Instituições financeiras, consultadas pelo Banco Central (BC), reduziram a projeção para o crescimento da economia, neste ano e em 2020. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 2,53% para 2,50%, em 2019.

Para o próximo ano, a expectativa caiu de 2,60% para 2,50%. Em 2021 e 2022, a projeção segue em 2,50%. Essas são as previsões de instituições financeiras consultadas pelo BC todas as semanas sobre os principais indicadores econômicos.

A inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 4% este ano.

Na semana passada, a projeção para o IPCA estava em 4,01%. A estimativa segue abaixo da meta de inflação (4,25%), com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%, este ano.

Para 2020, a projeção para o IPCA segue em 4%, há 82 semanas seguidas. Para 2021 e 2022, a estimativa permanece em 3,75%.

A meta de inflação é 4%, em 2020, e 3,75%, em 2021, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

O BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano, para alcançar a meta da taxa inflacionária.

De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2019 em 7% ao ano e continuar a subir em 2020, encerrando o período em 8% ao ano, permanecendo nesse patamar em 2021 e 2022.

O Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic para conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da taxa básica de juros indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,75 no final deste ano, e em R$ 3,78, no fim de 2020.

CADU ROLIM/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

CADU ROLIM/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O repórter-fotográfico do jornal O Estado de S. Paulo foi até Brumadinho e relata parte da experiência vivida. Confira o depoimento:

A busca é feita pelo cheiro, pelo olhar atento que percorre a superfície da lama fétida, em busca de algum sinal de corpo humano, ou do que restou dele. Os brigadistas apontam para algo no meio do barro. Acompanho de longe, ao lado da casa que foi engolida pelo rejeito. Dali, não consigo ver nada além de entulho. “É um corpo. Vamos até lá”, diz um deles.

Na equipe, são 11 brigadistas em operação. Dois deles entram no mato e voltam carregados de galhos para lançar sobre o barro mole. Vão fazendo uma ponte improvisada até chegar ao que parece ser parte de alguém. Um brigadista se volta para mim. Penso que serei expulso. A área foi isolada e não há mais ninguém ali. Ele pede ajuda. “Ei, você, me dá essa madeira aí no canto, rápido”, diz ele, apontando um pedaço da porta que restou de um guarda-roupas. Entrego a madeira. Eles lançam sobre o barro.

Caminhar na lama ainda é impossível. Dois dias depois da enxurrada de rejeito da Vale varrer o Córrego do Feijão e estraçalhar tudo o que encontrou pela frente, o barro ainda segue mole. Um passo em falso e você afunda até as canelas, sem conseguir sair. Para a equipe de brigadistas que trabalha nas margens do desastre, nesta região de Brumadinho conhecida como “Berço Alberto Flores”, o limite do salvamento são cinco, seis metros lama adentro. “Qualquer coisa para além disso, é risco de não conseguir voltar”, me diz um deles. “Procuramos sobreviventes, sempre. Mas aqui, a verdade é que estamos nos guiando pelo cheiro dos corpos ou pelo o que conseguimos ver.”

Andando sobre as madeiras, eles chegam ao que seria um corpo humano. É. Com luvas, um deles se abaixa e passa a recolher órgão de alguém. Vísceras, estômago, fígado. Roupa. Em fila indiana, passam de mão em mão o que encontraram pela frente, até depositar as partes sobre uma manta metálica no chão.

Rapidamente recolhem o material e somem pela mata. O deslocamento de vítimas que têm sido encontradas próximas de estradas é feito por meio de ambulâncias. Em áreas mais remotas, o trabalho é apoiado pelo helicópteros, que não param de cruzar o céu.

Olho para o horizonte do mar de lama que se abriu na mata. Ao longe, nos cantos da vegetação, é possível ver mais mantas metálicas espalhadas, aguardando para serem recolhidas.
“É melhor você ir agora”, me diz um dos brigadistas. “Essa região ainda não está segura e foi isolada, o solo ainda está muito movediço.”

Me despeço e saio pela mata. Toda a região foi cercada pela polícia e os acessos pelas estradas estão proibidos. Meu acesso à equipe de brigadeiros se deu casualmente, quando decidi entrar por uma estrada de terras que seguia até o curso do Rio Paraopeba, outra vítima fatal da catástrofe. Sítios e chácaras que não foram inundados estão vazios, com as portas trancadas. A polícia ronda a região, por causa de saques que ocorreram em algumas áreas.

Uma dessas casas é a chácara “Recanto Feliz”, número 126, bem na beira da estrada que foi interditada pelo mar de rejeitos de minério de ferro. Sobraram sinais da felicidade por ali. Brinquedos de crianças largados no sofá. Na pia, louça suja de um almoço feito dois dias atrás. Na varanda, uma casinha de madeira para as crianças com vista para o que era o córrego. Não há mais vista. Nem crianças.

