A produção industrial do Brasil caiu pelo terceiro mês seguido, registrando retração de 0,7% na passagem de julho para agosto. Com esse resultado, o setor acumula ganho de 9,2% no ano e de 7,2% nos últimos 12 meses. A indústria ainda está 2,9% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, na pré-pandemia da covid-19, e 19,1% abaixo do nível recorde, registrado em maio de 2011.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) e foram divulgados hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O gerente da pesquisa, André Macedo, explica que o resultado do mês segue a tendência acompanhada durante o ano.

“O resultado de agosto não difere muito do panorama que a gente já vem apresentando ao longo de 2021. Claro que isso tem os efeitos da pandemia sobre os processos produtivos. Fica bem evidente esse desarranjo das cadeias produtivas, bem exemplificado pelo desabastecimento de matérias-primas, de insumos para a produção de bens finais. Fica também muito bem evidenciado o encarecimento dos custos de produção, isso sob a ótica da oferta”, disse André Macedo.

Categorias

Entre as quatro grandes categorias econômicas, três registraram queda em agosto, assim como 15 dos 26 ramos investigados pela PIM. Bens de capital caíram 0,8% na comparação mensal e tiveram alta de 29,9% em relação a agosto de 2020; bens intermediários caíram 0,6% no mês e 2,1% na comparação anual.

Bens de consumo variaram menos 0,1% de julho para agosto e menos 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O pior resultado veio dos bens de consumo duráveis (-3,4% no mês e -17,3% na comparação anual), oitavo mês seguido de queda e acumulando queda de 25,5% nesse período. Bens de consumo semi-duráveis e não duráveis subiram 0,7% em agosto, após crescer 0,5% em julho, e caíram 0,8% em relação a agosto de 2020.

A queda de agosto foi puxada pelos ramos de outros produtos químicos, que teve queda de 6,4%; coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,6%); veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,1%); e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,3%).

Também tiveram quedas importantes os equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,2%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2%); produtos de borracha e de material plástico (-1,1%); confecção de artigos do vestuário e acessórios (-1,6%); e celulose, papel e produtos de papel (-0,8%).

Pelo lado dos crescimentos na produção, o IBGE destaca os produtos alimentícios (2,1%); bebidas (7,6%) e indústrias extrativas (1,3%). Para Macedo, o comportamento dessas atividades no mês pode ser interpretado como uma recomposição das perdas anteriores, e não uma trajetória positiva. Também tiveram alta a metalurgia (1,1%), produtos de madeira (3%) e produtos têxteis (2,1%).

O gerente da pesquisa explica que o momento pelo qual passa a economia do país se reflete na produção industrial, com a demanda doméstica passando por dificuldades registradas há algum tempo.

“O mercado de trabalho que tem acima de 14 milhões [de pessoas] fora desse mercado, uma massa de rendimentos que não evolui, uma precarização das condições de emprego, uma renda disponível por parte das famílias menor, por conta especialmente de níveis de preços em patamares mais elevados. São fatores que já estão presentes há algum tempo e eles explicam muito esse comportamento predominantemente negativo ao longo de 2021”.

Comparação anual

O resultado de agosto interrompeu 11 meses seguidos de crescimento na comparação anual, com queda de 0,7% em relação a agosto de 2020. Macedo ressalta que as bases de comparação dos meses anteriores estavam muito depreciadas.

“Isso justificava, inclusive, taxas de crescimento de dois dígitos. Mas, à medida que os meses avançam, a base de comparação vai aumentando. E, combinada a isso, há uma produção no ano de 2021 em um ritmo menor, mostrando menor intensidade. Então chegamos a esse primeiro resultado negativo depois de onze meses de crescimento na produção”, disse Macedo.

Entre os principais impactos para o resultado negativo estão produtos alimentícios (-7,4%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,2%). Outras atividades que tiveram queda foram produtos de borracha e de material plástico (-6,6%), bebidas (-6,4%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-10,1%), outros produtos químicos (-3,4%), indústrias extrativas (-1,6%), produtos do fumo (-23,3%), móveis (-12,9%) e produtos de metal (-3,4%).

As atividades que tiveram resultados positivos nesse indicador, máquinas e equipamentos (23,7%) e metalurgia (20%) foram as que mais impactaram o índice geral. Outros resultados positivos vieram de ramos de veículos automotores, reboques e carrocerias (3,6%); de produtos de minerais não metálicos (5,6%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (8,5%), de impressão e reprodução de gravações (39,1%), de couro, artigos para viagem e calçados (8,5%), de produtos de madeira (9,8%) e de outros equipamentos de transporte (13,7%).

Agência Brasil

Polícia localiza cantor Nego do Borel em motel da Zona Norte do Rio

Nego do Borel estava em um quarto do Hotel Corinto, ao lado de duas mulheres.

