Presidente Lula juntamente com João Azevêdo e 26 governadores criam Conselho da Federação para estabilidade institucional e social

Após 19 dias dos atos golpistas promovidos por bolsonaristas radicais em Brasília, em reunião com Lula, João Azevêdo e outros 26 governadores assinaram a Carta de Brasília em defesa da democracia – que classificam como um “valor inegociável”.

Após 19 dias dos atos golpistas promovidos por bolsonaristas radicais em Brasília, em reunião com Lula, João Azevêdo e outros 26 governadores assinaram a Carta de Brasília em defesa da democracia – que classificam como um “valor inegociável”. No evento também decidiram criar um Conselho da Federação, que terá representação dos governos federal, estaduais e municipais. O evento foi realizado nesta sexta-feira (27).

Como apurou o ClickPB, a reunião com governadores fixa prazo sobre obras e envio de recursos aos estados. Já o Conselho deve ser composto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, pelo ministro de Relações Institucionais, e por representantes dos chefes estaduais, com indicação dos consórcios regionais e das entidades municipais.

O documento foi divulgado pelo Palácio do Planalto após reunião de Lula com os 27 governadores do país, na sede do Poder Executivo. A Carta Brasília é um compromisso dos governantes com a estabilidade institucional e social do país. 

No dia 8 de janeiro, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram e vandalizaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), sedes dos Três Poderes na capital.

“A democracia é um valor inegociável. Somente por meio do diálogo que ela favorece poderemos priorizar um crescimento econômico com redução das nossas desigualdades e das mazelas sociais que hoje impõem sofrimento e desesperança para uma parcela significativa da população brasileira”, diz trecho da carta.

Batizado de “Carta de Brasília”, o documento também anuncia a “gestão compartilhada” de recursos públicos para ações de desenvolvimento regional. E cita desemprego, inflação, fome e pobreza como problemas a serem superados pelos governos federal, estaduais e municipais.

Idosa do “vou pegar o Xandão agora” é presa pela Polícia Federal

Conhecida como “Dona Fátima de Tubarão”, Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza foi presa em Santa Catarina, na terceira fase da Operação Lesa Pátria, nesta sexta-feira (27). A ação deflagrada pela Polícia Federal (PF) investiga envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.

 

Em vídeos compartilhados nas redes sociais, a idosa aparece dizendo: “Vamos para a guerra, vou pegar o Xandão agora!”. Após o vídeo viralizar, foi descoberto que “Dona Fátima” tem antecedentes criminais: ela foi condenada por tráfico de drogas com envolvimento de menor de idade em 2014.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina descreve como Fátima foi descoberta por PMs que faziam vigília na região, conhecida pelo tráfico de drogas em Tubarão, cidade de Santa Catarina.

 

Por volta das 3h30 do dia do flagrante, os policiais viram Fátima sair de casa e varrer a calçada, falando em voz alta “vem pra cá que não tem ninguém”, “pode vir pra cá”.
Depois disso, um usuário se aproximou e perguntou “tem?” para Fátima, ao que ela respondeu: “Tem”.
Em seguida, um adolescente saiu da garagem de Fátima com pedras de crack; os policiais agiram no momento.
No processo, Fátima argumentou que usuários de droga “invadiam” sua casa e deixavam entorpecentes no local, porque ela realiza o aluguel de quartos como atividade para renda. Porém, os policiais viram a senhora agir ativamente na ação.
 
Em campana realizada muito próxima ao imóvel da ré foi possível observá-la apurando a existência de policiais na região, negociando entorpecentes com usuários, indicando locais em que estes poderiam adquirir outras espécies de entorpecentes e utilizando os serviços de um adolescente para realizar a entrega do crack aos consumidores da droga. Depoimento dos policiais no caso.

 

Ela foi condenada a mais de 4 anos de prisão em regime semiaberto. Após recorrer, a pena foi diminuída para 3 anos e 10 meses em restrições de direitos e prestação de serviços à comunidade.

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