A relação com a moeda americana, aliás, é um dos critérios utilizados pela Petrobras para definir preço cobrado pelo combustível, bem como também a avaliação do mercado internacional de petróleo e gasolina.

Apesar da redução nas refinarias, o valor que chegará para o consumidor final nos postos de combustíveis vai depender das distribuidoras e dos próprios donos de postos, que podem repassar ou não os novos reajustes.

Bolsonaro escolhe como slogan do governo a expressão ‘Pátria Amada, Brasil’

O governo do presidente Jair Bolsonaro lançou nesta sexta-feira (04) sua marca. O slogan é um trecho do hino nacional –”Pátria Amada, Brasil”– e a logo tem as cores da bandeira nacional: verde, amarelo e azul.

O lançamento foi feito pelo Twitter do presidente Jair Bolsonaro. O militar disse que o mais importante é a economia trazida com a iniciativa.

Em vídeo feito pela Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), o governo afirma que o eleitor de Bolsonaro foi às urnas por “um novo Brasil, sem corrupção, sem impunidade, sem doutrinação nas escolas e sem a erotização de novas crianças”.

A assessoria de comunicação da Presidência da República havia afirmado nesta sexta-feira (04) que o anúncio da nova marca do Governo Federal seria feito pelas redes sociais.

De acordo com a nota enviada à imprensa (íntegra), é a primeira vez que a divulgação é feita dessa forma. A Secom afirma que a economia será de “mais de R$ 1,4 milhão”, que seria o valor previsto para divulgação pela televisão.

Divergência já evidencia disputa no governo Bolsonaro

Paulo Guedes( esq), futuro ministro da Economia, e Onyx Lorenzoni, apontado para Casa Civil

As idas e vindas em torno do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da proposta de reforma da Previdência revelaram uma disputa interna na equipe do presidente Jair Bolsonaro logo na primeira semana do novo governo. De um lado está o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e, de outro, o ministro da Economia, Paulo Guedes. O primeiro é o capitão do time e o segundo tem a chave do cofre.

A elevação do IOF para compensar a perda de arrecadação com a extensão de incentivos às regiões Norte e Nordeste, anunciada na sexta-feira, 4, pelo presidente e depois descartada pelo secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, chegou mesmo a ser cogitada por Guedes. O núcleo político do governo teria, no entanto, vencido a queda de braço e conseguido derrubar a proposta, considerada impopular.

No Palácio do Planalto há quem atribua o vazamento da notícia sobre o aumento do IOF ao ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que faria uma espécie de “dobradinha” com Guedes. Nos bastidores, Onyx e Bebianno disputam o protagonismo nas articulações políticas.

Não é de hoje que o chefe da Casa Civil anda se estranhando com o titular da Economia. Nos últimos dias, Onyx ficou muito contrariado ao saber que Guedes convenceu o PSL de Bolsonaro a apoiar a candidatura à reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

No diagnóstico do ministro da Economia, a recondução de Maia é fundamental para que o governo tenha mais tranquilidade no Congresso e consiga aprovar, por exemplo, a reforma da Previdência. Bebianno tem a mesma avaliação de Guedes e acha até mesmo que alguma mudança nas regras da aposentadoria já poderia ter passado pelo Congresso se o aval a Maia já tivesse sido anunciado.

Resistência

Apesar de ser do DEM, Onyx resistia ao apoio a Maia. Ficou ainda mais irritado ao saber que a aproximação entre o PSL e Maia foi feita por Guedes. Para acalmar o chefe da Casa Civil, deputados eleitos do PSL disseram que foram obrigados a vencer as resistências a Maia porque, caso contrário, o partido de Bolsonaro ficaria isolado, sem assento em comissões estratégicas da Câmara, como Constituição e Justiça e Finanças e Orçamento.

Onyx só se convenceu mesmo depois que integrantes da nova assessoria de apoio parlamentar da Casa Civil – formada por deputados não reeleitos – disseram que, se Maia fosse “ignorado” pelo PSL, criaria muitos problemas para o Planalto em votações.

O ministro da Casa Civil também tem sido o protagonista de informações consideradas desencontradas sobre a proposta de reforma da Previdência. Isso desagrada à equipe técnica que elabora o texto porque aumenta as incertezas em torno da estratégia para a proposta que será apresentada depois que o novo Congresso voltar aos trabalhos, em fevereiro.

A entrevista dada pelo presidente na noite de quinta-feira ao SBT, comentando pontos ainda não definidos da proposta, trouxe preocupação ao mercado, que viu risco de a reforma ser muito branda.

O desencontro, na sexta-feira, na comunicação em torno das mudanças no IOF e das alíquotas do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), descartadas no final do dia pelo ministro da Casa Civil, também foi mal recebido pelos investidores.

No final do dia, Onyx tentou corrigir o problema. Segundo ele, Bolsonaro se “equivocou” ao falar do IOF e do IR. “Estava toda uma celeuma no País que era ter aumento de impostos. Não dá para o cidadão que votou no Bolsonaro para não ter aumento de impostos e ter aumento de impostos”, afirmou.

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