Com isso, o Brasil chegou a 375.049 mortes e a 13.977.713 pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2.
O Brasil ultrapassou, nesta segunda-feira (19), 375 mil mortes por Covid desde o início da pandemia.
Nas últimas 24 horas, foram registrados 1.607 óbitos por Covid e 35.885 infecções pelo Sars-CoV-2. Com isso, o Brasil chegou a 375.049 mortes e a 13.977.713 pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2.
Aos finais de semana, segundas e feriados os dados da pandemia costumam ser menores por causa de atrasos de notificação nas secretariais de saúde, que, nesses dias, trabalham em sistema de plantão com equipes reduzidas.
A média móvel de óbitos teve queda pelo segundo dia consecutivo e chegou a 2.860 mortes por dia, nos últimos sete dias.
O país já soma 34 dias com média acima de 2.000 e 89 dias com ela acima de 1.000. A média móvel é um instrumento estatístico usado para amenizar variações de dados. Ela é obtida pela soma de todas as mortes dos últimos sete dias e divisão do resultado por sete.
Os dados do país, coletados até as 20h, são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diariamente com as secretarias de Saúde estaduais.
A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.
Pela 2ª vez, Brasil ultrapassa os EUA em mortes por Covid por 100 mil habitantes
Com os dados mais recentes de ambos, o Brasil registra 175,6 mortes/100 mil e os EUA, 171,4/100 mil.

Pela segunda vez na pandemia, o Brasil passou os Estados Unidos em número de mortes por Covid-19 por 100 mil habitantes.
Na última quinta-feira (15), segundo dados da Universidade Johns Hopkins (EUA) e do site Our World in Data, o Brasil tinha 171,9 mortes a cada 100 mil brasileiros.
Enquanto isso, os EUA registrava 170,8 mortes por Covid a cada 100 mil americanos.
Naquele dia, o Brasil, com 212 milhões de habitantes, registrava 365.954 óbitos pela Covid-19 desde o início da pandemia. Os Estados Unidos, com mais 330 milhões de habitantes, tinha no total 565.363 mortes.
A diferença de taxas entre os dois países continuou a aumentar desde então. Com os dados mais recentes de ambos, o Brasil registra 175,6 mortes/100 mil e os EUA, 171,4/100 mil.
Apesar de os Estados Unidos serem o país com o maior número de mortes desde o início da pandemia, a situação da nação começou a mudar no início deste ano, com a troca de presidente: saiu Donald Trump, que minimizava a pandemia e desestimulou medidas com eficácia comprovada, como o uso de máscaras, para dar lugar a Joe Biden. Desde então, o democrata vem cumprindo as promessas de ouvir especialistas, impor distanciamento social e estimular a adoção das proteções faciais.
Além disso, os EUA aceleraram a campanha de vacinação. Trump, apesar do negacionismo, mas mirando as eleições de 2020, levou o governo americano a acelerar o desenvolvimento de imunizantes.
Enquanto isso, o Brasil se vê no pior momento da pandemia sem sinal de amenização da crise sanitária no horizonte. As mortes no país parecem ter se estabilizado em níveis altíssimos, acima de 3.000 óbitos diários, pressionando o sistema de saúde. Mesmo com dados elevados e a situação fora de controle, estados e municípios já começaram a relaxar as restrições de serviços não essenciais.Espec
ialistas criticam a flexibilização nesse momento e temem que o Brasil permaneça em um platô de mortes e casos elevado ou que a situação piore.
Em 20 de agosto de 2020, o Brasil (então com 112.423 mortes por Covid no total) ultrapassou, pela primeira vez, os EUA (174.356 óbitos na época) na taxa de óbitos por 100 mil habitantes. Nesse dia, havia 52,8 mortes por Covid a cada 100 mil brasileiros e 52,7 mortes pela doença a cada 100 mil americanos.
Por 101 dias, até 29 de novembro, o Brasil permaneceu à frente dos EUA.
