Governo do Estado determinou, desde a sexta-feira (25), fechamento de bares e casas noturnas após constatação de aumento de infecções.

Até esta sexta-feira (25), 323 pacientes estavam internados em Manaus, sendo 212 em leitos clínicos (86 na rede privada e 126 na rede pública), 107 em UTI (47 na rede privada e 60 na rede pública). (Foto: reprodução)

Quatro meses após flexibilização, Amazonas volta a adotar restrições contra Covid-19. O Governo do Estado da Amazônia determinou, desde a sexta-feira (25), o fechamento de bares e casas noturnas após constatação de aumento de infecções. Conforme o decreto, ficam suspensos em Manaus, até o dia 26 de outubro, o acesso às áreas de praias para recreação, o funcionamento de balneários e flutuantes, além de bares e restaurantes.

Manaus tem 49.237 pessoas infectadas e 2.487 mortes pelo novo coronavírus desde o início da pandemia e começou a flexibilizar o isolamento social em junho, quando houve uma redução dos casos. A capital foi a primeira capital a registrar colapso no sistema de saúde e funerário, entre abril e maio.

De acordo com o governo, a Vigilância Epidemiológica do estado confirma tendência de aumento de casos de Covid-19 nas últimas semanas devido, principalmente, a aglomerações e a realização de festas clandestinas.

Em média, o Amazonas confirmou 7 novas mortes por dia na última semana – uma variação de 6% em relação à média de 14 dias antes.

Em razão da situação, o Governo voltou a decretar o fechamento de bares e balneários, que haviam sido autorizados a reabrir em julho. Entre outras medidas determinadas está a redução no horário de funcionamento de restaurantes e lojas de conveniência, até as 22h. As restrições valem por 30 dias.

Também foi anunciado aumento do número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ofertados no Hospital Delphina Aziz, referência no tratamento de Covid-19 e outras Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs). O Instituto de Saúde da Criança do Amazonas (Icam) foi definido como referência para o atendimento infantil da doença.

Até esta sexta-feira (25), 323 pacientes estavam internados em Manaus, sendo 212 em leitos clínicos (86 na rede privada e 126 na rede pública), 107 em UTI (47 na rede privada e 60 na rede pública).

A taxa de ocupação na rede privada é de 70,93% em leitos de UTI e 42,81% em leitos clínicos. Já na rede pública, a ocupação de leitos UTI chega 72,53% e 68,49% em leitos clínicos.

Acidente deixa dois mortos e um ferido na BR-232, em Serra Talhada

Na tarde deste domingo (27), aconteceu um grave acidente na BR-232, em Serra Talhada. O acidente ocorreu próximo à entrada do bairro Vila Bela, na Capital do Xaxado.

Segundo as informações, a colisão aconteceu entre um carro – modelo Fiat Uno Mille e uma motocicleta. No carro só estava o motorista, o qual foi estava alcoolizado.
Mas, na motocicleta, vinham duas pessoas, as quais não resistiram aos ferimentos e vieram à óbito na hora. Até o momento as vítimas não foram identificadas.
O Corpo de Bombeiros já estava no local fazendo os primeiros socorros ao motorista e isolando o local. Dentro de instantes mais informações. (Nayn Neto)

Mandetta responde a ‘piada’ da deputada Bia Kicis: ‘Racista nauseabunda e chula’

ctv-2zv-52027957

Estadão

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reagiu à montagem que a deputada Bia Kicis (PSL-DF) publicou nas redes sociais na tarde deste domingo (27), com os rostos do ex-ministro Sérgio Moro (Justiça) e Mandetta (Saúde) pintados de negro, sugerindo que ambos poderão buscar vagas de emprego na rede Magazine Luiza, em referência ao programa de trainee apenas para negros anunciado pela empresa.

Procurado pelo Estadão, Mandetta declarou, por meio de mensagem: “Racista nauseabunda. Chula. Pequena. Inútil. Abjeta. RACISTA!!!!!”. Depois, por telefone, afirmou que lamenta profundamente ver um parlamentar se prestar a esse tipo de provocação.

“É triste ver isso. Para mim, não ofende em nada ser caracterizado como negro. Muito pelo contrário. Sou totalmente favorável à campanha da Magazine Luiza. Já era fã da dona Luiza e seria, com orgulho, um garoto propaganda de sua loja”, disse Mandetta.

Bia Kicis provocou uma onda de indignação nas redes sociais depois de publicar a montagem ofensiva. Ao perceber as reações ao que classificou como “piada”, disse que não tinha feito nada demais, que não perdeu seu “bom humor” e que não via nenhum problema em publicar uma “chargezinha”.

