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Professores da rede pública estadual de Pernambuco se uniram na manhã de ontem (6) a outros movimentos sociais para pressionar o governo em um protesto pelo pagamento do piso nacional da categoria, além de exigir melhores condições de trabalho e estrutura para as escolas do estado.

O protesto ocorreu no bairro do Pina, zona sul do Recife, onde fica a Secretaria de Administração de Pernambuco. A caminhada saiu da Igreja do Pina e chegou a interditar brevemente a Avenida Boa Viagem, na orla marítima, antes de parar na frente da secretaria. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), que representa cerca de 45 mil docentes, foi a entidade organizadora do ato, que também contou com apoio de organizações como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

O piso nacional é determinado pela Lei Federal 11.738, sancionada em 2008, e era uma reivindicação histórica dos professores brasileiros. Ela estabelece que o reajuste seja anual e de acordo com a variação no valor anual mínimo por aluno.

A última mudança do Ministério da Educação ocorreu em janeiro deste ano. O salário-base passou de R$ 1.917,78 para R$ 2.135,64. Para igualar os salários pernambucanos com o determinado legalmente, a categoria pede um aumento de 11,36% – o mesmo percentual do piso -, retroativo ao primeiro dia de 2016.

De acordo com o presidente do Sintepe, Fernando Melo, o reajuste faz parte de uma pauta que vai além da reposição salarial e foi entregue no dia 17 de março ao estado.

“Também cobramos do governo melhores condições de trabalho, uma vez que temos mais de 70% das escolas com muitos problemas estruturais. Estamos cobrando formação continuada, já que nosso papel é formar o cidadão e repassar o conteúdo histórica e cientificamente acumulado. Estamos discutindo a questão da jornada de trabalho, que hoje é estressante, chegando a três expedientes na maior parte dos dias. Temos uma pauta ampla sobre a educação. Por isso, somos apoiados por diversos movimentos da sociedade”, acrescentou Melo