Política

O candidato Sandrinho Palmeira (PSB) teve aumento de sua vantagem para os demais opositores, Zé Negão  (Podemos) e Capitão Sidney (PSC) de acordo com pesquisa do Instituto Múltipla realizada neste dia 5 de novembro.

O vice-prefeito e candidato à prefeitura tem na pesquisa estimulada, em que são oferecidas as opções para o eleitor 51%. Na pesquisa anterior eram 42,7%. O segundo colocado é o ex-presidente da Câmara e candidato do Podemos, José Negão, que aparece com 24% dos votos. Zé oscilou positivamente um ponto.

O Capitão Sidney Cruz, do PSC, vem na sequência, subindo para 5,7%. Ganhou dois pontos em relação à pesquisa anterior. Declararam voto branco ou nulo, 8%. O número de indecisos caiu para 10%. Eram 22,3%.  Não opinaram, 1,3%.

Na pesquisa espontânea, em que não são oferecidas opções para o eleitor, Sandrinho tem 46%, contra 17,3% de Zé Negão e 3% de Capitão Sidney. São 19,7% indecisos, 6,7% não opinaram, 7,3% disseram votar branco ou nulo.

No item rejeição, Zé Negão tem 57,7%, Capitão Sidney 57,3% e Sandrinho, 35%. Os três cresceram nesse critério, normal à medida que vai se solidificando o voto, segundo o Múltipla. Quem vota em um, tende a rejeitar os outros dois.

Aprovação de Patriota: principal cabo eleitoral do candidato socialista, o prefeito José Patriota (PSB) tem aprovação de 72%, oscilando negativamente dentro da margem de erro. Na pesquisa anterior eram 75,3%.

Um total de 17% desaprovam – eram 15,3 e 11% não opinaram. Quando a população é chamada a classificar a gestão, 15% consideram o governo ótimo, 43% dizem que é bom, 30,7%, regular, 4,3% o colocam como ruim, 5,3% como péssimo e 1,7% não opinaram.

Na pesquisa de outubro, ele tinha 16,7% consideram o governo ótimo, 48% dizem que é bom, 28,3%, regular, 3% o colocam como ruim, 3,7% como péssimo e 0,3% não opinaram.

A pesquisa tem o registro sob o número PE-00148/2020. Foram 300 entrevistas realizadas dia 5 de novembro. A margem de erro é de 5,7% para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

Nome da entidade que realizou a pesquisa: André Cavalcante Falabella LTDA.  Nome de fantasia: Instituto de pesquisa Múltipla. Nome do contratante: André Cavalcante Falabella LTDA. Nome de fantasia: Instituto de pesquisa Múltipla. O Múltipla é o único instituto que divulga o relatório completo da pesquisa: Relatório .

Via blogNill

Múcio decidiu antecipar sua aposentadoria para 31 de dezembro. Ele poderia ficar mais três anos no tribunal, até completar 75 anos.

Apesar de só sair em definitivo no final do ano, Múcio comunicou ao presidente que formalizará o pedido de aposentadoria nas próximas semanas. (Foto: Reprodução)

— O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) avisou ao presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), José Múcio Monteiro, que indicará o ministro Jorge Oliveira (Secretaria-Geral) para substituí-lo na corte.

Múcio decidiu antecipar sua aposentadoria para 31 de dezembro. Ele poderia ficar mais três anos no tribunal, até completar 75 anos.

Apesar de só sair em definitivo no final do ano, Múcio comunicou ao presidente que formalizará o pedido de aposentadoria nas próximas semanas.

Segundo o próprio presidente do TCU relatou a pessoas próximas no final de semana, Bolsonaro afirmou a ele que optou por Oliveira para a vaga no tribunal.

Formado em direito e policial militar aposentado, Oliveira é amigo de Bolsonaro e de seus filhos. O pai do ministro, o capitão do Exército Jorge Francisco, morto em abril de 2018, trabalhou no gabinete de Jair Bolsonaro por mais de 20 anos quando ele ocupou uma das cadeiras da Câmara.

Nessa conversa, na semana passada, Bolsonaro também teria questionado se Múcio se interessava em ser alocado em alguma área do governo. O ministro do TCU afirmou que não.

Antes de Oliveira, o ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Wagner Rosário, era o mais cotado para o cargo. Como mostrou a Folha de S.Paulo no mês passado, porém, o nome dele enfrenta resistência no tribunal.

Em caráter reservado, Rosário é descrito por integrantes da corte como um burocrata que criou arestas ao defender pautas corporativas da CGU contra o Tribunal de Contas.
Se mantiver a decisão de indicar Oliveira até o final, Bolsonaro terá de encontrar um substituto para a Secretaria-Geral.

O ministro é hoje um dos principais conselheiros de Bolsonaro e ocupa um cargo estratégico por chefiar a SAJ (Subchefia de Assuntos Jurídicos), em que são elaborados e por onde são publicados os principais atos do governo. Por isso, Bolsonaro precisa de um aliado de primeira hora para o cargo.

Na última vez em que foi aventada a saída de Oliveira, quando o ministro foi convidado para assumir o Ministério da Justiça mas recusou, o presidente chegou a conversar com o secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência, almirante Flávio Rocha, para substituí-lo.

Hoje, o nome do militar é o mais cotado para assumir a Secretaria-Geral da Presidência.

Entre integrantes do Judiciário, a ida do ministro Oliveira para o TCU é vista como uma forma de ele ganhar musculatura para eventualmente ocupar uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

Oliveira resistia a ir para a corte neste ano. A diversos aliados ele dizia não se sentir preparado para ocupar uma cadeira no Supremo e avaliava que o ideal era que ele fosse indicado a uma terceira vaga. Para isso, porém, ele conta com a reeleição de Bolsonaro em 2022.

Sem acordo entre os parlamentares, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), cancelou as sessões do Congresso previstas para ontem. Deputados e senadores analisariam o veto do presidente Jair Bolsonaro à prorrogação da desoneração da folha de salários a 17 setores da economia. Ainda não foi definida uma nova data para que o assunto seja levado ao plenário.
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A Presidência do Senado explicou, em nota, que decidiu cancelar a sessão “diante da inexistência de entendimento suficiente por parte das lideranças do Congresso Nacional sobre as matérias a serem deliberadas na sessão”.
Os parlamentares tendem a derrubar o veto e estender a validade do benefício, mas ainda falta definir a origem do dinheiro para bancá-lo por mais um ano. Se o veto for mantido, a desoneração valerá até 31 de dezembro deste ano. Se for derrubado, até 31 de dezembro de 2021. Esse tempo a mais de validade pode custar até R$ 5 bilhões aos cofres públicos no ano que vem, pelos cálculos do Ministério da Economia.
Além disso, por lei, o Congresso não pode aprovar aumento de gastos sem previsão orçamentária. Antes que os parlamentares resolvam essa pendência, o veto não deve ser colocado para votação. O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), tenta negociar com lideranças partidárias um acordo que evite questionamentos jurídicos.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que o governo não quer desonerar a folha “só para quem tem lobby em Brasília”. Ele disse que a ideia é desonerar para todos, mas quer compensar a medida com “tributos alternativos”. A ideia dele é criar um imposto de base ampla sobre as transações digitais, como a antiga CPMF. Porém, não encontra respaldo do Congresso.
A favor da derrubada do veto, o senador Major Olímpio (PSL-SP) lamentou o cancelamento da sessão. “Mais um passa moleque na população. O fim da desoneração pode afetar 6,5 milhões de postos de trabalho. É um absurdo”, disse.
Sindicalistas também pressionam pela derrubada do veto. Na última segunda-feira, centrais sindicais fizeram um ato pedindo a derrubada do dispositivo e ampliação do benefício, com cerca de 250 manifestantes, em São Paulo. O protesto foi convocado pela União Geral dos Trabalhadores (UGT) e 17 sindicatos.
Com a derrubada do veto, 17 setores da economia continuarão liberados, até o fim de 2021, de pagar a contribuição previdenciária patronal, de 20% sobre os salários. As empresas devem descontar, no lugar, 1% a 4,5% do faturamento bruto. A desoneração beneficia construção civil, transportes rodoviário e metroferroviário, comunicação, tecnologia da informação, entre outros setores que mais empregam no país.
AL: 34 milhões de empregos perdidos
A crise do novo coronavírus causou a perda de 34 milhões de empregos na região da América Latina e do Caribe nos três primeiros trimestres de 2020. É o que informou, ontem, relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A taxa de ocupação caiu 5,4% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando à mínima histórica de 51,1%. O relatório alerta, também, para a queda drástica de renda, classificando a contração na América Latina e Caribe como a pior do mundo, com perda de 20,9% das horas de trabalho. O resultado é quase o dobro da média mundial, de 11,7%.

Por: Correio Braziliense

O assessor especial da Presidência da República Tércio Arnaud Tomaz prestou depoimento, em 11 de setembro, à PF (Polícia Federal) no inquérito que apura a organização e o financiamento de atos antidemocráticos. Confirmou a criação de páginas pró-Bolsonaro, mas negou que tenha promovido atos antidemocráticos.

As informações foram divulgadas neste sábado (19.set.2020) pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O assessor da Presidência foi intimado depois que seu nome foi citado em relatório da DRFLab (Digital Forensic Research Lab), ligada ao Atlantic Council. O grupo, que realiza análise independente de dados do Facebook, apontou que Tércio era responsável por páginas e contas com conteúdo de ataques a adversários políticos do governo. As páginas ainda veiculavam conteúdo “enganoso” e que mistura “meias-verdades para chegar a conclusões falsas”.

Tércio admitiu ter criado 6 páginas no Facebook: “Bolsonaro Opressor”, “Bolsonaro Opressor 2.0”, “Bolsonaro News”, “20 Oprimir”, “Extrema Vergonha na cara” e “Nordestinos com Bolsonaro 2018”. Disse, no entanto, que “nunca mascarou os seus dados ou IPs”. Também negou que tenha incitado atos antidemocráticos.

Sobre a existência de 1 “gabinete do ódio” dentro do Planalto, Técio afirmou que o nome surgiu pelo fato do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, “ser ativo nas redes sociais, causando em alguns momentos conflitos”. O assessor disse que, por conta de sua ligação com Carlos, “a mídia rotulou o grupo como ‘gabinete do ódio’”. Tércio é ex-assessor de Carlos Bolsonaro.

Ele confirmou que participa, junto com o blogueiro Allan dos Santos, de 1 grupo do WhatsApp. Segundo o relatório, Técio falou que “foi inserido [no grupo] por Allan, pois ele queria montar 1 grupo que pudesse se reunir na casa de Allan, semanalmente, para discutir temas relacionados ao governo federal com pessoas que estão dentro do governo”. Explicou que “nunca participou desses eventos e que se manteve no grupo como forma de se informar de temas de interesse”.

Allan dos Santos, responsável pelo site Terça Livre, é 1 dos investigados no inquérito da PF sobre atos antidemocráticos. Também é investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no inquérito das fake news.

O assessor falou que os deputados federais Paulo Martins (PSC-PR) e Daniel Silveira (PSL-RJ) também integravam o grupo, assim como “outras pessoas de baixo escalão do governo”.

CARLOS BOLSONARO NEGOU O USO DE ROBÔS

O vereador Carlos Bolsonaro prestou depoimento no mesmo inquérito, em 10 de setembro, como testemunha. Negou o uso de robôs para promover postagens em redes sociais. Disse que não produziu ou divulgou conteúdo que incitasse ataques ao STF.

“Jamais fui covarde ou canalha ao ponto de utilizar robôs e omitir essa informação”, declarou.

O vereador falou ainda que não participa da elaboração de políticas de comunicação feitas pelo governo federal. Segundo Carlos, ele apenas ajuda na divulgação do que foi produzido pela equipe de comunicação, reproduzindo o conteúdo em seus perfis nas redes sociais e nos do pai, o presidente Jair Bolsonaro.

O Estado de S. Paulo / Imagem: Reprodução

“Parabenizo o presidente Donald Trump pela determinação de seguir trabalhando, junto com o Brasil e outros países, para restaurar a democracia na Venezuela”, completou. (Foto: Reprodução)

 O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu na madrugada deste domingo (20) a visita do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, a Roraima, na reta final da eleição americana.

Nas redes sociais, Bolsonaro escreveu que a visita representa o quanto Brasil e Estados Unidos “estão alinhados na busca do bem comum”.

“Parabenizo o presidente Donald Trump pela determinação de seguir trabalhando, junto com o Brasil e outros países, para restaurar a democracia na Venezuela”, completou.

Na sexta-feira (18), Pompeo desembarcou em Roraima para uma visita de um dia ao Brasil. Acompanhado pelo chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, ele conheceu as instalações da Operação Acolhida e se reuniu com familiares de venezuelanos que migraram para o Brasil.

“Nossa missão é garantir que a Venezuela tenha uma democracia. Nós vamos tirá-lo [Nicolás Maduro] de lá”, disse Pompeo.

O ditador venezuelano é um dos principais focos de ataque da campanha do republicano, que defende e aplica sanções contra o regime.

A visita provocou a reação de políticos brasileiros. Ainda na sexta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que se tratava de uma “afronta às tradições de autonomia e altivez” da política externa brasileira.

Maia também lembrou que os Estados Unidos estão em período eleitoral, na qual o presidente Donald Trump busca a reeleição.

“A visita do Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, nesta sexta-feira, às instalações da Operação Acolhida, em Roraima, junto à fronteira com a Venezuela, no momento em que faltam apenas 46 dias para a eleição presidencial norte-americana, não condiz com a boa prática diplomática internacional e afronta as tradições de autonomia e altivez de nossas políticas externa e de defesa”, diz Maia na nota.

O presidente da Câmara dos Deputados também afirmou que seria necessário manter um convívio pacífico com os países vizinhos.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou suas redes sociais para também expressar indignação com a visita de Pompeo.

“Foi um desrespeito frontal à soberania do Brasil a atitude do ministro das Relações Exteriores, ao dar palco a descabidas declarações belicistas sobre Venezuela feitas em Roraima pelo secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, escreveu Lula.

O ex-presidente também expressou apoio a Maia, por sua manifestação contrária à visita.

“O povo brasileiro não quer uma guerra norte-americana por petróleo na América do Sul, ainda mais a partir do nosso território. Queremos paz e cooperação com nossos vizinhos. A era do porrete acabou”, afirmou, em referência à política do ex-presidente americano Theodore Roosevelt (1858-1919), contrário à ingerência de europeus em assuntos do continente americano e também proibindo ações na região que não partissem dos Estados Unidos.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) também usou suas redes sociais para afirmar que a “interferência dos EUA no Brasil ultrapassou todos os limites”.

“A presença de Mike Pompeo afrontando a Venezuela em território nacional é inconstitucional. Nosso país não pode virar um pária internacional pelo servilismo a nações externas”, escreveu.

O primeiro membro do governo a sair em defesa da visita havia sido o ministro das Relações Exteriores. Ernesto Araújo havia dito que a manifestação de Maia “baseia-se em informações insuficientes e em interpretações equivocadas”.

O chanceler também disse que sentia “orgulho” em trabalhar com os Estados Unidos.

“O povo brasileiro preza pela sua própria segurança, e a persistência na Venezuela de um regime aliado ao narcotráfico, terrorismo e crime organizado ameaça permanentemente essa segurança. O povo brasileiro tem apego profundo pela democracia e o regime Maduro trabalha permanentemente para solapar a democracia em toda a América do Sul”, afirmou em nota divulgada pelo ministério.

O chanceler afirmou que Brasil e Estados Unidos estão na “vanguarda da solidariedade ao povo venezuelano, oprimido pela ditadura Maduro”.

“Muito me orgulho de estar contribuindo, juntamente com o secretário de Estado, Mike Pompeo, sob a liderança dos presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, para construir uma parceria profícua e profunda entre Brasil e Estados Unidos, as duas maiores democracias das Américas. Só quem teme essa parceria é quem teme a democracia”, completou.

