Awesome God: Maravilhoso Deus

Talvez você, ou algum amigo seu, esteja precisando ouvir essa música — escute e leia a tradução.
Escute com o coração, pois essa música toca na alma

 

Nosso Deus é um Deus maravilhoso, Ele reina Our God is an awesome God, He reigns
Do céu com sabedoria, poder e amor From heaven above with wisdom, power and love
Nosso Deus é um Deus maravilhoso   Our God is an awesome God
Nosso Deus é um Deus maravilhoso, Ele reina   Our God is an awesome God, He reigns
Do céu com sabedoria, poder e amorFrom heaven above with wisdom, power and love
Nosso Deus é um Deus maravilhosoOur God is an awesome God

Nosso Deus é um Deus maravilhoso, Ele reina Our God is an awesome God, He reigns
Do céu com sabedoria, poder e amorFrom heaven above with wisdom, power and love
Nosso Deus é um Deus maravilhoso Our God is an awesome God
Nosso Deus é um Deus maravilhoso, Ele reina  Our God is an awesome God, He reigns
Do céu com sabedoria, poder e amorFrom heaven above with wisdom, power and love
Nosso Deus é um Deus maravilhosoOur God is an awesome God

Nosso Deus é um Deus maravilhoso, Ele reina  Our God is an awesome God, He reigns
Do céu com sabedoria, poder e amorFrom heaven above with wisdom, power and love
Nosso Deus é um Deus maravilhoso  Our God is an awesome God
Nosso Deus é um Deus maravilhoso, Ele reina  Our God is an awesome God, He reigns
Do céu com sabedoria, poder e amorFrom heaven above with wisdom, power and love
Nosso Deus é um Deus maravilhoso  Our God is an awesome God

Nosso Deus é um Deus maravilhoso, Ele reina  Our God is an awesome God, He reigns
Do céu com sabedoria, poder e amor  From heaven above with wisdom, power and love
Nosso Deus é um Deus maravilhoso   Our God is an awesome God
Nosso Deus é um Deus maravilhoso, Ele reinaOur God is an awesome God, He reigns
Do céu com sabedoria, poder e amor   From heaven above with wisdom, power and love
Nosso Deus é um Deus maravilhoso      Our God is an awesome God

Nosso Deus é um Deus maravilhoso, Ele reinaOur God is an awesome God, He reigns
Do céu com sabedoria, poder e amorFrom heaven above with wisdom, power and love
Nosso Deus é um Deus maravilhosoOur God is an awesome God
Nosso Deus é um Deus maravilhoso, Ele reinaOur God is an awesome God, He reigns
Do céu com sabedoria, poder e amorFrom heaven above with wisdom, power and love
Nosso Deus é um Deus maravilhosoOur God is an awesome God

Nosso Deus é um Deus maravilhoso, Ele reina   Our God is an awesome God, He reigns
Do céu com sabedoria, poder e amor    From heaven above with wisdom, power and love
Nosso Deus é um Deus maravilhoso    Our God is an awesome God
Nosso Deus é um Deus maravilhoso, Ele reina    Our God is an awesome God, He reigns
Do céu com sabedoria, poder e amorFrom heaven above with wisdom, power and love
Nosso Deus é um Deus maravilhoso    Our God is an awesome God

Nosso Deus é um Deus maravilhoso, Ele reinaOur God is an awesome God, He reigns
Do céu com sabedoria, poder e amor   From heaven above with wisdom, power and love
Nosso Deus é um Deus maravilhoso    Our God is an awesome God
Nosso Deus é um Deus maravilhoso, Ele reina    Our God is an awesome God, He reigns
Do céu com sabedoria, poder e amor   From heaven above with wisdom, power and love
Nosso Deus é um Deus maravilhoso   Our God is an awesome God

Nosso Deus é um Deus maravilhoso, Ele reina  Our God is an awesome God, He reigns
Do céu com sabedoria, poder e amor   From heaven above with wisdom, power and love
Nosso Deus é um Deus maravilhoso     Our God is an awesome God
Nosso Deus é um Deus maravilhoso, Ele reinaOur God is an awesome God, He reigns
Do céu com sabedoria, poder e amor   From heaven above with wisdom, power and love
Nosso Deus é um Deus maravilhoso     Our God is an awesome God

EUA atacam instalações de mísseis do Irã no estreito de Ormuz

Ação militar ocorre em meio à escalada de tensões e impacto direto no mercado global de petróleo

Imagem aérea revela o litoral do Irã e a ilha de Qeshm, localizada no estreito de Ormuz, bandeira do Irã e Donald Trump (Foto: Dado Ruvic/Reuters I Reuters)

Os Estados Unidos realizaram um ataque contra instalações de mísseis do Irã localizadas na costa do estreito de Ormuz, em meio à intensificação do conflito na região. A operação foi confirmada pelo Comando Central norte-americano nesta terça-feira (17), em um novo capítulo da escalada militar envolvendo Teerã.

Segundo informações divulgadas pela RT, o comando militar afirmou que a ofensiva utilizou armamentos de alta capacidade destrutiva contra alvos considerados estratégicos. “Há algumas horas, as forças dos EUA lançaram com sucesso várias munições de penetração profunda de 5.000 libras [mais de 2.200 quilos] contra instalações de mísseis iranianas fortificadas, localizadas ao longo da costa do Irã, perto do Estreito de Ormuz”, informou o comunicado oficial.

De acordo com o Comando Central, as estruturas atingidas abrigavam mísseis de cruzeiro antinavio que representavam ameaça direta à navegação internacional. “Os mísseis de cruzeiro antinavio iranianos localizados nessas instalações representavam um risco para a navegação internacional no estreito”, acrescentou a nota.

O ataque ocorre em um momento de forte tensão geopolítica, após o Irã anunciar o bloqueio do estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A via conecta o golfo Pérsico ao golfo de Omã e é responsável por cerca de um quinto do fluxo global de petróleo.

Autoridades iranianas afirmaram que a medida foi adotada após ações militares dos Estados Unidos e Israel. O governo de Teerã declarou que não permitirá a saída de petróleo pela região. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica reforçou que embarcações norte-americanas e de países aliados não poderão atravessar o estreito.

Apesar disso, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que a passagem permanece aberta, mas restrita a nações não consideradas inimigas.

O impacto da crise já se reflete no mercado internacional de energia. O bloqueio da rota marítima provocou forte volatilidade nos preços do petróleo. No início de março, o barril superou a marca de 100 dólares, chegando próximo de 120 dólares em determinados momentos. Mais recentemente, os contratos futuros do Brent voltaram a subir, sendo negociados acima de 104 dólares por barril, patamar não observado desde julho de 2022.

A intensificação das ações militares na região do Golfo Pérsico amplia as preocupações globais sobre segurança energética e estabilidade no comércio internacional, especialmente diante da importância estratégica do estreito de Ormuz para o abastecimento mundial de petróleo.

Índia se torna 2º maior produtor de smartphones do mundo

As micro, pequenas e médias empresas desempenharam um papel essencial nesse crescimento

Bandeira da Índia (Foto: REUTERS/Priyanshu Singh)

 Em 2025, a Índia consolidou sua posição como o segundo maior produtor de smartphones do mundo. A produção de celulares aumentou 28 vezes em comparação com os dados de 2014-2015, alcançando 5,5 trilhões de rúpias (mais de R$ 335 bilhões). As exportações também cresceram significativamente, subindo 127 vezes, totalizando 2 trilhões de rúpias (cerca de R$ 122 bilhões), segundo dados do governo divulgados pela TV BRICS.

