Moraes pede a Fachin levantamento total do sigilo do caso Master

Ministro Alexandre de Moraes diz que Mendonça, parte “diretamente interessada” no julgamento, suspendeu o sigilo apenas do que lhe é “conveniente”

Alexandre de Moraes e André MendonçaCrédito: Victor Piemonte/STF | Gustavo Moreno/STF

 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou nesta sexta-feira (11) um ofício ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, no qual solicita o levantamento completo e irrestrito do sigilo das investigações do chamado caso Master. No documento entregue à Presidência do tribunal, Moraes contesta a postura do relator do processo, ministro André Mendonça, e argumenta que a divulgação seletiva realizada até agora compromete a transparência do julgamento.

A crítica do magistrado baseia-se no fato de que o relator liberou apenas uma fração do conteúdo dos autos, adotando um critério de divulgação fracionado. Segundo o trecho do ofício assinado por Moraes, a conduta de André Mendonça ao cumprir a ordem da Presidência do STF acabou por manter em segredo trechos cruciais das apurações.

“Ao cumprir parcialmente a decisão de Vossa Excelência, o Ministro André Mendonça, diretamente interessado no julgamento de ambas as PETs 16.704 e 16.662, selecionou subjetivamente o levantamento do sigilo, tornando público somente o que entendeu conveniente”, registrou Alexandre de Moraes no pedido formal endereçado a Fachin. “Houve o levantamento do sigilo de 15 (quinze) procedimentos, o que não corresponde a totalidade dos procedimentos”, prosseguiu.

“A seletividade, entretanto, foi ainda maior, pois nesses 15 procedimentos o sigilo levantado
foi parcial, excluindo 180 documentos e, consequentemente, dificultando a análise probatória”, destacou Moraes.

Diante do recurso apresentado, o ministro Moraes sustenta a necessidade de abertura total de todo o acervo informativo que integra as petições 16.704 e 16.662. A deliberação final sobre o pedido de publicidade irrestrita ou sobre a manutenção parcial do segredo de justiça nos autos do Caso Master caberá agora ao presidente do STF, ministro Edson Fachin.

Sandrinho reuniu militância de Lula e João Campos em Afogados

  

A militância da frente popular deu um verdadeiro show na noite desta quarta (09), lotando o espaço de Beto das bicicletas, no bairro Costa, atendendo a um convite do Prefeito de Afogados, Sandrinho Palmeira, para um grande encontro de apoio ao futuro governador João Campos, ao Presidente Lula e aos demais candidatos de Sandrinho.

Muita gente assistiu ao encontro do lado de fora do espaço. O evento contou com a presença de todo o time da frente popular, a exemplo do vice-prefeito Daniel Valadares, do presidente da Câmara, Vicentinho Zuza, dos vereadores Raimundo Lima, Reinaldo Lima, Agnaldo Rodrigues, Cícero Miguel, Douglas eletricista, Mário Martins, e das vereadoras Gal Mariano, Simone da feira e Lucineide Cordeiro. O vereador César Tenório justificou a ausência por conta de um compromisso anteriormente agendado no Recife.

“Essa eleição é a mais importante da história do Brasil. Precisamos ajudar a eleger Lula e João, que eles saiam vitoriosos das urnas. E isso terá um impacto muito importante na continuidade do nosso trabalho em Afogados, com ainda mais investimentos e mais trabalho em parceria governo estadual, governo federal e Prefeitura de Afogados. Essa eleição será um marco para a sobrevivência da nossa democracia,” destacou Sandrinho Palmeira.

O Prefeito também destacou a importância no voto casado em Marília Arraes e Humberto Costa, para o Senado, e nos seus deputados Pedro Campos e Maria Arraes. “Quero contar com vocês pra conseguirmos elegermos nossos candidatos e fazermos eles majoritários em Afogados da Ingazeira,” afirmou Sandrinho. Ele terminou sua fala convidando todos para uma grande caminhada pelas ruas de Afogados no próximo sábado (12), com concentração na praça dos Correios, a partir das 8h.

Flávio Bolsonaro é investigado no STF em inquérito sobre Dark Horse

Mendonça determina investigação que apura suspeita de “lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos” no financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro

Flávio BolsonaroCrédito: Andressa Anholete/Agência Senado

 O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a instauração de um inquérito sigiloso para investigar a atuação do candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, no financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro (PL). A apuração foca nas suspeitas da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

A determinação do magistrado ocorreu em julho deste ano, mas os desdobramentos sobre a participação direta de Flávio vieram a público recentemente após o STF retirar o sigilo do caso Master. O despacho de Mendonça integra o inquérito principal ligado ao Banco Master, contudo, o procedimento específico contra o parlamentar segue sob segredo de Justiça por conta de diligências em andamento conduzidas pela Polícia Federal (PF).

A abertura do inquérito foi solicitada pela Polícia Federal e contou com o parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). No despacho transcrito pela autoridade judicial, lê-se a fundamentação apresentada pelos investigadores:

“A Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro (…) Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial”, proferiu Mendonça.

Repasses financeiros e sigilo das contas

Mensagens reveladas pelo portal Intercept Brasil apontam que Flávio Bolsonaro solicitou ao banqueiro Daniel Vorcaro a quantia de R$ 131 milhões para viabilizar a produção cinematográfica. Planilhas apreendidas durante as operações da PF indicam que, desse total, cerca de R$ 60 milhões foram efetivamente quitados.

Em agenda de campanha eleitoral no estado de Roraima, o senador rebatia as acusações e negou qualquer tipo de envolvimento em irregularidades ou captação pública. “Não há um centavo de dinheiro público. Pode revirar do avesso”, afirmou o candidato.

Apesar das declarações da defesa, a prestação de contas integral do longa-metragem nunca foi disponibilizada. A produtora responsável limitou-se a apresentar à Justiça os comprovantes de despesas executadas, enquanto o detalhamento do financiamento — captado por meio do fundo Heavengate, sediado nos Estados Unidos — permanece desconhecido.

As frentes de apuração no Supremo Tribunal Federal

O caso envolvendo o filme “Dark Horse” desdobra-se em duas linhas distintas de apuração no STF:

  1. A rota do Banco Master e offshores: Sob relatoria do ministro André Mendonça, a investigação busca identificar se os recursos de Vorcaro — investigado por fraudes milionárias no Banco Master — foram repassados à produtora do filme mediante triangulação com o fundo Heavengate, sediado em território norte-americano. A Polícia Federal analisa, inclusive, se os montantes serviram para cobrir despesas no exterior do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
  2. Delação premiada homologada: O ministro Mendonça homologou a delação premiada do operador do mercado financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”. Proprietário da empresa Entre Investimentos e Participações, o empresário confirmou à PGR ter efetuado sete transferências bancárias para o fundo Heavengate ao longo do ano passado. As operações atingiram o valor de US$ 12,3 milhões (equivalente a R$ 69 milhões no câmbio da época) e foram realizadas a pedido direto de Vorcaro.
  3. Esquema de emendas parlamentares: Paralelamente, em apuração conduzida pelo ministro Flávio Dino, a Polícia Federal deflagrou operações focadas no uso irregular de verbas públicas. A ação mirou o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama, proprietária da produtora Go Up, responsável pela obra.

Frias destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares em 2024 ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina. Os pagamentos ocorreram entre fevereiro e outubro de 2025. A suspeita da PF é de que esses recursos públicos, após passarem por uma rede de empresas, tenham sido direcionados ao custeio do filme.

De acordo com nota divulgada pela corporação, há indícios de uma organização criminosa composta por agentes públicos e privados para direcionar verbas a empresas subcontratadas sem a devida prestação dos serviços. “Levantamentos financeiros identificaram, ainda, movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado”, declarou a Polícia Federal, que apura a ocorrência de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraudes licitatórias.

❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.

PF suspeita de “lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção” de Flávio Bolsonaro no caso Dark Horse

Flávio Bolsonaro, agente da PF, Daniel Vorcaro e, ao fundo, Congresso e Banco MasterCrédito: Reprodução I Divulgação

 O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um procedimento investigatório sigiloso para apurar a conduta do senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, no financiamento do filme “Dark Horse” — produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro (PL). A apuração foca nos supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos.

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A decisão de instaurar o inquérito em separado foi proferida por Mendonça em julho e tornou-se pública após a queda do sigilo de documentos do chamado “caso Master”. Embora o despacho autorizativo do ministro esteja anexado aos autos do inquérito principal do Banco Master, a investigação individualizada direcionada a Flávio Bolsonaro tramita sob segredo de Justiça, o que indica a existência de diligências em andamento pela Polícia Federal (PF).

A abertura da apuração formal atendeu a um pedido expresso da autoridade policial e contou com a manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). No texto da decisão transcrita no processo, o relator destacou a solicitação encaminhada pelos investigadores:

“A Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro (…) Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial”, registrou o ministro André Mendonça.

Pedidos de verba e repasses milionários

De acordo com mensagens reveladas pelo portal Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro solicitou R$ 131 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a execução da obra cinematográfica. Planilhas apreendidas pelos agentes federais no curso das investigações revelam que, do montante solicitado, cerca de R$ 60 milhões foram efetivamente pagos.

Em agenda de campanha eleitoral realizada no estado de Roraima, o parlamentar voltou a rebatê-lo e negou a existência de qualquer ilegalidade ou uso de verba pública na obra. “Não há um centavo de dinheiro público. Pode revirar do avesso”, afirmou o senador.

Apesar das declarações da defesa, a prestação de contas integral do filme jamais foi apresentada publicamente. A produtora responsável pela obra apresentou à Justiça apenas o demonstrativo de gastos realizados, contudo os detalhes sobre a captação e origem do financiamento — operacionalizado por meio do fundo Heavengate, sediado nos Estados Unidos — permanecem desconhecidos.

As frentes de investigação no STF

As apurações relativas ao financiamento do filme “Dark Horse” desdobram-se em duas linhas principais dentro do Supremo Tribunal Federal:

Operações do Banco Master e offshores

Sob a relatoria do ministro André Mendonça, a investigação busca esclarecer se os capitais de Daniel Vorcaro — investigado por fraudes milionárias na gestão do Banco Master — foram repassados para a produtora do filme por meio do fundo Heavengate, em solo norte-americano. A Polícia Federal apura, ainda, se parte dessas verbas foi utilizada para custear despesas pessoais no exterior do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos.

Nessa mesma frente, o ministro Mendonça homologou a delação premiada do operador do mercado financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”. Proprietário da empresa Entre Investimentos e Participações, o empresário confirmou à Procuradoria-Geral da República ter efetuado sete transferências bancárias para o fundo Heavengate ao longo do ano passado, totalizando US$ 12,3 milhões (aproximadamente R$ 69 milhões no câmbio da época), cumprindo ordens de Vorcaro.

Suposto desvio de emendas parlamentares

Em outro braço da apuração, sob responsabilidade do ministro Flávio Dino, a PF deflagrou operações focadas no suposto uso irregular de emendas orçamentárias. A ação ostensiva mirou o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama, proprietária da produtora Go Up, responsável pela elaboração da obra.

Mário Frias destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares em 2024 ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade presidida por Karina Gama. Os repasses financeiros ocorreram entre os meses de fevereiro e outubro de 2025. A suspeita dos investigadores é que a verba pública, após transitar por uma rede de empresas subcontratadas, tenha sido desviada para custear a produção do longa-metragem.

Segundo nota divulgada pela Polícia Federal, os elementos colhidos indicam a formação de uma organização criminosa composta por agentes públicos e privados para direcionar recursos públicos a empresas sem a comprovação da prestação efetiva dos serviços. “Levantamentos financeiros identificaram, ainda, movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado”, informou a corporação, que apura a prática de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraudes em licitações.

Quaest: Marília lidera disputa pelo Senado em Pernambuco com 17%; Humberto tem 14% e Mendonça, 11%

A candidata Marília Arraes (PDT) aparece numericamente à frente na disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8). A pedetista registra 17% das intenções de voto, seguida pelo senador Humberto Costa (PT), candidato à reeleição, com 14%.

Na terceira posição aparece Mendonça Filho (PL), com 11%. Já os deputados Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD) pontuaram 7% e 4%, respectivamente. Os três primeiros candidatos estão separados por seis pontos percentuais entre a primeira e a terceira colocação.

O levantamento acompanha a disputa por duas cadeiras de Pernambuco no Senado nas eleições deste ano. Diferentemente da eleição para cargos do Executivo, cada eleitor poderá escolher dois candidatos para senador.

A ex-deputada já aparecia numericamente na primeira colocação na rodada anterior da pesquisa Quaest, divulgada em 25 de agosto. Na ocasião, a candidata do PDT tinha 16% das intenções de voto, enquanto Humberto Costa registrava 13% e Mendonça Filho aparecia com 9%.

Eduardo da Fonte (PP) tinha 6% naquele levantamento, e Túlio Gadêlha (PSD), 3%. Pastor Gilvan Costa (Democrata), Carlos Sant’Anna (Novo) e Paulo Rubem Santiago (Rede) registravam 1% cada.

A rodada anterior da Quaest ouviu 1.302 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro era de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento estava registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-07828/2026.

Quaest: Raquel 43%, João 37%; diferença cai de oito para seis pontos

A diferença entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito João Campos (PSB) caiu para seis pontos percentuais, segundo a nova pesquisa da Quaest/TV Globo, divulgada hoje. A gestora e candidata à reeleição somou 43%, caindo um ponto percentual em relação ao último levantamento do instituto. Já o socialista subiu um ponto, chegando a 37%.

Na prática, os dois candidatos voltaram ao patamar de 27 de julho, quando figuravam com os mesmos percentuais. Em 25 de agosto, Raquel registrou 44%, contra 36% de João. Ou seja, a distância, que havia subido para oito pontos percentuais, voltou a ser de seis pontos. Muito diferente das pesquisas divulgadas pelo PSB, que deram a Campos 10 pontos à frente de Raquel.

Na nova pesquisa, Ivan Moraes (PSOL) manteve 1%. Já Renan Hallais (Missão), que havia registrado 1% em agosto, não pontuou desta vez. Também não pontuaram os candidatos Professora Camila (UP), Professor Jeremias do Banco (Democrata), Victor Assis (PCO) e Guilherme Fonseca (PSTU). Os indecisos se mantiveram em 12%, enquanto o número de brancos, nulos e daqueles que não escolheram nenhum dos candidatos caiu para 6% (eram 7%).

Segundo a Quaest, 76% dos eleitores apontaram que a escolha dos candidatos é definitiva. Em agosto, esse número era de 72%. Outros 23% dizem que ainda podem mudar o voto até 4 de outubro. Antes, eram 27%.

A Quaest entrevistou 1.302 eleitores de Pernambuco entre 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-00285/2026. (Via: Blog Ricardo Antunes)

No 7 de Setembro, Lula faz defesa da soberania nacional e critica ‘falsos patriotas’

Em mensagem pelo Dia da Independência, presidente cita Pix, terras raras, indústria e saúde e afirma que decisões do país pertencem aos brasileiros

Presidente Lula durante Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro, Esplanada dos Ministérios, BrasíliaCrédito: Ricardo Stuckert

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou as comemorações da Independência, nesta segunda-feira (7), para fazer uma ampla defesa da soberania nacional e associá-la às políticas de seu governo nas áreas de saúde, educação, combate à fome, tecnologia, minerais críticos, comércio exterior, segurança, meio ambiente, defesa e energia.