 

Nego do Borel (Foto: Divulgação)

 

O cantor Nego do Borel foi encontrado no começo da tarde desta terça-feira (5) em um motel em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. A informação foi confirmada pela Polícia Civil.

A família de Nego tinha registrado o desaparecimento do funkeiro nesta segunda-feira (4). A mãe de Nego, Roseli Viana Gomes, contou na 42ª DP (Recreio) que, no último domingo (3), tentou impedir que Nego saísse de casa. O cantor não obedeceu e, desde então, não deu mais notícias.

O g1 apurou que Nego do Borel estava em um quarto do Hotel Corinto, ao lado de duas mulheres. Ele seria levado para a Cidade da Polícia.

A polícia chegou a enviar equipes a a Itacuruçá, na Costa Verde fluminense, após ter recebido informações de que o funkeiro tinha sido visto naquele distrito de Mangaratiba na tarde desta segunda.

Expulsão de reality show

No fim de setembro, a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar Nego do Borel, que tem 29 anos, por suspeita de estupro de vulnerável contra a modelo Dayane Mello durante o reality show “A Fazenda 13”, da TV Record, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Segundo os participantes, Dayane Mello estava embriagada quando se deitou com ele.

Por causa disso, Nego do Borel foi expulso do programa (relembre o caso aqui). Sobre o assunto, na data do ocorrido, a assessoria do cantor disse que ele iria “provar mais uma vez toda a sua inocência”.

Após a expulsão, o cantor chegou a publicar um vídeo nas redes sociais em que dizia não entender o porquê de ser expulso do programa, já que, segundo ele, a participante também demonstrava interesse. No vídeo, Nego apareceu desesperado com a repercussão negativa que vem recebendo nos últimos meses.

“Estou sendo taxado de bandido, de criminoso. Tem tanta gente fazendo tanta maldade por aí e eu quero saber o que eu fiz pra merecer tanto ódio. Eu já falei que eu estou cuidando dos meus problemas. Eu sou cara explosivo, sou um cara intensivo, sou um cara impaciente e estou cuidando disso. Eu tenho que ter algum defeito, não dá pra ser perfeito”, desabafou durante o vídeo.

Outras denúncias

Pouco antes de ser expulso do reality show, Nego do Borel foi indiciado por violência doméstica contra a ex-namorada, a modelo Duda Reis. Em janeiro, ela registrou boletim de ocorrência por estupro e ameaça contra ele na 1ª Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) em São Paulo.

Duda Reis também fez longo desabafo nas redes sociais. “Eu era muito manipulada, eu tinha muito medo e [ele] me ameaçava. Ele dizia que eu brigava com cachorro grande, que mandar matar minha família”, disse ela. 

Além desse caso, Nego do Borel havia sido indiciado em julho por violência doméstica contra outra ex-namorada, Swellen Sauer. Ela contou à Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), no Rio de Janeiro, que foi agredida por artista, que nega.

Ao Fantástico, Swellen Sauer detalhou as agressões. 

Nascidos em fevereiro e março podem sacar auxílio emergencial

Aplicativo auxílio emergencial do Governo Federal.

Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em fevereiro e março podem sacar, a partir dessa terça-feira (05), a 6ª parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro foi depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal nos últimos dias 22, para os aniversariantes de fevereiro, e 23, para os nascidos em março.

Os recursos também podem ser transferidos para uma conta corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro apenas podia ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.

Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante sete meses, tem parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.

Regras

Pelas regras estabelecidas, o auxílio é pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.

Cabo Gilberto volta atrás e diz que vai se vacinar após ser levado ao Conselho de Ética da ALPB por infringir norma sanitária

Deputado estadual Cabo Gilberto.

A primeira sessão híbrida da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) após o início da pandemia foi marcada pelo debate sobre o cumprimento da resolução aprovada na última terça-feira (28) que determinou que os servidores da Casa Legislativa devem entrar somente com a comprovação de vacinação, com as duas doses recebidas.

O deputado cabo Gilberto (PSL), que não se vacinou e vinha criticando a norma da Assembleia, entrou no plenário apresentando um teste Swab com resultado negativo para covid-19 e disse que iria se vacinar. 

A decisão do parlamentar aconteceu após o presidente do Poder Legislativo, Adriano Galdino (PSB), afirmar que iria enviar uma representação contra o líder da oposição no Conselho de Ética por descumprir o regimento interno.

“Eu sempre defendi as vacinas. O que eu sou contra é a obrigatoriedade delas. Eu tenho 40 anos e graças a Deus não tenho nenhuma comorbidade até a data de hoje, mas vou me vacinar. Vou tomar o quanto antes”, garantiu.

O deputado Hervárzio Bezerra (PSB) chegou a pedir uma questão de ordem para suspender a sessão em razão da presença do parlamentar não vacinado. A maioria, no entanto, votou pela manutenção da sessão. Em seguida, Hervázio e João Gonçalves decidiram sair do plenário.