O colunista Bernardo Mello Franco, em sua coluna deste domingo no Globo (17), vai no ponto central da questão envolvendo Gustavo Bebianno, ao dizer que “o tiroteio verbal agravou a crise, mas desviou o foco de sua origem (…); como os repasses saíram do fundo eleitoral, o conflito de versões é o que menos importa; o essencial é saber quem embolsou o dinheiro público”.

O colunista Bernardo Mello Franco, em sua coluna deste domingo no Globo (17), vai no ponto central da questão envolvendo Gustavo Bebianno, ao explicar que “o tiroteio verbal agravou a crise, mas desviou o foco de sua origem. Bebianno está na berlinda porque comandava o PSL quando o partido que prometeu limpar a política declarou gastos com candidatos fantasmas”.

Esta é a questão principal, que o clã Bolsonaro está conseguindo desviar da opinião pública de maneira hábil. Diz Mello Franco que “como os repasses saíram do fundo eleitoral, o conflito de versões é o que menos importa. O essencial é saber quem embolsou o dinheiro público. E o que Bebianno está disposto a revelar sobre a ‘campanha mais pobre da história do Brasil’, nas palavras do presidente”.

O colunista cita as falas do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sobre Chico Mendes, de Damares Alves, e suas “cascatas em série”, e também do chanceler Ernesto Araújo, que nega as mudanças climáticas e promete libertar o Itamaraty do ‘marxismo cultural’, para dizer que “se a mentira virasse critério de corte, sobraria pouca gente no governo”.

Mello Franco faz um paralelo com o ídolo de Jairo Bolsonaro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que “reage a cada desmentido acusando a imprensa de difundir ‘fake news’”. Segundo levantamento do The Washington Post no final de 2018, Trump contou mais de 5.600 mentiras no ano, média superior a 15 mentiras por dia.