Esse avanço no setor de eletrônicos foi impulsionado por programas governamentais, como o “Feito na Índia”, e iniciativas de incentivo à produção local. Essas medidas atraíram investimentos e contribuíram para o aumento significativo da produção interna.

As micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) desempenharam um papel essencial nesse crescimento, integrando-se ativamente às cadeias de fornecimento dos grandes fabricantes e ajudando a fortalecer o ecossistema nacional de eletrônicos.

Além do destaque na produção de smartphones, a Índia também obteve crescimento expressivo na fabricação de outros dispositivos eletrônicos, como componentes, modems e servidores, consolidando sua posição como um importante centro de produção eletrônico.

Com esses avanços, a Índia segue fortalecendo sua competitividade no mercado global de eletrônicos, consolidando-se como um dos maiores produtores e exportadores da indústria.

Trump provoca Irã e ameaça ampliar ataques: “será atingido muito duramente!”

Presidente dos Estados Unidos indica novos alvos e afirma que ofensiva contra o Irã pode atingir áreas e grupos ainda não atacados

Donald Trump (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou neste sábado (7) que pretende intensificar a ofensiva militar contra o Irã e afirmou que novos alvos poderão ser atingidos nas próximas ações militares. A declaração foi publicada na rede social Truth Social, onde Trump escreveu que o país será atacado “muito duramente”. 

Na publicação, o presidente norte-americano afirmou que a ampliação das ações militares está sendo considerada e que a lista de alvos pode incluir regiões e grupos que até agora não estavam contemplados na operação. “Sob séria consideração para destruição completa e morte certa, por causa do mau comportamento do Irã, estão áreas e grupos de pessoas que não estavam sendo considerados como alvos até este momento”, escreveu.

Trump também mencionou um pronunciamento anterior do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmando que o líder iraniano teria pedido desculpas e assumido compromissos com países vizinhos do Oriente Médio. Segundo o presidente dos Estados Unidos, Pezeshkian teria se rendido aos países da região e prometido que o Irã não voltará a atacar esses Estados. “Essa promessa só foi feita por causa do ataque implacável dos Estados Unidos e de Israel”, afirmou Trump, em referência às operações militares conduzidas pelos dois países.

Na mesma publicação, o presidente norte-americano intensificou as críticas ao Irã e declarou que o país teria perdido sua posição de força na região. “O Irã não é mais o ‘valentão do Oriente Médio’; agora é o ‘PERDEDOR DO ORIENTE MÉDIO’ e continuará assim por muitas décadas até que se renda ou, mais provavelmente, colapse completamente. Hoje o Irã será atingido muito duramente!”, escreveu.

A postagem ocorre uma semana após o início da operação militar lançada pelos Estados Unidos contra o governo iraniano, em um cenário de crescente tensão geopolítica no Oriente Médio. As declarações de Trump indicam que a ofensiva pode avançar para uma nova etapa, com ataques direcionados a novos alvos que não estavam previstos nas fases iniciais da campanha militar.

Estratégia simples do Irã faz bombas de milhões atingirem apenas tinta no concreto

O Irã voltou a chamar atenção no cenário militar internacional após a revelação de uma estratégia de engano surpreendentemente simples, mas eficaz. Imagens de satélite e registros recentes indicam que algumas bases aéreas do país possuem silhuetas de aviões pintadas diretamente no concreto das pistas, criando a aparência de que caças estão estacionados no local.

A manobra teria surtido efeito. Durante um ataque aéreo, forças dos Estados Unidos teriam direcionado bombas guiadas para o que aparentavam ser aeronaves posicionadas na base. Após as explosões, no entanto, ficou claro que os alvos atingidos não passavam de desenhos pintados no chão.

Especialistas em defesa apontam que uma única bomba guiada de precisão pode custar centenas de milhares de dólares e, dependendo do armamento empregado, o custo total de um ataque pode ultrapassar os US$ 5 milhões. Na prática, isso significa que milhões de dólares podem ter sido gastos para destruir apenas tinta sobre concreto.

Enquanto isso, segundo analistas militares, os aviões reais estariam protegidos em hangares reforçados ou até em bunkers subterrâneos, fora do alcance imediato de ataques.

Táticas de engano como essa não são inéditas na história militar. Ao longo do tempo, diversos países já utilizaram tanques infláveis, aviões falsos e até cidades cenográficas para confundir satélites e sistemas de reconhecimento. No caso iraniano, porém, o que chamou atenção foi justamente a simplicidade da técnica: apenas pintura no solo foi suficiente para enganar sensores e observação aérea.

O episódio reforça que, mesmo em uma era marcada por tecnologia militar avançada e armamentos inteligentes, soluções simples ainda podem gerar grandes prejuízos ao adversário.

China revela bombardeiro hipersônico MD-22 e amplia tensão estratégica global

A China passou a integrar de forma definitiva o grupo restrito de nações com capacidade estratégica hipersônica. O enigmático bombardeiro associado ao projeto MD-22, capaz de alcançar velocidades de até Mach 7 — sete vezes a velocidade do som —, teve detalhes divulgados recentemente, reacendendo o debate sobre o equilíbrio militar global. Atualmente, nenhum sistema convencional de defesa antiaérea foi concebido para interceptar um vetor que opere com tal velocidade e altitude.

O veículo emprega a tecnologia conhecida como boost-glide: inicialmente, é impulsionado por um foguete até altitudes elevadas e velocidades extremas; em seguida, passa a planar em trajetória variável rumo ao alvo, dificultando a detecção e a interceptação. A Mach 7, o atrito com a atmosfera pode gerar temperaturas superiores a 2.000 °C, exigindo o uso de materiais altamente resistentes ao calor, desenvolvidos especificamente para esse tipo de aplicação. Em 2021, a China já havia demonstrado domínio dessa tecnologia ao lançar um veículo hipersônico que circundou o planeta antes de se aproximar do alvo. A adaptação desse conceito para um bombardeiro capaz de decolar de bases em território chinês e atingir alvos a milhares de quilômetros representa um avanço operacional significativo.

Analistas de defesa avaliam que a combinação do MD-22 com o arsenal hipersônico já em desenvolvimento — incluindo versões do míssil YKJ-1000, produzidas em larga escala e com custo até 90% inferior aos modelom programas semelhantes, mas o ritmo e a escala da modernização chinesa têm despertado atenção especial em centros de análise de defesa no Ocidente.

Mach 7. Sem aviso. Sem interceptação. Um bombardeiro cuja existência, até recentemente, permanecia envolta em discrição.

s anteriores — coloca a China entre as potências que mais rapidamente expandem sua capacidade estratégica de ataque de longo alcance. Estados Unidos e Rússia mantê

Após morte de líder iraniano, multidões cercam prédios americanos em Bagdá e Karachi

 

 

A morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, provocou neste domingo uma onda de protestos e tentativas de invasão a representações diplomáticas dos Estados Unidos no Oriente Médio e no sul da Ásia. Multidões se reuniram diante de instalações ligadas ao governo americano em Bagdá, no Iraque, e em Karachi, no Paquistão. Os confrontos deixaram pelo menos dois mortos e agravaram ainda mais a tensão na região.

