‘Trump sabe que sou melhor que Bolsonaro’, diz Lula ao Washington Post

Presidente afirmou ao Washington Post que divergências políticas com Donald Trump não impedem diálogo institucional e defesa da democracia brasileira

Presidente Lula durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que sua relação pessoal com Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, pode contribuir para ampliar investimentos norte-americanos no Brasil, evitar novas tarifas comerciais e fortalecer o respeito à democracia brasileira. A declaração foi dada em entrevista ao jornal The Washington Post, repercutida pela agência Reuters neste domingo (7).

Na conversa com o veículo norte-americano, Lula destacou que mantém diferenças políticas em relação ao presidente dos Estados Unidos, mas afirmou que isso não interfere na relação diplomática entre os dois países. O petista ressaltou que busca uma convivência institucional baseada no respeito mútuo e no reconhecimento da soberania brasileira. “Trump sabe que me oponho à guerra com o Irã, discordo de sua intervenção na Venezuela e condeno o genocídio que está acontecendo na Palestina”, declarou Lula.

O chefe do Executivo brasileiro ainda comentou sobre o último encontro entre eles na Casa Branca, além de temas da política internacional. “Eu jamais pediria a Trump para não gostar de Bolsonaro. Esse é um problema dele. Não preciso fazer nenhum esforço para que ele saiba que sou melhor que Bolsonaro. Ele já sabe disso.”

O presidente brasileiro também afirmou que suas divergências ideológicas com Trump não impedem o diálogo entre os dois chefes de Estado. Segundo ele, a relação bilateral deve ser conduzida com base na legitimidade democrática e na defesa dos interesses nacionais.

Lula defende relação institucional com os EUA

Durante a entrevista, Lula reforçou que pretende manter um canal de interlocução com Washington, mesmo diante de posições divergentes em temas internacionais sensíveis. O presidente brasileiro afirmou que sua prioridade é assegurar que o Brasil seja tratado com respeito no cenário internacional.

“Mas minhas divergências políticas com Trump não interferem na minha relação com ele como chefe de Estado. O que eu quero é que ele trate o Brasil com respeito, entendendo que eu sou o presidente democraticamente eleito aqui.”

As declarações ocorrem em meio a um momento de aproximação diplomática entre Brasília e Washington. Em maio, Lula esteve na Casa Branca para uma reunião com Trump, em encontro que abordou temas como comércio bilateral, tarifas, investimentos estratégicos e cooperação no combate ao crime organizado.

Segundo informações divulgadas anteriormente pela Reuters, o encontro entre os dois presidentes durou cerca de três horas e foi considerado positivo por integrantes do governo brasileiro. Após a reunião, Lula afirmou que as conversas ajudaram a estabilizar a relação entre os dois países.

Relação bilateral e cenário internacional

A agenda entre Brasil e Estados Unidos ganhou relevância após o governo Trump impor tarifas elevadas sobre produtos brasileiros em meio a disputas comerciais e tensões políticas envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. O governo brasileiro, por sua vez, tenta evitar novos entraves econômicos e ampliar o diálogo institucional com Washington.

Na entrevista, Lula indicou que sua estratégia diplomática passa pela manutenção de uma relação pragmática com os Estados Unidos, sem abrir mão das posições históricas do Brasil em temas internacionais. O presidente citou divergências sobre Oriente Médio e América Latina para demonstrar que o diálogo entre os dois países pode coexistir com diferenças políticas.

Determinação de Campeã: A História de Rebeca Andrade

A trajetória de Rebeca Andrade é uma inspiração para muitos. Sua história ressalta a importância da resiliência e do apoio familiar na superação de obstáculos. A determinação de Rebeca, apesar das dificuldades financeiras e dos desafios logísticos, mostra que o talento e a paixão podem abrir caminhos para o sucesso.

“Minha mãe não tinha dinheiro, e eu faltava mais aos treinos do que comparecia. Ela se cansava de ir a pé e voltar do trabalho quando me dava o dinheiro da passagem. Meu irmão, então, comprou uma bicicleta e me levava, mas às vezes ela quebrava. Ela pedia dinheiro emprestado para que não nos faltasse comida. E como não sobrava, não podíamos comprar outras coisas. As roupas eu ganhava de pessoas que me conheciam e doavam.” Rebeca Andrade, mulher negra, de origem pobre, é o orgulho maior do Brasil.

O relato de sua jornada até se tornar uma das maiores atletas do Brasil é um lembrete poderoso de que, com dedicação e apoio, é possível alcançar grandes feitos, independentemente das circunstâncias de origem. Rebeca Andrade não é apenas uma campeã olímpica; ela é um símbolo de esperança e força para muitos jovens que sonham em mudar suas histórias através do esporte.

