Os casos de dupla infecção por covid e influenza, chama de “flurona” tem aumentado no Brasil, mas ainda não se conhecia um caso de tripla infecção.

Em intervalo de seis dias, mulher com tripla infecção participou de torneio esportivo, confraternização e encontro familiar (Foto: iStock)

 

Uma moradora de Botucatu, no interior de São Paulo, foi diagnosticada com covid-19, gripe e resfriado comum ao mesmo tempo. A mulher tem 49 anos e é médica. O caso foi revelado pelo portal Uol.

Quem detectou o aso foi o infectologista Alexandre Naime Barbosa, chefe do departamento de Infectologia da Universidade do Estado de São Paulo, a Unifesp. Ele foi o responsável por atender a paciente em Botucatu.

Os casos de dupla infecção por covid e influenza, chama de “flurona” tem aumentado no Brasil, mas ainda não se conhecia um caso de tripla infecção.

A paciente passou pelo exame conhecido como “painel viral”, que identificou os três vírus. O procedimento testa a pessoa para diversos tipos de vírus respiratórios. Os resultados mostraram que a médica estava infestava pelos vírus da covid-19, da influenza e também por um adenovírus, responsável por gerar resfriado comum.

Em entrevista ao Uol, o médico revelou que a mulher participou de diversos encontros sociais. Entre os dias 14 e 19, foram cinco eventos. No dia 21, ela foi ao consultório dele, com sintomas. “Já havia dois dias de tosse seca, nariz escorrendo e dor no corpo”, descreveu Alexandre Barbosa. “Ela estava se expondo a pessoas que não utilizavam máscara”.

Para o infectologista, o caso mostra como as pessoas estão se expondo. “Mostra um entendimento errado do que seria flexibilização”, disse ao Uol. “É necessário que as pessoas sigam tendo as regras básicas de prevenção a qualquer infecção respiratória viral, que é o uso de máscara, o distanciamento social e evitar aglomerações e contato com muitas pessoas”.

O ocorrido seria um alerta da necessidade de se resguardar durante surtos virais. No caso do Brasil, a variante Ômicron se espalha com facilidade e a também há uma epidemia da gripe H3N2. “A superexposição que muitas pessoas tiveram nesse final de ano vai se traduzir em casos [de doenças respiratórias]. Não tenha dúvidas que, entre janeiro e começo de fevereiro, vai haver uma onda de síndrome gripal, e tudo misturado”, afirmou Alexandre Barbosa.