Gasolina A vai custar R$ 3,18 por litro, redução de R$ 0,13 por litro, já o preço do diesel A vai para R$ 4,02 por litro, menos R$ 0,08

A Petrobras anunciou que, a partir de quarta-feira (01), o preço médio de venda do litro da gasolina A para as distribuidoras passará de R$ 3,31 para R$ 3,18, redução de R$ 0,13 por litro. De acordo com a petrolífera, a parcela que cabe a ela no preço médio do litro vendido nos postos de abastecimento é de R$ 2,32, considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e de 27% de etanol anidro para a composição da gasolina que vai para o carro do consumidor.
Para o litro do diesel A, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 4,10 para R$ 4,02, o que corresponde a uma redução de R$ 0,08 por litro.
Considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e de 10% de biodiesel na composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será de R$ 3,62, em média, a cada litro vendido na bomba.
Governo Lula decide voltar com 75% de tributos sobre gasolina e mudar distribuição de dividendos da Petrobras

Em reunião realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu, com sua equipe, voltar a partir de março com a cobrança de 75% de tributos sobre a gasolina e de 21% sobre etanol.
Lula havia mantido a desoneração, feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), até esta terça-feira (28). Os tributos que voltam a ser cobrados sobre esses combustíveis são PIS, Cofins e Cide.
Durante a reunião, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu, junto com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a volta pelo menos parcial da tributação.
A justificativa foi a de que o governo não podia seguir na armadilha eleitoreira deixada por Bolsonaro: retirar a cobrança de tributos que financiam programas sociais, educação e saúde e, ao mesmo tempo, aumentar a distribuição de dividendos da estatal.
Com a volta da cobrança de tributos a partir de quarta (1º), a Petrobras fez uma redução no preço da gasolina e do diesel para amenizar o impacto sobre o valor do produto.
Distribuição de dividendos
Segundo a decisão do governo tomada na reunião, a Petrobras não vai mais seguir a política de distribuição de dividendos adotada durante o governo Bolsonaro.
À época, quase a totalidade dos lucros das empresa era distribuída para seus acionistas, principalmente o Tesouro Nacional.
Na avaliação do ministro Alexandre Silveira, por uma questão eleitoral, o governo tirou tributos da gasolina, que financiavam programas sociais, e, para tapar o buraco nas contas públicas, aumentou o repasse de dividendos para o Tesouro.
A ideia é que seja mantida uma distribuição dentro das regras de mercado, mas deixando uma parcela importante para investimentos, principalmente, na área de transição energética e também para a empresa cumprir sua função social.