Por: Correio Braziliense

Uma decisão do ministro Celso de Mello coloca novamente o Supremo Tribunal Federal (STF) em choque com o Poder Executivo. O magistrado determinou, ontem, que o presidente Jair Bolsonaro compareça pessoalmente à Polícia Federal para depor sobre eventual tentativa de interferir na corporação. A determinação passou a constar no inquérito aberto após as declarações do ex-ministro Sergio Moro. No despacho, Celso de Mello afirma que Bolsonaro “é investigado, e não figura como testemunha”, por isso, não tem a prerrogativa de depor por escrito. A decisão foi tomada no dia 18 de agosto, mas o magistrado tirou licença médica e só a assinou nesta sexta-feira, no retorno ao trabalho. Por ora, o Planalto prefere avaliar o cenário e evitar ataques contra a Corte, que agora é presidida por Luiz Fux.
Mello também afirmou que Moro, por meio de seus advogados, poderá participar da oitiva, fazendo perguntas ao presidente. Essa parte do despacho irritou o governo. “O senhor presidente da República — que, nesta causa, possui a condição de investigado — deverá ser inquirido sem a prerrogativa que o artigo 221, inciso 1º, do CPP confere, com exclusividade, apenas aos Chefes dos Poderes da República, quando forem arrolados como testemunhas e/ou como vítimas (e não quando figurarem como investigados ou réus), a significar que a inquirição do Chefe de Estado, no caso ora em exame, deverá observar o procedimento normal, respeitando-se, desse modo, mediante comparecimento pessoal e em relação de direta imediatidade com a autoridade competente (a Polícia Federal, na espécie), o princípio da oralidade, assegurando-se ao senhor Sérgio Fernando Moro, querendo, por intermédio de seus advogados, o direito de participar do ato de interrogatório e de formular reperguntas ao seu coinvestigado”, escreve um trecho do despacho.
Celso de Mello não concordou com o argumento do procurador-geral da República, Augusto Aras, que entendeu que Bolsonaro poderia depor por escrito. A data em que o presidente terá de comparecer deve ser definida pela Polícia Federal. O decano do Supremo destacou que caso prefira, Bolsonaro, assim como qualquer cidadão, poderá ficar em silêncio. “Em consequência, indefiro as propostas deduzidas pelo eminente senhor Chefe do Ministério Público da União, doutor Augusto Aras, por não assistir ao senhor presidente da República qualquer das prerrogativas enunciadas no requerimento formulado pela douta Procuradoria-Geral da República, ressalvada, por óbvio, a possibilidade de o Chefe de Estado exercer, legitimamente, como qualquer cidadão desta República, o seu direito ao silêncio”.
Cabe recurso da decisão ao plenário do Supremo, tendo em vista que foi uma decisão monocrática.
Bolsonaro, ao contrário de outras situações, adotou o silêncio em relação ao despacho. Nem ele, nem os ministros que compõem o seu governo falaram publicamente sobre o assunto. No entanto, o chefe do Executivo reuniu-se com o advogado-geral da União, José Levi, na tarde de ontem, horas após saber da decisão enquanto participava da inauguração de uma obra na Bahia.
A avaliação é de que serão criadas estratégias jurídicas para recorrer e até mesmo mudar a forma de oitiva. Em razão da recente troca na presidência do STF — Luiz Fux assumiu o comando do tribunal na última quinta-feira —, interlocutores do presidente recomendam evitar atritos no momento, algo que poderia deflagrar uma relação conturbada com o Judiciário. Em junho, Bolsonaro afirmou que poderia, sim, prestar depoimento presencial, caso fosse necessário. Disse não estar preocupado com a medida e que o inquérito acabará sendo arquivado. “Eu acho que esse inquérito que tá na mão do senhor Celso de Mello vai ser arquivado. A PF vai me ouvir, estão decidindo se vai ser presencial ou por escrito, para mim tanto faz. O cara, por escrito, eu sei que ele tem segurança enorme na resposta porque não vai titubear. Ao vivo pode titubear, mas eu não estou preocupado com isso. Posso conversar presencialmente com a Polícia Federal, sem problema nenhum”, apontou, à época.
Caso Temer
Esta não é a primeira vez que um presidente da República precisa depor como investigado. Em 2017, o ex-presidente Michel Temer foi acusado de envolvimento em um esquema de corrupção criado para beneficiar a empresa Rodrimar, operadora do Porto de Santos. O então chefe do Executivo editou um decreto que expandia benefícios concedidos para empresas portuárias. Ele foi acusado de receber propina da Rodrimar para publicar as novas regras. Na ocasião, o relator do inquérito era o ministro Luís Roberto Barroso. Ele entendeu, que por se tratar do chefe do Executivo, o presidente poderia prestar depoimento por escrito, ou agendar dia, local e horário para ser ouvido.
A defesa de Temer informou que enviaria as respostas por escrito, e solicitou ao ministro que fixasse um prazo para que isso acontecesse. No mesmo ano, acusado de envolvimento na Lava-Jato, Temer foi chamado novamente para depor. Neste caso, o relator, ministro Edson Fachin, concedeu prazo de 24 horas para que 82 perguntas elaboradas pela PF fossem respondidas, e assim ocorreu. Na ocasião, assim como no caso de Jair Bolsonaro, a PGR manifestou-se a favor do depoimento por escrito. Fachin não viu impedimentos, já que mesmo o Ministério Público foi a favor.
As acusações de Moro
Interferência na PF
“Houve essa insistência (de mudança do comando da PF). Eu disse que seria uma interferência política e ele disse que seria mesmo.”
Relatórios de inteligência
“O presidente me disse, mais de uma vez, que ele queria ter uma pessoa de contato pessoal dele, que ele pudesse ligar, colher informações, relatórios de inteligência, seja o diretor, seja o superintendente, e realmente não é o papel da Polícia Federal.”
A defesa de Bolsonaro
Blindagem
“Nunca pedi a ele (Moro) para que a PF me blindasse onde quer que fosse. (…) Eu nunca pedi para ele o andamento de qualquer processo. Até porque a inteligência, com ele, perdeu espaço na Justiça”.
Obstrução
“Não são verdadeiras as insinuações de que eu desejaria saber sobre investigações em andamento”.
Troca de comando
“Falava-se de interferência minha na Polícia Federal. Ora bolas, se eu posso trocar o ministro, por que não posso, de acordo com a lei, trocar o diretor da Polícia Federal? Não tenho que pedir autorização a ninguém para trocar o diretor ou qualquer um outro que esteja na pirâmide hierárquica do Poder Executivo. (…) Sempre dei plena liberdade a meus ministros, sem abrir mão de meu poder de veto e minha autoridade”.

Os valores eventualmente mantidos ali não foram declarados à Justiça Eleitoral quando Carlos se candidatou à reeleição na Câmara Municipal do Rio, em 2008.

SÃO PAULO, SP, E RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) manteve ao menos de 2007 a 2009 um cofre particular para guarda de bens no Banco do Brasil, indicam extratos bancários do filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Os valores eventualmente mantidos ali não foram declarados à Justiça Eleitoral quando Carlos se candidatou à reeleição na Câmara Municipal do Rio, em 2008. De acordo com as regras do banco da época, os cofres particulares eram destinados à guarda de papéis, moedas, documentos ou joias.

A existência do cofre é indicada em extratos bancários entregues à Justiça de São Paulo pelo próprio vereador num processo em que pede indenização por prejuízos causados por uma corretora em investimentos na Bolsa de Valores.

Foi nesta ação que o vereador declarou ter pago R$ 15,5 mil em dinheiro vivo em junho de 2009 para cobrir prejuízos com o investimento.

Os documentos foram anexados à ação para comprovar as transferências realizadas à corretora. Estão nos autos os extratos de 14 dos 22 meses entre maio de 2007 e fevereiro de 2009. Em todos eles há referência à “tarifa de aluguel de cofre”, que custava mensalmente ao vereador R$ 115 até abril de 2008, quando foi reajustada para R$ 123.

Os papéis não indicam os bens ali guardados e sua avaliação. Os locatários, contudo, são obrigados a declarar o valor do que é mantido no local no termo de adesão –documento que não consta no processo.

No período em que mantinha um cofre, Carlos tinha como único rendimento o salário como vereador, cuja remuneração variou entre R$ 5.500 e R$ 7.000 (ou R$ 11 mil e R$ 13 mil, em valores atualizados).

À Justiça Eleitoral em 2008 ele declarou ter um patrimônio de R$ 260 mil, composto por um apartamento e um carro. Ele não informou nada sobre seus investimentos na Bolsa nem sobre os bens eventualmente guardados no banco. Também não descreveu seu saldo em conta, que variou entre R$ 1.300 e R$ 32 mil no ano do pleito.

Carlos não foi o único integrante da família Bolsonaro a manter um cofre no banco. A ex-mulher do presidente, Ana Cristina Siqueira Valle, alugou o serviço ao menos entre 2005 e 2007, período em que vivia com Bolsonaro.

Ela declarou à polícia em 2007, quando notou um arrombamento do cofre, que havia no local R$ 200 mil e US$ 30 mil em espécie, além de joias avaliadas em R$ 600 mil. Até abril de 2008, Valle era chefe de gabinete de Carlos na Câmara Municipal.

A revista Veja revelou em outubro de 2018 que, na ocasião, ela atribuiu o roubo a Bolsonaro, de quem estava se separando em processo litigioso. A acusação contra o presidente, porém, não foi registrada na polícia.

O cofre de Ana Cristina ficava na agência do Banco do Brasil na rua Senador Dantas, a 250 metros da Câmara Municipal. Ela também mantinha um escritório de advocacia próximo ao local. Os extratos não permitem identificar onde ficava o de Carlos –a agência em que tinha conta também ficava no centro da cidade, a cerca de 500 metros da sede do Legislativo municipal.

O uso de cofre já foi mencionado em casos de corrupção como forma de ocultar dinheiro ilegal. Um dos delatores da Lava Jato chegou a processar um banco após um roubo numa agência onde mantinha cerca de R$ 8 milhões em notas de euro e dólar. O ex-governador do Rio Sérgio Cabral manteve em cofres na Suíça barras de ouro e diamantes.

Carlos é alvo de investigação no Ministério Público do Rio de Janeiro sob suspeita de empregar funcionários fantasmas na Câmara Municipal.

Investigadores acreditam que havia no gabinete do vereador um esquema semelhante ao da “rachadinha” que a Promotoria aponta entre ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A prática conta, em alguns casos, com circulação e acumulação de dinheiro vivo.

Uma das estratégias usadas para alimentar o esquema, segundo o MP-RJ, é justamente o emprego de funcionários fantasmas. No gabinete de Flávio, diz a investigação, esses servidores devolviam seus salários a Fabrício Queiroz, apontado como operador financeiro.

A devolução ocorria por transferências ou saques e depósitos subsequentes na conta de Queiroz. Outra modalidade, suspeita o MP-RJ, era o saque do salário da conta do assessor e entrega em mãos ao suposto operador financeiro. Esta modalidade, porém, não deixa registros bancários, dificultando a investigação.

O jornal O Globo revelou na última quarta-feira (2) que um dos ex-assessores de Carlos sacava quase a totalidade de seus vencimentos na Câmara Municipal. Trata-se de Márcio Gerbatim, ex-marido de Márcia Aguiar, mulher de Queiroz.

Os dados constam da quebra de sigilo bancário feita na investigação contra Flávio, que atingiu todos seus ex-assessores no período de janeiro de 2007 e dezembro de 2018. Neste 12 anos, Gerbatim foi funcionário do vereador (abril de 2008 a abril de 2010) e do senador (abril de 2010 a maio de 2011), motivo pelo qual foi possível verificar sua movimentação financeira obtida na Câmara Municipal.

A prática de saques é a mesma de outros ex-assessores de Flávio investigados. Entre eles estão nove parentes da ex-mulher do presidente, Ana Cristina. O grupo sacou, em média, 84% dos seus salários recebidos na Assembleia.

Os promotores afirmam que este dado corrobora informação publicada pela revista Época segundo a qual alguns parentes de Ana Cristina Valle devolviam até 90% de seus salários a Flávio.

Carlos empregou em seu gabinete na Câmara sete parentes de Valle, além da própria ex-mulher do presidente. Ela também é investigada no procedimento contra o vereador.

A defesa de Carlos não se pronunciou sobre a existência do cofre.

Em relação aos saques de seu ex-assessor, o vereador disse, em suas redes sociais, que “a pessoa sacar seu salário nunca foi crime”.

“Fato ocorrido há 10 anos! A narrativa destes é tão normal quanto dizer que homem pode ser mulher se quiser! O objetivo sempre foi um só: atingir o presidente!”, escreveu o vereador.

O político Ciro Gomes (PDT-CE) disse não acreditar na notícia de que o Partido dos Trabalhadores (PT) vá disputar as eleições de 2022 sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ciro é cotado como candidato à Presidência nas eleições de 2022. 
“Ele diz que pode haver outro candidato se houver outro nome com mais voto. Ora, então Lula é candidatíssimo. Essa frase é aperfeiçoamento do engodo”, afirmou Ciro para a coluna do jornalista Guilherme Amado, na revista ÉPOCA.
Segundo ele, uma candidatura  de Lula só fortaleceria o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido).”A candidatura dele (de Lula) aperfeiçoa o antagonismo que Bolsonaro precisa para se eleger”, afirmou.
Recentemente, Ciro Gomes foi atacado pelo filho 02 de Bolsonaro, Carlos Bolsonaro nas redes sociais. O vereador do Rio de Janeiro vem utilizando o Twitter para compartilhar ofensas e memes contra o político. 

O julgamento do recurso ocorreu nessa terça-feira (25) mas foi interrompido após o voto do relator porque um ministro pediu vistas.

Ex-governador pode ter que pagar multa de R$ 70 mil (Foto: Walla Santos

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Og Fernandes, relator do recurso movido pela Coligação ”A Vontade do Povo” contra Ricardo Coutinho e Lígia Feliciano, decidiu aumentar a multa imposta a ambos. Pelo voto do relator, proferido em julgamento que ocorreu nessa terça-feira (25), Ricardo Coutinho deve pagar multa de R$ 70 mil, quanto Lígia deverá pagar R$ 5.320,50. O julgamento foi interrompido quando o ministro Luis Felipe Salomão pediu vistas.

Por enquanto apenas o relator votou. Além de aumentar as multas, o relator também votou pela não cassação de ambos, uma vez que os mandatos políticos deles já foram exauridos. Para aumentar a multa, Og Fernandes justificou que o governador havia declarado patrimônio de R$ 1,4 milhões, por isso teria condições de arcar com o valor maior.

O recurso aponta uma série de possíveis irregularidades cometidas por Ricardo Coutinho quando era governador do Estado, como grandes mudanças dos ocupantes de cargos em comissão e contratações em períodos vedados. A coligação ”A Vontade do Povo” argumenta que os atos do então governador teriam impactado no resultado das eleições.

O relator afirmou descartou indícios de abuso de poder em boa parte das situações elencadas, mas considerou que Ricardo Coutinho teve conduta reprovável quando contratou funcionários para trabalhar em uma obra em período vedado.

O julgamento será retomado e outros integrantes da corte ainda vão preferir os seus votos.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou o envio de uma missão de ajuda ao Líbano chefiada pelo ex-presidente Michel Temer, que é filho de imigrantes libaneses e foi convidado pela atual gestão para o cargo.