 

Dólar cai a R$ 5,17 após decisão da Suprema Corte dos EUA, e acumula baixa de 1% na semana

Funcionário de banco compara nota de dólar falsa (embaixo) com nota verdadeira (em cima), em Bangkok, Tailândia 26/01/2023 REUTERS/Athit Perawongmetha

dólar fechou em queda nesta sexta-feira (20), acompanhando o movimento global de busca por ativos de maior risco após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump.

A moeda norte-americana contra o real encerrou o dia cotada a R$ 5,1766, com recuo de 0,99%. O DXY, que mede o desempenho da moeda dos EUA frente a uma cesta de seis divisas fortes, marcava 97,80 pontos às 17h07, com queda de 0,04%.

Na semana encurtada pelo Carnaval, a moeda norte-americana acumulou baixa de 1,03% e, no ano, queda de 5,69%.

Às 17h06, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,77% na B3, aos R$5,1840.

A decisão da Justiça norte-americana foi anunciada no fim da manhã. O tribunal entendeu que a interpretação da norma para permitir a imposição de tarifas comerciais extrapola as atribuições do Executivo e invade competências do Congresso, violando a chamada doutrina das “questões principais”, que exige autorização clara do Legislativo para medidas de ampla relevância econômica e política.

A reação foi imediata nos mercados globais. No Brasil, além da queda do dólar, as taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) recuaram ao longo da curva. A taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 12,54%, queda de 7 pontos-base ante 12,613% no ajuste anterior. Já o DI para janeiro de 2035 marcou 13,38%, com recuo de 6 pontos-base frente a 13,443%.

Nos Estados Unidos, o movimento foi diferente. Os rendimentos dos Treasuries avançaram, com investidores reduzindo posições em títulos públicos. Às 16h35, o Treasury de dez anos — referência global para decisões de investimento — subia 1 ponto-base, a 4,086%.

MoneyTimes

Ex-presidente sul-coreano é condenado à prisão perpétua por insurreição

Decisão judicial responsabiliza ex-chefe de Estado por tentativa de impor lei marcial em dezembro de 2024

Yoon Suk Yeol
Yoon Suk Yeol (Foto: Chung Sung-Jun/Pool via Reuters)

Um tribunal da Coreia do Sul declarou nesta quinta-feira (19) o ex-presidente Yoon Suk Yeol à prisão perpétua por liderar uma insurreição ao tentar instaurar a lei marcial no país em dezembro de 2024. A decisão marca um desdobramento relevante na crise política que envolveu a breve e fracassada medida adotada durante seu governo.

As informações foram divulgadas pela agência Reuters, que acompanha o caso desde a abertura do processo judicial. Segundo a reportagem, o tribunal concluiu que Yoon esteve à frente da tentativa de impor a lei marcial, iniciativa que acabou sendo revertida e desencadeou investigações sobre possível afronta à ordem constitucional.

O julgamento ocorreu em meio a grande atenção pública e cobertura intensa da imprensa sul-coreana. Em Seul, cidadãos acompanharam pela televisão as atualizações sobre o veredicto, que responsabiliza formalmente o ex-presidente por sua conduta no episódio de dezembro de 2024.

A tentativa de decretação da lei marcial, à época, provocou forte repercussão política e institucional no país asiático. A medida foi considerada controversa e acabou sendo revertida, dando origem a questionamentos jurídicos que culminaram no processo agora concluído.

Com a decisão, o tribunal estabelece que a iniciativa liderada por Yoon configurou insurreição, conforme a legislação sul-coreana. O caso representa um momento significativo na história política recente da Coreia do Sul, ao envolver a responsabilização judicial de um ex-chefe de Estado por atos praticados durante o exercício do cargo.

O BRICS caminha para assumir o futuro do sistema financeiro mundial

O BRICS deixou de ocupar um espaço periférico no cenário global e passou a se consolidar como um dos principais polos de influência internacional. Atualmente, mais de quarenta nações já sinalizaram oficialmente interesse em se aproximar do grupo, seja por meio de adesão, parcerias ou acordos estratégicos. Isso não acontece por acaso, nem por alinhamento ideológico passageiro. Trata-se de uma decisão pragmática.

A razão é clara: o BRICS reúne economias em expansão, mercados internos massivos, vastas reservas de energia, produção de alimentos, acesso a minerais estratégicos e, acima de tudo, capacidade de decisão soberana. Em contraste com o modelo tradicional, baseado em sanções, imposições políticas e dependência financeira, o bloco oferece cooperação econômica, crédito e comércio sem exigir submissão. Para grande parte do Sul Global, essa diferença é determinante.

Hoje, os países do BRICS somam mais da metade da população mundial, detêm uma parcela cada vez maior do PIB global em paridade de poder de compra e exercem influência sobre cadeias produtivas essenciais — da energia à agricultura, dos minerais críticos à indústria. Regiões como África, Oriente Médio, Ásia Central, Sudeste Asiático e América Latina veem no BRICS não um projeto ideológico, mas uma alternativa concreta para garantir estabilidade econômica e autonomia nacional.

Outro fator central é a construção de caminhos fora do sistema financeiro dominado pelo dólar. Instituições próprias, transações em moedas locais, novos instrumentos de crédito e acordos bilaterais têm reduzido a dependência de estruturas controladas por potências tradicionais. Para países historicamente vulneráveis a sanções e pressões externas, isso representa um ganho estratégico significativo.

O receio que esse movimento desperta não está no crescimento do BRICS em si, mas no efeito multiplicador que ele provoca. Cada novo parceiro enfraquece o modelo de poder concentrado. Cada transação fora do dólar diminui o alcance da coerção econômica. Cada acordo entre países do Sul fortalece caminhos próprios de desenvolvimento.

Por isso, o BRICS já não pode ser visto apenas como um agrupamento de economias emergentes. Ele se afirma como um dos eixos centrais da reorganização da ordem internacional — não por retórica, mas por dados concretos: população, recursos, produção e estratégia.

Enquanto alguns ainda questionam se o BRICS terá êxito, grande parte do mundo já fez seus cálculos. E decidiu se aproximar.

Mineira Gabriela Botelho é coroada Miss Brasil Mundo 2026

Modelo Gabriela Botelho vence Miss Brasil Mundo 2026; confira

 

Modelo Gabriela Botelho conquista o título de Miss Brasil Mundo 2026

A mineira Gabriela Botelho, modelo e empresária, foi a grande vencedora do concurso Miss Brasil Mundo 2026. A final aconteceu no sábado (31), no Teatro Caesb, em Águas Claras, no Distrito Federal. Com a vitória, ela será a representante do Brasil na edição internacional do concurso ainda este ano.

O pódio foi completado por Maria Cecília Nóbrega, representante do Pará, que ficou em segundo lugar, e por Carolina Faria, Miss Rio de Janeiro, que garantiu a terceira colocação.

Mesmo sendo natural de Minas Gerais, Gabriela competiu usando a faixa de Miss Sergipe. Um dos momentos decisivos para sua conquista foi o desempenho na fase de perguntas, quando se destacou pela profundidade de suas respostas. Ao falar sobre o que mudaria no país, a miss relembrou sua atuação social em Brumadinho após o rompimento da barragem.

