ECONOMIA

O Ministro da economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, anunciou que pretende utilizar fundos de investimentos especiais – que são voltados às áreas de saúde, educação e meio ambiente – para abater os juros da dívida pública. São 220 bilhões de reais que deixarão de ser investidos em serviços essenciais para a população em benefício dos milionários donos dos títulos da fraudulenta dívida pública.

Nos próximos dias o ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, vai propor ao congresso um conjunto de medidas que inclui a utilização de 220 bilhões de reais que estão em fundos especiais que segundo matéria publicada hoje pela Folha de São Paulo, serão utilizados diretamente para abatimento de juros da dívida pública. Segundo o governo, o dinheiro está “ocioso”, “subutilizado” e travando o orçamento.

Existem todo um emaranhado de fundos específicos, como os fundos eleitorais, partidário, de participação e desenvolvimento e entre eles os fundos especiais. Estes fundos estão relacionados à divisão da arrecadação centralizada para o desenvolvimento regional e financiamento de políticas públicas em áreas como saúde, educação e meio ambiente nos estados e municípios. Este é o montante de dinheiro público que o governo diz estar “ocioso” e que, portanto, será utilizado para abater juros da fraudulenta dívida pública. Só pra lembrar que a Reforma da Previdência geraria uma economia para abater juros da dívida… e as centenas de privatização gerariam fundos pra quê? Para abater juros da dívida. E há muito tempo nós do Esquerda Diário viemos denunciando como funciona o mecanismo desta ilegítima dívida: um verdadeiro mar de recursos que deveriam ser investidos em serviços para a população e que vão parar nas mãos dos grandes bancos e capitalistas dentro e fora do Brasil.

Na atual situação em que se encontra nosso país, com 12,5 milhões de desempregados e com taxas de informalidade batendo recorde – 24,4 milhões de pessoas que trabalham por conta própria, além de 11,8 milhões que trabalham no setor privado sem carteira assinada, segundo dados publicados pelo IBGE em Outubro -, parece uma piada o governo anunciar que há fundos ociosos.

A questão aqui não é se o dinheiro está parado ou se está sendo investido. A questão é onde estão as prioridades do governo Bolsonaro e seu ministro da Economia. Estão em beneficiar os patrões e empresários, donos da dívida pública, que esbanjam enquanto o povo morre à míngua nas filas dos hospitais, enquanto roubam o futuro da nossa juventude desmontando a educação pública em benefício das instituições privadas, jogam milhões no desemprego e informalidade com o desmonte da já frágil legislação trabalhista, aprovaram a nefasta Reforma da Previdência que vai fazer com que milhares de pessoas morram trabalhando, especialmente nas regiões mais pobres do país onde a expectativa de vida não chega na idade mínima aprovada no novo modelo previdenciário.

Não faz sentido para nenhum trabalhador comum a ideia de que enquanto o país está em atravessando uma crise econômica, com milhões de desempregados, com a saúde colapsada, onde doenças que eram consideradas extintas voltam a criar crises epidêmicas, transporte caro e ruim, fundos que poderiam ser utilizados para investimento em melhores condições para a maioria da população sejam alocados em pagamento de uma dívida que além de ilegal, é uma verdadeira fraude.

Esse modelo econômico que Paulo Guedes quer implantar até o final aqui no Brasil, é o mesmo que hoje a população do Chile está saindo massivamente às ruas para repudiar. É o modelo que leva que milhões de jovens não tenham emprego e terminem os estudos já endividados, pois as universidades gratuitas não existem. É o modelo onde se você adoece, faz um tratamento e sobrevive, vai ter que passar o resto da vida pagando por esse tratamento, pois a saúde pública também não existe. Onde os custos com transporte público podem chegar a um terço do salário mínimo no mês. Cabe aos trabalhadores no Brasil tomarem o exemplo de luta do povo chileno para frear o projeto neoliberal e entreguista de Bolsonaro e Paulo Guedes.

 

 

 

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (2) que está quase tudo pronto para a apresentação da reforma administrativa ao Congresso e que o governo estuda mudar a estabilidade dos novos servidores públicos. “A ideia é daqui para frente, para os futuros concursados não teria estabilidade, essa é a ideia que está sendo estudada”, disse ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã deste sábado.

De acordo com o presidente, para algumas carreiras típicas de Estado, entretanto, esse direito seria preservado. “Eu não posso formar, por exemplo, um sargento ou um capitão das forças especiais e depois mandar ele embora. Tem que ter formação específica para aquela atividade, bem como outras dos servidores civis.” Atualmente, os servidores públicos estatutários têm direito à estabilidade no cargo após três anos de atividade.

Na próxima semana, Bolsonaro pretende ir ao Congresso entregar novos projetos para serem analisados pelos deputados e senadores. Ele não detalhou, entretanto, qual reforma será apresentada primeiro. “A que for menos difícil tem que ir na frente. O [ministro da Economia] Paulo Guedes gostaria que as três [previdenciária, administrativa e tributária] já tivessem aprovadas”, disse. Um novo pacto federativo com estados e municípios também é prioridade para o governo e deve ser proposto em breve.