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Em postagem nas redes sociais, Lula afirmou que o país tomou uma decisão política de preservar sua autonomia diante de interesses externos. “O Brasil escolheu ser soberano”, escreveu o presidente.

A mensagem relaciona o conceito de soberania não apenas à independência política do país, mas também à capacidade de produzir medicamentos, alimentos, conhecimento, tecnologia, energia e equipamentos de defesa, além de controlar infraestruturas estratégicas, como o Pix.

Ao final da publicação, Lula elevou o tom político e criticou setores que, segundo ele, apresentam-se como defensores do país, mas trabalham em favor de interesses externos. “Há os que jogam contra. Se travestem de patriotas mas militam por interesses estrangeiros”, afirmou.

Saúde, educação e combate à fome

Na saúde, Lula destacou os investimentos na produção de vacinas, medicamentos e insumos como instrumentos para reduzir a dependência externa e fortalecer tanto o Sistema Único de Saúde (SUS) quanto a indústria nacional.

O presidente também citou o fortalecimento do Mais Médicos e do Farmácia Popular, além das ações destinadas ao tratamento e controle do câncer. Segundo ele, foram adquiridos equipamentos de radioterapia para todos os estados.

Na educação, Lula associou soberania à capacidade brasileira de produzir conhecimento e desenvolver tecnologia. “Ao criar centenas de campi de institutos e universidades, formamos inteligência e tecnologia nacionais”, escreveu.

O presidente também destacou políticas voltadas à educação básica, à formação de professores e à permanência dos estudantes nas escolas. “A educação é o caminho para transformar”, afirmou.

Lula incluiu ainda o combate à fome entre os elementos fundamentais da soberania nacional. Segundo o presidente, a retomada das políticas sociais permitiu ao Brasil deixar novamente o Mapa da Fome e reduzir a insegurança alimentar grave.

“Povo faminto não exerce soberania”, ressaltou.

Terras raras entram no centro da estratégia

Lula dedicou parte da mensagem para abordar a questão dos minerais críticos e das terras raras, recursos considerados estratégicos para diferentes setores industriais e tecnológicos.

O presidente defendeu que o Brasil avance para além da simples exportação desses recursos naturais e mantenha no território nacional etapas capazes de agregar valor à produção.

“Ao determinar que pesquisa, extração, produção e manufatura de minerais críticos serão feitas aqui. Não seremos meros exportadores de matéria-prima”, afirmou.

A declaração reforça a defesa de uma política industrial vinculada à exploração dos recursos minerais brasileiros, com pesquisa, processamento e manufatura realizados dentro do país.

IA e dados dos brasileiros

Na área tecnológica, Lula afirmou que o Brasil deve desenvolver modelos de inteligência artificial voltados à cultura nacional e ampliar sua infraestrutura para armazenamento de dados. Segundo o presidente, a estratégia busca diminuir a dependência das grandes empresas internacionais de tecnologia.

“Ao defendermos modelos de IA focados na cultura nacional, e mais infraestrutura para armazenamento dos dados dos brasileiros, reduzimos a dependência de Big Techs”, escreveu.

Pix é tratado como conquista estratégica

Lula também colocou o Pix no centro de sua defesa da soberania. O presidente classificou a infraestrutura brasileira de pagamentos digitais como uma conquista estratégica que não deve ser objeto de negociação diante de pressões externas.

“Defendemos a infraestrutura financeira digital como conquista estratégica e não negociável diante de pressões e tarifas internacionais”, afirmou.

A inclusão do Pix na mensagem de Independência mostra que o governo considera a autonomia sobre sistemas financeiros e tecnológicos parte da estratégia de soberania nacional.

Brasil “não baixa a cabeça” no comércio exterior

Ao tratar do comércio exterior, Lula afirmou que o Brasil decidiu enfrentar tarifas consideradas injustificáveis sem abrir mão da defesa de suas empresas e trabalhadores.

“Escolhemos não baixar a cabeça diante de tarifas injustificáveis”, declarou.

Segundo o presidente, o governo negociou, conseguiu reverter danos, apoiou empresas brasileiras, protegeu empregos e ampliou os destinos dos produtos nacionais.

Lula destacou ainda que o Brasil abriu mais de 670 mercados, em mais de 90 destinos, para produtos brasileiros e afirmou que as exportações do país atingiram níveis recordes.

Segurança e combate ao crime organizado

Na segurança pública, Lula destacou o endurecimento das leis destinadas ao enfrentamento das facções criminosas e o volume de apreensões de patrimônio e recursos pertencentes às cúpulas do crime organizado.

O presidente também mencionou o combate ao feminicídio como prioridade e citou a PEC da Segurança, defendida pelo governo como mecanismo para ampliar a capacidade da União de apoiar estados e municípios.

Meio ambiente e Fundo Amazônia

A proteção ambiental foi outro ponto apresentado por Lula como parte da soberania brasileira.

O presidente destacou a retomada das políticas ambientais e o fortalecimento das ações de fiscalização e controle. Também ressaltou a redução dos índices de desmatamento e a recuperação de mecanismos internacionais de financiamento à preservação.

Entre eles, Lula citou o Fundo Amazônia, que recebe recursos estrangeiros destinados a projetos de conservação e combate ao desmatamento.

Indústria de defesa e proteção das fronteiras

Na área militar, Lula destacou investimentos brasileiros no desenvolvimento de submarinos e na produção de caças destinados à renovação da frota da Força Aérea.

O presidente enfatizou a transferência de tecnologia para o Brasil como parte desses projetos e associou o fortalecimento da indústria nacional de defesa à capacidade de proteger as fronteiras do país.

Petrobras, refinarias e fertilizantes

A política energética e a produção de fertilizantes também foram apresentadas pelo presidente como questões diretamente relacionadas à soberania.

Lula afirmou que seu governo fortaleceu a Petrobras, retomou a fabricação de fertilizantes e recuperou refinarias.

Segundo ele, o objetivo é gerar empregos dentro do Brasil e reduzir a dependência de importações, especialmente em períodos de guerras e instabilidade internacional.

“Decisões pertencem a nós e a mais ninguém”

Na conclusão da mensagem, Lula contrapôs a defesa da soberania à atuação daqueles que, segundo ele, subordinam os interesses brasileiros aos de outros países.

“Há os que jogam contra. Se travestem de patriotas mas militam por interesses estrangeiros”, afirmou.

O presidente encerrou a postagem reforçando que cabe aos brasileiros decidir os rumos do país.

“Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém”, escreveu. “O Brasil é dos brasileiros”, concluiu.

Desfile de 7 de Setembro celebra soberania, Copa Feminina e defende combate ao feminicídio

Cerimônia na Esplanada reúne Forças Armadas e autoridades

O tradicional desfile militar de 7 de Setembro, que celebra a Independência do Brasil, é realizado nesta segunda-feira na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, sob a liderança do presidente Lula (PT) e na presença de autoridades dos Três Poderes e ministros de Estado, articulando a apresentação das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) a três eixos centrais definidos pelo governo federal: a defesa da soberania nacional, o enfrentamento e combate ao feminicídio.

Padre é preso suspeito de estupro e de dar bebidas alcoólicas a casal de coroinhas

O padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi detido em Praia Grande, no litoral de São Paulo, sob suspeita de estupro de vulnerável. Conforme o registro policial, uma jovem de 19 anos teria sido vítima do crime após o religioso oferecer bebidas alcoólicas a ela e ao namorado, de 18 anos.