“Foi ali que compreendi meu propósito, há sete anos, quando cheguei a Brumadinho pela primeira vez. Foram cinco anos de trabalho intenso e uma grande lição: as pessoas não precisam que alguém fale por elas, porque todas têm voz”, afirmou

Emails trocados entre Epstein e Chomsky citam Lula como “prisioneiro político mais importante do mundo”

Mensagens divulgadas pelo governo dos EUA revelam conversas sobre visitas a Lula na prisão e avaliações políticas feitas pelo linguista norte-americano

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante chegada ao Aeroporto Panamá Pacífico. Cidade do Panamá – Panamá (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Mensagens atribuídas ao linguista e filósofo norte-americano Noam Chomsky, trocadas com o financista Jeffrey Epstein, revelam referências diretas ao então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o período em que esteve preso em Curitiba, em 2018. Nos e-mails, Chomsky relata visitas à carceragem da Polícia Federal e classifica Lula como uma das figuras políticas mais relevantes do cenário internacional naquele momento.

As informações constam em documentos tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e analisados em reportagem da BBC News Brasil, a partir do acervo do caso Epstein, criminoso sexual condenado nos EUA e encontrado morto em 2019. Os arquivos incluem comunicações privadas envolvendo intelectuais, empresários e atores políticos de diferentes países.

Em um e-mail datado de setembro de 2018, Chomsky informa a Epstein que estava no Brasil com a esposa, Valeria, participando de atividades do movimento Lula Livre, que defendia a libertação do presidente brasileiro. “No Brasil, muito envolvido em atividades do ‘Lula Livre’ (Valeria e eu o visitamos na prisão ontem) e outros compromissos”, diz a mensagem atribuída ao linguista.

À época, Lula estava preso na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, onde permaneceu por 580 dias, após condenações por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da operação Lava Jato. O ex-presidente foi impedido de disputar as eleições de 2018. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações, ao entender que seus direitos não foram respeitados nos processos conduzidos pelo então juiz Sergio Moro.

Os novos documentos também retomam um episódio já mencionado em divulgações anteriores do caso Epstein. Em novembro, arquivos indicaram uma suposta ligação telefônica envolvendo Epstein, Chomsky e Lula, ainda durante o período de prisão. “Chomsky me ligou com Lula. Da prisão. Que mundo.”, diz uma mensagem atribuída ao financista.

A alegação foi negada por Valeria Chomsky, que afirmou à CNN Brasil que a informação era “infundada e mentirosa”, explicando que visitantes deixavam os celulares na recepção e passavam por revista da Polícia Federal antes das visitas. O Palácio do Planalto também negou, em nota, que a ligação tenha ocorrido.

Outro e-mail, de dezembro de 2018, traz uma avaliação política mais detalhada de Chomsky sobre o caso Lula. Na mensagem, o linguista afirma: “Conseguimos visitar Lula, o prisioneiro político mais importante do mundo, preso logo antes da eleição que ele provavelmente venceria, na última etapa do golpe da direita que vem ocorrendo há vários anos.”

Na mesma comunicação, Chomsky descreve as condições de encarceramento do ex-presidente brasileiro. “Ele está em confinamento solitário, sem acesso a qualquer material impresso, com direitos de visita muito limitados, uma TV sintonizada em um canal do governo e sem o direito de fazer qualquer declaração pública”, escreveu. Em outro trecho, acrescenta: “É chocante a falta de atenção do mundo a isso.”

As trocas de mensagens não se limitam ao tema brasileiro. Em um dos diálogos, Chomsky aconselha Epstein a não publicar um artigo de opinião no jornal The Washington Post, no qual o financista pretendia defender o acordo judicial firmado em 2008. “Acho que a reação será do tipo ‘onde há fumaça, há fogo’”, escreveu o linguista.

O acervo inclui ainda conversas entre Epstein e Steve Bannon, ex-conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em uma das mensagens, Epstein alerta Bannon antes de um possível encontro com Chomsky. “A esposa dele é brasileira, então vá com calma ao falar de Bolsonaro. Eles são amigos do Lula”, afirma o texto atribuído ao financista.

Na sequência, Epstein acrescenta: “Ele vai querer saber se você está do lado dos pequenos: corte de impostos, ataques à saúde pública e as ameaças bolsonaristas aos trabalhadores organizados.” Após o encontro, Bannon confirma que se reuniu com Chomsky e o descreve como um “grande cavalheiro”, embora o considere “brilhante, mas fraco em alguns fatos básicos”.

As mensagens reforçam a proximidade entre Epstein e Chomsky, que mantiveram contato frequente ao longo dos anos. Segundo Barry Levine, autor de um livro sobre a rede de Epstein, o linguista estava entre os clientes financeiros atendidos pelo financista. Em entrevista à BBC, Levine afirmou que Epstein se destacava pelo domínio do sistema tributário norte-americano. “Ele entendia o código tributário e as finanças melhor do que talvez as pessoas mais bem pagas de Wall Street”, disse.

Em declarações anteriores ao Wall Street Journal, Chomsky afirmou que Epstein o ajudou em transferências financeiras, sem envolvimento direto de recursos do financista. “Eu o conhecia e nos encontrávamos ocasionalmente”, declarou. Sobre a condenação de Epstein, acrescentou: “O que se sabia sobre Jeffrey Epstein era que ele havia sido condenado por um crime e cumprido sua pena.”

A divulgação dos e-mails amplia a compreensão sobre os bastidores internacionais que cercaram a prisão de Lula e evidencia como o caso repercutiu entre intelectuais e atores políticos fora do Brasil, a partir de registros privados que agora se tornam públicos.

Lula e Xi falam por telefone e defendem aprofundamento de laços Brasil-China em cenário global turbulento

Presidente chinês pede que os dois países “fiquem do lado certo da história” e protejam interesses do Sul Global

 

Xi Jinping (à esq.) e Lula (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

 O presidente da China, Xi Jinping, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversaram por telefone e afirmaram a disposição de aprofundar os laços bilaterais, projetando unidade num momento de forte tensão geopolítica internacional. As informações foram publicadas pela Bloomberg e repercutidas pela agência estatal chinesa Xinhua, que divulgou o relato oficial do diálogo.

Segundo a Xinhua, Xi apresentou China e Brasil como forças de estabilização diante de um ambiente global que descreveu como turbulento. Ele também pediu que as duas nações defendam os interesses do Sul Global e resguardem o papel central das Nações Unidas, num recado que se insere na disputa de narrativas sobre a reorganização da ordem mundial sob o impacto da política externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

China e Brasil como “forças estabilizadoras” e defesa do Sul Global

De acordo com o relato divulgado pela Xinhua, Xi afirmou que China e Brasil devem agir de forma coordenada para enfrentar um cenário internacional mais instável, posicionando a parceria como referência para a cooperação entre países em desenvolvimento. No mesmo registro, o líder chinês conclamou os dois governos a assumirem um papel ativo na defesa de interesses do Sul Global, enquanto reforçam a legitimidade e a centralidade do sistema multilateral ancorado na ONU.