As medidas do governo para simplificação da máquina pública e desregulamentação do ambiente de negócios, segundo Bolsonaro, objetivam o aquecimento da economia e a geração de empregos. “Quem cria emprego é a iniciativa privada e, para tal, quem produz tem que ter menos burocracia. Temos que botar de forma mais competitiva nos portos produtos para exportação”, disse.

A diminuição da carga tributária também está no radar do Ministério da Economia, segundo o presidente, mas não deve ser feita “de uma hora para outra”. “Essa reforma tributária é muito importante. O que encarece no Brasil são os impostos. Vou apelar aos governadores, se for possível, sei que vivem apertados, [para que] diminuíssem essa média de 30% de ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] no combustível, cria mais emprego, se consome mais o que é nosso aqui dentro. Por isso que o etanol de fora é competitivo, lá fora quase não tem imposto”, disse, lembrando que parte do etanol consumido no Brasil é importada.

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Gerentes do Estado participaram de encontro de avaliação e planejamento no SESC Triunfo-PE

A Superintendência do Banco do Nordeste em Pernambuco  realizou em Triunfo, no Hotel do SESC, o III Fórum de Gestão, reunindo cerca de 40 gerentes para traçar estratégias e avaliar o trabalho realizado neste ano.

O Superintendente estadual do banco,  Ernesto Lima Cruz falou da importância do encontro. “É um alinhamento que fazemos que nossa equipe de cerca de 40 gerentes no estado para ajuntamento com nossas equipes de crédito e de controle interno que possamos fazer uma avaliação e prever nossas estratégias para 2020.

Ele destacou o papel no banco na geração de crédito e desenvolvimento para todo o Estado. “Trabalhamos como melhorar diante de todos os desafios que temos pela frente. O banco investiu R$ 5 bilhões ao passado na economia pernambucana. Isso fruto de uma estratégia montada por seu presidente Ronildo Rolim. Vencemos uma grande etapa. Tínhamos um clima de recessão no fim de 2017 e recursos retidos que não tinham sentido em ficarem parados”.

A presidência do banco definiu a aplicação de todo esse recurso através do FNE na classe produtiva. “Atingimos R$ 32,6 bilhões aplicados na região Nordeste, chegando a R$ 44 bilhões somando todos os programas e linhas de financiamento”, comemora.

 

Encontro aconteceu em Triunfo

“Nosso desafio é de aplicar cerca de R$ 30 milhões, agora com o fluxo normal. Em 2017 o recurso não havia sido aplicado em 2015 e 2016. A meta só em Pernambuco é de cerca de R$ 4 bilhões, aquecendo todos os seguimentos da economia”, acrescentou. O encontro aconteceu, nesta sexta. O prefeito João Batista Rodrigues participou do encontro.

O ranking do Atlas de Complexidade Econômica, que mede o “conhecimento produtivo” de países, mostra que o Brasil caiu 5 posições em 10 anos

Economia:

 

São Paulo — A economia brasileira ficou menos complexa, de acordo com os dados do Índice de Complexidade Econômico (ECI, na sigla em inglês) divulgados na última semana.

O Brasil caiu cinco posições em dez anos e ocupa atualmente o 48º lugar entre 133 países, pelos dados de 2017. Ele aparece logo depois de Costa Rica e Uruguai na lista encabeçada pelo Japão, seguido de Suíça, Coreia do Sul e Alemanha. Os últimos lugares da lista são ocupados por países africanos, como Guiné (em último lugar), Angola, Burkina Faso e Nigéria.

O Atlas de Complexidade Econômica é mantido desde 2011 por uma equipe que inclui Ricardo Hausman, de Harvard, e Cesar Hidalgo, do MIT.

Ele mede o “conhecimento produtivo” de cada país. A ideia é que os lugares não passam de produzir um produto simples para um complexo de uma vez: isso exige um acúmulo gradual de habilidades e processos coletivos, que também está relacionado com crescimento, renda e redução de desigualdade.

A medição é feita analisando a natureza dos produtos exportados, já que “países podem fazer coisas que não exportam, mas o fato de que não exportem sugere que talvez não sejam muito bons nelas”. E o Brasil não vai bem nesse quesito.

O país exportou 263 bilhões de dólares em produtos em 2017. Esse valor é 2,8% mais baixo do que a média das exportações dos cinco anos anteriores, o que, segundo os autores, é um empecilho importante para o crescimento da economia brasileira.

Apesar de não estar nem no grupo do um terço mais avançado, a economia brasileira é mais complexa do que seria esperado dado o nível de sua renda, segundo o Atlas. Países nesse cenário tendem a crescer mais rapidamente, segundo pesquisa da Growth Lab, mencionada no levantamento.

