Caixa Econômica Federal, a atualização do valor de bens imóveis junto à Receita Federal e medidas de combate à fraude e a abusos no gasto público.

O texto aprovado abriu uma exceção para permitir que o valor dos depósitos esquecidos possa ser usado no cumprimento da meta fiscal de déficit zero neste ano. O Banco Central havia defendido a rejeição do trecho sobre os valores esquecidos em contas bancárias. Em nota técnica, o BC argumentou que esses valores não podem ser registrados como receita primária, pois isso está em desacordo com a metodologia da instituição.

A apropriação dos recursos esquecidos foi defendida pelos deputados governistas e atacada pela oposição. O trecho foi incluído no projeto pelo senador Jaques Wagner (PT-BA).

“Se a pessoa não reclama o valor esquecido em até dois anos, ele entra para o patrimônio público. Isso é confisco, que é proibido pela Constituição Federal, isso é gravíssimo. Se o beneficiário tiver dificuldade em acessar o sistema, uma pessoa, idosa, doente, fora do país, cujo advogado abandonou a causa, essa pessoa vai sofrer um dano irreparável”, disse Bia Kicis.

“Se durante muitos anos a pessoa não movimentou, o dinheiro fica no banco, e o banco está ganhando. Nesse caso, qual foi a discussão feita aqui: teria então uma desoneração a menos, ou um outro tributo. Mas, se esse dinheiro que está parado no banco vem ao Tesouro, não precisa onerar outros setores”, afirmou o deputado Bohn Gas (PT).

Como saber se você tem dinheiro esquecido

O Banco Central tem um sistema de consulta de valores esquecidos. O Sistema de Valores a Receber permite que pessoas físicas e jurídicas vejam se têm recursos esquecidos em bancos, consórcios ou outras instituições do sistema financeiro. Também é possível consultar recursos de pessoas falecidas.

Fonte: UOL

Banco Central devolve mais de R$ 1 bilhão em golpes e falhas no Pix

O Banco Central (BC) devolveu mais de R$ 1,1 bilhão a vítimas de fraudes e golpes ou falhas no Pix, através do Mecanismo Especial de Devolução (MED) desde 2021, quando o sistema foi criado. Desse valor R$ 952,3 milhões vieram de casos de fraude. Já R$ 167,6 milhões vieram de falhas operacionais. Apenas em agosto deste ano, mais de R$ 80 milhões foram devolvidos.

O Pix foi criado para proteger os consumidores e estão disponíveis em aplicativos de banco. Através dele, os clientes podem acionar as suas instituições financeiras para sinalizar que passaram por uma fraude ou falha.

De acordo com BC, entre janeiro e julho de 2024, já foram feitos aproximadamente de 2,5 milhões pedidos de restituição causados por fraude, mas 68% não foram aceitos. Nesse mesmo período, o valor recuperado foi de R$ 284 milhões no período, cerca de 8% do total solicitado.

O BC informou ainda que, atualmente, são registradas sete fraudes a cada 100 mil transações realizadas via Pix. O número é avaliado como “razoável” em comparação com outros países e até mesmo com operações de cartão de crédito.

Estudo alerta para impacto na vida de 70 milhões de brasileiros com exclusão da carne na cesta básica

Carne em unidade de produção da JBS no Brasil
Carne em unidade de produção da JBS no Brasil (Foto: Reuters)

 Um estudo da GO Associados, conduzido pelo economista Gesner Oliveira, revela que cerca de 70 milhões de brasileiros podem enfrentar um aumento significativo no preço da carne, caso as proteínas animais sejam excluídas da cesta básica na regulamentação da reforma tributária. O levantamento aponta que a retirada da isenção tributária pode elevar o preço da carne entre 6% e 9,2%, impactando de forma desproporcional as famílias de baixa renda. Atualmente, o governo federal já não cobra imposto sobre a carne.

