Eleições

Uma discussão motivada pelo volume alto de um aparelho de som terminou em tragédia familiar no último sábado, 17, na Fazenda Curralinho, no limite entre os municípios de Serra Talhada e Floresta.

A Polícia Civil informou que Cícero Vicente da Silva chegou em casa embriagado e começou a discutir com o filho por causa do nível do som. Os ânimos se elevaram e Cícero partiu para cima do rebento com uma faca peixeira. Bruno correu para a cozinha, pegou uma faca e matou o genitor.

Após praticar o homicídio e estarrecer a mãe, Rita de Souza, que assistia televisão no momento da confusão, Bruno fugiu da residência tomando destino desconhecido. Cícero Vicente foi esfaqueado nos braços e na cabeça. As duas facas foram apreendidas pela polícia e o corpo encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Caruaru.

Prefeitos demitiram outros médicos para contratar cubanos, diz Bolsonaro

presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou neste domingo (18) que alguns prefeitos demitiram médicos para contratar cubanos e “ficarem livres da responsabilidade”. Ele não citou quais prefeituras teriam feito isso.

“Tem prefeitura que simplesmente mandou embora o seu médico para pegar o cubano, quer ficar livre da responsabilidade. A convocação é só em situações extraordinárias”, disse ao visitar a competição mundial de jiu-jitsu Abu Dhabi Grand Slam, no Parque Olímpico da Barra (zona oeste do Rio).

Há uma ordem na escolha dos médicos. A prioridade é para brasileiros e estrangeiros com registro no Brasil, seguidos por brasileiros e estrangeiros formados no exterior que não tiveram seu diploma revalidado aqui. Por fim, se todas essas categorias não completarem o número de vagas oferecidas, são chamados os médicos cubanos.

Já o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde estima 611 cidades que poderiam ficar sem nenhuma equipe médica na rede pública com o fim do contrato entre Cuba e Brasil. O país anunciou a saída do programa após não aceitar as condições impostas por Bolsonaro para renovação.

Neste domingo, Bolsonaro também voltou a afirmar que os médicos cubanos fazem trabalho “análogo à escravidão”. “Você é mãe por acaso? Você sabe que é ficar longe dos filhos?”, perguntou a uma jornalista. “As cubanas estão aqui e estão longe dos seus filhos há mais de um ano.”

“Não podemos admitir escravos cubanos no Brasil e não podemos continuar alimentando a ditadura cubana”, disse. “É justo confiscar 70% do trabalho de uma pessoa? Não é justo.”

Diferentemente do que acontece com os médicos brasileiros e de outras nacionalidades, os cubanos do Mais Médicos recebem apenas parte do valor da bolsa paga pelo governo do Brasil.

Isso porque, no caso de Cuba, o acordo que permite a vinda dos profissionais é firmado com a Opas (Organização Panamericana de Saúde), e não individualmente com cada médico.

Pelo contrato, o governo brasileiro paga à Opas o valor integral do salário, que, por sua vez, repassa a quantia ao governo cubano. Havana paga uma parte aos médicos (cerca de um quarto), e retém o restante.

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.Enquanto isso:

Acidente de carro mata mulher e deixa homem gravemente ferido em Sertânia

Uma pessoa morreu e outra ficou gravemente ferida em um acidente de carro na madrugada desse domingo, 11, no km 6 da rodovia PE-280, no município de Sertânia. O capotamento do veículo Chevrolet Agile, cor prata, de placa EEY-0431, tirou a vida de Edilene Lins Melo, 33 anos, e feriu gravemente José Felipe Alves da Silva, de 26 anos. As duas vítimas residem em Sertânia.

De acordo com a polícia, passageiros de um ônibus da empresa Guanabara disseram que o motorista do veículo acidentado tentou fazer uma ultrapassagem, mas acabou perdendo o controle da direção e o carro capotou várias vezes até sair da pista. Duas ambulâncias foram ao local e socorreram as vítimas para o Hospital Municipal de Sertânia, mas Edilene não resistiu.

José Felipe, que estava guiando o automóvel no momento do infortúnio, foi transferido para Recife por causa da gravidade dos ferimentos.

Foto: Beto Barata / Presidência da República

Se confirmada, a nomeação garantiria foro privilegiado a Temer; Decisão caberá ao presidente eleito Jair Bolsonaro

 

São grandes as chances de o presidente Michel Temer ser nomeado embaixador do Brasil após deixar a Presidência. Fontes do Palácio do Planalto e do Ministério das Relações Exteriores (MRE) disseram ao Correio Braziliense que Temer é um forte candidato para assumir a embaixada em Roma, embora o Itamaraty, procurado pelo jornal, não se pronuncie oficialmente sobre o assunto.

A indicação é tratada como uma “saída honrosa” para o presidente em fim de mandato. O posto é considerado um dos mais prestigiados do corpo diplomático brasileiro, integrando o imponente Cirtuito Elizabeth Arden, que inclui ainda as representações de Nova York, Londres e Paris. Atualmente, a embaixada é chefiada por Antonio de Aguiar Patriota, diplomata de carreira e ex-chanceler de Dilma Rousseff (PT).

Foro privilegiado

Confirmada a nomeação, Temer manteria o foro privilegiado. Segundo o especialista em relações internacionais Creomar Souza, professor da Universidade Católica de Brasília (UCB), a imunidade dos embaixadores se estende dentro e fora do Brasil. “O que há em Brasília nesse momento é que figuras políticas que ficaram sem cargos eletivos buscam cargos com os quais mantêm o foro privilegiado. O benefício se estende no Brasil e na Itália, nesse caso. A função de embaixador faria com que o presidente se tornasse uma espécie de ministro a serviço do Brasil”, afirma.

Além disso, a contar pelos últimos acontecimentos, a embaixada do Brasil em Roma terá grande participação no próximo governo. O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), a quem caberá nomear ou não Temer, se encontrou com o embaixador da Itália para definir as questões sobre a possível extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti, acusado de terrorismo na Europa e exilado no Brasil.

Jovem de 26 anos é detido exercendo profissão de dentista ilegalmente em Salgueiro

Um jovem de 26 anos foi detido por policiais militares do 8° BPM por volta das 18h20 dessa sexta-feira, 9, exercendo irregularmente a profissão de dentista em Salgueiro. Segundo a polícia, um agente de saúde de 35 anos denunciou que o suposto dentista estava realizando atendimentos na Rua Osmundo Bezerra, no Centro, sem possuir registro no Conselho Regional de Odontologia de Pernambuco (CRO-PE).

Chegando ao local, os policiais militares solicitaram que o acusado apresentasse sua identificação profissional, mas ele não portava qualquer documento que comprovasse sua habilidade para trabalhar como dentista. Por conta disso, foi levado para a Delegacia de Polícia Civil local

 

Companhias e elefantes



Enquanto os bancos têm lucros bilionários, brasileiros estão endividados

Arquivo EBC

Ao mesmo tempo em que 62% dos brasileiros vivem o drama do endividamento e não têm condições de pagar suas contas, os bancos continuam obtendo lucros estratosféricos; explicação para o endividamento dos brasileiros são os juros médios cobrados de pessoa física que passam de 52% ao ano, chegando a 280% no cartão de crédito rotativo e mais de 300% no cheque especial; nos nove primeiros meses deste ano, os três maiores bancos privados obtiveram R$ 44 bilhões de lucro – um crescimento médio de 10,1% em doze meses.

Por Rosely Rocha, no Portal CUT – Enquanto 62% dos brasileiros vivem o drama do endividamento e não têm condições de pagar suas contas, os bancos continuam obtendo lucros estratosféricos ano após ano. A explicação para este alto endividamento dos brasileiros são os juros médios cobrados de pessoa física que passam de 52% ao ano, chegando a 280% no cartão de crédito rotativo e mais de 300% no cheque especial.

O valor dos juros pagos pelas pessoas físicas atingiu em 2017, R$ 354,8 bilhões – 17,9% maior que o registrado em 2016. O total pago corresponde a 372 milhões de salários mínimos ou 8,5% de todo o consumo das famílias brasileiras no ano passado.

Isso significa que 10,8% da renda anual das famílias brasileiras foram usadas apenas para o pagamento de juros no ano passado, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

“São recursos que saem dos bolsos das famílias e também das empresas e do governo diretamente para o caixa do setor financeiro”, diz Gustavo Cavarzan, técnico da subseção Dieese da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).

Segundo o técnico, “o Brasil tem um dos maiores patamares de spread bancário do mundo”. O spread bancário, explica, é a diferença entre a taxa que os bancos cobram da população nos empréstimos e a taxa que eles pagam para captar nosso dinheiro, como a poupança. “No Brasil, essa diferença é enorme e faz os juros atingirem patamares muito altos, garantindo, assim, o lucro dos bancos mesmo quando a economia não vai bem”, afirma.

De acordo com o técnico, os dois fatores que contribuem para essa situação são: a taxa básica de juros real (Selic) da economia brasileira, que está entre as mais altas do mundo, serve de referência para as taxas cobradas pelos bancos; e a enorme concentração do mercado bancário no Brasil onde cinco bancos controlam mais de 90% das operações e atuam como um oligopólio.

Bancos têm lucros estratosféricos

No ano passado o lucro líquido dos cinco maiores bancos (Bradesco, Itaú, Santander, Caixa e Banco do Brasil) somou R$ 77,4 bilhões, 33,5% a mais do que o registrado em 2016, segundo estudo do Dieese. Já nos nove primeiros meses deste ano, somente os três maiores bancos privados do país (Bradesco, Itaú e Santander) obtiveram R$ 44 bilhões de lucro – um crescimento médio de 10,1% em doze meses, de acordo com a Contraf.

Pela primeira vez diante de Jair Bolsonaro, desde que ele se elegeu presidente da República no último dia 28, o presidente do Congresso, Eunício Oliveira (MDB-CE), disse nesta terça-feira (06) ter a certeza de que o novo governo vai honrar a democracia e a Constituição.

Ao abrir uma sessão solene do Congresso Nacional em homenagem aos 30 anos da Carta Magna, o senador afirmou que a democracia foi reforçada com o último pleito realizado em outubro, quando a população elegeu novos parlamentares, governadores e o presidente e o vice-presidente da República.

