A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro confirmou dois novos casos da variante Delta do novo coronavírus (B.1.617), que provoca a covid-19. Segundo autoridades sanitárias, os pacientes são um homem de 30 anos e uma mulher de 22 anos, moradores da Baixada Fluminense.

Os casos, dos moradores de Seropédica e São João de Meriti, foram anotados nos dias 16 e 17 de junho. Os municípios foram comunicados e estão investigando se são transmissões autóctones, ou seja, ocorridas dentro do estado, ou importadas.

A Delta é também conhecida como variante indiana e se espalhou por quase 100 países. Um caso da cepa indiana já havia sido anotado no estado em maio deste ano. Apesar disso, a linhagem P.1 (brasileira) continua sendo a mais comum no estado.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde ressaltou que as ações de prevenção e os métodos de diagnóstico e tratamento da covid-19 seguem os mesmos, independentemente da variante.

Assassinato de jovem gay brasileiro causa comoção na Espanha

 

Protesto nesta segunda-feira (5) em Barcelona após a morte de Samuel Luiz Muñiz em Coruña, no fim de semana. (Foto: Nacho Doce/Reuters)

 

O assassinato de um jovem homossexual brasileiro que foi espancado até a morte por cerca de dez pessoas no fim de semana na Espanha causou forte comoção no país europeu, onde grandes manifestações foram realizadas nesta segunda-feira (5) para denunciar o crime de homofobia.

Samuel Luiz Muñiz, um auxiliar de enfermagem de 24 anos, foi encontrado inconsciente perto de uma boate em La Coruña, no noroeste do país, após ser espancado. Os serviços de resgate não conseguiram reanimá-lo e e ele morreu na manhã de sábado (3).

Os autores do crime não haviam sido identificados até a última atualização desta reportagem (leia mais detalhes abaixo).

O jovem nasceu no Brasil e chegou à Espanha com um ano de idade.

Samuel Luiz Muñiz, auxiliar de enfermagem de 24 anos que nasceu no Brasil, foi espancado até a morte ao sair para fumar em frente a uma balada em La Coruña, no noroeste da Espanha — Foto: Montagem G1/ Reprodução Facebook

Espancado até a morte

Segundo uma amiga que acompanhava Samuel no dia de sua morte e falou ao jornal espanhol “El Mundo”, o jovem foi atacado inicialmente por um rapaz que estava com uma mulher e que deu um soco no brasileiro por pensar que estava sendo filmado.

Pouco depois, o mesmo homem voltou com um grupo de mais de dez pessoas, que o espancou até a morte. Os agressores fugiram antes de a equipe de socorristas chegar ao local.

A amiga diz que Samuel havia saído da boate para fumar e fazer um telefonema.

Samuel Luiz Muñiz, auxiliar de enfermagem de 24 anos que nasceu no Brasil, foi espancado até a morte ao sair para fumar em frente a uma balada em La Coruña, no noroeste da Espanha — Foto: Montagem G1/Reprodução Facebook

Manifestações pelo país

“Justiça para Samuel. Homofobia e fascismo são o mesmo”, dizia a gigantesca faixa carregada pelos manifestantes, que iniciaram uma marcha nesta segunda à noite na famosa Puerta del Sol, em Madrid.

Milhares de pessoas se reuniram para protestar, algumas com a bandeira do Orgulho, convocadas por grupos LGTBQIA +. Os participantes gritavam “Justiça para Samuel”.

“Não são espancamentos, são assassinatos”, gritava a multidão, que levava faixas com as frases: “Acabem com a homofobia”, “Tudo o que me importa é viver” ou “Eles estão nos matando”.

Protesto após a morte de Samuel Luiz Muñiz, em Barcelona, na Espanha, na segunda-feira (5) — Foto: Reuters/Nacho Doce

Desde a morte de Samuel, seus parentes relataram que se trata de um crime homofóbico, que ocorreu logo após a Semana do Orgulho na Espanha.

Também foram realizadas marchas em outras cidades do país, como La Coruña, onde se reuniram várias centenas de pessoas, segundo fotos e vídeos postados nas redes sociais.

Ninguém foi preso

O ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, indicou que até o momento ninguém havia sido preso e que “nenhuma hipótese está excluída, nem o crime de ódio, nem qualquer outro”.

“Espero que a investigação da polícia em breve encontre os autores do assassinato de Samuel e esclareça os fatos”, escreveu Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha, em uma rede social.

“Foi um ato selvagem e cruel. Não vamos dar um passo atrás em direitos e liberdades. A Espanha não vai tolerar isso”, afirmou o premiê espanhol.

Japão corre contra o tempo para encontrar sobreviventes de deslizamento

 (Foto: CHARLY TRIBALLEAU / AFP)

Tóquio, Japão – As autoridades da cidade de Atami, na região central do Japão, tentavam estabelecer nesta terça-feira (7/6) um balanço de vítimas do grande deslizamento de terra provocado pelas chuvas torrenciais que destruiu dezenas de casas e provocou pelo menos quatro mortes.
A esperança de encontra sobreviventes diminui com o passar do tempo e o período de 72 horas após a catástrofe – no qual segundo os especialistas é possível encontrar pessoas com vida – chegou ao fim na manhã de terça-feira. O balanço oficial até o momento registra quatro mortes, mas as autoridades enfrentam dificuldades para localizar algumas pessoas porque muitas casas da região são usadas como residências secundárias.
O canal público NHK informou que a lista de moradores que podem ter sido atingidos pelo deslizamento de terra inclui 29 pessoas. Os nomes foram divulgados pela imprensa com a esperança de que apresentem notícias sobre seu paradeiro. “Faremos todo o possível (…) e vamos rezar para que possamos encontrar todas as pessoas”, declarou o prefeito de Atami, Sakae Saito, que algumas horas antes havia mencionado 24 pessoas desaparecidas.
As autoridades anunciaram na segunda-feira que uma das vítimas identificadas era Chiyose Suzuki, de 82 anos, que não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital. Seu filho mais velho, 56 anos, declarou à agência Kyodo que lamenta não ter conseguido retirar a mãe, que tinha dificuldades para caminhar, quando a polícia ordenou a evacuação. “Deveria ter retornado e a retirado eu mesmo”, disse.
O deslizamento de terra aconteceu no sábado, após vários dias de fortes chuvas em Atami, um balneário cercado por montanhas. Três dias após a catástrofe, Atami tem um cenário de desolação, com várias casas destruídas, veículos tombados e ruas intransitáveis. Quase 130 edifícios foram destruídos ou danificados pelo deslizamento de terra que atingiu uma zona residencial da cidade.
Imagens filmadas a partir de helicópteros mostram um rio de lama e rochas de quase dois quilômetros que segue até o mar. Os 1.100 socorristas retomaram os trabalhos de busca e tentavam abrir caminho entre os escombros.
Atami, que fica na encosta de uma montanha, 90 km ao sudoeste de Tóquio, registrou 313mm de chuva em 48 horas na sexta-feira e sábado. A média de julho nos últimos anos é 242mm. Grande parte do Japão está em plena temporada de chuvas, o que provoca inundações e deslizamentos de terra.
De acordo com os cientistas, o fenômeno é agravado pela mudança climática, pois a atmosfera mais quente retém mais água e aumenta o risco e a intensidade das chuvas.