Neymar começa a ser julgado na Espanha por fraude fiscal

(Foto: Albert Gea/REUTERS)

A apenas um mês da Copa do Mundo do Catar, o jogador brasileiro Neymar disputa a partir desta segunda-feira (17) uma partida incômoda na Espanha: o julgamento por irregularidades em sua polêmica contratação pelo Barcelona há quase uma década.

O jogador do Paris Saint-Germain, que saiu do clube espanhol em 2017 em uma contratação milionária do time francês, chegou ao tribunal nesta manhã ao lado dos pais, também processados no caso.

A extensa saga judicial provocada pela transferência de Neymar em 2013 dos Santos para o Barcelona tem um novo capítulo em um tribunal da cidade espanhola, com o início do julgamento da ação apresentada há sete anos pelo grupo DIS, fundo que possuía parte dos direitos econômicos do atleta quando ele era um promissor atacante do clube paulista.

Neymar, que a partir de 20 de novembro vai liderar a seleção do Brasil no Mundial do Catar, é acusado do crime de corrupção empresarial pelo Ministério Público, que pede dois anos de prisão e o pagamento de multa de 10 milhões de euros (cerca de R$ 51 milhões).

Ao lado do jogador do PSG também são processados seus pais, os ex-presidentes do FC Barcelona Sandro Rosell – para quem o MP solicita cinco anos de prisão por corrupção e fraude – e Josep Maria Bartomeu, assim como o ex-presidente do Santos Odílio Rodrigues Filho.

Os outros acusados são três pessoas jurídicas: FC Barcelona, Santos FC e a empresa fundada pelos pais de Neymar para administrar sua carreira.

Todos foram convocados para a primeira das sete audiências do julgamento, que deve prosseguir até 31 de outubro.

De acordo com o cronograma inicial, o depoimento do jogador está previsto para sexta-feira 21 de outubro ou sexta-feira 28, como as outras pessoas físicas acusadas. Mas o documento não indica se ele prestará depoimento de maneira presencial.

Pré-acordo secreto

Antes, acontecerá outro depoimento muito aguardado: o do presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, que testemunhará na terça-feira (18) por videoconferência para explicar, a pedido da DIS, como o pré-acordo assinado em segredo entre o Barça e o jogador em 2011 influenciou o mercado.

O FC Barcelona anunciou em um primeiro momento que a contratação de Neymar custou 57,1 milhões de euros (40 milhões para a família e 17,1 para o Santos), mas a justiça espanhola calculou que a operação custou ao menos 83 milhões de euros (cerca de R$ 431 milhões).

Para o DIS – fundo de investimento esportivo que pertencia ao grupo brasileiro de supermercados Sonda -, o Barça, Neymar e mais tarde o Santos se aliaram para ocultar o valor real da operação por meio de outros contratos dos quais ficou de fora.

A empresa, que adquiriu 40% dos direitos econômicos do jogador em 2009, recebeu 6,8 milhões de euros dos 17,1 pagos oficialmente ao clube brasileiro.

“Neymar Júnior, com a conivência de seus pais e do FC Barcelona, e seus dirigentes no momento, e do Santos FC (…) fraudou os legítimos interesses econômicos do DIS”, afirmou Paulo Nasser, advogado do empresa, que denuncia que os direitos do jogador “não foram vendidos para a maior proposta”.

Por considerar-se duplamente prejudicado, tanto por não ter recebido sua parte da transferência real quanto pelo contrato de exclusividade assinado por Neymar e o Barça – que impediu outros clubes de disputar a contratação do atacante -, o fundo DIS pede a restituição dos 35 milhões de euros que calcula ter perdido.

Como acusação particular, o grupo pede ainda cinco anos de prisão para o jogador, Rosell e Bartomeu, além de multas milionárias.

Os advogados de Neymar argumentam, no entanto, que o cliente não cometeu nenhum crime, já que os 40 milhões de euros corresponderam a um “bônus de contratação legal e habitual no mercado do futebol”, e questionam se a Espanha tem a competência legal para o caso.

VÍDEO: Torcedora levanta a camisa e mostra os seios após comemorar gol em estádio

Uma cena no mínimo inusitada chamou a atenção de quem estava nas arquibancadas do Estádio Universitário, no México, na última quinta-feira (13).

Durante o jogo entre Tigres e Pachuca, válido pelas quartas de final do Campeonato Mexicano, o time da casa suava para vencer a equipe visitante, até fazer um gol de pênalti aos 43 minutos do segundo tempo. Na comemoração, uma torcedora levantou a camisa e exibiu os seios.

O momento foi flagrado por outro torcedor. Outras pessoas que estavam na arquibancada ficaram eufóricas e também começaram a registrar a cena. O resultado foi importante para o Tigres, que conseguiu a vantagem de jogar pelo empate na partida de volta.