Considerado como um país de renda média alta, o Brasil está na 52ª de 133 posições no ranking das economias mais ricas

Com base no cálculo de paridade de poder de compra, que desconsidera o efeito do câmbio por dar um peso desproporcional para quem tem moeda forte, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita do Brasil é de 15,66 mil dólares. Sem essa correção, o valor é de 9,88 mil dólares.

O PIB per capita no país, que tem 208 milhões de habitantes, registrou variação média de -1,3% nos últimos cinco anos, abaixo das médias regionais.

A promessa era gasolina 2,50 

Além disso, o próprio adolescente de 14 anos que disparou contra o irmão poderá responder por isso na esfera judicial.

Na noite desta quinta-feira (19) um adolescente de 14 anos disparou um tiro de arma de fogo acidentalmente contra seu próprio irmão de 12 anos de idade na cidade de Catolé do Rocha, no Sertão do Estado. O irmão mais novo foi atingido de raspão na nuca e sofreu uma fratura no crânio.

O delegado Sylvio Rabelo, responsável pela investigação, relatou que vai apurar o caso e o pai dos adolescentes deverá responder por negligência e por posse ilegal de arma de fogo. “Ao que tudo indica o pai não tinha registro e vai ser responsabilizado por isso. Pela negligência também de ter deixado uma arma de fogo em um local de fácil acesso”, comentou.

Além disso, o próprio adolescente de 14 anos que disparou contra o irmão poderá responder por isso na esfera judicial. “O de 14 anos, que desferiu o tiro acidental, ele poderá, após análise jurídica mais circunstanciada responder inclusive a um ato infracional análogo ao crime de lesão corporal culposa, lesionar sem intenção de provocar algo mais grave”, afirmou Sylvio Rabelo.

A arma que estava sendo usada como brinquedo pelos irmãos adolescentes estava sendo guardada dentro de um guarda-roupa no quarto do pai, de acordo com as primeiras informações. A desconfiança é que os adolescentes já sabiam onde a arma estava, já que tiveram fácil acesso a ela. Além disso, a arma estava municiada, o que acabou ferindo o menino de 12 anos de idade.

O pai dos adolescentes deverá ser ouvido na Delegacia de Polícia Civil de Catolé do Rocha ainda nesta sexta-feira (20).

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Estela assume presidência do diretório do PSB em João Pessoa após renúncia de Barbosa

 Estela ocupava o posto de vice-presidente do diretório municipal em João Pessoa (Foto: Walla Santos)

A deputada Estela Bezerra irá assumir a presidência do diretório municipal do PSB em João Pessoa, após a renúncia de Ronaldo Barbosa. Ela ocupava o posto de vice-presidente.

Ronaldo Barbosa anunciou nesta quinta-feira (19) a sua renúncia ao cargo através de uma carta. Ele ressaltou que não concorda com a forma com que foi dissolvido o diretório estadual do PSB na Paraíba.

Estela Bezerra já convocou uma reunião para a próxima segunda-feira (23) com os integrantes do diretório municipal do PSB em João Pessoa. Eles deverão avaliar e decidir em conjunto quais rumos deverão ser adotados para garantir o futuro na legenda.

MILIONÁRIA:

Grupo de assessores do PT na Câmara leva prêmio de R$ 120 milhões da Mega-Sena

Ex-integrante do PT na Paraíba é uma das vencedoras do ‘Bolão’ da Mega-Sena 

A vencedora viveu cerca de 15 anos na Paraíba e integrou gestões municipais.

O prêmio foi dividido para 49 integrantes do bolão, cada um recebeu R$ 2,5 milhões (Foto: Reprodução)

Na última quarta-feira (18), funcionários da liderança do PT na Câmara ganharam R$ 120 milhões, em um bolão da Mega-Sena. 

As dezenas sorteadas : 04 – 11 – 16 – 22 – 29 – 33.

A quina teve 406 apostas ganhadoras, e cada uma levará R$ 19.407,24. A quadra teve 24.366 apostas ganhadoras, e cada uma receberá R$ 461,96.

Um grupo de funcionários da assessoria da liderança do PT na Câmara dos Deputados levou nesta última quarta-feira (18) o prêmio de R$ 120 milhões da Mega-Sena.

O prêmio foi dividido para 49 integrantes do bolão, cada um recebeu R$ 2,5 milhões, e uma dessas cotas foi para a ex-integrante do PT na Paraíba, Chica Carvalho. 

A vencedora viveu cerca de 15 anos na Paraíba e integrou gestões municipais. Atualmente Chica vive em Brasília. 

 

Cavalos invadem saguão do Aeroporto de Fernando de Noronha

Um cavalo e uma égua invadiram o saguão do Aeroporto de Fernando de Noronha, nesta sexta-feira (20). Segundo testemunhas, os animais eram conduzidos pelo proprietário para alimentação e acabaram se desgarrando.

