Política

O candidato Sandrinho Palmeira (PSB) teve aumento de sua vantagem para os demais opositores, Zé Negão  (Podemos) e Capitão Sidney (PSC) de acordo com pesquisa do Instituto Múltipla realizada neste dia 5 de novembro.

O vice-prefeito e candidato à prefeitura tem na pesquisa estimulada, em que são oferecidas as opções para o eleitor 51%. Na pesquisa anterior eram 42,7%. O segundo colocado é o ex-presidente da Câmara e candidato do Podemos, José Negão, que aparece com 24% dos votos. Zé oscilou positivamente um ponto.

O Capitão Sidney Cruz, do PSC, vem na sequência, subindo para 5,7%. Ganhou dois pontos em relação à pesquisa anterior. Declararam voto branco ou nulo, 8%. O número de indecisos caiu para 10%. Eram 22,3%.  Não opinaram, 1,3%.

Na pesquisa espontânea, em que não são oferecidas opções para o eleitor, Sandrinho tem 46%, contra 17,3% de Zé Negão e 3% de Capitão Sidney. São 19,7% indecisos, 6,7% não opinaram, 7,3% disseram votar branco ou nulo.

No item rejeição, Zé Negão tem 57,7%, Capitão Sidney 57,3% e Sandrinho, 35%. Os três cresceram nesse critério, normal à medida que vai se solidificando o voto, segundo o Múltipla. Quem vota em um, tende a rejeitar os outros dois.

Aprovação de Patriota: principal cabo eleitoral do candidato socialista, o prefeito José Patriota (PSB) tem aprovação de 72%, oscilando negativamente dentro da margem de erro. Na pesquisa anterior eram 75,3%.

Um total de 17% desaprovam – eram 15,3 e 11% não opinaram. Quando a população é chamada a classificar a gestão, 15% consideram o governo ótimo, 43% dizem que é bom, 30,7%, regular, 4,3% o colocam como ruim, 5,3% como péssimo e 1,7% não opinaram.

Na pesquisa de outubro, ele tinha 16,7% consideram o governo ótimo, 48% dizem que é bom, 28,3%, regular, 3% o colocam como ruim, 3,7% como péssimo e 0,3% não opinaram.

A pesquisa tem o registro sob o número PE-00148/2020. Foram 300 entrevistas realizadas dia 5 de novembro. A margem de erro é de 5,7% para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

Nome da entidade que realizou a pesquisa: André Cavalcante Falabella LTDA.  Nome de fantasia: Instituto de pesquisa Múltipla. Nome do contratante: André Cavalcante Falabella LTDA. Nome de fantasia: Instituto de pesquisa Múltipla. O Múltipla é o único instituto que divulga o relatório completo da pesquisa: Relatório .

Via blogNill

Múcio decidiu antecipar sua aposentadoria para 31 de dezembro. Ele poderia ficar mais três anos no tribunal, até completar 75 anos.

Apesar de só sair em definitivo no final do ano, Múcio comunicou ao presidente que formalizará o pedido de aposentadoria nas próximas semanas. (Foto: Reprodução)

— O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) avisou ao presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), José Múcio Monteiro, que indicará o ministro Jorge Oliveira (Secretaria-Geral) para substituí-lo na corte.

Múcio decidiu antecipar sua aposentadoria para 31 de dezembro. Ele poderia ficar mais três anos no tribunal, até completar 75 anos.

Apesar de só sair em definitivo no final do ano, Múcio comunicou ao presidente que formalizará o pedido de aposentadoria nas próximas semanas.

Segundo o próprio presidente do TCU relatou a pessoas próximas no final de semana, Bolsonaro afirmou a ele que optou por Oliveira para a vaga no tribunal.

Formado em direito e policial militar aposentado, Oliveira é amigo de Bolsonaro e de seus filhos. O pai do ministro, o capitão do Exército Jorge Francisco, morto em abril de 2018, trabalhou no gabinete de Jair Bolsonaro por mais de 20 anos quando ele ocupou uma das cadeiras da Câmara.

Nessa conversa, na semana passada, Bolsonaro também teria questionado se Múcio se interessava em ser alocado em alguma área do governo. O ministro do TCU afirmou que não.

Antes de Oliveira, o ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Wagner Rosário, era o mais cotado para o cargo. Como mostrou a Folha de S.Paulo no mês passado, porém, o nome dele enfrenta resistência no tribunal.

Em caráter reservado, Rosário é descrito por integrantes da corte como um burocrata que criou arestas ao defender pautas corporativas da CGU contra o Tribunal de Contas.
Se mantiver a decisão de indicar Oliveira até o final, Bolsonaro terá de encontrar um substituto para a Secretaria-Geral.

O ministro é hoje um dos principais conselheiros de Bolsonaro e ocupa um cargo estratégico por chefiar a SAJ (Subchefia de Assuntos Jurídicos), em que são elaborados e por onde são publicados os principais atos do governo. Por isso, Bolsonaro precisa de um aliado de primeira hora para o cargo.

Na última vez em que foi aventada a saída de Oliveira, quando o ministro foi convidado para assumir o Ministério da Justiça mas recusou, o presidente chegou a conversar com o secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência, almirante Flávio Rocha, para substituí-lo.

Hoje, o nome do militar é o mais cotado para assumir a Secretaria-Geral da Presidência.

Entre integrantes do Judiciário, a ida do ministro Oliveira para o TCU é vista como uma forma de ele ganhar musculatura para eventualmente ocupar uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

Oliveira resistia a ir para a corte neste ano. A diversos aliados ele dizia não se sentir preparado para ocupar uma cadeira no Supremo e avaliava que o ideal era que ele fosse indicado a uma terceira vaga. Para isso, porém, ele conta com a reeleição de Bolsonaro em 2022.