O casal conhecia o sacerdote havia cerca de três meses, período em que frequentava a igreja onde ele exercia suas funções. Segundo o relato apresentado às autoridades, os dois também passaram a acompanhá-lo em celebrações realizadas em outras paróquias.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência obtidas pelo g1, o padre mantinha proximidade com o casal e chegou a convidá-los para ir até sua residência.

Jovem relata insistência para consumir bebidas alcoólicas

De acordo com o boletim de ocorrência, a jovem relatou às autoridades que o padre frequentemente oferecia bebidas alcoólicas ao casal e teria insistido para que os dois bebessem. Segundo o relato, mesmo após ela informar que enfrentava dificuldades relacionadas ao consumo de álcool, as ofertas teriam continuado.

Por se tratarem de pessoas maiores de idade, a identidade dos dois jovens não foi divulgada pelas autoridades.

Em manifestação sobre o caso, o advogado João Paulo Silva Rocha, responsável pela defesa de Jucelino, ressaltou que a detenção tem caráter provisório e foi determinada como medida cautelar. A defesa também destacou que a prisão, por si só, não significa que houve condenação e que não se deve antecipar qualquer conclusão sobre a responsabilidade do religioso.

Jovem relata suposto abuso durante visita à casa do padre

Segundo o depoimento prestado pela jovem, um dos episódios teria ocorrido na residência do religioso. Ela contou que, durante um abraço entre os três, o padre teria encostado o corpo de forma inadequada em sua perna.

Na sequência, conforme o relato apresentado à polícia, enquanto o namorado permanecia com a cabeça baixa e demonstrava sinais de sonolência após ingerir bebida alcoólica, o religioso teria se aproximado da jovem e colocado as mãos por dentro de suas roupas.

Ainda segundo a denúncia, depois do episódio, o padre teria orientado o casal a se retirar para um quarto para descansar. Posteriormente, ele teria chamado a jovem novamente para consumir bebidas alcoólicas, mas ela recusou o convite.

A mulher também relatou que o religioso teria oferecido benefícios materiais ao casal em outras oportunidades. Entre as propostas mencionadas estavam o pagamento da habilitação para dirigir e a compra de materiais destinados à abertura de um salão de beleza. Ela afirmou ainda que o padre chegou a sugerir que os dois passassem a morar na residência dele.

Padre é preso após ordem judicial

O padre foi detido na noite da última sexta-feira (04), durante uma ação realizada pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande. A prisão ocorreu após os investigadores cumprirem uma ordem judicial expedida no âmbito do caso.

Além da detenção, a Justiça estabeleceu uma série de restrições destinadas a preservar a segurança das pessoas envolvidas na denúncia. Entre as determinações está a obrigação de manter uma distância mínima de 300 metros das vítimas, além da proibição de estabelecer qualquer tipo de comunicação com elas.

O religioso também ficou impedido de comparecer a locais que costumam ser frequentados pelas vítimas.

Nota da defesa do padre

“A defesa técnica do Padre Jucelino de Oliveira informa que a prisão cumprida na noite de sexta-feira possui natureza temporária e exclusivamente cautelar, no âmbito de investigação que tramita sob sigilo. A medida não representa condenação nem autoriza qualquer conclusão antecipada sobre a responsabilidade do investigado.

Até o momento, a defesa não teve acesso integral à representação policial, ao parecer do Ministério Público e aos fundamentos completos da decisão. Na audiência de custódia, foi requerida a revogação da prisão e sua substituição pelas medidas cautelares já determinadas, prosseguindo a defesa na adoção das providências judiciais cabíveis.

Cármen Lúcia vira voto decisivo em disputa entre Moraes e Mendonça no STF

Ministra vê problemas nas condutas dos dois colegas e pode definir correlação de forças em julgamentos sobre Banco Master e inquérito das fake news

Ministra Cármen Lúcia, do STF, tornou-se voto decisivo na disputa interna entre Alexandre de Moraes e André Mendonça sobre os limites de atuação dos magistrados da Corte

Ministra Cármen Lúcia, do STF, tornou-se voto decisivo na disputa interna entre Alexandre de Moraes e André Mendonça sobre os limites de atuação dos magistrados da CorteCrédito: Victor Piemonte/STF

 A ministra Cármen Lúcia assumiu posição central na mais recente disputa interna do Supremo Tribunal Federal (STF), ao avaliar que houve erros tanto na atuação de Alexandre de Moraes quanto na de André Mendonça e ainda não ter definido qual posição apoiará nas futuras deliberações do plenário.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Moraes e Mendonça tentam atrair o voto da ministra em meio a uma divisão da Corte sobre os procedimentos adotados nos casos envolvendo o Banco Master e sobre o uso do inquérito das fake news para investigar a conduta de um integrante do próprio Supremo.

O tribunal deverá analisar duas controvérsias. A primeira envolve a atuação de Mendonça em investigações relacionadas ao Banco Master e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), das quais resultou um relatório da Polícia Federal que apontou Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A segunda diz respeito à reação de Moraes, que recorreu ao inquérito das fake news para solicitar uma investigação contra Mendonça por suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Cármen demonstrou solidariedade, mas se incomodou com reação de Moraes

Antes do contra-ataque de Moraes, na quinta-feira (3), Cármen Lúcia chegou a telefonar para o colega e demonstrou solidariedade diante da exposição pública causada pela divulgação do relatório da Polícia Federal.

Na terça-feira (1º), Mendonça havia retirado o sigilo de um documento da PF que continha conversas entre Vorcaro e Moraes. Entre elas estava uma mensagem na qual o então banqueiro perguntava ao ministro se deveria deixar o Brasil pouco antes de ser preso, em 2025.

De acordo com a reportagem, Moraes interpretou o telefonema de Cármen como um sinal favorável, embora a ministra não tenha prometido apoiá-lo em eventuais votações no plenário.

A reação posterior de Moraes, porém, ao acionar o inquérito das fake news contra Mendonça, também desagradou a magistrada. Cármen teria manifestado a pessoas próximas perplexidade com a atuação dos dois colegas e preocupação com o nível de desgaste interno alcançado pelo Supremo.

A ministra sabe que seu voto passou a ser disputado pelas duas alas. Ainda segundo a Folha, ela tem afirmado a auxiliares que só tomará uma decisão depois de analisar os autos dos processos, cuja íntegra ainda não havia examinado.

Supremo está dividido em dois blocos

Na atual correlação de forças, Moraes conta com o apoio de Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

Mendonça, por sua vez, calcula ter ao seu lado Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Edson Fachin.

Dias Toffoli não deve participar das votações relacionadas ao Banco Master porque declarou suspeição para atuar nesses processos.

Nesse cenário, o posicionamento de Cármen pode definir o resultado das votações e até alterar as alianças estabelecidas dentro do Supremo.

Os dois ministros dizem a interlocutores acreditar que conseguirão o apoio da colega.

Aliados de Mendonça avaliam que Cármen poderá considerar a repercussão institucional de uma eventual decisão que minimize as suspeitas envolvendo um ministro do Supremo e a rede de influência de Daniel Vorcaro.

Pessoas próximas ao relator ressaltam a trajetória de Cármen como magistrada e sua imagem de integridade para argumentar que ela não tenderia a adotar uma posição destinada apenas a preservar um colega.

Grupo de Moraes aponta risco de investigações entre ministros

Os aliados de Moraes, em sentido oposto, argumentam que Cármen já demonstrou resistência a procedimentos considerados arbitrários, mesmo quando adotados sob o argumento de atender à pressão da opinião pública.

Eles citam como precedente o voto da ministra, em 2021, pela parcialidade do então juiz Sergio Moro em processos envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na ocasião, Cármen afirmou:

“Todo mundo tem direito de ter um julgamento justo diante de um juiz ou de um tribunal imparcial.”