“Tenho certeza que, com o governo novo e uma nova legislatura, vamos honrar os que vieram antes de nós e continuar caminhando juntos rumo a um futuro de prosperidade, de justiça e paz social, sempre sob a luz da democracia e da Constituição cidadã”, disse.

O parlamentar destacou que o futuro do país é escrito pela democracia e afirmou que a atuação cívica de governantes “cria laços em respeito à população”.

Crescimento sustentável

Segundo Eunício, na letra constituinte o presidente eleito encontrará o “enquadramento jurídico adequado para dar ao Brasil um ciclo virtuoso e permanente de crescimento sustentável para todos os brasileiros”.

Ao mencionar a mesa do Congresso composta pelo atual presidente Michel Temer, o ex-presidente José Sarney e o presidente eleito Jair Bolsonaro, Eunício Oliveira ressaltou palavras do ex-deputado federal Ulysses Guimarães e afirmou que “a Constituição é a personificação política da nossa pátria, o pacto social em viver em cooperação e respeitar uns aos outros e defender a nossa nação”. (Via: Agência Brasil)

Os integrantes da Executiva Nacional do PSB decidiram nesta segunda-feira (05), que o partido fará oposição ao governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. O presidente da sigla, Carlos Siqueira, afirmou que o partido decidiu por esta posição porque as posições defendidas pelo futuro mandatário são contrárias aos preceitos da sigla.

“Fomos colocados na oposição pelo resultado eleitoral porque não apoiamos o candidato que ganhou e, por outro lado, e até mais importante, é porque o candidato que ganhou pensa diametralmente o oposto do que pensamos”, disse ao final de uma reunião entre a cúpula do PSB.

De acordo com Siqueira, a sigla fará oposição conforme as questões que serão apresentadas pelo novo governo. “Não será uma oposição sistemática, mas uma oposição em face de questões concretas que sejam colocadas e em defesa intransigente da democracia, da liberdade de imprensa, da preservação dos direitos sociais conquistados nos 30 anos de democracia”, afirmou.

Para Siqueira, a posição é coerente com a história do partido que, de acordo com ele, combateu a ditadura Vargas e a ditadura de 1964. “O partido se oporá a qualquer governo de natureza autoritária”, disse. Ele, no entanto, afirmou que os prenúncios do próximo governo “não são os melhores” porque Bolsonaro, para ele, “é um presidente  que se elegeu dizendo que só aceitaria o resultado se lhe fosse favorável”. “Isso é revelador do que virá pela frente”, disse.

Siqueira ainda informou que o PSB procurará agora outras siglas que também serão oposição a Bolsonaro para articular como poderão atuar em conjunto. “A contradição principal doravante é se teremos ou não democracia”, disse.

Questionado sobre se formaria um bloco de oposição com o PT, Siqueira demonstrou insatisfação com a sigla e não indicou se o PSB pode reabrir um diálogo com o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato. O PSB elegeu 32 deputados para a próxima legislatura.

“Na verdade, os partidos de esquerda não ficaram felizes com a declaração do PT de que há um comandante da oposição. Não haverá uma oposição, mas várias. Naturalmente faremos um bloco”, disse.

O PSB já iniciou as conversas com o PDT e o PCdoB na Câmara para formar um bloco de oposição na Casa, mas as siglas não procuraram o PT para o diálogo. Com informações do Estado de S.Paulo.

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) tenta isolar ao máximo os partidos na formação do governo. Até o momento, integram a equipe ministerial o PRTB, do vice, general Hamilton Mourão, o DEM, do futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o PRP, do general Augusto Heleno, indicado ao Ministério da Defesa. O primeiro escalão na Esplanada será composto por poucas legendas e por profissionais de confiança escolhidos pelo próprio pesselista, como Paulo Guedes e Sérgio Moro, que assumirão os superministérios da Economia e da Justiça, e correligionários, como Marcos Pontes, que conduzirá a Ciência e Tecnologia. A opção pelo afastamento das legendas, contudo, não é uma opção a médio e longo prazo.

A curtíssimo prazo, no atual período de transição, a estratégia adotada por Bolsonaro é correta e condiz com a postura adotada por ele durante as eleições, pondera o cientista político e sociólogo Paulo Baía, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Manteve fidelidade a apoiadores e coordenadores do programa de governo e trouxe Sérgio Moro, um nome que agrada os eleitores. “Ele vai manter a linha em um primeiro momento. Com o tempo, entretanto, isso muda”, sustenta.

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) calcula que Bolsonaro começa o governo com apoio de 119 deputados. A conta inclui o suporte de parlamentares do PSL, PRB, DEM e PSC. A eles, podem-se incluir à aliança outros 14 nomes, de PTB, que apoiou formalmente a candidatura no segundo turno, e PRP, de Heleno, o que elevaria a base para 133 parlamentares. As legislaturas passadas apontam que o presidente eleito costuma contar com a boa vontade de parte do Congresso no início do mandato, mas isso não é automático e tem prazo.

O namoro com o Congresso dura, em média, seis meses, alerta Paulo Baía. É o período em que, normalmente, um presidente tem de bom convívio com o Parlamento. O principal desafio é manter o relacionamento por mais tempo. Para isso, Bolsonaro precisará ser mais do que cirúrgico nas propostas encaminhadas para aprovação. “As urnas mostraram a derrota das alianças tradicionais. Ele vai se manter fiel ao discurso até encontrar entraves. Embora comece com apoio para aprovar leis ordinárias, ainda não tem base para aprovar PECs (Propostas de Emenda Constitucional)”, destaca o professor da UFRJ.

Articulação

Passados seis meses de gestão, Bolsonaro precisará de uma boa articulação para assegurar a governabilidade. É aí que se abre o espaço para negociar os cargos de segundo e terceiro escalões, avalia o cientista político Enrico Ribeiro, coordenador legislativo da Queiroz Assessoria Parlamentar e Sindical. “Ou ele recorre ao fisiologismo político, ainda que de outra forma, ou se inviabiliza. A partir do momento em que subir a rampa, botar a faixa e sentar na cadeira de presidente, ele precisará jogar igual aos donos do poder, ou perderá”, destaca.

Aliados de Bolsonaro admitem a possibilidade de conversar com as legendas que não integram a equipe de primeiro escalão, mas ressaltam que isso será feito com parlamentares da base dos partidos e não com caciques como Romero Jucá (RR), Ciro Nogueira (PP), Valdemar Costa Neto (PR) e Roberto Jefferson (PTB). Dessa forma, eles esperam evitar transparecer qualquer negociata do ‘toma lá da cá’ que o presidente eleito jurou combater.

A exclusão de figurões da política tradicional do balcão de negócios, no entanto, é uma situação difícil de acreditar, diz Ribeiro. “Tem lideranças do centrão que sabem jogar bem o jogo político. Sabem a hora de pressionar, tencionar e aliviar. O que Bolsonaro pode fazer é negociar de maneira parcelada. Em primeiro momento, sinaliza para a população o que prometeu em campanha. Depois, cumpre o que sempre foi feito e coloca indicações nos cargos de 2º e 3º escalões”, ressalta.

Indicação

O presidente eleito terá 24,9 mil cargos de livre nomeação à disposição, entre Funções Comissionadas do Poder Executivo (FCPE) e Direção e Assessoramento Superior (DAS). Do total, 18,8 mil postos só poderão ser ocupados por servidores públicos, e 6,1 mil por pessoas sem vínculo público. O deputado eleito Coronel Tadeu (PSL-SP), integrante da coordenação política de Bolsonaro em São Paulo, diz que muitas pessoas serão consultadas eventualmente para indicar. Mas alerta que isso não significa que participarão do governo. “Partido nenhum será lembrado, mas, sim, profissionais competentes. Será avaliado o histórico da pessoa em um trabalho cuidadoso”, diz.

Os quase 25 mil cargos não serão preenchidos, adianta Tadeu. A promessa de Guedes em cortar as despesas deve implicar redução de postos disponíveis para abarcar indicados. “Eles não serão preenchidos na totalidade. O ajuste fiscal é uma das bandeiras do Jair e ele não vai abrir mão disso”, alerta.

“Moro será ministro de Bolsonaro depois de ser decisivo pra sua eleição, ao impedir Lula de concorrer”, disse Gleisi
Foto: Agência Brasil
Estadão Conteúdo

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, usou a escolha de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça e da Segurança Pública para reforçar a tese de que o magistrado agiu politicamente nos casos relacionados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para a dirigente petista, Moro “ajudou a eleger” Bolsonaro ao condenar Lula, o que gerou a inelegibilidade do petista, e agora vai ajudar o presidente eleito a governar.

“Moro será ministro de Bolsonaro depois de ser decisivo pra sua eleição, ao impedir Lula de concorrer”, escreveu Gleisi no Twitter, citando ainda o vazamento de conversas da ex-presidente Dilma Rousseff e a divulgação da delação do ex-ministro Antonio Palocci. “Ajudou a eleger, vai ajudar a governar”, disse Gleisi

Moro aceita convite de Bolsonaro para comandar o Ministério da Justiça

Responsável pela Lava Jato em Curitiba, Sérgio Moro, é o quinto ministro anunciado para compor o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Por G1 — Brasília

O juiz federal Sérgio Moro aceitou nesta quinta-feira (1º) o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para chefiar o Ministério da Justiça.

Os dois estiveram reunidos nesta manhã no Rio de Janeiro. Moro chegou na casa de Bolsonaro, na Barra da Tijuca, um pouco antes das 9h. Ele veio de Curitiba em voo de carreira e sem seguranças.

Após o encontro, Moro divulgou nota dizendo que aceitou “honrado” o convite. Moro disse, ainda, que aceitava o cargo com “certo pesar” pois terá que abandonar a carreira de juiz após 22 anos de magistratura.

“No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito a Constituição, a lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão”, escreveu Moro.

“Na prática, significa consolidar os avancos contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior”, concluiu.

Segundo o juiz, a Operação Lava Jato seguirá em Curitiba “com os valorosos juízes locais”. Ele disse que desde já vai se afastar de novas audiências.

Moro é o quinto ministro anunciado pelo governo Bolsonaro. Outros quatro já foram anunciados: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes(Economia), general Augusto Heleno (Defesa) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia).

