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O líder norte-coreano, Kim Jong Un, pediu desculpas pelo assassinato de um sul-coreano nas águas do país, informou nesta sexta-feira o gabinete da presidência de Seul, citado pela agência de notícias Yonhap. 
Kim chamou o incidente de “assunto vergonhoso” e pediu desculpas “por ter decepcionado o presidente Moon Jae-in e os sul-coreanos”.
O pedido de desculpas da Coreia do Norte, em particular do próprio Kim, é algo extremamente incomum. A mensagem foi divulgada em um momento de congelamento das relações entre as Coreias, assim como das negociações entre Pyongyang e Washington pela questão nuclear.
Soldados norte-coreanos atiraram quase 10 vezes contra um homem que entrou ilegalmente nas águas do país e não se identificou, de acordo com a carta enviada por Kim à presidência sul-coreana.
A pessoa, supostamente um desertor e que trabalhava na indústria pesqueira, desapareceu na segunda-feira a bordo de um barco patrulha que navegava perto da ilha sul-coreana de Yeonpyeong, segundo uma fonte militar da Coreia do Sul.
Yeonpyeong fica a um quilômetro e meio da fronteira marítima com o Norte. 
Este foi o primeiro sul-coreano assassinado pela Coreia do Norte em 10 anos.
Em novembro de 2010, o exército de Pyongyang bombardeou a ilha sul-coreana de Yeonpyeong e matou quatro pessoas, dois civis e dois soldados.
Alguns meses antes, um navio de guerra, o “Cheonan”, foi torpedeado, de acordo com Seul, por um submarino norte-coreano, um ataque que matou 46 marinheiro. Pyongyang sempre negou qualque envolvimento.

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TRE-RJ retoma julgamento que pede inelegibilidade de Crivella — Foto: Reprodução

TRE-RJ aprova inelegibilidade de Crivella por unanimidade

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) decidiu tornar o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), inelegível por seis anos, por abuso de poder político e conduta vedada a agente público. A votação desta quinta-feira (24) foi por unanimidade, por 7 votos.

Na terça (22), o julgamento tinha sido interrompido com um placar de 6 a 0, quando o desembargador Vitor Marcelo Rodrigues havia pedido vistas para analisar o processo. Rodrigues argumentou ter tido pouco tempo para se inteirar sobre o julgamento – ele foi nomeado no TRE no último dia 31 pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Por unanimidade, TRE-RJ aprova inelegibilidade de CrivellaPor unanimidade, TRE-RJ aprova inelegibilidade de Crivella

O prefeito foi condenado também a pagar multa de até R$ 106,4 mil. A decisão prevê a imediata comunicação ao Juízo Eleitoral responsável pelo registro das candidaturas, independentemente de recurso. A defesa do prefeito diz que ele vai recorrer e que estará apto para concorrer à reeleição.

TRE-RJ retoma julgamento que pede inelegibilidade de Crivella — Foto: Reprodução

Recém-nomeado advogado de defesa, Rodrigo Roca pediu uma questão de ordem no início da sessão, que não lhe foi concedida.

“O julgamento é nulo pelo cerceamento de defesa, já que o advogado não pôde usar a palavra nem mesmo pela ordem, como é da sua prerrogativa”, afirmou.

O prefeito é candidato à reeleição e, segundo o Tribunal Regional Eleitoral, fica inelegível nesta eleição — a menos que a situação seja revertida em alguma instância superior, como o Tribunal Superior Eleitoral ou o Supremo Tribunal Federal.

Fontes ouvidas pela GloboNews dizem que o prefeito pode obter uma medida cautelar em instâncias superiores, o que lhe daria direito a concorrer. A defesa diz que vai recorrer em e entende que ele está apto a participar do pleito.

Gustavo Sampaio, professor de Direito da UFF, explica a situação.

“Quando o Tribunal Regional Eleitoral de um estado, como o Rio de Janeiro, decreta inelegibilidade no âmbito de eleição estadual ou federal, cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral. A rigor esse recurso não suspende os efeitos da decisão, mas ele pode tentar uma medida cautelar, apresentando as suas justificativas, como a iminência do processo eleitoral, por exemplo, que já está aí se avizinhando, para pedir efeito suspensivo nesse recurso e, com isso, conservar a validade da inscrição dele de candidato a prefeito do Rio de Janeiro.”

O advogado Saul Tourinho, ouvido pelo RJ2, aposta que Crivella deve conseguir reverter a decisão.

“É uma grande jornada, não há duvida disso e posso dizer que, pela experiência no TSE, certamente essa disputa não se encerra nessa eleição. Todavia, o registro da candidatura que já foi feito, ele não vai ser fulminado por conta dessa decisão que ainda precisa ser publicada e contra ela ainda cabe recurso. Ou seja, nada obstante o prefeito tenha o direito de recorrer e concorrer sob júdica, ou seja, submetido a uma disputa judicial, todos os atos de campanha seguirão absolutamente rígidos”.

Caso da Comlurb

O novo advogado de Crivella, Rodrigo Roca, pediu ainda a suspeição do desembargador Gustavo Teixeira. Ele, segundo a defesa do prefeito, é advogado da Lamsa, concessionária da Linha Amarela que vive uma guerra jurídica com a Prefeitura. O pedido ainda não foi analisado.

A gestão de Crivella determinou a encampação da Linha Amarela e a redução da cobrança do pedágio.

A promotora Silvana Batini pediu que a certidão do julgamento seja feita em regime de urgência. O desembargador relator Cláudio Dell’Orto pediu também que os juízos eleitorais sejam comunicados imediatamente, inclusive os responsáveis pelo rejeito de candidaturas.