De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 1.001, o que mantém uma posição de estabilidade nos dados, embora com números elevados.

Os finais de semana, por atrasos de notificação, costumam ter números mais baixos.

Além dos dados diários do consórcio, a Folha também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 1.001, o que mantém uma posição de estabilidade nos dados, embora com números elevados.

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais. O balanço é fechado diariamente às 20h.

O Brasil tem uma taxa de cerca de 48,3 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos, e o Reino Unido, ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 49,9 e 70,2 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

O México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos, tem 41,2 mortes para cada 100 mil habitantes.

Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena muito mais rígida, o índice é de 10 mortes por 100 mil habitantes.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

Justiça determina que Bolsonaro pague multa a Jean Wyllys e honorários de advogado

Bolsonaro processou Jean Wyllys, mas Justiça considerou ação improcedente (Foto: Reprodução)

O juiz Leonardo de Castro Gomes, da 47ª Cível do Tribunal de Justiça do Rio, deu prazo de 15 dias para que, assim que for notificado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pague R$ 2,6 mil ao ex-deputado Jean Wyllys e ao advogado Lucas Mourão.

A determinação envolve um processo de 2017, em que Bolsonaro processou Wyllys e requereu indenização de R$ 22 mil por danos morais. Na época, o então deputado Jair Bolsonaro moveu a ação alegando que Wyllys o chamou de “boquirroto”, “fascista” e “nepotista”.

A determinação para o pagamento dos valores foi revelada pela coluna do jornalista Ancelmo Góis, de O Globo, neste domingo (9).

A Justiça não considerou procedente a reclamação de Bolsonaro e negou o pedido. Assim, o presidente acabou condenado a pagar multas pelos embargos apresentados e deverá repassar 10% da causa, a título de honorário, ao advogado de Jean Wyllys.

Bolsonaro não pode mais recorrer da ação.