Nesta tarde, sem citar o nome de Bia Kicis, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes foi ao Twitter para criticar manifestações de racismo. “O preconceito racial é uma das maiores chagas da nossa tradição colonial. Qualquer iniciativa – seja do Estado ou da iniciativa privada – que vise a reparar a história de segregação da população negra deve ser louvada, jamais achincalhada. Racismo é crime e fomentá-lo também”, escreveu Gilmar.

Procurado, Sérgio Moro não se manifestou sobre o assunto até a publicação deste texto.

Propaganda eleitoral começa neste domingo; Confira as regras

A partir deste domingo (27), os candidatos das Eleições Municipais 2020 estão autorizados a fazer propaganda eleitoral, inclusive na internet.

A propaganda eleitoral é aquela que promove o candidato e a sua plataforma eleitoral no âmbito público. Por meio dela, os concorrentes do pleito podem pedir votos aos eleitores. (Foto: reprodução)

A partir deste domingo (27) as Eleições Municipais 2020 entram em uma nova etapa, com o início da campanha aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. Os candidatos estarão liberados, por exemplo, a pedir votos e divulgar propostas nas ruas, na internet e na imprensa escrita. Já a propaganda gratuita em rádio e televisão do primeiro turno – marcado para 15 de novembro – será veiculada de 9 de outubro a 12 de novembro.

Este ano, o início da propaganda eleitoral foi transferido para o dia 27 de setembro em razão de a pandemia de Covid-19 ter adiado as Eleições Municipais de 2020. O pleito foi adiado para os dias 15 e 29 de novembro – respectivamente, 1º e 2º turnos de votação –, pela Emenda Constitucional nº 107/2020, promulgada pelo Congresso Nacional no dia 2 de julho.

Apesar do adiamento das eleições, a propaganda eleitoral continuará seguindo as normas estabelecidas na Resolução TSE nº 23.610/2019, que regulamenta a matéria. Esse é um tema sensível do Direito Eleitoral, uma vez que a violação das regras da propaganda figura como uma das principais causas de judicialização dos pleitos e causa de cassação de diplomas e mandatos.

Saiba o que pode e o que não pode nesse período:

Rua (liberados)
Distribuição de santinhos e adesivos será permitida até as 22h da véspera das eleições (14 de novembro);

Colocação de adesivos em bens privados como automóveis, caminhões, motocicletas e janelas residenciais, desde que não excedam a dimensão de 0,5m2. O material deve conter o

CNPJ ou CPF do responsável pela confecção, bem como de quem o contratou, e também a respectiva tiragem;

Até 12 de novembro: Comícios , das 8h às 0h, desde que avisado pelo menos 24 horas antes à autoridade policial. Apresentação de artistas estão vedadas;

Até 13 de novembro: anúncios na imprensa escrita desde que respeitem o tamanho máximo do anúncio por edição;

Até o dia 14 de novembro: Alto-falantes ou amplificadores de som podem ser utilizados das 8h às 22h, observando-se as restrições de local. Os equipamentos porém, não podem ser usados a menos de 200 metros de locais como as sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, quartéis e hospitais, além de escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros (quando em funcionamento).

Bandeiras e mesas para distribuição de materiais são admitidas ao longo das vias públicas, desde que não atrapalhem o trânsito de pessoas e veículo;

Carros de som ou minitrios são permitidos apenas em carreatas, caminhadas, passeatas ou durante reuniões e comícios, respeitando o limite de 80 decibéis e restrições de local;

Proibidos
Propagandas via telemarketing em qualquer horário.

Disparo em massa de mensagens instantâneas sem permissão do destinatário.

Na Internet (liberados)
Propagandas eleitorais são permitidas em sites dos candidatos, partidos e coligações. O endereço eletrônico deve ser comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado em provedor estabelecido no país.

Mensagens eletrônicas são permitidas apenas para endereços previamente cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido político ou coligação.

A campanha por meio de blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens instantâneas, mas o conteúdo deve ser gerado ou editado pelos candidatos, partidos ou coligações. Todo impulsionamento deverá conter, de forma clara e legível, o número de inscrição no CNPJ ou CPF do responsável, além da expressão “Propaganda Eleitoral”.

Não pode
Veicular propaganda eleitoral em sites de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, e em portais oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta;

Impulsionamentos de posts e mensagens por terceiros.

Debates
Permitidos – até de 12 de novembro – em rádios ou canais de televisão, assegurada a participação de candidatos dos partidos com representação no Congresso Nacional de, no mínimo, cinco parlamentares.