O presidente Jair Bolsonaro confirmou, por meio do Twitter, que o juiz federal Sérgio Moro aceitou seu convite para o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“Sua agenda anti-corrupção, anti-crime organizado, bem como respeito à Constituição e às leis será o nosso norte!”, afirmou Bolsonaro.

Moro diz que aceitar o ministério depende de agenda anticorrupção e anticrime organizado

Durante voo de Curitiba para o Rio de Janeiro, Sergio Moro afirmou à reportagem da TV Globo que não havia nada definido e que aceitar o convite para assumir o ministério dependia de agenda anticorrupção e anticrime organizado para o país.

“Se houver a possibilidade de uma implementação dessa agenda, convergência de ideias, como isso ser feito, então há uma possibilidade. Mas como disse, é tudo muito prematuro”, afirmou Moro.

Nota divulgada pelo juiz Sérgio Moro

Fui convidado pelo Sr. Presidente eleito para ser nomeado Ministro da Justica e da Seguranca Publica na proxima gestao. Apos reuniao pessoal na qual foram discutidas politicas para a pasta, aceitei o honrado convite. Fiz com certo pesar pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a pespectiva de implementar uma forte agenda anticorrupcao e anticrime organizado, com respeito a Constituicao, a lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisao. Na pratica, significa consolidar os avancos contra o crime e a corrupcao dos ultimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operacao Lava Jato seguira em Curitiba com os valorosos juizes locais. De todo modo, para evitar controversias desnecessarias, devo desde logo afastar-me de novas audiencias. Na proxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes.

 Quinta Cultural terá atividades de Esporte e Lazer em Afogados da Ingazeira

O Projeto Quinta Cultural de Afogados da Ingazeira acontecerá na praça recentemente inaugurada pelo Prefeito José Patriota, no início do anel viário.
A Secretaria de Cultura e Esportes programou atividades direcionadas às crianças e aos jovens, com parques infantis, jogos de salão, atividades esportivas como skate, patins e bikes, jogos populares, Badmington, pebolins, basquete, futebol, dentre outras atividades. A programação será nesta quinta (01), a partir das 18h, na praça do anel viário.

A Unidade Pernambucana de Atenção Especializada (UPAE) Dom Francisco de Mesquita Filho, em Afogados da Ingazeira, está ofertando uma vaga de emprego para o cargo de enfermeiro(a). A vaga consta de carga horária de 44h semanais, trabalhando de segunda a sexta-feira.

Os interessados devem enviar um currículo para o e-mail selecao@upaeafogados.org.br , até o próximo dia 6 de novembro. O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 08 de novembro.

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O Prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), avaliou em entrevista a Juliana Lima na Serra FM a votação de Fernando Haddad em seu município e disse, entre outras coisas, que está decepcionado e sinalizou que pode deixar o PT.

“Estou bastante animado com a vitória consagradora do candidato do nosso partido em Serra Talhada. Nossa expectativa é que fosse um resultado mais acirrado. Ele passou a não ser visto mais como candidato do PT, mas de uma frente política. Eleitores demonstraram maturidade e votaram contra o retrovisor, vendo as conquistas do PT”, disse.

Sobre os erros do PT, afirmou que o partido tem que começar a discutir internamente seus erros. “O afastamento da presidenta Dilma é um deles. Não se deve a uma decisão política do partido. Foi incapacidade de construir a política. Faltou uma presidente que fosse mais política. Não creio muito nos políticos que não dialogam. Haddad começou a tentar dialogar com todas as forças políticas”.

Duque revelou que está decepcionado e sinalizou que pode deixar o PT. “Estou repensando a minha vida. O PT entrou com processo de expulsão e não assimilei essa postura da Direção Estadual. O partido é que hegemonicamente tomou a decisão de apoio a Marília Arraes e essa posição – da nacional – foi desrespeitosa em favor de um acordo nacional que foi um fracasso”, criticou. Duque decidiu apoiar Armando à revelia do partido no Estado, que esteve na coligação com Paulo Câmara e foi alvo de processo de exclusão ainda em curso.

E seguiu: “o respeito à democracia interna foi desrespeitado. Não concordo com a posição partidária. Esse resultado é uma prova cabal de que não devemos desrespeitar a vontade do povo”.

Sobre sua sucessão, em 2020, Luciano Duque disse que seu tempo estava chegando ao fim e que irá discutir com a sociedade os erros e acertos cometidos por seu governo, sinalizando que é o debate que irá definir o apoio a um nome do grupo.

No Estado Pernambuco reduto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da SIlva nasceu, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) venceu em apenas em uma cidade Santa Cruz do Capibaribe, a terceira maior do Agreste, Bolsonaro  23.044 votos ou 53,83% e a Fernando Haddad, candidato do PT, 19.765 votos ou 46,17%.

Dos 185 municípios, Bolsonaro recebeu 1. 661.163 votos (33,50%). Haddad teve 3.297.944 votos (66,50%) no segundo turno.

No primeiro turno, Bolsonaro havia vencido em nove cidades pernambucanas: além de Santa Cruz do Capibaribe, na capital Recife, em Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista, Carpina, Caruaru, Taquaritinga do Norte e Camaragibe.

Em Caetés na terra de Lula

No primeiro turno, o primeiro colocado de Caetés foi Haddad com 10.013 votos, ou 82,73%. O candidato Ciro Gomes (PDT) ficou em segundo com 966 votos ou 7,98%. Bolsonaro teve 869 votos ou 7,18%.

No 2º  turno, Haddad foi a 12.333 votos, ou 91,73%. Bolsonaro teve 1.112 votos, ou 8,27%.

Em seu primeiro recado ao PT depois do final das eleições, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao partido para ter calma, esperar a poeira baixar e não se precipitar na avaliação do cenário pós-eleição, e reafirmou a posição de liderança no partido que o presidenciável da sigla, Fernando Haddad, conquistou depois do segundo turno.

Convocada pela presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann, a Executiva da sigla, acrescida de parlamentares e outros petistas graúdos, se reúne nesta terça-feira em São Paulo para fazer uma primeira avaliação de cenário. No entanto, embalada pelo recado de Lula, a tendência Construindo um Novo Brasil (CNB) —da qual o ex-presidente e Haddad fazem parte— ecoa a posição lulista.

“A maioria (da CNB) avaliou que a reunião de amanhã é precipitada. Vamos recomendar que não se tenha nenhuma avaliação. Precisamos ter calma”, defendeu o presidente do PT do Rio, Washington Quaquá. “Todo mundo que ganha uma eleição tem legitimidade democrática. Precisamos fazer oposição a coisas concretas.”

Um dos coordenadores da campanha de Haddad, o deputado Emídio de Souza esteve nesta segunda-feira com Lula em Curitiba e fez um relato aos membros da CNB em uma reunião nesta tarde. O recado do ex-presidente foi entendido.

Sua avaliação foi de que o resultado eleitoral não foi bom, obviamente, pela derrota, mas permitiu ao PT liderar um processo que reuniu gente para além dos partidos, em uma frente que envolveu a sociedade, e ir além do que se esperava em uma eleição em que Lula foi impedido de concorrer pela Lei da Ficha Limpa.

Antes de definir um discurso de atuação, o partido tem que decidir como trabalhar para manter isso, contou uma fonte.

Haddad foi derrotado no segundo turno da eleição presidencial para Jair Bolsonaro (PSL), que teve 55,1 por cento dos votos válidos, contra 44,9 por cento do petista. Apesar da derrota, foram 47 milhões de votos.

O ex-presidente coloca Haddad, que foi seu substituto na chapa, no centro das discussões daqui para frente. Recomendou que o ex-prefeito de São Paulo seja consultado sobre seus planos e como planeja liderar essa frente de oposição ao governo Bolsonaro.

Alinhada com os desejos do ex-presidente, a CNB —e outros petistas aliados diretamente a Haddad— avaliam que o ex-candidato conquistou um espaço que precisa ser usado para que o PT possa continuar liderando essa frente de oposição.

“Haddad saiu como uma grande liderança, saiu com estatura para ser uma liderança nacional. Antes só tinha Lula”, disse Quaquá. “Haddad passa a ser um grande interlocutor com a sociedade e se credenciou para liderar uma frente democrática. Essa é a posição do Lula também.”

O tamanho e o papel que Haddad irá desempenhar nesse futuro PT está no centro das preocupações de Lula e do próprio partido. Seus defensores crêem que o tempo de resistências ao ex-prefeito acabou e reconhecem que foi a capacidade dele de conversar com diferentes setores que levou o partido a conseguir ampliar seu leque de apoios —além, claro, da rejeição a Bolsonaro.

Ainda assim, reconhecem fontes petistas, há setores no partido que temem a perda de liderança e de holofotes para um “novato”.

“A discussão é mais complexa que uma avaliação de cenário. Que papel Haddad terá? Isso terá que ser discutido mais profundamente. Que espaço tem? Para cumprir esse papel virá para a estrutura do partido?”, disse uma das fontes. “Precisa pensar o que vai ser feito… as coisas precisam ter um compasso.”

Em seu discurso depois do anúncio da eleição de Bolsonaro, Haddad se colocou à disposição para liderar uma oposição mas, lembra a fonte, não foi conversado com ele ainda até que ponto pretende colocar seu envolvimento.

