Ministério Público Federal pede a prisão do apresentador Sikêra Jr; Saiba o motivo

Sikêra Júnior voltou a ter problemas na Justiça após suas falas durante o programa “Cidade em Ação”, na TV Arapuã, afiliada à emissora RedeTV na Paraíba. O Ministério Público Federal da Paraíba entrou com o pedido de prisão do apresentador, o acusando de ter cometido o crime de racismo.

O caso aconteceu em junho de 2018, quando o jornalista proferiu uma série de falas racistas e misóginas contra uma jovem negra custodiada pelo Estado. O MPF informou que ele extrapolou os limites da liberdade de expressão. “Pois praticou discriminação e preconceito racial de gênero por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza, cuja pena é de reclusão de dois a cinco anos e multa”, informaram. 

Vale lembrar que Sikêra já foi processado por Xuxa Meneghel. A loira o acusou de difamação, após o apresentador chamá-la de pedófila durante um programa na RedeTV!. Na ocasião, ele afirmou que a ‘rainha dos baixinhos’ queria “levar as crianças à travessura, prostituição e suruba” com seu novo livro por abordar a temática LGBTQIA+.

Valdemar diz que usou uma ‘metáfora’ quando afirmou que ‘todo mundo’ tinha uma minuta do golpe em casa

Em depoimento à PF, presidente do PL contou que recebeu ‘duas ou três propostas’ e que ‘simplesmente moía’ os textos.

 

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto (Foto: Reprodução)

Em depoimento à Polícia Federal nesta quinta-feira (2), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que usou uma “metáfora” quando disse que “todo mundo” tinha uma minuta do golpe em casa.

Em entrevista ao jornal O Globo, Valdemar disse que integrantes e interlocutores do governo Jair Bolsonaro tinham, em suas casas, propostas similares à “minuta do golpe”, encontrada pela Polícia Federal na casa de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança pública do Distrito Federal.

No depoimento prestado à PF, o presidente do PL apontou que recebeu “duas ou três propostas” da “minuta do golpe”. Segundo ele, os documentos não tinham identificação e que “simplesmente moía” os textos.

O presidente do PL contou que “nunca levou ao conhecimento do partido” e que não tratou do assunto com Bolsonaro.

Valdemar também colocou à disposição da PF seu celular para que o aparelho seja analisado.

Relação com Anderson Torres

Valdemar disse que nos quatro anos do governo do ex-presidente Bolsonaro foi “apenas uma vez” ao Ministério da Justiça, que “não tinha relações com Anderson Torres” e que não conhecia ninguém do alto comando da Polícia Militar do DF.

Torres foi detido em 14 de janeiro, e é investigado por suspeita de omissão e conivência com os atos terroristas cometidos por bolsonaristas radicais em Brasília, no dia 8 de janeiro. À ocasião, ele era o secretário responsável pela segurança na capital, mas nega as acusações.

Durante uma operação realizada pela PF na casa do ex-ministro, foi encontrada uma minuta de um decreto para instaurar estado de defesa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e mudar o resultado das eleições de 2022.

Anderson Torres comentou que recebeu o documento de populares e que pretendia descartá-lo.

Morre homem que ateou fogo no próprio corpo em protesto contra Alexandre de Moraes

Um homem de 58 anos, que ateou fogo em seu próprio corpo como forma de protesto contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), morreu nesta quinta-feira (2). O caso aconteceu no canteiro central da Esplanada dos Ministérios, no Distrito Federal, na última terça-feira (31).

De acordo com informações do site Diário do Nordeste, a vítima estava internada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito nesta madrugada.

Ainda de acordo com relatos de testemunhas, ao atear fogo em si, o homem gritou “morte ao Xandão”, em referência ao ministro do STF. A Polícia Militar do DF (PMDF) foi acionada, que apagou o fogo ao chegar no local, e chamou o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF).

O homem era natural de Botucatu (SP) e carregava diversos papéis e fotos de pessoas como Johann Georg Elser, que tentou matar o ditador nazista Adolf Hitler. Com ele, também encontram imagens do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, além de Claus von Stauffenberg, conhecido por comandar a Operação Valquíria, montada para assassinar Hitler.

Em todas a fotos estava escrita a frase “perdeu, mané”, para referenciar o que disse o ministro Luís Roberto Barroso quando abordado por um bolsonarista em Nova York.

Centro de Valorização da Vida (CVV)

O Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, pelo telefone 188, e-mail e chat 24 horas, todos os dias.

Atendimento gratuito

Para buscar apoio através de atendimento com profissionais de saúde mental, de forma gratuita, na capital baiana, basta recorrer aos serviços oferecidos pela prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Atualmente, o município, através da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), dispõe de vários pontos de atenção à saúde mental.

Mensagem atribuída a Daniel Silveira mostra plano golpista para gravar Moraes

Uma mensagem atribuída ao ex-deputado federal Daniel Silveira, preso nesta quinta-feira (2) pela Polícia Federal por ordem do STF, sugere um plano golpista para gravar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A mensagem teria sido enviada ao senador Marcos do Val (Podemos-ES).