O anúncio foi feito durante conferência sobre ações humanitárias e de apoio financeiro ao Líbano organizada pelo presidente francês Emmanuel Macron, em resposta à grave crise que afeta o Líbano, aprofundada pela tragédia provocada pela megaexplosão que destruiu a área portuária da capital, Beirute.
Bolsonaro expressou as condolências do governo e do povo brasileiro, lembrando que 10 milhões de libaneses e descendentes vivem no Brasil. “Tudo que afeta o Líbano, nos afeta como se fosse o nosso próprio lar”, disse.
Segundo o presidente, o Brasil está provendo ajuda humanitária emergencial e enviará nos próximos dias uma aeronave da FAB com medicamentos e insumos de saúde reunidos pela comunidade libanesa radicada no Brasil.
Também serão enviadas 4 mil toneladas de arroz por via marítima, para fazer frente à escassez de comida provocada pelos extensos danos ao porto de Beirute e aos silos que armazenavam grãos no local.
Por fim, estão sendo realizadas conversas com o governo libanês para envio de equipe técnica multidisciplinar que ajude na perícia da explosão, afirmou Bolsonaro. (R7

 

A Polícia Federal indiciou nesta quinta-feira (16), o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o ex-secretário de Planejamento do tucano, Sebastião Eduardo Alves de Castro, e o ex-tesoureiro de campanha Marco Monteiro por corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. As investigações foram conduzidas pela Lava Jato a partir de delações do grupo Odebrecht.

Além das colaborações, a PF obteve cópia do sistema de informática da empreiteira, análise de extratos telefônicos, obtenção de conversas por Skype e ligações telefônicas de Mesa de Operações e documentos que indicariam a prática de cartel no Metrô de São Paulo e no Rodoanel, além de oitivas de testemunhas.

A saga por crédito: empréstimos na crise são missão quase impossível para empresários

No Itaú, valores disponíveis para crédito pelo Pronampe acabaram em meia hora

Por Andrea Torrente, especial para a Gazeta do Povo / Foto: reprodução

Os pedidos de socorro dos empresários viraram uma corrida contra o tempo enquanto a pandemia avança no país. Micro, pequenos e grandes empresários de todos os setores continuam reclamando da dificuldade de conseguir o crédito emergencial garantido pelo governo.

De acordo com dados do Ministério da Economia, disponíveis no Portal do Empreendedor e atualizados até 10 de julho, apenas R$ 18 bilhões dos R$ 71 bilhões disponíveis em linhas de financiamento foram concedidos, o que equivale a 25% do total.

A estratégia do governo inclui quatro linhas de crédito para socorrer os empresários na pandemia: o Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese); o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe); o Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe); e o Programa Especial de Acesso ao Crédito (Peac), operacionalizado pelo BNDES por meio do Fundo Garantidor de Risco de Crédito (FGI).

Um problema desde o início da crise, o receio dos bancos privados em emprestar segue se refletindo nos números. Ainda de acordo com o painel do Ministério da Economia, considerando os quatro programas, a maior parte do crédito (65%) foi liberada por bancos ligados ao governo: a Caixa Econômica responde por 34% dos financiamentos, e o Banco do Brasil, por 31%. Entre as instituições privadas, o Itaú foi a que mais emprestou, respondendo por 23% do crédito liberado. Na sequência aparece o Santander, com apenas 5% dos financiamentos.

Sufoco dos empresários e dificuldade de acesso geram “corrida” pelo Pronampe
A demora para que o dinheiro chegue na ponta está levando cada vez mais empresas à falência. Em junho, o número de pedidos de recuperação judicial cresceu 45%, enquanto o de falências decretadas aumentou 71%, na comparação com o mesmo período de 2019.

Dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (16) indicam que mais de 716 mil empresas no país estavam fechadas definitivamente na primeira quinzena de junho. A pesquisa Pulso – feita pelo IBGE para acompanhar os efeitos da pandemia nas empresas – aponta, ainda, que 32,3% das empresas que conseguiram uma linha de crédito emergencial para o pagamento da folha de salários o fizeram sem o apoio do governo.

“O acesso está melhorando, mas não chegamos no montante ideal, nem no atingimento da maior parte. O objetivo é continuar com linhas de crédito adequadas para o consumidor final”, avalia Márcio Montella, gerente do Sebrae.

Um sintoma do sufoco dos empresários é a rapidez com que o dinheiro vem se esgotando nas instituições mais dispostas a emprestar. No Itaú, os valores disponíveis para o Pronampe acabaram em meia hora na manhã da última segunda-feira (13). Ao todo, o banco desembolsou R$ 3,7 bilhões – R$ 700 milhões a mais do que os previstos inicialmente. Em três dias, 37 mil micro e pequenas empresas clientes do Itaú acessaram o crédito, que contrataram via aplicativo.

Na Caixa Econômica Federal, o estoque de crédito disponível para o Pronampe também já acabou. Na segunda-feira (13), o banco havia anunciado que o montante para os financiamentos havia sido ampliado em R$ 1,66 bilhão. Mas, apenas um dia depois, o valor máximo, de R$ 5,9 bilhões, já havia sido atingido.

Até sexta-feira (10), o Pronampe havia liberado R$ 11 bilhões para 110 mil empresas. O programa, que soma R$ 18 bilhões, é o mais cobiçado pelos micro e pequenos empresários. O montante, entretanto, parece insuficiente para suprir a demanda.

“São 120 dias que estamos falando da demora. A maioria dos nossos empresários ainda não conseguiu esse dinheiro. Eles estão inadimplentes, como vão pagar as contas? Precisamos da ajuda do setor público”, afirma Fabio Aguayo, da Associação de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) de Curitiba.

Empréstimos do Pronampe ganharam agilidade, mas outras linhas de crédito seguem com dinheiro “empoçado”
Apesar de os empréstimos pelo Pronampe terem ganhado agilidade nos últimos dias, as demais linhas de crédito seguem sendo liberadas a conta-gotas.

Com R$ 40 bilhões disponíveis, o Pese foi criado para financiar a folha de pagamento de pequenas e médias empresas por dois meses. O programa, que apresentou várias falhas, foi encerrado em 30 de junho com apenas R$ 5 bilhões concedidos (12% do total) a 116 mil empresas.

O Fampe (Fundo de Aval a Micro e Pequenas Empresas) também engatinha. Dos R$ 7,5 bilhões disponibilizados, apenas R$ 1,8 bilhão foi concedido a 23 mil clientes, entre MEIs (microempreendedores individuais), microempresas e empresas de pequeno porte.

Empresários torcem, agora, pelo sucesso da linha de crédito do Peac-FGI, do BNDES, com R$ 20 bilhões disponíveis. Criada pelo governo por meio da Medida Provisória 975, em 1º de junho, a linha é voltada para micro, pequenas e médias empresas, além de empreendedores individuais e caminhoneiros autônomos. O texto está sendo analisado no Congresso.

“O Pronampe está funcionando muito bem. Esperamos que o FGI também tenha o mesmo sucesso”, diz Renato da Fonseca, gerente-executivo de economia da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Diante das negativas, casos de empresários desesperados se multiplicam
Enquanto os problemas não são resolvidos, alguns casos retratam o desespero de empresários. Na segunda-feira (13), Arlindo “Magrão” Ventura, dono do tradicional bar O Torto, em Curitiba, se acorrentou em frente a uma agência da Caixa após ter seu pedido de empréstimo negado. “Estamos fechados em nome da saúde pública, mas esses bancos têm que disponibilizar um recurso para manter não só a nossa empresa, mas o emprego”, disse Magrão.

O empresário foi recebido pelo banco na manhã de quarta-feira (15), após passar 48 horas acorrentado, e informou que conseguiu o empréstimo. Questionada pela Gazeta do Povo, a Caixa não comentou o episódio, mas mencionou o acréscimo de valores disponíveis para o Pronampe.

“Ninguém pegou o crédito”, reclama o empresário Nilson Garbarz ao se referir a centenas de empreendimentos turísticos do sul da Bahia que, como ele, sofrem com a falta de clientes e de receita.

Garbarz e a filha Tatiana administram uma pequena pousada em Caraiva (BA) e precisam de dinheiro para não fechar as portas e evitar a demissão de quatro funcionários – um já teve o contrato rescindido. “Não pode ser loteria, não pode ser só para quem chega primeiro. Tem que ter para todo mundo”, reclama o empresário.

A família teve dois pedidos de empréstimo negados: o primeiro foi por meio do Fundo Geral de Turismo (Fungetur) operado pela agência de fomento Desenbahia; o segundo foi pelo Pronampe, via Itaú. O Fungetur é um fundo de R$ 5 bilhões voltado para empresas do setor turístico.

De acordo com relatório do Ministério do Turismo, o Fungetur liberou R$ 304 milhões para 1.121 empresas até o fim de junho.”

Município de Lagoa Grande, no Sertão, terá toque de recolher a partir desta quinta-feira

Município de Lagoa Grande vai ter toque de recolher — Foto: Emerson Rocha

Com 70 casos de Covid-19 confirmados, 35 curas e duas mortes, a prefeitura de Lagoa Grande, no Sertão de Pernambuco, publicou nesta quarta-feira (15) um novo decreto com medidas temporárias para o enfrentamento da emergência em saúde pública, causada pelo novo coronavírus. Entre as medidas do decreto está o toque de recolher, que entra em vigor a partir desta quinta-feira (16).

De acordo com a nota da prefeitura, entre as 19h e 4h fica “vedado a qualquer indivíduo a permanência e o trânsito em vias, equipamentos, locais e praças públicas, em todo território do município”. A medida abrange distritos, povoados e lugarejos de Lagoa Grande.

O decreto tem vigência de 15 dias e também é válida para “visitantes das regiões adjacentes, em conformidade com as condições estabelecidas nos Decretos expedidos pelo município”, explica a nota da prefeitura.

Em entrevista a uma emissora de rádio da cidade, o prefeito Vilmar Cappellaro disse que novas medidas são técnicas e de prevenção a saúde. Ele também pediu a compreensão dos moradores.

“Os maiores índices de contaminação se deram exatamente por que algumas pessoas não estão acreditando na gravidade da saúde pública. Fizemos um acordo, tanto com a Polícia Militar, o Ministério Público e a secretária de Saúde e Vigilância Sanitária, para estas medidas. Os comércios poderão funcionar, com toda a prevenção, até as 19h. Não queremos fechar comércio, não queremos decretar lockdown, respeitamos o direito de ir e vir das pessoas. Esperamos que a população atenda. Todas as ações que fazemos são no sentido de prevenção de vidas

Afogados da Ingazeira amanhece com mais uma notícia triste. Segundo informações preliminares a jovem Nayara, 19 anos, foi encontrada sem vida  no Residencial Miguel Arraes bairro de Afogados, onde residia. as  primeiras informações que ela teria cometido suicídio por enforcamento.

Recife: Marília Arraes lidera e o segundo lugar está indefinido

A pré-candidata do PT, Marília Arraes, aparece na dianteira com 21% na primeira pesquisa de intenção de voto para prefeito do Recife feita pelo Instituto Potencial com exclusividade para este blog. Em segundo lugar, empatados, tecnicamente, despontam Patrícia Domingos, do Podemos, com 12%, Mendonça Filho, do DEM, também com 12%, Daniel Coelho, do Cidadania, com 10%, e João Campos, do PSB, com 9%. Abaixo, bem distantes, Marco Aurélio Meu Amigo, do PRTB, pontuou 3% e Alberto Feitosa, do PSC, 1%. Indecisos somam 15% e brancos e nulos 17%.

Na sondagem espontânea, quando o entrevistado tem que lembrar o nome do seu candidato preferencial nem o auxílio do disquete, Marília também lidera com 11%. Patrícia tem 5%, Daniel Coelho 5%, Mendonça Filho 3%, João Campos 3% e Marco Aurélio e Feitosa, cada um com 1%. Neste cenário, os indecisos sobem para 54% e brancos e nulos se situam em 14%. O levantamento foi feito por telefone entre os dias 10 a 15 últimos, com margem de erro de 3,5% para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95%.
No item rejeição, Mendonça é o que detém a maior taxa. Dos 800 entrevistados, 54% disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Pela ordem, aparece Daniel em seguida, com 53%, Marco Aurélio (50%) João Campos (48%), Alberto Feitosa (44%), Marília Arraes (42%) e, por fim, a delegada, com 38%. A maior taxa de eleitores já decididos também é da petista, com 17% dos entrevistados, seguida de Patrícia e Daniel, com 10%, João Campos (7%), Mendonça Filho (6%), Marco Aurélio (2%) e Alberto Feitosa, com apenas 1%.
Quanto ao grau de conhecimento dos candidatos, o mais desconhecido é Feitosa, com taxa de 47%, seguido de Marco Aurélio (38%), Patrícia (31%), João (11%), Marília (10%) e Mendonça (8%). A metodologia adotada foi a de pesquisa quantitativa, com entrevistas pessoais telefônicas junto aos eleitores com 16 anos ou mais, conduzidas mediante aplicação de questionário estruturado, elaborado especificamente para este estudo.
A amostra foi segmentada por cotas de sexo e faixa etária baseada nas informações do TSE – TRE/PE, de forma representativa do universo em estudo (eleitores de Recife), num total de 800 entrevistas, distribuídas proporcionalmente (IBGE) pelas Regiões Político-Administrativas definidas oficialmente pela Prefeitura. O registro na justiça eleitoral tem o número 08257/2020.
AVALIAÇÃO DAS GESTÕES
O Instituto Potencial sondou também o grau de satisfação do eleitorado recifense com os três níveis de poder – federal, estadual e municipal. O prefeito Geraldo Júlio é desaprovado por quase metade dos entrevistados – 46%. Destes, 35% qualificam como péssima e 11% ruim. Entre os que aprovam, 20% julgam boa e apenas 3% ótima, enquanto 29% avaliam como regular. Ainda 2% disseram que não sabiam responder.
O governador Paulo Câmara tem rejeição maior ainda – 55%. Entre os que desaprovam, 41% julgam péssima e 14% ruim, enquanto 26% acham regular. Entre os que aprovam, 15% acham boa e apenas 3%, com mais 2% que não quiseram responder ou afirmaram que não sabiam responder. O Governo Bolsonaro tem 54% de desaprovação, dos quais 44% acham seu Governo péssimo e 10% ruim. Os que julgam regular são 21% e 1% não souberam responder.
Entre os que aprovam, 13% apontaram a gestão federal como ótima e 11% boa, enquanto 21% julgam regular e 1% não soube responder. Já em relação ao sentimento da população na gestão da Covid-19, a maior taxa de aprovação é do Governo Paulo Câmara, com 41%, seguido de Geraldo Júlio com 39% e Jair Bolsonaro com 33%.
 Blog do Magno

A informação do diagnóstico foi confirmada nas redes socais pela equipe da ex-atleta, neste sábado (11). (Foto: Jane de Araújo/Agência Senado)

A senadora Leila Barros, conhecida como Leila do Vôlei (PSB-DF), foi diagnosticada com a Covid-19. A informação foi confirmada nas redes socais pela equipe da ex-atleta, neste sábado (11).

Com febres e dores no corpo, a parlamentar fez o exame RT-PCR, que diagnosticou a infecção. Segundo o boletim mais atualizado da Secretaria de Saúde, a capital do país registrava 67.912 casos da doença. O DF está em estado de calamidade pública devido à pandemia do novo coronavírus.

A publicação diz ainda que a senadora cumpre o isolamento social e que os exames de imagem não detectaram alterações nos pulmões.

“Embora esteja confiante na plena recuperação, a parlamentar do DF apresenta indisposição devido à forte dor de cabeça. Leila cumprirá o isolamento domiciliar conforme orientação médica”, diz trecho da nota.

Entre os políticos do Senado, além da parlamentar, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi diagnosticado com a doença, logo quando começaram a surgir os primeiros casos de Covid-19 no país. Ele se recuperou sem apresentar sintomas mais graves. Em maio, o líder do PT no Senado, senador Rogério Carvalho (SE), também testou positivo para a doença.

Coronavírus no DF

Segundo dados da Secretaria de Saúde, o DF registra 866 óbitos por Covid-19. Do total de vítimas, 75 moravam em outros estados, mas morreram na capital.

Um levantamento da Sala de Situação do governo do DF, que monitora a ocupação dos hospitais durante a pandemia, apontou que os leitos da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) – referência no tratamento da Covid-19 – atingiu 100% de ocupação na manhã deste sábado (11).

