O total de mortos chegou a 259.271 e o de casos a 10.718.630, de acordo com o painel atualizado pelo Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde).
O Brasil registrou 1.910 novas mortes pelo novo coronavírus e 71.704 casos da doença nesta quarta (3). Com isso, o total de mortos chegou a 259.271 e o de casos a 10.718.630, de acordo com o painel atualizado pelo Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde), um sistema próprio de informações que reúne dados de contaminados e de óbitos em contagem paralela à do governo.
As 1.910 mortes registradas nas últimas 24 horas são o maior número diário desde o início da pandemia, de acordo com a pandemia. O número anterior era da terça desta semana (2), com 1.641 óbitos. Antes disso, o recorde era de 29 de julho de 2020, quando o país registoru 1.595 mortes em um único dia.
Na terça (2), o país tinha 257.361 mortes e 10.646.926 casos confirmados de Covid-19, de acordo com o conselho.
Os dados do Conass também viraram referência para o Congresso Nacional, que abandonou a contagem do Ministério da Saúde. A decisão foi anunciada pelo então presidente do Senado, Davi Alcolumbre, no início de junho de 2020.

O Globo
Várias cidades pelo Brasil registraram panelaços contra o presidente Jair Bolsonaro na noite desta quarta-feira. No pior momento da pandemia, as manifestações aconteceram no dia em que o país bateu mais um recorde de mortes por Covid-19: foram 1.840 óbitos contabilizados em 24 horas, segundo as secretarias estaduais de saúde. Um pronunciamento do presidente em cadeia nacional de televisão e rádio era esperado para o horário em que começaram os protestos, às 20h30, mas o discurso foi cancelado.
No Rio de Janeiro, vídeos postados em redes sociais registraram o momento em que o panelaço começou em bairros como Laranjeiras, Leblon, Copacabana, Botafogo e Humaitá, todos na Zona Sul da cidade. Além das panelas, manifestantes também gritaram palavras de ordem contra Bolsonaro.
Na capital paulista também foram registrados panelaços em vários bairros como Higienópolis e Santa Cecília, região central; Jardins, Paraíso e Moema, na Zona Sul; Barra Funda e Pinheiros, na Zona Oeste. Em alguns lugares, além de bater panelas, moradores também gritavam “Fora, Bolsonaro”.
No decorrer do dia, grupos que fazem oposição ao presidente convocaram a população a participar do ato. Houve manifestações nas redes sociais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Frente Brasil Sem Medo, ligados à esquerda, e do Movimento Vem Pra Rua, mais identificado com a direita.
A deputada federal Sâmia Bonfim (PSOL-SP) compartilhou nas redes sociais um vídeo mostrando as manifestações em São Paulo e provocou o presidente: “Bolsonaro fugiu do pronunciamento, mas não pode fugir da indignação dos brasileiros”.
Houve também atos em Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília. Na capital do país, o panelaço foi ouvido em áreas da Asa Sul e da Asa Norte, além de gritos como “Fora, Bolsonaro”, “Fora genocida” e “assassino”.
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Comunicado:
