Dono do Brasil? A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou, nesta segunda-feira,  “nenhum tribunal estrangeiro pode anular as sanções impostas pelos EUA

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou, nesta segunda-feira, uma nota em suas redes sociais reforçando que “nenhum tribunal estrangeiro pode anular as sanções impostas pelos EUA ou proteger alguém das severas consequências de descumpri-las”.
A manifestação ocorreu poucas horas após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flavio Dino, decidir que leis e ordens administrativas ou judiciais de outros países não têm efeito automático no Brasil.
Contexto da decisão de Flavio Dino
A manifestação de Dino foi uma resposta direta ao cenário criado após os Estados Unidos incluírem o ministro Alexandre de Moraes na lista de sanções da Lei Magnitsky.
A legislação norte-americana prevê restrições econômicas severas, como o bloqueio de bens e contas bancárias em território americano, além de limitar relações financeiras internacionais de quem está listado.
Posição oficial de Washington sobre Moraes
Na nota, o governo americano foi categórico ao afirmar que Alexandre de Moraes “é tóxico para todas as empresas legítimas e indivíduos que buscam acesso aos Estados Unidos e seus mercados”.
Segundo a publicação, a medida é parte da política de combate a violações de direitos humanos e atinge diretamente qualquer tentativa de relação econômica ou institucional com o ministro.
Reforço das sanções e alerta internacional
A embaixada ainda detalhou que, além das proibições impostas aos cidadãos americanos, há advertências a indivíduos e empresas estrangeiras:
“Cidadãos americanos estão proibidos de manter qualquer relação comercial com ele. Já cidadãos de outros países devem agir com cautela: quem oferecer apoio material a violadores de direitos humanos também pode ser alvo de sanções”.
Com essa declaração, os Estados Unidos sinalizam que a pressão internacional sobre Moraes vai além das fronteiras americanas, reforçando o alcance global das sanções e deixando claro que a decisão de Flavio Dino não altera a política externa de Washington.
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Decisões de outros países não valem no Brasil, proíbe Flávio Dino

 

Sem citar a Lei Magnitsky, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino proibiu nesta segunda-feira, restrições “decorrentes de atos unilaterais estrangeiros” por parte de empresas ou outros órgãos que operam no Brasil.

“Desse modo, ficam vedadas imposições, restrições de direitos ou instrumentos de coerção executados por pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no país, bem como aquelas que tenham filial ou qualquer atividade profissional, comercial ou de intermediação no mercado brasileiro, decorrentes de determinações constantes em atos unilaterais estrangeiros”, disse Dino.

A determinação consta de uma ação movida pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) contra ações judiciais movidas por municípios brasileiros na Inglaterra.

O ministro, entretanto, estabeleceu que esse impedimento vale, também, para “leis estrangeiras, atos administrativos, ordens executivas e diplomas similares.”

A Magnitsky é uma lei dos Estados Unidos que permite punir financeiramente cidadãos estrangeiros. Ela permite, por exemplo, impedir que uma pessoa tenha cartão de crédito de grandes bandeiras que operam nos Estados Unidos ou que contrate serviços de empresas que atuem no país.

Seu uso contra o ministro Alexandre de Moraes foi imposto no dia 30 de julho por um ato administrativo do Departamento do Tesouro dos EUA com base numa ordem executiva de 2017 de Trump.

Na decisão desta segunda, Dino afirmou ainda que qualquer bloqueio de ativos, cancelamento de contratos ou outras operações “dependem de expressa autorização” do STF.

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