Quem são os maiores medalhistas da Olimpíada de Paris 2024

Rebeca Andrade exibe com orgulho a medalha de prata do individual geral de Paris 2024. (Foto: Luiza Moraes/COB)

Olimpíada de Paris chega em sua reta final com diversas finais pela frente, mas alguns astros do esporte já cravaram seus nomes na história dos Jogos Olímpicos.

Fenômeno da natação e brilhando em casa, o francês Léon Marchand é o grande nome desta edição após subir no lugar mais alto do pódio 4 vezes. Ele foi ouro nos 200m borboleta, 200m individual medley, 200m peito e 400m individual medley, além d eum bronze no revezamento 4×100m medley.

Se levarmos em consideração o número total de medalhas, a nadadora chinesa Zhang Yufei domina a lista com seis conquistas, apesar de não ter nenhum ouro na conta.

Rebeca Andrade aparece no top 10 do número de medalhas da Olimpíada de Paris, com 4 no total. A ginasta entrou para a história do esporte brasileiro na última segunda-feira (05) após se tornar única esportista do país a ter 6 medalhas no total.

Top 10 número de medalhas

  • Zhang Yufei (China) natação – 1 prata e 5 bronzes: 6 no total
  • Léon Marchand (França) natação – 4 ouros e 1 bronze: 5 no total
  • Torri Huske (EUA) natação – 3 ouros e 2 pratas: 5 no total
  • Mollie O’Callaghan (Austrália) natação – 3 ouros 1 prata e 1 bronze: 5 no total
  • Kaylee McKeown (Austrália) natação – 2 ouros, 1 prata e 2 bronzes: 5 no total
  • Simone Biles (EUA) ginástica artística – 3 ouros e 1 prata: 4 no total
  • Ariarne Titmus (Austrália) natação – 2 ouros e 2 pratas: 4 no total
  • Shinnosuke Oka (Japão) ginástica artística – 3 ouros e 1 bronze: 4 no total
  • Summer McIntosh (Canadá) natação – 3 ouros e 1 prata: 4 no total
  • Rebeca Andrade (Brasil) ginástica artística – 1 ouro, 2 pratas e 1 bronze: 4 no total

Top 5 medalhistas de ouro

  • Léon Marchand (França) – natação: 4 ouros
  • Torri Huske (EUA) – natação: 3 ouros
  • Mollie O’Callaghan (Austrália) – natação: 3 ouros
  • Simone Biles (EUA) – ginástica artística: 3 ouros
  • Shinnosuke Oka (Japão) – ginástica artística: 3 ouros

Por CNN Brasil

 

Chacina em PE: Após nova denúncia, 12 PMs viram réus por crime de tortura; Crimes foram transmitidos pela internet

 Ágata Ayanne da Silva, 30, Amerson Juliano da Silva e Apuynã Lucas da Silva, ambos de 25,foram mortos por policiais militares

 

 

Doze policiais militares que respondem processo na Justiça pelo crime de triplo homicídio duplamente qualificado dos irmãos do vigilante Alex da Silva Barbosa, suspeito de matar dois PMs durante uma troca de tiros em Camaragibe, no Grande Recife, agora viraram réus em um novo processo criminal. O grupo responderá pelo crime de tortura na Vara da Justiça Militar.

O caso ficou conhecido nacionalmente como a Chacina de Camaragibe. Na nova denúncia, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE ) apontou que os militares “causaram sofrimento físico e mental” a uma cunhada de Alex e ao motorista de aplicativo que a levava para casa, no bairro de Tabatinga, para que eles repassassem informações sobre o paradeiro do vigilante.

Os nomes das vítimas, ambas sobreviventes, serão preservados.

A tortura aconteceu na madrugada de 15 de setembro de 2023, horas após as mortes do soldado Eduardo Roque Barbosa de Santana, de 33 anos, e do cabo Rodolfo José da Silva, 38, que foram para Tabatinga verificar a denúncia de que Alex estaria em cima de uma laje realizando disparos de arma de fogo.

Quando os policiais chegaram ao local, houve troca de tiros com o vigilante, que teria feito Ana Letícia Carias da Silva, de 19 anos, de escudo humano. Os dois PMs morreram, e Alex conseguiu fugir. Além de Ana (que morreu semanas depois no IMIP), o primo dela, de 14 anos, foi baleado, mas sobreviveu.