Nesta segunda, o ex-prefeito não foi à reunião da CNB. Pela manhã, saiu de casa apenas para ir até o Insper, onde dá aulas, e perguntado sobre o que faria daqui para frente, disse que voltaria a trabalhar porque tinha apenas tirado uma licença de 90 dias para a campanha(Reuters)

A definição do ministério do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) deverá se acelerar nos próximos dias, mas os primeiros nomes foram confirmados hoje por ele. No poderoso ministério da Fazenda, que poderá ser renomeado para Economia, figura desde o início o economista Paulo Guedes. Para a estratégica Casa Civil, foi escolhido o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS). E para o Ministério da Defesa, a escolha recaiu sobre o general reformado Augusto Heleno.
Paulo Guedes comandará o Ministério da Fazenda – Ferrnando Frazão/Agência Brasil
Na pasta de Ciência e Tecnologia, o astronauta brasileiro Marcos Pontes, que é tenente-coronel da Aeronaútica, também foi confirmado por Bolsonaro e ele próprio admitiu que aceitaria a missão. 
A meta máxima de 15 ministérios, por exemplo, já não é uma certeza. A primeira polêmica surgiu com a tão anunciada e propagada pelo candidato fusão entre as pastas da Agricultura e Meio Ambiente. Após receber visitas de empresários, exportadores, e de representantes do agronegócio, ficou claro que é preciso analisar eventuais prejuízos na economia internacional com as possíveis mudanças. Hoje, o principal discurso de Bolsonaro é afirmar que irá ouvir e avaliar todas as vertentes políticas e econômicas antes de tomar qualquer decisão.
Civis
Paulo Guedes é carioca, tem 69 anos, é formado em economia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com mestrado pela Universidade de Chicago. É conhecido no meio acadêmico, tendo lecionado na PUC-Rio e na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foi um dos fundadores, em 1983, do Banco Pactual.
Também foi sócio-fundador e diretor executivo da JGP Gestão de Recursos, onde era um dos responsáveis pela supervisão da gestão do Fundo JGP Hedge e pela estratégia das operações. Tornou-se membro do conselho diretor da PDG Realty Empreendimentos e Participações, da Abril Educação e da Localiza Rent a Car. Ajudou a fundar o Instituto Millenium, um centro de pensamento econômico, e também foi sócio-fundador do grupo financeiro BR Investimentos, que se tornaria parte da Bozano Investimento.
Onyx Lorenzoni será ministro da Casa Civil – Fernando Frazão/Agência Brasil
O deputado gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM-RS) foi escolhido para a Casa Civil pelo trabalho de articulação legislativa desempenhado com sucesso no Congresso, meses antes do início da campanha, arregimentando maioria parlamentar de sustentação a Bolsonaro.
Onyx tem 64 anos, nascido em Porto Alegre, formado em medicina veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Está em seu quarto mandato como deputado federal, depois de exercer dois mandatos como deputado estadual.
No Congresso, Onyx é apontado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) como um dos parlamentares mais influentes. Participou de 12 CPIs, com destaque para a dos Correios, e a da Petrobras. Em 2016, foi relator do projeto que transforma as 10 Medidas contra Corrupção, propostas pelo Ministério Público Federal (MPF), em lei.
Generais na Esplanada
O general Heleno tem 70 anos, é nascido em Curitiba e formado na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). É considerado uma das pessoas que gozam do maior prestígio e respeito por parte de Bolsonaro.
Heleno foi o primeiro comandante da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), de junho de 2004 a setembro de 2005. Antes disso, no início de sua carreira, foi primeiro colocado de sua turma de cavalaria na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO) e na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme).
No posto de major, integrou a missão militar brasileira de instrução no Paraguai. Como coronel, comandou a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), em Campinas, e foi adido militar da Embaixada do Brasil em Paris, acreditado também em Bruxelas.
General Augusto Heleno comandará o Ministério da Defesa – Arquivo/Agência Brasil
Como oficial-general, foi comandante da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada e do Centro de Capacitação Física do Exército, chefe do Centro de Comunicação Social do Exército e do Gabinete do Comandante do Exército. O general também foi comandante militar da Amazônia.
O tenente-coronel da Força Aérea Brasileira (FAB) Marcos Pontes tem 55 anos e é natural de Bauru (SP). Notabilizado como o primeiro astronauta brasileiro, que atingiu o espaço em março de 2006, à bordo de uma nave russa, após anos treinando na Nasa, irá comandar a pasta de Ciência e Tecnologia.
Formou-se no Colégio Liceu Noroeste, em Bauru em 1980. Em 1984, recebeu o bacharelado em tecnologia aeronáutica da Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga. Em 1989, iniciou o curso de engenharia aeronáutica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, recebendo o título de engenheiro em 1993. Em 1998, obteve o mestrado em engenharia de sistemas pela Naval Postgraduate School, em Monterrey, Califórnia.
Marcos Pontes comandará Ciência e Tecnologia – Divulgação/Nasa
Em junho de 1998, foi selecionado para o programa espacial da Nasa, para a candidatura a que o país tinha direito no programa espacial do governo americano, pelo fato de integrar o esforço multinacional de construção da Estação Espacial Internacional.
Iniciou o treinamento obrigatório em agosto daquele ano no Centro Espacial Lyndon Johnson, em Houston. Em dezembro de 2000, ao
concluir o curso, foi declarado oficialmente astronauta da Nasa.
Cotados
Também aparece cotado para um ministério da Infraestrutura o general da reserva Oswaldo de Jesus Ferreira, 64 anos, que atuou em Brasília como um dos coordenadores do plano de governo de Bolsonaro. O general, que chegou ao posto máximo da carreira como chefe do Departamento de Engenharia e Construção do Exército, tem como meta retomar as obras paralisadas, o que exigirá aumento das verbas para investimentos, hoje reduzidas.
Na área de educação e comunicações, surge o nome do general Aléssio Ribeiro Souto, que tem coordenado esta área do programa de governo, mas há políticos do DEM cotados para ser ministro da Educação – como o próprio ex-ministro Mendonça Filho

Com 98,38% das urnas apuradas já se sabe que quase um terço da população preferiu lavar as mãos. A abstenção chegou a 21,25%, os votos brancos, a 2,15%, e os nulos, a 7,44%. Ou seja, mais de 30% dos eleitores brasileiros não escolheram nenhum dos dois candidatos à Presidência da República.
Essa é a maior soma de brancos e nulos desde 1989. A partir do cenário de redemocratização, com eleição em dois turnos, a média de votos nulos ficou em 4,45%, com pico de 4,7% em 2006, ante 7,38% hoje. A média de votos brancos foi de 1,72%. 
O resultado mostra que, além dos dois blocos polarizados, há uma terceira força no país que simplesmente não se sente representada. Praticamente um em cada três brasileiros preferiu ficar de fora da decisão mais importante de uma democracia.

Araripina – Capital da região do Araripe, o candidato a presidente Fernando Haddad (PT) manteve a liderança, obtendo 33.843 votos, enquanto Jair Bolsonaro (PSL) que foi eleito presidente do Brasil, obteve apenas 7.083 votos.

No primeiro turno Haddad também foi o mais votado em Araripina e no segundo turno ele só aumentou sua votação.

Segundo dados do TSE o número de votantes em Araripina foi de: 43.334 eleitores (78,21%).

Abstenção: 12.072 eleitores (21,79%).

Brancos: 432 eleitores (1%).

Nulos: 1.976 (4,56%).

Total válidos: 40.926 (94,44%).

 

Recebido entre palmas de correligionários, lideranças de PT, PROS, PCdoB, PSOL e movimentos sociais, o candidato derrotado à presidente da República, Fernando Haddad, agradeceu na noite de hoje (28) os 46 milhões de votos no segundo turno das eleições.
Em tom firme, Haddad discursou por cerca de dez minutos e garantiu que se manterá na oposição parafraseando o hino nacional. “Verás que um professor não foge à luta. Nem teme quem adora a liberdade a própria morte”, afirmou, ao lado da esposa, Ana Estela Haddad, seus filhos Bernardo e Ana Carolina, sua mãe, e irmãs.
Democracia 
Haddad ressaltou que há um longo período as “instituições são colocadas à prova a todo instante” e que soberania nacional e a democracia são valores que estão “acima de todos nós”.
“Temos uma tarefa enorme no país, que é em nome da democracia, defender o pensamento, as liberdades desses 45 milhões de brasileiros”, argumentou. “Parte expressiva do povo brasileiro precisa ser respeitada nesse momento”, completou.
Haddad subiu ao palco acompanhado da vice, Manoela d’Ávila, que carregava sua filha Laura no colo, do ex-candidato à presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos, da ex-presidente Dilma Rousseff e de outros políticos de esquerda.
Coragem
Haddad afirmou que tem um compromisso com os brasileiros e pediu para que seus eleitores não aceitem provocações e ameaças. “Não vamos deixar esse país para trás. Vamos colocar o nosso ponto de vista”, assegurou. “Coloco a minha vida à disposição desse país. Não tenham medo, nós estaremos aqui. A vida é feita de coragem.”, garantiu.
Antes de discursar, houve um minuto de silêncio em homenagem às mortes de Marielle Franco, Moa do Catendê e Charlione Albuquerque.
Derrota
O candidato do PT foi derrotado por Jair Bolsonaro por uma diferença de cerca de 11 milhões de votos. Por meio do Twitter, a candidata à vice na chapa de Haddad, Manoela d’Ávila, disse que “a tristeza tem que se transformar rapidamente em resistência.”
“O espírito desses últimos dias, nos quais milhares foram para as ruas pra virar votos de um modo tão bonito precisa se manter e se multiplicar. Eles venceram, mas a luta vai continuar. Vamos permanecer juntos, resistir e defender a democracia e a liberdade”, afirmou.

Em nota, Paulo disse que “a retórica agressiva deve ficar no passado. Bolsonaro precisa ser presidente de todos e não apenas de uma parcela do Brasil”. O governador, que apoiou Fernando Haddad (PT) e foi apoiado no pleito estadual pelo Partidos dos Trabalhadores, também elogiou o “desempenho irrepreensível” do petista, o considerando um “guerreiro, correto, leal e que fez o que esteve ao seu alcance nessa curta campanha eleitoral”. 

“Espero que o presidente eleito Jair Bolsonaro governe para todos, respeitando a Constituição Federal, as instituições democráticas e a Federação. A retórica agressiva deve ficar no passado. Bolsonaro precisa ser presidente de todos e não apenas de uma parcela do Brasil. Quero também elogiar o desempenho irrepreensível de Fernando Haddad, que foi um guerreiro, correto, leal e que fez o que esteve ao seu alcance nessa curta campanha eleitoral. Torço para que Haddad se mantenha atuante, pois é um importante quadro político que tem muito ainda a oferecer ao Brasil”.

Governador Paulo Câmara


O presidente da República eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste domingo (28), ao ler o discurso da vitória na porta da casa dele, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que o novo governo será um “defensor da Constituição, da democracia e da liberdade”.

Jair Bolsonaro derrotou Fernando Haddad (PT) no segundo turno e tomará posse como presidente da República em 1º de janeiro de 2019. De acordo com a apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 96,27% das urnas apuradas, ele havia recebido 56,1 milhões de votos (55,49%).