Sem acordo entre os parlamentares, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), cancelou as sessões do Congresso previstas para ontem. Deputados e senadores analisariam o veto do presidente Jair Bolsonaro à prorrogação da desoneração da folha de salários a 17 setores da economia. Ainda não foi definida uma nova data para que o assunto seja levado ao plenário.
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A Presidência do Senado explicou, em nota, que decidiu cancelar a sessão “diante da inexistência de entendimento suficiente por parte das lideranças do Congresso Nacional sobre as matérias a serem deliberadas na sessão”.
Os parlamentares tendem a derrubar o veto e estender a validade do benefício, mas ainda falta definir a origem do dinheiro para bancá-lo por mais um ano. Se o veto for mantido, a desoneração valerá até 31 de dezembro deste ano. Se for derrubado, até 31 de dezembro de 2021. Esse tempo a mais de validade pode custar até R$ 5 bilhões aos cofres públicos no ano que vem, pelos cálculos do Ministério da Economia.
Além disso, por lei, o Congresso não pode aprovar aumento de gastos sem previsão orçamentária. Antes que os parlamentares resolvam essa pendência, o veto não deve ser colocado para votação. O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), tenta negociar com lideranças partidárias um acordo que evite questionamentos jurídicos.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que o governo não quer desonerar a folha “só para quem tem lobby em Brasília”. Ele disse que a ideia é desonerar para todos, mas quer compensar a medida com “tributos alternativos”. A ideia dele é criar um imposto de base ampla sobre as transações digitais, como a antiga CPMF. Porém, não encontra respaldo do Congresso.
A favor da derrubada do veto, o senador Major Olímpio (PSL-SP) lamentou o cancelamento da sessão. “Mais um passa moleque na população. O fim da desoneração pode afetar 6,5 milhões de postos de trabalho. É um absurdo”, disse.
Sindicalistas também pressionam pela derrubada do veto. Na última segunda-feira, centrais sindicais fizeram um ato pedindo a derrubada do dispositivo e ampliação do benefício, com cerca de 250 manifestantes, em São Paulo. O protesto foi convocado pela União Geral dos Trabalhadores (UGT) e 17 sindicatos.
Com a derrubada do veto, 17 setores da economia continuarão liberados, até o fim de 2021, de pagar a contribuição previdenciária patronal, de 20% sobre os salários. As empresas devem descontar, no lugar, 1% a 4,5% do faturamento bruto. A desoneração beneficia construção civil, transportes rodoviário e metroferroviário, comunicação, tecnologia da informação, entre outros setores que mais empregam no país.
AL: 34 milhões de empregos perdidos
A crise do novo coronavírus causou a perda de 34 milhões de empregos na região da América Latina e do Caribe nos três primeiros trimestres de 2020. É o que informou, ontem, relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A taxa de ocupação caiu 5,4% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando à mínima histórica de 51,1%. O relatório alerta, também, para a queda drástica de renda, classificando a contração na América Latina e Caribe como a pior do mundo, com perda de 20,9% das horas de trabalho. O resultado é quase o dobro da média mundial, de 11,7%.

Por: Correio Braziliense

O assessor especial da Presidência da República Tércio Arnaud Tomaz prestou depoimento, em 11 de setembro, à PF (Polícia Federal) no inquérito que apura a organização e o financiamento de atos antidemocráticos. Confirmou a criação de páginas pró-Bolsonaro, mas negou que tenha promovido atos antidemocráticos.

As informações foram divulgadas neste sábado (19.set.2020) pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O assessor da Presidência foi intimado depois que seu nome foi citado em relatório da DRFLab (Digital Forensic Research Lab), ligada ao Atlantic Council. O grupo, que realiza análise independente de dados do Facebook, apontou que Tércio era responsável por páginas e contas com conteúdo de ataques a adversários políticos do governo. As páginas ainda veiculavam conteúdo “enganoso” e que mistura “meias-verdades para chegar a conclusões falsas”.

Tércio admitiu ter criado 6 páginas no Facebook: “Bolsonaro Opressor”, “Bolsonaro Opressor 2.0”, “Bolsonaro News”, “20 Oprimir”, “Extrema Vergonha na cara” e “Nordestinos com Bolsonaro 2018”. Disse, no entanto, que “nunca mascarou os seus dados ou IPs”. Também negou que tenha incitado atos antidemocráticos.

Sobre a existência de 1 “gabinete do ódio” dentro do Planalto, Técio afirmou que o nome surgiu pelo fato do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, “ser ativo nas redes sociais, causando em alguns momentos conflitos”. O assessor disse que, por conta de sua ligação com Carlos, “a mídia rotulou o grupo como ‘gabinete do ódio’”. Tércio é ex-assessor de Carlos Bolsonaro.

Ele confirmou que participa, junto com o blogueiro Allan dos Santos, de 1 grupo do WhatsApp. Segundo o relatório, Técio falou que “foi inserido [no grupo] por Allan, pois ele queria montar 1 grupo que pudesse se reunir na casa de Allan, semanalmente, para discutir temas relacionados ao governo federal com pessoas que estão dentro do governo”. Explicou que “nunca participou desses eventos e que se manteve no grupo como forma de se informar de temas de interesse”.

Allan dos Santos, responsável pelo site Terça Livre, é 1 dos investigados no inquérito da PF sobre atos antidemocráticos. Também é investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no inquérito das fake news.

O assessor falou que os deputados federais Paulo Martins (PSC-PR) e Daniel Silveira (PSL-RJ) também integravam o grupo, assim como “outras pessoas de baixo escalão do governo”.

CARLOS BOLSONARO NEGOU O USO DE ROBÔS

O vereador Carlos Bolsonaro prestou depoimento no mesmo inquérito, em 10 de setembro, como testemunha. Negou o uso de robôs para promover postagens em redes sociais. Disse que não produziu ou divulgou conteúdo que incitasse ataques ao STF.

“Jamais fui covarde ou canalha ao ponto de utilizar robôs e omitir essa informação”, declarou.

O vereador falou ainda que não participa da elaboração de políticas de comunicação feitas pelo governo federal. Segundo Carlos, ele apenas ajuda na divulgação do que foi produzido pela equipe de comunicação, reproduzindo o conteúdo em seus perfis nas redes sociais e nos do pai, o presidente Jair Bolsonaro.

O Estado de S. Paulo / Imagem: Reprodução

“Parabenizo o presidente Donald Trump pela determinação de seguir trabalhando, junto com o Brasil e outros países, para restaurar a democracia na Venezuela”, completou. (Foto: Reprodução)

 O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu na madrugada deste domingo (20) a visita do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, a Roraima, na reta final da eleição americana.

Nas redes sociais, Bolsonaro escreveu que a visita representa o quanto Brasil e Estados Unidos “estão alinhados na busca do bem comum”.

“Parabenizo o presidente Donald Trump pela determinação de seguir trabalhando, junto com o Brasil e outros países, para restaurar a democracia na Venezuela”, completou.

Na sexta-feira (18), Pompeo desembarcou em Roraima para uma visita de um dia ao Brasil. Acompanhado pelo chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, ele conheceu as instalações da Operação Acolhida e se reuniu com familiares de venezuelanos que migraram para o Brasil.

“Nossa missão é garantir que a Venezuela tenha uma democracia. Nós vamos tirá-lo [Nicolás Maduro] de lá”, disse Pompeo.

O ditador venezuelano é um dos principais focos de ataque da campanha do republicano, que defende e aplica sanções contra o regime.

A visita provocou a reação de políticos brasileiros. Ainda na sexta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que se tratava de uma “afronta às tradições de autonomia e altivez” da política externa brasileira.

Maia também lembrou que os Estados Unidos estão em período eleitoral, na qual o presidente Donald Trump busca a reeleição.

“A visita do Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, nesta sexta-feira, às instalações da Operação Acolhida, em Roraima, junto à fronteira com a Venezuela, no momento em que faltam apenas 46 dias para a eleição presidencial norte-americana, não condiz com a boa prática diplomática internacional e afronta as tradições de autonomia e altivez de nossas políticas externa e de defesa”, diz Maia na nota.

O presidente da Câmara dos Deputados também afirmou que seria necessário manter um convívio pacífico com os países vizinhos.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou suas redes sociais para também expressar indignação com a visita de Pompeo.

“Foi um desrespeito frontal à soberania do Brasil a atitude do ministro das Relações Exteriores, ao dar palco a descabidas declarações belicistas sobre Venezuela feitas em Roraima pelo secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, escreveu Lula.

O ex-presidente também expressou apoio a Maia, por sua manifestação contrária à visita.