A partir daí, começou a “operação vingança”, como o MPPE classificou.

MPPE DETALHA TORTURA

A coluna Segurança teve acesso à íntegra da denúncia do MPPE. O documento destacou que a cunhada de Alex estava chegando em casa, com as duas filhas de 10 e 11 anos, quando cinco militares, usando um carro sem placas, fizeram a abordagem ao veículo de aplicativo.

“Por acreditarem que esta era a parente de Alex que possivelmente daria ‘o cavalo’ (fuga) a ele, fizeram-na descer do veículo, onde ficaram sozinhas as duas crianças no seu interior”, revelou a denúncia do MPPE.

A investigação apontou que estavam no carro sem placas o soldado Paulo Henrique Ferreira Dias, a soldado Leilane Barbosa Albuquerque, o soldado Emanuel de Souza Rocha Júnior, o cabo Dorival Alves Cabral Filho e o cabo Fábio Júnior de Oliveira Borba. Atualmente, os cinco estão presos preventivamente.

O 1º tenente João Thiago Aureliano Pedrosa Soares também teria se juntado ao grupo no momento da tortura.

“Todos fortemente armados, passaram a torturar psicologicamente a referida mulher, causando-lhe forte sofrimento psíquico, através de coações e ameaças, a fim de obter informações relativas a Amerson (Juliano da Silva, irmão de Alex), seu esposo, no intuito de fazer com que este se dirigisse até o local, levando consigo o seu irmão Alex, quando então seria efetivado o plano de uma emboscada para matá-los”, pontuou a denúncia.

O motorista de aplicativo, sem qualquer relação com o caso, também teria sido torturado física e psicologicamente pelo soldado Diego Galdino Gomes e pelo 3º sargento Cesar Augusto da Silva Roseno.

Já a cabo Janecleia Izabel Barbosa da Silva e o 2º sargento Eduardo de Araújo Silva permaneceram um pouco mais abaixo da residência da cunhada de Alex, “próximo às viaturas Voyage, prestando apoio cobertura à ação dos demais (policiais)”, disse o MPPE.

A denúncia detalhou que os tenentes-coronéis Fábio Roberto Rufino da Silva, na época comandante do 20° Batalhão da PM, e Marcos Túlio Gonçalves Martins Pacheco (que ocupava o segundo posto de comando da inteligência da PM), participaram de uma reunião nas proximidades da Faculdade de Odontologia de Pernambuco (FOP) para discutir como seria a caçada ao Alex.

Os oficiais teriam acompanhado, em tempo real, por meio de mensagens de aplicativo, o desenrolar das perseguições, torturas e mortes de familiares do vigilante.

“Os denunciados Marcos Túlio e Fábio Rufino, participaram intensamente das trocas de mensagens entre os policiais, em que eram passadas informações a respeito dos familiares de Alex, bem como dele próprio”, descreveu o MPPE.

Como a tortura não faz parte do rol de crimes contra a vida, ou seja, não é julgado pelo tribunal do júri, os militares vão responder por esta acusação na Vara de Justiça Militar.

Em entrevista exclusiva ao JC, em março deste ano, Fábio Rufino negou todas as acusações atribuídas a ele. “Eu não passei nenhuma mensagem, nem informação a respeito do que tinha acontecido. Eu entrei em contato só com diretor integrado metropolitano”, declarou.

MORTES DE IRMÃOS DE ALEX FORAM TRANSMITIDAS PELA INTERNET

Após as torturas, os policiais seguiram com a caçada a Alex. Na mesma madrugada, foram executados a tiros três irmãos dele, identificados como Ágata Ayanne da Silva, 30, Amerson Juliano da Silva e Apuynã Lucas da Silva, ambos de 25.

Ágata chegou a transmitir ao vivo, por meio do Instagram, o crime. Ela e Amerson morreram na hora. Apuynã faleceu após ser socorrido e encaminhado para o Hospital da Restauração, no Recife.

Pela manhã, por volta das 9h, os corpos da mãe de Alex, Maria José Pereira da Silva, e da esposa dele, Maria Nathalia Campelo do Nascimento, foram achados num canavial na cidade de Paudalho, Mata Norte do Estado. Duas horas depois, Alex foi morto em Tabatinga.

A investigação referente às mortes dos irmãos de Alex foi concluída em março. Os 12 policiais militares citados pelo MPPE como participantes da tortura, viraram pelos pelo triplo homicídio duplamente qualificado. O processo está na 1ª Vara Criminal de Camaragibe, ainda sem previsão de audiência de instrução e julgamento.