No geral, a taxa de ocupação de leitos para pacientes com a Covid-19 na rede pública, até às 11h05, era de 74,03%. O número inclui unidades pediátricas, neonatais e adultas.

Segundo o portal, das 626 vagas reservadas, 434 estavam ocupadas e 42, bloqueadas. Os leitos livres eram 150.

Já nos hospitais particulares, 21 das 244 vagas reservadas para pacientes com Covid-19 estavam disponíveis no mesmo horário. A taxa de ocupação era de 91,32%.

Senadora eleita

Nascida em Brasília, Leila Barros ficou famosa como atleta profissional de vôlei. Pela seleção brasileira, foi medalhista de bronze nas Olímpiadas Atlanta-1996 e Sydney-2000.

Em 2014, foi candidata a deputada distrital pelo PRB, mas não se elegeu. Chefiou a Secretaria de Esporte e Lazer do governo Rodrigo Rollemberg (PSB) entre janeiro de 2015 e abril de 2018, quando se licenciou para disputar o Senado, já filiada ao PSB.

Usando o nome Leila do Vôlei, a medalhista olímpica foi eleita senadora pelo Distrito Federal nas eleições de 2018. Esta é primeira vez que parlamentar assume um mandato político.

Receita alerta para retorno de obrigações adiadas na pandemia 

Receita Federal

As empresas e os demais contribuintes devem estar atentos para o retorno de obrigações com o Fisco adiadas durante a pandemia do novo coronavírus. Tributos e declarações que haviam sido suspensos ou postergados voltam a valer em julho.

A Receita Federal emitiu um alerta para orientar o contribuinte. A contribuição patronal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e os Programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) devem ser pagas neste mês. O mesmo ocorre com a contribuição de empresas e de empregadores domésticos ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

No caso das contribuições para o INSS, a Cofins e o PIS/Pasep, a suspensão só valeu para as quotas de abril e de maio, cujo pagamento foi transferido para agosto e outubro, respectivamente. As quotas de junho, com vencimento em julho, devem ser quitadas.

A contribuição da empresa para o INSS deve ser paga até o dia 20, assim como a contribuição da agroindústria e dos empregadores rurais para a Previdência Social. As contribuições para a Cofins e o PIS/Pasep devem ser quitadas até o dia 24.

No caso do FGTS, o governo adiou o pagamento das quotas de abril, maio e junho. Os valores poderão ser divididos em seis parcelas, de julho a dezembro, sem multas e encargos. A quota deste mês deve voltar a ser paga no dia do vencimento. A contribuição para o empregador doméstico venceu na última terça-feira (7).

Declarações

Também devem ser entregues neste mês declarações que estavam suspensas. As declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) originalmente previstas para o 15º dia útil de abril, de maio e de junho, deverão ser apresentadas até 21 de julho. Segundo a Receita Federal, inclusive a declaração referente aos fatos geradores de maio de 2020 deverá ser enviada.

O arquivo digital da EFD-Contribuições, que integra o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) deve ser entregue até a próxima terça-feira (14). O envio estavas previsto para o 10º dia útil de abril, maio e junho. A escrituração referente a maio de 2020 também deverá ser transmitida ao Fisco.

Agência Brasil

Fernando Bezerra tenta levar o MDB para a oposição e quer Raul Henry como candidato a prefeito do Recife

Com informações do Blog de Jamildo

O senador Fernando Bezerra Coelho afirmou nesta quarta-feira (15), em entrevista à Rádio Jornal, que pesquisas contratadas pelo MDB “dão muita animação” para que possa prosperar a candidatura do deputado federal Raul Henry à Prefeitura do Recife pelo partido, defendida por ele. “Raul me autorizou a prosseguir com conversas com outras forças”, disse. “O MDB pode de fato liderar uma candidatura com grandes apoios no plano municipal”.

Fernando Bezerra Coelho disse ter conversado com Raul Henry por telefone na segunda-feira (13). Durante o fim de semana, o deputado recebeu na sua casa de praia o governador Paulo Câmara (PSB), de quem é amigo. O socialista tenta segurar o MDB na base de apoio para fortalecer a candidatura de João Campos (PSB) no Recife e, para isso, pode oferecer a Secretaria de Educação ao emedebista.

O senador afirmou que Raul Henry não conversou com ele sobre o espaço no governo. “Pelo contrário, estava animado no sentido de dar passos para a candidatura dele”, afirmou. “É óbvio que quando o governador faz o gesto de visitar Raul na casa de praia a especulação corre solta. Mas prefiro analisar o que estou ouvindo”.

DO PSB PARA O MDB

Bezerra Coelho deixou o PSB e entrou no MDB em 2017, em uma articulação com a executiva nacional para retirar o partido da base socialista. No período, Raul Henry, que é presidente do partido, era vice-governador. O deputado levou o caso à Justiça e conseguiu manter o partido na Frente Popular, coligação pela qual Jarbas Vasconcelos foi eleito para o Senado. Este ano, os três se reaproximaram e têm cargos na direção estadual do partido.

Jarbas era opositor do PSB e voltou a ser aliado do partido em 2012, quando o ex-governador Eduardo Campos rompeu com o PT — petistas e socialistas retomaram a aliança em 2018. Em entrevista à Rádio Jornal na semana passada, o senador sinalizou que quer se manter no grupo de Paulo Câmara, mas elogiou Raul Henry e afirmou que, se o correligionário decidisse se candidatar, subiria no seu palanque.

A legenda justificou a expulsão do parlamentar por ‘incompatibilidade política’

BRASÍLIA — A Executiva Nacional do Podemos decidiu nesta segunda-feira ratificar decisão do diretório estadual de São Paulo, do mês passado, e expulsar o deputado federal Marco Feliciano do partido. A reunião que confirmou o destino do parlamentar ocorreu na capital paulista, pela manhã.

Segundo a assessoria da legenda, a punição foi justificada pela “incompatibilidade política”, já que Feliciano se manifestou por “apoio irrestrito” ao presidente da República, Jair Bolsonaro. O Podemos se diz independente do governo.

O GLOBO entrou em contato com o parlamentar, mas não obteve retorno até o momento.

Em nota oficial no dia 9 de dezembro, a direção da sigla informou que o “caso foi avocado pela Comissão Executiva Nacional, na forma do artigo 65 do estatuto partidário”. Ainda de acordo com a legenda, o diretório de São Paulo não tinha competência para tomar essa decisão.

Segundo o colunista Lauro Jardim, o deputado torce pelo sucesso do projeto Aliança pelo Brasil para ingressar no futuro partido de Bolsonaro. Com a expulsão, Feliciano não perde o mandato e pode migrar de sigla.

Dirigentes do Podemos entenderam que Feliciano já se ofereceu publicamente para ser vice do atual presidente da República para uma chapa em 2022. O pastor já declarou que Bolsonaro “terá um vice evangélico”.

As falas incomodaram Alvaro Dias (Podemos-PR), principal nome da legenda para a disputa ao Planalto, e também o presidente do diretório de São Paulo, Mario Covas Neto.

Além disso, não foi bem recebida no partido uma reportagem do “Estado de S. Paulo” sobre o uso de dinheiro público pelo deputado. Feliciano teve R$ 157 mil reembolsados pela Câmara por tratamento odontológico.

Desde que Bolsonaro assumiu a Presidência, Marco Feliciano se aproximou de Bolsonaro para fazer a interlocução do Planalto com a bancada evangélica na Câmara. Apesar de discursar com frequência a favor do governo, tem restrições a alguns ministros, especialmente o da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

Desde o início do ano passado, o deputado já se empenhou para ser indicado ao comando de um Ministério na Esplanada. Agora, sonha em compor uma chapa com Bolsonaro. Para se aproximar do núcleo duro do governo, investiu inclusive para abrir um canal de diálogo com o principal ideólogo do governo, Olavo de Carvalho. Em abril, foi aos Estados Unidos para conversar pessoalmente conversar pessoalmente com o filósofo.

‘Motivo de orgulho’
Vice-Líder do governo no Congresso, Feliciano divulgou nota afirmando que foi expulso por infidelidade partidária, por fazer campanha para Bolsonaro em 2018. “Qualquer outro motivo é fake news. Basta ler o ato de expulsão”, escreveu o deputado.

“A Executiva Nacional do Podemos me procurou e externaram que não queriam minha saída. Inclusive o presidente estadual do Podemos, vereador Covas Neto, foi repreendido pela Executiva Nacional e pediu afastamento da presidência. Em resposta, disse que não havia mais clima para minha presença no partido, sendo todo dia atacado ora por Alvaro Dias, ora por Covas Neto”, acrescentou Feliciano.

Segundo o deputado, Covas Neto e Dias “só pensam em seus projetos pessoais e eleitoreiros, em detrimento dos interesses do Brasil e de São Paulo”. Ele disse ainda que o primeiro transformou o Podemos de São Paulo em “um puxadinho do PSDB à serviço da candidatura do sobrinho”, o tucano Bruno Covas, prefeito da capital paulista.

“Já Alvaro Dias (que saiu anão da eleição presidencial com menos de 1% dos votos), age como o PT e aposta no quanto pior melhor. Ao invés de ajudar um governo que não tem escândalo de corrupção e está tirando o Brasil do atoleiro, só pensa em ser presidente da República. Por fim, reafirmo aqui que para mim é motivo de orgulho ser expulso do Podemos por defender o presidente Bolsonaro, que está mudando o Brasil para melhor”, concluiu Feliciano.

 

Segundo a reportagem, Bolsonaro devem deixar a base Naval de Aratu, na região metropolitana de Salvador, na Bahia, nesta terça-feira (31), com destino à capital federal.

Criticado por deixar a esposa passar o réveillon e fazer uma cirurgia enquanto viajava de férias, Jair Bolsonaro vai antecipar a volta para Brasília para passar a festa de virada do ano ao lado de Michelle Bolsonaro. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (30) pelo portal R7, da Rede Record.

Segundo a reportagem, Bolsonaro devem deixar a base Naval de Aratu, na região metropolitana de Salvador, na Bahia, nesta terça-feira (31), com destino à capital federal.

Bolsonaro chegou à região na sexta-feira (27) acompanhado da filha Laura e de uma comitiva presidencial e pretendia ficar 10 dias descansando.

Manchas de óleo voltam a aparecer no litoral do Nordeste

De acordo com o Ibama, amostras do material foram enviadas para análise no Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), a fim de verificar o tipo do óleo.

De acordo com o Ibama, amostras do material foram enviadas para análise no Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), a fim de verificar o tipo do óleo.

A Marinha do Brasil informou que militares, membros da Defesa Civil e voluntários estão sendo mobilizados para ajudar no recolhimento dos vestígios de óleo. 

Segundo o Ibama, até a última sexta (27) haviam 980 pontos atingidos pelos resíduos, em contaminação que atingiu todos os estados do Nordeste, mais praias do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Membros do Turismo Comunitário de Caetanos de Cima disseram à Folha de S.Paulo que foi a segunda vez que o petróleo chegou na cidade e em praias vizinhas. Dessa vez, as manchas chegaram em maior quantidade, segundo as pessoas ouvidas pela reportagem.

A comunidade de Caetanos de Cima, litoral oeste do Ceará, é formada por pescadores e agricultores.

As primeiras manchas de óleo foram vistas há quatro meses no litoral do Nordeste, no estado da Paraíba, em 30 de agosto. As cidades afetadas na ocasião foram Conde e Pitimbu, que ficam a cerca de 40 km uma da outra. 

As análises do óleo, realizadas pela Petrobras, Marinha e universidades do Nordeste, indicaram que o material tem assinatura venezuelana, uma mistura de três campos de exploração no país. 

Em resposta, o governo de Nicolás Maduro negou que seja responsável pelo desastre ambiental.

Nota foi assinada pelo presidente do partido, Carlos Siqueira (Foto: Divulgação)

O PSB publicou em seu site nota oficial sobre a sétima fase da Operação Calvário, deflagrada na manhã desta terça-feira (17) e que decretou a prisão preventiva de pelo menos três pessoas do partido: a deputado Estela Bezerra; a prefeita de Conde, Márcia Lucena; e o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho.

Leia na íntegra:

Em face da Operação Calvário, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (17), no Estado da Paraíba, o Partido Socialista Brasileiro reafirma, como sempre, seu total apoio à apuração dos fatos, respeitados o devido processo legal e o amplo direito de defesa.

O PSB reitera sua confiança na conduta do ex-governador Ricardo Coutinho e dos demais investigados e investigadas, na certeza de que uma apuração isenta e justa resultará no pleno esclarecimento das denúncias.

Brasília-DF, 17 de dezembro de 2019.

CARLOS SIQUEIRA
Presidente Nacional do Partido Socialista Brasileiro – PSB

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, mandou um duro recado para o presidente Jair Bolsonaro, ao comentar as investigações sobre a morte da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

“Eu não manipulo a polícia do Rio de Janeiro. Esse sujeito, Jair Bolsonaro, está acusando um governador do estado a manipular a policia do seu estado. A policia no nosso estado é independente. Eu não posso fazer o contrário, tentar manipular a policia para que certas pessoas não sejam investigadas. Quem não deve não teme”, disse ele.

Bolsonaro alega que Witzel tenta conectá-lo ao caso Marielle, por motivação política e seu ministro Sergio Moro luta para federalizar o caso, tirando-o da alçada da polícia do Rio de Janeiro. (247)

A saída do presidente Jair Bolsonaro do PSL vai rachar a bancada do partido na Câmara. Projeção feita pelo GLOBO aponta que 24 dos 53 deputados federais da sigla devem acompanhar o presidente para fundar a Aliança pelo Brasil. Outros 27 indicam que vão permanecer nos quadros da legenda, enquanto dois ainda não decidiram qual rumo vão tomar.

Se a criação do partido de Bolsonaro for adiante, a tendência é que as forças de centro se fortaleçam ainda mais no Congresso. Com a base esfacelada, o governo pode ter mais dificuldades na relação com o Legislativo.

A possível migração vai alterar a dinâmica da negociação política. O PSL, segundo maior partido da Câmara, passaria a ser a nona maior bancada, caso os deputados hoje indecisos decidam continuar no partido, enquanto a Aliança pelo Brasil ficaria com a 12ª posição. O PL, integrante do centrão — que reúne ainda PP, DEM, Republicanos, PTB, PSD e Solidariedade —, seria alçado à segunda bancada, atrás do PT. O bloco informal soma mais de 250 votos na Casa.

Há matérias empacadas na Câmara consideradas bandeiras por Bolsonaro, como o projeto que flexibiliza regras de trânsito. A reforma administrativa que o ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende enviar é outra pauta com grandes chances de dispersão de apoios. Uma derrota recente ao governo imposta pelo centrão foi a votação do projeto de armas, que acabou desfigurado. Outro tema que pode ter o mesmo destino é o pacote anticrime, do ministro Sergio Moro.

Deputados que indicaram permanecer no PSL dizem que vão apoiar a pauta econômica e de costumes do governo, mas não terão a obrigação de seguir as orientações do Palácio do Planalto. A ex-líder do governo no Congresso Joice Hasselmann (PSL-SP) tem dito que “aliados não podem ser feridos de morte”. Apesar das fissuras, apoiadores de Bolsonaro insistem que a divisão será irrelevante para a articulação política.

 

 

MUNDO:

Primeira sessão pública do impeachment marca estratégia democrata em narrativa contra Trump

Matthew Underwood chegou ao prédio de comissões do Congresso americano pouco depois da meia-noite desta quarta-feira (13). O escritor de 30 anos queria garantir um bom lugar na primeira audiência pública do processo de impeachment contra Donald Trump, marcada para dali a dez horas.

Deparou-se com um corredor vazio, então voltou para a casa e retornou às 6h30, quando se juntou aos primeiros da fila de cerca de cem pessoas que tentavam acompanhar de perto o evento histórico para a política dos EUA.