“O povo brasileiro não quer uma guerra norte-americana por petróleo na América do Sul, ainda mais a partir do nosso território. Queremos paz e cooperação com nossos vizinhos. A era do porrete acabou”, afirmou, em referência à política do ex-presidente americano Theodore Roosevelt (1858-1919), contrário à ingerência de europeus em assuntos do continente americano e também proibindo ações na região que não partissem dos Estados Unidos.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) também usou suas redes sociais para afirmar que a “interferência dos EUA no Brasil ultrapassou todos os limites”.

“A presença de Mike Pompeo afrontando a Venezuela em território nacional é inconstitucional. Nosso país não pode virar um pária internacional pelo servilismo a nações externas”, escreveu.

O primeiro membro do governo a sair em defesa da visita havia sido o ministro das Relações Exteriores. Ernesto Araújo havia dito que a manifestação de Maia “baseia-se em informações insuficientes e em interpretações equivocadas”.

O chanceler também disse que sentia “orgulho” em trabalhar com os Estados Unidos.

“O povo brasileiro preza pela sua própria segurança, e a persistência na Venezuela de um regime aliado ao narcotráfico, terrorismo e crime organizado ameaça permanentemente essa segurança. O povo brasileiro tem apego profundo pela democracia e o regime Maduro trabalha permanentemente para solapar a democracia em toda a América do Sul”, afirmou em nota divulgada pelo ministério.

O chanceler afirmou que Brasil e Estados Unidos estão na “vanguarda da solidariedade ao povo venezuelano, oprimido pela ditadura Maduro”.

“Muito me orgulho de estar contribuindo, juntamente com o secretário de Estado, Mike Pompeo, sob a liderança dos presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, para construir uma parceria profícua e profunda entre Brasil e Estados Unidos, as duas maiores democracias das Américas. Só quem teme essa parceria é quem teme a democracia”, completou.

Por: Correio Braziliense

Uma decisão do ministro Celso de Mello coloca novamente o Supremo Tribunal Federal (STF) em choque com o Poder Executivo. O magistrado determinou, ontem, que o presidente Jair Bolsonaro compareça pessoalmente à Polícia Federal para depor sobre eventual tentativa de interferir na corporação. A determinação passou a constar no inquérito aberto após as declarações do ex-ministro Sergio Moro. No despacho, Celso de Mello afirma que Bolsonaro “é investigado, e não figura como testemunha”, por isso, não tem a prerrogativa de depor por escrito. A decisão foi tomada no dia 18 de agosto, mas o magistrado tirou licença médica e só a assinou nesta sexta-feira, no retorno ao trabalho. Por ora, o Planalto prefere avaliar o cenário e evitar ataques contra a Corte, que agora é presidida por Luiz Fux.
Mello também afirmou que Moro, por meio de seus advogados, poderá participar da oitiva, fazendo perguntas ao presidente. Essa parte do despacho irritou o governo. “O senhor presidente da República — que, nesta causa, possui a condição de investigado — deverá ser inquirido sem a prerrogativa que o artigo 221, inciso 1º, do CPP confere, com exclusividade, apenas aos Chefes dos Poderes da República, quando forem arrolados como testemunhas e/ou como vítimas (e não quando figurarem como investigados ou réus), a significar que a inquirição do Chefe de Estado, no caso ora em exame, deverá observar o procedimento normal, respeitando-se, desse modo, mediante comparecimento pessoal e em relação de direta imediatidade com a autoridade competente (a Polícia Federal, na espécie), o princípio da oralidade, assegurando-se ao senhor Sérgio Fernando Moro, querendo, por intermédio de seus advogados, o direito de participar do ato de interrogatório e de formular reperguntas ao seu coinvestigado”, escreve um trecho do despacho.
Celso de Mello não concordou com o argumento do procurador-geral da República, Augusto Aras, que entendeu que Bolsonaro poderia depor por escrito. A data em que o presidente terá de comparecer deve ser definida pela Polícia Federal. O decano do Supremo destacou que caso prefira, Bolsonaro, assim como qualquer cidadão, poderá ficar em silêncio. “Em consequência, indefiro as propostas deduzidas pelo eminente senhor Chefe do Ministério Público da União, doutor Augusto Aras, por não assistir ao senhor presidente da República qualquer das prerrogativas enunciadas no requerimento formulado pela douta Procuradoria-Geral da República, ressalvada, por óbvio, a possibilidade de o Chefe de Estado exercer, legitimamente, como qualquer cidadão desta República, o seu direito ao silêncio”.
Cabe recurso da decisão ao plenário do Supremo, tendo em vista que foi uma decisão monocrática.
Bolsonaro, ao contrário de outras situações, adotou o silêncio em relação ao despacho. Nem ele, nem os ministros que compõem o seu governo falaram publicamente sobre o assunto. No entanto, o chefe do Executivo reuniu-se com o advogado-geral da União, José Levi, na tarde de ontem, horas após saber da decisão enquanto participava da inauguração de uma obra na Bahia.
A avaliação é de que serão criadas estratégias jurídicas para recorrer e até mesmo mudar a forma de oitiva. Em razão da recente troca na presidência do STF — Luiz Fux assumiu o comando do tribunal na última quinta-feira —, interlocutores do presidente recomendam evitar atritos no momento, algo que poderia deflagrar uma relação conturbada com o Judiciário. Em junho, Bolsonaro afirmou que poderia, sim, prestar depoimento presencial, caso fosse necessário. Disse não estar preocupado com a medida e que o inquérito acabará sendo arquivado. “Eu acho que esse inquérito que tá na mão do senhor Celso de Mello vai ser arquivado. A PF vai me ouvir, estão decidindo se vai ser presencial ou por escrito, para mim tanto faz. O cara, por escrito, eu sei que ele tem segurança enorme na resposta porque não vai titubear. Ao vivo pode titubear, mas eu não estou preocupado com isso. Posso conversar presencialmente com a Polícia Federal, sem problema nenhum”, apontou, à época.
Caso Temer
Esta não é a primeira vez que um presidente da República precisa depor como investigado. Em 2017, o ex-presidente Michel Temer foi acusado de envolvimento em um esquema de corrupção criado para beneficiar a empresa Rodrimar, operadora do Porto de Santos. O então chefe do Executivo editou um decreto que expandia benefícios concedidos para empresas portuárias. Ele foi acusado de receber propina da Rodrimar para publicar as novas regras. Na ocasião, o relator do inquérito era o ministro Luís Roberto Barroso. Ele entendeu, que por se tratar do chefe do Executivo, o presidente poderia prestar depoimento por escrito, ou agendar dia, local e horário para ser ouvido.
A defesa de Temer informou que enviaria as respostas por escrito, e solicitou ao ministro que fixasse um prazo para que isso acontecesse. No mesmo ano, acusado de envolvimento na Lava-Jato, Temer foi chamado novamente para depor. Neste caso, o relator, ministro Edson Fachin, concedeu prazo de 24 horas para que 82 perguntas elaboradas pela PF fossem respondidas, e assim ocorreu. Na ocasião, assim como no caso de Jair Bolsonaro, a PGR manifestou-se a favor do depoimento por escrito. Fachin não viu impedimentos, já que mesmo o Ministério Público foi a favor.
As acusações de Moro
Interferência na PF
“Houve essa insistência (de mudança do comando da PF). Eu disse que seria uma interferência política e ele disse que seria mesmo.”
Relatórios de inteligência
“O presidente me disse, mais de uma vez, que ele queria ter uma pessoa de contato pessoal dele, que ele pudesse ligar, colher informações, relatórios de inteligência, seja o diretor, seja o superintendente, e realmente não é o papel da Polícia Federal.”
A defesa de Bolsonaro
Blindagem
“Nunca pedi a ele (Moro) para que a PF me blindasse onde quer que fosse. (…) Eu nunca pedi para ele o andamento de qualquer processo. Até porque a inteligência, com ele, perdeu espaço na Justiça”.
Obstrução
“Não são verdadeiras as insinuações de que eu desejaria saber sobre investigações em andamento”.
Troca de comando
“Falava-se de interferência minha na Polícia Federal. Ora bolas, se eu posso trocar o ministro, por que não posso, de acordo com a lei, trocar o diretor da Polícia Federal? Não tenho que pedir autorização a ninguém para trocar o diretor ou qualquer um outro que esteja na pirâmide hierárquica do Poder Executivo. (…) Sempre dei plena liberdade a meus ministros, sem abrir mão de meu poder de veto e minha autoridade”.