“Faço de vocês minhas testemunhas de que esse governo será um defensor da constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa, não de um partido, não é a palavra vã de um homem, é um juramento a Deus”, afirmou.

Antes do discurso da vitória, Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo pelo Facebook na qual disse que pretende “resgatar o Brasil”.

“Estou muito feliz, e missão não se escolhe nem se discute, se cumpre. Nós juntos cumpriremos a missão de resgatar o nosso Brasil”, declarou o presidente eleito.

Bolsonaro afirmou que terá condições de governabilidade e cumprirá todos os compromissos assumidos.

“Temos tudo para sermos uma grande nação. Temos condições de governabilidade dados aos contatos que fizemos nos últimos anos com parlamentares, todos os compromissos assumidos serão cumpridos com as mais variadas bancadas, com o povo em cada local do Brasil que me estive presente”, declarou.

Depois da transmissão no Facebook, Bolsonaro participou de uma corrente de oração conduzida pelo senador Magno Malta, na porta da casa dele, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

 

1-Serra Talhada:   Haddad  33.354. Bolsonaro 9.809 votos.

2-Tabira:   Haddad obteve 13.138 votos contra 2.083 votos de Bolsonaro.

3- Afogados da Ingazeira:  Fernando Haddad  14.965  Bolsonaro  4.729 .

No primeiro turno em Afogados, Haddad obteve 11.674 votos e Bolsonaro, 3.979. O candidato do prefeito Patriota  cresceu 3.291 votos e o candidato do PSL,  750 votos.

 4- IguaracyHaddad  5.217  Bolsonaro 866 

5- Flores Haddad 10.591  Bolsonaro 1.266 

6- Carnaíba:  Haddad   9.624 votos Bolsonaro  1.163 

 7- Quixaba: Haddad 4.169 – Bolsonaro  329

8- Ingazeira:  Haddade 2.637   Bolsonaro  377

9- Solidão:  Haddad 3.588  – Bosolnaro 400

10- Calumbi: Haddad4.270 – Bolsonaro  424

11- Triunfo:  Haddad7.109  Bolsonaro 1.286

12 Santa Cruz da Baixa Verde:   Haddad 6.019 – Bolsonaro 917 

 13- São José do Egito: Haddad  12.970 –  Bolsonaro  3.576 .

 14- Tuparetama: Haddad  5.203 – Bolsonaro 637

15- Itapetim : Haddad 7.053- Bolsonaro  1.485 

16- Santa Terezinha: Haddad  4.733  – Bolsonaro  808 

17- Brejinho: Haddad 4.174  – Bolsonaro  732

 

Em percentual de votos: 

 

 Quixaba  92,69%

Calumbi:  90,97%

Solidão:  89,97%

Flores:  89,32%

Carnaíba:  89,22%

Tuparetama:  89,09%

 Ingazeira: 87,49%

 Santa Cruz da Baixa Verde86,78%

Tabira:  86,31%

Iguaracy 85,97%

Santa Terezinha:  85,42%)

Brejinho:  85,08%

 Itapetim:  82,61% 

São José do Egito: 78,39% 

Serra Talhada:  77,27% 

Afogados da Ingazeira: 77,25% 

 

 

seções apuradas: 94876 de 96328
TOTAL
25.442.317
VÁLIDOS
20.915.927 (82,21%)
BRANCOS
1.039.131 (4,08%)
NULOS
3.487.259 (13,71%)
ABSTENÇÕES
7.091.739 (21,80%)
Eleito / 2º Turno (resultados matematicamente definidos).
A fonte das informações desta página é o Tribunal Superior Eleitoral. Segundo esclarece o TSE, o candidato que aparece com 0 (zero) voto pode não ter tido seus votos validados devido à sua situação jurídica ou à do seu partido. Para consultar a situação do candidato, acesse http://divulgacandcontas.tse.jus.br

Apuração ao longo do tempo

última atualização em 19:34:48h de 28/10/2018 (Horário de Brasília)

2º TURNO
1º TURNO

Candidatos

  1. Jair Bolsonaro

    Jair Bolsonaro

    PSL ELEITO

    55,54%

    55.205.640 votos

  2. Fernando Haddad

    Fernando Haddad

    PT

    44,46%

    44.193.523 votos

TOTAL
109.936.946
VÁLIDOS
99.399.163 (90,41%)
BRANCOS
2.371.683 (2,16%)
NULOS
8.166.100 (7,43%)
ABSTENÇÕES
29.519.904 (21,17%)
Eleito / 2º Turno (resultados matematicamente definidos).
A fonte das informações desta página é o Tribunal Superior Eleitoral. Segundo esclarece o TSE, o candidato que aparece com 0 (zero) voto pode não ter tido seus votos validados devido à sua situação jurídica ou à do seu partido. Para consultar a situação do candidato, acesse http://divulgacandcontas.tse.jus.br

 

96,04%

2º TURNO
1º TURNO

Governador

  1. Wilson Witzel

    Wilson Witzel

    PSC ELEITO

    59,66%

    4.475.784 votos

  2. Eduardo Paes

    Eduardo Paes

    DEM

    40,34%

    3.026.841 votos

TOTAL
9.044.736
VÁLIDOS
7.502.625 (82,95%)
BRANCOS
332.937 (3,68%)
NULOS
1.209.174 (13,37%)
ABSTENÇÕES
2.861.055 (24,03%)
Eleito / 2º Turno (resultados matematicamente definidos).
A fonte das informações desta página é o Tribunal Superior Eleitoral. Segundo esclarece o TSE, o candidato que aparece com 0 (zero) voto pode não ter tido seus votos validados devido à sua situação jurídica ou à do seu partido. Para consultar a situação do candidato, acesse http://divulgacandcontas.tse.jus.br
2º TURNO
1º TURNO

Governador

  1. Comandante Moisés

    Comandante Moisés

    PSL ELEITO

    71,35%

    2.392.129 votos

  2. Gelson Merísio

    Gelson Merísio

    PSD

    28,65%

    960.517 votos

TOTAL
3.799.028
VÁLIDOS
3.352.646 (88,25%)
BRANCOS
137.131 (3,61%)
NULOS
309.251 (8,14%)
ABSTENÇÕES
766.912 (16,80%)
Eleito / 2º Turno (resultados matematicamente definidos).
A fonte das informações desta página é o Tribunal Superior Eleitoral. Segundo esclarece o TSE, o candidato que aparece com 0 (zero) voto pode não ter tido seus votos validados devido à sua situação jurídica ou à do seu partido. Para consultar a situação do candidato, acesse http://divulgacandcontas.tse.jus.br

Apuração ao longo do tempo

última atualização em 18:45:13h de 28/10/2018 (Horário de Brasília)
Comandante MoisésGelson Merísio17:3018h18:300%20%40%60%80%

17:38

Comandante Moisés66,53%
Gelson Merísio33,47%

Foto: Divulgação/PSB

Vice-presidente nacional do PSB, o governador reeleito Paulo Câmara destacou o crescimento do presidenciável Fernando Haddad (PT) nos últimos dias e falou da importância do Nordeste na votação deste domingo (28), dia da escolha do representante que irá governar o país pelos próximos quatro anos. Acompanhado do prefeito Geraldo Julio (PSB), da primeira-dama Ana Luiza Câmara, da vice-governadora eleita Luciana Santos (PCdoB) e de correligionários, o socialista votou, na manhã de hoje, no Centro de Educação Comunitária e Social do Nordeste (Cecosne), no bairro da Madalena, Recife.

“Hoje é mais um dia em favor da democracia. As eleições estão ocorrendo muito bem em Pernambuco e a gente espera que ocorra assim ao longo do dia. Nosso candidato teve um crescimento consistente nos últimos dias. O Nordeste está muito unido e, com certeza, vai dar uma grande vitória a Fernando Haddad”, destacou o governador reeleito. No primeiro turno, o presidenciável foi o candidato majoritário em Pernambuco e ganhou em oito dos nove estados nordestinos, com exceção apenas do Ceará.

Durante entrevista, Paulo Câmara ainda falou sobre os desafios do próximo presidente da República, que deverá ter um olhar especial para a região e trabalhar pela redução das desigualdades. “O presidente precisa conversar com os governadores, como os governadores têm que conversar com os prefeitos e prefeitas. Isso faz parte da Federação e a gente espera que isso seja feito da forma correta. Ou seja, olhando o Brasil por inteiro, olhando as regiões com todas as suas peculiaridades. O desafio do próximo presidente é diminuir as desigualdades regionais, que é fundamental para o Brasil que a gente quer”, defendeu o gestor.

O prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota, votou  na sessão 03 no Colégio Normal Estadual

Prefeito de Afogados da Ingazeira teve a resposta da população afogadense que participaram voluntariamente de uma das maiores carreatas já vista na história do município  em apoio a candidatura de Fernando Haddad.

(Fotos:Cláudio Gomes/MarcosMontinelly)

“Votar é fazer uma escolha racional. Eu, por exemplo, sopesei os aspectos positivos e os negativos dos dois candidatos que restam na disputa. Pela primeira vez em 32 anos de exercício do direito de voto, um candidato me inspira medo. Por isso, votarei em Fernando Haddad”, postou Joaquim Barbosa, que foi presidente do Supremo Tribunal Federal. Jair Bolsonaro vem sendo apontado pela imprensa global como uma ameaça ao Brasil e ao mundo.

Abaixo, tweet de Joaquim Barbosa e reportagem da Reuters sobre a sucessão:

(Reuters) – O presidenciável do PT, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira que o seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), estimula pessoas violentas a saírem do armário.

“Ele estimula as milícias, os capangas, as pessoas violentas a saírem do armário, ele é a expressão da violência”, disse Haddad durante coletiva de imprensa em João Pessoa, na Paraíba.

“É muito comum na história dos povos que um covarde seja o agente da violência social. Em geral, são pequenos homens que estimulam a violência, até em função dos seus problemas psicológicos”, continuou.

“Por isso que os pequenos homens com problemas psicológicos são tratados respeitosamente, mas não chegam ao poder, porque são perigosos no poder. Não são perigosos fora do poder”, afirmou o ex-prefeito de São Paulo.

Segundo o petista, Jair Bolsonaro não tem um projeto, mas sim uma “retórica da violência”.