“A égua está no cio, o cavalo tentou cruzar ali mesmo no salão ao aeroporto. Quando eu me aproximei o macho saiu e a égua ficou assustada”, conta o comerciante José Guedes, que estava no local para comprar passagem aérea e presenciou a “invasão” dos animais.

O gestor do aeroporto, Carlos Gouveia, aponta que a porta fica aberta geralmente, mas essa foi a primeira vez que viu animais entrando por ali. “Eles entraram no saguão, que fica aberto para receber os passageiros. Nossos seguranças foram acionados de imediato”, fala o gestor do aeroporto, Carlos Gouveia.

Como tem experiência com animais, coube a José Guedes ajudar a lidar com os animais. “Eu falei com a égua, é preciso calma e paciência com o animal. Alisei a fêmea e retirei do aeroporto. Ainda bem que o cavalo não estava mais na área, poderia ter ciúme”, brinca José Guedes.

José Guedes domou a égua e ajudou a retirá-la — Foto: José Guedes/Acervo Pessoal

Quem viu a movimentação estranhou. “É uma cena inusitada, era um cavalo correndo atrás do outro dentro do aeroporto. Eu nasci na ilha, tenho 54 anos de idade e nunca vi isso”, relata o funcionário público, Gilvânio Ferreira.

A Vigilância Animal foi chamada. “Os animais foram capturados, tomamos a guarda e vamos levar o caso ao Ministério Público”, explica o superintendente de Saúde da ilha, Fernando Magalhães. O nome do proprietário dos animais não foi divulgado.

As Agências do Trabalho estão com vagas de emprego abertas para esta sexta-feira (20) em CaruaruSanta Cruz do CapibaribeBezerrosGaranhunsPesqueiraSerra Talhada e Arcoverde. No total, são 48 oportunidades.

Em Caruaru, os interessados podem se dirigir até a Rua Padre Antônio Tomáz, número 127, no bairro Maurício de Nassau. O atendimento é das 7h às 13h. O telefone para contato da Agência do Trabalho é o (81) 3719-9480.

Nos demais municípios, os candidatos precisam comparecer a unidade mais próxima da Agência do Trabalho ou acessar o site do Ministério do Trabalho.

Confira as vagas disponíveis:

Arcoverde
Cobrador externo – 2

Office-boy – 3
Promotor de vendas – 1

Caruaru
Alinhador de pneus – 1
Atendente de lojas – 1
Auxiliar de cozinha – 1
Balanceador – 1
Desenhista industrial de produto de moda (designer de moda) – 1
Desenhista industrial gráfico (designer gráfico) – 1
Mecânico de ar-condicionado e refrigeração – 1
Vendedor interno – 2
Vendedor pracista – 8
Vidraceiro colocador de vidros – 2

Pesqueira
Operador de caldeira – 1

Serra Talhada
Instrutor no ensino profissionalizante – 1
Pedreiro – 1
Pintor de paredes – 3

Garanhuns
Agente de microfinanças – 1
Lubrificador de automóveis – 1
Vendedor interno – 1
Vendedor pracista – 1
Mecânico eletricista de automóveis – 1
Alfaiate – 1

Vagas para pessoas com deficiência
Arcoverde

Ajudante de farmácia – 1
Assistente administrativo – 1
Auxiliar de cozinha – 1
Enfermeiro – 1
Maqueiro hospitalar – 1
Oficial de serviços gerais na manutenção de edificações – 1
Porteiro – 1

Caruaru
Auxiliar de costura – 1
Servente (construção civil) – 2

Plano batizado de “Caminho para a Prosperidade” acaba com políticas de Estado e com redes de proteção social  

Rio de Janeiro 9 10 2018 O economista Paulo Guedes, que comanda o núcleo econômico da campanha do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, fala à imprensa.foto Fernando Frazão Agencia Brasil

 O ministro Paulo Guedes diz que quer fazer uma grande queima de estatais no estilo “fast track” / Fernando Frazão | Agência Brasil

Em entrevista ao jornal Valor Econômico publicada nesta segunda-feira (9) o ministro da Economia, Paulo Guedes, detalhou seus planos para o desmonte do Estado brasileiro e das estruturas de proteção e justiça social criadas nos últimos 30 anos no país.

Sem meias palavras, Guedes afirmou que pretende privatizar todas as estatais de uma vez só; acabar com os investimentos obrigatórios em áreas como saúde e educação; extinguir as deduções no imposto de renda; demitir servidores públicos e reduzir salários; acabar com os fundos setoriais; recriar a CPMF e até mudar o significado da letra “S” na sigla BNDES – que passaria a significar Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Saneamento, e não mais “Social”.

Na entrevista, ele afirma que, depois da Reforma da Previdência, o eixo central de sua próxima investida será “desindexar, desvincular e desobrigar” todas as despesas públicas em todos os níveis de governo – federal, estadual e municipal.

