Se as eleições para governador de Pernambuco fossem hoje, o pré-candidato do PSB, João Campos, seria eleito no primeiro turno com 48,4% dos votos, 13 pontos a frente da governadora Raquel Lyra (PSD), que aparece com 35,5% das intenções de voto. Ivan Moraes, do PSOL, se situa com apenas 2,3%. Brancos e nulos somam 5,8% e indecisos 8,1%.
Nos votos válidos, quando se excluem os percentuais de brancos e nulos, além de indecisos, João lidera com 56,1% das intenções de voto e Raquel aparece com 41,2%, totalizando uma vantagem de 14,9 pontos para o ex-prefeito.
Na espontânea, modelo pelo qual o eleitor é obrigado a lembrar o nome do seu candidato sem a lista dos concorrentes, João desponta com 29,5% e Raquel com 27,1% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 4,5% e indecisos sobem para 38,1%. A pesquisa foi registrada na justiça eleitoral com o protocolo de número PE-02951/2026.
Em rejeição, o campeão é Ivan Moraes. Entre os eleitores entrevistados, 26,2% disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Em seguida, aparece a governadora Raquel Lyra, com 23% dos entrevistados que disseram que não votariam nela de jeito nenhum. Em último, João com 16,8% dos entrevistados que afirmaram não votar nele em hipótese alguma.
Estratificando o levantamento, João aparece melhor situado entre os eleitores na faixa etária acima de 60 anos (51%), entre os eleitores com grau de instrução até o nono ano (48,4%) e com renda familiar até dois salários mínimos (52,2%). Por sexo, as mulheres são maioria entre os eleitores do socialista — 51,4%, enquanto 44,6% são homens.
Na estratificação por região, a maior vantagem de João ante Raquel está na Região Metropolitana, onde aparece com 32 pontos na frente — 57% a 25,7%, respectivamente. Na Zona da Mata, João tem 45% e Raquel 43,2%. Já no Agreste, Raquel aparece na frente de João com 43,4%, enquanto o ex-prefeito tem 40,1%. (Blog do Magno)
Presidente participou de Mobilização Progressista Global (MPG)
Presidente Lula durante participação no evento de Mobilização Progressista Global (MPG), na Espanha (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Pedro Rafael Vilela, repórter da Agência Brasil – Em viagem à Europa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na tarde deste sábado (18), na cidade de Barcelona, na Espanha, da primeira edição do evento Mobilização Progressista Global (MPG). O encontro reúne ativistas e organizações de esquerda de diferentes partes do mundo com o objetivo de defender a democracia com justiça social e combater o avanço da forças autoritárias de extrema-direita. Discursando em um centro de eventos para mais de 5 mil pessoas, incluindo outros chefes de Estado, Lula abriu sua fala dizendo que as pessoas não devem sentir vergonha em se apresentarem como progressistas ou de esquerda no mundo atual.
“Ninguém precisa ter medo, no mundo democrático, de ser o que é, de falar o que precisa falar, desde que se respeite as regras do jogo democrático estabelecidas pela própria sociedade”.
Ao destacar os avanços que o campo progressista conseguiu alcançar para grupos sociais como trabalhadores, mulheres, população negra e comunidade LGBTQIA+, o presidente ponderou que a esquerda não conseguiu superar o pensamento econômico dominante, abrindo caminho para forças reacionárias ganharem espaço na sociedade.
“O projeto neoliberal prometeu prosperidade e entregou fome, desigualdade e insegurança. Provocou crise atrás de crise. Ainda sim, nós sucumbimos à ortodoxia. Temos sido os gerentes das mazelas do neoliberalismo. Governos de esquerda ganham as eleições com discurso de esquerda e praticam austeridade. Abrem mão de políticas públicas em nome da governabilidade. Nós nos tornamos o sistema. Por isso, não surpreende agora que o outro lado se apresente agora como antissistema”, afirmou Lula.
“O primeiro mandamento dos progressistas tem que ser a coerência”, reforçou o presidente brasileiro.
“Não podemos nos eleger com um programa e implementar outro. Não podemos trair a confiança do povo, mesmo que boa parte da população não se veja como progressista. Ela quer o que nós propomos. Ela quer comer bem, morar bem, escolas de qualidade, hospitais de qualidade, uma política climática séria e responsável, uma política de meio ambiente à altura. Ela quer um mundo limpo e saudável, um trabalho digno, com jornada de trabalho equilibrada, um salário que permite uma vida confortável”, continuou.
Segundo Lula, a extrema-direita soube capitalizar o mal-estar das promessas não cumpridas do neoliberalismo.
“Canalizou a frustração das pessoas inventando mentiras e mais mentiras, falando das mulheres, dos negros, da população LGBTQIA+, dos imigrantes, ou seja, todas as pessoas mais necessitadas, que passaram a ser vítimas do discurso de ódio”, completou.
Mais cedo, ainda em Barcelona, o presidente participou, ao lado de outros líderes internacionais, da quarta edição do Fórum Democracia Sempre. O evento é uma iniciativa lançada em 2024 envolvendo os governos de Brasil, Espanha, Colômbia, Chile e Uruguai. Em Barcelona, a reunião, organizada pelo presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, também contou com as participações dos presidentes Yamandú Orsi (Uruguai), Gustavo Petro (Colômbia), Ciyril Ramaphosa (África do Sul), Claudia Sheinbaum (México) e do ex-presidente do Chile Gabriel Boric.
À plateia formada por ativistas do campo progressista, Lula disse que é preciso apontar o dedo para os verdadeiros culpados pela crise socioeconômica atual, que são os poucos bilionários que concentram a maior parte da riqueza mundial. “Eles querem que as pessoas acreditem que qualquer um pode chegar lá. Alimentam a falácia da meritocracia, mas chutam a escada para que outros não tenham a mesma oportunidade de subir. Pagam menos impostos ou nada, exploram o trabalhador, destroem a natureza, manipulam os algoritmos. A desigualdade não é um fato, é uma escolha política. O que faz de nós progressistas, é escolher a igualdade. Nosso lema deve ser sempre estar ao lado do povo”.
“Senhores da guerra”
Lula voltou a chamar os líderes de países que ocupam assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas de “senhores da guerra” e criticou os bilhões de dólares gastos em armas, que poderiam acabar com a fome, resolver o problema energético e o acesso à saúde a toda a população do planeta.
“O Sul Global paga a conta de guerras que não provocou e de mudanças climáticas que não causou. É tratado como quintal das grandes potências, sufocado por tarifas abusivas e dívidas impagáveis. Volta a ser visto como mero fornecedor de matérias-primas. Ser progressista na arena internacional é defender um multilateralismo reformado, defender que a paz faça prevalência sobre a força, é combate a fome e proteger o meio ambiente, é restituir a credibilidade da ONU, que foi corroída pela irresponsabilidade dos membros permanentes”, disse.
Em outro trecho de seu discurso, Lula afirmou que a ameaça da extrema-direita não é apenas retórica, ela é real. “No Brasil, ela [extrema-direita] planejou um golpe de Estado. Orquestrou uma trama que previa tanques na rua e assassinatos do presidente eleito, do vice-presidente e do presidente da Justiça Eleitoral. O papa Leão XIV disse que a democracia corre o risco de se tornar uma máscara para o domínio das elites econômicas e tecnológicas. Nosso papel é desmascarar essas forças, desmascarar aqueles que dizem estar do lado do povo, mas governam para os mais ricos”.
O presidente brasileiro ainda observou que a democracia não é um destino em si, mas precisa ser reafirmada diariamente, melhorando de verdade a vida das pessoas, para não perder credibilidade.
“Não é democracia quando um pai não sabe de onde tirar seu próximo de comida. Não há democracia quando um neto perde seu avô na fila de um hospital. Não há democracia quando uma mãe passa horas em um ônibus lotado e não consegue dar um beijo de boa noite nos seus filhos. Não há democracia quando alguém é discriminado pela cor de sua pele, quando uma mulher morre apenas pelo fato de ser mulher. Temos que substituir o desalento pelo sonho, o ódio pela esperança”, afirmou.
Agenda na Europa
Após o compromisso na Espanha Lula embarca para a Alemanha neste domingo (19), onde participará da Hannover Messe – a maior feira de inovação e tecnologia industrial do mundo – que nesta edição homenageia o Brasil. Ainda na Alemanha, o presidente brasileiro terá uma reunião com o chanceler Friedrich Merz.