“É importante ser público e televisionado, porque ouvimos vários parlamentares dizerem que não estão cientes dos fatos, já que não têm tempo de ler as transcrições dos depoimentos que foram dados a portas fechadas”, afirma Underwood.

“Ter uma sessão aberta tira da frente essa desculpa e mostra se há mesmo provas concretas.”

Sob os olhos atentos do escritor, os diplomatas William Taylor e George Kent falaram à Comissão de Inteligência da Câmara como testemunhas-chave para os democratas.

Nesta nova etapa do processo, a oposição quer angariar apoio à narrativa de que Trump atuou de forma irregular ao pressionar o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, a investigar Joe Biden, adversário político do republicano, e o filho dele, Hunter, que trabalhava em uma empresa de gás daquele país.

E os diplomatas não decepcionaram. Em uma sala cheia de jornalistas, parlamentares e curiosos, Taylor, embaixador dos EUA na Ucrânia, confirmou o que já havia dito em depoimento privado no Congresso no fim de outubro: Trump condicionava ajuda militar ao país europeu a apurações contra Biden.

Também afirmou que o presidente se preocupava mais com essas investigações do que com a Ucrânia e adicionou à trama detalhes novos, que diz ter tido conhecimento somente na semana passada.

Em sua fala de abertura, Taylor contou que um integrante de sua equipe ouviu um telefonema entre Trump e Gordon Sondland, embaixador dos EUA para a União Europeia, no qual o presidente perguntava sobre o status “das investigações” logo depois de Sondland ter se encontrado com um alto oficial ucraniano, em Kiev.

Segundo ele, o embaixador na UE disse que Trump “se importava mais” com as apurações do que com a Ucrânia.

A conversa entre Trump e seu auxiliar, diz Taylor, aconteceu em 26 de julho, um dia após o americano pedir a Zelenski, também por telefone, para investigar os Bidens.

À época, o governo dos EUA retinha uma ajuda militar à Ucrânia que, segundo Sondland, só seria liberada caso o país europeu fizesse uma declaração pública sobre as investigações contra o democrata e seu filho.

Taylor confirmou que o foco de Trump era Biden e ponderou acreditar ser “loucura” reter uma ajuda militar “por causa de campanha política.”

Conforme interrogavam os diplomatas, os deputados exibiam em um telão trechos da transcrição da ligação entre Trump e o presidente ucraniano.

Nela, Zelenski devolvia os comentários do líder americano dizendo que a Ucrânia estava trabalhando nas investigações e agradecia por um suposto convite para ir a Washington.

Questionados se uma coisa estava condicionada à outra, Taylor e Kent responderam “sim”.

A contrapartida é um dos principais pilares da oposição para mostrar o desvio de conduta e abuso de poder de Trump em suas relações com a Ucrânia.

Os democratas tentam aprovar o processo na Câmara, de maioria oposicionista. Depois disso, o impeachment ainda precisa passar pelo Senado, de maioria republicana.

A oposição sabe portanto que é preciso convencer independentes e possíveis dissidentes republicanos a abandonar o presidente caso haja mais pressão popular, por exemplo.

Como é habitual, Trump estava ativo em seu Twitter desde cedo. Ele nega qualquer irregularidade no imbróglio com a Ucrânia e diz que os democratas, mais uma vez, tentam fazer uma “caça às bruxas” contra seu governo para desgastar sua imagem e tentar impedir sua reeleição em 2020.

Mais tarde, em entrevista coletiva na Casa Branca, iniciada somente após o fim da audiência no Congresso, Trump disse que não tem conhecimento dos fatos expostos pelas testemunhas nesta quarta, que não se lembra da conversa com Sondland e que não houve “quid pro quo” -troca de favores- no episódio da Ucrânia.

“Não me lembro de nada. Ele só falou comigo rapidamente, não houve quid pro quo nessas circunstâncias. Não tem quid pro quo e ponto. É simples.”

O presidente disse que assistiu “apenas por um minuto” à audiência, porque estava recebendo o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, compromisso, segundo ele, “muito mais importante”, e chegou a pedir que somente “repórteres-amigos da Turquia” fossem escolhidos para fazer perguntas.

Essa é a quarta vez que os EUA discutem um processo de impeachment no Congresso -a terceira delas televisionada.

Ainda esta semana haverá outra sessão aberta, com a ex-embaixadora dos EUA na Ucrânia Marie Yovanovitch.

Na próxima semana, seguem os depoimentos com o testemunho de Jennifer Williams, assessora do vice-presidente Mike Pence, entre outros.

Os democratas dizem que querem votar o impeachment na Câmara até o fim deste ano.

 

 

 

 

 

Alguns manifestantes pro presidente se amontoam em Vitória, Espirito Santo – foto: divulgação

Fracassaram as manifestações convocadas por correligionários de Bolsonaro em todo o País.

Jair Bolsonaro (PSL) perdeu a primeira batalha pelas ruas, neste sábado (9), para o ex-presidente Lula (PT).

Os bolsonaristas queriam protestar contra a libertação do petista e contra os seis ministros do STF que votaram contra a prisão em segunda instância.

Em Curitiba, outrora capital da Lava Jato, apenas 20 pessoas compareceram à manifestação pró-Bolsonaro

Alguns manifestantes pro presidente se amontoam em Vitória, Espirito Santo – foto: divulgação

“Pouca gente e muita baixaria”, relatou ao Blog do Esmael o advogado Mesael Caetano dos Santos, conhecido como “Advogado dos Pobres”.

Em Curitiba, o fracassado protesto bolsonarista ocorreu na tradicional Boca Maldita.

 

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula vai pedir nesta sexta-feira sua imediata liberdade à 12ª Vara de Execuções Penais (VEP) de Curitiba. Caberá à juíza Carolina Lebbos autorizar a soltura do petista e de outros presos na mesma situação, como o ex-ministro José Dirceu.

A decisão, no entanto, não é automática. O juiz de execução pode ainda decretar prisão preventiva do petista, se assim for pedido pelo Ministério Público e se considerar que existem os requisitos previstos em lei para isso — como, por exemplo, periculosidade do réu e risco de fuga. Não há prazo definido em lei para que ele se manifeste.

Caso Lula seja solto hoje, ele terá ficado 580 dias na cadeia. Nas conversas que manteve nas semanas que antecederam a decisão de ontem do STF, Lula deixou claro aos seus aliados que, ao ganhar a liberdade, dois pontos vão marcar a sua atuação política: não fará inflexão ao centro nem empunhará a bandeira de deslegitimar o governo do presidente Jair Bolsonaro, como em eventual campanha por impeachment.

Nova oposição

Lula planeja viajar o país e tentar fortalecer a oposição ao governo. Também está previsto um giro internacional para se encontrar com personalidades que se manifestaram contra a sua prisão. Mas o primeiro ato do petista ao ser libertado será em Curitiba, em frente à Polícia Federal. O ex-presidente quer prestar uma homenagem aos simpatizantes que ficaram em vigília no local durante um ano e sete meses. A expectativa é que também ocorra um comício em São Paulo ou São Bernardo do Campo, em seguida.

— Ao sair daqui, ele está querendo preparar um grande pronunciamento à nação, afirmou João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do MST, depois de visitar o petista em sua cela na Polícia Federal do Paraná, na tarde ontem.

A possibilidade de adotar um caminho político de centro chegou a ser discutida por petistas próximos a Lula. Com Bolsonaro seguindo por uma linha que os dirigentes do partido classificam como de extrema-direita, uma inflexão ideológica poderia ajudar o PT a recuperar o terreno perdido na sociedade. Mas, após debates, a conclusão foi que a legenda enfrenta rejeição muito mais pelas denúncias de corrupção e pela acusação de que as medidas econômicas do governo Dilma Rousseff quebraram o país do que propriamente por questões ideológicas.

— O Lula me falou: avisa lá para os sem-terra que eu vou sair mais à esquerda do que eu entrei, disse Rodrigues.

A recuperação da imagem do PT se dará, na visão dos dirigentes partidários, aos poucos, impulsionada pelo desgaste de Bolsonaro. Na estratégia traçada, Lula pode impulsionar esse sentimento ao frisar em seus discursos as consequências para a população das medidas que vêm sendo adotadas, principalmente na área econômica. Um antigo aliado destaca a “capacidade de Lula de explicar de maneira simples um assunto complexo”. Esse mesmo aliado aposta que Lula evitará entrar em bate-bocas com o atual presidente. Com informações de O Globo.

Deputados e senadores lavajatistas estão se preparando para lutar no Congresso Nacional contra a decisão do Supremo Tribunal Federal de vetar a prisão após a segunda instância. Esses parlamentares querem acelerar a tramitação de Propostas de Emenda à Constituição sobre o tema na Câmara e no Senado.

 A decisão do Supremo Tribunal Federal nessa quinta-feira (7) de vetar a prisão após a segunda instância é alvo de reação por parte de parlamentares lavajatistas, que querem acelerar a tramitação de Propostas de Emenda à Constituição sobre o tema na Câmara e no Senado.

Tudo indica que ocorrerá uma dura luta política em torno do tema porque o presidente da Câmara Rodrigo Maia já adiantou que o Congresso não deve enfrentar o Supremo, informa a Folha de S.Paulo

“A gente tem que tomar certo cuidado porque tivemos a oportunidade de ter tratado disso em março. [Apreciar as propostas] logo depois que o Supremo decidir que ia revisitar o tema, pode parecer que a gente está querendo enfrentar o Supremo e não é o caso”, afirmou Maia. 

A reportagem destaca que o grupo de deputados e senadores lavajatistas não tem votos suficientes em nenhuma das duas Casas. Para aprovar uma emenda constitucional, são necessários 308 votos de deputados e 49 de senadores, em votação em dois turnos.

FELICIANO

 

Publicado por Marcos Montinelly em Terça-feira, 5 de novembro de 2019

 

 

 

O deputado pastor Marcos Feliciano (PSL-SP) pediu ajuda para o presidente do PSL no Amapá, o também pastor Guaracy Jr., para que organizasse um grupo para atacar o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) em suas redes sociais. Os parlamentares discutiram pela internet neste final de semana por conta da obstrução de justiça que teria sido feita pelo presidente Jair Bolsonaro.

Randolfe Rodrigues

@randolfeap

Deputado, “falsa comunicação de crime” (art. 340, CP) ocorre só quando não se aponta o nome do marginal: se a acusação for sabidamente falsa contra pessoa determinada, seria “denunciação caluniosa” (art. 340, CP). 

Marco Feliciano

@marcofeliciano

O Sen. Radolfe @randolfeap tuíta dizendo q representará contra o PR @jairbolsonaro por “crime de obstrução à justiça”. Esse crime não existe no Código Penal! Se ousar fazer, eu representarei ao PGR contra ele por crime de comunicação falsa (Art. 340/CP), esse sim existente!

Em um áudio, Feliciano pede para Guaracy juntar pessoas que possam o ajudar na discussão contra Randolfe, e se refere ao político como “senadorzinho”.

“Meu querido líder Guaracy, tudo bom? Por favor, amigo, dá um abraço no pastor Jeziel. Agradece a ele pela atenção, por ter saído em minha defesa. Não sou jurista igual ele, mas eu leio um pouco, né? E esse senadorzinho aí precisa de um trato, né? Se ele puder me ajudar mais… Se ele puder levantar um grupo de pessoas pra ir lá no Twitter dele ou no Facebook e espancar ele, ele começa a baixar a bola”, fala o deputado, no áudio publicado pela revista Época.

Mais um general decidiu abandonar o governo de Jair Bolsonaro. Nesta segunda-feira 4/XI, Maynard Marques de Santa Rosa se demitiu do cargo de chefia da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), vinculada à Secretaria-Geral.

A Folha de S.Paulo informa que, segundo pessoas próximas ao general, ele resolveu deixar o governo por desentendimentos com o ministro Jorge Oliveira, chefe da Secretaria-Geral.

Aliados de Santa Rosa, um dos mais influentes militares no poder, prometem segui-lo na decisão de sair do governo.

O porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, confirmou que a saída do general partiu de um pedido dele e não comentou os motivos da demissão.

 

 

Leia também: 

Governo Trump mantém veto à carne bovina do Brasil

Os EUA negaram a abertura de seu mercado para a carne bovina in natura do Brasil. Esse pleito estava incluso nas negociações de uma parceria estratégica acertada com o presidente norte-americano, Donald Trump.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, a decisão dos EUA resulta de uma inspeção técnica liderada pelo Departamento de Agricultura no Brasil.

Fontes que tiveram acesso ao documento sustentam que os americanos solicitaram informações adicionais ao governo Bolsonaro e decidiram que uma nova inspeção sobre a qualidade da carne deverá ser realizada no Brasil.

Só depois haverá a possibilidade de as barreiras contra a carne brasileira nos EUA serem levantadas.

Isso pode atrasar a abertura do mercado norte-americano em cerca de um ano.

Vale lembrar que os EUA suspenderam a compra de carne bovina in natura do Brasil em meados de 2017, após a deflagração, pela Polícia Federal, da Operação Carne Fraca, que diz ter revelado um esquema de adulteração da carne vendida no mercado interno e externo.

Lula o melhor presidente do Brasil

Desde que o ministro Dias Toffoli liberou as entrevistas de Lula à imprensa, proibidas pela Justiça no ano passado para impedir que o ex-presidente, então já preso, apoiasse Fernando Haddad, será a primeira vez que ele irá à TV aberta

Nenhuma rede de TV aberta, até agora, quis entrevistar o ex-presidente, apesar de as tevês estrangeiras fazerem fila para entrevistá-lo. No mundo inteiro, ninguém entende por que as televisões brasileiras não querem entrevistar o ex-presidente que é lembrado como o melhor presidente da República por enorme parte do povo

Por URBS –  Foto de reprodução 

A TV Cultura pediu à Justiça Federal do Paraná autorização para entrevistar Luiz Inácio Lula da Silva, ao vivo, no Roda Viva. Se o depoimento do ex-presidente for autorizado, o programa irá ao ar na próxima segunda-feira (4), às 22 horas.

Nesta quarta-feira (30), a juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara de Execuções Penais, pediu que o Ministério Público Federal (MPF) se manifeste sobre o pedido. Lula já aceitou dar a entrevista.

Esta pode ser a primeira entrevista ao vivo do ex-presidente desde que ele foi preso injustamente, em abril de 2018. Todas os depoimentos de Lula a jornalistas na prisão foram gravados.

Da Sputnik Brasil

Nesta quinta-feira (31) foi divulgada uma pesquisa de opinião inédita do Ibope Inteligência que mostra que a rejeição ao PSL superou a do PT.

A pesquisa foi divulgada pela coluna de José Roberto de Toledo no site da revista Piauí e vem logo após crises internas dentro do PSL nas últimas semanas. As brigas recentes entre a legenda e seu principal político, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), evidenciaram impasses. O partido que elegeu a maior bancada do Congresso nas eleições de 2018 hoje tem membros dissidentes e embates públicos.

O Ibope aponta que hoje 50% dos brasileiros não votariam de jeito nenhum no PSL. A mesma rejeição soma 43% quando se trata do PT. Além disso, o percentual de pessoas que diz que votaria com certeza no PT tem 15 pontos percentuais a mais do que no caso do PSL. São 27% os que dizem que com certeza votariam no PT enquanto 15% dizem o mesmo sobre o PSL.

Nas regiões brasileiras, os extratos Norte/Centro-Oeste e Sul são as únicas regiões do país que dão menos rejeição ao PSL do que ao PT, segundo a pesquisa.

O extrato Norte/Centro-Oeste é o que menos rejeita o PSL, sendo que 41% dos entrevistados dizem que não votariam de jeito nenhum no PT e 38% dizem o mesmo do PSL.

As regiões Sudeste e Nordeste dão mais rejeição ao PSL. O Nordeste é a região que mais rejeita o partido de Bolsonaro. Lá, segundo o Ibope, 62% rejeitam o PSL, enquanto 28% rejeitam o PT.