No trecho mais emblemático do comunicado, Xi instou os dois países a “ficarem do lado certo da História”, expressão reproduzida pela Xinhua e destacada no noticiário. A formulação busca sugerir que Pequim e Brasília devem atuar como contrapeso às pressões e às mudanças que se desenham na política internacional, num momento em que disputas comerciais, tensões regionais e reconfigurações de alianças voltaram ao centro do debate global.

A mensagem também dialoga com a estratégia chinesa de apresentar o país como alternativa previsível e estável em contraste com a volatilidade atribuída a Washington, especialmente quando governos e economias tentam reduzir riscos em meio a choques diplomáticos e comerciais.

Trump, “America First” e a reconfiguração da geopolítica

A conversa ocorre, segundo a Bloomberg, num contexto em que a abordagem “America First” de Trump volta a reorganizar prioridades e relações internacionais. No Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta semana, Trump atacou aliados europeus e pressionou a Dinamarca a ceder o controle da Groenlândia, além de moderar ameaças tarifárias apenas após ter sido alcançada uma “estrutura de um acordo futuro” sobre a ilha, segundo a descrição do texto.

Esse pano de fundo ajuda a explicar por que o telefonema entre Xi e Lula foi interpretado como sinalização política: a China busca reforçar a imagem de potência responsável e comprometida com o multilateralismo, enquanto parceiros estratégicos avaliam como proteger seus interesses em um tabuleiro mais imprevisível.

Ao mesmo tempo, o noticiário aponta que Pequim vê o Brasil como parceiro crítico em meio aos esforços dos Estados Unidos para conter a influência chinesa na América Latina. É nesse contexto que o texto menciona, ainda, uma ação militar surpresa atribuída a Trump, descrita como uma operação para capturar o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, o que elevaria a pressão sobre a região e ampliaria a disputa por influência.

Abertura econômica chinesa e oportunidades para o Brasil

Outro ponto central do telefonema foi a ênfase de Xi de que a continuidade do processo de abertura da China criará novas oportunidades para o Brasil. A mensagem, segundo a Bloomberg, apresenta a parceria bilateral como um modelo de cooperação do Sul Global, associando integração econômica e coordenação política em fóruns internacionais.

Nessa leitura, Pequim tenta combinar duas camadas do relacionamento: a econômica, marcada por comércio e investimentos, e a geopolítica, ligada à defesa de reformas na governança global e ao fortalecimento do multilateralismo. Ao afirmar que a “abertura” chinesa trará oportunidades adicionais, Xi sinaliza interesse em ampliar a agenda bilateral para além do comércio tradicional, reforçando a ideia de que o Brasil pode ganhar espaço em novas frentes de cooperação.

O tema ganha peso porque, como o próprio texto sublinha, a China é o maior parceiro comercial do Brasil e sua demanda por commodities tem sido um motor relevante das exportações. O cenário global, porém, exige cautela: a reacomodação de relações entre Washington, Europa e economias emergentes tende a pressionar cadeias produtivas e fluxos comerciais, com impactos diretos para países exportadores.

Quotas para carne bovina e a tentativa de reduzir tensões

A ligação entre Xi e Lula também foi a primeira interação de alto nível entre os dois países desde que a China impôs quotas às importações de carne bovina, uma medida descrita no texto como tentativa de proteger produtores domésticos. A decisão atingiu o Brasil e outros grandes fornecedores e introduziu um ponto de fricção numa relação que, no geral, se apoia em forte complementaridade econômica.

Segundo o noticiário, o comunicado oficial chinês não mencionou diretamente o impasse. Ainda assim, a sinalização política do telefonema indica que ambos os governos buscam evitar que divergências pontuais contaminem a agenda estratégica mais ampla. A ausência de referência explícita ao tema no relato oficial pode ser lida como tentativa de administrar o problema sem elevar o tom publicamente.

Do lado brasileiro, segundo a Xinhua, Lula enquadrou a parceria em termos de defesa do livre comércio em um momento de preocupação com a situação internacional. A agência estatal registrou que o presidente brasileiro descreveu Brasil e China como “important forces for free trade” em meio a uma paisagem internacional que chamou de “worrying”. A escolha dessas expressões reforça a ênfase do governo brasileiro em preservar espaços de comércio e cooperação em um ambiente de maior protecionismo e disputa por influência.

A conversa, portanto, combina mensagens de fundo geopolítico com pontos concretos da pauta comercial. Ao mesmo tempo em que Xi destaca multilateralismo, Sul Global e oportunidades derivadas da abertura chinesa, a existência de medidas restritivas sobre importações de carne evidencia a complexidade da relação, em que interesses domésticos e pressões setoriais também operam.

Parceria estratégica em meio a um mundo mais instável

O telefonema entre Xi e Lula reforça uma tendência: grandes potências e países emergentes estão reposicionando discursos e alianças diante de uma ordem internacional em transição. A leitura apresentada no noticiário é que a China tenta ampliar sua influência ao se apresentar como polo estável, enquanto o Brasil busca preservar autonomia e interesses econômicos em um ambiente de maior disputa e volatilidade.

Nesse enquadramento, a ênfase de Xi em “defender o Sul Global” e em proteger o papel da ONU funciona como recado político e, ao mesmo tempo, como tentativa de construir legitimidade internacional. Já a fala atribuída a Lula, ao associar a parceria ao livre comércio e ao caracterizar o cenário como “preocupante”, posiciona o Brasil como ator que busca reduzir tensões e preservar canais econômicos abertos, mesmo diante das pressões de um mundo mais fragmentado.

A sinalização conjunta aponta, por fim, para a continuidade de uma agenda sino-brasileira que combina pragmatismo comercial e coordenação política em temas globais, com o desafio de administrar disputas setoriais, como o caso da carne bovina, sem interromper o eixo estratégico mais amplo.

China volta a afirmar que Covid-19 pode ter se originado nos Estados Unidos

Pequim voltou a defender a versão de que a COVID-19 pode ter tido origem nos Estados Unidos, afirmando possuir “provas relevantes” que sustentariam essa possibilidade. A manifestação ocorre no momento em que o governo de Donald Trump retoma a narrativa de que o vírus teria escapado de um laboratório localizado em Wuhan, na China.

Segundo autoridades chinesas, informações divulgadas pela agência estatal Xinhua indicariam a presença do vírus em território norte-americano antes mesmo do reconhecimento oficial do surto em solo chinês. O governo asiático também volta a citar o laboratório militar de Fort Detrick, nos EUA, como um ponto que deveria ser alvo de investigações mais aprofundadas. Na avaliação de Pequim, Washington estaria politizando o debate sobre a origem da pandemia como forma de desviar o foco de sua própria gestão da crise sanitária.

A China ainda destaca estudos e relatórios anteriores, inclusive elaborados em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que consideraram “extremamente improvável” a tese de vazamento do vírus em Wuhan. Apesar disso, o tema segue sem consenso internacional. Enquanto agências de inteligência dos Estados Unidos apontam baixa confiança na hipótese do laboratório, o governo chinês insiste para que as investigações sejam direcionadas ao território americano, reacendendo tensões geopolíticas anos após o início da pandemia.