A viagem se encerrará dia 21, com uma rápida visita de Estado a Portugal. Em Lisboa, Lula se encontra com o primeiro-ministro Luís Montenegro e com o presidente António José Seguro.
A Prefeitura de Afogados vem se solidarizar a Afogadense Jakeline Aline da Silva Oliveira, vítima de xenofobia, em São Paulo.
A xenofobia é uma prática inaceitável em uma sociedade minimamente civilizada, além de ser crime passível de punição.
Informamos que o Prefeito Sandrinho Palmeira entrou em contato com Jakeline, por telefone, colocando-se inteiramente à disposição para ajudá-la no que for necessário.
Por um mundo melhor e mais justo, lutemos todos contra a xenofobia e todas as outras formas de intolerância.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue o senador Alessandro Vieira por possível abuso de autoridade relacionado à condução da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O pedido ocorre após a rejeição do relatório final da comissão, que incluía o indiciamento de magistrados da corte. As informações são da Folha de São Paulo.
O relatório elaborado por Vieira propunha responsabilizar Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli por supostos vínculos com o caso do Banco Master — acusações negadas pelos ministros. O documento acabou rejeitado pelo colegiado por 6 votos a 4 na noite de terça-feira (14), perdendo, assim, sua validade jurídica.
Críticas ao desvio de finalidade da CPI
Gilmar Mendes afirmou que a atuação do senador pode ter extrapolado o objetivo inicial da CPI, que era investigar o crime organizado. Para o ministro, houve desvio de finalidade, o que pode configurar ilícito previsto na legislação.
Em manifestação pública, ele declarou que os excessos cometidos devem ser analisados com rigor pela PGR. “Esse desvio de finalidade suscita preocupação. E esse desvio de finalidade não é algo inocente. É crime. Está na lei de abuso de autoridade”, afirmou durante sessão da Segunda Turma do STF.
A representação formal será encaminhada à Procuradoria, que poderá decidir sobre a abertura de investigação. Como o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também foi citado no relatório da CPI — sob alegação de omissão —, há possibilidade de o caso ser conduzido por um substituto dentro do órgão.
Repercussão no STF e possíveis impactos eleitorais
Durante a mesma sessão, o ministro Dias Toffoli apontou que a conduta do senador pode ter implicações não apenas jurídicas, mas também eleitorais. Segundo ele, a atuação poderia ser interpretada como abuso de poder com finalidade eleitoral.
“E esse voto é antidemocrático. É um voto corrupto”, afirmou Toffoli ao comentar o caso.
O presidente do STF, Edson Fachin, divulgou nota pública em apoio aos colegas mencionados no relatório. No texto, ele afirmou que o uso indevido de CPIs representa risco às instituições democráticas e aos direitos fundamentais.
Contexto político e reação do senador
A rejeição do relatório foi resultado de articulações políticas que envolveram ministros do STF, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Após o encerramento dos trabalhos da CPI, Alessandro Vieira afirmou que a proposta de indiciamento de autoridades foi o principal ponto de divergência entre os integrantes da comissão. Em publicação nas redes sociais, declarou: “Numa democracia, você respeita o resultado das votações mesmo quando ele não lhe é favorável”.
O senador também mencionou mudanças na composição da comissão durante a votação do relatório. “Essas movimentações fazem parte das estratégias regimentais, mas apontar seu impacto é necessário”, escreveu.
O vereador Eduardo Moura (Novo) e o deputado estadual Romero Albuquerque (PSB) protagonizaram um intenso confronto na manhã desta terça-feira (14), na Câmara Municipal do Recife. O episódio envolveu troca de ofensas, tentativa de aproximação física e acabou levando à suspensão temporária da sessão.
A confusão teve início quando Moura utilizava a tribuna e mencionou o nome do deputado, que acompanhava a reunião no plenário. Durante sua fala, o vereador afirmou ter recebido mensagens com conteúdo intimidatório. Em reação, Romero se dirigiu à tribuna e respondeu de forma direta, elevando rapidamente o tom da discussão. A partir daí, os dois passaram a trocar provocações e desafiar um ao outro, inclusive sugerindo que o confronto continuasse fora do plenário.
Em meio ao embate, Moura acusou o deputado de tentar se promover politicamente com a situação, enquanto Romero rebateu com ironias e questionamentos sobre a relevância do vereador. O clima ficou ainda mais tenso com ambos exaltados e próximos fisicamente, sendo necessária a intervenção de outros parlamentares.
A rivalidade, no entanto, já vinha se intensificando nos dias anteriores, especialmente nas redes sociais. Os dois vinham divergindo publicamente sobre questões relacionadas à gestão do Hospital da Criança do Recife, após o caso de um menino que morreu em decorrência de meningite. O deputado defendeu a unidade de saúde, enquanto o vereador fez críticas à estrutura e à condução do serviço, o que gerou uma sequência de ataques mútuos.
Diante da confusão no plenário, o presidente da sessão, vereador Zé Neto (PSB), interrompeu os trabalhos por alguns minutos para conter os ânimos. Após a retomada, ele classificou o comportamento como inadequado e afirmou que providências poderiam ser tomadas.
Posteriormente, Eduardo Moura declarou que foi confrontado durante seu discurso e afirmou que pretende adotar medidas legais, alegando possuir registros de mensagens atribuídas ao deputado. Já Romero Albuquerque, por meio de nota, lamentou o ocorrido, mas disse ter apenas reagido às críticas feitas por Moura, acusando o vereador de politizar o tema.
Após o episódio, o vereador reforçou suas críticas e voltou a afirmar que sofreu intimidação, chegando a registrar um boletim de ocorrência contra o deputado.
“Eu vou derrubar o seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que eu faça na minha vida”, garante Amanda Ungaro
Amanda Ungaro (Foto: Redes sociais)
A ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, de 41 anos, afirmou que pretende revelar informações que, segundo ela, comprometeriam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania Trump, no contexto do escândalo envolvendo o financista Jeffrey Epstein. Em publicações nas redes sociais, ela declarou que possui provas e prometeu levar o caso adiante judicialmente, afirmando que vai “derrubar todo o sistema”.
As declarações foram feitas em uma série de postagens na plataforma X e em entrevistas, na qual Amanda também detalha sua convivência com o círculo social ligado a Trump e Epstein ao longo de duas décadas.
Nas mensagens, a brasileira fez acusações diretas ao presidente e à primeira-dama. “Eu vou derrubar o seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que eu faça na minha vida. Eu vou até o fim — não tenho medo. Talvez você devesse ter medo do que eu sei… de quem você é e de quem é o seu marido (…) Eu não tenho mais nada a perder na minha vida. Eu vou derrubar todo o sistema — tome cuidado comigo, sua idiota”, escreveu.
Amanda afirmou ainda que pretende tomar medidas legais contra Melania e Trump, a quem chamou de “pedófilo”. Segundo ela, manteve proximidade com o casal por cerca de 20 anos. “Você sabia que eu estava detida no ICE. Você esteve presente na minha vida — todos os anos no aniversário do meu filho, inclusive enviando o Serviço Secreto e sendo a primeira a parabenizá-lo, lá em 2016. Algo claramente estava errado, mas eu não faço parte de nenhuma missão maligna envolvendo crianças. Então o que você fez, Melania? Você tentou me envolver, mas falhou — porque eu tenho caráter”, declarou.
As publicações foram feitas em resposta a um vídeo divulgado por Melania Trump, no qual a primeira-dama negava qualquer ligação com Epstein. Posteriormente, as postagens de Amanda foram apagadas e a conta de Melania foi arquivada.
A ex-modelo também relaciona sua deportação dos Estados Unidos, ocorrida em 2025 após mais de duas décadas no país, à influência do empresário italiano Paolo Zampolli, seu ex-companheiro e aliado político de Trump. De acordo com reportagem do New York Times citada pela própria Amanda, Zampolli teria solicitado a autoridades de imigração que ela fosse levada a um centro de detenção antes de ser libertada sob fiança, em meio à disputa judicial pela guarda do filho do casal.
Em entrevista, Amanda descreveu o momento da detenção: “Policiais entraram na nossa casa às seis da manhã, me jogaram de pijama no corredor, com o rosto voltado para a parede, e pegaram nossos passaportes. Algemaram a mim e ao meu atual marido na frente do Giovanni”.