E acrescentou:

“Isso não significa que não queiramos, sejamos contra ou estejamos emitindo juízo de valor sobre o combate à corrupção, que é obrigatório e precisa ser feito.”

Para interlocutores de Moraes, confirmar no plenário o procedimento adotado por Mendonça poderia abrir precedente para que ministros investigassem diretamente outros integrantes do tribunal, aprofundando as disputas internas.

Mendonça considera, por sua vez, que Moraes realizou movimento semelhante ao recorrer ao inquérito das fake news contra ele.

A ala ligada a Moraes sustenta ainda que Mendonça teria determinado à Polícia Federal a apuração de suspeitas contra um integrante do Supremo sem prévia autorização do plenário, o que, segundo essa interpretação, contrariaria o regimento interno da Corte.

Cármen mantém posições próximas aos dois lados

O histórico recente de votações não permite enquadrar Cármen Lúcia de maneira automática em nenhum dos dois grupos.

Ela está alinhada a Mendonça na defesa da criação de um código de conduta para os ministros do STF. Cármen é relatora da proposta.

Por outro lado, acompanhou Moraes em todas as votações da ação penal relacionada à tentativa de golpe de Estado.

Interlocutores da magistrada sustentam que ela não integra de maneira permanente nenhum dos blocos e procura fundamentar seus votos na Constituição e nos elementos concretos de cada processo.

A preocupação central de Cármen, segundo pessoas próximas, está nos efeitos da crise sobre a própria credibilidade institucional do Supremo. O conflito entre ministros ocorre em um momento no qual o tribunal precisará decidir não apenas sobre procedimentos individuais, mas também sobre os limites para a abertura de investigações envolvendo integrantes da própria Corte.

Prefeitura de Afogados entregou fardamentos a bandas marciais

A Prefeitura de Afogados entregou novos fardamentos às bandas marciais das Escolas Ana Melo, Dom Mota, Francisca Lira e Geraldo Cipriano. A banda da Gizelda Simões já havia recebido fardamento no ano passado. E este ano, de acordo com a secretaria de educação de Afogados, Wivianne Fonseca, já foi providenciada a licitação para compra de instrumentos musicais para a criação da banda marcial da Escola Padre Carlos Cottart.

A entrega foi feita pelo Prefeito Sandrinho Palmeira e pelo seu vice, Daniel Valadares, no auditório da secretaria de educação, na presença de músicos, professores, gestores escolares e alunos integrantes das bandas.

“Essa parece uma ação simples, mas ouvimos relatos de professores sobre como a música ajuda no aprendizado das crianças e adolescentes, na disciplina e na melhoria do convívio dentro do ambiente escolar. Sem contar na melhora da autoestima durante as apresentações. Esse ano já veremos esses novos fardamentos na avenida Rio Branco, durante o desfile de sete de setembro,” destacou o Prefeito Sandrinho Palmeira.

De acordo com a secretaria de educação, foram investidos quase duzentos mil Reais na aquisição de calças, blusões, quepes e botas para as bandas das quatro escolas.

Futmesa – na mesma solenidade, o Prefeito Sandrinho entregou bolas e mesa oficial para a prática do “Futmesa”, ativi

Doação a Bolsonaro e Tarcísio foi propina negociada com Kassab, diz Vorcaro

 

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirma em sua proposta de delação premiada que a doação de R$ 5 milhões para as campanhas de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Jair Bolsonaro (PL) na campanha de 2022 têm origem em negociação de propina.

Na campanha de 2022, Tarcísio recebeu R$ 2 milhões e Jair Bolsonaro R$ 3 milhões em doações de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e um dos investigados na operação Compliance Zero.

De acordo com Daniel Vorcaro, essas doações foram “contrapartidas financeiras” pagas após um “ajuste indevido com Gilberto Kassab para a manutenção do Credcesta no governo Tarcísio”. O UOL teve acesso ao anexo da delação que trata do tema.

O Credcesta é um cartão de crédito consignado para servidores públicos operado pela PKL One Participações, empresa associada ao Master e ligada a parentes de Augusto Lima, sócio de Vorcaro.

Em março de 2022, o Governo de São Paulo, sob comando de João Doria (então no PSDB), autorizou que empresas como a PKL oferecessem crédito consignado aos servidores públicos paulistas civis e militares, inativos e reformados, por meio de cartão de benefício. Em julho daquele ano, já no governo Rodrigo Garcia, o Credcesta iniciou a operação. Rapidamente, tornou-se um dos principais negócios para o grupo de Daniel Vorcaro.

“Com a eleição de 2022 em São Paulo e a ascensão de Tarcísio de Freitas como provável vencedor, Augusto Lima, responsável pelas articulações de expansão do Credcesta, buscou garantir a continuidade do negócio junto ao Governo do Estado de São Paulo”, diz trecho da delação.

Augusto Lima era responsável pela operação do Credcesta dentro do banco. Na versão de Vorcaro, para garantir a continuidade do negócio na gestão Tarcísio, Lima se aproximou de Gilberto Kassab, à época apoiador da campanha e depois secretário de Governo de Tarcísio.

Em 2022, Kassab se manteve neutro na disputa presidencial —havia políticos do PSD apoiando tanto Lula quanto Bolsonaro.

Outro lado

Tarcísio disse por meio de nota que “nunca teve qualquer contato ou relação com Daniel Vorcaro e não tem conhecimento do fato mencionado pela reportagem” (leia a íntegra ao final do texto).

“É uma ilação que beira o ridículo. Imagine que eu vou pedir algum favorecimento ou que o presidente Bolsonaro ia pedir algum favorecimento? É uma coisa que não faz o menor sentido”, afirmou Tarcísio à noite, ao ser questionado por jornalistas, durante o lançamento da candidatura de uma aliada em Indaiatuba. Já Kassab afirmou que o relato é “absolutamente fantasioso” e não tem “qualquer sustentação factual”.

“Banquei todos os voos dele”, disse Vorcaro sobre Nikolas Ferreira

Mensagens revelam que o banqueiro Daniel Vorcaro ameaçou expor favores prestados ao deputado bolsonarista

Nikolas FerreiraCrédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Mensagens trocadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, revelam que ele financiou viagens aéreas do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e cobrou recorrentemente o parlamentar por apoio, chegando a ameaçar expor os favores prestados. O teor das conversas indica uma relação de cobranças e controle após o deputado bolsonarista criticar publicamente um evento internacional patrocinado pela instituição financeira, informa reportagem de Juliana Dal Piva no portal ICL Notícias.

Em diálogo mantido em abril de 2024 com o empresário Flávio Carneiro — investigado pela Polícia Federal sob a suspeita de atuar como sócio oculto do banqueiro —, Vorcaro reclamou abertamente da conduta do congressista. “Esse Nikolas eu banquei todos os voos dele”, declarou o dono do Banco Master. Irritado com a postura do político, o empresário sinalizou a intenção de reprimir publicamente o aliado: “Vou mandar soltar isso” (grafado originalmente como “Vouch mandar soltsr isso”). Nos registros obtidos, o banqueiro não detalha o montante total investido nem a quantidade exata de deslocamentos custeados.

O histórico de financiamento de transporte aéreo envolvendo o parlamentar e o banqueiro já havia registrado episódios anteriores. Durante a campanha do segundo turno das eleições de 2022, Nikolas Ferreira utilizou uma aeronave executiva pertencente a Daniel Vorcaro ao longo de dez dias. O itinerário cobriu o Distrito Federal e nove estados em agendas em favor da reeleição de Jair Bolsonaro (PL). Na ocasião, o deputado viajava acompanhado do pastor Guilherme Batista, da Igreja Batista da Lagoinha. Quando o uso do jatinho foi revelado pela imprensa, o congressista alegou desconhecer a propriedade da aeronave, afirmando ter sabido que o avião pertencia ao empresário apenas posteriormente.

