Mães de Pernambuco: em 15 dias, 50 mil mulheres confirmam dados para aderir ao programa

O sistema do Mães de Pernambuco, registrou, nesta terça-feira (9), a confirmação de dados de 50,1 mil mulheres – metade do total de beneficiárias que o programa vai atender –, o que representa um universo de 60,8 mil crianças alcançadas pela iniciativa. Compiladas pela Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas (SAS), as informações foram coletadas durante a primeira quinzena de operação do programa, que vai pagar um auxílio mensal de R$ 300 para as 100 mil mulheres mais vulneráveis vivendo em Pernambuco. O primeiro pagamento do Mães de Pernambuco está previsto para 13 de maio, um dia após o Dia das Mães.

“O Mães de Pernambuco já está a todo vapor e é com muita alegria que chegamos à marca de 50 mil mulheres confirmadas nesse que é o maior programa de transferência de renda do Norte e Nordeste. Serão investidos R$ 360 milhões, a partir de maio, representando um caminho de dignidade, com comida na mesa, a milhares de famílias de todas as regiões de Pernambuco”, afirmou a governadora em exercício Priscila Krause.“Temos registrado uma média de 2,3 mil confirmações diárias e esse ritmo, em se mantendo, vai nos fazer cumprir a meta do programa. As mulheres têm até o dia 25 para confirmar o interesse em receber o auxílio e esse processo está todo concentrado no site Mães de Pernambuco. A página foi desenvolvida para carregar rapidamente, em todo tipo de smartphone, para não gerar uma dificuldade a mais para as beneficiárias”, destacou o secretário de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas, Carlos Braga.

Os recursos para o Mães de Pernambuco já estão garantidos no orçamento de 2024, oriundos do Tesouro Estadual: o investimento mensal do Governo do Estado na iniciativa é de R$ 30 milhões, o que representa um total de R$ 360 milhões por ano. A partir de junho, os pagamentos devem ocorrer até o quinto dia útil do mês para todo o universo de beneficiárias.

Elon Musk volta a chamar Moraes de “ditador” e diz que ministro tem Lula “na coleira”

O bilionário Elon Musk, dono do X, da SpaceX e da Tesla, voltou a usar sua conta oficial no antigo Twitter para atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Desta vez, sobrou também para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), outro alvo do empresário.

Em mensagens publicadas na noite de segunda-feira (8), depois de já ter criticado duramente o ministro do STF no fim de semana, Musk subiu o tom e voltou a chamar Moraes de “ditador”.

“Como Alexandre de Moraes se tornou o ditador do Brasil? Ele tem Lula na ‘coleira’”, escreveu o dono do X, insinuando um suposto conluio entre o ministro do Supremo e o presidente da República.

Na sequência, Musk associou a vitória de Lula nas eleições de 2022 – quando derrotou o então presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno – a um suposto favorecimento por parte de Moraes, que é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Como Alexandre tirou Lula da prisão e colocou o dedo na balança para eleger Lula, Lula obviamente não tomará nenhuma atitude contra ele. A próxima eleição será fundamental”, afirmou o dono do X.

Moraes assumiu a presidência do TSE em agosto de 2022, a dois meses da eleição presidencial daquele ano, e segue no cargo até hoje. O ministro comandou o órgão durante o último processo eleitoral, cuja lisura sempre foi contestada por Bolsonaro e aliados – sem terem apresentado qualquer prova de fraude.

Moraes também é o relator, no STF, do inquérito que apura a disseminação de fake news nas redes sociais e supostos ataques contra a democracia. O magistrado determinou a suspensão e exclusão de diversas contas no X – medida que é criticada por Musk e classificada por aliados de Bolsonaro como “censura prévia”.

Na segunda-feira (8), o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, divulgou nota em apoio ao seu colega de tribunal. No comunicado, o magistrado não cita o nome de Musk nem menciona o X, mas afirma que todas as empresas que atuam no Brasil estão sujeitas às leis nacionais.

Já o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) disse que a regulamentação das redes sociais é inevitável. O parlamentar defendeu a construção de “marcos legislativos que sejam inteligentes e eficientes para poder disciplinar o uso dessas redes sociais no país”. No ano passado, o Senado Federal aprovou um projeto de lei nesse sentido, que ainda aguarda apreciação pela Câmara dos Deputados.

Fonte: Infomoney

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