Os valores eventualmente mantidos ali não foram declarados à Justiça Eleitoral quando Carlos se candidatou à reeleição na Câmara Municipal do Rio, em 2008.

SÃO PAULO, SP, E RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) manteve ao menos de 2007 a 2009 um cofre particular para guarda de bens no Banco do Brasil, indicam extratos bancários do filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Os valores eventualmente mantidos ali não foram declarados à Justiça Eleitoral quando Carlos se candidatou à reeleição na Câmara Municipal do Rio, em 2008. De acordo com as regras do banco da época, os cofres particulares eram destinados à guarda de papéis, moedas, documentos ou joias.

A existência do cofre é indicada em extratos bancários entregues à Justiça de São Paulo pelo próprio vereador num processo em que pede indenização por prejuízos causados por uma corretora em investimentos na Bolsa de Valores.

Foi nesta ação que o vereador declarou ter pago R$ 15,5 mil em dinheiro vivo em junho de 2009 para cobrir prejuízos com o investimento.

Os documentos foram anexados à ação para comprovar as transferências realizadas à corretora. Estão nos autos os extratos de 14 dos 22 meses entre maio de 2007 e fevereiro de 2009. Em todos eles há referência à “tarifa de aluguel de cofre”, que custava mensalmente ao vereador R$ 115 até abril de 2008, quando foi reajustada para R$ 123.

Os papéis não indicam os bens ali guardados e sua avaliação. Os locatários, contudo, são obrigados a declarar o valor do que é mantido no local no termo de adesão –documento que não consta no processo.

No período em que mantinha um cofre, Carlos tinha como único rendimento o salário como vereador, cuja remuneração variou entre R$ 5.500 e R$ 7.000 (ou R$ 11 mil e R$ 13 mil, em valores atualizados).

À Justiça Eleitoral em 2008 ele declarou ter um patrimônio de R$ 260 mil, composto por um apartamento e um carro. Ele não informou nada sobre seus investimentos na Bolsa nem sobre os bens eventualmente guardados no banco. Também não descreveu seu saldo em conta, que variou entre R$ 1.300 e R$ 32 mil no ano do pleito.

Carlos não foi o único integrante da família Bolsonaro a manter um cofre no banco. A ex-mulher do presidente, Ana Cristina Siqueira Valle, alugou o serviço ao menos entre 2005 e 2007, período em que vivia com Bolsonaro.

Ela declarou à polícia em 2007, quando notou um arrombamento do cofre, que havia no local R$ 200 mil e US$ 30 mil em espécie, além de joias avaliadas em R$ 600 mil. Até abril de 2008, Valle era chefe de gabinete de Carlos na Câmara Municipal.

A revista Veja revelou em outubro de 2018 que, na ocasião, ela atribuiu o roubo a Bolsonaro, de quem estava se separando em processo litigioso. A acusação contra o presidente, porém, não foi registrada na polícia.

O cofre de Ana Cristina ficava na agência do Banco do Brasil na rua Senador Dantas, a 250 metros da Câmara Municipal. Ela também mantinha um escritório de advocacia próximo ao local. Os extratos não permitem identificar onde ficava o de Carlos –a agência em que tinha conta também ficava no centro da cidade, a cerca de 500 metros da sede do Legislativo municipal.

O uso de cofre já foi mencionado em casos de corrupção como forma de ocultar dinheiro ilegal. Um dos delatores da Lava Jato chegou a processar um banco após um roubo numa agência onde mantinha cerca de R$ 8 milhões em notas de euro e dólar. O ex-governador do Rio Sérgio Cabral manteve em cofres na Suíça barras de ouro e diamantes.

Carlos é alvo de investigação no Ministério Público do Rio de Janeiro sob suspeita de empregar funcionários fantasmas na Câmara Municipal.

Investigadores acreditam que havia no gabinete do vereador um esquema semelhante ao da “rachadinha” que a Promotoria aponta entre ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A prática conta, em alguns casos, com circulação e acumulação de dinheiro vivo.

Uma das estratégias usadas para alimentar o esquema, segundo o MP-RJ, é justamente o emprego de funcionários fantasmas. No gabinete de Flávio, diz a investigação, esses servidores devolviam seus salários a Fabrício Queiroz, apontado como operador financeiro.

A devolução ocorria por transferências ou saques e depósitos subsequentes na conta de Queiroz. Outra modalidade, suspeita o MP-RJ, era o saque do salário da conta do assessor e entrega em mãos ao suposto operador financeiro. Esta modalidade, porém, não deixa registros bancários, dificultando a investigação.

O jornal O Globo revelou na última quarta-feira (2) que um dos ex-assessores de Carlos sacava quase a totalidade de seus vencimentos na Câmara Municipal. Trata-se de Márcio Gerbatim, ex-marido de Márcia Aguiar, mulher de Queiroz.

Os dados constam da quebra de sigilo bancário feita na investigação contra Flávio, que atingiu todos seus ex-assessores no período de janeiro de 2007 e dezembro de 2018. Neste 12 anos, Gerbatim foi funcionário do vereador (abril de 2008 a abril de 2010) e do senador (abril de 2010 a maio de 2011), motivo pelo qual foi possível verificar sua movimentação financeira obtida na Câmara Municipal.

A prática de saques é a mesma de outros ex-assessores de Flávio investigados. Entre eles estão nove parentes da ex-mulher do presidente, Ana Cristina. O grupo sacou, em média, 84% dos seus salários recebidos na Assembleia.

Os promotores afirmam que este dado corrobora informação publicada pela revista Época segundo a qual alguns parentes de Ana Cristina Valle devolviam até 90% de seus salários a Flávio.

Carlos empregou em seu gabinete na Câmara sete parentes de Valle, além da própria ex-mulher do presidente. Ela também é investigada no procedimento contra o vereador.

A defesa de Carlos não se pronunciou sobre a existência do cofre.

Em relação aos saques de seu ex-assessor, o vereador disse, em suas redes sociais, que “a pessoa sacar seu salário nunca foi crime”.

“Fato ocorrido há 10 anos! A narrativa destes é tão normal quanto dizer que homem pode ser mulher se quiser! O objetivo sempre foi um só: atingir o presidente!”, escreveu o vereador.