Além dos cinco PMs que estão presos, os outros sete estão afastados das funções públicas por ordem judicial.

OUTRAS INVESTIGAÇÕES DA CHACINA DE CAMARAGIBE

A investigação referente às mortes da mãe e da esposa de Alex ainda não foi concluída.

O inquérito que apura o assassinato dos PMs, que resultou na chacina dos parentes do vigilante, também está em andamento, sem prazo de conclusão. Recentemente, houve uma reprodução simulada, mas o resultado não foi divulgado.

No mês passado, a Justiça arquivou o inquérito relacionado à morte de Alex. Segundo o inquérito, depois do crime contra os dois PMs, Alex permaneceu foragido até a manhã do dia seguinte, quando foi encontrado por militares novamente no bairro de Tabatinga.

Houve um confronto, com troca de tiros, e o vigilante acabou baleado e morto. Para os investigadores, houve a legítima defesa. (Via: Ronda Jc)

Elas têm, em média 1,5 altura: Entenda por que as ginastas são tão baixinhas e o que os exercícios têm a ver com isso

Cargas pesadas podem interferir no crescimento das ginastas

Você já deve ter reparado que muitas ginastas são bem baixinhas, né? Algumas possuem menos de 1,50m de altura, como é o caso da Flávia Saraiva (24 anos) que tem 1,48m e da americana Simone Biles, com apenas 1,42m. Mas por que será que as atletas desse esporte costumam ser tão pequenas?

A resposta para essa pergunta vai muito além da genética. Na verdade, o tamanho das ginastas tem a ver com a rotina de treinos que essas meninas praticam desde a infância e, claro, com os efeitos que os exercícios intensos geram no corpo.

Entenda por que as ginastas são tão baixinhas

É muito raro ver uma atleta com mais de 1,60m na ginástica artística. Na equipe olímpica brasileira de ginástica feminina, por exemplo, , sendo a mais alta entre as meninas. Mas o que será que explica essa tendência? É possível que esse esporte atrapalhe o crescimento das atletas?

rebeca andrade, jogos olímpicos paris, prata
A ginasta Rebecca Andrade tem 1,55m

O primeiro motivo é a preferência dos treinadores na escolha de meninas mais baixas. Isso porque pessoas pequenas conseguem executar movimentos acrobáticos, saltos e giros no ar com maior facilidade do que as pessoas mais altas.

Além disso, o impacto dos exercícios também ajuda a manter a baixa estatura das ginastas. Muitas delas iniciam esse esporte ainda na infância, durante a fase de crescimento, e o impacto gerado pelos saltos e pousos acaba influenciando no fechamento da cartilagem entre os ossos, o que afeta o crescimento das atletas.

Em um comentário escrito para o MinhaVida, a pediatra Ana Paula M. Eyama Imai abordou o assunto: “Cargas pesadas, além de sobrecarregar as articulações, hipertrofiam os músculos e isso pode interferir no crescimento”, explicou.

Além do tamanho, o peso é outro fator essencial para ser uma ginasta. As meninas não podem ter gordura corporal, precisam ter um bom índice de massa magra e uma musculatura bem definida.

A ginástica artística deve ser praticada com orientação profissional

Apesar dessas questões, a ginástica artística pode ser praticada por crianças e adolescentes, contanto que tenha orientação profissional. Em um artigo escrito para o MinhaVida, o ortopedista Thiago Righetto explica as vantagens de praticar atividades físicas, como a ginástica, durante a infância.

Rebeca Andrade
(foto: reprodução/youtube)

“Os benefícios de atividades físicas na infância e adolescência são enormes, como melhora da capacidade cardiopulmonar, aumento da densidade óssea, melhora do perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos) e melhora da saúde mental. Sabe-se ainda que a prática de atividade física melhora, sim, o rendimento escolar. É um erro parar esse tipo de atividade no ano preparatório para o vestibular, pois o rendimento nos estudos pode ser prejudicado”, comentou o especialista.

MinhaVida

Rebeca Andrade conquista o ouro e faz história na ginástica artística

 

A brasileira garantiu medalha de prata. (Foto: Miriam Jeske/COB)

 

Rebeca Andrade alcançou um feito histórico nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, conquistando a medalha de ouro na final do solo com uma performance impecável que lhe rendeu uma pontuação de 14.166. Sua vitória foi ainda mais notável ao superar a renomada ginasta americana Simone Biles, que obteve uma pontuação muito próxima de 14.133.

