Senadores definem que trabalharão só três dias por semana e três semanas por mês

Senadores da República decidiram mudanças na jornada de trabalho que irá permitir apenas três dias de trabalho na semana e, além disso, a última semana do mês será liberada para trabalho remoto e com apreciações de pautas consideradas “tranquilas”, informa o Estadão em reportagem nesta quarta-feira (1º).

Segundo o jornal, senadores concordaram em votar projetos apenas nas terças, quartas e quintas-feiras da semana. As segundas e as sextas-feiras serão dedicadas às sessões não deliberativas, que não têm obrigatoriedade da presença do senador.

Nas terças e quartas, além do mais, as sessões serão iniciadas somente às 14h, com as votações começando às 16h. Só é registrada falta no trabalho e desconto de salário para o senador que não aparecer nas votações.

Além das semanas, os meses também serão mais curtos. Ficou firmado ainda que senadores poderão trabalhar remotamente na última semana de cada mês. Essa semana será dedicada à apreciação de pautas que devem demandar menos discussões acaloradas dos parlamentares.

Com isso, segundo a reportagem, os senadores serão obrigados – ou seja, para não terem faltas e terem salário descontado – a trabalhar somente nove dias por mês no Senado Federal, em Brasília. Nada impede, porém, que eles marquem presença nas outras datas, em sessões não deliberativas, ou vão trabalhar presencialmente na última semana do mês.

As decisões receberam o aval do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Custos

Ainda de acordo com o Estadão, o Congresso brasileiro é o segundo mais custoso do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos, com despesa de cerca de R$ 23,8 milhões por cada um dos 513 deputados federais e dos 81 senadores.

Esse valor, também segundo o jornal, corresponde a 528 vezes a renda média dos brasileiros.

ECONOMIA

Economia brasileira cresce 2,9% em 2022 e fecha o ano em R$ 9,9 trilhões, mostra IBGE

Setor de serviços — que engloba bares, restaurantes, hotelaria, salões de beleza e outras atividades do tipo — turbinaram o PIB brasileiro em 2022 (Foto: Reprodução)

 

A economia brasileira cresceu 2,9% em 2022, na comparação com o ano anterior, com destaque para os setores de serviços (4,2%) e indústria (1,6%), conforme mostram dados divulgados nesta quinta-feira (2) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A agropecuária, por outro lado, fechou o ano em queda de 1,7%. 

Esse é o segundo ano seguido em que o país apresenta crescimento, depois do resultado negativo de 2020, primeiro ano da pandemia da Covid-19. 

O PIB (Produto Interno Bruto) — a soma de todos bens e serviços finais feitos no país — totalizou R$ 9,9 trilhões em 2022. O valor do PIB per capita no ano alcançou R$ 46.154,6, um avanço real de 2,2% ante 2021.

No quarto trimestre de 2022, a variação foi de -0,2% frente ao resultado dos três meses anteriores na série com ajuste sazonal. Nesse período, a agropecuária e os serviços cresceram 0,3% e 0,2%, respectivamente, enquanto a indústria variou -0,3%.

Em relação ao quarto trimestre de 2021, o PIB avançou 1,9% no último trimestre de 2022, oitavo resultado positivo consecutivo nesta base de comparação. Foram registradas altas nos serviços (3,3%) e na indústria (2,6%), enquanto a agropecuária caiu 2,9%.

Detalhamento

Sobre o resultado anual, o IBGE informa que, com o crescimento de 2,9% do PIB de 2022 ante o ano anterior, houve aumento de 3% no valor adicionado a preços básicos, que refletiu o desempenho das três atividades que o compõem: agropecuária (-1,7%), indústria (1,6%) e serviços (4,2%).

Os destaques positivos na indústria foram eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos (10,1%), com bandeiras tarifárias mais favoráveis ao longo de todo o ano. A construção também registrou crescimento, de 6,9%.

Todas as atividades dos serviços tiveram crescimento: os principais em outras atividades de serviços, de 11,1%, transporte, armazenagem e correios, de 8,4%, e informação e comunicação, de 5,4%. 

A queda anual de -1,7% na agropecuária é justificada pelo decréscimo da produção e pela perda de produtividade, o que acabou neutralizando, no fim, as contribuições positivas das atividades de pecuária e pesca.

As indústrias de transformação e indústrias extrativas também fecharam o ano com números negativos, -0,3% e 1,7%, respectivamente. No primeiro caso, o desempenho foi prejudicado pela queda da metalurgia de ferrosos e de produtos de metal, químicos, de madeira e de borracha e plástico. No outro setor, a queda foi por causa da extração de minério de ferro.

Na análise da despesa, 2022 foi o segundo ano consecutivo de crescimento, com alta de 0,9% da formação bruta de capital fixo. A despesa de consumo das famílias avançou 4,3% em relação ao ano anterior. A despesa do consumo do governo, por sua vez, cresceu 1,5%.

No setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 5,5%, enquanto as importações de bens e serviços subiram 0,8%. Também houve aumento de 2,1% no volume dos impostos sobre produtos líquidos de subsídios.

Em relação aos R$ 9,9 trilhões do PIB, acumulados em 2022 em valores correntes, R$ 8,6 trilhões se referem ao valor adicionado a preços básicos e R$ 1,3 trilhão, aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios.

A taxa de investimento no ano foi de 18,8% do PIB, enquanto a do ano anterior foi de 18,9%. A taxa de poupança foi de 15,9% em 2022, ante 17,4% em 2021.

Destaques do trimestre

A variação negativa do PIB no quarto trimestre de 2022, de -0,2% na comparação com o ajuste sazonal com o trimestre imediatamente anterior, reflete uma retração de 0,3% na indústria e uma leve variação positiva da agropecuária e dos serviços, de 0,3% e 0,2%, nessa ordem.

Entre as atividades industriais, o único resultado positivo foi nas indústrias extrativas (2,5%). Houve queda nas indústrias de transformação (-1,4%), na construção (-0,7%) e na atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos (-0,4%). 

Nos serviços, foram observadas quedas no comércio (-0,9%) e em administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,5%).

Pela ótica da despesa, na comparação trimestral houve variação positiva da despesa de consumo das famílias (0,3%) e da despesa de consumo do governo (0,3%), ao passo que foi registrada retração da formação bruta de capital fixo (-1,1%).

As exportações de bens e serviços cresceram 3,5%, enquanto as importações de bens e serviços caíram 1,9% em relação ao terceiro trimestre de 2022.

Na comparação com o quarto trimestre de 2021, o PIB avançou 1,9%, o oitavo resultado positivo consecutivo nesta base de comparação. O valor adicionado a preços básicos e os impostos sobre produtos líquidos de subsídios cresceram 1,8% e 2,4%, respectivamente.

A agropecuária apresentou recuo de 2,9%, e a indústria avançou 2,6% na mesma comparação, com alta em todas as suas atividades. A construção cresceu 3,2%, as indústrias extrativas tiveram elevação de 1,4%, puxadas pela alta na extração de petróleo e gás, e as indústrias de transformação também tiveram resultado positivo (1%) com influência do aumento da fabricação de produtos alimentícios, veículos automotores, outros equipamentos de transporte, produtos farmoquímicos e farmacêuticos. Os serviços cresceram 3,3% frente ao mesmo período de 2021. 

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