Ela também afirmou ter sido convidada a depor perante o Comitê de Supervisão do Congresso dos Estados Unidos, que investiga o caso Epstein, embora ainda não tenha sido formalmente intimada.
Relatos sobre Epstein e bastidores
Amanda relata que teve contato com Jeffrey Epstein em 2002, quando, aos 17 anos, embarcou em um dos aviões do financista. “Tinha mais ou menos umas 30 meninas no avião. Achei aquilo muito estranho. Elas eram mais parecidas com estudantes do que com modelos. Bonitas e bem novinhas, mas não tinham perfil de modelo”, disse.
Segundo ela, a viagem ocorreu a partir de Paris com destino a Nova York, acompanhada de seu agente na época, o francês Jean-Luc Brunel, identificado como recrutador ligado a Epstein. Documentos do Departamento de Justiça dos EUA indicam que o nome de Amanda consta na lista de passageiros de um voo do chamado “Lolita Express”.
Meses depois, a brasileira iniciou um relacionamento com Zampolli, com quem viveu por 19 anos. Ela acusa o ex-companheiro de abuso sexual e violência doméstica. “Eu falei: ‘Isso se chama estupro. Eu fui abusada’. Ele reagiu com uma risada”, relatou.
Durante o relacionamento, Amanda afirma ter frequentado eventos com figuras influentes, incluindo festas organizadas pelo rapper Sean “Diddy” Combs e encontros em iates com celebridades e membros da realeza europeia.
Conexões com Trump
Paolo Zampolli, ex-marido de Amanda, é apontado como aliado próximo de Donald Trump e atualmente ocupa o cargo de enviado especial para parcerias globais. O empresário também teve ligação com o setor de modelos em Nova York e participou de iniciativas envolvendo agências frequentadas por Epstein.
O círculo social descrito por Amanda inclui a presença frequente de figuras públicas associadas ao caso Epstein, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual.
As acusações feitas pela ex-modelo não foram acompanhadas, até o momento, de comprovação pública apresentada às autoridades, mas ela afirma que pretende levar o caso às instâncias judiciais nos Estados Unidos.
Iniciativa dos Estados Unidos pode ampliar influência externa sobre recursos estratégicos brasileiros
Trump e Lula (Foto: Reuters/AG.BRASIL/Evelyn Hockstein)
O governo dos Estados Unidos apresentou ao Brasil uma proposta de acordo sobre minerais críticos que levanta preocupações dentro da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa, que pode favorecer investidores estrangeiros e impactar a soberania brasileira, entrou no radar de autoridades em fevereiro deste ano, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (9) pela CNN.
Integrantes do governo brasileiro avaliam que os termos do acordo podem criar vantagens significativas para empresas estrangeiras, especialmente dos Estados Unidos. O texto da proposta prevê prioridade para esses investidores em projetos ligados à exploração de minerais estratégicos no país.
Um dos pontos mais sensíveis envolve a cláusula que estabelece preferência na entrada de capital estrangeiro. O documento afirma que os participantes “esperam ter a primeira oportunidade de investir, de acordo com as leis domésticas, em ativos de minerais críticos que possam ser vendidos no Brasil ou por uma empresa sediada ou incorporada no Brasil”.
Na prática, essa diretriz pode abrir espaço para maior presença de capital estadunidense no setor mineral brasileiro. A avaliação dentro do governo indica que essa condição pode levar a um cenário de concentração de investimentos externos em áreas estratégicas da economia nacional.
A proposta apresenta semelhanças com um acordo já firmado entre Estados Unidos e Austrália, mas traz diferenças que ampliam o alerta entre autoridades brasileiras. No caso australiano, o pacto inclui um compromisso de investimento mínimo de US$ 1 bilhão. A versão destinada ao Brasil não estabelece qualquer valor mínimo.
Outro ponto que chama atenção envolve mecanismos de governança. O acordo com a Austrália prevê reuniões periódicas em nível ministerial para acompanhamento das ações. Esse dispositivo não aparece na proposta direcionada ao Brasil, o que levanta questionamentos sobre equilíbrio e transparência nas tratativas.
Os minerais críticos ocupam papel central em setores estratégicos da economia global. Esses recursos incluem lítio, cobalto, níquel e terras raras, fundamentais para a produção de baterias, equipamentos de energia renovável, semicondutores e tecnologias de defesa.
A relevância desses insumos cresce diante da expansão da transição energética e da digitalização da economia. Países buscam garantir acesso estável a essas matérias-primas para reduzir dependência externa e fortalecer cadeias produtivas.
Nesse contexto, a negociação com os Estados Unidos ocorre em meio a disputas globais por recursos minerais e coloca em debate o equilíbrio entre atração de investimentos e preservação da autonomia econômica do Brasil.
Entenda
As chamadas terras raras reúnem 17 elementos químicos essenciais para a transição energética global, entre eles lantânio, cério, praseodímio, neodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, escândio, túlio, itérbio, lutécio e ítrio. Esses minerais, classificados como críticos, ocupam posição estratégica em setores como defesa e energia, devido à sua importância em tecnologias avançadas.
O Brasil aparece como o segundo país com maiores reservas desses recursos no mundo, com cerca de 21 milhões de toneladas. A liderança pertence à China, que concentra aproximadamente 44 milhões de toneladas, enquanto a Índia ocupa a terceira colocação, com 6,9 milhões de toneladas. Os dados referem-se a 2024 e foram divulgados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), com números também publicados pelo Valor Econômico em julho do ano passado.
A aplicação dessas matérias-primas se estende a diversos segmentos industriais de alta tecnologia. Elas entram na fabricação de turbinas eólicas, veículos híbridos, televisores de tela plana, celulares, lâmpadas fluorescentes compactas, ímãs permanentes, catalisadores automotivos, lentes especiais e sistemas militares como mísseis guiados.
Na produção global, a China mantém ampla liderança, com extração de 270 mil toneladas em 2024. Os Estados Unidos aparecem em seguida, com 45 mil toneladas, e Myanmar ocupa a terceira posição, com 31 mil toneladas produzidas no mesmo período.
Apesar do volume expressivo de reservas, o Brasil ainda explora pouco esses recursos. Em 2024, o país produziu apenas 20 toneladas, o que evidencia um grande potencial ainda não desenvolvido nesse segmento considerado estratégico.
Fluxo estrangeiro e cenário externo favorecem alta da bolsa e queda da moeda dos EUA
Lula, bolsa de valores e dólares (Foto: Julia Prado/MS | ABR)
O Ibovespa avançou 1,5% nesta quinta-feira (9) e fechou acima dos 195 mil pontos pela primeira vez na história, impulsionado por uma trégua na aversão a risco no cenário internacional, mesmo com a percepção de um cessar-fogo ainda frágil entre Estados Unidos e Irã. O índice subiu 1,52%, aos 195.129,25 pontos, após oscilar entre 195.513,91 na máxima e 192.206,22 na mínima, com volume financeiro de R$ 37,2 bilhões.As informações são da agência Reuters.
O dólar fechou a quinta-feira em baixa ante o real, no menor valor desde abril de 2024, influenciado pelo cessar-fogo entre os dois países. A divisa à vista recuou 0,80% e encerrou cotada a R$ 5,0626, menor nível desde 9 de abril de 2024, quando atingiu R$ 5,0067. No acumulado do ano, a queda chega a 7,77%.
O desempenho do Ibovespa consolida um novo patamar histórico para o mercado brasileiro, sustentado por fatores externos mais favoráveis e pela continuidade do interesse de investidores estrangeiros. O desempenho do dólar reflete tanto fatores externos quanto a entrada consistente de capital estrangeiro no Brasil.
Bolsa de Valores
No cenário global, o petróleo Brent encerrou o dia com alta de 1,23%, cotado a US$ 95,92, após reduzir ganhos ao longo da sessão. O movimento veio depois de forte queda na véspera. Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 avançou 0,62%, acompanhando a melhora no humor dos investidores.
O superintendente da Necton/BTG Pactual, Marco Tulli Siqueira, avaliou o momento internacional. “Há ainda muita tensão envolvendo a situação no Oriente Médio, mas hoje o mundo está um pouco mais calmo”, afirmou. Ele também destacou que o cenário mais negativo indicado pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não se confirmou.