“A gente sabe como essa retórica da violência começa, mas a gente não sabe até onde vai. Nós precisamos cortar esse mal pela raiz”, afirmou o candidato.

Bolsonaro lidera as pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial marcado para domingo.

MAIS ACERTOS DO QUE ERROS

Ao defender o projeto que representa, Haddad voltou a reconhecer que o PT cometeu erros, embora tenha feito mais acertos.

“Eu represento um projeto que tem muito mais acertos do que erros. Mudou a vida de metade da população brasileira. E os erros eu estou aqui assumindo e disposto a corrigir”, disse.

O candidato também se mostrou otimista nesta reta final antes da eleição de domingo e disse acreditar que uma virada irá acontecer, acrescentando que “segunda-feira já começamos a trabalhar na equipe de governo”.

O petista também voltou a comentar que espera um apoio do pedetista Ciro Gomes, derrotado no primeiro turno da disputa presidencial e cujo partido decidiu dar “apoio crítico” à candidatura do PT.

“Acredito que, chegando no Ceará, ele (Ciro) vai fazer um gesto importante pelo Brasil. Não é por mim, é pelo Brasil… Ele sabe o que está em jogo, ele sabe o que está em risco”, disse Haddad. (247)

 

Enquanto os irmãos que pregam ódio:

Pesquisa Vox 247 realizada neste sábado 27 aponta empate entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), apontando para uma virada real neste domingo 28, data da votação do segundo turno.

Nos votos totais, as intenções de voto são de exatamente a 43% a 43%. Ninguém/Brancos/Nulos são 9% e “não sabe” ou “não respondeu”, 5%.

Nos votos válidos, os percentuais são de exatamente 50% a 50%.

Os votos espontâneos para presidente, quando os eleitores citam o nome do candidato espontaneamente, são de 51% a 49% para Bolsonaro.

Esta pesquisa foi registrada junto à Justiça Eleitoral no dia 21 de outubro, sob o número BR-09614/2018. Foram entrevistados 2.000 eleitores de 16 anos ou mais, em 121 municípios. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa Vox 247 foi a segunda encomendada pela Editora 247 ao instituto Vox Populi financiada totalmente por eleitores, membros da comunidade 247, assinantes solidários ou não do portal e da TV 247. Para isso, foi aberta uma campanha de financiamento coletivo no site Catarse, ainda aberta.

A pesquisa Vox 247 do dia 6 de outubro, véspera da votação do primeiro turno, foi a que mais se aproximou do resultado das urnas no primeiro turno das eleições de 2018, em comparação às dos outros dois institutos de pesquisa mais tradicionais do país, o Ibope e o Datafolha. (247)

Embalado pela arrancada na reta final da campanha, Fernando Haddad discursou nesta noite para milhares de pessoas que lotaram as ruas do centro do Recife; “Ele não respeita ninguém, não tem serviço prestado e não vai ganhar esta eleição”, disse o petista sobre Jair Bolsonaro; segundo o Datafolha, Haddad precisa de seis pontos percentuais para virar de vez a eleição; há 6% de eleitores indecisos e 8% poderão votar branco ou nulo; além disso, 6% dos eleitores de Bolsonaro admitem mudar o voto até a eleição; sem fake news e com a militância mostrando os riscos do fascismo, a democracia poderá vencer no domingo

Estado escolhido para o último comício do presidenciável Fernando Haddad (PT) antes do segundo turno, Pernambuco – terra do ex-presidente Lula – mostrou, nesta quinta-feira (25), que a unidade do povo brasileiro em prol da democracia vai prevalecer no próximo domingo, dia 28. Um grande ato que contou com presença de lideranças políticas de diversos partidos atraiu, para o Pátio do Carmo, no Centro do Recife, milhares de pessoas que se uniram para levar o apoio a Haddad e a demonstrar a confiança na vitória. O governador Paulo Câmara e o prefeito Geraldo Julio representaram o PSB no encontro.

Durante o comício, Haddad falou sobre sua expectativa para a eleição do próximo domingo. Ele citou pesquisa de intenção de voto veiculada hoje, que já mostra uma redução de seis pontos percentuais na diferença entre o candidato da oposição e ele. O presidenciável destacou que, até o dia 28, é preciso manter o diálogo entre as famílias e amigos para garantir a vitória no segundo turno. Haddad ainda enfatizou, ainda, a importância da união de tantas lideranças em favor da sua candidatura. “Estou aqui recebendo apoio de todas as lideranças do Estado que sabem o risco que o Brasil está correndo. Agora é hora de unidade, de união. A gente, quando tem ameaça, começa a se unir para combater o adversário. Estou com Paulo, com Geraldo, em memória de Arraes, estou com João (Campos), com Silvio Costa, com Humberto Costa. Estou com todos na mesma trincheira. A trincheira da democracia, dos direitos”, afirmou.

O candidato destacou que o Brasil está vivendo um momento delicado no cenário político e que parte da população está sendo enganada por um postulante que não tem histórico e nem serviços mostrados ao povo brasileiro. “Entre um livro de um ministro da Educação e a arma de um soldado de araque, (o povo) vai ficar com a educação, com o trabalho, com a dignidade e com respeito às pessoas”, destacou Haddad.

Vice-presidente nacional do PSB, o governador Paulo Câmara enfatizou que Pernambuco, assim como no primeiro turno, dará uma bonita vitória ao presidenciável. O socialista também frisou que esta é uma das eleições mais importantes dos últimos 30 anos. “Vamos escolher entre a democracia e o autoritarismo. Vamos escolher entre a verdade e a mentira, entre o amor e o ódio. O presidente Lula lhe deu a maior missão da sua vida e você está cumprindo ela com dedicação, trabalho e espírito público, com a verdade e, acima de tudo, falando o que o povo quer ouvir: que você vai continuar o trabalho que o presidente Lula fez no Brasil. A gente vai vencer mais uma vez o medo, a intolerância e aqueles que não querem trabalhar pelo povo. A gente vai vencer o ódio e vamos fazer o Brasil voltar a ser feliz de novo”, declarou o líder socialista.

O prefeito do Recife, Geraldo Julio, pontuou que no próximo dia 28 a população brasileira vai decidir pela manutenção da maior conquista dos últimos anos: a democracia. “Neste domingo, o povo brasileiro vai mostrar que, com democracia, vai, mais uma vez, botar em Brasília um governo popular, um governo que cuida em enfrentar as desigualdades, que cuida dos nordestinos, que cuida do povo mais pobre e bota conquistas para o jovem brasileiro. Vamos comemorar juntos porque eu sei que o povo brasileiro vai saber escolher e, com certeza, vai dar a vitória a Fernando Haddad presidente”, disse Geraldo.

Presidente nacional do PCdoB, a vice-governadora eleita Luciana Santos destacou a altivez de Pernambuco em momentos importantes da história política brasileira e pontuou que, mais uma vez, o pernambucano vai demonstrar resistência. “Vamos mostrar ao ditador, ao que quer pregar o passado, que votou pela reforma trabalhista, que representa o que há de pior, que ‘Ele não!’”, disse. Já o senador reeleito Humberto Costa frisou que o Nordeste será a barreira contra o fascismo representado por Bolsonaro. “Aqui vamos dar conta. Ele pode querer passar o rolo compressor em qualquer lugar, mas aqui não. Estamos a três dias da eleição e estou sentido o cheiro que senti em 2002, em 2006, em 2010 e 2014, que é o cheiro da maior vitória eleitoral que vamos dar a Haddad”, declarou.

Representantes do PSol, Dani Portela, da Rede, Roberto Leandro, e do Avante, Silvio Costa, também discursaram no evento em favor da candidatura de Haddad. O ato ainda contou com depoimentos dos estudantes Manuela e Rafael, que falaram sobre a inclusão dos que mais precisam nas universidades durante os governos do PT.

As fotos estão nomeadas com os créditos de Roberto Pereira Jr./PSB e Ricardo Stuckert/PT

Pesquisa CUT/Vox Populi divulgada nesta quinta-feira (25) mostra o candidato Jair Bolsonaro com 53% dos votos válidos, seis pontos percentuais à frente de Fernando Haddad (PT), que tem 47%. O instituto ouviu 2 mil eleitores entre 22 e 23 de outubro. A margem de erro é 2,2%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00709/2018.

No cenário espontâneo, quando os entrevistadores perguntam em qual candidato o eleitor votaria sem apresentar opções, Bolsonaro aparece com 44% das intenções contra 39% de Haddad.

A pesquisa do Vox Populi também mostra que 17% dos eleitores estão indecisos. 12% afirmaram que não votarão em ninguém, em branco ou deverão anular o voto. Já 5% não sabem em quem vão votar ou não quiseram responder. Todos os números são os mesmos apresentados pela pesquisa anterior, realizada entre 16 e 17 de outubro.

O candidato petista tem 41% de rejeição contra 40% do pesselista. Nas regiões, Haddad vence apenas no Nordeste: 60% a 25%. Nas demais, a vantagem é de Bolsonaro: 51% a 29% no Sudeste; 51% a 33% no Sul; e 50% a 34% no Centro-Oeste e Norte. Os presidenciáveis estão tecnicamente empatados na intenção de voto entre as mulheres: 40% para Bolsonaro e 39% para Haddad. Entre os homens, 49% para o capitão reformado e 37% para o ex-ministro da educação.

A pesquisa CUT-Vox Populi foi realizada entre 22 e 23 de outubro. Foram feitas 2.000 entrevistas pessoais e domiciliares com eleitores de 16 anos ou mais, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior de todos os estratos socioeconômicos. Os entrevistadores foram em 121 municípios. A margem de erro da pesquisa é de 2,2%, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa Ibope divulgada na última terça-feira (23) mostrou que, na capital de São Paulo, Fernando Haddad (PT)aparece com 51% dos votos válidos na disputa à Presidência. Jair Bolsonaro (PSL), por sua vez, registra 49% dos votos. Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os presidenciáveis estão tecnicamente empatados.

Os votos válidos, mesma categoria usada pela Justiça Eleitoral na apuração final, excluem os brancos, nulos e indecisos.

No levantamento do Ibope divulgado no último dia 17 de outubro, a primeira pesquisa feita pelo instituto com eleitores de São Paulo após a definição dos candidatos que disputariam o segundo turno, Haddad tinha 47% dos votos válidos entre moradores da capital, enquanto Bolsonaro tinha 53%. Eles já estavam tecnicamente empatados, mas o candidato do PSL estava numericamente à frente.

