Piloto diz durante queda de avião: “avisei aos passageiros, ‘cortei’ o motor e puxei o paraquedas” Video:

Salvou 6 pessoas entre eles duas crianças

“Tá todo mundo bem, graças a Deus. A máquina (aeronave) tá só com danos materiais. Mas, mesmo assim, não quebrou muito, não”, relatou o piloto. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

O profissional contou que perdeu potência, que o avião vibrava muito e que percebeu que não dava tempo chegar à pista de pouso.

O piloto que acionou o paraquedas e salvou a si mesmo e os passageiros de uma aeronave em Minas Gerais, neste sábado (11), relatou o momento de tensão na tomada de decisões e ações para pousar com menos impacto. O profissional contou que perdeu potência, que o avião vibrava muito e que percebeu que não dava tempo chegar à pista de pouso.

“Vou mandar uma mensagem aqui porque meu telefone não tá parando de tocar. Decolei e sai da Cubex […]. Chegando em Cubex, próximo agora pra nivelar, eu tive uma perda abrupta de potência. Tava com 88 de potência, 85, e aí foi para 30%. Ciclei a bomba, desliguei e liguei, troquei de tanque e nada, vibrando muito. Declarei ‘Mayday’, tentei voltar pra Pampulha, mas na hora que eu vi que eu tinha acabado de fazer a curva eu tava a cinco mil e poucos pés e eu tava a cinco minutos da pista, não ia chegar”, disse o piloto.

Ainda segundo o profissional, “é uma decisão fod* porque, raramente, eu tiro o pino do paraquedas e hoje eu tirei o pino. E eu tirei o pino do paraquedas antes de decolar e, graças a Deus, eu olhei, falei que não ia chegar, puxei o paraquedas, avisei aos passageiros, ‘cortei’ o motor e puxei o paraquedas.”

Ele contou, também, que está “todo mundo bem, graças a Deus. A máquina (aeronave) tá só com danos materiais. Mas, mesmo assim, não quebrou muito, não. Pousamos num local bem difícil de acesso. Os bombeiros não estão conseguindo nem descer com helicóptero. Mas, só para acalmar a todos aí, era eu que tava no comando e tá todo mundo bem.”

O monomotor caiu na manhã de hoje na estrada do Gaia, em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte. O Corpo de Bombeiros informou que seis pessoas ocupavam a aeronave. Todos estavam conscientes e sem lesões visíveis. Elas foram avaliadas pelos bombeiros e dispensaram atendimento médico.

Testemunhas registraram, em vídeo, o momento em que a aeronave caiu com a ajuda do paraquedas, evitando um impacto maior.

União e Pernambuco querem compartilhar Fernando de Noronha

Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), o objetivo da iniciativa é fomentar a cooperação entre União e governo estadual, de forma a ajustar a gestão administrativa e turística do arquipélago às normas de proteção ambiental. (Foto: reprodução)

 

A União e o governo de Pernambuco assinaram um acordo para dividir a responsabilidade pela administração do arquipélago de Fernando de Noronha. Localizado a cerca de 545 quilômetros da costa brasileira, o conjunto de 21 ilhas, ilhotas e rochedos tem cerca de 26 km², é considerado um Patrimônio Natural Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e um dos principais atrativos turísticos do Brasil.

O acordo – celebrado com a participação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); da Agência Estadual do Meio Ambiente (CPRH); do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) – foi protocolado para análise do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (10). Cabe à Corte dar a palavra final sobre a constitucionalidade e a validade do pacto de gestão compartilhada.

Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), o objetivo da iniciativa é fomentar a cooperação entre União e governo estadual, de forma a ajustar a gestão administrativa e turística do arquipélago às normas de proteção ambiental, defesa da biodiversidade, uso sustentável dos recursos naturais e ao adequado uso do solo e do planejamento territorial local.

Limites
Ainda de acordo com a AGU, o documento entregue ao STF prevê que, até a conclusão de um novo estudo de sustentabilidade, o ingresso de turistas no arquipélago não deve ultrapassar 11 mil pessoas por mês e 132 mil por ano.

O pacto também proíbe que o atual perímetro urbano seja ampliado e prevê a possibilidade de regularização dos imóveis e benfeitorias já existentes nos casos em que isso for legal e ambientalmente possível. Em situações em que as construções erguidas ferem as normas ambientais, os imóveis deverão ser demolidos.