O fluxo de recursos estrangeiros segue como fator de sustentação para o mercado acionário brasileiro. Desde o início do conflito no fim de fevereiro, a bolsa mostra resistência. Mesmo com desempenho negativo em março, o Ibovespa registrou entrada líquida de capital externo, movimento que continua em abril, com saldo positivo de R$ 1,6 bilhão até o dia 6.
O sócio e advisor da Blue3 Investimentos, Willian Queiroz, apontou que o anúncio de cessar-fogo contribuiu para a recuperação dos ativos. “trouxe a calmaria que o Ibovespa precisava para continuar batendo máximas históricas”, afirmou, ao comentar o impacto da redução da volatilidade, mesmo com riscos ainda presentes no Oriente Médio.
Entre os destaques do pregão, Petrobras PN subiu 2,77%, acompanhando o avanço do petróleo no mercado internacional. No setor, PRIO ON ganhou 2,11%, Brava Energia ON avançou 3,55% e PetroReconcavo ON registrou alta de 1,6%.
Os bancos também contribuíram para o desempenho positivo. Itaú Unibanco PN subiu 1,71%, enquanto BTG Pactual Unit avançou 1,5%. Bradesco PN teve alta de 0,59%, Banco do Brasil ON subiu 0,94% e Santander Brasil Unit avançou 1,81%.
Na direção oposta, Vale ON caiu 1,05%, pressionada pela queda dos contratos futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado em Dalian recuou 2,53%, a 750 iuanes por tonelada, menor nível desde o início de março.
Outros papéis também chamaram atenção. Sabesp ON subiu 3,3% após apresentar plano de investimentos de cerca de R$ 20 bilhões para 2026 e reforçar metas de universalização de serviços. Auren Energia ON avançou 3,81%, em linha com o desempenho positivo do setor elétrico. Hapvida ON liderou os ganhos do dia, com alta de 4,74%, após notícias sobre aumento de participação acionária e planos de venda de ativos no Sul do país.
Dólar
No mercado futuro, o dólar para maio, o contrato mais negociado na B3, caiu 0,71% e fechou a R$ 5,0860. Na sessão anterior, a moeda já havia recuado com força diante do otimismo gerado pelo acordo entre Estados Unidos e Irã. Nesta quinta-feira, dúvidas sobre a implementação do cessar-fogo e sobre a retomada do fluxo marítimo no Estreito de Ormuz reduziram o entusiasmo dos investidores.
O tráfego na região permaneceu abaixo de 10% do volume habitual, enquanto o governo iraniano reafirmou controle sobre a área e orientou embarcações a permanecerem em suas águas. Em paralelo, Israel realizou novos ataques no Líbano, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu indicou a intenção de iniciar negociações que envolvem o desarmamento do Hezbollah.
Mesmo com esse cenário de incerteza, o dólar perdeu força frente a moedas emergentes como o real, o peso chileno e o peso mexicano. Ao longo do dia, a cotação no Brasil oscilou entre máxima de R$ 5,1070 pela manhã e mínima de R$ 5,0586 à tarde, acompanhando a valorização do Ibovespa e a queda das taxas de juros no mercado local.
Para o especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini, o movimento contrariou fatores que normalmente sustentariam a moeda estadunidense. “Mesmo em um ambiente de incerteza geopolítica e petróleo elevado (próximo de US$100), que em tese sustentariam o dólar, o mercado operou na direção oposta, refletindo desmonte de posições defensivas”, afirmou.
Ele também destacou o papel do fluxo externo no Brasil. “No Brasil, o movimento foi amplificado por fluxo estrangeiro consistente, direcionado à renda fixa e à bolsa, sustentado pelo elevado diferencial de juros mesmo diante da possibilidade de corte (da Selic) pelo Copom”, acrescentou.
O diretor da FB Capital, Fernando Bergallo, avaliou o comportamento do mercado doméstico. Segundo ele, houve alinhamento entre os principais indicadores. Ele classificou o cenário como de “coerência interna”, com valorização da bolsa e queda do dólar.
Durante a sessão, o Banco Central realizou leilão de 50 mil contratos de swap cambial para rolagem de vencimentos, sem impacto relevante nas cotações. No exterior, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda frente a uma cesta de seis divisas, recuava 0,24%, aos 98,829 pontos no fim do dia.
A Prefeitura de Afogados da Ingazeira promove neste final de semana a terceira edição do Berro Fest – feira de caprinos e ovinos dos pequenos criadores.
O evento é coordenado pela secretaria municipal de agricultura, no centro de comercialização de animais, às margens da PE-320. A premiação é de R$ 8 mil.
Os animais começam a chegar nesta quinta (09). Na sexta, de oito ao meio-dia, acontecem as inscrições dos criadores e a avaliação dos animais. A partir das 15h, curso de apresentação e casqueamento animal. No sábado (11), a partir das 9h, acontecem os julgamentos e a entrega das premiações.
“Esse é um evento importante pois fortalece a cadeia produtiva da caprinovinocultura dos mosso pequenos criadores. Muitos deles já beneficiados com o beneficiamento genético gratuito disponibilizado pela gestão municipal. É uma oportunidade de expor, concorrer e comercializar o seu plantel,” destacou Valberto Amaral, secretário de agricultura de Afogados.
A Prefeitura de Afogados da Ingazeira realizou nesta terça (07) a entrega de certificados de diversos cursos profissionalizantes realizados em parceria com o SEBRAE.
A cerimônia aconteceu no espaço CS Eventos e contemplou com certificados alunos e alunas dos cursos de Mecânica de Motocicleta, Instalações Elétricas Prediais, Costura e Modelagem Industrial, Fabricação de Pizzas e Preparo de doces e Conservas; alguns deles direcionados a moradores da zona rural.
A gerente da unidade regional do SEBRAE no Sertão Central, Pajeú, Moxotó e Itaparica, Rossana Webster, agradeceu a parceria com a gestão municipal. “Para nós do SEBRAE é uma satisfação entregar esses certificados. Muito bom trabalhar parcerias com uma gestão pública que tem essa preocupação de levar qualificação profissional para o seu povo, interiorizando também as ações para a zona rural,” destacou Rosana.
Já são mais de duas mil e quatrocentas pessoas beneficiadas pela atual gestão com a realização de diversos cursos de qualificação profissional em Afogados da Ingazeira.
“Este é o maior programa de qualificação que Afogados já vivenciou. Nós escolhemos e ofertamos os cursos ouvindo as demandas da população, com as parcerias certas, levando capacitação e abrindo novas perspectivas de futuro para a nossa gente,” destacou o Prefeito Sandrinho Palmeira, presente à cerimônia de entrega.
O secretário de Administração e Desenvolvimento Econômico de Afogados, Ney Quidute, destacou que só nessa etapa foram realizados 20 cursos, com mais de seiscentas pessoas beneficiadas. “Afogados é um exemplo de política pública de empreendedorismo, com vários prêmios conquistados, fomentando desenvolvimento e descentralizando as ações também para a zona rural,” afirmou Ney.
A entrega dos certificados contou com as presenças dos vereadores César tenório, Douglas Rodrigues e Lucineide Cordeiro, além de diversos secretários municipais.
Longe de rumores, investigações apontam que uma parte relevante das atividades de Daniel Vorcaro, à época à frente do Banco Master, envolvia a realização de eventos voltados à elite política e empresarial, marcados pela presença de grande número de mulheres. Entre elas, havia participantes de diferentes nacionalidades, como Rússia, Ucrânia, Lituânia, Holanda, México e Venezuela, evidenciando o caráter internacional da operação, segundo informações da Folha de São Paulo.
O levantamento realizado da Folha, baseado em entrevistas, registros públicos e documentos da Polícia Federal, identificou ao menos 20 mulheres que participaram dessas festas, sendo que 14 mantêm perfis abertos nas redes sociais. Nenhuma delas comentou o caso.
Além das estrangeiras, brasileiras também integravam esse circuito. Algumas vieram de estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, atraídas pela possibilidade de ascensão profissional e ampliação de contatos. Segundo apuração, parte delas aceitava apoio financeiro para participar dos eventos e permanecer à disposição da organização.
Registros visuais mostram essas mulheres em diferentes contextos: desde festas temáticas até embarques em aeronaves privadas e estadias em destinos turísticos, indicando uma rotina que combinava luxo, deslocamentos frequentes e presença em encontros exclusivos.