O político Ciro Gomes (PDT-CE) disse não acreditar na notícia de que o Partido dos Trabalhadores (PT) vá disputar as eleições de 2022 sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ciro é cotado como candidato à Presidência nas eleições de 2022. 
“Ele diz que pode haver outro candidato se houver outro nome com mais voto. Ora, então Lula é candidatíssimo. Essa frase é aperfeiçoamento do engodo”, afirmou Ciro para a coluna do jornalista Guilherme Amado, na revista ÉPOCA.
Segundo ele, uma candidatura  de Lula só fortaleceria o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido).”A candidatura dele (de Lula) aperfeiçoa o antagonismo que Bolsonaro precisa para se eleger”, afirmou.
Recentemente, Ciro Gomes foi atacado pelo filho 02 de Bolsonaro, Carlos Bolsonaro nas redes sociais. O vereador do Rio de Janeiro vem utilizando o Twitter para compartilhar ofensas e memes contra o político. 

O julgamento do recurso ocorreu nessa terça-feira (25) mas foi interrompido após o voto do relator porque um ministro pediu vistas.

Ex-governador pode ter que pagar multa de R$ 70 mil (Foto: Walla Santos

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Og Fernandes, relator do recurso movido pela Coligação ”A Vontade do Povo” contra Ricardo Coutinho e Lígia Feliciano, decidiu aumentar a multa imposta a ambos. Pelo voto do relator, proferido em julgamento que ocorreu nessa terça-feira (25), Ricardo Coutinho deve pagar multa de R$ 70 mil, quanto Lígia deverá pagar R$ 5.320,50. O julgamento foi interrompido quando o ministro Luis Felipe Salomão pediu vistas.

Por enquanto apenas o relator votou. Além de aumentar as multas, o relator também votou pela não cassação de ambos, uma vez que os mandatos políticos deles já foram exauridos. Para aumentar a multa, Og Fernandes justificou que o governador havia declarado patrimônio de R$ 1,4 milhões, por isso teria condições de arcar com o valor maior.

O recurso aponta uma série de possíveis irregularidades cometidas por Ricardo Coutinho quando era governador do Estado, como grandes mudanças dos ocupantes de cargos em comissão e contratações em períodos vedados. A coligação ”A Vontade do Povo” argumenta que os atos do então governador teriam impactado no resultado das eleições.

O relator afirmou descartou indícios de abuso de poder em boa parte das situações elencadas, mas considerou que Ricardo Coutinho teve conduta reprovável quando contratou funcionários para trabalhar em uma obra em período vedado.

O julgamento será retomado e outros integrantes da corte ainda vão preferir os seus votos.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou o envio de uma missão de ajuda ao Líbano chefiada pelo ex-presidente Michel Temer, que é filho de imigrantes libaneses e foi convidado pela atual gestão para o cargo.

O anúncio foi feito durante conferência sobre ações humanitárias e de apoio financeiro ao Líbano organizada pelo presidente francês Emmanuel Macron, em resposta à grave crise que afeta o Líbano, aprofundada pela tragédia provocada pela megaexplosão que destruiu a área portuária da capital, Beirute.
Bolsonaro expressou as condolências do governo e do povo brasileiro, lembrando que 10 milhões de libaneses e descendentes vivem no Brasil. “Tudo que afeta o Líbano, nos afeta como se fosse o nosso próprio lar”, disse.
Segundo o presidente, o Brasil está provendo ajuda humanitária emergencial e enviará nos próximos dias uma aeronave da FAB com medicamentos e insumos de saúde reunidos pela comunidade libanesa radicada no Brasil.
Também serão enviadas 4 mil toneladas de arroz por via marítima, para fazer frente à escassez de comida provocada pelos extensos danos ao porto de Beirute e aos silos que armazenavam grãos no local.
Por fim, estão sendo realizadas conversas com o governo libanês para envio de equipe técnica multidisciplinar que ajude na perícia da explosão, afirmou Bolsonaro. (R7

 

A Polícia Federal indiciou nesta quinta-feira (16), o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o ex-secretário de Planejamento do tucano, Sebastião Eduardo Alves de Castro, e o ex-tesoureiro de campanha Marco Monteiro por corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. As investigações foram conduzidas pela Lava Jato a partir de delações do grupo Odebrecht.

Além das colaborações, a PF obteve cópia do sistema de informática da empreiteira, análise de extratos telefônicos, obtenção de conversas por Skype e ligações telefônicas de Mesa de Operações e documentos que indicariam a prática de cartel no Metrô de São Paulo e no Rodoanel, além de oitivas de testemunhas.

A saga por crédito: empréstimos na crise são missão quase impossível para empresários

No Itaú, valores disponíveis para crédito pelo Pronampe acabaram em meia hora

Por Andrea Torrente, especial para a Gazeta do Povo / Foto: reprodução

Os pedidos de socorro dos empresários viraram uma corrida contra o tempo enquanto a pandemia avança no país. Micro, pequenos e grandes empresários de todos os setores continuam reclamando da dificuldade de conseguir o crédito emergencial garantido pelo governo.

De acordo com dados do Ministério da Economia, disponíveis no Portal do Empreendedor e atualizados até 10 de julho, apenas R$ 18 bilhões dos R$ 71 bilhões disponíveis em linhas de financiamento foram concedidos, o que equivale a 25% do total.

A estratégia do governo inclui quatro linhas de crédito para socorrer os empresários na pandemia: o Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese); o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe); o Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe); e o Programa Especial de Acesso ao Crédito (Peac), operacionalizado pelo BNDES por meio do Fundo Garantidor de Risco de Crédito (FGI).

Um problema desde o início da crise, o receio dos bancos privados em emprestar segue se refletindo nos números. Ainda de acordo com o painel do Ministério da Economia, considerando os quatro programas, a maior parte do crédito (65%) foi liberada por bancos ligados ao governo: a Caixa Econômica responde por 34% dos financiamentos, e o Banco do Brasil, por 31%. Entre as instituições privadas, o Itaú foi a que mais emprestou, respondendo por 23% do crédito liberado. Na sequência aparece o Santander, com apenas 5% dos financiamentos.

Sufoco dos empresários e dificuldade de acesso geram “corrida” pelo Pronampe
A demora para que o dinheiro chegue na ponta está levando cada vez mais empresas à falência. Em junho, o número de pedidos de recuperação judicial cresceu 45%, enquanto o de falências decretadas aumentou 71%, na comparação com o mesmo período de 2019.

Dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (16) indicam que mais de 716 mil empresas no país estavam fechadas definitivamente na primeira quinzena de junho. A pesquisa Pulso – feita pelo IBGE para acompanhar os efeitos da pandemia nas empresas – aponta, ainda, que 32,3% das empresas que conseguiram uma linha de crédito emergencial para o pagamento da folha de salários o fizeram sem o apoio do governo.

“O acesso está melhorando, mas não chegamos no montante ideal, nem no atingimento da maior parte. O objetivo é continuar com linhas de crédito adequadas para o consumidor final”, avalia Márcio Montella, gerente do Sebrae.