Se o STF aprovar, o acordo será válido por tempo indeterminado e só poderá ser substituído por um novo ajuste entre as partes com o aval da Corte. Além disso, a União e o governo de Pernambuco deverão criar um comitê de acompanhamento e gestão que será responsável por acompanhar o efetivo cumprimento das obrigações estabelecidas para cada um dos órgãos ou instituições federal e estadual envolvidas. O comitê será composto por dois representantes estaduais e dois da União.Fernando de Noronha, Pernambuco, AGU, STF

Quem são os militares que tentaram reaver joias apreendidas pela Receita

Por: Correio Braziliense

 (Foto: Isac Nóbrega/PR)
Foto: Isac Nóbrega/PR

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Além do almirante de esquadra e então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, outros seis militares são acusados de pressionar a Receita Federal para que os agentes liberassem a entrada ilegal de joias dadas pela Arábia Saudita ao ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro, em outubro de 2021.
Os fardados também teriam atuado para tentar recuperar as peças preciosas apreendidas pela fiscalização da Receita no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Os detalhes sobre os militares envolvidos na pressão para que agentes da Receita liberassem as joias foram publicados pelo jornal O Estado de S. Paulo. 
Confira quem são:
Bento Albuquerque
Almirante de Esquadra da Marinha, Bento Albuquerquer era o ministro de Minas e Energia do governo Bolsonaro.  O militar liderou a comitiva que tentou entrar com as joias irregularmente no Brasil
Marcos André dos Santos Soeiro
Tenente da Marinha, era o assessor do ministro Bento Albuquerque e foi quem teve as joias apreendidas em Guarulhos, ao tentar entrar no País sem declarar que estava com os presentes
Julio Cesar Vieira Gomes
Ex-oficial da Marinha do Brasil, era o secretário que comandava a Receita Federal na gestão Bolsonaro e atuou diretamente para tentar liberar as joias, sob orientação do presidente
José Roberto Bueno Junior
Contra-almirante da Marinha, foi chefe de gabinete de Bento Albuquerque e assinou ofícios da pasta tentando liberar as joias apreendidas em Guarulhos
Mauro Cid
Tenente-coronel do Exército, cumpriu a ordem de Bolsonaro e enviou um emissário em avião da FAB, para tentar retirar as joias apreendidas no aeroporto de Guarulhos
Jairo Moreira da Silva
Primeiro-sargento da Marinha, foi o emissário enviado por Bolsonaro até Guarulhos, para tentar retirar as joias dos cofres da alfândega
Cleiton Henrique Holzschuk
Segundo-tenente do Exército, era assessor da Ajudância de Ordens do Gabinete Pessoal do Presidente da República e enviou ofício do departamento que pedia a liberação das joias para o presidente Bolsonaro
Relembre o caso
A Receita e a Polícia Federal (PF) investigam as tentativas do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro em tentar liberar ou reaver as joias apreendidas em outubro de 2021, pelo agentes de fiscalização do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Ao retornar de uma viagem à Arábia Saúdita, a comitiva de Bolsonaro tentou entrar no Brasil portando pedras preciosas avaliadas em R$ 16,5 milhões.
As peças estariam na mochila de um militar que era assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Alburquerque. Segundo o documento da Receita Federal sobre o ocorrido no Aeroporto de Guarulhos, o militar da comitiva de Bolsonaro disse não ter nada a declarar, mas, ao passar pela alfândega, um fiscal solicitou que ele colocasse sua mochila no raio-x, onde “observou-se a provável existência de joias”. A bagagem então foi revistada e os agentes encontraram um par de brincos, um anel, um colar e um relógio com diamantes. Os objetos foram apreendidos.
De acordo com o documento, o militar informou o ocorrido ao ministro Bento Alburquerque, que tentou liberar as peças alegando se tratar de um presente para a então primeira-dama Michelle Bolsonaro. A Receita, porém, manteve a apreensão.
Diante da apreensão, o governo Bolsonaro mobilizou equipes ministeriais para tentar recuperar as joias. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, o próprio comando da Receita também tentou conseguir a liberação, mas os fiscais, que têm estabilidade na carreira, negaram todos os pedidos

Sebastião Oliveira vai presidir a executiva estadual do Avante em Pernambuco

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O ex-deputado federal Sebastião Oliveira foi conduzido para a presidência da executiva estadual do Avante em Pernambuco. O anúncio foi feito na manhã deste sábado (11). Sebastião passa a ocupar o espaço deixado pelo irmão, o deputado federal Waldemar Oliveira, eleito para o primeiro mandato na Câmara Federal.
O quadro atual do Avante em Pernambuco conta com 10 prefeitos, cinco vice-prefeitos e 114 vereadores. A legenda foi uma das 13 que conseguiu atingir a cláusula de barreira nas últimas eleições.
Ex-candidato a vice-governador na chapa encabeçada pela ex-deputada federal Marília Arraes (SD), Sebastião pontuou os próximos objetivos à frente da condução do partido no estado. “O Avante está antenado com as demandas atuais da população. Os últimos resultados nas urnas sinalizam que estamos no caminho certo. Temos um time competente e vamos crescer mais ainda no Brasil e em Pernambuco. Estou motivado e com todo o gás. Agora é arregaçar as mangas e trabalhar bastante”, afirmou.