Fazia parte do meu business”, disse Vorcaro
Mensagens do empresário Daniel Vorcaro obtidas pela Polícia Federal
A importância dessas reuniões foi explicitada pelo próprio Vorcaro em mensagens obtidas pela investigação. Em conversa com a então noiva, ele afirmou que os eventos faziam parte de seu modelo de negócios e que já havia promovido centenas de festas com esse perfil.
Relatos de 17 executivos ouvidos pela reportagem reforçam que a estrutura era organizada e estratégica. Os encontros eram planejados para ocorrer em dias úteis, muitas vezes paralelamente a agendas oficiais, facilitando a participação de políticos que retornavam às suas bases nos fins de semana.
A operação contava com intermediários responsáveis por recrutar e gerenciar as participantes. O promotor de eventos Diogo Batista atuava como elo com as modelos e circulava com frequência por hotéis de luxo em São Paulo, como o Unique e o Rosewood. Após um desentendimento com Vorcaro, parte dessas funções passou a ser desempenhada pela influenciadora Karolina Trainotti.
Trainotti, segundo a investigação, recebeu um imóvel de alto valor de uma empresa ligada ao empresário. Ambos foram procurados, mas não se manifestaram.
Noite indígena em Trancoso expôs dimensão das festas
Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu em outubro de 2022, em Trancoso, na Bahia. A festa, realizada em uma mansão alugada em nome de terceiros, ganhou notoriedade não apenas pelo luxo, mas também pelos danos causados ao imóvel.
Modelos permaneceram dias no local, enquanto a celebração principal ocorreu em plena semana. A logística incluiu voos internacionais em primeira classe, hospedagens em locais como o hotel Rosewood e uma casa de alto padrão no Rio de Janeiro, além do uso de aeronaves privadas e do aeródromo Terravista.
A programação contou com apresentações musicais, performances com tochas e decoração inspirada na Amazônia. Convidados usaram adereços indígenas, e há registros de Vorcaro participando das festividades nesse contexto.
Noite indígena em Trancoso expôs dimensão das festas – Foto: Redes Sociais
Festas milionárias e presença na Fórmula 1
Outro momento de destaque foi a semana do Grande Prêmio de Fórmula 1 de 2023, em São Paulo. Como patrocinador de equipe, o grupo de Vorcaro teve acesso a áreas VIP, ampliando o networking com convidados.
Uma festa de Halloween, realizada dias antes da corrida, reuniu cerca de 190 pessoas e teve custo estimado em US$ 4,5 milhões. A estrutura incluiu buffet internacional durante toda a madrugada, bebidas premium em grande quantidade e equipe exclusiva para atendimento de convidados VIP.
A logística internacional chamou atenção: participantes vieram de diferentes partes do mundo, com deslocamentos que incluíram voos intercontinentais e até viagens terrestres em regiões afetadas pela guerra na Europa.
Além dos grandes eventos, havia pontos fixos de encontro. Escritórios corporativos e hotéis de alto padrão em São Paulo e no Rio de Janeiro eram utilizados para reuniões mais discretas. No Hotel Fasano, por exemplo, havia áreas reservadas para recepção de convidados, e relatos indicam que hospedagens de autoridades também foram custeadas.
Modelos frequentemente se hospedavam em hotéis como o Unique e o Rosewood, utilizados como base para a operação.
Investigação, lacunas e possíveis crimes
Apesar da quantidade de informações reunidas, ainda não há confirmação oficial sobre quais autoridades participaram dos eventos nem sobre a existência de registros audiovisuais comprometedores. Também não há provas conclusivas sobre a natureza das interações ocorridas nas festas.
Especialistas, no entanto, alertam que, em contextos envolvendo agentes públicos, a oferta de benefícios pode ser enquadrada como vantagem indevida — conceito amplo que pode caracterizar corrupção.
Além disso, despesas não declaradas com esse tipo de atividade podem configurar fraude contábil. Há ainda a possibilidade de enquadramento por exploração da prostituição, caso se comprove intermediação com fins lucrativos.
Juristas também destacam a necessidade de investigar se houve participação de menores, o que configuraria crimes graves. Por outro lado, ressaltam que a prostituição em si não é crime, desde que envolva adultos e não haja exploração.
Analistas avaliam que o uso de eventos de luxo com presença de mulheres como ferramenta de aproximação entre elites políticas e empresariais levanta questionamentos sobre práticas estruturais de poder. Esse tipo de dinâmica, segundo especialistas, pode reforçar desigualdades de gênero e indicar um modelo de relacionamento baseado em benefícios indiretos e lealdades pessoais.
A defesa de Daniel Vorcaro informou que não comentará o caso. Outros citados também não se manifestaram.
Após a ampla repercussão de um vídeo nas redes sociais, a Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, em Florianópolis (SC), anunciou que irá refazer o sorteio do prêmio principal de uma rifa — um carro modelo Fiat Argo — após o próprio padre da comunidade ter sido o contemplado.
As imagens mostram o momento em que o padre Eduardo Senna retira um dos bilhetes e reage em tom de surpresa: “Vocês não vão acreditar. É em branco, é o meu!”. O episódio rapidamente ganhou visibilidade nas redes e passou a ser questionado por internautas, que levantaram dúvidas sobre a lisura do sorteio.
A ação fazia parte de uma campanha intitulada “Ação Entre Amigos”, promovida pela paróquia com o objetivo de arrecadar recursos para obras e melhorias em comunidades atendidas pela instituição. Durante o evento, o sacerdote chegou a informar que havia adquirido bilhetes, mas que os deixou sem identificação.
Diante da repercussão negativa, o padre se manifestou publicamente. Em publicação nas redes sociais, afirmou compreender os questionamentos e ressaltou que o veículo não seria destinado a uso pessoal, mas revertido em benefício da própria paróquia.
Em nota, a organização decidiu pela realização de um novo sorteio, como forma de garantir transparência e manter a credibilidade da iniciativa junto aos fiéis.
Gazeta – O instituto Real Time Big Data divulgou nesta quarta-feira (8) uma pesquisa que mostra como está a intenção de voto para o governo de Pernambuco nas eleições de 2026.
O ex-prefeito de Recife, João Campos (PSB), lidera os dois cenários apresentados. Em um eventual segundo turno contra a atual governadora Raquel Lyra (PSD), Campos aparece com 52% das intenções de voto. Lyra também aparece com a maior rejeição ao governo entre os entrevistados.
Para o Senado, a ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) é a mais citada. A segunda cadeira aparece indefinida, com mais de um nome empatado tecnicamente.
Pesquisa para o governo de Pernambuco em 2026
O instituto Real Time Big Data apresentou um quadro de pesquisa espontânea (quando a pergunta é aberta, sem apresentação prévia de nomes) e um cenário estimulado (quando o eleitor recebe uma lista com os nomes dos políticos para escolha).
João Campos e Raquel Lyra são os mais citados em cenário espontâneo
João Campos (PSB): 21%
Raquel Lyra (PSD): 18%
Eduardo Moura (Novo): 1%
Outros: 3%
Branco/Nulo: 9%
Não sabe: 48%
João Campos lidera primeiro cenário estimulado
João Campos (PSB): 50%
Raquel Lyra (PSD): 33%
Eduardo Moura (Novo): 8%
Ivan Moraes (PSOL): 2%
Branco/Nulo: 4%
Não sabe: 3%
Pesquisa de segundo turno para governador de Pernambuco
João Campos x Raquel Lyra
João Campos (PSB): 52%
Raquel Lyra (PSD): 40%
Branco/Nulo: 4%
Não sabe: 4%
Pesquisa de rejeição para governador de Pernambuco
O instituto Real Time Big Data perguntou em quais candidatos o eleitor não votaria de jeito nenhum.
Raquel Lyra (PSD): 39%
Ivan Moraes (PSOL): 33%
João Campos (PSB): 30%
Eduardo Moura (Novo): 25%
Poderia votar em todos: 3%
Não sabe/não respondeu: 2%
Pesquisa para senador por Pernambuco em 2026
O instituto Real Time Big Data apresentou também os resultados sobre como está a intenção de voto do eleitor de Pernambuco para as duas cadeiras em disputa ao Senado pelo estado. Os resultados abaixo apresentam o consolidado do primeiro e do segundo votos indicados, e reduzidos para 100%.