Na pesquisa nacional, Bolsonaro aparece com 57% dos votos válidos, enquanto Haddad tem 43%.

No primeiro turno, Bolsonaro foi o mais votado na capital paulista e recebeu 44% dos votos. Haddad ficou em segundo, com 19%. No total do estado de SP, o militar da reserva foi escolhido por 53% dos eleitores, e o petista, por 16%.

Em live nas redes sociais na noite desta quarta-feira (24), o candidato do PSL voltou a questionar os institutos de pesquisa. Ele citou reportagem sobre a pesquisa feita na cidade de São Paulo e lembrou que Fernando Haddad perdeu no primeiro turno para João Doria (PSDB) em 2016.

O levantamento do Ibope entre eleitores do estado de São Paulo também mostrou quais as intenções de voto em Bolsonaro em Haddad junto ao eleitorado dos candidatos ao governo estadual: João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB).

Veja os números em votos válidos (excluídos brancos, nulos e indecisos):

O tucano era investigado por suposta maquiagem de dados no caso que ficou conhecido como ‘Mensalão do PSDB’

 

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (23) o arquivamento de um inquérito que investigava o ex-senador Aécio Neves (PSDB/MG).

O tucano era investigado por suposta maquiagem de dados no caso que ficou conhecido como ‘Mensalão do PSDB’.

Delações premiadas apontam que o caso investigado teria ocorrido durante a apuração da CPI que investigava o ‘Mensalão do PT’, no ano de 2005.

A Polícia Federal (PF) informou ter encontrado indícios de que Aécio Neves cometeu crimes e, inicialmente, a Procuradoria Geral da República (PGR) chegou a pedir ao STF que enviasse o inquérito para a primeira instância.

Porém, a PGR mudou o entendimento e pediu o arquivamento do caso por falta de indícios mínimos contra o tucano.

Em 14 de setembro, o ministro Gilmar Mendes negou o pedido da defesa de Aécio , que pedia o arquivamento do inquérito em que ele era investigado por supostamente intermediar o pagamento de vantagens indevidas da Odebrecht para a campanha de Antônio Anastasia ao governo mineiro, em 2010. A decisão atendeu pedido da Procuradoria-Geral da República.


O Ibope divulgou nesta terça-feira (23) o resultado da segunda pesquisa do instituto sobre o 2º turno da eleição presidencial. O levantamento foi realizado entre domingo (21) e terça-feira (23) e tem margem de erro de 2 pontos, para mais ou para menos.

Nos votos válidos, os resultados foram os seguintes:

Jair Bolsonaro (PSL): 57%

Fernando Haddad (PT): 43%

Na pesquisa anterior, Bolsonaro tinha 59% e Haddad, 41% dos votos válidos.

Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no 2º turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

Votos totais

Nos votos totais, os resultados foram os seguintes:

Jair Bolsonaro (PSL): 50%

Fernando Haddad (PT): 37%

Em branco/nulo: 10%

Não sabe: 3%

Rejeição

A pesquisa também apontou o potencial de voto e rejeição para presidente. O Ibope perguntou: “Para cada um dos candidatos a Presidente da República citados, gostaria que o(a) sr(a) dissesse qual destas frases melhor descreve a sua opinião sobre ele”?

Jair Bolsonaro

Com certeza votaria nele para presidente – 37%

Poderia votar nele para presidente – 11%

Não votaria nele de jeito nenhum – 40%

Não o conhece o suficiente para opinar – 11%

Não sabem ou preferem não opinar – 2%

Fernando Haddad

Com certeza votaria nele para presidente – 31%

Poderia votar nele para presidente – 12%

Não votaria nele de jeito nenhum – 41%

Não o conhece o suficiente para opinar – 14%

Não sabem ou preferem não opinar – 2%

Votação espontânea

O Ibope também apresentou a intenção de voto espontânea, quando o entrevistado aponta em quem pretende votar sem a apresentação dos nomes dos candidatos.

Jair Bolsonaro – 42%

Fernando Haddad – 33%

Na pesquisa anterior, Bolsonaro tinha 47% e Haddad, 33%.

Expectativa de vitória

O instituto também apontou a “expectativa de vitória”, independentemente da intenção de voto. Os resultados foram:

Jair Bolsonaro – 69%

Fernando Haddad – 21%

Não sabem ou preferem não opinar – 9%

No levantamento anterior, a expectativa de vitória de Bolsonaro era de 66% e a de Haddad, 21%.

Sobre a pesquisa

Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos

Entrevistados: 3010 eleitores em 208 municípios

Quando a pesquisa foi feita: 21 a 23 de outubro

Registro no TSE: BR‐07272/2018

Nível de confiança: 95%

Contratantes da pesquisa: TV Globo e “O Estado de S.Paulo”

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

A partir de hoje (23), cinco dias antes do segundo turno das eleições 2018, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido. A exceção ocorre apenas em casos de flagrante delito e ainda se houver sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto. A determinação está prevista no artigo 236 do Código Eleitoral.

A terça-feira também é o prazo final para que os representantes dos partidos políticos e coligações, a Ordem dos Advogados do Brasil e o Ministério Público peçam verificação das assinaturas digitais do Sistema de Transporte de Arquivos da Urna Eletrônica, do Subsistema de Instalação e Segurança e da Solução JE-Connect, instalados nos equipamentos da Justiça Eleitoral que serão utilizados no segundo turno.
Os tribunais regionais eleitorais também têm até essa data para divulgar, na internet, os pontos de transmissão de dados que funcionarão em pontos distintos do local de funcionamento da Junta Eleitoral.
O segundo turno das eleições ocorre no próximo dia 28 de outubro em todo o Brasil e mais 99 países, para a escolha do próximo presidente da República. Em 13 estados e no Distrito Federal, os eleitores também terão que definir o governador que irá comandar os Executivos locais nos próximos quatro anos. Em 19 municípios serão realizadas as chamadas eleições suplementares para a escolha de novos prefeitos e vice-prefeitos. (Agência Brasil)
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Logo após a vereadora Nelly Sampaio alegar que por questões ligadas a regimento e Lei Orgânica, não poderia prosseguir com a eleição da Mesa Diretora, convidou os vereadores que o apoiavam para deixar a Câmara, esquentou o clima e começou a polêmica.

Alegando motivo para não haver a votação, o Primeiro Secretário Aristóteles Monteiro reabriu a sessão e deu sequência à escolha da Mesa Diretora. Monteiro criticou a colega Nelly e a acusou de “não saber perder”, prosseguindo com os trabalhos.

No vídeo da sessão, enquanto Nelly queria encerrar a sessão antes do início da votação, Aristóteles olha para colegas de grupo e repete : “é golpe!”

Aberta a votação, como esperado, a chapa II foi eleita, com  Aldo Santana Presidente, Aristóteles Monteiro (Primeiro secretário) e Cléber Paulino (Segundo Secretário). Somando os três da chapa, mais Djalma, Claudiceia Rocha e Dicinha do Calçamento, a chapa teve unanimidade com as ausências dos pró Nelly. “Fizemos como manda o regimento. Amanhã registramos a ata e em janeiro a chapa tina posse. Lamentamos a condução de Nelly”, disse Aristóteles ao blog. A aguardar os os próximos capítulos.

A vereadora Claudiceia Rocha (PSB) defendeu em contato com o blog a decisão de retomada da sessão da Câmara de vereadores de Tabira, realizada ontem  (22) mesmo depois da atual presidente Nelly Sampaio ter se retirado do recinto, juntamente com os vereadores.

Ela deu detalhes de bastidores. “Ela determinou que desligassem o sistema de som, a transmissão das rádios, os ar condicionados e as luzes. Ainda acionou à PM e a GM para que esvaziassem a Câmara colocando para fora os seis vereadores que permaneciam no local e o povo de Tabira que assistia à sessão”, relatou.

“Mesmo assim o primeiro secretário Aristóteles Monteiro reabriu a sessão e colocou em votação elegendo a chapa 2, sendo eleito como presidente o vereador Aldo Santana para o biênio 2019/2020”, concluiu.

O decano do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello reagiu aos ataques de Eduardo Bolsonaro à corte. Ele classificou a fala do deputado de “inconsequente o golpista”. Mello disse: “essa declaração, além de inconsequente e golpista, mostra bem o tipo (irresponsável) de parlamentar cuja atuação no Congresso Nacional, mantida essa inaceitável visão autoritária, só comprometerá a integridade da ordem democrática e o respeito indeclinável que se deve ter pela supremacia da Constituição da República”.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo deu a íntegra da nota de Celso de Mello a pedido do decano. A sequência é: “Votações expressivas do eleitorado não legitimam investidas contra a ordem político-jurídica fundada no texto da Constituição! Sem que se respeitem a Constituição e as leis da República, a liberdade e os direitos básicos do cidadão restarão atingidos em sua essência pela opressão do arbítrio daqueles que insistem em transgredir os signos que consagram, em nosso sistema político, os princípios inerentes ao Estado democrático de Direito”.

Segundo o jornal, “o vídeo com as declarações de Eduardo Bolsonaro começaram a circular logo cedo entre ministros do STF” e “Celso de Mello teve uma das reações mais indignadas”.

A reportagem destaca que “questionado pela Folha, [Mello] decidiu enviar a mensagem. Outros ministros trocaram mensagens e telefonemas entre si. Eles aguardam a chegada do presidente da Corte, Dias Toffoli, para discutir um posicionamento. Ele estava em Veneza para compromissos profissionais e deve chegar nesta segunda-feira (22) em Brasília”. (247)

Nova pesquisa realizada pela MDA e divulgada pela Confederação Nacional do Transporte nesta segunda-feira (22) apresenta uma diferença de 14 pontos percentuais entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) na corrida presidencial quando considerados apenas os votos válidos.

O levantamento aponta, a sete dias da eleição, que o capitão reformado do Exército tem 57% dos votos válidos, enquanto o ex-prefeito de São Paulo aparece com 43%.  Considerando-se os votos totais, Bolsonaro aparece com 48,8% das citações, enquanto Haddad tem 36,7%, além de 11,0% que pretendem anular ou votar em branco e 3,5% que se dizem indecisos.