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A apresentação de Rebeca foi tão precisa que mesmo sendo a segunda a competir, ela conseguiu manter a liderança enquanto suas concorrentes enfrentavam dificuldades, incluindo erros que as levaram a sair das marcações. Este triunfo não só reforça o talento excepcional de Rebeca Andrade como também a coloca como a maior medalhista olímpica do Brasil, com um total de seis medalhas, ultrapassando os iatistas Robert Scheidt e Torben Grael.

Paris 2024: Brasil elimina França e avança à semifinal contra a Espanha no futebol feminino

Gabi Portilho
Gabi Portilho (Foto: REUTERS/Stephane Mahe/Direitos reservados)

 A seleção feminina se garantiu nas semifinais do torneio de futebol feminino dos Jogos Olímpicos de Paris (França) após derrotar as donas da casa por 1 a 0, neste sábado (3) no estádio La Beaujoire, em Nantes.

Com este resultado o Brasil quebrou um retrospecto incômodo, pois derrotou a França pela primeira vez na história. Até então haviam sido realizados onze jogos entre as equipes, com sete vitórias das europeias e quatro empates.

Agora, para buscar uma vaga na grande decisão, o Brasil terá pela frente outro grande desafio, a Espanha, atual campeã do mundo de futebol feminino e equipe que derrotou a seleção brasileira por 2 a 0 na última quinta-feira (31) em confronto válido pela última rodada da fase de grupos do torneio olímpico. A vaga das espanholas nas semifinais foi garantida com triunfo de 4 a 2 na disputa de pênaltis sobre a Colômbia após igualdade por 2 a 2 nos 90 minutos. A partida das semifinais será disputada na próxima terça-feira (6), a partir das 16h (horário de Brasília), no estádio Velódrome, em Marselha.

DOMÍNIO FRANCÊS – A partida começou com claro domínio francês, que se valeu da melhor qualidade técnica para criar as melhores oportunidades antes do intervalo. A mais clara surgiu logo aos 15 minutos, quando Lorena defendeu pênalti cobrado por Karchaoui, após a árbitra marcar a penalidade máxima aos 11 minutos quando Tarciane derrubou Cascarino dentro da área brasileira. Este foi o segundo pênalti defendido por Lorena nos Jogos de Paris, o primeiro foi na derrota de 2 a 1 para o Japão pela segunda rodada da fase de grupos.

 

Além disso, a França conseguiu finalizar uma bola no travessão aos 39 minutos. Após cobrança de escanteio da lateral Bacha, a zagueira Mbock quase marcou. Já a equipe comandada pelo técnico Arthur Elias pouco conseguiu criar nos 45 minutos iniciais.

GABI DECISIVA – Na etapa final o panorama do confronto pouco mudou, mas o Brasil soube se segurar até encontrar uma oportunidade para superar a forte defesa das donas da casa. E essa oportunidade surgiu aos 36 minutos, quando Gabi Portilho recebeu bola em profundidade, aproveitou indefinição da defesa da França e avançou para apenas bater na saída da goleira Picaud.

Aos 44 minutos a goleira Picaud falhou de forma clara na saída de bola e a Gabi Portilho teve liberdade para entrar na pequena área e acertar a trave, perdendo uma oportunidade clara de ampliar. A partir daí a equipe do técnico Arthur Elias segurou a vantagem até o apito final.

Não há dúvida que boxeadoras envolvidas em polêmica sobre gênero são mulheres, diz presidente do COI

Pugilistas Imane Khelif, da Argélia, e Angela Carini, da Itália, após combate na Olimpíada de Paris
Pugilistas Imane Khelif, da Argélia, e Angela Carini, da Itália, após combate na Olimpíada de Paris (Foto: REUTERS/Isabel Infantes)

PARIS (Reuters) – A boxeadora argelina Imane Khelif e a duas vezes campeã do mundo Lin Yu-ting, de Taiwan, são mulheres e têm todo o direito de competir na Olimpíada de Paris, apesar da polêmica sobre gênero que ofuscou a competição, disse o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, neste sábado.

As duas foram autorizadas a competir em Paris apesar de terem sido desqualificadas do campeonato mundial em 2023 depois de não terem passado pelas regras de eligibilidade da Associação Internacional do Boxe que impede que atletas com os cromossomos masculinos XY participem de eventos femininos.

O COI retirou, no ano passado, da AIB o seu status de organização responsável pelo boxe por conta de problemas de governança e assumiu o controle da competição de boxe em Paris 2024.

“Estamos falando de boxe feminino. Temos duas boxeadoras que nasceram como mulheres, foram criadas como mulheres, que têm passaporte de mulheres e que competiram como mulheres por vários anos — isso é uma definição muito clara do que é ser uma mulher”, disse Bach em coletiva de imprensa. “Não há nenhuma dúvida sobre elas serem mulheres.”