Governo anuncia em abril o novo plano nacional de investimentos em infraestrutura

Iniciativa leva em conta prioridades de estados e municípios e terá aportes diretos da União, concessões e parcerias público-privadas
Governo Federal vai anunciar até o fim de abril um novo plano nacional de investimentos em infraestrutura. Após articulações com representantes de estados e municípios para apurar as obras prioritárias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que os ministros tracem um plano de entregas, retomadas de obras e de investimentos para os primeiros cem dias de governo, para o ano de 2023 e para os próximos anos.
Uma reunião ministerial nesta sexta-feira, 10/3, no Palácio do Planalto, serviu para apresentar os avanços. Na saída do evento, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, explicou que o novo plano vai reunir investimentos federais diretos, concessões e Parcerias Público-Privadas (PPP).
Esse conjunto de ações quer deixar claro que a governança voltou, a gestão voltou e o Brasil voltou a ter governo, porque nada disso existiu nos últimos quatro anos. Queremos contribuir de forma decisiva para a volta do emprego”. Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil
“Apesar de estar regulamentado, o Governo Federal nunca materializou essa ferramenta da PPP. E nós vamos utilizar as PPP para alavancar investimentos em infraestrutura no país”, afirmou o ministro, citando como possíveis exemplos projetos de estradadas federais, portos e aeroportos e na área de energia.
“Já fizemos reuniões bilaterais com todos os estados e entramos na reta final de organizar as demandas. O presidente recebeu a Frente Nacional de Prefeitos, associações nacionais e regionais de municípios. E com isso, iniciamos a temporada de recepcionar os projetos dos municípios em projetos estruturantes”, comentou Rui Costa.
Costa citou o exemplo do Ministério da Minas e Energia, que prevê a assinatura de contratos de novas linhas de transmissão com valores em torno de R$ 3 bilhões e estimativa de até R$ 9 bilhões até julho.
“Isso se faz absolutamente necessário porque o Brasil hoje virou referência internacional de energia renovável. O gargalo que tínhamos eram as linhas de transmissão. Muitos projetos com estudos prontos, licenciamento ambiental aprovado e regularidade fundiária feita não podem se materializar em investimento e emprego por falta de linha de transmissão”, alegou.
O novo programa de investimento do Governo Federal terá conceitos similares aos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), adotado na gestão anterior do presidente Lula. O novo nome ainda será definido. “O plano será não só de projetos novos, mas de conclusão de um número enorme de obras. Só na área de habitação temos quase 180 mil unidades não entregues, quase a totalidade contratada ainda no final do governo Dilma, em 2014, 2015, 2016”, relatou.
MÃOS À OBRA – O ministro fez referência, ainda, à plataforma online Mãos à Obra, lançada nesta sexta para facilitar a indicação, por parte dos gestores municipais, dos empreendimentos que estão paralisados ou inacabados em suas regiões e que são considerados prioritários para ter as obras retomadas na avaliação dos gestores locais.
A lista será indicada pelos gestores locais até 10 de abril e deve se pautar por equipamentos sociais voltados à Saúde, Educação, Esporte e Cultura, como praças, escolas, creches e postos de saúde, além de unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida. Só na área da educação são cerca de quatro mil obras paralisadas.
“Por exemplo, uma creche, uma escola que foi contratada, conveniada pelo FNDE, mas a execução era por parte do município e vamos nessa plataforma pedir que ele atualize o cadastro da obra, a situação, anexar fotos e relatórios”, exemplificou. A estimativa é de que sejam necessários R$ 4 bilhões para concluir essas obras de educação. A intenção, segundo Rui Costa, é editar uma Medida Provisória específica para concluir esse compromisso.
Na próxima semana, haverá uma reunião específica para ouvir ministros das áreas sociais, como Saúde, Educação e Desenvolvimento Social, e na sequência com os ministérios da área produtiva, como Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Indústria e Comércio. “Separamos em três grandes grupos para facilitar esse diálogo”, disse Rui Costa.
RITMO E GOVERNANÇA – Segundo o ministro, o foco é dar ritmo às entregas, inclusive com um pedido expresso do presidente para que cada uma das pastas reduza o custeio. “Queremos melhorar a qualidade do gasto público e aumentar investimentos, porque investimento gera emprego, melhores condições de infraestrutura, condições sociais, educação e saúde”.
Para ele, a mensagem é objetiva: “Esse conjunto de ações quer deixar claro que a governança voltou, a gestão voltou e o Brasil voltou a ter governo, porque nada disso existiu nos últimos quatro anos. Queremos contribuir de forma decisiva para a volta do emprego”, concluiu.
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