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Leandro Fortes e Ciro Gomes (Foto: Divulgação)
O jornalista Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia, brincou no Twitter nesta sexta-feira (9) com a carta enviada por Ciro Gomes (PDT) à Rainha Elizabeth II, na qual presta condolências pela morte do Príncipe Philip.
Fortes ironizou que o pedetista tenha escrito em tom de quem fala pelo povo brasileiro, visto que Ciro não ocupa atualmente nenhum cargo oficial e tampouco representa uma liderança internacional brasileira.
“Ciro Gomes escreveu uma carta de condolências à rainha da Inglaterra, por conta da morte do príncipe Phillips, em nome do povo brasileiro. Pra mim, já é caso de internação”, escreveu o jornalista.
Em TV da Itália, Lula pede desculpas ‘ao povo italiano’ por não ter extraditado Cesare Battisti
“Peço desculpas ao povo italiano, pensei que ele não era culpado, mas depois de sua confissão, só posso me desculpar”, disse o petista.

O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu desculpas à população italiana por não ter extraditado Cesare Battisti, ex-membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo, que foi condenado na Itália por assassinato e se refugiou no Brasil.
“Peço desculpas ao povo italiano, pensei que ele não era culpado, mas depois de sua confissão, só posso me desculpar”, disse o petista, em entrevista concedida na tarde desta sexta-feira (9),
“Enganei-me “, disse Lula, que já havia demonstrado arrependimento anteriormente em relação ao caso.
“Tomei a decisão baseado em uma orientação do Ministério da Justiça”, afirmou, em referência à equipe do então ministro Tarso Genro. “E pensei que era uma decisão correta porque achei que era inocente”, completou.
Battisti foi entregue à Itália pelo governo de Jair Bolsonaro.
No último dia de seu mandato, em 2010, o petista concedeu asilo ao italiano, que foi preso na Bolívia em janeiro de 2019 e extraditado para a Itália, onde cumpre prisão perpétua.
Em agosto do ano passado, Lula afirmou em um programa de debates da TV Democracia que se arrependeu de ter defendido Battisti.
“Hoje, acho que, assim como eu, todo mundo da esquerda brasileira que defendeu Cesare Battisti aqui ficou frustrado, ficou decepcionado. Eu não teria nenhum problema de pedir desculpas à esquerda italiana e às famílias do Battisti”, disse Lula na ocasião.
O ex-presidente alegou que seu então ministro Tarso Genro, assim como outros líderes da esquerda brasileira, estavam convencidos da inocência de Battisti, acrescentando que o italiano enganou “muita gente no Brasil”.
“Não sei se enganou muita gente na França, mas na verdade muita gente achava que ele era inocente. Nós cometemos esse erro, pediremos desculpas”, declarou Lula, que lamentou que o caso tenha “comprometido” suas boas relações com o governo italiano e “com toda a esquerda italiana e a esquerda europeia”.
Tarso já havia cobrado uma autocrítica do Brasil depois que Battisti admitiu em março de 2019 a participação em quatro homicídios cometidos no final dos anos 1970, quando era expoente de um dos tantos grupos armados da esquerda (havia também os de direita) que se insurgiram contra o Estado.