 

De acordo com o COI, a decisão da AIB de desqualificá-las ano passado foi arbitrária e foi o principal motivo do furor que dominou as redes sociais, tendo vozes como J. K. Rowling e Elon Musk se opondo a elas participarem dos Jogos.

Khelif eliminou a italiana Angela Carini na categoria peso-médio na quinta-feira quando a italiana abandonou a luta depois de 46 segundos, com o desempenho dominante da argelina alimentando o debate. A AIB prometeu, na sexta-feira, pagar à atleta derrotada um prêmio de 50 mil dólares.

“CAMPANHA DE DIFAMAÇÃO” – Bach disse que a posição da AIB era parte de uma campanha de difamação. A AIB não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.

 

“O que vemos sendo produzido pela Rússia e, em particular, pela federação internacional que tivemos que tirar a autorização, é que eles estão realizando uma campanha difamatória contra a França, contra os Jogos, contra o COI”, disse Bach. “Eles fizeram diversos comentários que eu não quero repetir”, acrescentou.

O presidente da AIB, Umar Kremlev, um empresário russo, publicou diversas vezes comentários polêmicos nas redes sociais contra Bach e o COI, reclamando da decisão de deixar as atletas a competir nos Jogos. “Quero pedir para todos respeitarem essas mulheres, respeitá-las como mulheres e seres humanos”, disse Bach.

O pai de Khelif disse à Reuters que tem orgulho da sua filha e que torce para ela ganhar uma medalha para a Argélia.

Brasil faz história com bronze no judô misto em Paris; Rafaela Silva brilha

Judocas do Brasil comemoram medalha de bronze em Paris 2024
Judocas do Brasil comemoram medalha de bronze em Paris 2024 (Foto: Miriam Jeske/COB)

(Reuters) – A seleção brasileira de judô conquistou a medalha de bronze na disputa por equipes mistas na Olimpíada Paris 2024 neste sábado, ao vencer a Itália por 4 a 3.

A conquista veio após Rafaela Silva, campeã olímpica nos Jogos Rio 2016, vencer Veronica Toniolo com um waza-ari na luta decisiva.

A decisão do bronze contra a equipe italiana começou com vitória de Rafael Macedo, da categoria até 90kg, por ippon sobre Christian Parlatti. Em seguida, Beatriz Souza, que foi medalha de ouro no individual na categoria acima de 78kg, venceu também por ippon Asya Tavano.

A reação italiana começou com a vitória por waza-ari de Gennaro Pirelli sobre Leonardo Gonçalves, na categoria acima de 90kg. Rafaela Silva, na categoria até 57kg, venceu Toniolo com um ippon e um waza-ari para colocar o Brasil a uma vitória da medalha.

 

Mas a Itália empatou com duas vitórias por ippon de Manuel Lombardo sobre Wilian Lima, medalhista de prata no individual em Paris, e de Savita Russo sobre Ketleyn Quadros.

Na luta decisiva, foi sorteada a categoria até 57kg para definir a medalha no golden score, quando a primeira pontuação define o combate, e coube a Rafaela Silva derrotar novamente Toniolo e assegurar a medalha, a oitava da delegação brasileira em Paris.

“A gente se encontrava na vila (olímpica) e falava, ‘essa medalha é nossa, nem que seja na base do ódio'”, disse Rafaela Silva à TV Globo após a conquista.

 

“Deus colocou essa última luta na minha mão e eu consegui sair com essa vitória. Era uma atleta chata, eu tinha perdido a última vez que a gente lutou, eu sabia que seria uma luta dura, mas eu entrei determinada porque a gente não podia sair daqui com a mala vazia.”

O Brasil tem um ouro, três pratas e quatro bronzes nos Jogos. Foi também a quarta medalha do judô brasileiro em Paris

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Primeira Medalha de Ouro do Brasil é de Bia Souza

A lutadora de judô brasileira Beatriz Souza venceu a israelense Raz Hershko na final do judô feminino na categoria acima dos 78 kg e conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. A judoca venceu a atual segunda do ranking mundial, na Arena Champ-de-Mars, no Golden Score, nesta sexta-feira (2).

 

Natural da cidade de Itariri, em São Paulo, a judoca de 26 anos é a atual quinta colocada do ranking mundial e estreante nos Jogos Olímpicos.  Em torneios mundiais, ela já acumula quatro medalhas: Uma de prata (2022) e dois bronzes (2021 e 2023). 