“Essas pessoas ficam absolutamente desprotegidas de um dos maiores impactos do que podemos chamar de ‘inflação dos pobres’”, destacou Oliveira em painel. 

Além disso, o estudo questiona as estimativas do Ministério da Fazenda sobre o impacto da isenção das carnes na alíquota média do IVA dual. Enquanto o governo prevê um aumento de 0,56 ponto percentual, o estudo da GO Associados sugere que o impacto real seria de apenas 0,28 ponto percentual. “Acho que [o cashback] contradiz o objetivo de levar maior equidade com a reforma tributária”, afirmou Oliveira, referindo-se à proposta que permitiria a devolução de parte dos impostos pagos, mas que deixaria milhões de brasileiros fora do benefício. 

O estudo ainda enfatiza que a atual proposta de cashback, voltada apenas para uma parcela específica da população, não protegeria adequadamente a maioria dos consumidores. “Cerca de 70 milhões de pessoas, com renda entre meio salário mínimo e R$ 1.550, não seriam elegíveis para receber o benefício”, observou Oliveira, ressaltando que essa medida poderia aprofundar as desigualdades sociais, ao invés de reduzi-las, como pretendido pela reforma tributária.

Jovem empreendedor cria galinhas de mais de um metro de altura

Guilherme Bueno, de 20 anos, mora em Cruzeiro (SP) e é um jovem empreendedor incomum. Ele cria “galinhas gigantes” que podem atingir mais de 1,2 metro, com preços variando de R$ 2 mil a R$ 10 mil. Mas, quando começou sua jornada empreendedora, tinha apenas R$ 100 em mãos. Sete anos depois, ele acumula grandes conquistas, com uma criação que já ultrapassa 50 galinhas.

 

A espécie da galinha é conhecida como ‘índio gigante’. Elas possuem pernas longas, pescoço sem penas e se alimentam de capim e milho. As galinhas e galos ultrapassam um metro de altura e podem pesar até 5 quilos.

Essa espécie foi geneticamente desenvolvida para fins ornamentais, não havendo a intenção de abate, o que significa que não é usualmente destinada ao consumo. Em entrevista ao G1, Guilherme explicou que os compradores têm dois principais objetivos ao adquirir esses animais: criar aves de elite, destinadas a leilões, ou melhorar geneticamente as galinhas comuns, visando aumentar peso e estatura.

Atualmente, a criação de Guilherme conta com um total de 50 aves, incluindo um galo reprodutor e 10 galinhas matrizes reservadas para reprodução. As demais são filhotes em crescimento.

NAS REDES SOCIAIS

Ao compartilhar o cotidiano das galinhas gigantes, Guilherme faz sucesso como influenciador na área, mostrando os principais desafios da criação dessas aves. No YouTube, ele já acumula mais de 3 milhões de visualizações em seus vídeos diários.

 

Pernambuco: Deputados estaduais repercutem demissão de 2,5 mil funcionários após fechamento de fábrica

Foto: reprodução

O anúncio do fechamento da fábrica da Arlanxeo no Cabo de Santo Agostinho (Região Metropolitana do Recife), com a consequente perda de centenas de empregos, motivou pronunciamentos na reunião plenária da Alepe na quarta-feira da semana passada. O tema foi tratado pelos deputados João Paulo (PT) e Mário Ricardo (Republicanos), que ainda abordaram a atuação do governo federal e as eleições municipais deste ano.

João Paulo demonstrou preocupação com o encerramento das atividades da unidade da subsidiária da Saudi Aramco e a mudança da fábrica de resina e borracha sintética para o estado do Rio Grande do Sul. Para ele, a medida pode trazer prejuízos à economia de Pernambuco, assim como aos funcionários da empresa. “Essa indústria foi construída a partir de recursos do povo pernambucano. Hoje, nós vemos essa empresa fechar e deixar trabalhadores desempregados”, lamentou.