Um sintoma do sufoco dos empresários é a rapidez com que o dinheiro vem se esgotando nas instituições mais dispostas a emprestar. No Itaú, os valores disponíveis para o Pronampe acabaram em meia hora na manhã da última segunda-feira (13). Ao todo, o banco desembolsou R$ 3,7 bilhões – R$ 700 milhões a mais do que os previstos inicialmente. Em três dias, 37 mil micro e pequenas empresas clientes do Itaú acessaram o crédito, que contrataram via aplicativo.

Na Caixa Econômica Federal, o estoque de crédito disponível para o Pronampe também já acabou. Na segunda-feira (13), o banco havia anunciado que o montante para os financiamentos havia sido ampliado em R$ 1,66 bilhão. Mas, apenas um dia depois, o valor máximo, de R$ 5,9 bilhões, já havia sido atingido.

Até sexta-feira (10), o Pronampe havia liberado R$ 11 bilhões para 110 mil empresas. O programa, que soma R$ 18 bilhões, é o mais cobiçado pelos micro e pequenos empresários. O montante, entretanto, parece insuficiente para suprir a demanda.

“São 120 dias que estamos falando da demora. A maioria dos nossos empresários ainda não conseguiu esse dinheiro. Eles estão inadimplentes, como vão pagar as contas? Precisamos da ajuda do setor público”, afirma Fabio Aguayo, da Associação de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) de Curitiba.

Empréstimos do Pronampe ganharam agilidade, mas outras linhas de crédito seguem com dinheiro “empoçado”
Apesar de os empréstimos pelo Pronampe terem ganhado agilidade nos últimos dias, as demais linhas de crédito seguem sendo liberadas a conta-gotas.

Com R$ 40 bilhões disponíveis, o Pese foi criado para financiar a folha de pagamento de pequenas e médias empresas por dois meses. O programa, que apresentou várias falhas, foi encerrado em 30 de junho com apenas R$ 5 bilhões concedidos (12% do total) a 116 mil empresas.

O Fampe (Fundo de Aval a Micro e Pequenas Empresas) também engatinha. Dos R$ 7,5 bilhões disponibilizados, apenas R$ 1,8 bilhão foi concedido a 23 mil clientes, entre MEIs (microempreendedores individuais), microempresas e empresas de pequeno porte.

Empresários torcem, agora, pelo sucesso da linha de crédito do Peac-FGI, do BNDES, com R$ 20 bilhões disponíveis. Criada pelo governo por meio da Medida Provisória 975, em 1º de junho, a linha é voltada para micro, pequenas e médias empresas, além de empreendedores individuais e caminhoneiros autônomos. O texto está sendo analisado no Congresso.

“O Pronampe está funcionando muito bem. Esperamos que o FGI também tenha o mesmo sucesso”, diz Renato da Fonseca, gerente-executivo de economia da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Diante das negativas, casos de empresários desesperados se multiplicam
Enquanto os problemas não são resolvidos, alguns casos retratam o desespero de empresários. Na segunda-feira (13), Arlindo “Magrão” Ventura, dono do tradicional bar O Torto, em Curitiba, se acorrentou em frente a uma agência da Caixa após ter seu pedido de empréstimo negado. “Estamos fechados em nome da saúde pública, mas esses bancos têm que disponibilizar um recurso para manter não só a nossa empresa, mas o emprego”, disse Magrão.

O empresário foi recebido pelo banco na manhã de quarta-feira (15), após passar 48 horas acorrentado, e informou que conseguiu o empréstimo. Questionada pela Gazeta do Povo, a Caixa não comentou o episódio, mas mencionou o acréscimo de valores disponíveis para o Pronampe.

“Ninguém pegou o crédito”, reclama o empresário Nilson Garbarz ao se referir a centenas de empreendimentos turísticos do sul da Bahia que, como ele, sofrem com a falta de clientes e de receita.

Garbarz e a filha Tatiana administram uma pequena pousada em Caraiva (BA) e precisam de dinheiro para não fechar as portas e evitar a demissão de quatro funcionários – um já teve o contrato rescindido. “Não pode ser loteria, não pode ser só para quem chega primeiro. Tem que ter para todo mundo”, reclama o empresário.

A família teve dois pedidos de empréstimo negados: o primeiro foi por meio do Fundo Geral de Turismo (Fungetur) operado pela agência de fomento Desenbahia; o segundo foi pelo Pronampe, via Itaú. O Fungetur é um fundo de R$ 5 bilhões voltado para empresas do setor turístico.

De acordo com relatório do Ministério do Turismo, o Fungetur liberou R$ 304 milhões para 1.121 empresas até o fim de junho.”

Município de Lagoa Grande, no Sertão, terá toque de recolher a partir desta quinta-feira

Município de Lagoa Grande vai ter toque de recolher — Foto: Emerson Rocha

Com 70 casos de Covid-19 confirmados, 35 curas e duas mortes, a prefeitura de Lagoa Grande, no Sertão de Pernambuco, publicou nesta quarta-feira (15) um novo decreto com medidas temporárias para o enfrentamento da emergência em saúde pública, causada pelo novo coronavírus. Entre as medidas do decreto está o toque de recolher, que entra em vigor a partir desta quinta-feira (16).

De acordo com a nota da prefeitura, entre as 19h e 4h fica “vedado a qualquer indivíduo a permanência e o trânsito em vias, equipamentos, locais e praças públicas, em todo território do município”. A medida abrange distritos, povoados e lugarejos de Lagoa Grande.

O decreto tem vigência de 15 dias e também é válida para “visitantes das regiões adjacentes, em conformidade com as condições estabelecidas nos Decretos expedidos pelo município”, explica a nota da prefeitura.

Em entrevista a uma emissora de rádio da cidade, o prefeito Vilmar Cappellaro disse que novas medidas são técnicas e de prevenção a saúde. Ele também pediu a compreensão dos moradores.

“Os maiores índices de contaminação se deram exatamente por que algumas pessoas não estão acreditando na gravidade da saúde pública. Fizemos um acordo, tanto com a Polícia Militar, o Ministério Público e a secretária de Saúde e Vigilância Sanitária, para estas medidas. Os comércios poderão funcionar, com toda a prevenção, até as 19h. Não queremos fechar comércio, não queremos decretar lockdown, respeitamos o direito de ir e vir das pessoas. Esperamos que a população atenda. Todas as ações que fazemos são no sentido de prevenção de vidas

Afogados da Ingazeira amanhece com mais uma notícia triste. Segundo informações preliminares a jovem Nayara, 19 anos, foi encontrada sem vida  no Residencial Miguel Arraes bairro de Afogados, onde residia. as  primeiras informações que ela teria cometido suicídio por enforcamento.

Recife: Marília Arraes lidera e o segundo lugar está indefinido

A pré-candidata do PT, Marília Arraes, aparece na dianteira com 21% na primeira pesquisa de intenção de voto para prefeito do Recife feita pelo Instituto Potencial com exclusividade para este blog. Em segundo lugar, empatados, tecnicamente, despontam Patrícia Domingos, do Podemos, com 12%, Mendonça Filho, do DEM, também com 12%, Daniel Coelho, do Cidadania, com 10%, e João Campos, do PSB, com 9%. Abaixo, bem distantes, Marco Aurélio Meu Amigo, do PRTB, pontuou 3% e Alberto Feitosa, do PSC, 1%. Indecisos somam 15% e brancos e nulos 17%.