Procurada para prestar esclarecimentos sobre as revelações, a defesa de Nikolas Ferreira, representada pelo advogado Thiago Faria, classificou os questionamentos como sem fundamento e negou que o congressista tenha apagado postagens a pedido de terceiros. Contudo, levantamentos nas redes sociais indicam que uma publicação feita pelo parlamentar em 27 de abril de 2024, reproduzindo um discurso proferido na Câmara dos Deputados, foi removida de seu perfil oficial.

A tensão entre o banqueiro e o congressista atingiu o ápice em abril de 2024, quando Nikolas Ferreira passou a publicar questionamentos sobre o 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias, realizado em Londres. O evento reuniu autoridades do governo federal e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Inicialmente, a organização do fórum foi atribuída à empresária Karim Miskulin, presidente do Grupo Voto,  Posteriormente, confirmou-se que o Banco Master figurava como um dos principais financiadores da agenda internacional. Diante das críticas do deputado sobre o custeio de viagens de magistrados ao exterior, Vorcaro articulou reações em três frentes: acionou a assessoria de monitoramento do banco, conversou com Flávio Carneiro e pediu a intervenção direta do pastor André Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha, da qual Nikolas é fiel.

Paralelamente, Carneiro manifestou apreensão com os impactos políticos das postagens. Em conversa com Vorcaro, o empresário alertou para os riscos institucionais e mencionou a preocupação com eventuais pedidos de informação direcionados ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Carneiro argumentou que a polêmica poderia “virar pauta de discussão no Congresso” e defendeu o uso de uma nota oficial para rebater as críticas, ressaltando que o fórum se tratava de um encontro privado sem exigências de transparência ostensiva.

Intermediação religiosa e pedido de desculpas

Para conter o deputado, Vorcaro solicitou a intervenção de André Valadão em 27 de abril de 2024. O banqueiro argumentou que o discurso de Nikolas prejudicava a ele próprio e ao banco, destacando que o evento em Londres contava com a presença de expoentes da direita e que o patrocínio havia viabilizado a palestra do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. “De novo pedir sua ajuda com Nikolas. Estão usando a fala dele pra me atacar”, escreveu o empresário ao religioso, que prontamente se ofereceu para intermediar o conflito.

Dois dias após o primeiro contato com o pastor, Nikolas compartilhou uma notícia ressaltando a relação entre o financiamento do Banco Master ao evento e a tramitação de processos da instituição no STF sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes. Vorcaro voltou a cobrar Valadão, exigindo uma posição clara sobre o alinhamento político do deputado: “Só preciso saber se estamos do mesmo lado ou agora estamos um contra o outro”.

Após conversar com o congressista, Valadão relatou ao banqueiro que Nikolas desconhecia a ligação entre o evento e o Banco Master, afirmando que o parlamentar havia pedido perdão repetidamente e prometido contornar a situação. Pouco depois da mediação, em 4 de maio de 2024, Flávio Carneiro confirmou a Vorcaro que a publicação crítica havia sido apagada pelo parlamentar.

Desdobramentos posteriores mostram que a aproximação se manteve nos meses seguintes. Em áudio enviado a Daniel Vorcaro em 30 de março de 2025, Nikolas Ferreira pediu apoio ao banqueiro para a liberação de um ativo de mineração do advogado Thiago Rodrigues de Faria, ex-assessor do parlamentar. Na mesma mensagem, o deputado reiterou os pedidos de desculpas pelo episódio das postagens sobre o evento em Londres, atribuindo a polêmica a um desentendimento passado e reafirmando sua consideração pelo proprietário do Banco Master.

Fonte: https://iclnoticias.com.br/nikolas-voos-vorcaro-mensagens-master/

 

Em nota enviada ao blog: A FS Security afirma não ter qualquer envolvimento com o Banco Master e Vorcaro.

 

Boa tarde, Marcos
Foi publicada uma matéria no Blog do Marcos Montinely sobre o caso Master e Vorcaro, em que vocês fazem uma menção à empresa FS Security e Alberto Leite, como financiadores do 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias, ocorrido em 2024. 
A FS Security não tem qualquer envolvimento com o caso da reportagem e, na ocasião, firmou patrocínio exclusivamente com o Grupo Voto, empresa responsável pela realização, curadoria e organização do evento, para exposição institucional de marca, em condições usuais de mercado, assim como outras marcas. Por isso, gostaríamos de pedir o zelo de vocês nas publicações e a gentileza de retirarem a menção ao nosso cliente (FS Security e Alberto Leite), a fim de evitarmos uma exposição de maneira desnecessária e equivocada.
Lucas Berredo, assessor de imprensa na FSB.

André Mendonça recebe delação-bomba que implode todo o clã Bolsonaro

Repasses de Vorcaro foram feitos ao fundo Havengate a pedido de Flávio Bolsonaro e podem ter tido como beneficiário final Eduardo Bolsonaro

Cartaz do filme Dark Horse- Jair Bolsonaro-Flávio Bolsonaro-Daniel Vorcaro-André MendonçaCrédito: Dark Horse-Flávio Bolsonaro-Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação/Jair Bolsonaro/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Flávio Bolsonaro/Adriano Machado/Reuters/Daniel Vorcaro/Reprodução/André Mendonça/Gustavo Moreno/STF/Montagem/IA Dall-E)

– A Procuradoria-Geral da República (PGR) fechou um acordo de colaboração premiada com o operador do mercado financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”. Proprietário da Entre Investimentos e Participações, ele é apontado como peça-chave nas operações financeiras entre o banqueiro Daniel Vorcaro e os custos de produção do filme “Dark Horse”, obra cinematográfica sobre Jair Bolsonaro (PL), informa Malu Gaspar, do jornal O Globo.

Esta é a segunda delação premiada no âmbito do chamado caso Master. Nos últimos dias, a PGR também encaminhou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do processo, a proposta de colaboração do empresário João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, responsável por administrar os fundos que Vorcaro utilizava para ocultar patrimônio e recursos.

O grupo Entre, sob o comando de Freixo Júnior, é controlador da revista IstoÉ e da empresa de pagamentos Entrepay, que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em março deste ano. A empresa já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal em janeiro, durante o aprofundamento das investigações do caso.

Remessas ao exterior e o fundo no Texas

Em seu depoimento e nos anexos apresentados aos investigadores, Freixo Júnior detalhou ter efetuado pagamentos a pedido direto de Daniel Vorcaro relacionados ao longa-metragem. A produção do filme tornou-se um dos principais focos de desgaste para a campanha do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República, principalmente após a divulgação de mensagens em que o filho “01” do ex-presidente cobrava recursos financeiros do banqueiro sob a justificativa de financiar a obra.

O delator apresentou comprovantes e detalhes de remessas enviadas ao exterior com destino ao fundo Havengate. Sediado no estado do Texas, nos Estados Unidos, o fundo é administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, pessoa ligada ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Atualmente sem uso de tornozeleira eletrônica e em liberdade, Freixo Júnior teve seu acordo encaminhado para o gabinete do ministro André Mendonça, a quem cabe a análise e a decisão final sobre a homologação. Não há prazo regimental fixado para a avaliação das cláusulas e dos termos do acordo.

Suspeitas de desvio e entrega de dinheiro em espécie

A Polícia Federal e a PGR avaliam que as informações prestadas por Freixo podem viabilizar a obtenção de extratos das movimentações financeiras do fundo Havengate em solo norte-americano. O objetivo prioritário da apuração é solicitar cooperação internacional para esclarecer se as cifras repassadas por Vorcaro foram efetivamente alocadas na produção cinematográfica ou se acabaram desviadas para custear despesas pessoais e permanência de Eduardo Bolsonaro no exterior.