Governo Trump faz postagem anunciando que todos os países das Américas são colônias dos EUA

Postagem do Departamento de Estado reforça discurso de hegemonia de Washington

Trump faz discurso sem citar ameaça de guerra à Venezuela
Trump faz discurso sem citar ameaça de guerra à Venezuela (Foto: Reuters)

 O Departamento de Estado dos EUA publicou uma mensagem nas redes sociais afirmando que o continente americano integra a esfera direta de interesses estratégicos de Washington. A declaração foi divulgada nesta segunda-feira (5) pelo perfil oficial da chancelaria norte-americana na plataforma X e faz referência direta à atuação do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No texto, o governo norte-americano adota um tom de supremacia regional ao relacionar a segurança dos Estados Unidos ao controle político do hemisfério. “Este é o nosso hemisfério, e o presidente Trump não permitirá que nossa segurança seja ameaçada”, afirma a publicação, em tradução literal para o português. 

Ad loading

A postagem foi interpretada como uma reafirmação da doutrina de hegemonia dos Estados Unidos sobre os países das Américas, ao tratar toda a região como área subordinada aos interesses estratégicos de Washington. Embora não mencione ações concretas, o conteúdo sugere que a política externa norte-americana considera legítima a intervenção direta sempre que julgar haver risco à sua segurança.

Michelle celebra sequestro de Maduro e agressão à Venezuela

Em nota, PL Mulher diz que ação é “início do fim” do regime, com ataques diretos ao presidente Lula

 

 

Michelle Bolsonaro (Foto: Reuters/Amanda Perobelli)

 A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou uma nota pública em que celebra o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e endossa a agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela, afirmando que a operação representa o “início da libertação” do país. No texto, assinado por ela, o PL Mulher manifesta “solidariedade ao povo de bem venezuelano” e atribui a ofensiva aos “esforços americanos”, afirmando que a prisão de Maduro e a destruição das estruturas do Estado venezuelano estariam abrindo caminho para a derrubada do governo.

A nota adota uma linguagem extrema e agressiva, chamando Maduro de “ditador narcotraficante” e classificando o governo venezuelano como uma “ditadura narcoterrorista”. Segundo Michelle, a operação realizada por forças de segurança dos EUA representaria o “início do fim” de um regime que, segundo ela, teria imposto “sofrimento e morte” a milhares de venezuelanos, atingindo de forma brutal “mulheres e crianças”.

No texto, Michelle afirma que venezuelanas refugiadas no Brasil teriam relatado abusos e violências, “inclusive sexuais”, durante a fuga do que ela chama de “narcoestado instalado na Venezuela”. A nota também menciona “irmãos surdos e pessoas com deficiência”, alegando que essas populações teriam preferido se arriscar em travessias para o Brasil a continuar no país sob o governo de Caracas.

A ex-primeira-dama aproveita o episódio para atacar diretamente o presidente Lula e associá-lo ao governo venezuelano. Na nota, ela afirma que Hugo Chávez e Maduro seriam “amigos próximos do atual presidente do Brasil” e menciona o Foro de São Paulo, alegando que Lula seria um de seus fundadores. Ao inserir Lula no texto, a declaração tenta transformar a agressão externa à Venezuela em peça de propaganda interna, sugerindo que o Brasil estaria associado a uma suposta rede regional criminosa.

Em outro trecho, Michelle afirma que a prisão de Maduro e a “demolição das estruturas de poder” — com destaque para o chamado “Cartel dos Soles”, citado como composto por generais do regime — seria um sinal de que a “libertação dos povos” das mãos de “ditadores latino-americanos” estaria se aproximando. O texto vai além e interpreta a ação dos EUA como um aviso a governantes da América do Sul, acusando-os de proteger traficantes, cercear liberdades, perseguir opositores, impor práticas ditatoriais “disfarçadas” e cooptar instituições para aplicar lawfare.

Ao final, a nota diz que o “recado” foi claro e escreve: “Ditadores disfarçados de democratas e defensores de traficantes, coloquem a ‘barba’ de molho”. Em seguida, adota um tom religioso para pedir que os “criminosos” se entreguem “pacificamente”, evitando derramamento de sangue, e afirma que a transição deve ocorrer pelas “mãos do povo venezuelano”.

A declaração de Michelle Bolsonaro, ao legitimar o sequestro de um chefe de Estado e celebrar a ofensiva militar de uma potência estrangeira, naturaliza a ideia de intervenção como instrumento político e reforça uma escalada perigosa no continente. Ao mesmo tempo, a nota revela como setores da extrema direita brasileira buscam capitalizar a agressão à Venezuela para mobilização interna, vinculando o episódio a ataques ao presidente Lula e a uma retórica de criminalização política que ignora princípios básicos de soberania e direito internacional.

Aviação brasileira deve alcançar recorde histórico de 130 milhões de passageiros em 2025

Setor aéreo caminha para fechar o ano superando níveis pré-pandemia e reforçando a retomada do consumo e da mobilidade no país

Aviação brasileira deve alcançar recorde histórico de 130 milhões de passageiros em 2025 (Foto: Min. Portos/Aeroportos/Divulgação)

O transporte aéreo brasileiro está prestes a atingir um marco inédito em sua história. A projeção para 2025 indica que o país deve encerrar o ano com cerca de 130 milhões de passageiros transportados, o maior volume anual já registrado e o primeiro a superar, de forma consistente, os patamares observados antes da pandemia de Covid-19. As informações são do Brazil Stock Guide.

De acordo com dados do governo federal e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), entre janeiro e novembro, as companhias aéreas que operam no Brasil transportaram mais de 117 milhões de passageiros, o que representa um crescimento de 9,3% em relação ao mesmo período de 2024. O mercado doméstico manteve a liderança, com 91,9 milhões de assentos vendidos, avanço anual de 8%. Já o tráfego internacional apresentou desempenho ainda mais acelerado, alcançando 25,8 milhões de passageiros, alta de 13,6%.

O resultado ganha relevância adicional quando observado sob uma perspectiva estrutural. Com dimensões continentais e alternativas limitadas para deslocamentos de longa distância, o Brasil depende fortemente da aviação para integrar regiões, estimular o turismo e viabilizar atividades econômicas. A recuperação do setor reflete não apenas a demanda reprimida após a pandemia, mas também a normalização gradual do consumo das famílias e das viagens corporativas.

As rotas internacionais já respondem por 22% de todo o fluxo de passageiros, indicando uma reinserção progressiva do país nos circuitos globais de viagens. Em 2025, os principais mercados internacionais conectados ao Brasil foram Argentina, Estados Unidos, Chile e Portugal, evidenciando tanto a força das relações regionais na América do Sul quanto os vínculos econômicos e culturais com a América do Norte e a Europa.

O tráfego externo permanece concentrado em grandes portas de entrada. O Aeroporto Internacional de São Paulo–Guarulhos, maior do país e principal hub internacional, concentrou 29% de todos os passageiros internacionais, somando 14,9 milhões de viajantes entre embarques e desembarques. Na sequência aparecem o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro–Galeão, com 5 milhões de passageiros, além de Florianópolis, Campinas e Brasília, que completam a lista dos cinco terminais mais movimentados em voos internacionais.

No mercado doméstico, a concentração também é evidente nos principais centros econômicos e administrativos. Guarulhos liderou o movimento total, com 27 milhões de passageiros, seguido por Congonhas (21,8 milhões), Brasília (14 milhões), Confins (11 milhões) e Galeão (10,7 milhões). O padrão reflete a densidade populacional e o papel central de cidades como São Paulo e Brasília nas atividades empresariais, financeiras e governamentais.