Na sondagem espontânea, quando o entrevistado tem que lembrar o nome do seu candidato preferencial nem o auxílio do disquete, Marília também lidera com 11%. Patrícia tem 5%, Daniel Coelho 5%, Mendonça Filho 3%, João Campos 3% e Marco Aurélio e Feitosa, cada um com 1%. Neste cenário, os indecisos sobem para 54% e brancos e nulos se situam em 14%. O levantamento foi feito por telefone entre os dias 10 a 15 últimos, com margem de erro de 3,5% para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95%.
No item rejeição, Mendonça é o que detém a maior taxa. Dos 800 entrevistados, 54% disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Pela ordem, aparece Daniel em seguida, com 53%, Marco Aurélio (50%) João Campos (48%), Alberto Feitosa (44%), Marília Arraes (42%) e, por fim, a delegada, com 38%. A maior taxa de eleitores já decididos também é da petista, com 17% dos entrevistados, seguida de Patrícia e Daniel, com 10%, João Campos (7%), Mendonça Filho (6%), Marco Aurélio (2%) e Alberto Feitosa, com apenas 1%.
Quanto ao grau de conhecimento dos candidatos, o mais desconhecido é Feitosa, com taxa de 47%, seguido de Marco Aurélio (38%), Patrícia (31%), João (11%), Marília (10%) e Mendonça (8%). A metodologia adotada foi a de pesquisa quantitativa, com entrevistas pessoais telefônicas junto aos eleitores com 16 anos ou mais, conduzidas mediante aplicação de questionário estruturado, elaborado especificamente para este estudo.
A amostra foi segmentada por cotas de sexo e faixa etária baseada nas informações do TSE – TRE/PE, de forma representativa do universo em estudo (eleitores de Recife), num total de 800 entrevistas, distribuídas proporcionalmente (IBGE) pelas Regiões Político-Administrativas definidas oficialmente pela Prefeitura. O registro na justiça eleitoral tem o número 08257/2020.
AVALIAÇÃO DAS GESTÕES
O Instituto Potencial sondou também o grau de satisfação do eleitorado recifense com os três níveis de poder – federal, estadual e municipal. O prefeito Geraldo Júlio é desaprovado por quase metade dos entrevistados – 46%. Destes, 35% qualificam como péssima e 11% ruim. Entre os que aprovam, 20% julgam boa e apenas 3% ótima, enquanto 29% avaliam como regular. Ainda 2% disseram que não sabiam responder.
O governador Paulo Câmara tem rejeição maior ainda – 55%. Entre os que desaprovam, 41% julgam péssima e 14% ruim, enquanto 26% acham regular. Entre os que aprovam, 15% acham boa e apenas 3%, com mais 2% que não quiseram responder ou afirmaram que não sabiam responder. O Governo Bolsonaro tem 54% de desaprovação, dos quais 44% acham seu Governo péssimo e 10% ruim. Os que julgam regular são 21% e 1% não souberam responder.
Entre os que aprovam, 13% apontaram a gestão federal como ótima e 11% boa, enquanto 21% julgam regular e 1% não soube responder. Já em relação ao sentimento da população na gestão da Covid-19, a maior taxa de aprovação é do Governo Paulo Câmara, com 41%, seguido de Geraldo Júlio com 39% e Jair Bolsonaro com 33%.
 Blog do Magno

A informação do diagnóstico foi confirmada nas redes socais pela equipe da ex-atleta, neste sábado (11). (Foto: Jane de Araújo/Agência Senado)

A senadora Leila Barros, conhecida como Leila do Vôlei (PSB-DF), foi diagnosticada com a Covid-19. A informação foi confirmada nas redes socais pela equipe da ex-atleta, neste sábado (11).

Com febres e dores no corpo, a parlamentar fez o exame RT-PCR, que diagnosticou a infecção. Segundo o boletim mais atualizado da Secretaria de Saúde, a capital do país registrava 67.912 casos da doença. O DF está em estado de calamidade pública devido à pandemia do novo coronavírus.

A publicação diz ainda que a senadora cumpre o isolamento social e que os exames de imagem não detectaram alterações nos pulmões.

“Embora esteja confiante na plena recuperação, a parlamentar do DF apresenta indisposição devido à forte dor de cabeça. Leila cumprirá o isolamento domiciliar conforme orientação médica”, diz trecho da nota.

Entre os políticos do Senado, além da parlamentar, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi diagnosticado com a doença, logo quando começaram a surgir os primeiros casos de Covid-19 no país. Ele se recuperou sem apresentar sintomas mais graves. Em maio, o líder do PT no Senado, senador Rogério Carvalho (SE), também testou positivo para a doença.

Coronavírus no DF

Segundo dados da Secretaria de Saúde, o DF registra 866 óbitos por Covid-19. Do total de vítimas, 75 moravam em outros estados, mas morreram na capital.

Um levantamento da Sala de Situação do governo do DF, que monitora a ocupação dos hospitais durante a pandemia, apontou que os leitos da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) – referência no tratamento da Covid-19 – atingiu 100% de ocupação na manhã deste sábado (11).

No geral, a taxa de ocupação de leitos para pacientes com a Covid-19 na rede pública, até às 11h05, era de 74,03%. O número inclui unidades pediátricas, neonatais e adultas.

Segundo o portal, das 626 vagas reservadas, 434 estavam ocupadas e 42, bloqueadas. Os leitos livres eram 150.

Já nos hospitais particulares, 21 das 244 vagas reservadas para pacientes com Covid-19 estavam disponíveis no mesmo horário. A taxa de ocupação era de 91,32%.

Senadora eleita

Nascida em Brasília, Leila Barros ficou famosa como atleta profissional de vôlei. Pela seleção brasileira, foi medalhista de bronze nas Olímpiadas Atlanta-1996 e Sydney-2000.

Em 2014, foi candidata a deputada distrital pelo PRB, mas não se elegeu. Chefiou a Secretaria de Esporte e Lazer do governo Rodrigo Rollemberg (PSB) entre janeiro de 2015 e abril de 2018, quando se licenciou para disputar o Senado, já filiada ao PSB.

Usando o nome Leila do Vôlei, a medalhista olímpica foi eleita senadora pelo Distrito Federal nas eleições de 2018. Esta é primeira vez que parlamentar assume um mandato político.

Receita alerta para retorno de obrigações adiadas na pandemia 

Receita Federal

As empresas e os demais contribuintes devem estar atentos para o retorno de obrigações com o Fisco adiadas durante a pandemia do novo coronavírus. Tributos e declarações que haviam sido suspensos ou postergados voltam a valer em julho.

A Receita Federal emitiu um alerta para orientar o contribuinte. A contribuição patronal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e os Programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) devem ser pagas neste mês. O mesmo ocorre com a contribuição de empresas e de empregadores domésticos ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

No caso das contribuições para o INSS, a Cofins e o PIS/Pasep, a suspensão só valeu para as quotas de abril e de maio, cujo pagamento foi transferido para agosto e outubro, respectivamente. As quotas de junho, com vencimento em julho, devem ser quitadas.

A contribuição da empresa para o INSS deve ser paga até o dia 20, assim como a contribuição da agroindústria e dos empregadores rurais para a Previdência Social. As contribuições para a Cofins e o PIS/Pasep devem ser quitadas até o dia 24.

