Polícia prende terceiro suspeito de participar da morte de ganhador da Mega-Sena

A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (23) mais um suspeito de participação na morte de Jonas Lucas Alves Dias, de 55 anos, ganhador de R$ 47,1 milhões na Mega-Sena em 2020. Roberto Jefferson da Silva, conhecido como Gordão, é o terceiro investigado pelo crime preso.

O suspeito ainda será ouvido pela Polícia Civil. Mais cedo, já havia sido divulgada uma imagem de Gordão ao lado de Rebeca, de 24 anos, que já havia sido presa, no dia em que o milionário morreu. As imagens mostram os dois em um agência bancária da cidade de Santa Bárbara d’Oeste por volta das 14h do dia 14 de setembro.

A investigação apontou que uma conta no nome de Rebeca foi o destino de parte do dinheiro da vítima, transferido pelos criminosos. Agora, a Polícia trabalha para localizar e prender Marcos Vinicyus Sales de Oliveira, outro suspeito. Tudo indica, de acordo com a investigação, tudo indica que os criminosos tinham conhecimento da situação financeira de Jonas Lucas, mas a vítima não os conhecia.

Jonas Lucas saiu de casa na manhã dia 13 de setembro, levando apenas carteira e documentos. No fim do dia, familiares registraram ocorrência de desaparecimento. No dia seguinte, foi encontrado às margens da Rodovia dos Bandeirantes, apresentando sinais de espancamento. Ele foi levado a um hospital, mas não resistiu.

 

Mendonça libera reportagem do UOL sobre imóveis da família Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça decidiu liberar a reportagem do UOL sobre a compra de imóveis em dinheiro vivo pela família Bolsonaro.

Mais cedo, o Uol acionou o STF contra a decisão do desembargador Demétrius Gomes Cavalcanti, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

Ele tinha determinado a retirada do ar de reportagens que tratavam da compra de 51 imóveis em dinheiro vivo pela família do presidente Jair Bolsonaro (PL).

O desembargador acolheu um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A ação foi considerada uma grande burrice, pois aumentou as buscas nas redes pela compra de imóveis da família Bolsonaro a poucos dias da eleição.

Na decisão que ordenou a retirada das reportagens do UOL, Demétrius Gomes Cavalcanti disse entender que os textos, escritos pelos jornalistas Juliana Dal Piva e Thiago Herdy, se basearam em uma investigação anulada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em novembro de 2021, também após recurso de Flávio Bolsonaro, o STJ anulou todas as decisões de primeira instância nas investigações de supostas rachadinhas – confiscos de parte dos salários dos servidores – no gabinete do parlamentar. Alguns dos imóveis comprados pela família Bolsonaro e citados nas reportagens do UOL também eram citados nessa investigação que foi anulada.

Mais cedo, o UOL já havia informado que cumpriria a decisão, mas via censura no caso e recorreria na Justiça.

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