
“De fato isso causa apreensão por causa de serviços essenciais que podem ficar comprometidos”, avaliou o deputado Aluísio Lessa em entrevista ao Diario. Ele também informou que durante o almoço Raquel reconheceu o “equívoco” cometido. “Hoje ela reconheceu que se precipitou, que poderia ter feito um decreto menos impactante, é por isso que algumas coisas já foram corrigidas, disse o parlamentar. “Ela inclusive teve humildade para dizer que foi um erro, um equívoco, mas nada que não possa ser corrigido”.
Reunião
Com o intuito de conseguir bom trânsito na Alepe, Raquel Lyra convidou para o almoço, realizado nesta quinta-feira, os presidentes das três principais comissões da Casa, por onde seus projetos passarão. Foram eles: Aluísio Lessa, presidente da Comissão de Finanças; Administração Pública; Antônio Moraes (PP); e Constituição, Legislação e Justiça; Waldemar Borges (PSB), representado pelo vice-presidente da comissão o deputado Tony Gel (PSB). Além deles, marcaram presença o presidente da Casa, o deputado, Eriberto Medeiros (PSB); e os líderes da oposição e do governo, os deputados Antônio Coelho e Isaltino Nascimento.
Para Aluísio Lessa, a reforma administrativa do governo Raquel Lyra não enfrentará dificuldades para ser aprovada na Alepe, tendo em vista que o novo formato do secretariado não causará “impactos financeiros”. “Houve mudanças em nomenclaturas, fusão de uma secretaria com a outra, desmembramentos de algumas, mas não foram criadas novas secretarias”, explicou o parlamentar. “Não tem questionamento do ponto de vista de impacto financeiro”, continuou. Apesar dos sinais positivos, ainda não há previsão de quando a reforma será aprovada já que ainda não foi enviada à Alepe.
A administração de Fernando de Noronha também foi outro assunto debatido durante a reunião. Escolhida por Raquel Lyra, Thallyta Figueirôa será a primeira mulher a ocupar o cargo de administradora da ilha. Antes, Thallyta passará por uma sabatina na Assembleia Legislativa. Para dar continuidade aos diálogos iniciados hoje, Raquel Lyra realizará, na manhã desta sexta-feira, uma reunião com todos os deputados da Casa de Joaquim Nabuco. Os secretários da Fazenda e da Administração também estarão presentes.
Dólar cai para R$ 5,35 após governo negar revisão de reformas
Polícia apreende documento de Jair Renan em escritório de empresário preso

A carteira de habilitação de Jair Renan, filho 04 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), durante a Operação Falso Coach, deflagrada na manhã desta quinta-feira (5/1).
A apreensão ocorreu em um escritório no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), em Brasília, onde equipes cumpriram mandados de busca e apreensão. A sala comercial pertence ao assessor de Jair Renan Bolsonaro, Maciel Carvalho, empresário preso nesta quinta-feira (5/1), suspeito de fraudar documentos para comprar armas.
A coluna Na Mira apurou que, além da CNH, os investigadores recolheram um iPhone. A suspeita é de que o aparelho também pertença ao filho do ex-presidente.
Vídeo:
Durante as buscas no escritório, que estava com a energia cortada por falta de pagamento, os investigadores localizaram, ainda, armas, munição e documentos relacionados às empresas de Maciel Carvalho.
Com mais de 420 mil seguidores, o blogueiro já deu entrevista ao lado de Jair Renan. Na ocasião, Maciel se apresentou como advogado e ex-pastor de uma igreja Assembleia de Deus. O atirador também se diz coach e empreendedor.
O influencer era homem de confiança do 04 e ficou responsável pelo registro de uma ocorrência policial após a casa de Jair Renan, no Lago Sul, ser pichada por vândalos, em 29 de setembro último. Maciel Carvalho também ministrou aulas de tiro para o filho de Bolsonaro e para a mãe de Jair Renan, Ana Cristina Siqueira Valle.
Fraude
As equipes da PCDF cumpriram, na manhã desta quinta-feira (5/1), três mandados de busca e apreensão – em um imóvel de Águas Claras e em duas salas comerciais, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Em uma delas, funcionava uma loja de armas, munição e acessórios. Maciel Carvalho é dono da 357 Academia de Tiro.
A investigação é conduzida pela Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (Corf), da Polícia Civil do DF, com apoio do Exército Brasileiro.
O indiciado estava em liberdade provisória e usava CPFs falsos para ocultar antecedentes criminais e conseguir o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Com o documento, Maciel comprou diversas armas de fogo.
A polícia informou que ele ministrava cursos de armamentos e tiros, bem como vendia armas, por meio das mídias sociais, onde postava anúncios para atrair clientes e alunos.
O investigado coleciona registros criminais por falsificação de documentos, estelionato, organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, uso de documento falso e disparo de arma de fogo. Maciel Carvalho pode ser condenado a até 19 anos de prisão.
O Metrópoles entrou em contato com as defesas dos envolvidos, mas não teve retorno até a mais recente atualização desta reportagem. O espaço segue disponível para manifestação.