Lula prepara contra-ataque a Bolsonaro sobre aborto no debate da Band

O ex-presidente Lula foi orientado a contra-atacar Jair Bolsonaro no debate da TV Bandeirantes, na noite deste domingo (16/10), caso o atual presidente o acuse de ser favorável ao aborto.

Auxiliares do petistas o aconselharam a, além de reforçar ser pessoalmente contra a prática, questionar Bolsonaro sobre declarações polêmicas antigas do presidente sobre o tema.

Ao menos duas falas foram selecionadas pela campanha de Lula. Uma delas é um discurso feito por Bolsonaro na Câmara em 1992, quando era deputado federal pelo PDC.

Na época, como noticiaram mais cedo os jornalistas Andréia Sadi e Octavio Guedes, Bolsonaro defendeu a discussão, no Brasil, sobre a pílula do aborto que a China passaria a distribuir para controle populacional.

O então deputado relacionou a pílula do aborto à segurança nacional, pois, segundo ele, as Forças Armadas selecionavam 800 mil homens, mas apenas 200 mil eram considerados aptos. O restante era reprovado.

“Não adianta uma multidão de brasileiros subnutridos, sem condições de servir ao seu País”, discursou à época o atual chefe do Palácio do Planalto, que disputa reeleição este ano.

Direito ao aborto

Outra declaração que Lula foi orientado a lembrar é de uma entrevista concedida por Bolsonaro à revista IstoÉ Gente em fevereiro de 2000, na qual defendeu o direito ao aborto.

Na ocasião, o então deputado foi questionado sobre o que pesava sobre a legalização do aborto. “Tem que ser uma decisão do casal”, respondeu, dizendo que já tinha passado por uma situação que exigiu essa definição.

“Já. Passei para a companheira. E a decisão dela foi de manter. Está ali, ó”, afirmou Bolsonaro, apontando para uma foto de Jair Renan, filho que ele teve com Ana Cristina Valle. (Via: Metrópoles)

Bolsonaro pede que público busque no Google para comparar desmatamento

Por: Tainá Andrade – Correio Braziliense

 (Foto: AFP)
Foto: AFP
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Em uma pergunta sobre o desmatamento na Amazônia, feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no primeiro debate do segundo turno, neste domingo (17/10), o presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu para os telespectadores “darem um Google” nos índices da derrubada da floresta entre 2003 e 2006, na gestão do petista, e comparar com os números da sua gestão, entre 2019 e 2022.
A comparação entre os três primeiros anos dos dois governos, em números brutos, demonstra índices altos de desmatamento no governo de Lula. Foram mais de 72 mil km², enquanto o de Bolsonaro foi de 34 mil km², de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Essa foi a intenção da provocação de Bolsonaro.
Porém, as diferenças dos índices herdados eram completamente diferentes, demonstrando que Lula conseguiu controlar os números em sua gestão, com quedas sucessivas até 2010. Aliás, a sua sucessora, Dilma Rousseff, atingiu um dos melhores índices da série histórica em 2018, com 129% menor, ou seja, 488 km² à época.
Desde que Bolsonaro assumiu o governo federal, o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) vem alertando sobre sucessivos aumentos de desmatamento na Amazônia. Em setembro, o Deter apontou 1.454 km² de área com floresta derrubada, o que significa crescimento de 47,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. É o equivalente a um espaço do tamanho do estado de São Paulo. 
No debate, no entanto, Lula focou em dizer os números, mas também relembrou outras conquistas ambientais. “Pode dar um Google, quando ganhei as eleições tinha um desmatamento de 27 mil km², caiu para 4 mil km², o Brasil participou da COP 15, do encontro de Paris em que era elogiado por ser o país que menos desmatou e mais cuidava da questão ambiental. Não existiu nenhum governo que fez o que a gente fez na questão ambiental”, respondeu.
O ex-presidente fez algumas promessas para a área verde: as invasões de terras, principalmente as indígenas irá acabar, que irá proibir o garimpo ilegal, que criará o Ministério dos Povos Originários, cuja administração será comandada por um indígenas indicado pelos povos originários, que investirá na agricultura de baixo carbono para negociar com a comunidade internacional da União Europeia e outros, e que a biodiversidade será usada como renda para a população que vive na floresta.
Aliados
Deputados que acompanhavam o debate saíram em defesa de Lula sobre o assunto nas redes. Marina Silva (PSol-SP), recém-eleita deputada federal, relembrou feitos de sua gestão à frente do Ministério do Meio Ambiente, que aconteceu no governo do petista. “Ministério do Meio Ambiente foi responsável pela criação de 80% das áreas protegidas nos nossos biomas. Já Bolsonaro, em 3,5 anos, conseguiu destruir um terço das florestas virgens no mundo”, disse.
Já Túlio Gadêlha (Rede-PE) incentivou que a população “desse o Google” solicitado por Bolsonaro. Compartilhou uma tabela, sem deixar claro a fonte, que mostra os índices de crescimento do desmatamento – de 2018 a 2021 os números dobraram.
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