A apuração indica a ocorrência de pelo menos sete pagamentos efetuados pela Entre ao fundo Havengate. Uma dessas remessas ocorreu em 16 de setembro de 2025 — apenas dois meses antes de Vorcaro ser preso por determinação da Justiça Federal de Brasília. O registro do sétimo repasse contradiz publicamente declarações de Flávio Bolsonaro, que afirmou em entrevista à GloboNews que os repasses teriam sido encerrados em maio do mesmo ano.

O operador revelou ainda a execução de diversas remessas em dinheiro vivo, transportadas em malas, atendendo a solicitações do banqueiro. Fontes ligadas à investigação apontam que Freixo Júnior indicou aos investigadores os endereços exatos onde foram entregues os valores em espécie. O delator alegou, contudo, que desconhecia que os recursos destinados ao fundo Havengate tinham relação com “Dark Horse”, sustentando não saber a destinação final dada ao dinheiro após a entrega e declarando não ter citado autoridades detentoras de foro privilegiado. A defesa de Freixo informou que não comentará o caso em razão do sigilo das apurações.

Contradições e perícia em ‘Dark Horse’

Após a revelação inicial do caso pelo veículo The Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro comprometeu-se publicamente a apresentar uma prestação de contas no prazo de 30 dias, apresentação que não se concretizou. O pré-candidato do PL passou a sustentar que o assunto estaria resolvido a partir de um laudo independente contratado pela produtora do filme, a Go Up Entertainment.

A perícia privada contratada identificou que 72% de todos os custos da produção teriam sido contratados nos Estados Unidos, muito embora a maior parte das gravações tenha sido realizada no Brasil. Além disso, os valores atribuídos às fases iniciais do projeto, especialmente na etapa de pré-produção, apresentaram montantes considerados desproporcionais por especialistas do mercado audiovisual.

Paralelamente, dados financeiros das declarações de Imposto de Renda do Banco Master, compartilhados com a CPI do Crime Organizado, revelam que a instituição repassou R$ 2,329 milhões diretamente à Entre Investimentos ao longo de 2025.

A apuração do Intercept expôs conversas ocorridas em janeiro de 2025 entre Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel — apontado por investigadores como seu operador financeiro. Nas mensagens, Vorcaro reclamava do atraso na transferência de parcelas voltadas ao filme. Zettel relatou dificuldades nas remessas internacionais em dólar e foi orientado pelo banqueiro a utilizar a estrutura da Entre Investimentos. Posteriormente, Zettel consultou a possibilidade de acionar o “Minas” — apelido de Freixo no telefone celular de Vorcaro — e enviou o comprovante de uma remessa de US$ 2 milhões para o fundo atrelado ao filme.

Em vitória do governo, Senado aprova marco legal de terras raras e minerais críticos 

Marco prioriza a indústria nacional, garante incentivos de R$ 5 bilhões ao setor  e reforça soberania diante da disputa global por terras raras. Texto segue para sanção do presidente Lula

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residente Luiz Inácio Lula da Silva e terras rarasCrédito: Freepik | Ricardo Stuckert/PR

 O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (2) o marco legal para a exploração e industrialização de minerais críticos e estratégicos, incluindo terras raras. O projeto prevê R$ 5 bilhões em incentivos fiscais, cria um fundo garantidor e estabelece um conselho governamental com atribuições para analisar operações envolvendo interesses estrangeiros no setor.

A proposta, considerada uma das prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi aprovada em votação simbólica e praticamente sem mudanças em relação ao texto que passou pela Câmara dos Deputados. Dessa forma, o projeto segue para sanção presidencial.

A aprovação também representa uma vitória para a estratégia do governo de estimular o processamento dos minerais no território brasileiro, ampliar a participação da indústria nacional na cadeia produtiva e evitar que o país se limite à exportação de matérias-primas estratégicas.

Conselho terá poder sobre operações estrangeiras

Um dos principais pontos do marco é a criação do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, que terá atribuições para regular o setor e acompanhar operações consideradas relevantes para os interesses nacionais.

Entre suas competências estará a análise de mudanças de controle societário de empresas, cessões de ativos da União e concessões de títulos minerários. O órgão também poderá acessar informações relacionadas a possíveis influências e interesses estrangeiros.

O setor privado tentou modificar o projeto para limitar os poderes estatais, mas prevaleceu a posição defendida pelo Palácio do Planalto.

Parte das competências será dividida com a Agência Nacional de Mineração (ANM), embora o projeto não detalhe como ocorrerá a interlocução entre os dois órgãos.

Disputa global por terras raras

A aprovação ocorre em meio à crescente competição internacional pelo acesso aos minerais críticos, recursos essenciais para setores de alta tecnologia, energia e defesa.

O marco é tratado como prioritário pelo governo Lula Lula diante do avanço do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a exploração de terras raras no Brasil. Recentemente, o governo estadunidense fechou um acordo para a compra da Serra Verde, empresa do setor sediada em Goiás.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos também anunciou um aporte de US$ 750 milhões, aproximadamente R$ 3,8 bilhões, na companhia.A venda da Serra Verde aos Estados Unidos ocorreu com o apoio do então governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência da República no pleito de outubro. .

O interesse estadunidense está inserido na disputa estratégica com a China, que lidera a exploração de minerais críticos em nível mundial. Esses recursos são utilizados tanto pela indústria de alta tecnologia quanto pelo setor de defesa.

As terras raras são um conjunto de 17 elementos químicos cuja extração e cujo refino apresentam elevada complexidade. Alguns desses elementos são empregados na fabricação de ímãs para veículos elétricos, equipamentos de energia renovável e sistemas de defesa.

Industrialização e soberania

O projeto institui uma política nacional para minerais críticos e estratégicos e estabelece diretrizes para a exploração desses recursos. O texto mantém como eixos o fortalecimento da soberania nacional, o incentivo ao refino de minérios no Brasil e o estímulo à transição energética.

A intenção é ampliar o valor agregado da produção mineral brasileira e reduzir o risco de o país assumir apenas o papel de fornecedor de commodities para cadeias industriais instaladas no exterior.

Nas últimas semanas, auxiliares de Lula atuaram para acelerar a votação do relatório elaborado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM).

O governo também preparou uma medida provisória e um decreto presidencial para dar continuidade à regulamentação do marco. Entre outros pontos, essas normas deverão definir quais minerais serão classificados como críticos, por terem pouca oferta no país, ou estratégicos, por apresentarem elevada demanda internacional.

Durante a discussão no plenário, Braga relacionou a política mineral ao desenvolvimento tecnológico e industrial do país.

“Estamos tratando aqui de talvez algo que seja o [tema] mais estratégico no avanço da indústria 4.0 e da indústria 5.0”, afirmou.

R$ 5 bilhões em incentivos fiscais

O marco prevê R$ 5 bilhões em incentivos fiscais para um programa destinado ao desenvolvimento do setor. Os benefícios serão concedidos na forma de créditos da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), distribuídos igualmente entre 2030 e 2034.

Como contrapartida, o projeto estabelece condições relacionadas ao uso de produtos nacionais e à comercialização para o mercado interno.

Terão prioridade no acesso aos incentivos empresas que utilizarem mão de obra das regiões afetadas pelos empreendimentos ou contribuírem para aumentar o valor agregado da cadeia mineral.

Também serão priorizados projetos integrados a cadeias produtivas, incluindo a fabricação de baterias e ímãs.

A regulamentação deverá estabelecer as faixas de crédito, os prazos, os procedimentos e os mecanismos para verificar o cumprimento das exigências estabelecidas pelo marco.

