QUEM DECIDE É O PRESIDENTE”

Os brasileiros têm sentido no bolso os sucessivos aumentos do preço da gasolina, do diesel e do gás de cozinha. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no entanto, ora ataca o imposto estadual (o ICMS), ora altera a porcentagem de biodiesel obrigatória no óleo, e sempre ataca a principal estatal brasileira. 

 “Temos o petróleo e as refinarias estatais aqui e pagamos como se tivéssemos comprando em outro continente” , afirmou, em entrevista ao Brasil de Fato, o coordenador do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindpetro/MG), Alexandre Finamori.

Segundo o sindicalista, a perseguição à Petrobrás e à soberania nacional não é nova, mas a violência do desmonte atual tem o agravante do momento histórico, em meio a uma crise sanitária e humanitária.

“A gasolina está com esse preço por decisão do presidente da República. A Petrobrás, mesmo sendo de economia mista, ou seja, tendo ações na bolsa de valores, tem como maior acionista o governo federal. A política de preço adotada pela empresa, o PPI, é uma decisão da atual gestão da empresa e o presidente da república poderia solicitar a alteração”, afirma.

A gasolina e o gás de cozinha ficam mais caros para as distribuidoras a partir deste último sábado (9). A Petrobrás aumentou em 7,2% cada produto.

De acordo com a empresa, o preço médio da gasolina terá um reajuste de R$ 0,20 por litro, ao passar de R$ 2,78 para R$ 2,98 por litro.

Para o GLP, o preço médio aumenta de R$ 3,60 para R$ 3,86 por kg, equivalente a R$ 50,15 por botijão de 13kg. O reajuste médio é R$ 0,26 por kg.