Governo de Pernambuco decide até sexta-feira se mantém funcionamento de comércio e atividades econômicas
O Governo de Pernambuco decide até a próxima sexta-feira (23) se mantém o atual formato de funcionamento das atividades econômicas em meio à pandemia de covid-19.
As atuais medidas em vigor, com limitações de horário para funcionamento das atividades econômicas, valem até o próximo domingo (25).
Em março, o governador Paulo Câmara (PSB) havia retomado as restrições diante da alta da covid-19, mas a partir de 1º de abril retomou as liberações às atividades econômicas e com a abertura de praias e parques para atividades físicas individuais. A realização de eventos segue proibida, assim como a atuação de barraqueiros de praia, por exemplo.
Tendência é de manutenção
Segundo apurou o Blog, a tendência é que pelo menos o atual formato de funcionamento dos serviços seja estendido (veja mais abaixo o que está em vigor), mas há possibilidade de ampliação das flexibilizações.
A expectativa é de que o anúncio do que valerá nas próximas semanas seja feito até a sexta-feira (23) pelo Governo de Pernambuco.
Fontes do Palácio do Campo das Princesas avaliam que o governo estadual começou a preparar o terreno para pelo menos prorrogar o atual decreto ao divulgar neste domingo um estudo da Organização Panamericana de Saúde (OPAS) em que Pernambuco e a Região Nordeste registraram as menores taxas de mortalidade por covid-19 do Brasil nos últimos 30 dias.
O estudo foi divulgado na última sexta-feira (16) pela OPAS, segundo o Governo do Estado, que reforçou os dados neste domingo.
Os dados da publicação foram analisados pelo governador Paulo Câmara e pelos integrantes do Gabinete de Enfrentamento ao Coronavírus, na manhã deste domingo (18).
“De acordo com o documento da OPAS, nos últimos 30 dias Pernambuco registrou uma taxa de mortalidade de 16,5 casos para cada 100 mil habitantes. Menos da metade da média nacional, que foi de 39,2 casos para cada 100 mil habitantes. Já a taxa de mortalidade da Região Nordeste ficou em 25,1 casos por habitante, bem abaixo das regiões Norte (29,1), Sudeste (42,8), Centro-Oeste (56,6) e Sul (55,7)”, afirma o governo, em nota.
“Ainda temos um longo caminho pela frente nessa batalha contra a Covid-19. No entanto, um levantamento como esse mostra que só uma combinação de ações como ampliação da rede de saúde com leitos de enfermaria e terapia intensiva, medidas restritivas e vacinação são capazes de reduzir a quantidade de vítimas da doença”, afirmou o governador Paulo Câmara.
Indicadores
A Secretaria de Saúde de Pernambuco registrou, neste domingo (18), 1.346 casos da covid-19 e mais 33 mortes pela doença.
O estado totaliza 382.164 casos confirmados e 13.212 mortes pela covid-19.
Neste domingo (18), a taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva (UTI) para covid-19 estava em 96% na saúde pública do estado. Na rede privada, o índice estava em 87% neste domingo.
Atuais medidas
Desde o dia 1º de abril, Pernambuco entrou em um período de retomada das atividades, após quarentena que teve início no dia 18 de março e seguiu até o dia 31 daqueles mês. O atual plano de funcionamento das atividades econômicas:
- Atividades econômicas funcionarão das 10h às 20h nos dias de semana, e das 9h às 17h nos sábados, domingos e feriados;
- Aulas na rede privada desde 5 de abril e na rede estadual a partir de 19 de abril, das 6h às 22h, com capacidade de 50%, com cronograma gradual de retomada;
- Celebrações religiosas autorizadas das 5h às 20h durante a semana e das 5h às 17h nos fins de semana e feriados;
- Academias e similares poderão reabrir das 5h às 20h durante a semana e das 5h às 17h nos fins de semana e feriados;
- Serviços de alimentação, lanchonetes, bares e restaurantes autorizados das 5h às 20h durante a semana e 9h às 17h nos fins de semana e feriados, com capacidade de 50%. Delivery, drive thru e pontos de coleta permitidos após as 20h durante a semana e 17h nos finais de semana;
- Comércio varejista no centro e bairros poderão reabrir das 10h às 20h durante a semana e 9h às 17h nos finais de semana. Os estabelecimentos devem cumprir a determinação de um cliente a cada cinco metros quadrados no interior das lojas;
- Escritórios comerciais e prestação de serviços poderão funcionar das 10h às 20h durante a semana e das 9h às 17h nos fins de semana e feriados, com capacidade máxima de 50% e distanciamento de 1,5 metro entre as estações de trabalho;
- Shoppings centers e galerias comerciais seguem o horário da semana e finais de semana já determinados para o período, e devem respeitar a capacidade de um cliente a cada dez metros em circulação, e um cliente a cada cinco metros quadrados no interior das lojas. (Via: Blog do Jamildo)

Portal Brasil
Os municípios recebem nesta terça-feira (20) cerca de R$ 986 milhões referentes à segunda parcela de abril do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor é parte da arrecadação da União com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos primeiros dez dias do mês.
O montante é 11,49% superior ao que as prefeituras receberam no mesmo período de abril do ano passado — R$ 885 milhões, aproximadamente. Descontada a inflação, o crescimento é de 4,75%. Os dados são Secretaria do Tesouro Nacional (STN), vinculada ao Ministério da Economia.
O consultor da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Eduardo Stranz, atribui o aumento no repasse de recursos a uma maior arrecadação da União com o Imposto de Renda (IR).
“Esse segundo decêndio, que vai entrar amanhã, veio maior do que a previsão e muito maior do que o mesmo decêndio no ano passado, demonstrando aí que está havendo uma arrecadação interessante, sobretudo de IR pela União e, consequentemente, o valor do FPM é um pouco maior para os municípios”, avalia.
Crescimento mensal e anual
Os números indicam que o FPM está mais robusto na comparação com o ano passado. A essa altura, em abril de 2020, as prefeituras haviam recebido R$ 3,3 bilhões e R$ 885 milhões no primeiro e segundo decêndio, respectivamente. Já este ano, foram R$ 5,4 bi e R$ 986 mi, aumento superior a 50%. No acumulado anual, os municípios levaram 21,27% a mais do que no ano passado.
Segundo Eduardo Stranz, o bom desempenho do FPM nos próximos meses vai depender, principalmente, da boa arrecadação com o Imposto de Renda, mas a expectativa, ao menos na comparação com o ano passado, é positiva. “Quando comparamos 2021 com 2020 notamos um aumento expressivo. Nossa economia ainda está sofrendo prejuízos de todas as medidas de restrição sanitária. A arrecadação própria dos municípios também está caindo. Ainda bem que o FPM está nesse momento suprindo um pouco a receita dos municípios, mas ainda estamos sob impacto da pandemia”, acredita.
Bloqueio
Os gestores municipais devem ficar atentos, pois se não estiverem com as obrigações junto à União em dia, poderão ter o repasse congelado nas contas bancárias.
De acordo com a CNM, os principais motivos para bloqueio do FPM são: ausência de pagamento da contribuição ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP); débitos com o Instituto do Seguro Social (INSS) e débitos com a inscrição da dívida ativa pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), além da falta de prestação de contas no Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Saúde (Siops).
Para desbloqueio do repasse, o município deve identificar o órgão que determinou o congelamento. Em seguida, deve conhecer o motivo e regularizar a pendência. A Prefeitura não corre o risco de perder a verba. É o que explica Alexandre Pires, professor de economia e relações internacionais do Ibmec. “O bloqueio é feito na própria conta individual que o município tem no Banco do Brasil. Não há um sequestro do recurso. Ele simplesmente fica bloqueado para uso até a regularização”, tranquiliza.
