Cinco empresas forneciam o produto para hospitais do estado; em uma delas foram encontrados animais como sapos.

Sete fábricas de água adicionada de sais foram interditadas e quatro pessoas foram presas em flagrante, nesta terça-feira (6). As medidas foram tomadas durante a “Operação Poseidon”, coordenada pelo Ministério Público da Paraíba e realizada em municípios do Agreste, Cariri e Sertão paraibanos.

As principais irregularidades encontradas nas empresas foram equipamentos irregulares que não garantem a qualidade do produto, a ausência de adição de sais, problemas de higiene nos ambientes de produção e fabricação de água sem atender ao mínimo exigido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o Ministério Público, em alguns casos foram encontrados animais como sapos.

Algumas fábricas também não apresentaram nota fiscal de compra dos produtos adicionados à água e não comprovaram a procedência e qualidade do produto.

Entre os presos estão proprietários das empresas e responsáveis técnicos, que vão passar por audiência de custódia. Eles vão responder por crime de adulteração de produto, tornando-o impróprio para o consumo humano e podem serem penalizados com quatro a oito anos de prisão.

Onze fábricas foram inspecionadas nesta terça-feira e sete foram interditadas pela Anvisa. São elas: a “Cristal de Areia”, localizada em Areia; a “Fonte da Vida”, em Monteiro; a “Cristal Leve”, em Riacho dos Cavalos; a “Pureza”, em Conceição; a “Igapo”, em Sousa; a “Agrovida”, em Lagoa Seca; e a “Vale Cristal”, em Cajazeiras.

Mais duas empresas foram inspecionadas durante a operação: a “Santa Vitória”, em Alagoa Nova, e a “Terra Santa”, em Jericó, onde não foram detectadas irregularidades. Já as fábricas “Nova Fonte”, em Manaíra, e “Purifique”, em Pombal, foram notificadas e receberam recomendações dos órgãos.

Das sete fábricas fechadas pela Vigilância Sanitária, cinco forneciam água a hospitais e órgãos públicos: a “Cristal de Areia”, a “Fonte da Vida”, a “Cristal Leve”, a “Pureza” e a “Igapo”.

A ação foi coordenada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Secretaria da Receita Estadual (SER-PB) e Secretaria de Segurança e Defesa Social.

 

Grupo é preso suspeito de clonagem de carros e roubos a bancos, na PB

Sete pessoas foram presas na noite desta terça-feira (6) suspeitas de clonagem de carros e roubos a bancos na Paraíba. A prisão aconteceu no município de Bayeux e, com o grupo, a polícia apreendeu quatro armas, drogas, munições e uma farda da Polícia Militar. A suspeita da polícia é que o grupo estaria se preparando para um ataque a agência dos Correios da cidade de Sumé.

A Polícia Militar chegou até o grupo depois de parar um carro que passava no Centro de Bayeux. Após perseguição, foi constatado que o carro era clonado e que dentro dele estava o documento de uma moto também roubada. Os suspeitos informaram à PM que iriam buscar essa moto em Bayeux. No local, outra pessoa foi presa.

Entre os detidos estão dois homens de 32 e 38 anos, que são foragidos da Penitenciária de Segurança Média de João Pessoa. Outro homem é do estado de Pernambuco e foragido do Rio Grande do Norte por tráfico de droga. As munições, armas e o fardamento da PM foram encontrados no apartamento dele.

“O grupo estaria planejando um assalto aos correios da cidade de Sumé e também o ataque a uma das agências bancárias de Bayeux, conforme informações que recebemos. Isso tudo foi repassado para a Polícia Civil, que vai investigar a participação deles em outros crimes, não só na Paraíba, como em outros estados”, destacou o major Túlio Ramalho, comandante da 4ª Companhia Independente da PM.

Os presos foram identificados como Jonatas Mota de Oliveira, de 22 anos, Deoclécio do Nascimento Gomes, de 32, Jessele Christine Xavier de Queiroz, de 34 anos, Israel de Lima Silva, de 22, Everton Monteiro Rodrigues de Sousa, de 21, Jefferson Alex Soares Santiago,de 28 e Anderson de Lima Silva Fonseca, de 37. Todos foram encaminhados para a Central de Polícia Civil, em João Pessoa.

A Polícia Militar também encontrou, dentro de um mangue, o local exato onde os suspeitos enterravam armas e drogas, na cidade de Bayeux. O ponto foi descoberto em uma operação realizada pelos policiais da 4ª Companhia Independente, na manhã desta quarta-feira (7) . Uma espingarda foi apreendida, um revólver e 7kg de maconha.

A polícia foi até o local de barco, após receberem informações de que o grupo guardava as armas dentro de um mague, enterradas em tonéis. O material apreendido foi levado para a 5ª Delegacia Distrital, em Bayeux.