Edson Silva - 2011/Folhapress

O relatório do mês de janeiro do programa Bolsa Família aponta que o número de famílias beneficiadas foi reduzido em 381 mil em relação a dezembro de 2018.

O corte, segundo o Ministério da Cidadania, é fruto de procedimentos que geram cancelamentos por “inadequações” e desligamentos voluntários.

Segundo o programa, em dezembro foram pagas 14,1 milhões de famílias. Já no primeiro mês do ano foram 13,7 milhões.

O pagamento dos beneficiários começou na sexta-feira, dia 18, e obedece um calendário que leva em conta o número final de cadastro da família. Janeiro é o primeiro mês do programa sob o governo de Jair Bolsonaro (PSL), que assumiu dia 1º..

Jovem morre afogado em Sertânia

Na noite deste domingo, dia 27, foi encontrado o corpo do jovem MAELSON CAMPOS, 19 anos, filho de Marcos moto-táxi e irmão de João Coca-Cola. O mesmo foi encontrado enganchado numa rede de pesca.
Segundo informações da polícia, a GT local foi acionada pela Central da 2ª CPM para averiguar um caso de afogamento próximo a Barragem dos Campos. De acordo com as testemunhas que estavam com a vítima na hora do fato, viram subir e descer várias vezes e depois não a viram mais. 
Foi acionado o Corpo de Bombeiros que iria iniciar as buscas, porém até a conclusão dessa ocorrência o corpo foi localizado por populares na barragem. A ocorrência foi repassada para DP local para providências legais cabíveis.
O corpo de MAELSON será encaminhado para o IML de Caruaru, seu sepultamento ocorrerá em Sertânia.
Prioridade é procurar sobreviventes, diz delegação israelense 

Divulgação-PR

O chefe da delegação de Israel que chegou a Brumadinho (MG) após o rompimento da barragem da mineradora Vale, coronel Golan Vach, disse hoje (28) que a prioridade, neste primeiro momento, é encontrar sobreviventes. O plano é utilizar tecnologia israelense para detectar sinais de aparelhos celulares que permanecem ligados quase quatro dias após a tragédia.

Durante coletiva de imprensa, Vach explicou que a equipe sobrevoou  nas primeiras horas da manhã. a área onde os rejeitos foram derramados. Após o reconhecimento da região, segundo ele, a delegação terá uma noção completa do que precisa ser feito. Os primeiros homens da comitiva já chegaram às margens do Rio Paraopeba, onde o trabalho com radares será feito.

O coronel elogiou o trabalho das forças brasileiras que trabalham quase que de forma ininterrupta desde a tarde da última sexta-feira (25). “Eles trabalham em um local muito complicado e muito perigoso.” Em um segundo momento, sonares israelenses serão utilizados na localização de corpos que permanecem submersos nos rejeitos. A tecnologia é capaz de localizar corpos que estão entre 3 e 4 metros abaixo da lama.

Governador

Após a chegada da comitiva israelense a Brumadinho, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou que a tecnologia estrangeira deve aumentar a possibilidade de encontrar sobreviventes no local da tragédia, além de dar mais agilidade na recuperação de corpos. “O que, de certa forma, vai amenizar e muito a angústia que as famílias dessas vítimas têm passado”, destacou.

Zema reforçou que, neste momento, não há necessidade de envio de donativos e que a grande preocupação de todos que estão no local é localizar sobreviventes e vítimas. “Sou muito grato ao nosso pessoal, que tem se empenhado muito. Polícia militar, polícia civil, corpo de bombeiros têm feito o possível e o impossível. E, a partir de hoje, somando as forças de Israel, com toda certeza esse trabalho vai melhorar e vai ser agilizado”, concluiu.

Agência Brasil

Bolsonaro passa por cirurgia na manhã de hoje em São Paulo 

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A cirurgia de retirada da bolsa de colostomia e de reconstrução do trânsito intestinal do presidente Jair Bolsonaro começou às 6h30 de hoje (28). A operação é feita no centro cirúrgico do Hospital Israelita Abert Einstein, na capital paulista, onde o presidente deu entrada no sábado (26).

Há quatro meses, desde o ataque a facadas em Juiz de Fora, Minas Gerais, Bolsonaro utiliza a bolsa em seu corpo. No ano passado, ele passou por outras duas cirurgias de emergência.

O porta-voz da presidência, general Otávio Santana do Rêgo Barros, concederá entrevista ao meio-dia para divulgar o estado de saúde do presidente. Além do porta-voz, estão no hospital o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, a esposa Michele Bolsonaro e os filhos Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro.

Passadas 48 horas da cirurgia, Bolsonaro voltará ao trabalho, no hospital, onde deve ficar 10 dias em recuperação. O hospital organizou um espaço para o presidente despachar.

A equipe responsável pelo procedimento é o cirurgião Antônio Luiz Macedo, o cardiologista Leandro Echenique e o superintendente Miguel Cendoroglo.

Agência Brasil