Mulheres e negros rejeitam PSL

Entre as mulheres, a rejeição é de 52% ao PSL contra 40% ao PT. Entre os homens, o PSL também leva a pior. A rejeição masculina ao PSL é de 49% e ao PT é de 45%.

Já a diferença entre negros e brancos chega a ser ainda maior. Entre os brancos, há uma rejeição maior contra o PT, de 53%. O percentual é de 51% quando se trata do PSL entre os brancos. Apesar disso, 19% dos entrevistados brancos afirmam que votariam com certeza no PT e 11% dizem o mesmo do PSL.

Entre negros, a rejeição ao PSL é de 50%, 14 pontos percentuais a mais do que ao PT. Ainda, 32% dos entrevistados negros dizem que votariam com certeza no PT, enquanto apenas 12% dizem o mesmo do PSL.

Imunidade parlamentar dificulta responsabilização na Justiça, mas filho do presidente segue sujeito ao julgamento de parlamentares

Leonardo Lellis/Veja-

Além de uma série de críticas, do PT ao PSL, a declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) de apologia ao AI-5 também lhe colocou na mira de um processo de cassação na Câmara. Os partidos de oposição já anunciaram que apresentarão uma representação no Conselho de Ética que pode custar o mandato do filho Zero Três do presidente Jair Bolsonaro — que também o repreendeu.

“Ao fazer apologia ao AI-5, Bolsonaro está defendendo a ruptura do Estado Democrático de Direito, que significa o fechamento do Congresso Nacional, o fim da liberdade de expressão e a perseguição a opositores do governo. Em suma, querem uma ditadura no Brasil”, afirmou o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), ao anunciar a ação.

O parlamentar argumenta que a declaração viola o artigo 3º do Código de Ética da Câmara, que coloca como dever dos deputados o respeito à Constituição e a valorização das instituições democráticas e as prerrogativas do Poder Legislativo. Freixo também disse que o deputado também será acionado no Supremo Tribunal Federal por violação aos artigos 286 e 287 do Código Penal, que tratam de incitação e apologia ao crime.

O advogado Eduardo Mendonça, especialista em direito constitucional, explica que a imunidade parlamentar impede a responsabilização judicial de deputados e senadores por suas declarações. Assim, uma ação na Justiça contra Eduardo Bolsonaro dificilmente prosperaria.

Entretanto, o filho do presidente segue sujeito ao julgamento de seus colegas na Câmara dos Deputados. “Tecnicamente, não vejo óbice a que uma Casa Legislativa entenda que a defesa ostensiva de medidas antidemocráticas é incompatível com a dignidade da função”, explica Mendonça.

Ele pondera que uma eventual cassação de um deputado por causa de uma declaração seria atípica na tradição do Congresso, mesmo que ela flerte com o autoritarismo. “Seria um movimento ruim, de cerceamento do debate, mas não inconstitucional. Não acho que tentar cassar um mandato eletivo com base na fala de um parlamentar seja uma boa forma defender a democracia constitucional contra riscos autoritários. O deputado está expressando o pensamento de uma parcela do eleitorado, infelizmente. É preciso discutir esse ponto de vista dentro do debate público. E não fingir que ele não existe”, acrescenta.

 

Rodrigo Maia diz que apologia de Eduardo à ditadura é passível de punição

Presidente da Câmara dos Deputados disse que fala do líder do PSL sobre o AI-5 é repugnante e deve ser repelida pelas instituições brasileiras

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o deputado Eduardo Bolsonaro (SP), líder do PSL na Casa, poderá ser punido por ter cogitado a reedição do Ato Institucional nº 5 em caso de “radicalização” por parte da esquerda. Maia disse que a afirmação do filho caçula do presidente Jair Bolsonaro é repugnante e deverá ser repelida pelas instituições brasileiras. Ele ainda acrescentou que “o Brasil jamais regressará aos anos de chumbo”.

“Manifestações como a do senhor Eduardo Bolsonaro são repugnantes, do ponto de vista democrático, e têm de ser repelidas com toda a indignação possível pelas instituições brasileiras”, disse Maia, em comunicado distribuído pelas redes sociais. “A apologia reiterada a instrumentos da ditadura é passível de punição pelas ferramentas que detêm as instituições democráticas brasileiras. Ninguém está imune a isso. O Brasil jamais regressará aos anos de chumbo.”

 

A declaração de Eduardo foi dada em uma entrevista à jornalista Leda Nagle que foi divulgada nesta quinta-feira, 31. O Ato Institucional nº 5, ao qual Eduardo se referiu, foi baixado em 13 de dezembro de 1968 e abriu caminho para a radicalização da ditadura militar (1964-1985), com a cassação e a suspensão de direitos políticos, institucionalização da censura à imprensa e o endurecimento da repressão com tortura, mortes e desaparecimentos de militantes de oposição.

Eduardo cogitou a reedição do AI-5 quando foi questionado sobre os protestos no Chile e a eleição de Alberto Fernández na Argentina, tendo como vice a ex-presidente Cristina Kirchner. “Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E a resposta, ela pode ser via um novo AI-5, via uma legislação aprovada através de um plebiscito, como aconteceu na Itália. Alguma resposta vai ter que ser dada”, declarou.

Diante do repúdio que provocou na classe política, unindo os representantes de partidos da esquerda à direita, Eduardo recorreu ao Twitter para reiterar o seu posicionamento. Ele publicou o vídeo em que o então deputado Jair Bolsonaro exalta a ditadura militar e elogia o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra ao divulgar seu voto no impeachment de Dilma Rousseff. Eduardo acrescentou a declaração: “Se você está do lado da verdade, não tenhais medo.”

Os partidos de oposição anunciaram que irão mover uma ação no Conselho de Ética da Câmara para pedir a cassação do mandato de Eduardo. Segundo o líder da oposição na Casa, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), ao ameaçar o povo brasileiro com a volta da ditadura, Eduardo fere mortalmente o juramento que fez ao tomar posse, prometendo defender a Constituição. Além disso, ameaça a instituição que integra, já que o AI-5 provocou o fechamento do Congresso.

Eduardo Bolsonaro🇧🇷

@BolsonaroSP

Se você está do lado da verdade, NÃO TENHAIS MEDO!

Vídeo incorporado

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) compareceu nesta quarta-feira 30 à audiência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, onde denunciou que o vereador Carlos Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, comanda a milícia virtual bolsonarista para fazer linchamentos.

“Quem coordena? Carlos Bolsonaro, direto do Rio de Janeiro, coordena. Realizando reuniões, disparando via Whatsapp seus comandos”, disse o deputado.

Frota contou alguns episódios que fizeram parte das ações desse exército virtual e levou ao presidente da CPI, Angelo Coronel (PSD-BA), documentos listando os perfis que atuam nos ataques virtuais. “São sempre as mesmas milícias atuando de forma organizada”, disse.

Frota também revelou ter discutido com Jair Bolsonaro e os filhos Carlos e Flávio sobre o impulsionamento de conteúdo no Facebook durante a campanha  eleitoral. Segundo ele, empresários foram acionados para bancar a empreitada durante a eleição.

Assista à sessão ao vivo e, abaixo, confira repercussões sobre seu depoimento no Twitter:

 

A matéria mostrou investigação que cita uma possível liberação de Bolsonaro para entrada do suspeito de matar Marielle Franco no condomínio onde o presidente mora – Assista a seguir os vídeos do caso. No primeiro, o Jornal Nacional apresenta reportagem de seis minutos. No segundo, Bolsonaro tenta se defender em seu ataque característico. ASSISTA:

 

Publicado por Marcos Montinelly em Quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Não fosse tão sério, o presidente estaria dormindo tranquilamente e vivendo seu sonho das Arábias. Mas acordaram-no no meio da madrugada para mostrar que seu circo no Brasil pegara fogo. Emergencialmente, em seu canal no Facebook, o presidente com cara de sono e poucos amigos atacou a rede Globo por conta da reportagem no JN.

Jair Bolsonaro (PSL-RJ), extremista de direita, presidente da República, é citado em processo do Caso Marielle Franco.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro teve acesso ao caderno de visitas do condomínio Vivendas da Barra, na Zona Oeste do Rio, onde têm casa o presidente Jair Bolsonaro e o ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado da morte da vereadora Marielle Franco. No dia 14 março de 2018, horas antes do crime, o ex-PM Élcio Queiroz, outro suspeito do crime, anunciou na portaria do condomínio que iria visitar Jair Bolsonaro e acabou indo até a casa de Lessa, segundo informações divulgadas pelo Jornal Nacional nesta terça-feira (30/10/2019).

O caderno de registros do condomínio informa que, às 17h10 do dia do crime, uma pessoa de nome Élcio a bordo de um Logan prata anunciou que iria até a casa número 58, que pertence ao presidente Jair Bolsonaro. No condomínio, também mora o filho Carlos Bolsonaro na casa 36.

À polícia, o porteiro afirmou que ligou para a casa 58. E que uma pessoa que ele identificou como sendo o “seu Jair” liberou a entrada de Élcio Queiroz. O suspeito, no entanto, foi até a casa 66, onde mora Ronnie Lessa. O porteiro, então, telefonou novamente, e o mesmo “seu Jair” teria dito que sabia para onde ele estava indo. Conforme a reportagem, no dia da visita, no entanto, Bolsonaro estava em Brasília e não em sua casa no Rio de Janeiro. O então deputado federal registrou a presença em duas votações na Câmara.

Lessa é acusado pela polícia de ser o autor dos disparos que mataram Marielle o seu motorista, Anderson Gomes; e Queiroz é suspeito de ser o motorista do carro que levava o matador. Os dois foram presos no dia 12 de março deste ano.

Segundo o Jornal Nacional, a citação a Bolsonaro pode levar a investigação da morte de Marielle ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo fato de o presidente ter foro privilegiado. Representantes do Ministério Público do Rio que investigam o caso foram até Brasília no último dia 17 de outubro para consultar o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, sobre se poderiam continuar com a investigação. Eles, no entanto, ainda não obtiveram resposta.

À reportagem, o advogado de Jair Bolsonaro, Frederick Wassef, afirmou que o depoimento do porteiro é “mentiroso” e que isso é passível de “investigação por falso testemunho”.

Presidente Jair Bolsonaro nega contato com acusado pela morte de Marielle Franco e se coloca à disposição de delegado

O presidente Jair Bolsonaro negou na noite de terça-feira ter autorizado a entrada em seu condomínio de um dos suspeitos de ter assassinado a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco no dia do crime, e disse que deseja ser ouvido pelo delegado do caso para se defender.

Bolsonaro fez uma transmissão de vídeo ao vivo em sua página no Facebook de madrugada na Arábia Saudita, onde está em visita oficial, após reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, afirmar que um dos suspeitos da morte de Marielle entrou no condomínio de Bolsonaro dizendo que iria à casa do então deputado, mas que, na verdade, foi para a residência do ex-policial Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos que mataram a vereadora e seu motorista, Anderson Gomes, em março do ano passado.

Segundo a reportagem, que cita o depoimento de um porteiro do condomínio à polícia, esse porteiro teria dito que um homem com a voz de Bolsonaro teria autorizado pelo interfone a entrada no condomínio de Élcio Queiroz, acusado de dirigir o carro usado no crime de Marielle, mas o presidente disse que sequer estava no Rio de Janeiro no dia do crime.

A reportagem da TV Globo também ressalvou que o sistema da Câmara registra a presença de Bolsonaro no Congresso no dia da visita de Élcio Queiroz.

“Eu tenho registrado no painel eletrônica da Câmara 17h41, ou seja, 31 minutos depois da entrada desse elemento no condomínio, e tenho também 19h36, e tenho também registrado no dia anterior e no dia posterior as minhas digitais no painel de votação”, disse Bolsonaro no vídeo em uma resposta exaltada.

“O que cheira isso aqui, não quero bater o martelo, o que parece: ou o porteiro mentiu, ou induziram o porteiro a cometer um falso testemunho ou escreveram algo no inquérito que o porteiro não leu e assinou embaixo em confiança ao delegado ou àquele que foi ouvi-lo na portaria”, acrescentou.

O presidente disse que quer falar com o delegado responsável pelo inquérito para se defender, e acrescentou que vai tornar público seu depoimento, independentemente de o processo correr em sigilo.

“Eu quero falar sobre esse processo. Vou chegar na madrugada de quinta-feita, a partir dessa madrugada estou à disposição de vocês. Senhor delegado, quero te ouvir, olhar nos seus olhos, e que o senhor faça perguntas para mim, quero te responder”, afirmou.

Bolsonaro também acusou o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), de ter vazado as informações do inquérito para a imprensa, segundo o presidente, com a intenção de “destruir a família Bolsonaro” de olho nas eleições presidenciais de 2022.

Em nota oficial, Witzel afirmou que não compactua com vazamentos e negou interferência política nas investigações.

“Lamento profundamente a manifestação intempestiva do presidente Jair Bolsonaro. Ressalto que jamais houve qualquer tipo de interferência política nas investigações conduzidas pelo Ministério Público a cargo da Polícia Civil”, afirmou.

A TV Globo afirmou, também por meio de nota, que revelou a existência do depoimento do porteiro e das afirmações que ele fez, mas que ressaltou “com ênfase e por apuração própria” que as afirmações se chocavam com os registros de presença do então deputado em Brasília naquele dia.

“O depoimento do porteiro, com ou sem contradição, é importante, porque diz respeito a um fato que ocorreu com um dos principais acusados, no dia do crime. Além disso, a mera citação do nome do presidente leva o Supremo Tribunal Federal a analisar a situação”, acrescentou a emissora.

*Com informações do Estadão e de Pedro Fonseca, Eduardo Simões, Ricardo Brito, Maria Pia Palermo e com informações do Estadão.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro teve acesso aos registros do caderno de visitas do condomínio Vivendas da Barra, na Zona Oeste do Rio, onde o presidente Jair Bolsonaro e o ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos que mataram a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, têm casa. Nesta terça-feira (29), foi informado pelo Jornal Nacional que, no dia 14 de março de 2018, horas antes do crime, o ex-PM Élcio Queiroz, outro suspeito do crime, disse na portaria do condomínio que iria visitar Jair Bolsonaro, mas foi para a casa de Lessa.
O porteiro que trabalhava na guarita do condomínio no dia do crime anotou no livro de visitantes o nome de Élcio, o carro, um Logan, a placa, AGH 8202, e a casa visitada, que seria a de Bolsonaro, a de número 58. A entrada aconteceu às 17h10. Depois de identificar o visitante na portaria, o porteiro ligou para a casa 58 para confirmar se havia autorização para ele entrar.
No depoimento, o porteiro ainda diz que acompanhou a movimentação do carro e que viu que o veículo parou na casa 66, onde morava Ronnie Lessa, outro acusado de matar Marielle e Anderson.
Élcio é um dos suspeitos do assassinato de Marielle. A polícia o acusa de ser o motorista do carro usado no crime.
Registros de presença da Câmara dos Deputados mostram que o então deputado federal Jair Bolsonaro estava em Brasília no dia do crime. Além disso, ele também postou vídeos nas redes sociais em que mostrava que ele estava na Câmara. 
A citação a Bolsonaro pode levar a investigação da morte de Marielle ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que o presidente na época era deputado federal, e, por isso, tem direito a foro privilegiado.
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, soube com antecedência das provas colhidas pela polícia sobre a citação do nome do presidente na investigação do assassinato de Marielle Franco. De acordo com o Radar, coluna da revista Veja, um interlocutor informou que Witzel não escondia a euforia com os fatos revelados nesta terça-feira pelo jornal.

A revista Istoé desta semana revela em reportagem de capa que o deputado federal Eduardo Bolsonaro teria pago sua lua de mel com recursos públicos. A matéria, assinada por Germano Oliveira, mostra ainda diversas outras “falcatruas” que teriam sido cometidas pela família presidencial.

