Com o anúncio de alta de 8,5% no preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP-P13), o gás de cozinha poderá chegar a custar até R$ 75 ao consumidor, segundo estimativa do Sindicato dos Revendedores de gás de Pernambuco (Sinregás-PE). Embora a alta nas refinarias já esteja em vigor desde ontem, o peso só deve chegar ao bolso do consumidor a partir desta quarta-feira (07).

Em algumas revendedoras do Recife o preço do botijão de 13 quilos seguia a média do mês de outubro divulgada pela ANP, de R$ 65.

“Hoje ainda estou conseguindo manter o valor. Recebi 500 botijões ontem à noite, mas amanhã já deve estar com novo preço”, diz Cosmo José da Silva, proprietário de uma revendedora na área central do Recife. No estabelecimento dele, o dia é de promoção, com botijão saindo por R$ 60.

No bairro de Santo Amaro, a JC distribuidora também ainda vendia o gás de cozinha por R$ 65. “Estou esperando chegar botijão. Por enquanto, ainda estamos mantendo o preço, mas não sei ainda qual vai ser o reajuste repassado pela distribuidora”, explica João Carlos, que comanda a distribuidora há 12 anos. 

De acordo com o presidente do Sindicato das Revendedoras de Gás de Pernambuco (Sinregás), não é possível afirmar com exatidão o valor que será repassado para o consumidor. “As revendedoras são livres na prática de preços. Por isso, fica até difícil especificar um valor. Mas com a taxa de reajuste, o preço médio do gás deve ficar entre R$ 70 e R$ 75”, confirma Ailton Júnior. 

REAJUSTES

Desde janeiro, quando a Petrobras que passou a reajustar o preço do gás trimestralmente, esta é a segunda alta do gás de cozinha no ano.  Em janeiro e abril a estatal reduziu o preço, mas em julho e agora a subir. 

A justificativa desta vez foi à desvalorização do real frente ao dólar e as elevações nas cotações internacionais do GLP, segundo comunicado da Petrobras. 

No acumulado do ano, a alta já é de 2,8%. Nas refinarias,  o atual reajuste eleva o preço do gás  R$ 1,97, passando de R$ 23,10 para R$ 25,07.