Entre pedras e fé: o trajeto onde Jesus carregou a cruz ainda existe

O caminho da cruz ainda existe

Em meio às ruas estreitas e movimentadas da Cidade Velha de Jerusalém, há um trajeto que atravessa séculos, fé e história. Ele se chama Via Dolorosa — “Caminho da Dor” — e, segundo a tradição cristã, foi por onde Jesus Cristo carregou sua cruz rumo à crucificação.

Ao contrário do que muitos imaginam, esse caminho não é apenas simbólico. Ele ainda existe fisicamente. Parte de suas ruas permanece pavimentada com pedras do século I, as mesmas sobre as quais Jesus teria caminhado, ferido, exausto e humilhado, diante da multidão.

Do julgamento à cruz

O percurso começa no Pretório romano, local onde Jesus foi julgado e condenado pelo governador Pôncio Pilatos. A maioria dos estudiosos aponta que esse local correspondia à Fortaleza Antônia, antiga sede do poder romano em Jerusalém.

Dali, Jesus seguiu carregando a cruz pelas ruas da cidade até o ponto final da Via Dolorosa: a Igreja do Santo Sepulcro. Construída sobre o local que a tradição identifica como o Gólgota, a igreja marca tanto o lugar da crucificação quanto o túmulo onde, segundo a fé cristã, o corpo de Jesus foi colocado — e de onde ressuscitou ao terceiro dia.

Um caminho de dor, fé e redenção

Ao longo da Via Dolorosa, fiéis percorrem as chamadas 14 estações, que representam momentos marcantes da Paixão de Cristo: as quedas sob o peso da cruz, o encontro com Maria, a ajuda de Simão Cireneu, o gesto de Verônica, até a crucificação e a sepultura.

Mais do que pontos turísticos ou marcos religiosos, essas ruas são vistas por milhões de cristãos como testemunhas silenciosas do maior sacrifício da fé cristã. Cada pedra, cada curva do caminho, carrega a memória de um sofrimento vivido em carne e osso.

Um sacrifício pessoal

Para os cristãos, a Via Dolorosa não é apenas um episódio do passado. Ela representa uma mensagem profundamente pessoal:
cada golpe, cada tropeço, cada gota de sangue foi por amor — foi por você.

Caminhar por esse trajeto hoje é, para muitos, uma experiência de silêncio, reflexão e entrega. É lembrar que a fé cristã não nasceu em abstrações, mas em um caminho real, percorrido por um homem real, em meio à dor, à injustiça e, segundo a crença cristã, à redenção da humanidade.

Conversa de Lula e Trump fecha o caixão do bolsonarismo

O bolsonarismo perdeu sua única moeda de troca: o acesso ao poder americano

Donald Trump e Lula (Foto: Reuters | ABR)

A videochamada entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na manhã de 6 de outubro de 2025, representa o último prego no caixão do bolsonarismo. Foi Trump quem ligou para Lula, detalhe que o brasileiro fez questão de registrar. Conversaram por 30 minutos, acompanhados por Fernando Haddad, Mauro Vieira, Celso Amorim e Geraldo Alckmin. Segundo apuração de Mônica Bergamo, Trump disse a Lula que o encontro com ele “foi a única coisa boa que aconteceu na ONU”. 

A declaração reforça uma química que, na realidade, é o esforço de Trump para sair da armadilha que ele próprio criou ao ouvir um bando de fracassados e golpistas como Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo. Agora negocia com quem tem bala na agulha: o presidente Lula e o empresariado brasileiro. Lula foi direto: pediu o fim da sobretaxa de 40% sobre produtos brasileiros e a retirada das sanções contra autoridades do país. Trump designou o Secretário de Estado Marco Rubio para negociar. Trocaram telefones pessoais. Acordaram se encontrar em breve. Checkmate diplomático.

Enquanto Lula articulava em alto nível, a família Bolsonaro assistia sua irrelevância ser decretada em tempo real. Eduardo Bolsonaro, que se vendia como o único canal com Trump, foi atropelado. Sua postagem desesperada prometendo não deixar que seu pai fosse tratado como “uma carniça política a ser rapinada por abutres” soa patética diante dos fatos. Carlos Andreazza, colunista do UOL, disse em sua análise de hoje de manhã, dissecando a fratura exposta: a direita brasileira está em guerra civil. 

De um lado, Ciro Nogueira e o Centrão pragmático já trabalham com a inelegibilidade de Jair Bolsonaro como fato consumado, buscando nomes “viáveis” como Tarcísio de Freitas ou Ratinho Júnior para 2026. Do outro, Eduardo e sua tropa de choque recusam qualquer alternativa que não represente a pureza ideológica do movimento.

Eduardo Bolsonaro colocou-se em um beco sem saída. Ao radicalizar o discurso a ponto de classificar o Brasil como uma “ditadura judicial” e pregar que não haverá eleições em 2026, tornou impossível apoiar um candidato do sistema sem implodir sua própria coerência. Qualquer recuo seria visto como traição pelo núcleo duro que ele cultivou. 

Andreazza observa que Eduardo não dá sinais de que apoiará Tarcísio. O autoisolamento é inevitável. Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação de Bolsonaro, tentou desqualificar a conversa Lula-Trump como evidência de uma “política externa retrógrada, lenta e sem tecnicidade”. A crítica soou vazia diante da eficácia do contato.

O grande empresariado brasileiro já demonstrou que não precisa da família Bolsonaro como intermediária. Os irmãos Batista, maiores produtores de proteína do mundo, contrataram lobistas ligados ao movimento MAGA, superiores aos que Eduardo Bolsonaro alegava ter acesso. Conversaram diretamente com Trump. Agora Lula também. 

O bolsonarismo perdeu sua única moeda de troca: o acesso ao poder americano. A política externa brasileira, sob Lula, usou o tarifaço de Trump como oportunidade para diversificar mercados, abrir novas linhas de crédito para pequenos e médios exportadores e reposicionar o país no mercado internacional de produtos e serviços. Enquanto isso, Eduardo Bolsonaro retuitava o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, que se gabava de ter feito impeachment de todos os ministros do Supremo de seu país para implementar suas políticas autoritárias. A postagem, também retuitada por Elon Musk, era uma resposta a um juiz americano que bloqueou Trump de enviar tropas militares a Portland. Grotesco.

A polarização tem seu lado positivo: dá transparência de que lado cada um está. Vejamos o caso de Ciro Gomes, por exemplo, que agora tenta reconstruir sua carreira política através de uma aliança com o bolsonarismo no Ceará. Quando saiu da eleição de 2022 com menos de 3% dos votos, disse que não seria mais candidato. Seus apoiadores entenderam que ele teria mais liberdade para participar de debates políticos sem as amarras de um processo eleitoral. O silêncio dele sobre os grandes temas políticos do nosso tempo só tem uma explicação: não quer se queimar com o bolsonarismo. 