Marília Arraes é a mais citada e segunda cadeira fica indefinida em primeiro cenário
Marília Arraes (PDT): 27%
Miguel Coelho (União Brasil): 20%
Anderson Ferreira (PL): 18%
Humberto Costa (PT): 17%
Mendonça Filho (PL): 12%
Branco/Nulo: 3%
Não soube responder: 3%
Segundo cenário tem Marília Arraes como a mais citada e segunda cadeira indefinida
Marília Arraes (PDT): 29%
Anderson Ferreira (PL): 19%
Humberto Costa (PT): 17%
Mendonça Filho (PL): 15%
Eduardo da Fonte (PP): 11%
Branco/Nulo: 4%
Não soube responder: 5%
Marília Arraes lidera terceiro cenário e segunda cadeira segue indefinida
Marília Arraes (PDT): 28%
Miguel Coelho (União Brasil): 21%
Anderson Ferreira (PL): 19%
Humberto Costa (PT): 17%
Tadeu Gadelha (PSD): 8%
Branco/Nulo: 3%
Não soube responder: 4%
Metodologia: 1.600 entrevistados pelo instituto Real Time Big Data em Pernambuco, entre os dias 6 e 7 de abril de 2026. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela Real Time Midia Ltda. Registro no TSE nº PE-05363-2026.
Por que a Gazeta do Povo publica pesquisas eleitorais
A Gazeta do Povo publica há anos todas as pesquisas de intenção de voto realizadas pelos principais institutos de opinião pública do país. As pesquisas de intenção de voto fazem uma leitura de momento, com base em amostras representativas da população.
Métodos de entrevistas, composição e número da amostra e até mesmo a forma como uma pergunta é feita são fatores que podem influenciar no resultado. Por isso é importante ficar atento às informações de metodologias, encontradas no fim das matérias da Gazeta do Povo sobre pesquisas eleitorais.
Pesquisas publicadas nas eleições de 2022, por exemplo, apontaram discrepâncias relevantes em relação ao resultado apresentado na urna. Feitos esses apontamentos, a Gazeta do Povo considera que as pesquisas eleitorais, longe de serem uma previsão do resultado das eleições, são uma ferramenta de informação à disposição do leitor, já que os resultados divulgados têm potencial de influenciar decisões de partidos, de lideranças políticas e até mesmo os humores do mercado financeiro.
Faleceu aos 66 anos, no Hospital do Câncer, em Recife, Angélica Alves da Silva.
Segundo informações do sobrinho, João Paulo, ela já se encontrava entubada, com sinais vitais bastante debilitados, e acabou sofrendo uma parada cardíaca por volta das cinco da manhã.
Há alguns dias, Angélica havia sofrido uma fratura e, após avaliação médica, foi diagnosticada com câncer ósseo já em estágio avançado, com metástase. Seu estado de saúde se agravou progressivamente, sendo necessária a intubação nas últimas horas.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento.
Natural do Sítio Queimadas, em Iguaracy, Angélica construiu uma trajetória marcada por sua forte ligação com a ex-prefeita Giza Simões, de quem foi, por muitos anos, não apenas uma dedicada cozinheira, mas também uma grande amiga e pessoa de confiança. Sua presença também foi constante junto à família, incluindo Orisvaldo Inácio e Danilo Simões, que agora acompanham os desdobramentos de sua partida.
Corpo de Angélica chega no final da tarde e será velada na Câmara de Vereadores, sepultamento na tarde desta quinta-feira em Quimtibú
Com investimento de R$ 3,06 milhões, o município de Salgueiro figura entre os que mais destinaram recursos ao Carnaval de 2026 em Pernambuco. Os dados são do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, divulgados por meio do portal Tome Conta.
A cidade do Sertão aparece na 10ª posição do ranking estadual, superando destinos tradicionalmente associados à folia e ampliando sua relevância no calendário festivo pernambucano.
Alto volume de investimentos públicos
De acordo com o levantamento, os gastos totais com o Carnaval em Pernambuco chegaram a R$ 243,4 milhões, considerando tanto o Governo de Pernambuco quanto as prefeituras. Desse total, R$ 189,21 milhões foram direcionados à contratação de artistas. O restante foi aplicado em estrutura, logística e demais despesas operacionais.
Recife lidera ranking
A liderança ficou com Recife, que registrou R$ 82,8 milhões em despesas. Na sequência aparece o Governo do Estado, com R$ 65,6 milhões. Apenas oito municípios, além da gestão estadual, ultrapassaram a marca dos R$ 3 milhões em investimentos.
Salgueiro integra esse grupo ao lado de cidades como Jaboatão dos Guararapes, Paulista e Igarassu.
Apesar de sua tradição carnavalesca, Olinda aparece apenas na 11ª colocação, com R$ 2,9 milhões — valor inferior ao registrado por Salgueiro.
Interior ganha destaque
O desempenho coloca Salgueiro entre os principais investimentos do interior durante o Carnaval, superando cidades como Arcoverde, Petrolina e Serra Talhada.
Dos 182 municípios pernambucanos, 109 apresentaram dados ao TCE. O menor gasto identificado foi em Ipubi, com apenas R$ 530.
Cachês em evidência
Entre os artistas mais bem pagos da festa estão Belo, João Gomes e Mari Fernandez.
No ranking geral de cachês acumulados, mulheres lideram: Priscila Senna aparece na primeira posição, seguida por Elba Ramalho e Raphaela Santos.
O levantamento reforça o crescimento dos investimentos no Carnaval pernambucano e evidencia o protagonismo cada vez maior de cidades do interior no cenário da festa.
Presidente dos EUA impõe prazo até a terça -feira e afirma que país persa pode ser destruído rapidamente caso não haja acordo para o fim do conflito
Presidente dos EUA, Donald Trump 31/03/2026 (Foto: REUTERS/Evan Vucci)
A ameaça de que o Irã pode ser destruído em uma noite intensificou a tensão internacional nesta segunda-feira (6), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que uma ação militar poderia ocorrer rapidamente caso não haja avanço em um acordo com Washington. O mandatário também estabeleceu um prazo para que o país persa aceite as condições propostas.
De acordo com a Folha de São Paulo, Trump declarou a jornalistas que “o país inteiro pode ser destruído em uma noite” e acrescentou: “Essa noite pode ser amanhã”. O presidente determinou que o Irã responda à proposta até terça-feira, às 21h.
Declarações elevam pressão diplomática
A fala ocorreu na Casa Branca, durante entrevista acompanhada por integrantes do alto escalão do governo dos Estados Unidos, como o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, e o diretor da CIA, John Ratcliffe. Familiares do presidente e o enviado especial Steve Witkoff também estavam presentes.
Mais cedo, durante um evento de Páscoa, Trump já havia endurecido o discurso ao afirmar que os Estados Unidos estariam “destruindo o país” diante da recusa iraniana em negociar. Ele também disse que o Irã estaria sob uma nova geração de liderança, que, segundo ele, “não é tão radicalizada”.
Operação militar e resgate de tripulantes
Durante a entrevista, o presidente detalhou uma operação militar envolvendo o resgate de dois tripulantes de um avião americano atingido por forças iranianas. Segundo Trump, a missão mobilizou 155 aeronaves e utilizou estratégias para despistar o inimigo, sendo classificada como uma das mais complexas já realizadas pelos EUA.
Os dois militares — um piloto e um oficial de sistemas de armas — conseguiram se ejetar segundos antes do impacto da aeronave. O piloto manteve comunicação constante com sua unidade e foi resgatado cerca de seis horas após a queda, com apoio de aviões e helicópteros.
O segundo tripulante se refugiou em uma área montanhosa, escondendo-se em uma fenda até ser localizado pelas equipes americanas. A situação gerou preocupação devido ao risco de captura pelas autoridades iranianas, que chegaram a oferecer recompensa por informações sobre seu paradeiro.
Comparação religiosa e críticas à imprensa
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, comparou o resgate a um episódio religioso. “Abatido em uma sexta-feira: Sexta-feira Santa. Escondido em uma caverna, em uma fenda, durante todo o sábado”. “E resgatado no domingo. Retirado do Irã enquanto o sol nascia no Domingo de Páscoa”, completou.
Trump também criticou a imprensa e ameaçou responsabilizar jornalistas que divulgaram informações antecipadas sobre a operação. “Vamos conseguir descobrir porque vamos até a empresa de mídia que divulgou isso e vamos dizer: segurança nacional, revele a fonte ou vá para a prisão”, disse. “A pessoa que fez a reportagem vai para a cadeia se não disser”, afirmou.
