Vídeo mostra momento em que os dois discutem e quando ele agride a jovem de 18 anos.

Um policial militar de 27 anos foi filmado dando soco no rosto de uma jovem de 18 anos em uma academia de Goiânia, nesta terça-feira (28). Um vídeo mostra o momento da agressão.
O caso aconteceu na unidade do Setor Central, na capital. O g1 entrou em contato com o policial por mensagem e por ligação, na noite desta terça-feira (28) em busca de um posicionamento, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Ao g1, a academia Bluefit disse que não compactua com atitudes de agressão e que o homem não faz mais parte do quadro de alunos da academia (veja a nota completa ao final da reportagem). Já a Polícia Militar afirmou que, “ao tomar conhecimento dos fatos, determinou a instauração de um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias que envolveram o ocorrido, bem como adotou todas as providências cabíveis”.
No vídeo, é possível ver que a mulher e o homem discutem. Em dado momento, a mulher empurra o homem e ele a agride com um soco no rosto. A filmagem realizada por câmeras de segurança ainda mostram que, quando ele agride a mulher, outras pessoas tentam intervir. No entanto, o policial parte para cima de uma delas. O motivo do desentendimento não foi divulgado.
Segundo a academia, a situação aconteceu nos fundos da unidade, próximo aos bebedouros. O estabelecimento explica que, após a agressão, foi prestada assistência à vítima tanto com primeiros socorros, quanto com o registro do boletim de ocorrência.
Nota da academia na íntegra
A Bluefit não compactua com nenhuma atitude de agressão, repudiamos todo e qualquer tipo de violência. A equipe da unidade está prestando todo o suporte necessário à vítima. Além disso, o agressor não faz mais parte do quadro de alunos da academia.
Fred Nicácio é eliminado do Big Brother Brasil
Apesar de ter sido o 7º eliminado do programa após receber 62,94% dos votos, o médico foi o 8º participante a deixar o BBB; duas semanas antes, Bruno Gaga desistiu do reality.

O médico Fred Nicácio foi eliminado do Big Brother Brasil nesta terça-feira (28) com 62,94% dos votos.
Nicácio, apelidado de Dr. Fred nas redes sociais, disputou o paredão com Antônio Carlos Coelho de Figueiredo Barbosa Júnior, o Cara de Sapato, e com Cezar Black.
No discurso que antecedeu a eliminação de Fred Nicácio, Tadeu Schmidt disse que o médico era um exemplo para muitas pessoas. “Dr. Fred Nicácio, o príncipe. Dono de inúmeros cinturões de campeão na luta da vida. Venceu o preconceito contra o homem preto, venceu o preconceito contra o homem gay, venceu preconceitos para ser quem ele é, para ter a profissão que tem, para seguir a religião que adora. Você é exemplo para tanta gente em tantos sentidos – e sabe disso, né, doutor?”.
Schmidt, porém, não deixou de tocar em pontos sensíveis, como a maneira com a qual a confiança de Nicácio em si pode soar arrogante para outras pessoas. “Nada abala esse tanque grandão. Ele ocupa o espaço, dono de uma confiança tão grande que pode ser vista como arrogância. E será que às vezes não é mesmo? Essa plenitude é tanta que, em certos momentos, te coloca num espaço meio tom acima da realidade, com todos os prejuízos que isso pode te trazer.”
Nicácio foi o 7º eliminado do reality, mas o 8º participante a deixar o Big Brother Brasil. Isso porque em 17 de fevereiro, o participante Bruno Gaga apertou o botão de desistência.
Já frente a frente com Nicácio, Schmidt comparou o médico a três pessoas: Juliano Moreira, Maria Odília Teixeira e Karamo Brown. Moreira e Teixeira são negros pioneiros na medicina brasileira, enquanto Brown foi o primeiro participante negro e gay de reality show.
Elize Matsunaga falsificou ficha criminal para trabalhar, diz polícia
Mudanças feitas no atestado de antecedentes criminais vão de borrada à supressão de dados. Detalhes foram apresentados pela Polícia Civil de Sorocaba (SP) nesta terça-feira (28).

