Brasil registra 2.217 mortes por Covid e mais de 78 mil casos da doença em 24h

O país, assim, chega a 419.393 óbitos e a 15.087.360 pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2 desde o início da pandemia.

 O Brasil registrou 2.217 mortes pela Covid e 78.337 casos da doença, nesta sexta-feira (7). O país, assim, chega a 419.393 óbitos e a 15.087.360 pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2 desde o início da pandemia.

A média móvel de mortes continua elevada: 2.158 óbitos por dia. Assim, o país completa 52 dias com média acima de 2.000 mortes por dia e 107 dias acima de 1.000. A média é um instrumento estatístico que busca amenizar variações nos dados, como os que costumam acontecer aos finais de semana e feriados. O dado é calculado pela soma das mortes dos últimos sete dias e pela divisão do resultado por sete.

Os dados do país, coletados até as 20h, são fruto de colaboração entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diariamente com as secretarias de Saúde estaduais.

Foram atualizadas as informações repassadas sobre a vacinação contra a Covid-19 por 23 estados e o Distrito Federal.

Nesta quinta, foram registradas 937.256 doses aplicadas da vacina contra a Covid, 694.199 primeiras doses e 243.057 segundas. O Brasil tem enfrentado dificuldades nas aplicações de segundas doses. Nessa semana, mais da metade das capitais tinha falta de Coronavac para 2ª dose.

Já foram aplicadas no total 52.492.758 doses de vacina (34.914.631 da primeira dose e 17.578.127 da segunda dose), de acordo com as informações disponibilizadas pelas secretarias de Saúde.

Com os dados vacinais desta segunda, 21,70% da população com mais de 18 anos recebeu a 1ª dose da vacina contra a Covid e 10,92% recebeu a segunda.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

Bolsa sobe 1,76% e volta aos 122 mil pontos

Na quarta (5), o Banco Central elevou a Selic de 2,75% a 3,50% ao ano, dentro do esperado, sinalizando mais uma elevação de 0,75 ponto na próxima reunião, em junho.

O dólar turismo está a R$ 5,3830. (Foto: Reprodução)

 O dólar fechou em queda de 0,94%, a R$ 5,2280, nesta sexta-feira (7). Este é o menor valor desde 14 de janeiro, quando estava a R$ 5,2070. Na semana, a moeda caiu 3,70%, maior desvalorização desde a última semana de novembro.

Na quarta (5), o Banco Central elevou a Selic de 2,75% a 3,50% ao ano, dentro do esperado, sinalizando mais uma elevação de 0,75 ponto na próxima reunião, em junho.

Juros mais altos fortalecem o real por meio do carry trade, prática de investimento em que o ganho está na diferença do câmbio e do juros. Nela, o investidor toma dinheiro a uma taxa de juros menor em um país, no caso, os Estados Unidos, para aplicá-lo em outro, com outra moeda, onde o juro é maior, como o Brasil.

O dólar turismo está a R$ 5,3830.

Já o Ibovespa subiu 1,77%, a 122.038,11 pontos, maior valor desde 14 de janeiro (quando estava a 123.480,52 pontos). Investidores veem espaço para continuidade dos estímulos nos Estados Unidos com número de criação de empregos fraco em abril. Na semana, a Bolsa subiu 2,64%.

A economia dos EUA criou apenas 266 mil vagas de trabalho em abril, depois de abrir 770 mil em março, segundo dados do Departamento de Trabalho desta sexta. O dado veio bem abaixo do esperado. Economistas consultados pela agência de notícias Reuters previam abertura de 978 mil postos de trabalho no mês passado.

“É uma combinação de dois fatores. Em parte, isso pode ser explicado pelo fato de ainda haver muitas pessoas recebendo auxílio emergencial por conta do coronavírus lá, e isso vai até setembro. E também existe a questão de a economia não estar ainda 100% reaberta”, afirma Leonardo Milane, sócio e economista da VLG Investimentos e professor da FIA.

Segundo ele, a reação dos mercados não foi ruim pela percepção de serem dois efeitos temporários e os resultados das empresas americanas no primeiro trimestre virem muito fortes.

“Este dado foi um ponto fora da curva em relação à tendência de melhora da economia americana, que deve acelerar daqui até o final do ano. Além disso, uma recuperação do mercado de trabalho mais amena ou não tão rápida poderia indicar uma menor pressão inflacionária, o que aliviaria a expectativa do mercado de que o Fed [banco central americano] pudesse voltar a subir juros. Se o mercado está menos aquecido, menos necessidade de o Fed subir juros a curto e médio prazo”, diz Milane.

O S&P 500 fechou em alta de 0,74% e o Dow Jones, de 0,66%, ambos em pontuações recordes. Nasdaq subiu 0,88%.

No Brasil, a CCR capitaneou os ganhos do Ibovespa, com salto de 10,25%, após a Andrade Gutierrez avisar a administradora de concessões de infraestrutura sobre intenção de vender sua participação de 14,86% na empresa, diante de uma oferta vinculante feita pela IG4 Capital Investimentos.

A Embraer teve a segunda maior alta do índice, com ganhos de 7,40%. Shoppings também tiveram forte alta na sessão. Iguatemi subiu 6,84% e Multiplan, 4,24%.

Na ponta negativa, Locaweb recuou 2,63%, na quarta queda na semana, em movimento de correção após subir 25,9% em abril. A Locaweb, cuja ação passou a fazer parte do Ibovespa neste mês, reporta balanço no próximo dia 12.

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