Economista critica comportamento do presidente dos Estados Unidos, aponta risco de escalada global e diz que hegemonia americana está em colapso
Donald Trump e Jeffrey Sachs (Foto: Reuters/ABr)
O economista Jeffrey Sachs afirmou que a guerra contra o Irã está acelerando a desorganização da ordem internacional liderada pelos Estados Unidos e expondo, ao mesmo tempo, o caráter errático do governo do presidente Donald Trump e os limites reais do poder militar americano. Em entrevista ao canal do YouTube apresentado por Glenn Diesen, Sachs sustentou que o conflito não pode ser compreendido apenas como uma crise regional, mas como parte de uma disputa mais ampla sobre hegemonia, soberania e rearranjo do sistema internacional.
Ao longo da conversa, Sachs argumenta que os impactos da guerra já atingem a economia global, o equilíbrio geopolítico e os sistemas de alianças que, durante décadas, foram estruturados em torno da proteção militar dos Estados Unidos. Para ele, o problema central é que muitos países — da Europa ao Golfo, passando pelo Leste Asiático apostaram sua segurança em uma potência cuja liderança está em declínio e cuja condução política se tornou cada vez mais imprevisível.
Sachs vê combinação explosiva entre impulsividade política e crise de hegemonia
Na avaliação do economista, dois fenômenos estão ocorrendo simultaneamente no Irã, na Ucrânia e em outras frentes de tensão. O primeiro é o que ele chama de comportamento “extraordinariamente errático” do governo dos Estados Unidos, personificado em Donald Trump. O segundo é a erosão da crença de que os EUA continuam capazes de dominar qualquer campo de batalha por meio da força bruta e da doutrina do “choque e pavor”.
Sachs foi direto ao qualificar a postura da Casa Branca. Segundo ele, “ninguém consegue racionalizar a desfaçatez, a ilegalidade, a crueldade das ações dos EUA e da retórica de Trump”. Em seguida, destacou uma das falas do presidente dos Estados Unidos sobre o Irã, que, segundo ele, causou espanto internacional: “Sua frase sobre enviar o Irã de volta à Idade da Pedra chocou todo o mundo.”
O economista também associou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, à escalada verbal e militar. Ao comentar um discurso do premiê israelense, Sachs afirmou que se trata de uma retórica de brutalidade extrema, marcada por referências bíblicas que, em sua visão, projetam uma lógica de guerra sem limites.
“Regime violento e sem lei”
Sachs afirmou que há, tanto no exterior quanto dentro dos próprios Estados Unidos, uma percepção crescente de que o país vive sob um “regime absolutamente violento e sem lei”. Em sua leitura, isso não decorre apenas da retórica, mas também das ações militares e da celebração pública da destruição.
Ele citou, por exemplo, a reação de Trump a um ataque contra uma ponte, que matou civis, como evidência da degradação moral do comando político. Para Sachs, o fato de o presidente demonstrar satisfação diante de um episódio com mortes de não combatentes mostra que a brutalidade deixou de ser periférica e passou ao centro do discurso oficial.
Esse diagnóstico se conecta, segundo ele, à segunda grande questão do momento: a credibilidade do poder militar dos EUA.
Poder militar dos EUA é contestado, diz economista
Sachs lembrou que a tese da supremacia militar americana já foi desmentida em conflitos anteriores, do Vietnã ao Afeganistão, passando pela América Central e pelo Oriente Médio. Ainda assim, segundo ele, a mesma fórmula é reapresentada repetidamente: a de que o poderio militar dos EUA seria esmagador e inevitavelmente produziria submissão do adversário.
Para o economista, os acontecimentos recentes contradizem essa narrativa. Ele observou que, logo após Trump reiterar a ideia de força avassaladora, surgiram notícias sobre a derrubada de aviões de combate dos Estados Unidos, contra-ataques em Israel e na região do Golfo e sinais de dificuldades defensivas diante da capacidade de retaliação do Irã.
Nas palavras de Sachs, “a alegação americana e israelense de ‘choque e pavor’ esmagando o governo iraniano não é verdadeira”. Ao contrário, afirmou, “parece haver muita preocupação sob a superfície” com a capacidade de defesa diante de ataques iranianos, especialmente com mísseis.
Risco de escalada para uma guerra nuclear
Um dos trechos mais graves da entrevista é aquele em que Sachs alerta para o risco de uma escalada de proporções catastróficas. Para ele, o conflito pode se expandir e, “sem dúvida”, chegar ao patamar de uma guerra nuclear.
Ao descrever a postura israelense, o economista afirmou que o nível de violência e desumanização sugere ausência de limites. Em sua interpretação, trata-se de algo que não é apenas tático, mas ideológico.
Ao comparar Estados Unidos e Israel, Sachs apontou uma diferença importante. Segundo ele, a opinião pública americana rejeita amplamente a guerra, enquanto em Israel haveria maior apoio social à escalada.
“Uma guerra por capricho”
Questionado sobre como o conflito poderia terminar, Sachs admitiu não ver uma saída positiva clara. Ele destacou que a grande diferença, neste caso, está entre o que Trump pode fazer e o que ele está disposto a fazer. Em tese, afirmou, o presidente dos Estados Unidos “pode e deve arrumar as malas e ir para casa”, mas considerou isso pouco provável.
Ele resumiu sua avaliação com uma formulação contundente: “Isso realmente parece ser uma guerra por capricho.” E acrescentou que sequer é possível compreender claramente os objetivos do conflito.
Sachs diz que Trump é sociopata e alerta para risco global
Embora destaque fatores estruturais, Sachs atribui peso decisivo à personalidade de Donald Trump. Segundo ele, há um componente psicológico relevante na condução da guerra.
Em uma das declarações mais fortes da entrevista, afirmou: “Donald Trump é psicopático.” Para o economista, trata-se de um líder que não processa informações de forma racional e age de maneira impulsiva, paranoica e megalomaníaca.
Ele também indicou que esse tipo de liderança dificulta qualquer recuo. Segundo Sachs, figuras com esse perfil tendem a encarar conflitos como testes pessoais de poder, o que torna a desescalada muito mais difícil.
Interesses econômicos e militares também impulsionam o conflito
Sachs também chamou atenção para os interesses financeiros por trás da guerra. Ele citou empresas de tecnologia e defesa que utilizam conflitos como campo de teste para novos sistemas militares baseados em inteligência artificial.
Segundo ele, há “dezenas ou centenas de bilhões de dólares” em jogo, além de interesses políticos e econômicos ligados ao complexo militar-industrial.
Sachs pede ação de líderes globais
Como possível caminho para conter a escalada, Sachs defendeu que líderes como Vladimir Putin, Xi Jinping e Narendra Modi intervenham politicamente para pressionar Trump a interromper o conflito.
Segundo ele, o presidente dos Estados Unidos tende a ouvir dirigentes que considera seus pares. Por isso, afirmou: “Eles precisam dizer a ele para parar.”
Recado a aliados dos EUA
Outro ponto central da entrevista foi o alerta aos aliados de Washington. Sachs afirmou que países europeus e do Golfo precisam abandonar a dependência militar dos Estados Unidos e buscar maior autonomia estratégica.
Ele citou a famosa frase atribuída a Henry Kissinger: “Ser inimigo dos Estados Unidos é perigoso, mas ser amigo é fatal.”
Mundo multipolar exige nova estratégia
Para Sachs, o mundo já é multipolar e exige uma nova lógica de segurança baseada na cooperação regional e no equilíbrio entre potências. Segundo ele, a insistência na hegemonia americana é uma ilusão perigosa.
Ele concluiu com um apelo aos governos: “Olhem para a sua vizinhança, sejam amigos dos seus vizinhos. Não deixem o império americano dividir a sua própria região.”
Na avaliação do economista, a guerra contra o Irã escancarou uma realidade que já vinha se desenhando há anos: o fim da hegemonia absoluta dos Estados Unidos e a necessidade urgente de reorganização da ordem global.
Chancelaria iraniana diz que “nenhuma pessoa racional” aceitaria esse tipo de acordo e critica negociações sob ameaça
Imagem ilustrativa de bandeiras dos EUA e do Irã – 18/06/2025 (Foto: REUTERS/Dado Ruvic)
O governo do Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo relacionada à campanha militar conduzida por Estados Unidos e Israel, afirmando que a iniciativa não oferece garantias reais de segurança e pode servir apenas como pausa estratégica para novas ofensivas. A posição foi apresentada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, em coletiva realizada nesta segunda-feira (6), conforme informou a agência Tasnim News.