No caso do FGTS, o governo adiou o pagamento das quotas de abril, maio e junho. Os valores poderão ser divididos em seis parcelas, de julho a dezembro, sem multas e encargos. A quota deste mês deve voltar a ser paga no dia do vencimento. A contribuição para o empregador doméstico venceu na última terça-feira (7).

Declarações

Também devem ser entregues neste mês declarações que estavam suspensas. As declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) originalmente previstas para o 15º dia útil de abril, de maio e de junho, deverão ser apresentadas até 21 de julho. Segundo a Receita Federal, inclusive a declaração referente aos fatos geradores de maio de 2020 deverá ser enviada.

O arquivo digital da EFD-Contribuições, que integra o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) deve ser entregue até a próxima terça-feira (14). O envio estavas previsto para o 10º dia útil de abril, maio e junho. A escrituração referente a maio de 2020 também deverá ser transmitida ao Fisco.

Agência Brasil

Fernando Bezerra tenta levar o MDB para a oposição e quer Raul Henry como candidato a prefeito do Recife

Com informações do Blog de Jamildo

O senador Fernando Bezerra Coelho afirmou nesta quarta-feira (15), em entrevista à Rádio Jornal, que pesquisas contratadas pelo MDB “dão muita animação” para que possa prosperar a candidatura do deputado federal Raul Henry à Prefeitura do Recife pelo partido, defendida por ele. “Raul me autorizou a prosseguir com conversas com outras forças”, disse. “O MDB pode de fato liderar uma candidatura com grandes apoios no plano municipal”.

Fernando Bezerra Coelho disse ter conversado com Raul Henry por telefone na segunda-feira (13). Durante o fim de semana, o deputado recebeu na sua casa de praia o governador Paulo Câmara (PSB), de quem é amigo. O socialista tenta segurar o MDB na base de apoio para fortalecer a candidatura de João Campos (PSB) no Recife e, para isso, pode oferecer a Secretaria de Educação ao emedebista.

O senador afirmou que Raul Henry não conversou com ele sobre o espaço no governo. “Pelo contrário, estava animado no sentido de dar passos para a candidatura dele”, afirmou. “É óbvio que quando o governador faz o gesto de visitar Raul na casa de praia a especulação corre solta. Mas prefiro analisar o que estou ouvindo”.

DO PSB PARA O MDB

Bezerra Coelho deixou o PSB e entrou no MDB em 2017, em uma articulação com a executiva nacional para retirar o partido da base socialista. No período, Raul Henry, que é presidente do partido, era vice-governador. O deputado levou o caso à Justiça e conseguiu manter o partido na Frente Popular, coligação pela qual Jarbas Vasconcelos foi eleito para o Senado. Este ano, os três se reaproximaram e têm cargos na direção estadual do partido.

Jarbas era opositor do PSB e voltou a ser aliado do partido em 2012, quando o ex-governador Eduardo Campos rompeu com o PT — petistas e socialistas retomaram a aliança em 2018. Em entrevista à Rádio Jornal na semana passada, o senador sinalizou que quer se manter no grupo de Paulo Câmara, mas elogiou Raul Henry e afirmou que, se o correligionário decidisse se candidatar, subiria no seu palanque.

A legenda justificou a expulsão do parlamentar por ‘incompatibilidade política’

BRASÍLIA — A Executiva Nacional do Podemos decidiu nesta segunda-feira ratificar decisão do diretório estadual de São Paulo, do mês passado, e expulsar o deputado federal Marco Feliciano do partido. A reunião que confirmou o destino do parlamentar ocorreu na capital paulista, pela manhã.

Segundo a assessoria da legenda, a punição foi justificada pela “incompatibilidade política”, já que Feliciano se manifestou por “apoio irrestrito” ao presidente da República, Jair Bolsonaro. O Podemos se diz independente do governo.

O GLOBO entrou em contato com o parlamentar, mas não obteve retorno até o momento.

Em nota oficial no dia 9 de dezembro, a direção da sigla informou que o “caso foi avocado pela Comissão Executiva Nacional, na forma do artigo 65 do estatuto partidário”. Ainda de acordo com a legenda, o diretório de São Paulo não tinha competência para tomar essa decisão.

Segundo o colunista Lauro Jardim, o deputado torce pelo sucesso do projeto Aliança pelo Brasil para ingressar no futuro partido de Bolsonaro. Com a expulsão, Feliciano não perde o mandato e pode migrar de sigla.

Dirigentes do Podemos entenderam que Feliciano já se ofereceu publicamente para ser vice do atual presidente da República para uma chapa em 2022. O pastor já declarou que Bolsonaro “terá um vice evangélico”.

As falas incomodaram Alvaro Dias (Podemos-PR), principal nome da legenda para a disputa ao Planalto, e também o presidente do diretório de São Paulo, Mario Covas Neto.

Além disso, não foi bem recebida no partido uma reportagem do “Estado de S. Paulo” sobre o uso de dinheiro público pelo deputado. Feliciano teve R$ 157 mil reembolsados pela Câmara por tratamento odontológico.

Desde que Bolsonaro assumiu a Presidência, Marco Feliciano se aproximou de Bolsonaro para fazer a interlocução do Planalto com a bancada evangélica na Câmara. Apesar de discursar com frequência a favor do governo, tem restrições a alguns ministros, especialmente o da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

Desde o início do ano passado, o deputado já se empenhou para ser indicado ao comando de um Ministério na Esplanada. Agora, sonha em compor uma chapa com Bolsonaro. Para se aproximar do núcleo duro do governo, investiu inclusive para abrir um canal de diálogo com o principal ideólogo do governo, Olavo de Carvalho. Em abril, foi aos Estados Unidos para conversar pessoalmente conversar pessoalmente com o filósofo.

‘Motivo de orgulho’
Vice-Líder do governo no Congresso, Feliciano divulgou nota afirmando que foi expulso por infidelidade partidária, por fazer campanha para Bolsonaro em 2018. “Qualquer outro motivo é fake news. Basta ler o ato de expulsão”, escreveu o deputado.

“A Executiva Nacional do Podemos me procurou e externaram que não queriam minha saída. Inclusive o presidente estadual do Podemos, vereador Covas Neto, foi repreendido pela Executiva Nacional e pediu afastamento da presidência. Em resposta, disse que não havia mais clima para minha presença no partido, sendo todo dia atacado ora por Alvaro Dias, ora por Covas Neto”, acrescentou Feliciano.

Segundo o deputado, Covas Neto e Dias “só pensam em seus projetos pessoais e eleitoreiros, em detrimento dos interesses do Brasil e de São Paulo”. Ele disse ainda que o primeiro transformou o Podemos de São Paulo em “um puxadinho do PSDB à serviço da candidatura do sobrinho”, o tucano Bruno Covas, prefeito da capital paulista.

“Já Alvaro Dias (que saiu anão da eleição presidencial com menos de 1% dos votos), age como o PT e aposta no quanto pior melhor. Ao invés de ajudar um governo que não tem escândalo de corrupção e está tirando o Brasil do atoleiro, só pensa em ser presidente da República. Por fim, reafirmo aqui que para mim é motivo de orgulho ser expulso do Podemos por defender o presidente Bolsonaro, que está mudando o Brasil para melhor”, concluiu Feliciano.