Fundo garantidor poderá receber R$ 2 bilhões da União

A proposta também cria um fundo garantidor para apoiar o desenvolvimento do setor. A participação da União nesse instrumento será limitada a R$ 2 bilhões.

Se o projeto for sancionado, as empresas abrangidas pela nova legislação deverão destinar parte de suas receitas brutas à pesquisa ou ao fundo. O percentual será de 0,3% durante os primeiros seis anos e passará a 0,5% posteriormente.

O texto permite ainda que recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima sejam utilizados no financiamento de projetos de beneficiamento mineral relacionados à transição energética e à mitigação dos efeitos do aquecimento global.

Entre os objetivos da nova política mineral também estão o enfrentamento dos impactos climáticos e o estímulo à geração de energia limpa e renovável.

ANM poderá realizar leilões

Outro instrumento previsto pelo marco é a possibilidade de a Agência Nacional de Mineração promover leilões de áreas com potencial de extração, com o objetivo de estimular a expansão do setor.

As empresas poderão ainda emitir debêntures incentivadas e de infraestrutura, títulos que contam com benefícios fiscais e poderão funcionar como fonte adicional de financiamento para novos projetos.

Como o Senado manteve praticamente intacto o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto encerrou sua tramitação no Congresso Nacional e segue agora para a sanção do presidente Lula.

População de Pernambuco cresce e chega a 9.583.176 habitantes, aponta novo levantamento do IBGE

Pernambuco tem 9.583.176 habitantes, segundo estimativa divulgada nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados consideram a contagem da população até 1º de julho de 2026. No estado, o número representa aumento de 0,22% em relação ao ano passado, quando o IBGE somou 9.562.007 habitantes.

Pernambuco figura como o 7º estado mais populoso do Brasil e o 2º mais populoso da Região Nordeste, ficando atrás apenas da Bahia que soma 14.889.472 habitantes. O Ceará aparece em terceiro na região, com 9.302.211 moradores.

Confira população dos estados do Nordeste:

1º Bahia – 14.889.472 (0,12%)

2º Pernambuco – 9.583.176 (0,22%)

3º Ceará – 9.302.211 (0,36%)

4º Maranhão – 7.024.557 (0,09%)

5º Paraíba – 4.182.828 (0,44%)

6º Rio Grande do Norte – 3.463.737 (0,25%)

7º Piauí – 3.392.617 (0,24%)

8º Alagoas – 3.221.128 (0,01%)

9º Sergipe – 2.307.255 (0,34%).

Municípios

De acordo com o levantamento, o Recife é o município mais populoso de Pernambuco, com 1.588.983 habitantes, aumento de 0,04% com relação aos dados de 2025, que estimavam 1.588.376 pessoas.

Na sequência estão Jaboatão dos Guararapes (685.222), Petrolina (422.461), Caruaru (408.281), Paulista (367.155), Olinda (364.087), Cabo de Santo Agostinho (219.044), Camaragibe (156.425), Garanhuns (152.484) e Vitória de Santo Antão (142.419)

Vice-prefeito Daniel Valadares reúne lideranças políticas de Afogados da Ingazeira

Neste fim de semana, o vice-prefeito Daniel Valadares reuniu diversas lideranças políticas municipais em sua residência para apresentar seus candidatos e traçar um plano de trabalho para as eleições de 2026.

“Agradeço a confiança de sempre dessas lideranças, que estão sempre comigo. Este encontro foi apenas o primeiro. Daqui até o dia da eleição, vamos realizar vários encontros dessa natureza para levar a mensagem dos nossos candidatos às nossas lideranças e aos nossos amigos. Juntos, vamos dar uma grande votação a eles”, destacou Daniel Valadares.

Para deputado federal, Daniel apoia Carlos Veras (PT). Para deputado estadual, seu voto será em Maria Arraes (PSB). Na chapa majoritária da Frente Popular de Pernambuco, Daniel também apoia João Campos para governador, Humberto Costa para senador e Marília Arraes para senadora.

Participaram do encontro os suplentes de vereador Luiz Besourão, Alisson Lira, Alexandre da Rua Nova, Danilo Gonçalves, Pedão Vaqueiro, Núbia do Miguel Arraes, Lúcia da Ponte, Silvio da Rua Nova e Valquíria do Lava Jato; participaram também a presidente do PT de Afogados da Ingazeira, Mônica Souto; além de presidentes de associações, conselheiros tutelares e lideranças de bairros do município.

Moraes modificou contrato de R$ 130 milhões entre Vorcaro e escritório da esposa | g1

G1 – Registros digitais e metadados de arquivos obtidos em investigações apontam que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atuou na edição de um contrato de prestação de serviços advocatícios no valor de cerca de R$ 130 milhões celebrado entre o escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o empresário Daniel Vorcaro, do Master.

As informações foram publicadas nesta terça-feira (1º) pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmadas pela TV Globo.

Em nota, o escritório de Viviane Barci de Moraes afirma que solicitou ao ministro informações sobre a eventual existência de impedimentos legais para a contratação, o que o escritório diz que não foi verificado e, por isso, o contrato foi assinado.

De acordo com a apuração, os metadados do documento em formato digital — enviado via aplicativo de mensagens por Viviane Barci de Moraes a Vorcaro e extraído do celular de Vorcaro — trazem o nome e o usuário vinculado ao ministro Alexandre de Moraes como o autor da última modificação ou edição do arquivo contratual.

“O arquivo compartilhado (‘MINUTA DE CONTRATO’) aponta em seus metadados como autor usuário denominado Guilherme Benazzi e a última modificação realizada por usuário denominado ‘Ministro Alexandre de Moraes’, às 16h30 – 03:00 do dia 11/01/2024”, diz o relatório da Polícia Federal.

André Mendonça admite que se encontrou com Daniel Vorcaro setembro 2, 2026 Por Jerffeson Almeida

CORREIO BRAZILIENSE – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou na manhã desta quarta-feira (2/9) que teve um encontro com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, em março de 2025. Ele disse também ter recebido o advogado do empresário no mesmo mês.

A nota foi emitida à imprensa pouco depois que o jornalista Paulo Motoryn revelou o encontro em seu Substack, uma plataforma online que permite que criadores, jornalistas e escritores publiquem e distribuam newsletters.

A publicação foi ao ar depois que o jornal O Estado de S.Paulo revelou uma troca de mensagens entre Vorcaro e Alexandre de Moraes, nas quais o banqueiro pedia ajuda ao magistrado.

As mensagens são fruto de uma apuração feita pela Polícia Federal a pedido de Mendonça.

Segundo Mendonça, seu encontro com Vorcaro ocorreu a pedido do próprio banqueiro, e ele teria se limitado a ouvi-lo. “Uma única vez”, diz a nota enviada à imprensa.

Nordeste: Policial e marido viram réus pelo assassinato de soldado carbonizado no CE

A Justiça do Ceará aceitou, nesta terça-feira (1º), a denúncia contra a policial militar Júlia Natália Girão e o marido dela, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, pelo assassinato do soldado Raphael Sampaio de Silva, encontrado baleado e carbonizado em um carro em Itaitinga, na Grande Fortaleza.

Com isso, a policial e o marido se tornam réus pelo assassinato. A denúncia contra eles havia sido feita pelo Ministério Público do Ceará em 28 de agosto. “As investigações apontam ainda que os acusados teriam simulado o sequestro da policial militar para criar uma versão falsa dos fatos e afastar suspeitas”, afirmou o Ministério Público.

O g1 apurou que o casal foi acusado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima), destruição de cadáver e fraude processual. Júlia e Antoneudo seguem presos.

O Tribunal de Justiça do Ceará informou que o caso ocorre em segredo de Justiça e por isso não pode divulgar detalhes.

Relacionamento extraconjugal