Baqaei destacou que prazos ou pressões não devem comprometer as ações de defesa do país. Ele argumentou que experiências anteriores demonstram que cessar-fogos muitas vezes funcionam como intervalos para reorganização militar antes de novos ataques, e afirmou que “nenhuma pessoa racional” aceitaria esse tipo de dinâmica. Segundo ele, o Irã exige que suas demandas sejam respeitadas, ao mesmo tempo em que busca evitar ciclos repetitivos de guerra e trégua.
O porta-voz também criticou o papel das Nações Unidas, afirmando que a organização frequentemente atua como instrumento de potências globais. Diante disso, ressaltou que, em questões de segurança nacional, o Irã precisa garantir medidas que impeçam a continuidade de agressões externas.
Sobre a proposta de cessar-fogo em discussão, Baqaei declarou que a posição iraniana já foi expressa anteriormente. Ele mencionou que, dias antes, um plano com 15 pontos foi apresentado por intermediários, mas considerado “excessivo e irracional” pelo governo iraniano. Ainda assim, afirmou que o país elaborou suas próprias condições, alinhadas aos interesses nacionais.
O representante enfatizou que o Irã não evita apresentar suas demandas legítimas e esclareceu que expressar posições não deve ser interpretado como sinal de recuo. Ele destacou ainda que, enquanto as Forças Armadas iranianas seguem atuando, a diplomacia também desempenha papel essencial.
Baqaei afirmou que os critérios do país são baseados em seus interesses nacionais, na segurança e nas decisões do povo iraniano. Segundo ele, a posição do governo permanece clara e pronta para ser comunicada quando necessário.
Ao comentar a atuação de mediadores, o porta-voz afirmou que a troca de posições não é incomum, mas criticou negociações realizadas sob ameaça. Ele declarou que dialogar diante de ultimatos e crimes de guerra é inadequado, especialmente quando há intensificação das ações militares por parte do adversário.
O porta-voz classificou como crime de guerra as ameaças feitas pelos Estados Unidos contra a infraestrutura iraniana, além de acusar Washington de permitir ataques a alvos civis. Ele afirmou que qualquer país envolvido em tais ações deve ser responsabilizado e alertou que a colaboração com os Estados Unidos, nesse contexto, deve ser considerada passível de investigação.
Em resposta a declarações de autoridades norte-americanas sobre a intensificação de ataques simultaneamente à abertura de negociações, Baqaei afirmou que as ações dos EUA no último ano comprometeram sua credibilidade diplomática. Ele citou, como exemplo, a saída do país de cerca de 70 acordos e documentos internacionais nos últimos meses, classificando isso como quebra de confiança e desrespeito às normas internacionais.
Na largada da pré-campanha, João Campos acompanha Paixão de Cristo em Nova Jerusalém
Em sua primeira agenda pública após renunciar o cargo de prefeito do Recife, João Campos (PSB) assistiu à encenação da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, nesta sexta-feira (3), em Brejo da Madre de Deus, no Agreste de Pernambuco.
O pré-candidato a governador, que esteve acompanhado de familiares, lideranças políticas e apoiadores, destacou o valor religioso, cultural e turístico do espetáculo, que, nesta edição, homenageia os 100 anos de Plínio Pacheco, idealizador da cidade-teatro.
“É uma alegria estar aqui mais uma vez nesse grande espetáculo, que é uma tradição do povo de Pernambuco. E estar aqui quando a gente também celebra os 100 anos de Plínio Pacheco, grande fundador, um verdadeiro visionário. A gente faz isso num momento importante, em que se celebra a Paixão de Cristo, o amor, a vida e a penitência de Jesus Cristo, que se fez carne para salvar a todos nós. Desejo a todas as famílias que a gente possa ter muita paz, muito amor, uma vida repleta de harmonia e com Jesus Cristo à frente de tudo”, declarou.
João Campos também falou da nova etapa de sua trajetória política, período em que vai percorrer os quatro cantos do estado.
“Tive a oportunidade de governar a nossa capital por cinco anos e três meses. Estive todos os dias na rua, fazendo um governo ouvindo as pessoas, e chegou a hora de poder levar isso para Pernambuco. Poder começar a caminhada na Semana Santa traz um símbolo especial, com a certeza de que a gente vai fazer muito por Pernambuco. Chegou a hora de andar os quatro cantos e que bom que a gente está começando aqui pelo Agreste”, disse.
João esteve ao lado do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), da pré-candidata a senadora Marília Arraes (PDT) e de deputados, prefeitos, vereadores e outras lideranças da região.
Em sua redes deseja que todos os trabalhadores imigrantes que for petista seja preso
Esse é mais um sujeito que trabalha nos EUA e se acha superior por isso, como se isso lhe desse o direito de ofender a honra dos outros. O delegado Yasser Yassine é um profissional respeitado em sua região, com formação e trajetória que não podem ser desqualificadas por discordância política. Não é porque alguém não é bolsonarista que pode ter sua imagem atacada de forma leviana.
A fala de Danilo Faria não é argumento, é desvio. Ele ignora o ponto levantado e parte para ataque pessoal — o recurso mais raso de quem não sustenta debate.
Ao recorrer a ofensas e simplificações envolvendo Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, ele não esclarece nada. Apenas reforça a polarização e empobrece a discussão pública.
No fim, soa mais como idiota buscando atenção fácil do que alguém interessado em um debate sério.
O vídeo publicado pelo delegado Yasser Yassine, que viralizou ao ironizar a associação entre a camisa da Seleção Brasileira e eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro, segue repercutindo nas redes sociais. Desta vez, o influenciador Danilo Faria, que se declara “antipetista”, gravou um novo conteúdo para rebater o delegado.
Na gravação original, Yasser questiona estereótipos ao aparecer usando verde e amarelo e ironiza: “Será que sou gado?”. Ele afirma que sua relação com a camisa é apenas cultural, ligada ao futebol e ao carnaval, e não a qualquer alinhamento político. A publicação dividiu opiniões e rapidamente ganhou repercussão.
Na resposta, Danilo Faria direciona ataques diretos ao delegado. No vídeo, ele sugere que Yasser estaria se aproximando da esquerda com interesses políticos e critica o que considera uma tentativa de relativizar pautas ideológicas. Além disso, utiliza termos ofensivos ao se referir ao agente.
O influenciador também faz críticas ao PT e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que há uma “inversão de valores” no país. Durante a gravação, ele declara que “o inocente está preso”, em referência a Bolsonaro, enquanto “o ladrão está solto e é presidente”, ao citar Lula.
A Polícia Militar (PM) aposentou o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, preso acusado de matar a esposa policial militar Gisele Santana com um tiro na cabeça. A aposentadoria foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (2/4) — o texto esclarece que a corporação vai pagar o salário integral do oficial como forma de pensão.
De acordo com o Portal da Transparência do governo do estado e como já divulgado pelo Metrópoles, o coronel ganha um salário de R$ 30.861,87. O valor corresponde a quatro vezes mais do que recebia a esposa morta, que recebia R$ 7.222,33 mensais.
Geraldo Neto foi preso no dia 18 de março, acusado de matar a esposa com um tiro na cabeça, no apartamento do casal, no bairro do Brás, no centro de São Paulo. Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas contradições fizeram a polícia investigar o ocorrido como feminicídio. O tenente-coronel sustenta a versão de que a esposa tirou a própria vida até o momento.
A decisão de aposentar o tenente-coronel acontece na mesma semana em que o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, informou que havia mandado instaurar um conselho deliberativo para analisar a demissão de Geraldo Neto do oficialato.
Prisão do coronel
A prisão do oficial Geraldo Leite Rosa Neto foi solicitada pela Polícia Civil no dia 17 de março, após o resultado dos laudos descartar a hipótese de suicídio sustentada por ele. O coronel foi preso na manhã do dia 18, em um condomínio residencial de São José dos Campos, interior de São Paulo, exatamente um mês após a morte da esposa.
Ao chegar às dependências ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, na tarde de quarta-feira (18/3), o tenente-coronel foi recebido com abraços por colegas de farda. Veja: (Íntegra, clique aqui).