Ex-funcionária pública foi sentenciada por publicar comentários considerados críticos à monarquia no Facebook e no YouTube. Pena era de 87 anos e foi reduzida pela metade.

O rei da Tailândia, Maha Vajiralongkorn, cumprimenta súditos do lado de fora do palácio real em Bangkok em foto de 5 de dezembro de 2020. (Foto: Athit Perawongmetha/Reuters)

Um tribunal da Tailândia condenou nesta terça-feira (19) uma ex-funcionária pública a uma pena recorde de 43 anos e 6 meses de prisão por violar a lei do país que proíbe insultar ou difamar a monarquia.

O Tribunal Criminal de Bangcoc considerou a mulher culpada por lesa-majestade, por publicar no Facebook e no YouTube com comentários considerados críticos à monarquia.

A sentença original era de 87 anos de prisão, mas o tribunal reduziu a pena pela metade após a ré assumir a culpa pelos crimes.

A ONG Advogados Tailandeses pelos Direitos Humanos identificou a mulher apenas pelo seu primeiro nome, Anchan, e disse que ela tem cerca de 60 anos.

“O veredicto do tribunal de hoje é chocante e envia um sinal de arrepiar, de que não só as críticas à monarquia não serão toleradas, mas também serão severamente punidas”, afirmou Sunai Phasuk, pesquisador sênior da ONG Human Rights Watch.

A lei de lesa-majeste da Tailândia, conhecida como Artigo 112, prevê pena de prisão de três a 15 anos por acusação. Qualquer cidadão pode denunciar alguém pelo crime, e a lei tem sido usada para punir coisas simples como curtir uma postagem no Facebook.

A punição por críticas públicas à monarquia era extremamente rara, mas isso mudou em 2020, quando jovens manifestantes passaram a protestar e pedir por reformas democráticas no país.

Manifestantes carregam patos de borracha, símbolo dos protestos na Tailândia, em ato contra o regime tailandês em Bangcoc — Foto: Sakchai Lalit/AP

Autoridades prenderam e acusaram de lesa-majestade cerca de 50 pessoas desde novembro, e o movimento perdeu força com as detenções e novas restrições a reuniões públicas devido ao aumento de casos de coronavírus.

“As autoridades tailandesas estão usando as acusações lesa-majestade como último recurso em resposta ao levante democrático liderado por jovens que querem restringir os poderes do rei e mantê-lo dentro dos limites do regime constitucional”, diz Sunai Phasuk.

Da Assessoria

A técnica em enfermagem Sandra Íris Alencar Santos foi a primeira pessoa vacinada contra Covid-19 no Sertão do Pajeú. Sandra tem 39 anos e atua profissionalmente no combate à pandemia desde março, tanto na UBS do Borges quando na Unidade de Campanha instalada no CER III e que é responsável pela testagem, orientação e acompanhamento clínico dos pacientes.

O prefeito Alessandro  Palmeira acompanhou a vacinação e falou da alegria desse momento histórico para o Pajeú e o mundo. “Vivemos hoje um dia histórico para toda a humanidade. Demos início à aplicação de uma vacina que será a redenção da humanidade e é uma grande conquista da ciência e do SUS,” destacou Alessandro Palmeira. A primeira vacina foi aplicada às 9h45.

Sandra tem uma filha de dois anos e foi vacinada no dia do aniversário de sua mãe. “Estou muito contente em ter sido escolhida dentre os meus companheiros, que tanto tem se esforçado e trabalhado, desde o início da pandemia, de forma incansável, para salvar vidas,” afirmou Sandra Iris.

Nessa primeira etapa, Afogados da Ingazeira recebeu 686 doses da vacina que serão destinadas inicialmente aos profissionais de saúde que estão na linha de frente de combate ao Covid e aos idosos que se encontram em abrigos.

Na ocasião também foi vacinado o primeiro médico do Pajeú: Dr. Mateus Vinicius Aragão que atua na Unidade de Campanha  Covid-19. Ele é clínico geral com especialização em psiquiatria

Maia marca audiência com embaixador da China para tentar resolver crise das vacinas

O governo de Jair Bolsonaro explodiu as pontes com a embaixada, proibindo seus ministros de receber Wanming para qualquer tipo de conversa.

“Tenho certeza de que não há ato político da China contra o Brasil. Mas precisamos compreender o que está acontecendo. Sem os insumos da China, não teremos vacina”, finaliza Maia. (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) — O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) marcou uma audiência com o embaixador da China, Yang Wanming, para falar sobre o atraso no envio de insumos para a fabricação de vacinas no Brasil.

A demora na chegada dos IFAs (Ingrediente Farmacêutico Ativo) ameaça a fabricação da Coronavac pelo Instituto Butantan e do imunizante de Oxford/Astrazeneca, que será produzido pela Fiocruz. As 6 milhões de doses da Coronavac que já estão sendo aplicadas devem terminar em poucas semanas.

O governo de Jair Bolsonaro explodiu as pontes com a embaixada, proibindo seus ministros de receber Wanming para qualquer tipo de conversa.

Um dos filhos do presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) faz ataques recorrentes ao diplomata e ao próprio país asiático — ele chegou a culpar a “ditadura chinesa” pela pandemia do novo coronavírus.

“O governo brasileiro interditou a relação com a China. Só fazem ataques ao embaixador. Agora está provada a importância do diálogo diplomático. Precisamos ao menos saber o que está acontecendo, qual é a razão de os insumos não chegarem ao Brasil”, diz Rodrigo Maia.

Ele afirma que pediu a audiência na segunda (18) e que a embaixada confirmou a conversa para a quarta (20).

“Tenho certeza de que não há ato político da China contra o Brasil. Mas precisamos compreender o que está acontecendo. Sem os insumos da China, não teremos vacina”, finaliza Maia.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) também está propondo que uma delegação parlamentar converse com a diplomacia chinesa para negociar a chegada dos IFAs, os insumos farmacêuticos ativos, dos quais o Instituto Butantan e a Fiocruz dependem para fabricar seus imunizantes.