
A China passou a integrar de forma definitiva o grupo restrito de nações com capacidade estratégica hipersônica. O enigmático bombardeiro associado ao projeto MD-22, capaz de alcançar velocidades de até Mach 7 — sete vezes a velocidade do som —, teve detalhes divulgados recentemente, reacendendo o debate sobre o equilíbrio militar global. Atualmente, nenhum sistema convencional de defesa antiaérea foi concebido para interceptar um vetor que opere com tal velocidade e altitude.
O veículo emprega a tecnologia conhecida como boost-glide: inicialmente, é impulsionado por um foguete até altitudes elevadas e velocidades extremas; em seguida, passa a planar em trajetória variável rumo ao alvo, dificultando a detecção e a interceptação. A Mach 7, o atrito com a atmosfera pode gerar temperaturas superiores a 2.000 °C, exigindo o uso de materiais altamente resistentes ao calor, desenvolvidos especificamente para esse tipo de aplicação. Em 2021, a China já havia demonstrado domínio dessa tecnologia ao lançar um veículo hipersônico que circundou o planeta antes de se aproximar do alvo. A adaptação desse conceito para um bombardeiro capaz de decolar de bases em território chinês e atingir alvos a milhares de quilômetros representa um avanço operacional significativo.
Analistas de defesa avaliam que a combinação do MD-22 com o arsenal hipersônico já em desenvolvimento — incluindo versões do míssil YKJ-1000, produzidas em larga escala e com custo até 90% inferior aos modelom programas semelhantes, mas o ritmo e a escala da modernização chinesa têm despertado atenção especial em centros de análise de defesa no Ocidente.
Mach 7. Sem aviso. Sem interceptação. Um bombardeiro cuja existência, até recentemente, permanecia envolta em discrição.
s anteriores — coloca a China entre as potências que mais rapidamente expandem sua capacidade estratégica de ataque de longo alcance. Estados Unidos e Rússia mantê