“Como tivemos pouco tempo, não passei o que entendo como diretriz para que você adapte da sua maneira. Contudo, já tenho escutas usadas pelas operações especiais. Tenho veículo receptor que pode imediatamente reproduzir além da gravação e essa operação ficar restrita a um círculo de 5 pessoas. Três estavam sentados hoje conversando juntos. Se aceitar a missão, parafraseando o 01, salvamos o Brasil”, diz o texto da mensagem atribuída a Silveira.

Do Val afirmou à Folha que recebeu a mensagem depois de uma conversa com Silveira e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar não sabe dizer a data, mas afirma que ocorreu após o resultado das eleições e antes da diplomação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no dia 12 de dezembro.

Do Val relata que estava no plenário do Senado quando Silveira o chamou do lado de fora e disse que o ex-presidente Bolsonaro queria falar com ele. O senador, então, conta que Bolsonaro perguntou se os dois poderiam se encontrar pessoalmente -o que ocorreu, segundo ele, alguns dias depois.

O senador afirma que, nesse encontro diante de Bolsonaro, Silveira propôs que ele gravasse o ministro do Supremo e tentasse arrancar dele alguma contradição que pudesse, depois, prendê-lo. O plano, segundo ele, desencadearia uma ruptura a ponto de Lula não assumir a Presidência.

Nesta quinta-feira, durante a madrugada, Do Val fez uma transmissão ao vivo pelas redes sociais afirmando que a revista Veja publicaria uma reportagem mostrando que Bolsonaro tentou coagi-lo a “dar um golpe de Estado junto com ele”.

À Folha de S.Paulo o senador dá outra versão. Do Val afirma que Bolsonaro ouviu a proposta, mas ficou em silêncio e se manifestou apenas ao final do encontro, dizendo que iria pensar.

“[Bolsonaro] só ouviu junto comigo, aí eu fiz os questionamentos. A questão da legalidade, e por que. Aí, na hora de ir embora, a única coisa que o presidente falou foi o seguinte: Vamos pensar”, disse à reportagem.

O senador diz que se recusou a seguir o plano e denunciou o plano ao ministro Alexandre de Moraes.

Do Val afirmou que sua decisão sobre renunciar ou se afastar do mandato ainda não está tomada e que vai conversar com sua equipe nesta quinta-feira.

A live da madrugada, segundo ele, foi um desabafo às críticas que recebeu pela reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mesmo tendo votado no bolsonarista Rogério Marinho (PL-RN).

Como revelou a Folha, a Polícia Federal vai intimar o senador a depor na investigação aberta para apurar os ataques golpistas ocorridos após o segundo turno das eleições e que desaguaram nas invasões aos prédios do três Poderes em 8 de janeiro.

Do Val disputou uma eleição pela primeira vez em 2018 e se elegeu com 24,8% dos votos do Espírito Santo. Ele foi eleito na onda de Jair Bolsonaro (PL), que venceu aquele pleito presidencial e fez com que diversos aliados estreantes na política conquistassem vagas no Legislativo.

O senador também costuma dar voz às teses bolsonaristas. No último dia 13, fez críticas ao ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), e acusou o governo federal de permitir as invasões e depredações nas sedes dos Três Poderes.

“Tanto ele como o presidente Lula, sabiam de tudo e deixaram a tragédia acontecer. Pedirei seu afastamento e a sua prisão”, escreveu nas redes sociais. Ele visitou bolsonaristas presos.

Do Val é militar do Exército e ganhou fama como instrutor de agentes de segurança pública e privada, inclusive de outros países. Durante a CPI da Pandemia no Senado, o parlamentar se notabilizou pela defesa enfática do governo Bolsonaro.

Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o final do ano passado e ainda não se manifestou sobre a declaração do senador.

O ex-presidente é alvo de diferentes ações que pedem a sua inelegibilidade por abuso de poder nas eleições e também está mira de apurações sobre os ataques de 8 de janeiro como tendo sido o seu principal incentivador por causa de inúmeras declarações golpistas ao longo do mandato (2019-2022).

Bolsonaro pediu um visto de turista para permanecer mais tempo nos Estados Unidos, onde está desde o fim do ano passado, segundo seus advogados.

Na semana passada, Moraes autorizou a Polícia Federal a interrogar o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sobre a minuta de um decreto para Bolsonaro instaurar estado de defesa no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Uma cópia do documento foi encontrada pela PF há três semanas na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, como revelou a Folha.

Torres, que também foi secretário da Segurança Pública no DF, é alvo de investigação que apura eventual omissão de autoridades públicas sobre os ataques golpistas do dia 8 de janeiro.

O ministro estabeleceu cinco dias de prazo para que a PF cumpra a providência. Procurado por intermédio de sua assessoria, Valdemar não comentou o assunto.

Em entrevista ao jornal O Globo, Valdemar disse que diversos membros e interlocutores do governo Bolsonaro tinham, em suas casas, propostas similares à minuta do golpe.