Tal medida significa por fim, por exemplo, à regra constitucional que obriga os governos a investirem uma porcentagem orçamentária em saúde e educação. Na saúde, essa obrigatoriedade é de 13,2% do orçamento federal, 12% do estadual e 15% do municipal. Na educação, é de 18%, 25% e 25%, respectivamente.

Para Guedes, o que fazer com tais recursos deve ser decidido pelos governos de plantão, em todos os níveis, e não a partir de uma política de Estado. “Os orçamentos públicos”, diz ele na entrevista, devem “pertencer à classe política”.

Sobre privatizações, o ministro afirmou que o governo quer pegar todas as empresas estatais, avaliar, colocar num pacote e solicitar autorização expressa do Congresso para vender tudo de uma só vez, no estilo “fast track”.

Ele disse ainda que pretende criar o “PAP” – Programa de Aceleração das Privatizações.

Além de vender “tudo”, Guedes quer demitir servidores públicos, acabar com carreiras e reduzir salários. Consequentemente, conclui ele, muitas das atuais atribuições do governo federal seriam extintas.

Em tese, tais funções seriam assumidas por Estados e Municípios – que, no mundo ideal de Paulo Guedes, agiriam sem qualquer necessidade de se subordinarem a um projeto maior de país.

Na Reforma Tributária, já em discussão no Congresso, o plano do ministro passa longe da ideia de criar alíquotas progressivas, de maneira que o peso maior recaia sobre os mais ricos.

Ao contrário, para os que ganham mais ele propõe redução de alíquota (de 27% para 25%), enquanto acaba com todas as possibilidades de dedução com despesas – como saúde, educação e outros – e estabelece contribuição obrigatória para quem ganha a partir de um salário mínimo. Hoje, são isentos todos os que ganham até dois salários mínimos.

O conjunto de medidas anunciadas na entrevista, segundo Guedes, obedece a um plano elaborado no Palácio do Planalto, com anuência do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e já batizado de “Caminho para a Prosperidade”.

Em quase todos os casos, para levar o projeto adiante, é necessária aprovação do Congresso Nacional.

Para fazer frente a esse projeto, que vem sendo esboçado desde o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) e se acentuou no governo Bolsonaro, foi lançada na semana passada em Brasília a Frente Popular em Defesa da Soberania Nacional, reunindo mais de 300 lideranças sociais e políticas.

Pesquisa da ONG suiça Public Eye, em parceria com a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida e a FASE – Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional –, lançada nesta quinta-feira (29), durante a 18ª Jornada de Agroecologia, em Curitiba (PR), reúne dados detalhados de como a Syngenta obtém lucro bilionário a partir da comercialização de agrotóxicos altamente perigosos em países pobres.

De acordo com informações publicadas no site da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, dos 120 ingredientes ativos de agrotóxicos produzidos pela empresa, 51 não estão autorizados em seu país de origem, a Suíça; 16 deles foram banidos devido ao impacto à saúde humana e ao meio ambiente. Apesar disso, a Syngenta segue comercializando em países onde há normas mais flexíveis ou menos rigorosas, como o Brasil.

Somente este ano, o Brasil já autorizou 290 registros agrotóxicos no país. Mais de 40% está proibida na União Europeia por oferecer risco à saúde e ao ambiente.

A versão em português do estudo “Lucros altamente perigosos” foi lançada durante aula pública “O envenenamento do povo brasileiro – impactos dos agrotóxicos à saúde”. A atividade integra a 18ª Jornada de Agroecologia, que vai até domingo (1º) em Curitiba. O lema deste ano é “Terra Livre de Transgênicos e Sem Agrotóxicos, Cuidando da Terra, Cultivando Biodiversidade e Colhendo Soberania Alimentar, e Construindo o Projeto Popular para a Agricultura!”.

Em 2017, cerca de 540 mil toneladas de venenos foram aplicadas no Brasil, por um valor de mercado de US$ 8,9 bilhões. Cerca de 370 mil toneladas de “agrotóxicos altamente perigosos”, ou 20% do que é utilizado mundialmente, pulverizados nas plantações.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) são instituições que recomendam que os agrotóxicos altamente tóxicos sejam eliminados gradualmente e substituídos por alternativas mais seguras. (Do Saúde Popular)

* Com informações da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida

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BRASÍLIA — O governo do presidente Jair Bolsonaro anuncia nesta quarta-feira uma lista de 17 empresas estatais que serão privatizadas. Ainda não há informações, por exemplo, sobre quando as privatizações serão concluídas ou qual é a expectativa de faturamento do Executivo. O anúncio será feito às 17h no Palácio do Planalto

Veja a lista das estatais que serão privatizadas

Correios

Empresa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC),  está presente em mais de 5,5 mil municípios brasileiros. Os Correios prestam serviços que vão desde o envio e o recebimento de cartas e encomendas até serviços financeiros e de conveniência. Os Correios encerraram 2018 com lucro líquido de R$ 161 milhões. Recentemente, a empresa abriu um Plano de Desligamento Voluntário (PDV), que teve a adesão de 4,8 mil funcionários. Em seu quadro geral, os Correios têm cerca de 105 mil funcionários.