Considerando-se os níveis de rejeição para os candidatos, Fernando Haddad é rejeitado por 51,4% dos entrevistados e Jair Bolsonaro por 42,7%. A definição de voto é definitiva para: 91,1% dos eleitores de Jair Bolsonaro e para 91,3% de Fernando Haddad.

A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 21 de outubro de 2018. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o número BR-00346/2018.

Veja os principais resultados abaixo:

 Intenção de voto (espontânea)

Jair Bolsonaro: 45,8%

Fernando Haddad: 33,3%

Outros: 0,2%

Branco/Nulo: 11,5%

Indecisos: 9,2%

Intenção de voto (estimulada) – Votos totais

Jair Bolsonaro: 48,8%

Fernando Haddad: 36,7%

Branco/Nulo: 11,0%

Indecisos: 3,5%

Intenção de voto (estimulada) – Votos válidas

Jair Bolsonaro: 57,0%

Fernando Haddad: 43,0%

(Fonte: Correio Braziliense)

O Globo

Três ministros do Supremo consideraram extremamente grave a declaração do deputado Eduardo Bolsonaro . Um deles lembrou que, para fechar o Supremo Tribunal Federal, “o que nem a ditadura tentou”, será preciso “antes disso revogar a Constituição”.

Eles preferiram falar sem serem citados porque a decisão tomada é a de que o STF fale por uma única voz – do presidente Dias Toffoli, que estava em um congresso em Veneza, ou do decano Celso de Mello.

Dias Toffoli ainda não se pronunciou, mais de 24 horas depois de o vídeo do deputado irromper nas redes sociais. O presidente da Corte ” não quis botar mais lenha na fogueira “, disse um assessor direto ao colunista do GLOBO Lauro Jardim.

Outros dois ministros também preferiram fingir que o vídeo não teve maior gravidade: Marco Aurélio Mello, numa declaração mais moderada que a costumeira, e Rosa Weber, que também baixou a bola das declarações do filho de Jair Bolsonaro, escreve o colunista. A exceção foi o decano Celso de Mello, que classificou a afirmação como “inconsequente e golpista” em nota enviada por escrito ao jornal “Folha de S. Paulo”. O ministro ressaltou na mensagem que a votação recorde do deputado – o mais votado da História do país – não legitima “investidas contra a ordem político-jurídica”.

“Essa declaração, além de inconsequente e golpista, mostra bem o tipo (irresponsável) de parlamentar cuja atuação no Congresso Nacional, mantida essa inaceitável visão autoritária, só comprometerá a integridade da ordem democrática e o respeito indeclinável que se deve ter pela supremacia da Constituição da República!!!! Votações expressivas do eleitorado não legitimam investidas contra a ordem político-jurídica fundada no texto da Constituição! Sem que se respeitem a Constituição e as leis da República, a liberdade e os direitos básicos do cidadão restarão atingidos em sua essência pela opressão do arbítrio daqueles que insistem em transgredir os signos que consagram, em nosso sistema político, os princípios inerentes ao Estado democrático de Direitos”, destacou o decano Celso de Mello.

Um dos ministros que não se identificar avaliou ao GLOBO a manifestação de Eduardo Bolsonaro como “uma mistura de autoritarismo com despreparo”.

— É uma declaração despropositada, sequer a matéria envolve o Supremo, a matéria é de competência do TSE. É uma mistura de autoritarismo com despreparo. Já é o segundo pronunciamento de gente das hostes dele nesse sentido em poucos dias — disse um dos ministros.

Ele se referia ao general Eliéser Girão, eleito deputado pelo PSL do Rio Grande do Norte, que propôs a prisão de ministros do Supremo que soltassem condenados por corrupção.

Após vídeo, Eduardo Bolsonaro diz que “nunca” defendeu o fechamento do STF

Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados

Eduardo Bolsonaro justificou ainda que o vídeo foi gravado há quase quatro meses e atribuiu sua publicação agora à proximidade das eleições

Do Estadão Conteúdo

Depois da repercussão de um vídeo no qual aparece dizendo que basta “um soldado e um cabo” para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), recuou, afirmando que nunca defendeu tal posição. “Se fui infeliz e atingi alguém, tranquilamente peço desculpas e digo que não era a minha intenção”, afirma em seu perfil das redes sociais.

O deputado também repetiu seu pai, que mais cedo afirmou a jornalistas que “se alguém falou em fechar o STF precisa consultar um psiquiatra”. “De fato essa pessoa precisa de um psiquiatra”, disse o parlamentar.

Eduardo Bolsonaro justificou ainda que o vídeo foi gravado há quase quatro meses e atribuiu sua publicação agora à proximidade das eleições. “Eu respondi a uma hipótese esdrúxula, onde Jair Bolsonaro teria sua candidatura impugnada pelo STF sem qualquer fundamento.

De fato, se algo desse tipo ocorresse, o que eu acho que jamais aconteceria, demonstraria uma situação fora da normalidade democrática.

Na sequência, citei uma brincadeira que ouvi de alguém na rua”, explicou. O parlamentar diz que o vídeo não é motivo para alarde, e que ele mesmo o publicou em suas redes sociais. Disse que está com a “consciência tranquila” e que o momento é de “acalmar os ânimos”.

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, rebateu hoje (21) as declarações feitas pelo deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) de que seriam necessários apenas “um cabo e um soldado” para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF). “No Brasil, as instituições estão funcionando normalmente e juiz algum que honra a toga se deixa abalar por qualquer manifestação que eventualmente possa ser compreendida como inadequada”, disse Rosa Weber.

No vídeo que circulou nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro está em uma sala de aula e diz que “para fechar o STF nem precisa mandar um jipe, basta mandar um cabo e um soldado”.

Questionado sobre o tema, o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse desconhecer o vídeo com as declarações do filho e afirmou que alguém tirou as falas de contexto.

Credibilidade

A entrevista coletiva convocada pelo TSE para este domingo, em Brasília, serviu como um ato da Justiça e também dos órgãos de segurança e de inteligência para reafirmar a credibilidade e lisura do processo eleitoral no Brasil. Todos os participantes, que representaram o TSE, órgãos de segurança e inteligência do governo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público Eleitoral, defenderam a inviolabilidade das urnas e a impossibilidade de fraude.

Questionados sobre as investigações quanto às denúncias de divulgação em massa por empresas pagas por meio de caixa 2, as autoridades foram protocolares. O processo corre sob sigilo e não foi divulgado prazo para conclusão do inquérito e outros encaminhamentos.

Segundo Elzio Vicente da Silva, delegado da Polícia Federal na área de combate ao crime organizado, o inquérito será concluído “em prazo razoável”, mas “imprevisível”.

O presidente da OAB, Cláudio Lamachia, disse que, em caso de confirmação de fraude na campanha eleitoral, a entidade poderá questionar o resultado das eleições. “Se tivermos qualquer situação nesta linha vamos submeter ao plenário do Conselho da Ordem que, de forma independente, irá agir”, disse.

Lamachia reiterou que é preciso confiar na “higidez das instituições”. O advogado destacou que as fake news “não fazem bem” à democracia e que o país precisa de equilíbrio e serenidade.

Clima polarizado

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchengoyen, afirmou que esta semana não deve ser vista como “a véspera de um apocalipse”. Para ele, “o Brasil não é um país de radicalismos nem de radicais”.

Etchengoyen também afirmou que, até o momento, o setor de inteligência do governo não identificou “nenhuma operação sistemática de desestabilizar as eleições” e não há indício de ameaças ao pleito do próximo fim de semana.

“A partir da próxima segunda-feira (29), teremos um único presidente da República, que será obrigatoriamente o presidente de todos nós. Se o momento é difícil, o Brasil sempre encontrou a forma, o momento e as convergências para construir a conciliação necessária e a pacificação”, afirmou.

O ministro minimizou o impacto das notícias falsas (fake news) no curso da campanha presidencial.

Existem muitos instrumentos para interferência do processo eleitoral. Fake news talvez seja o menor deles”, destacou. (Fonte: Agência Brasil)


Bolsonaro evitou comentar diretamente gravação de seu filho: ‘Desconheço esse vídeo. Duvido. Alguém tirou de

“Isso não existe, falar em fechar o STF. Se alguém falou em fechar o STF precisa consultar um psiquiatra”, afirmou o candidato, em coletiva na casa do empresário Paulo Marinho, onde grava vídeos para seu programa eleitoral. “Desconheço esse vídeo. Duvido. Alguém tirou de contexto.”

Bolsonaro falou também sobre as manifestações em favor de sua candidatura que ocorreram na manhã deste domingo em diversas cidades do País. “Está havendo hoje manifestação em todo o Brasil; assim como houve no domingo anterior ao primeiro turno”, disse. 

“Isso é sinal que a população está realmente preocupada com o futuro do Brasil. E quer alguém diferente do PT na Presidência da República. Então, eu sou grato a eles que, no momento, não fazem por eles, mas fazem pelo Brasil.”

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso usou as redes sociais neste domingo, 21, para criticar declarações do filho de Jair Bolsonaro. “As declarações merecem repúdio dos democratas. Prega a ação direta, ameaça o STF”, escreveu o ex-presidenete na tarde de hoje em seu Twitter. 

“Não apoio chicanas contra os vencedores, mas estas cruzaram a linha, cheiram a fascismo”, afirmou Fernando Henrique. “Têm meu repúdio, como quaisquer outras, de qualquer partido, contra leis, a Constituição”, conclui na mensagem. 

O candidato do PT, Fernando Haddad, reagiu ao vídeo e classificou a família de Bolsonaro como ‘grupo de milicianos’. O candidato derrotado à Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos, afirmou, também no Twitter, que o vídeo de Eduardo Bolsonaro “mostra bem o descompromisso dessa turma com a democracia”. “Aos setores do Judiciário que impulsionaram a onda antidemocrática no País fica o dito espanhol: ‘cria cuervos y te sacarán los ojos'”, acrescentou ele.

Em nota assinada por seu presidente, Claudio Lamachia, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) aponta ‘desafio’ na ‘preservação dos valores da democracia’ e ressalta a importância do Supremo Tribunal Federal (STF), com ‘papel fundamental’ no enfrentamento da crise no país. A entidade ainda afirmou que ‘é obrigação do Estado defender o STF’.