O atestado de antecedentes criminais usado por Elize Matsunaga, para que ela pudesse trabalhar em Sorocaba (SP), apresenta três adulterações. A informação foi detalhada pela Polícia Civil nesta terça-feira (28).
Elize foi condenada por matar e esquartejar o marido em 2012. Agora, ela responde também pelo crime de uso de documento falso.
O documento tinha mudanças no QR Code, na assinatura digital alfanumérica e no nome da pessoa a qual o documento pertencia e que não possuía registro de antecedentes.
“Ela pegou o atestado de um colega dela, da empresa, sobrepôs o nome dele aqui em cima”, explicou o delegado Acácio Leite, ao tratar do caso. “Deu uma borradinha aqui, no QR Code. E suprimiu dois números do alfanumérico”, conta.
“Nesses documentos que nós apreendemos, enviados para a perícia, foi feita a comprovação com material óptico adequado. A perícia nos ofertou um laudo dizendo que o atestado apresentado por ela realmente é falso. Até certo ponto, é uma cópia mal feita do verdadeiro. Para nós, a partir desse momento, está caracterizado o uso de documento falso”, lembrou.
O delegado também explicou que Elize Matsunaga usou no documento o nome de solteira, Elize Araújo Giacomini.
Função do documento
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), o atestado de antecedentes criminais é um documento fornecido no estado pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD).
Esse documento tem como objetivo informar a existência ou a inexistência de registro de antecedentes criminais. Ele apresenta a situação do cidadão no exato momento da pesquisa.
Ainda conforme a SSP, ele não apresenta a ficha pessoal do cidadão. “Somente disponibiliza uma resposta negativa ou positiva quanto a possíveis pendências jurídico-criminais atuais.” O documento tem validade de 90 dias.
O g1 apurou que Elize, em 12 de dezembro de 2022, teve o pedido deferido para mudança de endereço. Isso teria ocorrido porque ela fixou residência em Sorocaba. Na decisão, houve a determinação para que autos fossem remetidos à Vara de Execuções Criminais da cidade.
O sistema do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, no entanto, ainda mostra a execução como sendo na cidade de Franca. O TJ não comentou a questão.
Indiciamento em Sorocaba
Elize Matsunaga está sendo investigada por usar um documento de terceiros para tentar limpar a ficha criminal dela para um trabalho em um condomínio em Sorocaba, no interior de São Paulo.
“Ela é uma pessoa nacionalmente conhecida. O nome dela gera um conhecimento, um impacto. Ela usou desse artifício, sim, para tentar burlar a fiscalização, para burlar o controle de acesso desse condomínio”, afirmou o delegado Acácio Leite durante coletiva de imprensa, onde apresentou detalhes da investigação sobre o caso.
A defesa nega a adulteração do documento e, em depoimento, Elize disse que foi a empresa onde ela trabalhava que falsificou o atestado de antecedentes (leia mais abaixo).
Elize cumpre liberdade condicional desde maio do ano passado e foi detida em Sorocaba nesta segunda-feira (27).
Segundo a polícia, o carro dela foi monitorado quando ela deixou Franca (SP), cidade onde atualmente mora e trabalha como motorista de aplicativo, e abordado quando acessou a Avenida Dom Aguirre. Na delegacia, ela foi informada de que estava sendo indiciada por uso de documentos falsos.
“Ela está a muito nervosa, sem saber o que estava acontecendo. Nem o carro dela ela tinha condições de dirigir”, disse o delegado.
Elize foi levada ao 8º Distrito Policial, onde disse, em depoimento, que foi a empresa onde ela trabalhava que falsificou o atestado de antecedentes criminais dela, para que ela pudesse ingressar em um dos condomínios para o qual prestava serviço.
Mesmo assim, o delegado informou que Elize será investigada pelo crime e que a empresa onde ela trabalhava em Sorocaba ainda não foi ouvida pelos policiais.
Segundo a polícia, o crime de uso de documentos falsos não cabe prisão e o juiz de Execuções é quem vai definir o futuro da ex-detenta.
Emprego em Sorocaba
Conforme apurado pelo g1, no final do ano passado, Elize participou de um processo de contratação para uma empresa que atua em condomínios de Sorocaba.
De acordo com a investigação, Elize teria alterado os dados do documento de outro funcionário e o utilizado para ingressar em um dos condomínios onde prestava serviço, na região do bairro Wanel Ville, na zona oeste de Sorocaba.
Durante a operação nesta segunda-feira (27), dois atestados foram apreendidos e encaminhados para perícia. Após a perícia, ela poderá ser chamada novamente para depor.
De acordo com o delegado, Elize ficou por pelo menos dois meses em Sorocaba. Ela trabalhava na supervisão e contato com moradores em uma empresa de pintura, como “uma espécie de gerente”, e passou por pelo menos cinco condomínios em várias regiões da cidade.
Ainda segundo a Polícia Civil, Elize escolheu Sorocaba para trabalhar porque tem pessoas conhecidas na cidade, desde quando estava presa. No entanto, o quarto onde ela morava na cidade já está desocupado e a residência de Elize oficial, atualmente, é em Franca.
O que diz a defesa
Ao g1, o advogado de Elize, Luciano Santoro, manteve a versão da cliente, negando o uso de documento falso.
“Nem teria qualquer motivo para tanto, já que seu processo não transitou em julgado e ela poderia ter a certidão de antecedentes sem apontamentos”, explica.