Em junho, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a ideia de privatizar os Correios ganhou força em seu governo e ‘estava no radar’. No dia 14 daquele mês, Bolsonaro anunciou a demissão do presidente da empresa, o general Juarez Aparecido de Paula Cunha, ao fim de um café da manhã com jornalistas que cobrem o Planalto. Segundo o presidente, a exoneração foi motivada pela recente ida de Juarez à Câmara dos Deputados, a convite de partidos da oposição. Bolsonaro disse que o general se comportou “como um sindicalista” na ocasião e posou para fotos com deputados do PT e do PSOL. Após ter sua demissão anunciada, o próprio Juarez anunciou, em rede social, que deixaria o cargo.

Eletrobras

Empresa líder em geração e transmissão de energia elétrica no Brasil, também é a maior companhia do setor elétrico da América Latina. A capacidade geradora da Eletrobras equivale a cerca de um terço do total da capacidade instalada do país. No segundo trimestre do ano, a estatal registrou lucro líquido de R$ 5,5 bilhões, resultado 305% superior a igual período do ano passado. Na terça-feira, o presidente da empresa, Wilson Ferreira Junior, afirmou que até o fim do ano deverá definir o modelo e implementação de novo plano de demissões voluntárias para o grupo, que será implementado no período 2020-24. 

Casa da Moeda

Casa da Moeda em Santa Cruz Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo
Casa da Moeda em Santa Cruz Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo

Fundada em 1694, para otimizar a circulação de moedas no Brasil. Naquela época, o dinheiro vinha de Portugal. Atualmente, a Casa da Moeda está em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro. No local, funcionam as fábricas da empresa, com capacidade instalada para produzir aproximadamente 2,6 bilhões de cédulas e 4 bilhões de moedas por ano.

Empresa Brasil de Comunicação (EBC)

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) começou a ser idealizada em maio de 2007, e sua criação foi autorizada em outubro do mesmo ano. A empresa herdou os canais de rádio e TV geridos pela estatal Radiobrás e pela Associação de Comunicação Educativa Roquette-Pinto (Acerp). Atualmente, a EBC é administrada por um Conselho de Administração e por uma Diretoria Executiva. Desde janeiro de 2019, a empresa está vinculada à Secretaria de Governo, por meio da Secretaria Especial de Comunicação Social.

Telebras

Telebras: vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), e empresa tem entre as suas atribuições a missão de fomentar e difundir o uso e o fornecimento de bens e serviços de tecnologias de informação e comunicação no país. Nesta quarta, em meio às expectativas sobre privatização, as ações da Telebras chegaram a subir 40%. No início da tarde, os ganhos eram de 37,1%.

Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex)

Mais conhecida como “raspadinha”, a loteria instantânea é uma modalidade de loteria em que o apostador sabe, na hora em que raspa o cartão, se ganhou algum prêmio ou não. Hoje, no Brasil, existem três modalidades federais de loteria: de sorteio (Mega-Sena, Lotofácil, Lotomania, Dupla-Sena, Timemania e Quina), de números (Loteria Federal) e de prognósticos esportivos (Loteca e Lotogol). Ao longo de 2016, o Governo Federal arrecadou aproximadamente R$ 13 bilhões com essas loterias. No mesmo período, os repasses sociais somaram pouco mais de R$ 6 bilhões.

Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp)

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), vinculada ao Ministério da Infraestrutura, administra o Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina. O complexo portuário santista conecta-se à sua área de influência primária, que abrange os estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, que concentram mais de 60% do PIB nacional. A área de influência secundária do Porto inclui os estados da Bahia, Tocantins, Espí­rito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O Porto de Santos movimenta cargas de todos os estados brasileiros e é o maior exportador de açúcar, suco de laranja e café em grãos do mundo, destacando-se também a soja, o milho, o álcool, automóveis e produtos industrializados em geral.

Estatais: Enxugamento das estatais leva à queda de investimentos das empresas públicas

Empresa Gestora de Ativos (Emgea)

A Emgea é uma empresa pública federal não financeira, vinculada ao Ministério da Economia, que tem como atividade a gestão de ativos – bens e direitos – provenientes da União e de entidades integrantes da administração pública federal.

Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF)

É vinculada ao Ministério da Economia e tem como objetivo fomentar as exportações brasileiras, contribuir para o financiamento de projetos de infraestrutura, para a oferta de garantias e para a gestão de fundos garantidores oficiais no Brasil.

Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro)

É líder no mercado de TI para o setor público. Atualmente também oferece serviços especializados ao setor privado.

Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev)

Sede da Dataprev em Brasília Foto: André Coelho / Agência O Globo

Fornece soluções de TI para o Estado. A empresa tem unidades de desenvolvimento de sistemas em cinco estados (CE, PB, RN, RJ, SC) e três data centers, localizados no Distrito Federal, Rio de Janeiro e em São Paulo. Entre outros serviços, a Dataprev processa o pagamento mensal de cerca de 34,5 milhões de benefícios previdenciários e é responsável pela aplicação on-line que faz a liberação de seguro-desemprego. A empresa também processa as informações previdenciárias da Receita Federal e responde pelas funcionalidades dos programas que rodam nas estações de trabalho da maior rede de atendimento público do país, somadas as Agências da Previdência Social aos postos do Sistema Nacional do Emprego (Sine).

Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp)

Setor de hortaliças no Ceagesp Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

Setor de hortaliças no Ceagesp Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

A Ceagesp, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mantém a maior rede pública de armazéns, silos (grandes depósitos, em forma de cilindro, para guardar produtos agrícolas) e graneleiros (locais que recebem ou abrigam mercadorias a granel) do Estado de São Paulo. Trata-se da maior central de abastecimento de frutas, legumes, verduras, flores, pescados e diversos (alho, batata, cebola, coco seco e ovos) da América Latina. Situada na zona oeste da capital paulista, pelo local circulam diariamente cerca de 50 mil pessoas e 12 mil veículos.

Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasaminas)

É uma empresa de economia mista do governo federal, sob a supervisão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que administra diretamente o entreposto da Grande Belo Horizonte, em Contagem e outros cinco no estado mineiro. O mercado atacadista de gêneros alimentícios de Minas Gerais é um dos principais do país e grande parte está concentrada nas dependências da Unidade Grande BH da CeasaMinas.

Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa)

A Companhia Docas do Espírito Santo administra o porto do estado.  O porto tem instalações públicas e arrendadas, movimentando diversos tipos de cargas, incluindo o atendimento às embarcações offshore. Atualmente, o porto capixaba espera a chegada de 46 navios, além de ter cinco embarcações fundeadas e outros onze navios atracados.

Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU)

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos tem sob a sua operação os sistemas de transporte de passageiros nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa (PB) e Natal (RN). Em 21 de junho de 2018, após Assembleia Geral Extraordinária, a CBTU torna-se empresa pública.

Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. (Trensurb)

A  Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre é pública e vinculada ao Governo Federal, que tem por acionistas a União (99%). Atualmente, opera uma linha de trens urbanos com extensão de 43,8 quilômetros, no eixo norte da Região Metropolitana de Porto Alegre, com 22 estações e uma frota de 25 trens (com outros 15 sendo integrados), atendendo a seis municípios: Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo.

Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec)

Vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, atua no segmento de semicondutores. A empresa projeta, fabrica e comercializa circuitos integrados para aplicações como identificação patrimonial/logística, identificação pessoa e veicular. É localizada em Porto Alegre (RS). 

Pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva revela a existência no Brasil de 45 milhões de desbancarizados, ou seja, brasileiros que não movimentam a conta bancária há mais de seis meses ou que optaram por não ter conta em banco. Isso significa que de cada três brasileiros, um não possui conta bancária. De acordo com a sondagem, esse grupo movimenta anualmente no país mais de R$ 800 bilhões.

Na avaliação do presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, a conclusão evidente do levantamento é que o Brasil sairia mais rápido da crise econômica se a bancarização crescesse. “É muito ruim para a economia brasileira. Ficou definido na pesquisa que os bancos que operam no país ainda não falam com uma parcela significativa da população e que muitas dessas pessoas que não têm conta em banco são empreendedores, entre os quais ambulantes e trabalhadores autônomos, que precisariam estar mais inseridos na economia formal.

Meirelles explicou que como essas pessoas não têm acesso ao crédito, precisam esperar até três anos para juntar dinheiro suficiente para comprar uma geladeira, um aparelho celular ou trocar de televisão, por exemplo. Se tivessem acesso ao crédito, poderiam parcelar essas compras de modo a ter hoje esse bem. Segundo ele, isso faz a economia girar. Com essa parcela gigantesca de desbancarizados, Meirelles estimou que a economia brasileira vai demorar ainda um tempo para reaquecer.

Mulheres

Realizada em maio deste ano com 2.150 brasileiros de 16 anos ou mais em 71 cidades do país, a pesquisa mostra que os desbancarizados representam 29% da população adulta do Brasil. Seis em cada dez desbancarizados são mulheres, isto é, a parcela feminina representa 59% do total, contra 41% de homens.

Sete em cada dez, ou 69% do total consultado, são negros ou pardos, contra 29% de brancos e 2% de amarelos e indígenas. “São, em grande parte, da população mais pobre, mais mulheres, com uma parcela maior de negros também”, disse Meirelles. Segundo analisou, os bancos tal como atuam hoje não respondem à demanda da maioria dessas pessoas, para as quais o dinheiro vivo, em espécie, é mais importante.