Eis um trecho da reportagem:

ISTOÉ mergulhou nos últimos dias nos subterrâneos dessas disputas e negociatas bolsonaristas, ouviu diversos interlocutores, checou inúmeros dados e descobriu uma assombrosa malha de práticas criminosas que já levaram no Brasil, legal e legitimamente, à abertura de processos de impeachment do mais alto mandatário da Nação – e, a se fazer valer a Constituição, poderia também encaminhar o atual presidente para idêntico destino.

 

Vídeo:

 

 

São situações e práticas que ferem o decoro de forma clara. Nesse campo, estão em jogo no clã bolsonarista circunstâncias aterradoras, como o pagamento das passagens da lua de mel do deputado Eduardo com dinheiro público do fundo partidário – na quarta-feira 23, ele declarou que no partido as pessoas têm de ter lealdade ao seu pai, não lealdade ao fundo. Convenhamos que isso tem uma lógica torta, mas é lógica: Eduardo, ao lançar mão do dinheiro do povo para a lua de mel, exerceu a deslealdade.

Mas tem mais: ISTOÉ descobriu a manutenção de uma poderosa rede de milicianos digitais operados diretamente pelo Planalto, promíscuo fato que joga na marginalidade a República brasileira, transformando-a em republiqueta de fundo de quintal. Ou, melhor: fazendo da República uma associação criminosa de milicianos. Há também a revelação de que até o carro blindado do deputado Eduardo é pago com os recursos públicos do fundo partidário e que ele teria feito “rachadinha” com os salários da advogada do PSL.

A história da advogada expõe cruamente as vísceras do modus operandi de uma república administrada por personagens pouco escrupulosos. Relatos obtidos por ISTOÉ dão conta de que a advogada em questão, Karina Kufa, contratada pelo partido a pedido de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), teria sido a responsável por acertar os detalhes da viagem de lua de mel do deputado. Eduardo se casou com Heloísa Wolf no dia 25 de maio, no Rio de Janeiro, com as despesas pagas por amigos, mas faltava comprar as passagens da viagem de núpcias rumo as paradisíacas Ilhas Maldivas. Falando em nome de Eduardo, a advogada teria ligado para Antonio Rueda, vice-presidente nacional do PSL, pedindo dinheiro do fundo partidário.

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Leia Também:

‘Não quero saber se é filho do presidente. Vamos combater criminosos das redes sociais’, diz presidente da CPI das Fake News

O senador Angelo Coronel (PSD-BA), presidente da CPI das Fake News no Congresso, disse nesta sexta-feira (25) que as investigações devem chegar aos “autores, investidores e patrocinadores de bunkers espalhados pelo país afora para depreciar pessoas” e que seu trabalho será imparcial.

Em entrevista ao jornalista Rubens Valente, da Folha de S. Paulo, Coronel disse que não se importa se entre os chefes das milícias digitais estão filhos do clã Bolsonaro.

“Na minha condução, eu não quero saber de matiz partidária, eu não quero saber se a pessoa é filho de presidente, se é irmã de presidente, se é inimigo de presidente, nós temos que simplesmente combater os criminosos das redes sociais. […] Todas as instituições e toda a sociedade brasileira estão do lado de quem está lutando para combater esses crimes digitais. Só quem deve ficar contra é quem comete”, disse ele.

“Tenho certeza de que aqueles que cometem ou patrocinam os crimes digitais com certeza esses não vão ficar a favor das investigações”, completou o senador Angelo Coronel.

Em várias manifestações à imprensa, a deputada Joice Hasselmann, ex-líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso, acusou os filhos de Bolsonaro de chefiarem uma rede com cerca de 1,5 mil perfis falsos na internet. “Não é só fake news, mas também campanhas de difamação”

 

 

Sertão:

A deputada Roberta Arraes (PP) obteve apoio do empresário Tião do Gesso na sua reeleição em 2018, porém o compromisso da deputada com o empresário para sua eleição de prefeito em 2020 parece ter ido às ruínas. Os bastidores da politica dão conta que a deputada já estaria de mãos dadas com o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Araripina, Emanuel Bringel, e também pré-candidato a prefeito de Araripina  principal cidade do Araripe, dando uma cacetada em Tião do Gesso, fiel aliado do governador Paulo Câmara (PSB) na eleição de 2018.

Segundo fontes palacianas ligadas a articulação politica do governador, Paulo Câmara não estaria de acordo com a posição da deputada em apoiar Bringel, pois ela  teria tomado uma posição unilateral sem combinar com o palácio e com as forças socialista de Araripina. Essa mesma fonte revelou a esse blogueiro que o governador Paulo Câmara só irá apoiar os verdadeiros escudeiros da campanha de 2018, já que não é o caso de Emanuel Bringel que apoiou o ex-senador Armando Monteiro opositor do palácio.

Segundo a deputada Joice Hasselmann, alguns deputados do PSL assinaram a lista de apoio a Eduardo como líder na Câmara porque passaram a sofrer ataques nas redes sociais

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmou que alguns de seus colegas de partido assinaram a lista que garantiu Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como líder da legenda na Câmara porque foram vítimas de ataques orquestrados nas redes sociais. Depois de diversas reviravoltas e uma clara disputa interna, o filho do presidente Jair Bolsonaro assumiu o posto na segunda-feira (21/10).

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite da mesma segunda-feira, Joice se referiu a uma estrutura virtual de 1.500 páginas no Facebook, além de perfis no Instagram e grupos de WhatsApp, que é usada para realizar “ataques coordenados” na internet.

“Quem aguenta um ataque coordenado de mais de 20 perfis de Instagram, 1.500 páginas de Facebook? Porque esses são os números. Mil e quinhentas páginas interligadas atacando todo dia, com memes sendo preparados, com todos os grupos de WhatsApp, ataca aqui, ataca ali…”, disse, já próximo do fim da entrevista.

“Inclusive, algumas pessoas que assinaram a lista (em favor de Eduardo Bolsonaro na liderança do PSL na Câmara), assinaram por isso, porque elas estavam sendo atacadas. E elas me diziam: ‘Joice, você tem mais de 1 milhão de votos, eu não tenho, eu tive 40 mil. Eu não tenho capital político, eu não posso fazer isso'”, completou.

Eleições municipais e tapetão

Um pouco antes, a deputada negou que a desavença entre ela e a família Bolsonaro tenha sido motivada por cálculos políticos visando as eleições municipais do ano que vem — Joice é pré-candidata à Prefeitura de São Paulo. “Nesta briga específica, não tem nenhum horizonte eleitoral. Eu vou ser candidata e ponto. Já deixei isso claro, a Executiva nacional do partido me apoia e o presidente daqui de São Paulo, que é o Eduardo Bolsonaro, ou vai ser afastado ou daqui a pouco termina o mandato dele, em novembro. Então não muda nada no processo. Eu vou ser candidata e isso já está definido”, garantiu.
Joice, então, prosseguiu: “O que está envolvido aí é uma tentativa de tomar o controle do PSL no tapetão, para colocar um líder que é o filho do presidente, que não agrega, desagrega. Tanto não agrega que, mesmo com o Palácio atuando, os ministros atuando, (muitos deputados não o apoiaram).”

A deputada reconheceu, no entanto, que o fato de ela ser amiga do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), gera “ciúmes” e faz com que alguns a vejam como “mais Doria do que Bolsonaro”. Ela também afirmou que as desavenças com a família começou quando ela defendeu as investigações sobre Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Nesse momento da entrevista, Joice — que se definiu como “100% lava-jatista” (e evitou se dizer 100% bolsonarista) — disse que não ficou satisfeita como o governo, que se elegeu com a bandeira do combate à corrupção, atuou.

“Deleta tudo”

Na avaliação da parlamentar — que, por decisão do presidente Bolsonaro, deixou de ser líder do governo na Câmara na semana passada —, os filhos são um dos maiores obstáculos para o sucesso do atual governo. “Quando o presidente da República, que é o homem mais importante do país, sai da estatura dele e desce pra fazer uma espécie de lobby para eleger o filho… no que isso ajuda o país? Isso enfraquece o presidente”, avaliou.

%u2028Para ela, os filhos de Bolsonaro deveriam se afastar das redes sociais. “Quando alguém que é filho do presidente fala uma frase, o peso dela é 10 vezes maior. Por isso mesmo eles deveriam ficar mais quietos, restritos. Deletar o Twitter deles. Deleta. Deleta tudo, deleta Facebook, deleta Instagram, deleta tudo. Fiquem quietos. Porque, em todas as crises que aconteceram entre Executivo e Legislativo, havia uma participação direta ou indireta de um dos meninos. Ou era alguém xingando um deputado, ou xingando um partido. O que isso contribui para o Brasil? Eu quero que o Brasil dê certo. Eu quero que o governo dê certo. E, desse jeito, daqui a pouco a gente vai perder a esperança.”

“Eu errei”

Joice disse ainda que errou no último domingo, quando entrou em uma espécie de guerra de emojis pelo Twitter com o vereador Carlos Bolsonaro. Em determinado momento, ela tuitou a figura de um veado. “Errei. Reconheço”, disse, se referindo a essa postagem e acrescentando que pretendia apagá-la.

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A deputada defendeu que os integrantes do PSL devem acalmar os ânimos e buscar um terceiro nome, que seja consenso, para liderar o partido na Câmara. Só assim, ela acredita, a legenda vai superar a atual crise. Ela, porém, não quis sugerir um nome nem mencionar deputados que estariam sendo cotados para a função.

Ouça áudio

Publicado por Marcos Montinelly em Sexta-feira, 18 de outubro de 2019

 

 

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), disse que pretende “implodir” o presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de “vagabundo”. Em áudio divulgado pelo portal R7, Waldir reclama da articulação de Bolsonaro para tomar dele a liderança da bancada na Câmara. O deputado conversa com colegas da ala que o apoia, a mesma do presidente do partido, Luciano Bivar (PE).

“Eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele. Eu tenho a gravação. Não tem conversa, não tem conversa. Eu implodo o presidente. Acabou o cara”, disse o líder do PSL. “Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo. Eu andei no sol em 245 cidades gritando o nome desse vagabundo”, acrescentou.

O áudio não permite concluir se a gravação a que ele se refere é a que foi divulgada ontem à noite pelas revistas Época e Crusoé, na qual Bolsonaro pede a deputados que se movimentem para substituir Waldir por seu filho, Eduardo, na liderança do partido na Câmara.

Em seguida foi deflagrada uma guerra de listas – ora em favor do deputado goiano, ora em favor de Eduardo Bolsonaro (SP), filho do presidente. A Mesa Diretora da Câmara confirmou nesta quinta (17) que Waldir continua à frente da bancada.

Bolsonaro classificou a gravação de sua conversa como um “ato de desonestidade”. “Eu não trato publicamente deste assunto. Converso individualmente. Se alguém grampeou telefone, primeiro é uma desonestidade”, afirmou.

Por Erick Mota para o Congresso em Foco

Delegado Waldir (PSL-GO) foi para cima da família do presidente e afirmou que Flávio Bolsonaro não pode ser o bandido de estimação do Brasil. “O Brasil não pode ter nenhum bandido de estimação”, falou Waldir, depois de afirmar que a polícia federal tem que investigar todo mundo. ” Por exemplo, o filho do presidente. Então seria importante ser transparente né? Ele é o presidente do PSL no Rio de Janeiro”, disse. A afirmação aconteceu após notícias de que o presidente Jair Bolsonaro estaria agindo para destituir o líder do PSL na Câmara, e colocar no seu lugar o filho, Eduardo Bolsonaro (PSL/SP).

“Infelizmente nós temos uma decisão agora da justiça que impede o levantamento das informações”, falou se referindo a decisão do ministro Gilmar Mendes, que suspendeu todas as investigações que ligam o senador ao esquema de Fabrício Queiroz.Para o líder do partido de Bolsonaro, existe a chance do presidente estar por trás, ou no mínimo, ter informações privilegiadas sobre operações policiais que acontecem no âmbito federal. Nas palavras de Waldir, “parece que o presidente tem bola de cristal”, pois atacou o PSL poucos dias antes da operação da polícia federal atingir em cheio o presidente do partido, Luciano Bivar (PE).

Outro nome citado, mas de maneira indireta, pelo líder da agremiação do presidente da República, foi o do deputado estadual Gil Diniz, líder do PSL na Assembleia Legislativa de São Paulo e ex-assessor de Eduardo Bolsonaro. “Temos também agora em São Paulo um caso envolvendo um deputado estadual numa rachadinha. Então nós ficamos preocupados”, disse Waldir.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), falou em evento em uma universidade que a ex-presidente Dilma Rousseff foi deposta por um golpe articulado por Michel Temer. Maia também opinou sobre o primeiro ano de mandato de Jair Bolsonaro.

Questionado sobre a função de Temer na queda de Dilma, Maia respondeu: “É obvio que o Michel Temer operou o processo de impeachment da Dilma”.

Se defendendo de acusações de que foi covarde ao não trabalhar pelo impeachment de Temer, Maia disse que nove em cada 10 políticos agiriam de tal maneira, mas ele optou pelo contrário. “Não tive medo nenhum”.

Bolsonaro

Rodrigo Maia comentou também o primeiro ano de mandato de Jair Bolsonaro e afirmou que o início do governo foi “radicalizado” porque estaria “estimulado pelo núcleo de rede social, indo para o confronto”.

O presidente da Câmara disse que derrubou medidas impostas por Bolsonaro com o objetivo de mostrar a ele que não se governa por decretos.

“Fomos gerando os limites? Nos últimos meses, o presidente vem fazendo um discurso mais conciliador. Ele viu que em uma democracia ele não consegue governar sozinho. precisa do Supremo, Congresso e instituições”, disse. 

Valadares: um nome, uma história e uma votação fraca para quem foi prefeito por três mandatos.

 

O ex-prefeito  Totonho Valadares, se filiou ao MDB.

A solenidade aconteceu na Câmara Municipal de Afogados da Ingazeira, ao partido (MDB), o evento contou com a presença do líder de governo do presidente Bolsonaro, o Senador Fernando Bezerra Coelho, o presidente estadual da legenda Deputado Federal Raul Henry e do deputado estadual Antônio Coelho.

Agenda:

Primeiro aconteceu o ato de filiações das lideranças da região na Pousada de Brotas, onde vários ex-prefeitos, vereadores das cidades de Betânia, Carnaíba, Flores, Iguaracy, Ingazeira, Mirandiba, Petrolândia e Santa Terezinha.

Já a solenidade de filiação de Tô, as informações é que convites não faltaram, sem dúvidas o evento foi bem planejado, tinha tudo para mostrar a força política, mas não foi bem assim, tirando todas as lideranças regionais, o evento para um ex-prefeito de três mandatos, 74 anos, deixou a desejar a sua força política.

Estiveram presentes só dois vereadores, um deles o seu filho Daniel, populares e dois ou três líderes, nada de impressionar, pelo contrário, mostrando que as coisas não são mais como antes, e contra fatos não há argumentos, confira o desempenho nessa última eleição:

Votou em Bolsonaro que obteve apenas 22% dos votos, contrariando e traindo o seu grupo político.

O grupo liderado pelo prefeito conseguiu uma votação para Haddad de 77%,  Contra 22% 

Os números não mentem.

Outro quadro que merece atenção foi a votação que Tô, e seus aliados deram aos seus deputados nesta última eleição, vejamos:

Federal:

Foi uma decepção a votação que Totonho e aliados deram a  Gonzaga Patriota, um deputado atuante e com serviços prestados com apoio de Tô, teve apenas 8,14%,  que representa apenas 1.372 votos. 

 

 

Os números não metem …

Tô perdeu para o vereador Zé Edson e seus aliados, que deram ao candidato  Zeca Cavalcanti(PTB), 15,22%, que representa 2.567 votos, quase o dobro.

