O número de mortes em Pernambuco em decorrência da influenza A H3N2 subiu para 30, segundo informou balanço da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) desta terça-feira (4). Os dados são de registros feitos até segunda-feira (3). O total de notificações aumentou para 5.253 casos confirmados.

Nesta nova rodada de análises feita pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE) foram obtidas 2.787 amostras laboratoriais positivas, sendo 19 novos óbitos. 

Dos 30 óbitos, 13 foram pessoas do gênero masculino e 17 do gênero feminino. Todos foram confirmados para a influenza A H3N2.

Os pacientes eram residentes do Recife (17), Palmares (3), Ipojuca (2), Jaboatão dos Guararapes (2), São Lourenço da Mata (2), Goiana (1), Olinda (1), Sirinhaém (1), Tracunhaém (1). 

As idades dos pacientes variam entre 1 e 92 anos. As faixas etárias são: 1 a 9 (1), 10 a 19 (1), 20 a 29 (1), 30 a 39 (3), 40 a 49 (2), 50 a 59 (4) e 60 e mais (18). Os pacientes apresentavam comorbidades e possuíam fatores de risco para complicação por influenza como diabetes, doença cardiovascular, doença renal crônica, cardiovasculopatias, hipertensão arterial e sobrepeso.

Dos 5.253 casos, 5.226 são de influenza A H3N2 e 27 influenza A não subtipada. Do total de registros, até o momento, 371 (7,1%) apresentaram Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). (Via: Folha PE)

 

Brasil registra mais de 19 mil casos de Covid 

A média móvel de casos chegou agora a 9.874, crescimento de 223% em relação aos dados de duas semanas atrás. Já a média de mortes está estável (sem variações superiores a 15%) e é de 96.

— O Brasil registrou 19.091 casos de Covid, nesta terça-feira (4), em mais um dia de alta de casos e de média móvel de infecções. O país também teve o registro de 178 mortes. Com isso, desde o início da pandemia, 619.426 perderam a vida e 22.322.027 pessoas foram infectadas pelo Sars-CoV-2.

A média móvel de casos chegou agora a 9.874, crescimento de 223% em relação aos dados de duas semanas atrás. Já a média de mortes está estável (sem variações superiores a 15%) e é de 96.

Alguns fatores podem explicar o crescimento na média de infecções. Um deles é o ataque hacker, ocorrido em dezembro, aos sistemas do Ministério da Saúde, o que levou a problemas para registros de dados da Covid. Com isso, os dados ficaram, por algum tempo, artificialmente mais baixos.

Ao mesmo tempo, não é possível deixar de lado a expansão da extremamente mais contagiosa ômicron no Brasil. A variante levou a explosão e recordes de casos em diversos países no mundo. Soma-se a isso, ainda, o maior número de encontros e a movimentação associados ao fim de ano, o que já vinha sendo dito que poderia resultar em aumento nas infecções.

Os dados do país, coletados até 20h, são fruto de colaboração entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são recolhidas pelo consórcio de veículos de imprensa diariamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Os dados da vacinação contra a Covid-19 também estão entre os afetados, em diversos estados, pelo ataque à página do ministério. De toda forma, as informações foram ao menos parcialmente atualizadas em 13 estados e no Distrito Federal.

O Brasil registrou 841.327 doses de vacinas contra Covid-19, nesta terça-feira. De acordo com dados das secretarias estaduais de Saúde, foram 189.471 primeiras doses, 168.410 segundas doses. Além disso, foram registradas 483.816 doses de reforço.
O número de doses únicas ficou negativo (-370). Isso ocorreu por causa de uma revisão nas aplicações no Ceará (-1.445) e em Minas Gerais (-147).

Ao todo, 161.458.181 pessoas receberam pelo menos a primeira dose de uma vacina contra a Covid no Brasil -139.090.896 delas já receberam a segunda dose do imunizante. Somadas as doses únicas da vacina da Janssen contra a Covid, já são 143.707.365 pessoas com as duas doses ou com uma dose da vacina da Janssen.

Assim, o país já tem 75,69% da população com a 1ª dose e 67,37% dos brasileiros com as duas doses ou com uma dose da vacina da Janssen. Considerando somente a população adulta, os valores são, respectivamente, de 99,61% e 88,66%.

Mesmo quem recebeu as duas doses ou uma dose da vacina da Janssen deve manter cuidados básicos, como uso de máscara e distanciamento social, afirmam especialistas.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

França detecta nova variante “IHU” da Covid-19

Em artigo assinado pelo professor Philippe Colson e publicado na revista científica digital medRxiv, os cientistas franceses apontam que a variante tem provável origem em Camarões.

Variante IHU infectou 12 pessoas na França e tem provável origem em Camarões. (Foto: Pexels)

Mais uma cepa do novo coronavírus foi descoberta no sul da França pelo Instituto Mediterrâneo de Infecção do Centro Hospitalar Universitário. A variante, denominada B.1.640.2 ou “IHU”, apresenta 46 mutações e 37 deleções genéticas (alterações cromossômicas), sendo 9 na proteína “spike”, utilizada para se prender às células humanas. A França já registrou 12 casos desta variante.

Em artigo assinado pelo professor Philippe Colson e publicado na revista científica digital medRxiv, os cientistas franceses apontam que a variante tem provável origem em Camarões. O novo vírus não apresenta sinais de que seja mais letal ou contagioso que outras cepas, mas ainda deve ser avaliado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) entre variante de interesse ou de preocupação, como é o caso da ômicron.

O primeiro caso de infecção desta nova cepa é de um homem totalmente vacinado que voltou de viagem do país africano, mas apresentou apenas sintomas respiratórios leves.

“Essas observações, no geral, mostram mais uma vez a imprevisibilidade do surgimento de novas variantes do coronavírus, e sua introdução pelo exterior exemplifica a dificuldade de controlar a disseminação subsequente”, afirmou Colson.