Depois de anos sofrendo agressões calada, Pamella Holanda decidiu divulgar toda violência doméstica que já sofreu de DJ Ivis. O caso ganhou repercussão nacional neste final de semana depois que a blogueira compartilhou vídeos que mostram ela apanhando do músico dentro de casa e na frente da própria filha.

Mas, o drama vivido por ela já vem desde a sua gravidez. Em áudios, que o colunista Leo Dias, do site Metrópoles, teve acesso, Pamella relata momentos de terror que já passou com o ex-marido. “A primeira vez que ele me bateu foi quando eu estava grávida. Ele é extremamente explosivo e agressivo. É um cara que não tem paciência com nada e explode com tudo. Ele não é nada do mostra e aparenta nos stories dele todo alegre. Ele é assim com todo mundo, e todos sabem”, começa ela.

As declarações são comprovadas por fotos, também divulgadas por ela nas redes sociais, que mostram diversos hematomas em diferentes partes do corpo. “Eu sempre pegava ele em conversa com outras mulheres, até dentro do banheiro em chamada de vídeo. Um dia deitei com ele na cama e resolvi mostrar o print da traição que rolava em grupos do WhatsApp. Foi na hora que ele quebrou meu telefone, jogou na porta e veio pra cima de mim. Tentou me estrangular no banheiro e na cama. E o tempo todo dizendo que iria fazer uma besteira, que iria me matar. Me deu uma cotovelada no olho, me encheu de socos nas costas. Fiquei cheia de hematomas”.

 

 

A blogueira relata também, que além das agressões, o DJ costumava deixar ela em casa em comida. “Me deixava sem dinheiro, cartão e comida. Barrava até a farmácia na portaria,” disse ela.

Marco Aurélio diz que já temia pelo Brasil com eleição de Bolsonaro

O ministro Marco Aurélio Mello durante sessão do STF

CNN Brasil

Em entrevista exclusiva à CNN Brasil, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, que se aposenta da corte nesta segunda-feira (12), disse que ainda em 2017, antes da eleição que levou Jair Bolsonaro (sem partido) à Presidência da República, já temia por uma vitória do então deputado federal, que segundo ele poderia ocorrer na esteira da ascensão de líderes populistas de direita em outras democracias.

Segundo o magistrado, em seminário da Universidade de Coimbra, em Portugal, ele disse “claramente, com todas as letras, em bom vernáculo, em bom português, que temia pelo Brasil a eleição como presidente da República do deputado federal Jair Bolsonaro, que fizera a vida política dele batendo em minorias”. “Premonição? Não, uma certa experiência de vida”, disse Marco Aurélio.

Apesar das críticas ao presidente, Marco Aurélio se colocou contra o impeachment de Bolsonaro, destacando que o chefe do Executivo “foi eleito, foi diplomado, é titular de um mandato”.

“Precisamos respeitar, como falei, as regras do jogo. Não é bom para o Brasil ter-se o afastamento de um dirigente maior do país. A repercussão interna é ruim em termos de insegurança, e a repercussão internacional, então, horrorosa”, argumentou.

Para Marco Aurélio, Bolsonaro terá de prestar contas ao eleitor em 2022, caso se candidate à reeleição. “Que o digam os eleitores em 2022, mas que até lá se observe realmente a diplomação dele, presidente Jair Bolsonaro”.

Sem arrependimentos

Nesta segunda-feira, Marco Aurélio encerrará um período de 31 anos como membro do Supremo Tribunal Federal, corte que presidiu entre 2001 e 2003 – papel que, segundo ele, é de ser “algodão entre os cristais” -, e onde protagonizou embates públicos com colegas, seja por meio da imprensa, nas turmas ou no plenário da Corte.