No discurso, o parlamentar do PT solicitou ao presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, deputado Mário Ricardo, que o assunto seja discutido pelo colegiado. A intenção, segundo ele, é identificar as causas do fechamento da fábrica e as consequências para os trabalhadores e a comunidade local.

Mário Ricardo, por sua vez, complementou a fala do petista, também em pronunciamento durante o pequeno expediente. Segundo o republicano, a fábrica simbolizava a atividade econômica pernambucana e tem importante significado no Litoral Sul. O presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico concordou que o encerramento das atividades merece um debate mais detalhado.

O parlamentar firmou o apoio da comissão à busca por explicações relacionadas aos motivos do fechamento, além de possíveis soluções para a manutenção da fábrica. Ainda destacou a relevância que atribui a discussões como esta, relacionadas à produção econômica do estado. “Essas são pautas importantes para manter a geração de emprego e renda, e temos um cuidado especial com o trabalhador pernambucano”, disse Mário Ricardo. (Alepe)

Imposto sobre compras internacionais de até US$ 50 terá vigência a partir de 1º de agosto

 

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, informou nesta quinta-feira (27) que o imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 passa a valer a partir de 1º de agosto. De acordo com o ministro, nesta sexta-feira (28) o governo federal vai publicar no Diário Oficial da União uma medida provisória com regras mais detalhadas sobre a cobrança da taxa. Além da data em que o imposto começará a ser cobrado, o texto vai prever alguns itens que ficarão isentos da cobrança, entre eles medicamentos.

“Do jeito que estava o texto, poderia suscitar uma dúvida se existiria a taxação para medicamentos que são importados por pessoas físicas. Vai sair uma medida provisória, publicada nesta sexta (28), que deixa claro que importação de medicamentos por pessoas físicas está isento de qualquer taxação adicional. Mantém as mesmas regras de isenção hoje”, disse o ministro em entrevista à imprensa.

“A medida provisória deixa claro que a vigência é a partir de 1º de agosto. Isso permite a organização da Receita e a própria adaptação das plataformas para que tenha essa cobrança”, acrescentou Padilha.

O projeto de lei que prevê a criação do imposto de 20% foi sancionado por Lula nesta manhã. O presidente criticou a cobrança da taxa, mas decidiu sancionar em função de um acordo firmado entre o Congresso Nacional e o governo.

Banco Central interrompe ciclo de cortes dos juros e mantém Selic em 10,5% ao ano

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Imagem ilustrativa (Foto: Reprodução)

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu interromper nesta quarta-feira (19) o ciclo de cortes da taxa básica de juros iniciado em agosto do ano passado e manteve a Selic em 10,5% ao ano. A decisão unânime veio alinhada às expectativas do mercado, que esperava a manutenção da taxa, devido aos juros nos Estados Unidos, à inflação e ao aumento da percepção de risco fiscal no Brasil.

Na última reunião, no início de maio, o Copom reduziu a taxa pela sétima vez consecutiva, para 10,5% ao ano. Entretanto, a velocidade dos cortes diminuiu.

De agosto de 2023 a março de 2024, o comitê reduziu, a cada reunião, os juros básicos em 0,5 ponto percentual. Já na reunião de maio, a redução foi de 0,25 ponto percentual.

Copom reduz juros básicos da economia para 10,5% ao ano
Copom reduz juros básicos da economia para 10,5% ao ano

Decisão do Banco Central

A decisão do Copom ocorre um dia após as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chefe do Banco Central, Roberto Campos Neto. Em entrevista a uma rádio, o petista afirmou que o presidente do BC não demonstra “autonomia”, tem “lado político” e trabalha para “prejudicar” o país.

“Nós só temos uma coisa desajustada no Brasil nesse instante: o comportamento do Banco Central. Essa é uma coisa desajustada. Um presidente que não demonstra nenhuma capacidade de autonomia, que tem lado político e, na minha opinião, trabalha muito mais para prejudicar o país do que para ajudar o país. Não tem explicação a taxa de juros do jeito que está”, afirmou.