Para a conquita do ouro inédito, Beatriz brilhou na decisão. Aplicou um waza-ari na israelense logo no começo do combate e administrou bem a conquista no restante da luta, garantindo assim a medalha de ouro para o brasil no judô feminino na categoria acima dos 78 kg. Esta é a primeira medalha de ouro brasileira em Paris 2024.

Vídeo:

Paris 2024: Willian Lima, do judô, garante 1ª medalha para o Brasil

Willian foi agressivo desde o início da luta

O judoca brasileiro Willian Lima brilhou na manhã deste domingo (28/7) na Arena Champs de Mars e vai à final da categoria até 66kg. Aos 24 anos, o atleta venceu o cazaque Gusman Kyrgyzbayev no golden score e assegurou a medalha de prata, a primeira para o Time Brasil, em Paris.

Willian foi agressivo desde o início da luta, enquanto o cazaque veio com abordagem mais conservadora e cautelosa. Com apenas um minuto de combate, Kyrgyzbayev foi punido com um shido. Logo na sequência, o brasileiro seguiu ofensivo e o adversário foi punido novamente.

Apesar da agressividade, Lima não conseguia nenhuma entrada e a luta foi para o golden score. Na reta final do combate, Willian garantiu um bom ataque, mas não derrubou o rival. Na sequência, o paulista colocou Kyrgyzbayev de costas no chão, garantiu o ippon e a vaga na final.

Quem é o William Lima

O atleta de 24 anos é um dos destaques da categoria meio-leve do Brasil. Natural de Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, ele treina judô desde os 6 anos de idade. Seu sonho era ser nadador, mas devido a sua altura (1,65m) foi aconselhado a seguir nos tatames.

Ele conquistou três medalhas de ouro no Pan-americano, em 2021, 2022 e em 2024. Também foi campeão mundial na disputa para atletas com menos de 21 anos. O judoca é 3º sargento da Marinha e também se destacou em competições militares. Ele foi bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023.

Em 2023, nasceu o primeiro filho do atleta, Dom. O pequeno tinha apenas 28 dias quando ele lutou no Chile. Muito emocionado, Willian dedicou a medalha ao filho e à esposa, Maria Júlia. “Eu comecei a ter uma força e motivação maior ainda pelo nosso filho pois eu não sonho mais sozinho, é um sonho olímpico de nós três”, declarou o papai à sua família no Instagram.

Brasil perde de virada para o Japão no futebol feminino e se complica

Brasil perde de virada para o Japão no futebol feminino e se complica

A Seleção Brasileira de futebol feminino perdeu de virada para o Japão por 2 a 1 no segundo jogo da fase de grupos da Olimpíada de Paris.

O Brasil abriu o placar com Jheniffer, mas as japonesas conseguiram reverter nos últimos minutos da partida com gols de Kumagai e Tanikawa.

Com o resultado, a equipe de Arthur Elias fica em terceiro lugar no grupo C, com três pontos, empatada com Japão, que venceu pela primeira vez em Paris, e Espanha, que ainda vai jogar neste domingo (28).

Nos Jogos Olímpicos, são 12 países divididos em três grupos. Os dois melhores de cada um se classificam para o mata-mata, além dos dois melhores terceiros colocados.

O próximo jogo da Seleção será nesta quarta-feira, contra a Espanha, às 12h, pela última rodada da fase de grupos do torneio.

CNN

Rayssa Leal faz história outra vez e conquista o bronze no skate street das Olimpíadas de Paris

Skatista reage na última manobra e se torna a brasileira mais jovem a subir ao pódio em edições diferentes de Jogos Olímpicos.

Rayssa Leal faz história outra vez e conquista o bronze no skate street das Olimpíadas de Paris

Rayssa Leal estava em casa no Parque Urbano La Concorde. Com as arquibancadas cheias de torcedores brasileiros, a atleta recebeu apoio em todos os momentos da final do skate street feminino. Era o palco perfeito para fazer história – outra vez. Com somatório de 253,37, Rayssa conquistou a medalha de bronze no skate street dos Jogos de Paris e, aos 16 anos, se tornou a brasileira mais jovem a subir ao pódio em edições diferentes Olimpíadas. Ela tinha conquistado a prata em Tóquio 2020.

O pódio ainda teve uma dobradinha de japonesas. Coco Yoshizawa tirou a maior nota da prova, 96,49, e levou o ouro, com somatório de 272,75. Liz Akama registrou 265,95 e ganhou a medalha de prata.