 

FATO:  Liderança, tem voto: 

 

João Campos, um rapaz JOVEM, candidato pela primeira vez apoiado pelo prefeito Patriota, quebra toda essa falácia que as pessoas velhas ou “caciques” na política tem mais votos, ERRADO! A roda gigante gira para todos,  o jovem  candidato a dep. federal é a maior avaliação para quem pensa que idade credencia votos, não foi o que as urnas apresentaram com os candidatos de Tô.

Os números não mentem:

Uma gestão aprovado pela população em mais 85%, onde tem dois administradores: Patriota e Alessandro Palmeira em uma cidade hoje considerada modelo, não seria nenhuma surpresa a votação que o Jovem João Campos obteve 40,53% que representa 6.834 votos. 

A votação do Jovem  João Campos em Afogados definitivamente mostra quem construiu de fato uma liderança no grupo da frente popular e uma identificação com o grupo da união pelo povo que era liderado pela ex-prefeita e saudosa Giza. 

Para deputado estadual os números são ainda piores para um ex-prefeito de três  mandatos, vejamos:

 

Waldemar Borges, deputado concorrendo a reeleição que poderia ter em Afogados uma boa votação pela sua contribuição ao município com apoio de Tô, ele só obteve 6,26%, apenas 1.034 votos.

Os números não mentem:

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O candidato de Tô, perdeu para candidato do vereador Zé Negão, o candidato  a dep. estadual João Paulo Costa (quem é esse em Afogados?)  ele obteve 13.57% que representa 2.241 dos votos, quase o dobro, e ainda por cima um candidato desconhecido no município.  

 

Os números não mentem:

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Perdeu para o Jovem Mário Martins (Psol), um trabalhador afogadense, funcionário público, que “sozinho” obteve 8,77% que representa 1.448 votos em Afogados, no geral ele obteve 1.620 votos.

Os números não mentem:

 

 

Perdeu para Aline Mariano, que contou com o apoio do prefeito, obteve 5.957 votos.

Onde está a liderança do ex-prefeito Totonho Valadares? 

 

 

Liderança:

A maior votação! 

A maior votação até hoje em Afogados da Ingazeira, pertence a saudosa e conhecida mãe do povo Giza Simões, em 2010 a ex-prefeita obteve 9.407 votos.

Caminhada das mulheres

Giza sempre viverá na memória de cada um de nós, do grupo da União Pelo Povo, como será lembrado também as palavras do ex-prefeito Totonho: “Adversários tem que ser tratados como adversários”, quantos ataques a uma senhora digna, professora, uma mulher honrada que partiu, mas deixou um legado histórico de amor ao próximo.

Desconvidado.

Durante o momento de despedida da ex-prefeita, sendo velado no Cine São José, em Afogados, uma multidão compareceu independente de cor partidária para dá o seu último adeus aquela que era considerada a mãe do povo, lideranças de toda região estavam presentes, menos Totonho Valadares, porque foi desconvidado para NÃO comparecer ao velório de despedida da ex-prefeita de tanto que  atacava nos seus discursos de ódio, uma mulher guerreira, sobretudo, humilde, Giza é um exemplo a ser seguido.  

Perguntar não ofende, responde se quiser, se  Totonho de 74 anos, tivesse os votos que ele acha que tem, você acredita que ele estaria brigando para ser candidato pelo grupo da frente popular ou já teria se definido ?

 

                            Charge do dia:  Coronelismo nunca mais…

 

Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza reunião para apreciação de indicados para compor o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Também na pauta projetos que sustam flexibilização de posse de arma.rrÀ mesa:rpresidente da CCJ, senadora Simone Tebet (MDB-MS).rrFoto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Congresso em Foco – A Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (1) o texto base do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre reforma da Previdência. Foram 17 votos a favor e 9 contra. Ainda faltam ser analisados seis destaques na comissão.

Leia como cada senador votou:

Eduardo Braga (MDB-AM)

Mecias de Jesus (Republicanos-RR)

Ciro Nogueira (PP-PI)

Esperidião Amin (PP-SC)

Alessandro Vieira (Cidadania-SE)

Arolde Oliveira (Podemos-RJ)

Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE)

Antonio Anastasia (PSDB-MG)

Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Roberto Rocha (PSDB-MA)

Major Olímpio (PSL-SP)

Lasier Martins (PSD-RS)

Flávio Bolsonaro (PSL-RJ)

Telmário Mota (Pros-RO)

Rodrigo Pachedo (DEM-MG)

Zequinha Marinho (PSC-TO)

Jorginho Mello (PL-SC)

Contrários

José Maranhão (MDB-PB)

Veneziano Vital do Rego (PSB-PB)

Fabiano Contarato (Rede-ES)

Weverton Rocha (PDT-MA)

Otto Alencar (PSD-BA)

Angelo Coronel (PSD-BA)

Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

Rogério Carvalho (PT-SE)

Jaques Wagner (PT-BA)

Os senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Rogério Carvalho (PT-SE) lideraram na segunda-feira (30) a estratégia do PT para barrar a reforma junto com outros partidos de oposição. O líder da sigla, Humberto Costa (PE), estava nessa segunda  no Uruguai para reunião do Parlasul.

O líder da oposição, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), também promete resistência: “Não aceitaremos a manobra da quebra de interstício e apresentaremos questão de ordem para não votarmos nesta semana”, disse ao Congresso em Foco.

PEC paralela

Antes de ser submetido ao plenário, o relatório de Tasso deve ser votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Na CCJ é preciso o apoio da maioria dos senadores presentes. O senador remeteu a uma nova PEC, chamada de paralela, as mudanças que fez em seu parecer. Entre elas, a autorização para que estados e municípios reformem seus modelos de Previdência.

Tasso promoveu apenas algumas supressões no texto principal para evitar que ele volte à Câmara, o que retardaria a promulgação da emenda constitucional. Ciente da dificuldade de derrubar a PEC, a oposição tenta ao menos emplacar algum destaque para forçar o retorno da proposta à análise dos deputados.

“Há, com certeza, uma folga razoável em torno do limite de votos necessários para aprovação de uma emenda constitucional”, disse Alcolumbre. “A gente pode ter 60 votos, 62, 63 votos, porque há um sentimento dos senadores em aprovar essa matéria”, acrescentou o presidente do Senado.

O segundo turno da votação em plenário deve ocorrer na terça (8) ou na quarta-feira (9) da semana que vem. Alcolumbre acertou com líderes partidários que a reforma seja aprovada em segundo turno até o próximo dia 10. Só então a PEC paralela andará na CCJ, segundo a presidente da comissão, Simone Tebet (MDB-MS).

O clima no Senado é bem diferente do que marcou a votação na Câmara. O texto-base da proposta foi aprovado no dia 10 de julho por 379 a 131 votos. Eram necessários pelo menos 308 votos. Embora o governo tenha tido margem folgada, obtendo aquela que é considerada a maior vitória do presidente Jair Bolsonaro no Congresso, deputados da oposição fizeram barulho e protestaram até o momento final da votação.

No relatório, Tasso acatou apenas uma emenda supressiva, para não prejudicar o acesso à aposentadoria integral de quem recebe vantagens variáveis vinculadas a desempenho no serviço público, e corrigiu a redação do trecho que inclui os informais entre os trabalhadores de baixa renda que terão acesso ao sistema especial de inclusão previdenciária, com alíquotas favoráveis.

Tasso Jereissati rejeitou as emendas de senadores com temas ligados a servidores públicos, mudanças em pensões, idade mínima, regras de transição, aposentadorias especiais, cálculo da aposentadoria, abono salarial e regras especiais para grupos específicos.

Senadores como Paulo Paim (PT-RS) e Eliziane Gama (Cidadania-MA) já anunciaram que vão tentar aprovar destaques ao texto durante a discussão em plenário, informa a Agência Senado. Entre os pontos que podem sofrer destaques estão as restrições ao abono salarial, benefício pago a quem ganha menos de dois salários mínimos (R$ 1.996) e tem pelo menos cinco anos de cadastro no PIS/Pasep. O texto da reforma assegura o direito apenas a quem tiver renda mensal igual ou menor que R$ 1.364,43.

O ex-prefeito de Afogados da Ingazeira, Totonho Valadares, que é ex-tucano, acertou com a cúpula do MDB a sua filiação para a próxima quinta-feira, num ato com o presidente Raul Henry e o senador Fernando Bezerra Coelho.

Rompido com o prefeito Patriota, desde quando votou em Bolsonaro, traindo o grupo da Frente Popular.  Valadares  será  candidato pela oposição em Afogados da Ingazeira, resta saber se ele vai assumir definitivamente o palanque de Bolsonaro.

A avaliação do governo Bolsonaro no Nordeste chegou a seu pior patamar com os critérios ruim e péssimo.

O prefeito do Município disse  que o momento é de trabalho,  que ainda falta um ano para discutir eleições, seguindo seus lideres, exemplo de  Eduardo Campos (In memoriam), quando era lhe perguntado quem era o candidato ele respondia: sucessão política se trata no período certo, o momento é de trabalho, assim falava  Eduardo, outra grande coincidência é a forma de governar na gestão municipal, pautado no diálogo, ouvindo a população,  assim o prefeito Patriota goza de uma liderança ao lado do seu vice-prefeito Alessandro Palmeira, Inovação: O único vice no estado com  total autonomia na gestão, ele trabalha todos os dias em seu gabinete, o modelo de gestão tem aprovação popular que chega aos 85%.

 

Afogados se tornou exemplo para tantos outros municípios onde vários prefeitos já visitaram a cidade para buscar conhecimentos, mesmo sem alinhamento político na época das vacas gordas, quando Lula era Presidente o que se comenta e isso é fato, se essa dupla Sandrinho e Patriota fosse os gestores na época de Eduardo e Lula, mesmo  assim diante das dificuldades é uma das mais belas e bem cuidadas do interior, então vejamos:

Educação está entre as melhores do estado, Saúde modelo para muitas cidades não só de pernambuco como em todo País, a exemplo do centro de reabilitação só existe três e um deles em Afogados, UBS em todos os Bairros,  Hospital não faltam médicos conquista da gestão,  Segurança temos 23°Bpm, delegacia da mulher, Polícia cientifica, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros uma das poucas cidades que ainda a tranquilidade existe, praças belíssimas e lotadas pelas as famílias.

Conheça Afogados da Ingazeira.

Bolsa fecha no maior patamar em dois meses; dólar cai para R$ 4,130

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Bolsa brasileira operou deslocada do mercado americano e fechou em alta de 0,45%, a 104.817 pontos, maior patamar desde 11 de julho. O dólar, que chegou a R$ 4,185 pela manhã, perdeu força e encerrou em queda de 0,26%, a R$ 4,1530. 

Nos Estados Unidos, índices da Bolsa de Nova York, que operavam em alta pela manhã, inverteram o sinal com a notícia de que uma delegação chinesa cancelou visitas a fazendas no estado americano de Montana.

O presidente americano Donald Trump também mexeu com os ânimos do mercado ao declarar que a China é uma ameaça ao mundo e que não busca um acordo parcial com a Pequim, apenas um acordo total.

Especulava-se sobre a possibilidade de um primeiro ajuste nas relações comerciais entre os países, com o cancelamento de tarifas. 

Trump também disse que o que o eleitorado americano não o punirá pela guerra comercial nas eleições de 2020.

Com o agravamento das tensões comerciais, índices americanos fecharam em queda e, no saldo semanal, quebraram um ciclo de três semanas de altas. Nesta sexta, Dow Jones caiu 0,58%, S&P 500 0,50% e Nasdaq, 0,80%. 

Além disso, o Fed, banco central americano, disse que realizará mais operações compromissadas até outubro para injetar dinheiro no sistema bancário do país.

Nesta semana, as taxas de juros no mercado de “repos” –captação de fundos de curto prazo, por meio de compra e venda de títulos sob acordos de prazo muito curto–, tiveram alta de mais de 400% e foram para níveis mais altos desde o auge da crise global de crédito em 2008, em patamares de 10%.

Se essa condição persistir, cresce o receio de que os formuladores de política monetária estejam perdendo o controle das taxas de juros de curto prazo.

Embora as operações de recompra devam fornecer uma ajuda temporária, analistas disseram que o Fed precisa oferecer soluções mais permanentes.

No Brasil, a Bolsa brasileira acumulou alta de 1,27% na semana marcada pelo corte na Selic e pela disparada do petróleo, que subiu 7,56% no período.

Nesta sessão, o Ibovespa teve alta de 0,45%, a 104.817 pontos. O giro financeiro foi de R$ 22,3 bilhões, acima da média diária para o ano.

Segundo Bruno Capusso, analista sênior de Tesouraria do banco Fator, o mercado brasileiro foi beneficiado pela escolha de José Barroso Tostes Neto, auditor fiscal aposentado, como o novo secretário especial da Receita Federal, em substituição a Marcos Cintra. Capusso diz que havia uma apreensão de que o indicado ao cargo fosse de fora do órgão. 

Ele também cita operação da Polícia Federal que tem como alvo o líder do governo de Jair Bolsonaro (PSL) no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). 

“Hoje o mercado está mais tranquilo com esta operação, pois ela não deve atrapalhar andamento das pautas do governo”, diz Capusso.

O dólar, por sua vez, acumulou valorização de 1,6% no período. Dentre moedas emergentes, o real é a terceira que mais se desvalorizou. Apenas o Rand sul-africano e o Zloty polonês tiveram desempenhos piores na semana.

Este movimento é fruto da queda no carry trade –prática de investimentos em que o ganho está na diferença do câmbio e do juros.

O corte na taxa básica de juros promovido pelo Banco Central na quarta (18) deixa aplicações com juros menos atrativas para estrangeiros, que entrevam com dólares no país.

No momento, a diferença entre juros no Brasil nos Estados Unidos, que já foi grande, está no menor patamar da história, o que deixa o investimento em juros no Brasil menos atrativo.

O saldo pode ser ainda menor, com a previsão da Selic a 4,5% ao fim do ano.

Tal movimento leva o dólar a ganhar força frente ao real. Na manhã desta sexta-feira (20), a moeda chegou a R$ 4,185, maior patamar desde 13 de setembro de 2018, antes das eleições presidenciais. Na data, a moeda bateu os R$ 4,20, recorde nominal.

 

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, afirmou que “por vias democráticas, a transformação que o Brasil quer não acontecerá” na velocidade que o governo planeja.

A declaração foi feita pela rede social Twitter na noite desta segunda-feira (09). No texto, Carlos reclama ainda da atuação de políticos da oposição, sem citar nomes. Segundo ele, os avanços são ignorados, e os malfeitores esquecidos

 

A publicação repercutiu rapidamente entre os seguidores também já foi comentada por outros políticos. As deputadas Sâmia Bomfim e Talíria Petrone classificaram as declarações como um ataque à democracia.

Sâmia Bomfim

@samiabomfim

Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, declarou publicamente sua descrença nas vias democráticas para a “transformação que o Brasil quer”. É um discurso golpista e autoritário. É um inequívoco ataque à democracia. É um grito por ditadura? Urge unidade democrática.

1.288 pessoas estão falando sobre isso

Talíria Petrone

@taliriapetrone

O que falta para se entender que Bolsonaro prepara um golpe fascista contra a democracia e a sociedade brasileira? Carlos Bolsonaro, seu filho preferido, acaba de assumir isso explicitamente no Twitter. É hora de darmos um basta!

976 pessoas estão falando sobre isso

Reginaldo Lopes

@ReginaldoLopes

O filho predileto do presidente, que inclusive demite ministros, afirmou que “por vias democráticas a transformação não acontecerá”. Carlos Bolsonaro dá a senha: o bolsonarismo investirá na escalada autoritária. Não acreditam mesmo na democracia e já admitem isso abertamente.

O PSDB também se manifestou e repudiou as declarações do filho do presidente.

Carlos Bolsonaro também se manifestou sobre a repercussão de suas declarações.

Carlos Bolsonaro

@CarlosBolsonaro

Agora virei ditador? Pqp! 😂😂😂! Boa noite a todos!

4.232 pessoas estão falando sobre isso

 

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