“Obvio que isso reflete na popularidade do governo, mas pode ser revertida na medida que a gente avançar na vacinação, na medida que tiver esse auxílio emergencial”, disse Mourão.

— O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou nesta quinta-feira (18) que a a alta na rejeição do governo Jair Bolsonaro na gestão da pandemia medida pelo Datafolha é “normal” diante do quadro de crise e “pode ser revertida” com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e o novo auxílio emergencial.
“[É] normal, estamos vivendo um momento difícil. A população sem poder trabalhar, dificuldade para a pessoa viver especificamente, as questões psicológicas pelo abre e fecha das atividades.”
“Obvio que isso reflete na popularidade do governo, mas pode ser revertida na medida que a gente avançar na vacinação, na medida que tiver esse auxílio emergencial. Então pode ser revertida tudo isso aí”, disse Mourão, ao chegar no gabinete da Vice-Presidência, em Brasília.
Pesquisa Datafolha realizada nesta semana mostrou que a rejeição do trabalho de Bolsonaro na gestão da pandemia do coronavírus atingiu o maior nível desde o início da emergência sanitária, há um ano.
Segundo a pesquisa, 54% dos brasileiros veem a atuação de Bolsonaro como ruim ou péssima na semana em que foi apresentado o quarto ministro da Saúde do atual governo. No levantamento anterior, realizado em 20 e 21 de janeiro, 48% reprovavam o trabalho de Bolsonaro na pandemia.
Na rodada atual do Datafolha, o índice daqueles que acham sua gestão da crise ótima ou boa passou de 26% para 22%, enquanto quem a vê como regular foi de 25% para 24%. Não opinaram 1%.
O instituto ouviu por telefone 2.023 pessoas nos dias 15 e 16 de março. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.
O Datafolha também revelou que cresceu para 56% o número de brasileiros que consideram Bolsonaro incapaz de liderar o país.
O Brasil enfrenta o momento mais duro da pandemia, com média móvel dos mortos acima de 2.000.
O total de mortos pela Covid-19 no país já superou 280 mil. Além do mais, o ritmo da vacinação no país ainda engatinha, o que tem impacto da avaliação do governo.
Assessores diretos de Bolsonaro atribuem o pico de rejeição da gestão do presidente na pandemia, apontado em pesquisa Datafolha, aos recordes diários de mortes registrados nos últimos dias.
O governo decidiu pagar uma nova rodada do auxílio emergencial, que deve iniciar a partir de abril. Os valores devem ser menores do que os desembolsados no ano passado. O pagamento da nova rodada do auxílio depende do envio de uma MP (Medida Provisória) por Bolsonaro ao Congresso Nacional, algo previsto para os próximos dias.
Agnaldo Timóteo é internado por complicações da Covid-19
O artista já havia tomado a primeira dose da vacina e contraiu a doença no intervalo para a segunda dose. A primeira dose foi tomada por ele na segunda (15).

O cantor Agnaldo Timóteo, 84, está internado em um hospital do Rio de Janeiro em decorrência de complicações da Covid-19. Ele foi diagnosticado com o vírus na quarta-feira (17) e encaminhado à UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
O artista já havia tomado a primeira dose da vacina e contraiu a doença no intervalo para a segunda dose. A primeira dose foi tomada por ele na segunda (15).
Sobrinho do cantor, Timotinho Silva disse que as dores começaram e imediatamente ele foi levado ao médico. “Ele começou a sentir certas dores e a partir disso resolvemos levar para o hospital. Ele sentia dores no corpo, estava tossindo e tremendo um pouco a mão”, disse ele em entrevista ao Cidade Alerta (Record) do Rio de Janeiro.
Segundo Silva, no momento que sentiu dores, o próprio Timóteo pediu para ser levado para atendimento. A irmã do cantor é quem está com ele no Hospital Casa São Bernardo, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
“Quando se fala do Agnaldo é motivo para os fãs se preocuparem, mas está tudo bem. Está sendo bem observado, não está intubado. A irmã está acompanhando ele”, completou o sobrinho sobre o carinho do público nesse momento difícil.
De acordo com ele, o estado de saúde é estável. Os boletins médicos têm sido entregues somente à família e são eles quem divulgam as evoluções do cantor.
Essa não é a primeira vez que Timóteo precisa de atendimento médico após algum problema de saúde. Em 2019, Timóteo foi submetido a um exame de cateterismo após ter um princípio de AVC (Acidente Vascular Cerebral). Dias depois, ele teve uma piora e começou a respirar com a ajuda de aparelhos.