O caminho até o bronze 🥉
A decisão do skate street feminino teve dinâmica idêntica à das eliminatórias, também disputadas neste domingo. Cada uma das oito finalistas pôde dar duas voltas (ou corridas) na pista do Parque Urbano La Concorde, e só a maior nota (de 0 a 100) foi levada em consideração. Depois, as competidoras tiveram direito a cinco tentativas de manobras (diferentes das mostradas nas corridas), com as três piores avaliações descartadas.

Rayssa foi a segunda atleta a entrar em ação na final. A corrida inicial teve um erro, mas a brasileira completou outras manobras com alto nível de dificuldade. Por isso, recebeu nota 71,66, bem acima das avaliações que tinha conseguido nas eliminatórias.

GE Globo

Dona de um ouro e uma prata, Rebeca Andrade inclui movimento em busca de medalha inédita

Rebeca participou ativamente da escolha da música que embalará seu solo, que inclui ainda trechos de “Movimento da Sanfoninha”, de Anitta, e do “Baile de Favela”.

Rebeca Andrade aprimora técnica e inclui movimento em busca da inédita medalha no solo

Rebeca Andrade aprimora técnica e inclui movimento em busca da inédita medalha no solo

O Brasil vai prender a respiração quando os primeiros acordes de “End of Time”, de Beyoncé, começarem a tocar na Bercy Arena, palco da ginástica artística em Paris, no dia 28 de julho.

E só vai respirar novamente um minuto e meio depois, quando Rebeca Andrade tiver terminado sua série de solo nas classificatórias das Olimpíadas.

Esse sentimento de que o mundo parou vai se repetir nas finais por equipes, do individual geral e por aparelhos, em momentos em que tudo vai se resumir a um tablado de 12×12 metros, no qual a campeã olímpica e mundial vai enfileirar saltos e acrobacias de tirar o fôlego.

Rebeca participou ativamente da escolha da música que embalará seu solo, que inclui ainda trechos de “Movimento da Sanfoninha”, de Anitta, e do “Baile de Favela” com o qual encantou o mundo em Tóquio 2020. Foi decisiva também na construção da coreografia com o coreógrafo Rhony Ferreira.

 

E tem treinado exaustivamente cada acrobacia e salto ginástico em busca da perfeição. Ela apresentou seu novo solo pela primeira vez no Mundial da Antuérpia, no ano passado. Desde então, acertou detalhes, mudou saltos de posição e incluiu movimentos em busca de décimos a mais e de um lugar no pódio.

O solo de Rebeca começa com pose de diva, mão direita na cintura, braço esquerdo e rosto apontados para o alto.

Faz passos de dança, interpretando a música de Beyoncé enquanto se prepara para a primeira passada: partindo com os pés juntos, ela faz uma pirueta para frente ligada, por um flic flac, com o Tsukahara grupado, que consiste em um duplo mortal com as pernas encolhidas junto ao peito emendado com uma pirueta – movimento inventado pelo ginasta japonês Mitsuo Tsukahara em 1970, e que na versão grupada tem valor 0,5.

Carol e Bárbara dominam e vencem dupla japonesa na 1ª partida

Carol e Bárbara dominam e vencem dupla japonesa na estreia

Carol e Bárbara dominam e vencem dupla japonesa na estreia

As brasileiras Bárbara Seixas e Carol Solberg venceram com tranquilidade a primeira partida do grupo E do torneio feminino de volêi de praia: 2 sets a 0, parciais de 21 x 12 e 21 x 19.

A dupla  iniciou a caminhada nas Olimpíadas de Paris contra a, em tese, dupla mais fraca da chave. O primeiro set deixou clara a diferença técnica, com as brasileiras dominando do começo ao fim. Defendendo bem e aproveitando contra-ataques, abriram larga vantagem já no meio para fechar com nove pontos de frente em 21 a 12.

O segundo set já foi de mais emoção. Carol apareceu bem em bloqueios no começo do período, mas depois sofreu parando em Akiko duas vezes seguidas. As japonesas chegaram a assustar na reta final ao virar a parcial, mas dupla do Brasil freou a reação, abriu vantagem e aproveitou o 3ª match point para fechar em 21 a 19.

Classificação de momento de Carol e Bárbara

A vitória coloca a dupla na liderança do Grupo E com dois pontos somados. A outra partida entre as holandesas Stam/Schoon e as lituanas Paulikiene/Raupelyte ainda será realizada.

Carol e Bárbara voltam à quadra no Campo de Marte na próxima terça-feira, quando enfrentam as lituanas Paulikiene/Raupelyte pela segunda rodada às 11h (de Brasília).