“Aquela proposta que tinha na casa do ministro da Justiça, isso tinha na casa de todo mundo”, disse, acrescentando que Bolsonaro “não quis fazer nada fora da lei”. (Via: Folhapress)

Em depoimento à PF, Torres diz não saber quem elaborou minuta golpista

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 (Foto: Minervino J?nior/CB/D.A Press)
Foto: Minervino J?nior/CB/D.A Press
Em depoimento com mais de 11 horas de duração, o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres afirmou que a minuta do golpe encontrada em sua casa, durante operação de busca e apreensão feita pela Polícia Federal, se tratava de um documento “descartável” e “sem viabilidade jurídica”. Ele alegou, ainda, não ter pedido a elaboração da minuta nem saber a autoria do documento.
Torres foi ouvido no Batalhão de Aviação Operacional (Bavop) da Polícia Militar, que fica ao lado do 4º Batalhão da Polícia Militar, no Guará, onde está detido desde 14 de janeiro. Ele é investigado por suposta omissão nos atos terroristas de 8 de janeiro, quando chefia a SSP-DF.
Na oitiva, acompanhada por integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR), Torres afirmou não ter colocado o documento na estante, o que poderia ter sido feito por sua empregada doméstica. “Que não é por ter sido encontrado na estante que teria importância; que na verdade já era para ter sido descartado”, consta na ata do depoimento. Segundo ele, devido à sobrecarga de trabalho, era comum que levasse para casa documentos a serem analisados.
Sobre o teor da minuta, o ex-ministro disse que é “tecnicamente muito ruim” e “sem fundamento legal”. Afirmou ainda não ter tomado providência ante a proposta golpista porque “não tinha valor nenhum, ao seu entender”.
Ao ser questionado a respeito do recebimento de alertas de possíveis atos violentos, Torres disse ter considerado que não indicavam “ações radicais”. Além disso, acusou “falha grave na execução operacional” do plano da Polícia Militar. Segundo ele, se a corporação tivesse cumprido o planejamento estruturado pela pasta, os atos não teriam ocorrido. Torres alegou estranhar a “facilidade com que os manifestantes invadiram e depredaram o Palácio do Planalto”.
A respeito das férias que passava com a família, nos Estados Unidos, na data dos atos terroristas, Torres destacou que havia agendado a viagem em novembro. Disse que, caso os relatórios indicassem a gravidade dos atos extremistas, não teria embarcado.
As equipes da PF e da PGR chegaram ao Batalhão pouco antes das 10h30. O ex-secretário foi acompanhado por seus advogados Rodrigo Roca e Demóstenes Torres. Essa foi a terceira vez que a PF marcou oitiva de Torres. Na primeira, em 18 de janeiro, o ex-secretário permaneceu calado. À época, a defesa dele argumentou que não teve acesso aos autos do inquérito e que Torres prestaria os esclarecimentos assim que tivesse todas as informações. Uma segunda tentativa foi feita em 23 de janeiro, mas o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), remarcou para ontem.

Americanas avisa clientes sobre fim de serviço de televendas

A decisão de encerrar o serviço de televendas é uma das medidas tomadas para reestruturar a empresa e equilibrar suas finanças após o rombo reportado no começo do ano por Sergio Rial, que renunciou após dez dias como CEO ao encontrar o que chamou de “inconsistências contábeis”.

Quem tenta ligar para a Americanas para fazer uma compra ouve uma mensagem que informa sobre o fim do serviço e direciona o consumidor a procurar o site ou o aplicativo da empresa.

Segundo Fernando Ferrer, analista da Empiricus Research, o fim do serviço de televendas e o encerramento de contratos com terceiros têm relação com a falta de caixa da empresa, agravada pela disputa judicial com os bancos.

“Vemos agora um completo embaralho das operações. A empresa não tem capital para operar como antes e os fornecedores pedem pagamentos à vista. Isso piora mais a situação de caixa da empresa”, diz.

Para Ferrer, a varejista precisa de uma injeção de capital dos acionistas de referência, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, para manter minimamente a normalidade das suas operações comerciais.

Procurada, a Americanas informou que o fim do serviço de televendas é uma consequência do encerramento com contratos de serviços especializados.

Recuperação judicial

A Americanas tem uma longa jornada pela frente até voltar à estabilidade financeira. A recuperação judicial permitirá que a varejista reorganize suas dívidas e tente retomar suas atividades econômicas.

Após a abertura do processo e a análise do juiz, a empresa agora elabora um plano de pagamento a ser votado pelos credores. A aprovação do plano requer que a empresa honre suas dívidas conforme o contrato, bem como novos débitos. A partir desse momento, a empresa pode ter dois destinos: ou cumpre o plano e sai da recuperação judicial, ou vai à falência a pedido dos credores na Justiça.

Para levantar capital nessa fase de elaboração do plano vale propor medidas como o fechamento de lojas, a redução no número de funcionários e a venda de ativos, como marcas, unidades de negócios ou imóveis. (R7)

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