Nenhum comentário sobre os ataques de Trump ao Brasil, nenhuma palavra sobre o julgamento do ex-presidente no STF. Tampouco denuncia o genocídio em Gaza, obrigação moral de toda liderança progressista. Ciro tem que decidir qual papel quer na história: ser uma subcelebridade da extrema direita, com videozinhos compartilhados por Bolsonaro, ou uma liderança política com um papel positivo na defesa da nossa democracia. Se escolhesse o segundo caminho, teria feito, como Lula, Gustavo Petro e outros, a denúncia dessa tragédia humanitária na Palestina. 

Lula já o fez várias vezes, inclusive na ONU, mesmo pagando o preço por ir contra o lobby sionista. A única comunicação que sai da boca de Ciro há muito tempo é bater no Lula. Este era o momento para qualquer liderança democrática se posicionar em favor da soberania brasileira, contra o golpismo e o fascismo, perigos reais. A tese de Ciro de que o ex-presidente não representava perigo à democracia se provou perigosamente equivocada. O julgamento, realizado de maneira transparente e pública, ofereceu ao Brasil e ao mundo uma quantidade imensa de documentos, provas, testemunhos e delações que não deixam dúvidas sobre sua responsabilidade nos crimes dos quais é acusado, provando que ele sempre trabalhou para minar as instituições. Ciro busca votos bolsonaristas para uma inviável candidatura ao governo do Ceará, onde Elmano de Freitas tem 56% de aprovação.

O debate entre Deltan Dallagnol e Marco Antonio Villa na Jovem Pan, neste final de semana, igualmente ilustra bem como a polarização deixa as coisas mais claras. Dallagnol, que se prestava como campeão da luta contra a corrupção, hoje é um defensor vulgar de Jair Bolsonaro, encampando todas as teses golpistas. Na entrevista, não consegue negar nenhum dos crimes dos quais o ex-presidente é acusado. Apenas busca opor firulas jurídicas, virando um rábula de porta de cadeia. Publicou em suas redes como se tivesse “destruído” Villa, mas a impressão que eu e muita gente tivemos foi exatamente oposta. 

A polarização, que muitos querem acabar, é na verdade a essência da política. Ela deixa claro quem está interessado em salvar o ex-presidente e quem está interessado em salvar a democracia. Em 2026, essa divisão será ainda mais evidente: de um lado, os defensores das instituições democráticas; do outro, extremismo, violência política e retrocesso social.

Dallagnol critica o STF dizendo que aplica a teoria da democracia militante de Carl Schmitt, quando na verdade essa teoria é de Karl Loewenstein, alemão que fugiu do nazismo e se exilou nos Estados Unidos. Loewenstein era o grande adversário intelectual de Schmitt. Schmitt fazia uma crítica dura, mas de certa forma correta, às vulnerabilidades da democracia liberal, argumentando que ela, ao depender tanto do debate público, ficaria exposta à manipulação da mídia, às articulações de uma elite financeira, burocracia estatal, corporações militares e até excessos populares. 

Loewenstein se opôs a isso e apresentou uma solução: os regimes democráticos deveriam ser militantes, no sentido de combater assertivamente aqueles que querem destruí-los. É uma tese que hoje, no Brasil, é vencedora. Nos Estados Unidos, o regime democrático está aprendendo da maneira mais dura que, se quiser sobreviver, suas instituições também vão ter que arregaçar as mangas e lutar. Vários setores democráticos americanos já caíram sob a bota autoritária de Trump. Agora vão precisar de um judiciário firme, como foi o judiciário brasileiro no enfrentamento do autoritarismo de Bolsonaro.

Com a oposição canibalizando a si mesma e refém de setores extremistas, antipatrióticos e subversivos, o campo moderado acaba sendo atraído por Lula, visto como um porto seguro de bom senso, moderação e respeito às instituições. A decisão dos ministros Celso Sabino (Turismo, União Brasil) e André Fufuca (Esporte, PP) de permanecerem no governo, mesmo contra a vontade de seus partidos e sob ameaça de expulsão, é mais uma prova desse bom momento da administração e de que em 2026 Lula terá condições de atrair setores importantes do centro político. 

Setores variados deste espectro, que foram tão importantes em 2022, voltam a se aproximar de Lula com razões ainda mais fortes do que na última eleição presidencial. Se antes a questão democrática era fundamental no debate político, dessa vez somam-se fatores ainda mais poderosos: a soberania nacional, a independência das instituições, o orgulho e a dignidade do Brasil. O checkmate diplomático de Lula no Tio Sam selou o destino político da extrema direita brasileira, cuja única chance seria se reinventar ao centro e se distanciar do extremismo ideológico. Mas isso não parece viável nas circunstâncias atuais, pois o bolsonarismo tem uma base eleitoral radicalizada. Está num beco sem saída: se perder esse eleitorado, não consegue eleger deputados e senadores; se mantiver o radicalismo exagerado, não constrói uma campanha agregadora o suficiente para enfrentar Lula. Como diria o próprio Bolsonaro: “Acabou, porra!”

Meta lança recurso de tradução em tempo real no WhatsApp; confira

Nova ferramenta de tradução do WhatsApp começa com suporte limitado, mas deve se expandir rapidamente e promete mais privacidade para os usuários

Meta lança recurso de tradução em tempo real no WhatsApp; confira
Meta lança recurso de tradução em tempo real no WhatsApp; confira (Foto: REUTERS/Dado Ruvic)

 A Meta anunciou nesta terça-feira (23) o lançamento de um recurso de tradução em tempo real no WhatsApp, que chega para facilitar a comunicação entre usuários que falam diferentes idiomas. A informação foi divulgada pelo Valor Econômico.

Segundo a empresa, as traduções estarão disponíveis inicialmente em seis idiomas para dispositivos Android e em 19 idiomas para iPhones, com a promessa de ampliar essa lista nos próximos meses. A novidade atende a uma demanda crescente entre os mais de 3 bilhões de usuários ativos do WhatsApp em todo o mundo.

Como funciona a tradução no WhatsApp

De acordo com a Meta, o recurso foi projetado com foco na privacidade. “As traduções de mensagens foram projetadas para proteger a privacidade dos seus bate-papos. É por isso que as traduções ocorrem no seu dispositivo, onde o WhatsApp não pode vê-las”, explicou a empresa em comunicado no blog oficial.

Para utilizar a função, basta pressionar longamente uma mensagem e selecionar a opção “Traduzir”, que exibirá o conteúdo no idioma escolhido. O recurso funcionará tanto em conversas individuais quanto em grupos e também em atualizações de canais.

Tradução automática em conversas inteiras

Além da tradução de mensagens isoladas, os usuários de Android terão a opção de habilitar a tradução automática para conversas inteiras, garantindo que todas as mensagens futuras sejam traduzidas por padrão. Essa funcionalidade pode ser especialmente útil em grupos internacionais, em que há a troca constante de mensagens em múltiplos idiomas.

Expansão e impacto global

O movimento reforça a estratégia da Meta de ampliar os recursos do WhatsApp e torná-lo uma ferramenta ainda mais indispensável para comunicação global. A integração da tradução em tempo real também coloca pressão sobre concorrentes, como o Telegram, que ainda não oferecem um sistema nativo de tradução com o mesmo nível de integração e privacidade.

Com essa atualização, o WhatsApp avança na direção de se consolidar não apenas como o aplicativo de mensagens mais popular do mundo, mas também como uma plataforma capaz de reduzir barreiras linguísticas e aproximar culturas.