Posição brasileira foi apresentada após ação militar dos Estados Unidos que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro
O Brasil manifestou, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, posição contrária a qualquer solução para a crise na Venezuela que envolva controle estrangeiro ou administração externa prolongada. A diplomacia brasileira defendeu que o enfrentamento da situação no país deve ocorrer com respeito à soberania nacional e à autodeterminação do povo venezuelano, dentro dos marcos constitucionais. A posição do Brasil foi apresentada pelo embaixador Sérgio Danese durante sessão convocada para debater a ação militar ordenada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. As informações são da Folha de São Paulo.
Posição brasileira no Conselho de Segurança
Embora o Brasil não integre atualmente o Conselho de Segurança da ONU, o governo solicitou participação formal no encontro, realizado nesta segunda-feira (5), em razão da relevância regional do tema e dos impactos da crise venezuelana para a América do Sul.
Declaração de Sérgio Danese
Durante sua intervenção, o representante brasileiro rejeitou explicitamente a ideia de tutela internacional sobre o país. “O Brasil não acredita que a solução da situação da Venezuela passe pela criação de protetorados no país, mas por soluções que respeitem a autodeterminação do povo venezuelano no marco da sua Constituição”, afirmou Sérgio Danese.
Contexto da ação dos Estados Unidos
A reunião ocorreu após o anúncio feito no sábado (3) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que Nicolás Maduro havia sido retirado da Venezuela e estava sendo transportado para Nova York. Horas depois, em coletiva de imprensa, Trump declarou que os Estados Unidos assumiriam temporariamente o governo do país caribenho até que fosse possível viabilizar um processo de transição.
O presidente estadunidense também afirmou que empresas dos Estados Unidos passariam a atuar na exploração da indústria petrolífera venezuelana, setor estratégico para a economia do país. A manifestação brasileira reforçou a defesa de soluções baseadas no diálogo, no respeito à soberania e na legalidade constitucional.
“Se chorar, manda áudio”, dispara ex-ministro de Bolsonaro a Eduardo sobre polêmica envolvendo PCC e CV
Abraham Weintraub, que foi ministro da Educação no governo de Jair Bolsonaro, respondeu a um comentário feito por Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente.
Nas redes sociais, Eduardo escreveu que “Lula tem pavor de decretar CV e PCC como grupos terroristas”. Ele disse ainda que o presidente Lula teria medo de fazer isso “para proteger a sua base eleitoral de criminosos e a si próprio”.
Weintraub rebateu o post de Eduardo dizendo que “teu pai [Bolsonaro] podia ter decretado [PCC e CV como grupos terroristas]”.
o ex-ministro chamou Edurado de “mentiroso” e contou que já havia conversado sobre o assunto com Bolsonaro quando ainda estava no governo, .
“Eu cheguei a falar com ele sobre narcoestado em 2021. Nem quis ouvir. Vocês só mentem. Se chorar, manda áudio”, publicou.