Classes econômicas

Oitenta e seis por cento dos desbancarizados estão concentrados nas classes econômicas C, D e E, que é a parcela da população menos conectada e com maior informalidade de trabalho. Desses, 49% estão na classe média (C). Dos 45 milhões de desbancarizados, 58% têm apenas o ensino fundamental ou não têm instrução; 31% disseram ter recebido algum empréstimo e 45% informaram ter recorrido a familiares e 25% a amigos. Somente 24% recorreram a bancos ou financeiras para obter um financiamento ou empréstimo.

Sessenta e nove por cento dos desbancarizados compram fiado, isto é, deixam para pagar suas compras no final do mês e 51% confessaram já ter usado o cartão de crédito emprestado de outra pessoa. Conforme explicou Renato Meirelles, a preferência por comprar no pequeno varejo é devido ao maior desconto que essas pessoas conseguem. Muitos são ex-bancarizados que não tiveram boas experiências como clientes de bancos e não acham que o dinheiro deles está bem guardado em bancos. A respeito da movimentação financeira dessa parcela dos brasileiros, que alcança R$ 817 bilhões de reais, Meirelles brincou que “é muito dinheiro para estar debaixo do colchão”.

Dinheiro vivo

Em geral, essas pessoas são de baixa renda e realizam trabalhos esporádicos, pelos quais preferem receber em dinheiro vivo. Do total de desbancarizados, 62% moram no interior, sendo que quase quatro em cada dez moram no Nordeste (39%). Meirelles explicou que embora o Sudeste seja a maior região do país em nível populacional, não reúne a maior parcela da população desbancarizada. “Quanto mais no interior e mais no Nordeste, maior é a presença da caderneta de fiado, ou caderneta de crédito que teve origem no varejo”.

Metade (50%) dos desbancarizados está na faixa de 16 a 34 anos, com idade média de 37 anos. Doze por cento, apesar de não terem conta em banco, têm cartão de crédito, às vezes mais de um, enquanto 75% evitam ao máximo recorrer a bancos. A falta de dinheiro é o motivo apontado por 31% dessa fatia da população brasileira para não ter conta em banco e 29% preferem usar dinheiro em espécie; 49% não confiam nos bancos.

Renato Meirelles foi fundador e presidente do Data Favela e do Data Popular, onde conduziu diversos estudos sobre o comportamento do consumidor emergente brasileiro, atendendo às maiores empresas do Brasil. Em 2012, Renato fez parte da comissão que estudou a Nova Classe Média Brasileira, na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

Agência Brasil

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira através do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher promove nesta terça-feira (20), a partir das 8h, a 3ª Conferência Municipal de políticas para as mulheres, no auditório do Colégio Normal Ione Góes. 

A Conferência terá como tema este ano “Mulher e Democracia: uma agenda de luta por direitos iguais”, com enfoque em diversos eixos temáticos, a exemplo da descentralização e interiorização da política, o financiamento, enfrentamento da violência, participação nos espaços de poder, autonomia econômica, dentre outros itens.

Segundo Risolene Lima, coordenadora Municipal de Políticas para as Mulheres, o objetivo é discutir e elaborar propostas de políticas públicas direcionadas às mulheres, contemplando a construção da igualdade de gênero e buscando fortalecer a autonomia das mulheres. 

Manuela foi a primeira mulher a assumir a Compesa em 48 anos de existência da companhia / Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Ao tomar posse da presidência da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) nesta segunda-feira (19), a engenheira civil Manuela Marinho apresentou propostas para a sua gestão. Entre as pautas, estão as obras da Adutora do Agreste, que segundo ela, a perspectiva para a conclusão da primeira parte está marcada para o final desse ano. 

“A perspectiva está para o final desse ano, onde a gente espera contemplar 23 cidades e estamos medindo esforços junto ao governo federal para captar recursos para iniciar a segunda fase da adutora do Agreste, que irá beneficiar mais 43 municípios, fazendo 68 no total”, explicou a nova presidente. 

No evento, também foi anunciado um investimento de R$ 1 bilhão, que serão gastos para a realização de novas obras em 2019. “A grande parte veio da casa, a própria Compesa fez o investimento do seu lucro líquido. Também tem recursos dos programas PSH, PSA, que são programas de convênios com o Banco Mundial e do próprio governo federal. Eles estão fazendo um repasse grande para a adutora”, acrescentou. 

Antes, Manuela Marinho chefiava a área de Transportes da Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos. De acordo com o Estado, a engenheira civil Manuela Marinho assume com a missão de ampliar e consolidar o abastecimento de água e esgotamento sanitário no Estado.

Recursos federais

Questionada sobre a importância dos repasses dos recursos federais para as obras no Estado, a presidente fez questão de ressaltar a importância dos investimentos próprios.

“Vou me debruçar ainda nos números, mas há obras que possuem apenas recursos próprios. Claro, que obras como a Adutora do Agreste, que mexe na casa de bilhão, elas são financiadas pelo governo federal, mas a Compesa têm investido com recursos próprios”, disse.

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